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  • Xbox Series X: como está o console após a febre do lançamento?

    Xbox Series X: como está o console após a febre do lançamento?

    O Xbox Series X chegou ao mercado oficialmente em 10 de novembro e já passamos um bom tempo com o console aqui no Jornal dos Jogos. Além da análise já disponível neste link, produzimos diversos conteúdos de apoio sobre os games e as funcionalidades do dispositivo, que tem preço na casa dos R$ 4.599.

    Agora, cerca de um mês desde o Xbox Series X, o objetivo é contar como anda a experiência com o console após certo tempo de uso. Além disso, vamos apontar o que melhorou (ou não) desde a janela de lançamento do produto, que não é o único dispositivo de nova geração da Microsoft: a empresa também possui o Xbox Series S, que é focado em custo-benefício.

    Hardware silencioso

    Desde seu lançamento, o Xbox Series X impressiona com o hardware potente e silencioso. Após um mês de uso, o console continua quietinho e chegou a me fazer perceber barulhos que eu não dava muita atenção anteriormente. A ventoinha do dispositivo é tão sutil que faz meu computador parecer um monomotor.

    Mesmo em altas cargas de trabalho, o barulho do console é tão sutil que você ouve o HD externo maquinando arquivos ao invés do sistema de resfriamento do Xbox Series X. É necessário se aproximar do console para conseguir ouvir algum ruído.

    A parte exterior do console também brilha no meu setup com seu design que não é chamativo e parece um PCzinho, mas comecei a sentir falta de uma porta USB extra na frente. O console possui apenas uma entrada dianteira e duas na traseira, o que acaba limitando o uso de periféricos e acessórios, como mouse e teclado ou microfones e headsets com conexão USB.

    Retrocompatibilidade e 120 fps

    Desde seu lançamento, o Xbox Series X também cresceu na parte dos games. O console ainda não possui exclusivos de peso e The Medium foi adiado para janeiro de 2021, o que foi uma perda imensa. Por outro lado, a Microsoft está caprichando no suporte para retrocompatibilidade.

    Algumas tecnologias que viraram padrão na nova geração já estavam presentes no Xbox One, como o suporte para taxa de quadros variável e os 120 quadros por segundo. Apesar de as funções não terem sido aproveitadas anteriormente, a base serviu para facilitar a implementação das novidades no Xbox Series X e S.

    De acordo com desenvolvedores, os consoles da Microsoft garantem mais facilidade no port de jogos das gerações anteriores. Por causa disso, títulos como Call of Duty Warzone e Rocket League só rodam em 120 quadros por segundo no Xbox Series X e S.

    Rogue Company está entre os jogos que receberam 120 frames por segundo somente no Xbox Series X e S. (Imagem: Mateus Mognon)

    O hardware mais robusto da nova geração também garante mais estabilidade na hora de rodar jogos mais antigos. Os 30 quadros por segundo ainda são obrigatórios em certos títulos, como é o caso de Watch Dogs: Legion, mas algumas desenvolvedoras estão padronizando a opção de escolher entre 60 quadros por segundo ou gráficos mais rebuscados.

    Um bom exemplo disso é Yakuza: Like a Dragon, que ganhou minhas últimas semanas. O game conta com um modo focado em visuais mais rebuscados, mas a fluidez dos 60 quadros compensa rodar o título em resoluções abaixo do 4K.

    Cyberpunk 2077 chegou cheio de problemas no PS4 e Xbox One e não possui uma versão focada na nova geração. Porém, o Xbox Series X roda o jogo de maneira estável e traz modos de performance e desempenho, que permitem escolher entre taxas de quadros mais altas e um visual mais definido.

    Xbox Game Pass: a cereja do bolo

    Desde a chegada do Xbox Series X e S, o Game Pass também deu uma bela evoluída e mostrou seu poder para segurar o console nesse período sem grandes lançamentos. Além da integração com o EA Play, o serviço recebeu títulos de peso recentemente.

    A versão de console do game foi agraciada com Control e, um dos games mais premiados do ano passado, e também Skyrim. Recentemente, o serviço também recebeu os indies Haven e Call of the Sea, que foram lançados direto no catálogo, e Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age.

    Haven é um dos indies que chegou diretamente ao Xbox Game Pass. (Imagem: Mateus Mognon)

    Outro ponto interessante é que alguns desses títulos também chegaram ao PC. Como sou um jogador multiplataforma, vez ou outra acabo baixando títulos no console e Xbox, e ter o progresso compartilhado é bem maneiro.

    Além disso, a Microsoft começou a testar o xCloud no Brasil e a integração entre save na nuvem e Series X funciona bem, mostrando o potencial da plataforma por aqui. Começar a jogar no Xbox ou PC e poder continuar o progresso no celular, de qualquer lugar, é uma experiência bem interessante.

    Armazenamento e Quick Resume

    Na parte de armazenamento, o Xbox Series X também não deixa a desejar. Consegui salvar mais de 20 jogos no SSD de 1 TB do game desde seu lançamento e não senti falta de mais espaço. Para facilitar os testes no Xbox One, também adotei um HD externo para transportar os jogos entre os sistemas, o que me surpreendeu.

    Assim como os jogos salvos no SSD, os games do HD externo também se aproveitam do melhor recurso do Xbox Series X e S: o Quick Resume. A funcionalidade permite que o jogador intercale o gameplay entre diferentes games e volte rapidamente para o jogo. Enquanto rolam algumas falhas de vez em quando, é sempre bom quando o recurso faz o seu trabalho e agiliza a entrada no gameplay.

    No pior dos cenários, o jogador precisa passar rapidamente pelo boot do jogo ou lidar com alguns bugs. Recentemente joguei Call of The Sea no Xbox Series X e o áudio sumia sempre que o jogo abria com o Quick Resume, o que me obrigava a encerrar o app e reiniciá-lo sem a função.

    Em outros casos, porém, o uso da função é quase milagroso. Deixei o Xbox Series X desligado por dois dias e abri Need For Speed Heat direto do HD externo. Mesmo assim, o tempo de resposta proporcionado pelo Quick Resume foi tão alto que cheguei a bater o carro quando voltei diretamente ao gameplay.

    Gravação precisa melhorar

    A interface do Xbox Series X é bem parecida com a UI do Xbox One e cumpre o seu papel com um visual organizado. O problema, porém, é que algumas funções ainda precisam de otimizações para entregar uma experiência de qualidade.

    Uma das minhas maiores decepções com o Xbox Series X é o sistema de captura de vídeos de gameplay, que falhou algumas vezes durante o uso. Quando gravo clipes utilizar fones, por exemplo, o sistema não captura o áudio e deixa o vídeo mudo.

    As screenshots funcionam perfeitamente,
    mas a gravação de clipes precisa melhorar

    A pior parte é quando a gravação fica com partes “congeladas” ao ser capturada em resolução 4K. O problema praticamente inviabiliza o uso do conteúdo quando ocorre múltiplas vezes em um mesmo arquivo, já que os clipes na resolução podem ser capturados no SSD com no máximo um minuto de duração. Além disso, o compartilhamento dos vídeos para redes sociais não funciona direito e, desde o lançamento, não consegui enviar um clipe diretamente do console para o Twitter.

    A experiência com os vídeos é totalmente diferente do sistema de capturas de tela, que funcionam perfeitamente e deveria ser exemplo de facilidade de uso. As screenshots em 4K podem ser salvas automaticamente na Xbox Live, o que permite baixar a captura no celular ou computador, além de compartilhar de maneira rápida em redes sociais.

