Halo Infinite ficou com a fama manchada após uma apresentação polêmica na E3 e um adiamento que deixou o Xbox Series X/S órfão de um grande título de lançamento. No entanto, o primeiro teste técnico realizado com o multiplayer do game mostra que a Microsoft está realizando um bom trabalho e deve entregar um modo online sólido futuramente.
Após ser um dos felizardos que foi selecionado para o Tech Preview de Halo Infinite, que aconteceu no finzinho de julho, consegui experimentar o grande lançamento da 343 Industries em sua versão de PC. Apesar de o jogo apresentar alguns problemas de desempenho no computador — algo que deve ser corrigido futuramente — já deu para ter uma ideia do que esperar desse aguardado título, que ainda não tem data de lançamento.
Especificações do PC utilizado:
Processador: Intel I7-7700
MemóriaRAM: 16 GB
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2070 SUPER 8GB
Outras observações: armazenamento em HD
É bonito?
Com tantas discussões envolvendo o visual de Halo Infinite, que será lançado para duas gerações de consoles e o PC, o primeiro aspecto notado ao jogar o Tech Preview foram os gráficos. Mesmo ainda em desenvolvimento, o game já exibiu um trabalho visual bem melhor que a icônica demo da campanha do ano passado. As texturas fazem com que armas possuam detalhes visíveis, como desgastes de uso, e os cenários contam com vários reflexos e efeitos de iluminação, com qualidade digna de um Halo.
Vale notar, inclusive, que o Tech Preview é focado no multiplayer, que normalmente conta com gráficos otimizados para garantir taxas de quadros mais altas. O resultado promissor eleva as expectativas para a campanha, que deve garantir uma experiência visual ainda mais robusta.
Outro ponto interessante do teste são os loadings. Mesmo jogando em um HD, o jogo entregou carregamentos que não demoram e não apresentou problemas de textura. A otimização para o padrão de armazenamento mais antigo certamente possui ligação com o lançamento no Xbox One original, que também receberá o jogo — com limitações gráficas e de framerate.
Passe de temporada
Durante o período de teste inicial, Halo Infinite só contava com partidas contra bots e três mapas, com a possibilidade de mais jogadores se juntarem à partida. Fui azarado e só cai em um cenário o teste todo, mas já deu para sentir o potencial do multiplayer gratuito.
Apesar das partidas limitadas, o primeiro Tech Preview também exibiu a estrutura básica do multiplayer e o sistema de passe de temporada do jogo. Além de trazer roupas coloridas para os espartanos de plantão, as novas seasons prometem contar com modos de jogo e atualizações para manter a comunidade ativa durante os próximos anos.
A sobrevivência de jogos como Rainbow Six Siege, Fortnite e Call of Duty Warzone mostram que o sistema de passe de batalha funciona muito bem, e a implementação em Halo também pode dar certo. No entanto, os jogos mencionados acima também garantem uma bela competição para a nova aposta da Microsoft.
Vai vingar?
Mesmo com tantos concorrentes no segmento de “jogos multiplayer gratuitos”, Halo Infinite chegará com algumas cartas na manga que devem ajudar em sua popularização e, consequentemente, sucesso.
Para começar, a Microsoft finalmente derrubou a obrigatoriedade da Live Gold para jogos free-to-play. Com o Xbox Series S vendendo que nem água e a grande base instalada do Xbox One, além do lançamento no PC, a tendência é que o multiplayer já ganhe o interesse de muitos curiosos que simplesmente curtem jogar o que é grátis.
Além da ampla disponibilidade nas plataformas da Microsoft, a novidade também conta com um grande chamariz: o nome Halo. Não sou um árduo fã da franquia da Microsoft, muito menos de jogos de tiro em primeira pessoa, mas fiz a inscrição no Tech Preview justamente pelo apelo nostálgico.
Assim como muitos jogadores no Brasil, cresci jogando a franquia Halo na época do Xbox 360, console que está no hall dos mais populares do país — cortesia da pirataria. O lançamento do multiplayer grátis pode servir como ponte para reconectar antigos fãs com a fase atual da franquia, impulsionando até mesmo as vendas e popularidade da campanha single-player, que chegará no lançamento ao Game Pass de PC e consoles.
Apesar do teste limitado, a franquia Halo parece estar no caminho certo para o futuro. Resta agora aguardar por mais testes para termos certeza que o jogo realmente será um sucesso. Para quem quer tentar uma oportunidade de jogar as próximas prévias antes do lançamento, basta fazer uma inscrição para o Halo Insider Program clicando aqui.
A Amazon está realizando o Prime Day, que reúne uma série de promoções ao estilo Black Friday, só que na metade do ano. Para quem gosta de jogos físicos (e não possui um console digital) ou quer dar uma aprimorada no setup gamer, vale a pena ficar de olho nas promoções.
Confira algumas dicas e produtos que já estão com desconto ou podem aparecer em promoção durante o evento, que vai até 22 de junho. Além de itens para games, destacamos também as promoções da própria Amazon, que já liberou alguns descontos.
O serviço de games Xbox Game Pass Ultimate traz mais de 100 jogos para os consoles Xbox e PC, mas os benefícios da assinatura, que está custando R$ 5, não param por aí. A Microsoft liberou 30 dias grátis de Disney+ para os usuários, o que garante uma forma barata de acesso à plataforma na estreia da série Loki.
O resgate do benefício está disponível até o dia 30 de setembro de 2021. Além de resgatar o código em um console Xbox, você também pode garantir o benefício sem mesmo usar o serviço de games, por meio do app de celular ou PC. Veja como:
Resgate os 30 dias grátis de Disney+ pelo PC
Por tempo limitado, o Xbox Game Pass Ultimate está custando apenas R$ 5 no site da Microsoft. Ao assinar, você pode resgatar os 30 dias grátis de Disney+ e acessar todo o conteúdo do catálogo durante o teste grátis. Além de Loki, que estreou em junho na plataforma, o serviço de streaming também possui outros conteúdos de qualidade, incluindo Mandalorian, WandaVision e Falcão e o Soldado Invernal.
Para resgatar o código pelo PC, siga os passos:
Visite este site da Microsoft e clique em “Associe-se ao Ultimate” para adquirir a assinatura. É importante ressaltar que o plano adquirido precisa ser o Ultimate para receber o acesso ao Disney+.
Após a assinatura ser realizada, você pode cancelar a cobrança recorrente do serviço nas configurações de sua conta.