    Navegador…

    Enquanto a gravação de gameplay me decepcionou como criador de conteúdo, minha pior experiência no sistema do Xbox Series X como usuário foi o navegador Microsoft Edge. Precisei da ferramenta poucas vezes, mas nunca obtive resultados satisfatórios. O console chegou a congelar por completo em um dos casos que usei o browser, forçando uma reinicialização na base do botão Power.

    Os problemas no aplicativo se devem à versão defasada do navegador que está presente no Xbox. Como o próprio logo indica, o browser presente nos consoles é baseado no Microsoft Edge Legacy, que será descontinuado pela empresa em 2021.

    O Xbox Series X ainda usa o Edge Legacy…

    A nova versão do Edge, que é baseada na mesma tecnologia do Google Chrome, é espetacular e funciona muito bem no PC. Porém, a Microsoft não deu informações de quando lançará a novidade nos consoles, apesar do interesse dos usuários.

    Além de apresentar falhas durante o uso, o Edge para Xbox também não possui suporte para mouse, o que seria um baita diferencial para os consoles da linha. O teclado funciona e é uma mão na roda na hora de digitar, mas poder mexer a seta apenas pelo controle acaba limitando o uso do browser.

    Caso a Microsoft lance a versão aprimorada do Edge no Xbox, seria muito interessante ver o programa suportando mouse e teclado. A velocidade do SSD tornaria o navegador interessante para zapear nas redes sociais e até realizar ações de produtividade, como escrever no Google Docs. É um detalhe pequeno e que não parece difícil de implementar, mas faria muita diferença para usuários “multitarefa.”

    Pilhas

    Outro ponto que gera polêmica e fica evidente durante o uso do Xbox Series X são as pilhas. O console mais potente de nova geração é um produto premium que custa mais de R$ 4 mil, mas seu controle não vem com uma fonte de alimentação além das duas pilhas que acabam em cerca de uma semana.

    A utilização de pilhas garante mais opções de alimentação para o usuário. Porém, com o preço cobrado pelo produto, o controle certamente podia trazer uma bateria em sua embalagem. Afinal, estamos falando de um dispositivo premium e que, quando vendido separadamente, sai por mais de R$ 500.

    Imagem

    Com isso em mente, os novos jogadores que estão chegando ao Xbox precisam estar cientes: você vai gastar uma graninha frequentemente com pilhas ou terá que comprar uma solução mais duradoura, mas que pesa mais no bolso. Como eu já possuo um Xbox One aqui em casa e um carregador de pilhas, optei por adquirir dois pares de pilhas recarregáveis para usar no controle do Series X.

    Outra opção para usar o controle sem fio é adotar baterias recarregáveis. A Microsoft possui um kit próprio que custa algo na casa dos R$ 300, o que é um valor bem salgado em comparação às pilhas, que podem ser compradas com carregador por R$ 149,90.

    A HyperX também possui o ChargePlay Duo, que traz duas baterias e uma base de carregamento por cerca de R$ 270. A solução traz um bom custo-benefício em comparação ao kit da Microsoft, mas só possui baterias compatíveis com controles do Xbox One atualmente — fontes de alimentação voltadas para o controle do Series X/S começam a ser vendidas em 2021.

    Para quem não quer gastar, vale ressaltar que o controle possui uma porta USB e pode ser jogado com cabo. A conexão também permite alimentar o controle com uma powerbank, o que não é tão conveniente, mas funciona.

    Conclusão

    Após um mês de mercado, o Xbox Series X ainda não possui um grande jogo para chamar de seu, mas conta com uma arma forte para conquistar novos usuários: o Xbox Game Pass. O serviço continua recebendo jogos variados e de qualidade, incluindo o aclamado Control, e os testes com o xCloud mostram um futuro promissor para a marca no Brasil.

    Em relação ao hardware, o Series X ainda não tem muito material para mostrar todo o seu potencial, mas não decepciona com os games atuais. A retrotompatibilidade é vasta e inclui melhorias em diversos jogos, até mesmo em Cyberpunk 2077. O grande destaque, porém, fica por conta do sistema de resfriamento do dispositivo, que funciona praticamente sem barulhos.

    Os saves integrados e a rapidez da Xbox Live garantem comodidade na hora de continuar o gameplay iniciado em outra máquina e compartilhar screenshots. O sistema ainda precisa de alguns polimentos, principalmente na captura de vídeo e no navegador, mas a experiência de uso geral é bastante positiva.

    O ano de 2021 promete ser bastante positivo para o console e logo em janeiro teremos o lançamento de The Medium, considerado o primeiro “exclusivo” de grande porte para a plataforma. Agora é esperar para ver se todo o potencial do hardware poderoso será aproveitado no futuro.

    Leia também:

    Xbox Series S vale a pena? Conheça o console custo-benefício da Microsoft

    Xbox Series X – Análise do console

    Xbox Series X: The Witcher 3 impressiona no console mesmo sem patch

  • The Game Awards 2020: confira todos os vencedores e destaques da premiação

    The Game Awards 2020: confira todos os vencedores e destaques da premiação

    O The Game Awards 2020 foi realizado na noite desta quinta-feira e, além de premiar os maiores jogos do ano, também contou com algumas novidades para o futuro. Se você resolveu ir dormir mais cedo e perdeu a premiação, trazemos aqui um resumão com os principais tópicos que rolaram no evento online.

    Em relação às apresentações, o Game Awards 2020 trouxe grandes anúncios de games e vídeos de gameplay para projetos já anunciados. Os tópicos abaixo trazem, de maneira beeem resumida, alguns dos destaques da noite.

    Os vencedores do TGA 2020

    Na parte “Oscar” do evento, The Last of Us Parte 2 passou o rodo e bateu recorde de vitórias. O jogo levou sete categorias e se tornou o título com mais estatuetas do Game Awards.

    A produção da Naughty Dog definiu o último ano do PlayStation 4 com uma história pesada e que esbanja qualidades técnicas. Não podemos esquecer, porém, que a produção também foi protagonista de um escândalo de crunch, algo que foi bem comum em 2020.

    Além de The Last of Us 2, jogos como Final Fantasy VII Remake, Hades e Among Us levaram duas categorias cada na premiação. Todos os vencedores podem ser vistos abaixo, em destaque:

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)
    Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)
    Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)
    Hades (Greg Kasavin)
    The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)
    Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)
    Hades (Darren Korb)
    Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)
    The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Resident Evil 3 (Capcom)
    The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Melhor Performance

    Ashley Johnson – Ellie, The Last of Us Part II
    Laura Bailey – Abby, The Last of Us Part II
    Daisuke Tsuji – Jin Sakai, Ghost of Tsushima
    Logan Cunningham – Hades, Hades
    Nadji Jeter – Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)
    Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)
    Tell Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)
    Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Hades (Supergiant Games)
    Spelunky 2 (Mossmouth)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Legends of Runeterra (Riot Games)
    Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Melhor Suporte da Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Fall Guys (Mediatonic/Devolver)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)
    Valorant (Riot Games)

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)
    HyperDot (Tribe Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)
    Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)
    STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)
    The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Nioh 2 (Team Ninja)
    Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)
    Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)
    Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)
    Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games)
    Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom)
    One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco)
    UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)
    Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)
    Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)
    Desperados III (Mimimi Games/THQN)
    Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)
    Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)
    XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)
    F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)
    FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)
    NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)
    Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Estreia de Jogo Indie

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver)
    Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack)
    Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games)
    Röki (Polygon Treehouse/CI Games)
    Phasmophobia (Kinetic Games) 

    Criador de Conteúdo do Ano

    Alanah Pearce
    NickMercs
    TimtheTatman
    Jay Ann Lopez
    Valkyrae

    Melhor Jogo de Esports

    Call of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Counter-Strike: Global Offensive (Valve)
    Fortnite (Epic Games)
    League of Legends (Riot Games)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Atleta de Esports

    Ian “Crimsix” Porter / Call of Duty
    Heo “Showmaker” Su / League of Legends
    Kim “Canyon” Geon-bu / League of Legends
    Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / Call of Duty
    Matthieu “ZywOo” Herbaut / CS:GO

    Melhor Equipe de Esports

    DAMWON Gaming / League of Legends
    Dallas Empire / Call of Duty
    San Francisco Shock / Overwatch League
    G2 Esports / League of Legends
    Team Secret / DOTA2

    Melhor Evento de Esports

    BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (CS:GO)
    Call of Duty League Championship 2020
    IEM Katowice 2020 (CS:GO)
    League of Legends World Championship 2020
    Overwatch League Grand Finals 2020

    Melhor Apresentador de Esports

    Eefje “Sjokz” Depoortere
    Alex “Machine” Richardson
    Alex “Goldenboy” Mendez
    James “Dash” Patterson
    Jorien “Sheever” van der Heijden

  • Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    O Microsoft XCloud prepara sua chegada ao Brasil com uma fase de preview para usuários selecionados de todo o país. A jogatina por streaming no celular é promissora e já foi dita como “o futuro dos games”. Agora que os testes começaram, fica a questão: nossa internet está pronta para isso?

    Assim que recebi o e-mail de convite para participar do acesso antecipado do Microsoft xCloud no Brasil, fiquei surpreso. A notícia caiu como uma luva nessa semana e instantaneamente me empolguei pela entrada nesse grupo de testes, mesmo morando no interior do Rio de Janeiro e sem nada que favorecesse os resultados da Microsoft.

    Antes de mais nada, algumas observações:

    O app Microsoft xCloud foi baixado do meu celular Motorola Moto Z2 Play, já com mais de 1 ano de uso e conectado ao Wi-Fi de 5 GHz e 2.4 GHz do roteador entregue pela minha provedora de internet local, numa conexão banda larga que promete entregar 300 MB. Ao lado dele, conectei o game no 4G da TIM, no meu plano pré-pago, mas de forma breve para não derreter meus dados móveis da semana.

    Veja como se inscrever no beta gratuito do xCloud

    Baixei o app imediatamente e logo fui conferir como estava o serviço. Infelizmente, a conta convidada não é a mesma que utilizo para assinar o Xbox Game Pass no PC (o que comprova que ser assinante, de fato, não favorece os candidatos), então todo meu progresso foi deixado de lado e fui largado numa conta praticamente inutilizada.

    Ignorando esse problema, fui direto para os jogos. A plataforma exige que você conecte um controle Xbox via bluetooth para a imensa maioria de títulos, dispensado somente em Hellblade: Senua’s Sacrifice e Minecraft Dungeons — estes com botões e controles que estão disponíveis para jogar direto da tela (comentarei sobre mais tarde).

    De primeira, frustração

    Pulei direto para o Minecraft Dungeons, jogo que julgo ser piedoso com latências mais altas, com gameplay mais lenta e compassada. Depois de um longo minuto — e do game ter iniciado duas vezes (e isso acontece todas as vezes que o abro), pude entrar no menu e começar minha ligeira jornada no streaming.

    Quando a conexão dá uma fraquejada,
    o jogo vai junto.

    A fluidez não durou muito e logo de cara dá para sentir que os controles não são lá tão responsivos. Digo de antemão que todo o período de experimentação provocou essa mesma sensação. Contudo, logo meu cérebro se adaptou à lentidão e eu passei a “me sentir” em um gameplay normal.

    Na prática, capturas de tela não se diferem muito do que o Xbox One S apresenta. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Assim que minha conexão alcançou uma estabilidade considerável, minha experiência foi boa. Consegui terminar 3 missões dentro de Mineraft Dungeons e aproveitei a experiência de jogar de onde eu queria. Fiz comida para almoço enquanto jogava e esperava o arroz na panela. Tomei um sol da varanda com o game no celular. Joguei direto da cama, longe do computador.

    Não demorou muito para entender o potencial do Microsoft xCloud para meu tipo de consumo. Ele é um constante companheiro “pronto” para ser jogado direto do celular quando estou em casa. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo fora de casa, por ainda estar evitando ir à rua e não precisar me deslocar para trabalho, mas o 4G entregou uma experiência “OK”, considerando alguns solavancos.

    Como é jogar no streaming?

    Em resumo: é diferente. O tamanho da tela, latência e arrumar uma posição para o celular me incomodou. Nunca me dediquei ao game mobile, então foi algo totalmente inédito. Ainda assim, deu para aproveitar e ficar surpreso pela eficiência do serviço.

    Logo de cara me deparei com problemas que devem impactar significativamente no jogo por streaming de boa parte dos brasileiros. Tive que manualmente me conectar à conexão 5.0 GHz do roteador da casa. A conexão demorou, o roteador não apresentava funcionamento pleno e, infelizmente, estou preso a ele devido a exigências do provedor local.

    Demorou um pouco para finalmente ter uma gameplay estável no XCloud. A plataforma apresentava frequentemente o indicativo de “Problemas de rede”, acompanhado por frames mais lentos, delay e “pipocadas” do áudio. Não foi um primeiro encontro tão agradável, mas encarei com paciência e, algumas horas depois, pude aproveitar em sua totalidade.

    Quando funcionou, experimentei jogos com Gears 5, Minecraft Dungeons, Forza Horizon 4, Hellblade: Senua’s Sacrifice e PlayersUnknown’s Battlegrounds. Ainda vou dar um tempo para aproveitar outros títulos disponíveis (e que avaliarei em futuros artigos), mas não acho justo entregar um veredito sobre um serviço ainda em fase beta.

    A latência do xCloud

    Por não contar com a capacidade de buffer para carregar sua gameplay com antecedência, o xCloud é basicamente uma transmissão de vídeo que acontece direta e exclusivamente para a sua tela. É ali, tá acontecendo agora e qualquer atraso é perceptível. E nisso o xCloud peca para o jogador de console ou PC.

    Quando jogando pelo controle, a experiência é a mais confortável e familiar possível, mas a latência ganha espaço. Pense assim: o apertar de um botão é entregue através de Bluetooth, o celular interpretará, enviará para os servidores e eles retornarão as imagens. Esse processo é de todos o mais lento, mas ainda permitem uma jogatina aceitável em games que não exigem respostas rápidas.

    Botões sobre a tela são contextualizados e acompanham a gameplay.

    Quando há controles na tela, o cenário muda. Minecraft Dungeons e Hellblade: Senua’s Sacrifice são os únicos que contam com controles sobre a tela no momento da elaboração desse artigo — e são extremamente elegantes. Todo o botão apresentado é mostrado contextualizado, com ícones de fácil interpretação e facilmente se encaixando na gameplay.

    Controles sobre a tela do celular

    O resultado entregue é aquilo que dá para esperar de uma gameplay da tela do celular. Uma parte do display é destinada ao jogo com o analógico virtual, enquanto a outro possui espaço para os botões. No caso do xCloud, no entanto, só são exibidos os botões necessários para jogar, todos com seu devido contexto — e isso facilita bastante.