Faça login com a mesma conta utilizada para assinar o Xbox Game Pass Ultimate.
Entre na aba de Vantagens, como mostrado na imagem acima.
Resgatando o código no app de PC
Após abrir na aba de Vantagens, desça a interface e clique no quadro do Disney+.
A interface exibirá detalhes da oferta e o botão “resgatar online”, que abre um site para realizar a ativação do código.
Em seguida, basta acompanhar as instruções do site do Disney+ para criar um perfil e aproveitar os 30 dias de teste gratuito da plataforma.
Resgatar o Disney+ pelo celular
O resgate dos 30 dias gratuitos de Disney+ também pode ser feito pelo celular. Ou seja, além de você não precisar ter um console Xbox, o benefício pode ser resgatado até mesmo por quem só utiliza um smartphone. O único requisito é criar uma conta da Microsoft e assinar o Game Pass.
O grande assunto do mundo gamer atualmente é a briga judicial entre Epic Games e Apple. Porém, não é só de Fortnite que vive a indústria de jogos eletrônicos. Enquanto as duas empresas gigantes batalhavam na corte, a PS Plus acabou ficando mais cara no Brasil e a E3 ressuscitou.
Além disso, a Ubisoft revelou novidades sobre The Division e a Sega voltou! Um novo jogo da franquia Judgement, que faz parte do universo de Yakuza, está para chegar. Confira mais detalhes.
Novas da semana
A PS Plus ficou mais cara
A partir de julho, o serviço do PlayStation terá aumento em todos os planos. A assinatura anual terá o maior acréscimo e passará a custar R$ 200. A empresa justificou a mudança com base na economia atual. O salário do gamer™ brasileiro, no entanto, continua assim ?.
Confira os novos preços da PlayStation Plus no Brasil, que começam a valer em 7 de julho:
Plano mensal vai de R$ 25,90 para R$ 34,90
Trimestral vai de R$ 64,90 para R$ 84,90
Anual vai de R$ 149,90 para R$ 199,90
The Division ficou mais barato
(Imagem: Ubisoft/Reprodução)
A Ubisoft anunciou Heartland, novo jogo da franquia The Division que será free-to-play. Ainda não temos detalhes sobre gameplay, mas o título chega futuramente no PC e consoles. A franquia também receberá mais conteúdos em The Division 2 e um filme na Netflix, mas nenhuma das novidades conta com data de lançamento.
A Sega Voltou
O estúdio de Yakuza apresentou nesta semana o jogo Lost Judgement, que chega em 24 de setembro para consoles PlayStation e Xbox da oitava e nona geração. Pois é, atualmente, não existem planos de lançamento no PC.
Sequência de Judgement, lançado em 2018 no PS4, o novo game será o principal projeto de ação do universo gângster da Sega. De acordo com a galera do estúdio Ryu ga Gotoku, a franquia Yakuza agora será focada no gameplay em turnos, após o sucesso de Yakuza Like a Dragon, enquanto o spin-off trará pancadaria à moda antiga.
A E3 ressuscitou
A E3 2021 vai acontecer entre 12 e 15 de junho e uma galera já confirmou presença na feira online. A Copa do Mundo dos games terá novidades da Sega, Square Enix, Ubisoft, Capcom, Xbox, Warner Games, Ubisoft e mais. A PlayStation, porém, continua fora do evento, mas pode ser que a dona Sony aproveite o clima de festa para trazer algumas novidades. Vai que bate aquele FOMO na empresa.
Ray Tracing para mais de Metro
A 4A Games lançou Metro Exodus Enhanced Edition, a versão do jogo que só funciona com Ray Tracing e vem como upgrade gratuito para quem já possui o game original.
A nova edição capricha na implementação dos raios de luz e DLSS 2.1, que aprimora em até 300% o desempenho do título em PCs RTX. A galera do PS5, Xbox Series X e S receberá as melhorias em 18 de junho.
Big dos Big
O Big Festival 2021 ainda tá rolando e possui vários conteúdos maneiros sobre a indústria de games. Confira tudo no site do evento digital e veja a lista com os melhores jogos da feira. Tem muito indie de qualidade por lá, incluindo o assustador Fobia.
As lojas Nuuvem e Green Man Gaming estão vendendo Resident Evil Village para PC com até 18% de desconto. O Jornalzito jogou o novo game da Capcom e tá bem divertido – confira nossa review. Se você não quer gastar nada pra ser perseguido pela Lady Dimitrescu, já existe uma versão bootleg grátis feita no Brasil.
O Xbox Game Pass ganhou diversos jogos em maio, incluindo FIFA 21 e Dragon Quest Builders 2. Em 13 de maio, o catálogo do serviço também receberá Red Dead Online e Just Cause 4. Confira todas as novidades aqui.
Pine é o jogo grátis da vez na Epic Games Store. Resgate aqui ó.
A E3 é conhecida por ser um dos maiores eventos de games do ano, mas a edição de 2021 pode perder esse título. A batalha judicial entre Apple e Epic Games se tornou um palco de grandes revelações sobre a indústria de jogos.
Por enquanto, os documentos apresentados para a corte ainda não anunciaram nenhum jogo (foi por pouco), mas já vimos algumas skins que devem chegar em Fortnite. Além disso, a ação judicial mostrou um lado obscuro da indústria de games: as negociações que rolam por baixo dos panos.
Tim Cook, o CEO da Apple, e Tim Sweeney, o comandante da Epic Games. (Imagem: The Information/Reprodução)
Se você tá por fora desse entrevero jurídico, a Epic Games está chamando uma galera na corte para tentar provar que as taxas cobradas na App Store são abusivas e a loja possui tendências de monopólio. A Apple, por outro lado, está utilizando suas testemunhas para descreditar a rival e sair por cima. Tudo isso por causa de Fortnite.
Com tantas empresas bilionárias envolvidas no processo, diversas informações interessantes já surgiram no julgamento, além de frases e declarações bem peculiares. Abrimos nossa newsletter de hoje trazendo um resumão com as principais “novidades” que apareceram até agora:
Microsoft confirma que não lucra com consoles
As palavras saíram da boca de uma das chefes da divisão Xbox, e isso não é novidade. Porém, não é todo dia que uma empresa confirma que seu console não dá grana. Na verdade, até a Sony possivelmente também não ganha grana com a venda direta de seus dispositivos. Afinal, estamos vivendo em um mundo com placas de vídeo caríssimas e tanto PS5 quanto Xbox Series X/S continuam com seu preço padrão.
As empresas abraçam esse prejuízo para ganhar em cima da venda de games e serviços. Logo após a repercussão da notícia, a Microsoft fez questão de dizer que está ganhando bilhões com assinaturas como o Game Pass e os 30% provenientes da comercialização de jogos e itens in-game nos consoles Xbox.
Sony cobra taxa de jogos que usam crossplay
Após muita pressão dos jogadores de Fortnite, a Sony finalmente liberou o crossplay em seus consoles em 2019. A alteração, porém, não veio de graça para desenvolvedores. Os documentos do julgamento apontam que a empresa não considera a funcionalidade positiva para o ecossistema PlayStation, financeiramente falando. Afinal, com o crossplay habilitado, as crianças sonystas não precisam convencer o coleguinha a gastar quase R$ 5 mil em um PS5 para jogar Fortnite em squad.
Para garantir um afago ao seu bolso, a Sony implementou uma “taxa de uso” do crossplay em seus consoles. Segundo mostram as políticas da PlayStation Store, os jogos que liberam o multiplayer entre diferentes plataformas precisam pagar um tributo extra para a Sony, que serve para “compensar” a grana que a empresa deixa de ganhar ao permitir que você jogue com amigos no Xbox, Switch ou PC.
Segundo Tim Sweeney, CEO da Epic Games, a Sony é a única companhia que pratica a taxa do crossplay no mercado. Complicado, hein…
PlayStation é o lugar que mais dá dinheiro para Fortnite
Enquanto ter que pagar uma taxa para usar crossplay não é nada legal, a Epic Games possivelmente não se incomoda tanto em fornecer o tributo para a Sony, já que a plataforma dá dinheiro. O PlayStation é o local que mais gera receita para Fortnite atualmente.
Segundo os documentos da Epic Games, que englobam dados entre 2019 e 2020, a receita bruta de Fortnite no PlayStation fica em US$ 148 milhões por mês. O segundo lugar fica com o Xbox, que gera cerca de US$ 82 milhões mensais para a Epic.
Já a versão de PC, a preferida da Epic, movimenta cerca de US$ 27 milhões/mês, ficando atrás até mesmo do Nintendo Switch. A versão de iOS, que é o principal ponto de briga entre Epic e Apple, gerava cerca de US$ 23 milhões mensais brutos para o battle royale, sem contar os tributos pagos para a App Store.
Fortnite fora do xCloud
A batalha judicial do momento também revelou o motivo para Fortnite não estar presente no xCloud. Why? A Epic Games acredita que lançar o battle royale no streaming da Microsoft vai prejudicar os ganhos da versão de PC.
A versão de PC de Fortnite conta com a melhor margem de lucro atualmente, já que funciona pela Epic Games Store e toda a grana vai diretamente para o bolso de Tim Sweeney. O xCloud funciona na mesma estrutura do Xbox e, com isso, toda compra feita pelo serviço de streaming viria acompanhada de uma taxa de 30% para a Microsoft.
(Imagem: Microsoft/Reprodução)
Ou seja, a tendência é que Fortnite possivelmente também não dê as caras no PS Now e no Stadia futuramente. Por outro lado, o game está disponível via nuvem no GeForce Now, que não possui royalties de uso e garante lucros limpos para a Epic. Logo, se você quer rodar o jogo em um PC fraco, as opções são utilizar o serviço da Nvidia, que está chegando ao Brasil, ou testar a versão otimizada do battle royale.
Epic gasta milhões para distribuir jogos grátis
US$ 1,4 milhões. Essa foi a quantia gasta por Tim Sweeney e sua trupe para distribuir Subnautica sem custos na Epic Games Store, em 2019. Ao todo, a empresa gastou cerca de US$ 12 milhões para distribuir 38 games de graça na plataforma.
É grana pra caramba, mas a Epic consegue bancar os brindes com o dinheiro de Fortnite. E a estratégia, quando colocada na ponta do lápis, até que vale a pena. Graças aos jogos grátis, a empresa conseguiu cerca de 5 milhões de novos usuários para sua loja.
(Imagem: Epic Games Store/Reprodução)
Segundo os cálculos, a companhia praticamente pagou US$ 2,37 por cada conta criada na Epic Games Store. Ou seja, se cada pessoa gastar umas 20 doletas em jogo na loja, a empresa já consegue recuperar o investimento.
Mesmo assim, não é fácil fazer a galera gastar grana na concorrente da Steam. Os picos de vendas na plataforma acontecem quando a empresa compra a exclusividade temporária de alguns jogos, e isso é caro pacas. Assegurar Borderlands 3 na Epic Store, por exemplo, custou nada menos que US$ 146 milhões. Devido aos gastos astronômicos, a estimativa é que a loja só comece a dar lucro lá por 2024.
Eu joguei Resident Evil Village, um dos principais lançamentos desse início de ano e temos aqui um dos melhores games de 2021. A nova produção da Capcom chega ao PC e consoles PlayStation e Xbox com uma história de suspense marcante, além de muita ação no gameplay.
A experiência é interessante até mesmo para quem não tem muita ligação com a franquia e curte jogos ao estilo The Last of Us. Se você está com algumas dúvidas sobre o game, confira aqui algumas respostas de dúvidas frequentes sobre a produção da Capcom que podem te ajudar na decisão da compra. Tudo sem spoilers da narrativa, é claro.
Para conferir uma análise detalhada, dá um pulo no Adrenaline, onde escrevi a review completa do game com uma cópia cedida pela Capcom.
Preciso jogar Resident Evil 7 para jogar Village?
Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela
Sim, é possível jogar e entender Resident Evil Village sem jogar Resident Evil 7. O novo jogo da Capcom conta com um vídeo de resumo com as principais informações do jogo anterior e que são necessárias para entender o enredo.
No entanto, quem já jogou Resident Evil 7 terá uma experiência mais imersiva na história. Diversos desdobramentos de RE: Village contam com ligação direta com o game anterior da franquia. Com isso, quem jogar a aventura de Ethan Winters na casa dos Baker estará por dentro de mais detalhes da narrativa.
Resident Evil Village também conta com outras conexões com a franquia de games. Logo, para quem é totalmente novo na franquia, talvez seja necessário dar uma pesquisada em Wikis para captar detalhes menores da história.
Resident Evil Village é muito assustador?
Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela
O novo jogo da Capcom equilibra perfeitamente terror e ação. Algumas fases são bem assustadoras, mas vale a pena “sofrer” pela história e o gameplay. Como esperado em um jogo em câmera primeira pessoa, a Capcom utiliza alguns jumpscares, mas boa parte do game conta com um horror atmosférico, o que facilita a vida de quem tem medo.