    Hellblade fica absolutamente lindo numa telinha e os botões contextualizados são mais responsivos. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Nesse caso, o streaming também aproveita uma lentidão menor para receber os controles. O apertar de um botão, nesse caso, passa do celular para os servidores diretamente, o que agiliza boa parte da latência. Em Hellblade, inclusive, fui até capaz de realizar alguns bloqueios precisos quando me acostumei com a lentidão e rapidamente “me esqueci” de estar jogando pelo celular.

    Ao jogar com comandos sobre a tela, eles também interagem com os acontecimentos do jogo. Hellblade tem momentos exclusivos para cutscenes — momento em que todos os botões somem —, momentos de caminhada e solução de puzzles apresentam somente o botão de interação, foco e os analógicos de andar e câmera; nos combates, a tela é recheada por mais botões, agora com defesa, golpe fraco, forte, chute e desvio, acompanhado dos demais.

    Os bugs existem

    Quando minha experiência não fluía bem ou com engasgos na conexão, o app de streaming apresentou problemas. Assim que fechei o Minecraft Dungeons pela primeira vez, o aplicativo da Microsoft travou na tela de feedback e não respondia a comando algum. Fechei, ignorando o processo de envio de feedback, e assim que o abri novamente me deparei com o aviso de “O aplicativo parou de funcionar” do Android (mais de uma vez).

    Isso aconteceu várias vezes — inclusive quando eu estava jogando. Por não estar tão preso ao progresso dos games testados, não me importei por ter perdido todo o avanço na campanha, mas estou ciente que esses crashes repentinos podem acontecer e comprometer todo o avanço.

    Ademais, como pontuado em vídeo do Adrenaline, o primeiro a sofrer com instabilidade na conexão é a qualidade da transmissão. Rapidamente o jogo começa a apresentar artefatos na tela e os comandos se tornam lentos. Nesses momentos, é melhor esperar por uma melhora na rede, ou estará sujeito a uma imensa frustração.

    XCloud é para quem?

    Não é difícil encontrar uma aplicação do xCloud durante a rotina ou logo detestá-lo. Ao optar pela jogatina por streaming — pelo menos no estágio atual — é indispensável ter paciência e estar ciente das limitações. Diante disso, ele tem um enorme potencial.

    Ele abre espaço para a pessoa que está imersa no catálogo do Xbox Game Pass e quer testar um recente lançamento antes de baixá-lo no console ou PC. O serviço pode ser um companheiro para todas as horas, te permitindo ficar distante das telas maiores para aproveitar direto do celular ou atender a necessidades menores de alguém que não tem nenhum console ou PC gamer poderoso.

    Apesar do xCloud ainda exigir um roteador de 5 GHz para uma experiência aceitável, um dispositivo como esses é, de longe, o mais barato em comparação a um novo console ou PC gamer. A Microsoft faz bem em tornar o ecossistema Xbox mais acessível, e o serviço facilmente alcançará pessoas que ainda não tem condições para ter um videogame ou finalmente apresentá-las a esse universo.

    A palavra é acessibilidade

    A ausência de exigências para o hardware Android é outro poderoso fator. Segundo a Microsoft, basta ter Android 6.0 ou superior (o que a imensa maioria dos celulares já é), para conferir o serviço. Não é necessário um celular topo de linha ou intermediário para aproveitar. Com exceção dos games que exigem controle (que hoje fica em torno dos R$ 500), para jogar no xCloud basta um celular Android compatível.

    Sendo assim, o xCloud é útil para vários momentos e pessoas. Cabe a você decidir se é bom para você, mas é bom testar antes de tomar a decisão final. Ainda não há datas para o fim da fase beta, mas assim que sair, compartilharei opiniões mais maduras acerca do gaming por streaming da Microsoft.

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  • Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing  – Novas da semana

    Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing – Novas da semana

    A pandemia está rolando solta e o dólar não para de subir, mas uma esperança tomou conta do imaginário financeiro do Brasil nesta semana: a Black Friday. A sexta-feira dos preços milagrosos acontece nesta…sexta-feira (27) e algumas empresas de games já entraram no clima das promoções.

    A semana passada também foi agitada, principalmente por causa de Cyberpunk 2077. A CD Projekt Red aproveitou a antiga semana de lançamento do RPG, que foi adiado, para revelar um amontoado de novidades, desde gameplay com Keanu Reeves até requisitos detalhados.

    Classificados: Black Friday Edition

    Como o clima de sexta-feira dos descontos está no ar, começamos o Jornal dos Jogos da semana com o “plantão Black Friday”. As principais companhias de games estão oferecendo algum tipo de desconto durante os próximos dias. Logo, se você está pensando em decepcionar o Julius e gastar, saca só:

    PlayStation

    A PlayStation Store entrou no clima da ~Black~ com grandes exclusivos com desconto. The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima, que estão concorrendo ao prêmio de jogo do ano, estão saindo por R$ 139 e R$ 200, respectivamente.

    Final Fantasy VII Remake, que pode dar o GOTY para o criador de Kingdom Hearts, também está com desconto e custa R$ 164 por tempo limitado. Todos os descontos podem ser conferidos aqui e valem até dia 30 de novembro.

    Xbox

    A Black Friday também está valendo no lado verde da força: a Microsoft está oferecendo descontos em jogos e também no Game Pass. Segundo o Xbox Wire, a assinatura pode ser encontrada com até 40% de desconto no pacote de três meses em varejistas selecionados — o preço mensal segue o mesmo no site oficial atualmente.

    Battle Royale GIF

    A Microsoft também está oferecendo desconto em jogos multiplataforma e carros-chefe da linha Xbox. Forza Horizon 4 está no Game Pass, mas você pode comprá-lo por R$ 124,50 por tempo limitado. Para os boleiros de plantão, FIFA 21 está saindo por R$ 179,55 e traz upgrade gratuito para o Xbox Series X/S. Veja todas as ofertas aqui.

    EA e Ubisoft

    A Eletronic Arts também ativou os descontos em sua loja, a Origin, e está distribuindo cortes de preço em várias plataformas. A empresa está oferecendo descontos de até 90% em sua loja do PC e as promoções incluem Star Wars Jedi: Fallen Order por R$ 95,60 e Need for Speed Heat por R$ 79,66. Vale a pena conferir a promo, mas lembre-se: boa parte dos jogos chegará ao Game Pass de PC em 15 de dezembro.

    Assassins Creed GIF

    Já a Ubisoft está oferecendo jogos de seu catálogo com até 85% de desconto no PC. As ofertas incluem Assasin’s Creed Unity por apenas R$ 9, Far Cry 5 custando R$ 36 e Assassin’s Creed Odyssey por R$ 54. A empresa também lançou uma loja de roupas e acessórios no Brasil, que também possui preços especiais para a Black Friday.

    Nuuvem

    A loja brasileira Nuuvem também está se preparando para Black Friday. A empresa vai oferecer descontos por uma semana, começando em 25 de novembro, e já possui uma lista de jogos confirmados com desconto. Vale a pena ficar de olho nessa “Black Week”.

    Novas da semana

    Se você deu uma zapeada na internet recentemente, pode ter notado que dois grandes eventos aconteceram recentemente: a CD Projekt Red liberou um caminhão de novidades de Cyberpunk 2077 e o chefe da PlayStation deu uma entrevista falando sobre a marca.