Minha dica: se você está co muito medo jogue as partes mais assustadoras durante o dia, especialmente a visita à casa Benneviento e os corredores mais apertados da fábrica de Heisenberg. Pela questão da imersão, é bem melhor jogar tudo no escurinho, mas cada um sabe a sensibilidade que tem.
Felizmente, grande parte da aventura de Ethan é recheada de ação, o que ameniza o terror e te dá ao jogador a chance de revidar os sustos com tiros. Com isso em mente, mesmo que você tenha medo.
Ótima pedida para fãs de The Last of Us
A mistura de terror com altas doses de ação torna Resident Evil Village uma baita pedida para quem curte games ao estilo de The Last of Us. A história é altamente imersiva com a câmera em primeira pessoa e acompanha Ethan em uma narrativa cinematográfica de ponta.
A história de Resident Evil Village conta com uma narrativa cheia de suspense e reviravoltas. Além disso, o jogo traz personagens carismáticos, incluindo a vampira Lady Dimitrescu e Karl Heisenberg.
Na parte de gameplay, Resident Evil Village também pode ser “menos cansativo” que The Last of Us. O combate é gratificante e o jogo não é tão linear, garantindo bastante liberdade para o jogador. Além disso, o mapa não é tão extenso, o que gera uma experiência compacta e que rende replay — a campanha dura menos de 10 horas.
Meu PC roda Resident Evil Village?
Outro ponto positivo de Resident Evil Village é a sua otimização. Apesar de trazer Ray Tracing e contar com versões PS5 e Xbox Series X/S, o jogo roda em máquinas modestas. Além de estar disponível no PS4 e Xbox One, novo game da Capcom está funcionando bem em hardwares ao nível da GTX 1050 Ti.
Nós testamos o game em um notebook Acer VX 5, modelo similar ao da linha Nitro, que possui uma GTX 1050 Ti, 16 GB de RAM e processador i7-7700HQ. Enquanto o hardware da máquina é lá de 2016, Resident Evil Village rodou em Full HD com 45 a 60 quadros por segundo em uma qualidade gráfica satisfatória.
Resident Evil Village brilha
até mesmo em PCs modestos
Para quem tem mais poder de fogo, Resident Evil Village está lindo em PCs de ponta. Conseguimos encarar o jogo em Full HD com gráficos no alto em mais de 120 fps com a RTX 2080 Super e Ryzen 5 3600 com o Ray Tracing desabilitado.
A versão de computador também conta com suporte para monitores ultrawide, garantindo ainda mais imersão durante o gaemplay. Para quem joga nos consoles, o game possui upgrade gratuito no
Performance estimada:1080p/60fps – AMD Radeon RX 6700 XT ou NVIDIA GeForce RTX 2070 recomendadas para Ray Tracing
Vale a pena comprar Resident Evil Village?
Resident Evil Village é um jogo que vale a pena conferir, mesmo que você não curta terror. Algumas partes são bem assustadoras, mas o gameplay satisfatório e a história cheia de reviravoltas fazem a experiência ser maneira para qualquer jogador que curte uma boa história.
Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela
A versão de PC traz o melhor custo-benefício e é uma boa pedida para quem possui um computador competente para encarar o game. A edição da Steam já apareceu por menos de R$ 160 em lojas como Nuuvem. Para um jogo que pode ganhar o GOTY, é um baita preço.
A versão de consoles tá saindo por R$ 250 e aparece por cerca de R$ 300 na mídia física, que costuma desvalorizar rápido. Para quem tá sem grana, a dica é segurar a vontade por um tempo, já que os games da franquia Resident Evil costumam entrar em promoção rápido.
Cyberpunk 2077 virou sinônimo de problemas após seu lançamento desastroso, mas já começou a virar referência em “recuperação”, pelo menos no lado financeiro. O RPG de mundo aberto vendeu 13,7 milhões de cópias em 2020. Detalhe: o game foi lançado em dezembro.
Segundo um relatório fiscal, a CD Projekt Red conseguiu uma receita de US$ 563 milhões em 2020 graças ao impulso dado pelo game, que ainda não está disponível na PlayStation Store. E quanto a empresa gastou com os reembolsos e todo o probelma de lançamento? Cerca de US$ 51,3 milhões, segundo projeções do Ars Technica, o que ainda está longe de arranhar o valor total arrecadado pela companhia.
Do valor total das despesas da companhia, apenas US$ 2,22 milhões vieram do programa de reembolso oferecido pela própria companhia na internet e em lojas como PlayStation Store, Steam e Microsoft Store. O baixo valor é bastante surpreendente, visto que o jogo bateu recordes de vendas digitais.
A empresa teve vendas quatro vezes maiores que no ano anterior, o que mostra a importância de Cyberpunk 2077 na receita total da companhia. O jogo vendeu bem principalmente no PC, que foi responsável por 56% das cópias comercializadas, enquanto os consoles ficaram com o restante da porcentagem de vendas.
O que essas informações significam? Apesar de todos os problemas, a companhia ainda conseguiu se sair bem no desastroso lançamento de Cyberpunk 2077. Os números podem até explicar porque a empresa resolveu apostar no desenvolvimento de múltiplos projetos simultaneamente. Afinal, em tese, o “crime” acabou compensando.
Novidades da semana
Video Pass
A Sony apresentou nesta semana o PlayStation Plus Video Pass, um novo benefício para a PS Plus que está em testes na Polônia. A novidade traz filmes que podem ser assistidos pelos assinantes, estreando com um catálogo de 20 produções, incluindo Venom, Bloodshot e o novo Zumbilândia.
Caso a ideia vingue, a novidade garante para a Sony um benefício extra para a PlayStation Plus, que já está recebendo uns jogos de qualidade, e também uma forma de concorrer com as Netflix da vida. Podia ser uma resposta ao Game Pass? Podia, mas de graça, até filme meia boca do Vin Diesel.
Novo Destiny?
O serviço de vídeo não foi a única novidade da Sony. A empresa anunciou que o estúdio independente Firewalk está trabalhando em um novo game multiplayer para os consoles PlayStation.
Apesar de a produtora não ser tão conhecida, a equipe conta com grandes nomes, incluindo desenvolvedores por trás de franquias como Destiny e Apex Legends. Enquanto o currículo surpreende, ainda não temos nome ou data de lançamento para o título.