    Acredite se quiser, as duas coisas ocorreram no mesmo dia e acabaram ofuscando outro grande acontecimento:

    007 está de volta ao mundo dos games

    A IO Interactive, conhecida por fazer a franquia Hitman, anunciou que está trabalhando em um jogo do James Bond. O 007 anda meio sumido da mídia interativa, mas promete voltar com tudo. Afinal, é difícil pensar em um estúdio mais competente para o projeto que os caras por trás do Agente 47.

    Até o momento, tudo que temos sobre o projeto é o breve teaser acima e uma descrição interessante. A IO Interactive trará uma história original de James Bond e vai abordar as origens do espião, antes dele se tornar o lendário 007.

    O projeto ainda não possui data de lançamento, mas já ganhou minha atenção.

    Cybertretas 2077

    A CD Projekt Red lançou uma tabela atualizada de requisitos mínimos e recomendados para Cyberpunk 2077, revelando o hardware necessário para encarar o game no PC com tecnologias RTX. Enquanto geral já sabia que o jogo não seria tão pesado, um detalhe acabou gerando incômodo: a ausência de placas de vídeo AMD nas especificações para Ray Tracing.

    Acontece que, em seu lançamento, o jogo não contará com suporte para traçado de raios em tempo real nas novas GPUs da AMD, que vão receber a função posteriormente. A confirmação pegou geral de surpresa, já que o Ray Tracing de Cyberpunk é feito em uma API aberta.

    Ray Tracing exclusivo?

    A “exclusividade” do Ray Tracing de Cyberpunk 2077 em GPUs da Nvidia chegou pouco após outra situação nessa vibe. A galera que faz Godfall, que anda mal otimizado, liberou os recursos de traçado de raio em tempo real somente para placas AMD, deixando apenas uma promessa de um update futuro para componentes da Nvidia.

    A situação foi suficiente para instaurar um clima de “Guerra Fria” no mercado. Afinal, ambos os jogos possuem parceria com as respectivas empresas que receberam efeitos de Ray Tracing primeiro. Resta agora aguardar pra ver se a moda pega.

    Enquanto o assunto não se desdobra, confira o novo gameplay de Cyberpunk 2077 e o video de bastidores com Keanu Reeves. E cuidado com os spoilers, pois algumas cópias do game já estão rolando por aí. Isso que dá ficar adiando jogo em cima da hora…

    PS5 vendendo e “Game Pass da Sony”

    Na última quinta-feira (19), o chefe da PlayStation, Jim Ryan, falou com a agência de notícias russa Tass e declarou várias coisas que viraram manchete. Nós lemos toda a entrevista e trazemos aqui o que realmente importa sobre tudo que foi falado.

    PS5 vendendo O executivo da Sony revelou que o PlayStation 5 está vendendo que nem água no deserto, mas a empresa teve desafios no lançamento por causa da pandemia. Afinal, produzir e distribuir consoles não é uma missão simples no meio do apocalipse que é 2020.

    PS4 importa – Jim Ryan também disse que mais de 114 milhões de unidades do PS4 estão pelo mundo e a empresa pretende dar suporte para o console durante pelo menos mais dois anos, pelo menos. Segundo o executivo, a comunidade PlayStation estará em seu ápice até 2022 e o período cross-geração ainda vai continuar.

    Guerra dos consoles – O comandanda da divsão de games da Sony também disse que não curte essa história de guerra dos consoles e respeita a Microsoft, pois a concorrente faz a PlayStation se mexer e não ficar estagnada. Ele até disse que achou a compra da Bethesda um movimento bem estratégico, mas não tem ideia se o PS5 receberá jogos como The Elder Scrolls 6.

    Game Pass e PlayStation – Falando em competição, Jim Ryan está ciente do crescimento do Xbox Game Pass e deu a entender que uma resposta para o serviço da Microsoft pode chegar futuramente. Enquanto isso, o executivo ressaltou que a Sony possui o PlayStation Now, que ainda não está no Brasil e nem recebe títulos de grande porte no lançamento.

    xCloud no Brasil

    Enquanto a Sony dá indícios de que vai expandir sua atuação nos serviços, a Microsoft não para de evoluir o Game Pass. A empresa lançou recentemente o xCloud no Brasil. Apesar de estar em beta, o serviço que roda jogos em nuvem já está funcionando muito bem por aqui.

    Em alguns momentos, a latência e a compressão de imagem ficam perceptíveis no gameplay, mas a experiência é bem interessante para quem busca um complemento para o Game Pass. Além disso, os controles na tela facilitam muito o consumo dos games compatíveis com a função. Minecraft Dungeons vira praticamente um jogo mobile quando está funcionando pelo serviço de jogos em nuvem.

    Minha principal decepção com a plataforma até agora é o tempo de loading: como os servidores são baseados em consoles da geração Xbox One, as telas de carregamento ainda são longas. Para quem jogou no Xbox Series X ou S, que capricham na hora de abrir os games, a diferença é perceptível.

    O xCloud ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas chegará integrado ao Game Pass Ultimate. A versão de testes do serviço pode ser utilizada de maneira gratuita, mas você precisa se inscrever no site da Microsoft e ser convidado para participar.

  • Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Quando comecei a jogar a campanha single-player de Call of Duty Black Ops Cold War, não imaginei que riria tanto com um jogo de tiro. Após fortes emoções no ano passado com Modern Warfare, que me fez sentir o peso de puxar o gatilho, a Treyarch entregou uma história que com certeza vai agradar os fãs americanos da franquia, já que é quase uma fanfic pensada especialmente para esse público.

    Lançado em 13 de novembro, o jogo já vem dando o que falar por causa de sua história desde seu anúncio. Para os fãs de longa data, é um prato cheio: a desenvolvedora resolveu seguir a história do Black Ops original e coloca o jogador em uma narrativa que se passa nos anos 80. Como o próprio nome indica, Cold War acontece durante a Guerra Fria e foca na ação de uma equipe de soldados de elite dos Estados Unidos, o que deixa a história bem enviesada para o lado ianque.

    O Call of Duty lançado no ano passado também dá aquela envergada histórica para favorecer os Estados Unidos e até reescreve certos acontecimentos reais. Ainda assim, na parte de gameplay, Modern Warfare entregou altos níveis de emoção com uma narrativa cheia de momentos que questionam a moral do jogador.

    Novidades

    Em Cold War, a Treyarch adotou um sistema de escolhas mais robusto, que chega a mudar o final da história, e também conta com um gameplay divertido, ao nível esperado de uma franquia bilionária. A narrativa também possui mais liberdade criativa e, apesar de ter toques de realidade, é bastante fictícia. A parte engraçada, porém, é ver essa ficção sendo elevada a um nível absurdo e de uma forma muito séria.

    Apesar dos momentos ridículos, a campanha single-player vem embalada em uma jogabilidade empolgante. O novo COD também impressiona tecnicamente e, no PC, dá para segurar 4K e 60 frames por segundo com Ray Tracing ligado na RTX 2060. Isso é possível graças ao milagroso DLSS, que futuramente deve ganhar um artigo dedicado por aqui.

    O multiplayer de Black Ops Cold War também é caprichado e conta com o amado modo Zumbis. Para quem está em busca de algo a mais que Warzone e Modern Warfare, vale a pena ficar de olho no game. Porém, os servidores andam meio instáveis atualmente e o preço está bem alto. Logo, a dica é ficar de olho em possíveis promoções que apareçam futuramente.