Mais frames por segundo
A Microsoft expandiu o recurso FPS Boost do Xbox Series X e S para jogos que estão no EA Play. Com a novidade, os donos dos consoles da nova geração podem rodar games como Battlefield 1, Star Wars Battlefront 2 e Titanfall 2 em 120 quadros por segundo. A lista completa de jogos contemplados está na imagem acima.
Fim do Paywall
A Xbox Live Gold agora não é mais necessária para jogar games free to play no Xbox. A notícia é ótima para quem estava de olho no Xbox Series S, que capricha no custo-benefício e agora entrega títulos como Fortnite e Call of Duty Warzone sem nenhum custo.
Você pode conferir todos os mais 50 jogos free to play que não necessitam de Live Gold nesta lista. Nossa dica? Visite a nova temporada de Warzone ou baixe Enlisted, que tem gráficos bonitões!
Xbox com navegador decente!
A Microsoft começou a testar suporte para mouse e teclado no novo Microsoft Edge para consoles Xbox. Com isso, você pode navegar por páginas e escrever com mais facilidade no Xbox One, Xbox Series X e Xbox Series S. A novidade ainda está disponível para um grupo bem pequeno de usuários, mas deve chegar de maneira abrangente no futuro.
A novidade é bastante positiva, já que os usuários poderão usar o console para acessar redes sociais e até trabalhar com texto usando mouse e teclado. Isso não rola na versão atual do browser para Xbox, que é bem ruim. Além disso, o combo de periféricos pode até ser usado em serviços de streaming como o Stadia, que rodam no navegador do console (pelo menos por enquanto).
Nova zona de guerra
Call of Duty Warzone recebeu um evento memorável recentemente, além de grandes novidades. A terceira temporada de conteúdos para o game já está disponível e integra de vez o battle royale com Black Ops Cold War.
A batalha em Verdansk agora acontece em 1984, com o mapa principal ganhando novos cenários oitentistas. A galera do PC também foi contemplada com o DLSS, recurso que garante um belo salto de desempenho no game para computador. Se você possui uma GPU RTX, vale a pena conferir!
Classificados
O multiplayer de Call of Duty Black Ops Cold War está grátis até o dia 28 de abril. Os jogadores do PC, PlayStation e Xbox podem aproveitar o conteúdo sem custos e descontos de até 40% na versão completa do jogo por tempo limitado.
A segunda parte da demonstração de Resident Evil Village chega ao PS4 e PS5 hoje! Os jogadores poderão andar pelo castelo da Lady Dimitrescu por 30 minutos. O conteúdo fica disponível a partir das 21h de sábado e vai embora até semana que vem. Em 1° de maio, o conteúdo chega com uma hora de duração no PC, Xbox e PlayStation.
Se você curte um battle royale diferenciado, o nosso parceiro Rafz tem uma dica: Naraka Bladepoint. O game reúne até 60 jogadores em um campo de batalha com espadas, ganchos e armas de longo alcance. Além disso, cada personagem também conta com habilidades especiais. Você pode jogar de graça baixando o título pelaSteam.
Para quem é fã de multiplayer com amigos, Warhammer: Vermintide 2 está de graça durante o fim de semana e pode ser comprado com até 75% de desconto no PC. Com isso, você pode comprar o jogo por menos de R$ 15 na Steam até 4 de maio. Vale a pena dar uma chance!
IT’S FREE
A Epic Games está distribuindo Alien Isolation de graça por tempo limitado! Se você não pegou o jogo no fim do ano passado, não perca a oportunidade. O resgate sem custos está disponível até 29 de abril, próxima quinta-feira. Hand of Fate 2 também tá com custo zerado na plataforma, só para constar.
Horizon Zero Dawn Complete Edition pode ser resgatado de graça no PlayStation 4 e PS5 até 14 de maio. Se você ainda não tem um console, mas tá pensando em comprar futuramente, também é possível pegar a cópia gratuita usando a PS Store ou PS App. Confira mais detalhes de como fazer isso aqui ó.
O Xbox Game Pass e o Xbox Game Pass Ultimate trazem um catálogo robusto de jogos para PC e Xbox por uma assinatura mensal, mas não é difícil encontrar usuários que ficaram descontes com os serviços na hora em que a internet caiu. Por padrão, os games da assinatura só funcionam quando o usuário está logado em sua conta principal e, com isso, toda a biblioteca pode ficar inacessível se você perder a conexão.
Para conseguir jogar offline, contudo, só é necessário realizar uma rápida configuração no seu Xbox ou computador com Windows 10. Abaixo, você confere como fazer para acessar sua biblioteca de jogos instalados pelo Xbox Game Pass mesmo quando a internet não estiver disponível em seu PC ou console.
Jogar offline no PC
Para conseguir acessar offline os games do Xbox Game Pass no computador, siga os seguintes passos:
Abra o aplicativo da Microsoft Store no seu PC com Windows 10;
Clique no menu de reticências (os três pontinhos) no canto superior direito;
Abra a opção Configurações e habilite o botão “Permissões Offline”.
Com a opção de Permissões offline habilitada, você poderá executar jogos sem a necessidade de realizar o login no aplicativo do Xbox. É importante ressaltar, no entanto, que você ainda precisa de conexão para baixar games e jogar online.
Xbox One, Xbox Series X e Xbox Series S
Os jogadores de consoles também podem habilitar a conta para acessar os jogos do Xbox Game Pass sem conexão com a internet. A opção pode até já estar habilitada no seu console, mas você pode verificar seguindo as instruções abaixo, que valem para o Xbox One, Xbox Series X e Xbox Series S.
Clique no botão Xbox do controle, vá até à aba Perfil e Sistema e selecione Configurações;
Acesse o menu Personalização;
Clique na opção Meu Xbox principal e ative a opção “Defina esse Xbox como principal”.
Com o Xbox ativado em sua conta, será possível acessar todos os jogos offline, inclusive por outras contas que estão utilizando o console. Do mesmo modo, o sistema também compartilhará benefícios como a própria assinatura do Games e da Live Gold com outras contas.
Desde que foi apresentado ao mundo, Outriders deixou bem claro que teria tudo para ser mais um jogo de tiro bem genérico. Desenvolvido pela galera da People Can Fly, que fez Gears of War: Judgement, o game é um dos raros shooters publicados pela Square Enix, que não tem muita cultura nesse segmento.
Quando vi os primeiros materiais de divulgação do game, esperava uma espécie de Ghost Recon Breakpoint com algumas mecânicas de Gears of War. No final das contas, felizmente, eu estava enganado. Em partes, pelo menos: Outriders me surpreendeu de maneira positiva quanto à história e gameplay, mas está longe de ser um jogo perfeito.
Apesar da casca que parece genérica, Outriders consegue entregar uma experiência divertida e com alguns momentos empolgantes, pelo menos até o ponto em que eu joguei durante minhas cerca de 20 horas de gameplay. É uma experiência que não é perfeita e certamente não vale os R$ 280 cobrados atualmente, mas que merece um espaço no armazenamento de quem assina o Xbox Game Pass, que recebeu o jogo no lançamento, e na lista de desejos dos jogadores do PlayStation e PC.
Carteirinha gamer
Game: Outriders Plataformas jogadas: Xbox Series X e PC Horas jogadas até o texto: 24h
O lançamento do game foi bastante problemático por causa de uma questionável conexão online obrigatória. No entanto, olhando para frente, é possível ver um projeto com bastante potencial de crescimento. E o melhor de tudo: Outriders não possui microtransações, o que deve garantir uma continuidade mais “limpa” para o game.
Se você deixou o jogo passar batido no seu radar, Outriders é um game de tiro e ação com mecânicas de loot and shoot. O que isso significa? Você vai explorar os cenários em busca de equipamentos para evoluir seu personagem, como acontece em títulos ao estilo de Destiny e o já mencionado Ghost Recon Breakpoint.
O game também conta com elementos de RPG e traz quatro classes principais para você escolher. Cada uma possui uma árvore de habilidades e poderes próprios, garantindo uma variedade a mais nos combates além do tradicional tiroteio com coberturas.
Classes de Outriders
Technomancer: joga de longe e atua como suporte
Pyromancer: médio alcance e ataques de fogo
Trickster: ataca de perto com manipulação do tempo e teletransporte
Devastator: a classe tanque e que é capaz de controlar a terra
Dúvidas comuns
Dá pra jogar sozinho? Sim
Exige conexão constante? Sim
Possui crossplay? Sim, mas está desativado
Possui progresso compartilhado? Não
É mundo aberto? Não
As características de cada classe também incentivam o trabalho em grupo. Enquanto Outriders pode ser jogado integralmente no single-player, a experiência é otimizada para times de até três jogadores, que podem jogar e rejogar a história do game, missões secundárias e também aproveitar o modo de Expedições.
Um filme de ação da Netflix
Durante grande parte da minha jornada em Outriders, meus personagens desbravaram os confins do planeta Enoch sozinhos. Enquanto jogar com os amigos definitivamente agrega mais desafio e diversão para a experiência, o novo game da People Can Fly também é uma experiência interessante ao encarar a campanha totalmente no single-player.
Outriders conta a história de remanescentes da humanidade que foram para o planeta Enoch após a Terra ser destruída. O local era visto como uma salvação para a raça humana, mas uma misteriosa tempestade alienígena transformou o local em um ambiente hostil e com monstros mutantes. O resultado? O que era pra ser um novo paraíso acabou se tornando um pandemônio.
Momentos antes da desgraça acontecer…
De maneira acelerada, Outriders te joga nesse universo e obriga a encarar um ambiente de guerra sem folgas. E você é um dos protagonistas nesse mundo, já que é um dos poucos felizardos que conseguiu sobreviver e ganhou poderes dentro de uma tempestade mortal do planeta.
A velocidade dos fatos pode não agradar alguns jogadores, mas o ritmo da narrativa acompanha o gameplay frenético e garante uma experiência interessante. Não espere nada acima da média, mas a narrativa de Outriders possui pontos que geram interesse e curiosidade, principalmente se você curte ficção científica.
Enquanto o enredo possui alguns momentos pastelões em suas 20 horas iniciais de jogo, vale ressaltar que a experiência também conta com pontos de imersão bem interessantes, como os combates em grande escala nos campos de batalha e as criaturas monstruosas. É como assistir um filme B de ação da Netflix: uma diversão rápida e sem muita profundidade, mas que tem seus momentos de brilho.
Gameplay divertido e imperfeito
Quando o assunto é gameplay, Outriders é bem simples. Independente da classe escolhida, o objetivo é cair pra cima dos inimigos combinando habilidades e tiros. O ritmo da jogabilidade garante sequências de tiroteio empolgantes, tanto com amigos quanto no single-player.
Assim como outros games do gênero, existe a chance de o gameplay cair na repetitividade se você não investir um tempo para dar upgrade nas habilidades e equipamentos. Felizmente, esse processo não é complicado em Outriders.
O game possui um sistema de coletar itens rapidamente e uma mecânica de modificar armas e equipamentos que garante bastante variedade para o gameplay. Enquanto as roupas podem receber skills que aprimoram as habilidades, as armas possuem mods que dão mais vida ou modificam os tiros, incluindo efeitos como queimar ou congelar inimigos.
O sistema de personalizar itens combina muito bem com a jogabilidade ofensiva de Outriders. Como os protagonistas são quase semideuses, você ganha vida ao matar os inimigos em todas as classes. O jogador tem mais possibilidades para customizar as formas de atacar, seja indo para cima ou adotando estratégias mais básicas.
O jogo também possui um sistema de dificuldade “personálizavel” e que estimula o jogador a mandar bala com graus de ameaça mais complexo: quanto maior o nível de dificuldade, melhores são as recompensas. No entanto, reduzir o grau de desafio para passar por um boss difícil, por exemplo, é algo que pode ser feito com bastante tranquilidade.
Nem tudo são Flores
Apesar de divertir, Outriders também deixa claro algumas deficiências em sua jogabilidade. O sistema de cover nem sempre atua como deveria e a movimentação é meio travada, o que pode acabar atrapalhando em certos combates mais intensos.
Além disso, o game deixa de lado algumas mecânicas que seriam interessantes no seu estilo de gameplay. Apesar de os poderes serem o grande foco, o jogador só possui um botão de ataque corporal, limitando o uso das forças sobrenaturais às habilidades de cada classe.
Outriders se vende como um jogo de ação frenética, mas também se beneficiaria de algumas mecânicas voltadas para movimentos furtivos. Classes como Trapaceiro certamente ficariam ainda mais interessantes com um sistema de stealth para surpreender inimigos desavisados.
Outro ponto que merece críticas no game é a conexão constante com os servidores da People Can Fly. Mesmo que você jogue totalmente sozinho, só é possível acessar o game conectado na internet. Para um jogo que é focado na campanha e pode ser aproveitado offline, a obrigatoriedade de conexão se torna um grande fardo, principalmente quando os servers do jogo estão fora do ar.