    A análise completa de Call of Duty Black Ops Cold War será publicada por este que vos escreve nos próximos dias lá no Adrenaline. Enquanto isso, segue aqui uma descrição aberta e vinda direto do coração sobre a história desse blockbuster do mundo dos games, que está mais para fanfic do Wattpad.

    Vingadores de Ronald Reagan

    A partir daqui, temos MUITOS spoilers da história de Black Ops Cold War

    A história de Black Ops Cold War começa apresentando os “Vingadores” de Ronald Reagan, o antigo presidente dos Estados Unidos que foi recriado digitalmente para o game. Em uma das cenas iniciais do game, o jogador acompanha a reunião da equipe de agentes especiais liderada por Russel Adler com o chefe de estado. A pauta: um agente russo quase mitológico que estaria de volta em atividade.

    Após receber a denúncia sobre o retorno do quase irreal russo malvado chamado Perseus, que já teria feito coisas ruins no Vietnã, o presida manda a letra: os agentes especiais possuem aval para sair pelo mundo caçando a suposta ameaça, mesmo que seja necessário espalhar alguns corpos pelo caminho.

    Um dos participantes da reunião até diz que os pedidos da equipe são irregulares e tudo isso pode dar merda. Em seguida, o agente Woods pontua: “todas as missões que vamos são ilegais”.

    Segundo Reagan, a ilegalidade da missão é um risco que vale a pena ser corrido. Afinal, Perseus pode ameaçar os ideais do “mundo livre”. O chefe de estado não consultou nenhuma outra autoridade do tal “mundo livre” para tomar essa decisão, mas seguimos em frente.

    Crimes de Guerra: World Tour

    Após uma sequência de ação intensa em uma pista de pouso, somos apresentados para o nosso herói: um soldado personalizável, que pode ter até gênero não-binário, e que vai ajudar no combate ao Perseus. Você é convidado a viajar por diversos países e locais em busca de pistas sobre a entidade vermelha que pode destruir a soberania estadunidense.

    A partir daí, um tour mundial de crimes de guerra se inicia. A equipe de elite formada por um grupo de agentes cheio de diversidade começa a coletar pistas para encontrar o fantasma comunista Perseus. As andanças vão desde missões nas ruas de Berlim até uma infiltração em uma base russa, com direito a agente duplo e tudo.

    O clima de “oba oba” só começa a mudar em Havana, Cuba, quando a equipe descobre que Perseus realmente está tramando algo maléfico e que pode destruir boa parte do mundo, além do ego dos Estados Unidos.

    Ops, my bad

    Durante a visita ao país de Fidel Castro, os “Vingadores” descobrem o plano Greenlight: cerca de metade da Europa está em cima de BOMBAS ATÔMICAS com capacidades altamente destrutivas. Isso é obra de Perseus? Na verdade, não…

    Acontece que o governo dos Estados Unidos plantou todas essas bombas no Velho Continente por precaução, nos anos 60, e depois atualizou as ogivas para um novo padrão, capaz de matar pessoas e nem danificar prédios (!!!!!). Afinal, nunca se sabe quando você vai precisar explodir metade da Europa, não é mesmo?

    Todos os problemas do jogo seriam resolvidos se os Estados Unidos não tivessem plantado bombas na Europa ¯\_(ツ)_/¯

    Enfim, o tiro acaba saindo pela culatra: Perseus, o comunista malvado, descobre como acionar todo o arsenal atômico. Com isso, metade da Europa pode ser destruída e todo o sangue iria para as mãos dos Estados Unidos, já que eles acharam uma ótima ideia brincar de campo minado com o tal “mundo livre”.

    Coração vermelho

    Quando chegamos a esse plot twist, minha mente aceitou que esse era o limite, já que não é todo dia que vemos um país enchendo um continente de bombas com “boas intenções”. Para mim, partir daí, a curta campanha só seguiria seu curso natural, com o time liderado por Adler destruindo o vilão comunista e seguindo a vida comendo hambúrguer e bebendo cerveja no Super Bowl. Ledo engano…

    Logo após a descoberta do plano Greenlight, o grupo trava um intenso combate nos telhados de Havana e acaba tomando um sacode dos inimigos, o que acaba matando um dos personagens que representa minorias no time de elite (pra variar). Nosso protagonista fica gravemente ferido e, durante sua recuperação, Adler e seus parceiros fazem uma grande revelação: você, na verdade, é um agente russo que trabalhava com Perseus e foi REPROGRAMADO para servir aos Estados Unidos.

    Você revive momentos no Vietnã, mas isso tudo são apenas MEMÓRIAS IMPLANTADAS!!!!111!!!

    Lembra daquela pista de pouso que eu mencionei lá no começo? O protagonista estava morrendo após tomar tiros de um parceiro cheio de ciúmes. Adler resolveu “dar uma chance” para o comunistinha quase sem vida e testa um programa experimental da CIA que substitui memórias.

    Todo o passado comunista do protagonista é substituído por flashbacks do Vietnã. Sim… FLASHBACKS DO VIETNÃ, e você precisa reviver esses momentos para “desbloquear” as verdadeiras memórias, que podem revelar a localização de Perseus.

    Instaurando o comunismo

    Todo o clima de filme blockbuster de espionagem é fechado com uma escolha: você pode aceitar sua nova vida e ajudar a derrubar Perseus, ou bolar uma armadilha para entregar Adler e os outros soldados para os comunistas. Sim, você pode derrubar a galera que te acompanhar na tour dos crimes de guerra e literalmente instaurar o comunismo no mundo, mas isso tem um custo.

    Para quem aceita seu coração vermelho e bola uma armadilha para derrubar a equipe Black Ops, existe um grande “peso emocional”. Com a ajuda de soldados comunistas, você precisa assassinar todos os seus parceiros, o que pode ser pesado para quem tem uma relação mais profunda com os personagens, principalmente o capitão Woods.

    Em seguida, o protagonista encontra Perseus, que ri da cara dos americanos por acreditarem que ele é o grande vilão da história. “Perseus, na verdade, não é um homem, mas uma ideia”, diz o personagem, confirmando que a verdadeira ameaça é, na verdade, O FANTASMA DO COMUNISMO (!!!!!!). O chefe russo te entrega um controle e te dá a honra de destruir a Europa, em um sistema arbitrário e que não te dá escolhas senão explodir o Velho Continente e incriminar os americanos. Afinal, comunistas são malvados e é isso aí.

    Final americano

    Para quem resolver apoiar os americanos, também temos altas emoções embaladas em movimentos esperados. Ao trair suas raízes comunistas, você batalha ao lado de Adler e sua trupe para derrubar Perseus. “Eu persigo esse fantasma há treze anos”, diz o agente especial, enquanto caminha lentamente com seu time em um navio porta-aviões.

    Depois de uma briga cheia de glória contra os comunistas, o protagonista ganha um “joinha” de seus colegas de equipe e vai dar um passeio com o chefe do esquadrão. Enquanto olha o mar, Adler revela que, mesmo após tudo, você ainda é um comunista e precisa morrer, o que deixa o final aberto em uma batalha de pistolas entre os dois agentes.

    Independente do desfecho, a história de Black Ops Cold War é recheada de clichês e chega a ser quase uma fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria. Para quem não mora nos Estados Unidos, todo esse amontoado de absurdos chega a ser ridículo, o que acaba trazendo um clima leve e descontraído para a história.

    Existem jogos que te fazem soltar o controle para aproveitar certos momentos da história, que são carregados de emoção. Call of Duty Black Ops Cold War me contemplou com esse momento, mas para usar as mãos para segurar a barriga de tanto rir do que estava acontecendo.

    A Treyarch deixa a impressão de que a narrativa foi feita para ser “realista” e séria, o que é bem preocupante se esse foi mesmo o objetivo. Eu imagino que muita gente vai vibrar ao ver Ronald Reagan reunindo um esquadrão de agentes para assassinar o fantasma do comunismo. Mas, para quem vive em qualquer lugar fora das terras estadunidenses, ver um presidente plantando bombas a bel-prazer e mandando soldados para matar é bem assustador e nada normal.

    Ainda bem que tudo isso é apenas um jogo. Uma pena que algumas pessoas ainda estão preocupadas com o Fantasma do Comunismo

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  • Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    A semana do dia 5 de novembro pode ser considerada como “a calmaria que antecede a tempestade” no Xbox Game Pass. O serviço está prestes a se “fundir” com o programa de assinatura da EA, o EA Play, e expandir seu catálogo de jogos ainda mais, incluindo títulos de peso.

    O estilo “O PATRÃO FICOU MALUCO” é impagável. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    Indo ao que importa, os games adicionados ao Xbox Game Pass no dia 5 de novembro de 2020 ainda são games que merecem atenção. No total, cinco novos títulos serão adicionados ao catálogo, são eles:

    Celeste (Android via xCloud, console e PC)

    Reconhecido pela comunidade como um importante título oriundo de uma produção independente, Celeste é um charmoso jogo de plataforma totalmente focado na precisão de movimentos.

    Seu visual é elegante, todo pixelizado, somado a uma trilha sonora inconfundível e cativante. É, sem dúvidas, uma das paixões pessoais e é uma grande adição ao Xbox Game Pass. Se vale a dica, o ideal é aproveitar o game utilizando um controle.

    Deep Rock Galactic (Android via xCloud, console e PC)

    Você e seus amigos compõem um grupo de anões mineradores que exploram cavernas intergalácticas enquanto enfrentam inimigos, coletam recursos e aproveitam a mecânica de construção e destruição de ambientes.

    É um prato cheio para a passar o tempo e descobrir um novo universo, mas seu potencial está na união entre amigos e na execução de tarefas em conjunto — e no enfrentamento de inimigos, que é a magia do jogo.

    O visual é cartunesco, o modelo de jogo é em primeira pessoa e há um conjunto de armas poderoso para enfrentar as ondas compostas por dezenas de aranhas e outras criaturas espaciais. A diversão é garantida.

    Eastshade (Android via xCloud, console e PC)

    Com ambientação e mundo inspirados em RPGs famosos como The Elder Skrolls V: Skyrim e The Witcher 3, Eastshade é um jogo introspectivo que te faz pintar os ambientes que marcam a sua jornada pelo mundo do game.

    Colocada como mecânica central do game, a pintura em Eastshade tenta transmitir o sentimento de observação e contemplação. Os visuais são belíssimos, as criaturas são cheias de personalidade e a aventura calma e pacata é a proposta do game.

    Pode ser tedioso para os jogadores que esperam um jogo de ação mais emocionante ou uma história cheia de reviravoltas, mas se seu objetivo é relaxar e passar o tempo, Eastshade é uma boa escolha.

    Knights and Bikes (console e PC)

    Devo confessar que esse despertou minha curiosidade é um game que dá grande destaque ao visual feito à mão em uma jornada vivida numa ilha britânica nos anos 80. É uma aventura protagonizada pela dupla Nessa e Demelza, que superam diversas situações, problemas, enquanto descobrem amigos, constroem sua história através de diálogos, melhoram suas bicicletas e descobrem os lindos ambientes da ilha.

    Particularmente, a premissa curiosa desse jogo e o multiplayer local são grandes atrativos. Aprecio games que tentam criar experiências para mais de um jogador, cientes da dinâmica que essa cooperação íntima com a dupla proporciona. Gostaria que tivesse multiplayer online, mas talvez o couch co-op seja realmente a combinação ideal.

    Comanche (PC)

    Por fim, o título de ação do conjunto. Comanche é um frenético jogo de tiro em terceira pessoa onde você controla poderosas espaçonaves recheadas com armamento letal. Desenvolvido pela THQ Nordic e lançado em março deste ano, Comanche é como um reboot de uma franquia conhecida lá dos anos 90, que tinha a mesma premissa: tiroteio entre helicópteros (e derivados).

    Não é lá um game muito inédito, mas pode render algumas boas horas de diversão e intensos embates contra ou com colegas. É um bom passatempo, pode render grandes emoções e boas horas de gameplay, mas não é algo que atraia minha atenção.

    BÔNUS: Disney+

    Anunciado na manhã desta segunda-feira (09), assinantes do Xbox Game Pass Ultimate receberão um bônus de 30 dias para acessar os conteúdos do Disney+ sem qualquer valor adicional. Como o serviço ainda nem foi lançado no Brasil (a estreia está prevista para o dia 17 de novembro), a chegada do bônus para o pagante brasileiro ainda é incerta, mas é bom ficar de olho.

    O Disney+ será o serviço de assinatura da gigante do entretenimento e contará com centenas de títulos da companhia, incluindo a premiada série The Mandalorian. É um prato cheio para acompanhar nas férias de verão que estão para chegar.

    Ademais, se vale a sugestão, o Jornal dos Jogos — mais especificamente, o Mateus Mognon — preparou uma minuciosa análise sobre o comportamento do mercado de games e como as companhias parecem estar se movimentando para se tornarem “a próxima Disney+ dos videogames”. Vale (muito) a pena conferir.


    O Xbox Game Pass é um sucesso absoluto no Brasil e possibilita que o fã de Xbox brasileiro tenha acesso a um catálogo com mais de 100 jogos a um custo reduzido — especialmente útil para períodos com dólar alto e jogos alcançando o teto de R$ 350. Pensando nisso, o Jornal dos Jogos pensou em reunir as novidades do serviço, a cada vez que eles forem anunciados pela Microsoft.

    Após essa ligeira contextualização, alertamos que a listagem e as descrições começarão a partir dos anúncios do Xbox Game Pass do dia 5 de novembro de 2020.

  • Xbox precisa ser mais cinema e PlayStation quer ser mais Netflix

    Xbox precisa ser mais cinema e PlayStation quer ser mais Netflix

    O site de Gamesindustry.biz é conhecido por fazer análises e trazer reportagens sobre games com um olhar voltado para o mundo dos negócios. Com a chegada da nova geração de consoles, não foi diferente. O jornalista Christopher Dring lançou um brilhante artigo em que compara o PlayStation 5 e o Xbox Series X e S com outros dois meios de entretenimento: o cinema e o streaming de vídeo.

    “Se o Xbox é a Netflix, o PlayStation 5 é o cinema”. Esse é o título do artigo publicado na sexta-feira (6), em que o especialista discorre sobre o posicionamento de mercado de Sony e Microsoft na nova geração. Inclusive, a análise não é a primeira vez em que Dring faz suas projeções sobre o futuro da indústria: em julho, utilizamos um artigo do jornalista sobre a guerra dos consoles como base de uma edição da nossa newsletter sobre o Xbox Game Pass.

    Os consoles de nova geração chegam esse mês ao mercado. (Imagem: The Verge/Reprodução)

    Mas, para a infelicidade de quem escreve textões, muitos leitores não costumam passar do título de uma matéria. Por causa disso, algumas pessoas utilizaram a definição feita por Christopher Dring para alimentar a guerra dos consoles. Basta conferir a publicação do artigo no Twitter para ver quantas pessoas se doeram ao ver o Xbox sendo comparado com a Netflix e quantos jogadores se vangloriam ao ver o PlayStation 5 sendo definido como uma experiência de cinema.