DLSS e Modo Foto no PC
Pra quem joga no computador, Outriders chegou apresentando alguns bugs e também engasgos bem chatos. A desenvolvedora já está trabalhando em consertos e, atualmente, o restante da edição de computadores está bem maneira.
O game conta com suporte para o DLSS da Nvidia, o que garante um belo upgrade de performance nas GPUs RTX. Até mesmo modelos como a RTX 2060 conseguem encarar o game em qualidade 4K e 60 quadros por segundo graças ao uso da tecnologia, enquanto placas mais antigas e produtos da AMD também estão conseguindo tirar um ótimo proveito do game.
O Nvidia Ansel permite ver as cenas de Outriders com novos ângulos.
Outro ponto que merece destaque e que quase passou despercebido por aqui é o Modo Foto Ansel, que está disponível em GPUs da Nvidia com o programa GeForce Experience. Além de servir como botão de pause, a função permite fazer capturas em alta qualidade e com diversos ângulos no game, aproveitando os efeitos visuais presentes nos poderes e o visual dos monstros.
Disponível no Game Pass de console
Aos donos de um Xbox, o grande destaque de Outriders é a chegada no Xbox Game Pass direto no lançamento. Enquanto o game está longe de valer os R$ 280 cobrados, baixar e jogar pela assinatura faz o custo-benefício valer a pena.
Graças ao Game Pass, o Xbox traz o melhor custo-benefício com Outriders.
Além da distribuição barata, o game está rodando bem no Xbox Series X, uma das plataformas em que testei o jogo. O console mais potente da nova geração está segurando Outriders com tranquilidade em resolução 4K dinâmica e 60 quadros por segundo, garantindo um bom equilíbrio de visual e estabilidade.
Vale a pena jogar no Xbox pelo custo-benefício
O game não tira todo o proveito da função Quick Resume, que não te joga direto no gameplay por causa da conexão com os servidores. No entanto, a ferramenta quase sempre entra em ação para cortar os créditos iniciais, garantindo uma entrada mais rápida no jogo.
Tanto no PC quanto nos consoles da nova geração, Outriders também fica melhor com o uso de um SSD. O game não possui um mundo aberto e o jogador frequentemente precisa viajar pelo mapa, o que acontece mais rápido em um armazenamento veloz. A People Can Fly também pesou a mão nas cutscenes desnecessárias, como animações de abrir portas e escalar, e a velocidade do SSD ajuda a passar pelos inconvenientes de maneira mais rápida.
Vale a pena?
Após cerca de 20 horas de gameplay em OUtriders, tenho uma longa jornada pela frente no game, mas estou contente com o jogo até agora. Apesar dos problemas, o game possui um ritmo divertido e uma história mediana que se passa em um universo interessante e cheio de pontos que geram curiosidade.
A experiência está longe de valer os R$ 280 cobrados atualmente e só recomendo o download imediato para quem é assinante do Xbox Game Pass nos consoles. Se esse não é o seu caso, coloque o jogo na lista de desejos e espere uma promoção generosa. Enquanto isso, vale a pena dar uma chance para a demo gratuita, que pode ser jogada no PC, PlayStation e Xbox, e permite migrar o progresso para a versão completa.
Cyberpunk 2077 teve um lançamento tão desastroso que estamos aqui, três meses depois, ainda comentando sobre as atualizações gigantes que prometem consertar o game. A CD Projekt Red sentiu a cutucada em sua reputação e, recentemente, apresentou uma “receita” para tentar dar a volta por cima em seus próximos lançamentos.
Falando para os investidores, a empresa revelou que pretende desenvolver múltiplos jogos AAAsimultaneamente. Isso mesmo: a partir de 2022, a companhia que lançou um patch de 500 correções para Cyberpunk 2077, três meses após a chegada do produto ao mercado, quer fazer mais de um jogo de grande porte por vez.
O plano infalível
Segundo a companhia, os times vão utilizar o motor RED Engine em todos os games, o que permitirá aos desenvolvedores compartilhar experiências e mecânicas entre os projetos. A empresa também está reformulando sua abordagem para jogos conectados e promete trazer elementos conectados para todas as suas franquias futuramente, mas sem perder a essência do RPG de mundo aberto single-player.
Eu não sei vocês, mas todo esse papo me passou uma vibe de “Ubisoftização” da CD Projekt Red. Ao que tudo indica, a CD Projekt Red vai fazer diversos jogos de grande porte, com pequenos elementos online e que compartilham certos aspectos entre si. Eu não posso julgar a companhia, mas os acionistas estão fazendo isso.
Será que estamos vivendo um famoso “momento antes da desgraça acontecer? (Imagem: CD Projekt Red)
Logo após a divulgação dos resultados financeiros, as ações da CD Projekt Red fecharam em queda. Além do plano aparentemente não ter agradado o pessoal que coloca dinheiro na firma, a empresa segue com o mesmo time de gerência que fez o lançamento de Cyberpunk 2077, o que não é um sinal muito legal, né.
Mais jogo, menos propaganda
De qualquer forma, parece que a desenvolvedora está disposta a tentar acertar desta vez, mesmo com tudo apontando para o lado contrário. A CD Projekt disse que vai diminuir os investimentos em marketing e só fará propagandas quando o lançamento dos games estiver bem próximo.
Além disso, a firma adquiriu o estúdio Digital Scapes, que foi renomeado para CD Projekt Vancouver. Formada por ex-funcionários de gigantes como BioWare, a produtora é especializada em jogos multiplayer, o que pode ser útil na nova empreitada da criadora de Cyberpunk no mundo online.
Novas da semana
Dê um trocado pro seu bruxo
A versão de The Witcher 3: Wild Hunt com Ray Tracing e otimizações para PS5 e Xbox Series X e Series S chega ainda em 2021. A CD Projekt Red confirmou o lançamento do upgrade gratuito para a segunda metade do ano. Desenvolvida em parceria com a Saber Interactive, a atualização será liberada para os donos do game atual sem custos. Com isso em mente, vale a pena aproveitar a promoção que traz a edição completa da aventura de Geralt por apenas R$ 20.
Adeus, amigo otimizado
É com pesar que comunicamos o fim de PUBG Lite, a versão otimizada do battle royale PlayerUnknown’s Battlegrounds. Lançado no ano passado por aqui, o jogo rodava em qualquer torradeira e foi um dos grandes divertimentos da galera do Adrenaline durante a pandemia.
A página do game na web já foi encerrada e os servidores serão oficialmente desativados em 29 de abril. Uma grande baixa para a galera que não tá conseguindo dar upgrade no PC nesses tempos complicados.
Olá, amigo não otimizado
Enquanto jogos otimizados vão embora, Call of Duty Warzone segue cada vez maior. A Activision liberou a nova temporada de conteúdos para o game com patches que chegam a ter 133,6 GB. Quem possui só o battle royale foi presentado com uma atualização de aproximadamente 50 GB, enquanto o número chega a ser duas vezes maior para quem possui Modern Warfare instalado no PC.
A boa notícia é que a atualização também reduz o tamanho total do game após a instalação. Quem possui Modern Warfare no PC verá o jogo ficando cerca de 30 GB menor, enquanto Warzone ocupará cerca de 10 GB a menos em todas as plataformas.
Já a Epic Games transformou o meme Stonks, um dos meus preferidos da atualidade, em uma skin de Fortnite. Diferente do Controle de PS1, você pode comprar a roupa de investidor no battle royale.
Oi, altona
Para quem já estava com saudade da Lady Dimitrescu, o IGN divulgou um novo gameplay de Resident Evil Village no PS4 Pro. Os cinco minutos dão grande foco na vilã do game, que será lançado em 7 de maio.
Êta jogo bão
It Takes Two chegou na semana passada e eu estou apaixonado. Após alguns dias jogando o novo projeto da Hazelight, garanto que é uma experiência que vale a pena para quem ama jogos cooperativos e um humor pastelão. A narrativa passa do ponto de vez em quando, mas o gameplay é tão inventivo e variado que cada fase parece um novo jogo.
It Takes Two é muito divertido!
Para entender melhor, o negócio é você mesmo testar: o Passe de Amigo de It Takes Two permite jogar a introdução do game gratuitamente em todas as plataformas sem ter o jogo, tanto online quanto no coop de sofá. Baixe agora e veja você mesmo!
Êta preço ruim
A franquia Kingdom Hearts já está disponívelno PC com preços exorbitantes. Cada jogo sai por pelo menos R$ 200 e, como fã da saga, recomendo dar uma segurada e esperar uma promoção. Se você quer meter o louco e já sair jogando, vale a pena pegar Kingdom Hearts 3, que tá saindo com 20% de desconto e acompanha três meses de Disney+, tempo suficiente pra ver The Mandalorian, WandaVision e Falcão e o Soldado Invernal.
Como está Outriders?
A próxima grande aposta da Square Enix no mercado de games ocidental chegou: Outriders foi lançado em 1 de abril no PC, PlayStation e Xbox. A edição de computador tem como destaque o uso do DLSS, que dá um up nos frames após você atualizar o driver da placa de vídeo.
Não esqueça de atualizar o driver!
O jogo também tem um brilho especial para a galera do Xbox. A Square Enix lançou o jogo diretamente no Xbox Game Pass de consoles. Com isso, os donos do Xbox One, Xbox Series X e Xbox Series S podem aproveitar o game sem realizar a compra com preço cheio.
Outriders também possui uma demonstração gratuita em todas as plataformas. O conteúdo dá uma bela ideia do que o jogo “loot and shoot” entrega com sua história bastante original. A produção do estúdio People Can Fly te coloca para sobreviver em Enoch, um planeta que devia ser a nova Terra, mas acabou desolando os poucos seres humanos que restaram em um futuro distópico.
Nós recebemos o game para testes da Nvidia e já passamos umas três horas no mundo devastado de Outriders. Até o momento, a experiência está bem divertida e completa, com o grande destaque sendo os poderes especiais de cada classe.
O gameplay lembra bastante uma mistura de Gears, The Division e Quantum Break. Meu maior receio é que a experiência se torne repetitiva, mas o jogo conta com uma árvore de habilidades vasta e diversas armas, o que pode evitar esse problema. Fique ligado no Jornalzito para mais detalhes sobre o game futuramente.
Classificados
Tales of the Neon Sea o jogo gratuito da Epic Games Store nesta semana. A loja também está realizando uma promoção com descontos em indies como The Last Campfire até blockbusters como Red Dead Redemption 2. Vale a pena conferir.
Falando em jogo grátis, a PlayStation está distribuindo NOVE games sem custos até 22 de abril. Reunimos todos os games nesse post e explicamos como resgatá-los até mesmo sem ter um console da marca atualmente.
A PlayStation Plus de abril tá caprichada e inclui Days Gone e Zombie Army 4: Dead War no PS4. Quem é dono de um PlayStation 5 também poderá resgatar Oddworld Soulstorm sem custos já no lançamento, uma estratégia acertada e cada vez mais comum da Sony.
Grátis por tempo limitado
A primeira fase de Hitman 3 pode ser jogada de graça até dia 5 no Xbox, PlayStation e PC. O conteúdo pode ser acessado em Hitman 3 Starter Pack, que também inclui um nível de tutorial gratuito. O download vale a pena, já que a IO Interactive promete que mais fases e alvos elusivos serão liberados sem custos no futuro.
A EA Games vai realizar um beta aberto e gratuito para Knockout City de 2 até 4 de abril. Os jogadores podem baixar o game de queimada em todas as plataformas e aproveitar o multiplayer com crossplay durante o teste. Não sabemos se é bom, mas acho que vale a tentativa.
Promoções de Páscoa
Control Ultimate Edition está saindo por R$ 51,60 na Steam atualmente. Já saiu mais barato na Epic, mas nem todo mundo curte a loja. Os jogos da TinyBuild também estão em promoção na loja, incluindo Graveyard Keeper por R$ 9,49 e Party Hard por apenas R$ 5,17.
A Nuuvem tá com uma promoção de Páscoa cabulosa no PC com mais de 1.000 jogos com corte de até 90%. Os descontos incluem Mortal Kombat 11 com 75% de desconto e Horizon Zero Dawn Complete Edition por R$ 100, mas por tempo limitado. A loja também está oferecendo seus famosos combos Nuuvem Select, que trazem dois jogos selecionados por 100 pilas. Os descontos vão até dia 9 de abril.
A PlayStation está promovendo uma promoção de Páscoa com descontos de até 75%. Um dos grandes destaque é Red Dead Redemption 2 por R$ 124 na versão digital, além de exclusivos como The Last of Us 2 saindo por valores na casa dos R$ 140.