    As coisas não são bem assim, gente. Afinal, a Netflix possui produções de qualidade e até já ganhou Oscars. Além disso, assistir a um filme ruim no cinema não torna o conteúdo melhor (aprendi isso com a pré-estreia de Batman vs Superman).

    Na verdade, Sony e Microsoft estão bem confortáveis desempenhando seus papéis como “cinema” e “Netflix”. Além disso, as empresas também estão tentando se adaptar para surrupiar as melhores características presentes na concorrência e virar uma espécie de “Disney+ dos games”.

    PS5 é cinema?

    Em sua análise, Christopher Dring diz que o PlayStation 5 sintetiza os negócios da Sony no mundo dos games em um console. O dispositivo é grande, chamativo, vem acompanhado de gadgets com novos recursos e com aparência premium. Toda essa experiência chega acompanhada de jogos exclusivos de alto orçamento, com aspecto de blockbuster. “O PS5 é sobre experiências de jogo AAA de alta qualidade que você joga sozinho, com um headset e um controlador sofisticados”, explica o jornalista.

    Basta ver as análises do console para comprovar a metáfora. O PS5 é um console gigantesco e que possui um controle cheio de firulas, bem como um headset que promete som de alta qualidade. Algumas das funções até já apareceram em outros produtos no mercado, mas a Sony vende tudo isso de uma forma integrada em seu ecossistema de jogos.

    O “garoto-propaganda” do PS5 é literalmente o Homem-Aranha, um dos personagens mais amados dos quadrinhos e cinema

    Sabe quando a Marvel lança um novo blockbuster e enche os cinemas com produtos temáticos inspirados nos filmes, desde pacotes de doces até baldes de pipoca em formato de Manopla do Infinito? That’s the deal. A Sony aposta nessa vibe para entreter seu público com grandes produções, trazendo uma pegada literalmente cinematográfica em seus jogos.

    Com o PS5, a Sony promete que você poderá sentir o balanço da teia lançada por Miles Morales no novo jogo do Spider-Man. Você poderá ouvir em detalhes quando uma bomba explodir perto do personagem. Só é necessário comprar um headset que custa mais de R$ 500 e um jogo que sai por cerca de R$ 300.

    Xbox é Netflix?

    A jogada da Xbox é bem diferente. A empresa recebeu o apelido de “Netflix dos jogos” lá por 2017, quando lançou o Xbox Game Pass. Assim como a pioneira nas plataformas de streaming de vídeo, a empresa de games oferece um catálogo com centenas de produtos por um preço mensal fixo.

    Enquanto a Sony oferece um dispositivo com visual premium com dispositivos extravagantes, o negócio da Microsoft é fazer as pessoas assinarem um serviço, independente do aparelho em que o jogo será rodado. A empresa possui o Xbox Series X, um console de alto desempenho e que briga com o PS5, mas o Game Pass também está no Xbox Series S, Xbox One, PC e até Android.

    A semelhança com a Netflix também está no método de trabalho. A Microsoft lança uma bordoada de jogos no Game Pass mensalmente. Assim como na plataforma de vídeo, as produções seguem diversos gêneros e formatos, desde Gears 5 até Flight Simulator, e os “originais” entram no catálogo de maneira imediata e para ficar — como os filmes da Netflix que nem vão para o cinema.

    O problema dessa fórmula está na qualidade. Afinal, assim como a Netflix, nem todas as “produções originais” da Xbox caem no gosto do público. O planejamento atual da empresa também deixou os consoles de nova geração da linha sem um jogo nível “Stranger Things” em seu lançamento. Com o adiamento de Halo Infinite e The Medium, o Xbox Series X e S oferecem uma ampla retrocompatibilidade com uma dezena de jogos com gráficos de ponta, mas sem grandes novidades.

    Blockbusters do Xbox

    Enquanto o “cinema” e a “Netflix” possuem suas forças, a verdade é que tanto PlayStation quanto Xbox querem ser o Disney+ do mundo dos games. Com a nova geração de consoles, as duas empresas estão se consolidando no que sabem fazer de melhor, mas também miram em fatores da concorrência para tentar evoluir sua oferta de produtos.

    Tal qual Netflix, o Xbox Series X tem um catálogo com produções originais de qualidade duvidosa, mas a empresa está tentando ser mais “cinema”. Gears 5 é um bom exemplo disso, pois combina um ecossistema multiplayer com uma campanha de qualidade e cheia de momentos surpreendentes.

    Além disso, a companhia já engatilhou uma série de lançamentos promissores para o futuro. A lista de futuros jogos que chegarão ao Game Pass, e também no Xbox Seires X, inclui títulos como Hellblade II, Avowed, dos criadores de Fallout New Vegas, e um novo Fable.

    A Microsoft também comprou a Bethesda e está disposta a investir em mais estúdios se necessário. Com tanto poder de fogo. Assim como a Netflix chegou ao Oscar com produções como “O Irlandês”, a Xbox vai tentar conquistar mais assinantes para o Game Pass com possíveis blockbusters.

    Serviços do PS5

    Por outro lado, a Sony também está tentando ser mais “Netflix”. Apesar de seu foco ainda ser o comércio de jogos triplo-A, a empresa deu um upgrade na PlayStation Plus com o PS5. O serviço agora conta com o PS Collection, que traz uma seleção de grandes jogos da geração por uma mensalidade fixa.

    Em setembro, o CEO da PlayStation, Jim Ryan, disse que não pretende competir com o Game Pass e trazer grandes jogos direto para o catálogo do PS Plus Collection. “Esses jogos [exclusivos] custam mais de US$ 100 milhões para serem feitos. Seria insustentável”, disse o executivo, em entrevista para o já mencionado site GamesIndustry.biz.

    Apesar de ser contra a distribuição de blockbusters via assinatura, a Sony está oferecendo alguns lançamentos na PS Plus. (Imagem: PlayStation/Divulgação_

    Mesmo sendo contra a ideia do Game Pass, a Sony vem utilizando o lançamento via assinatura quando é conveniente. A PlayStation Plus de novembro, por exemplo, traz em seu catálogo do PS5 o exclusivo Bugsnax.

    Além disso, a companhia adiou o exclusivo online Destruction AllStars para fevereiro e também trará o game de R$ 300 na PS Plus. O jogo estará disponível sem custos para assinantes por dois meses, o que deve ajudar a engrenar a comunidade, assim como ocorreu com o indie Fall Guys.

    Todo mundo quer ser Disney+

    No final das contas, tanto PlayStation quanto Xbox almejam vender jogos de qualidade e serviços atraentes, da mesma forma que a casa do Mickey Mouse faz com filmes e séries. Além de entregar blocksbusters de cair o queixo e que formam filas nos cinemas, a Disney também possui um serviço de assinatura com um catálogo robusto de produções e com um valor atraente.

    A Xbox já está investindo pesado para se tornar a líder nos serviços de games e tem um catálogo promissor de produções para os próximos anos. A Sony ainda dá passos leves fora de sua zona de conforto, mas está evoluindo a PlayStation Plus e possui um combustível importante para qualquer negócio: uma comunidade apaixonada e disposta a gastar dinheiro.

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e, ao que tudo indica, a briga pela atenção dos consumidores será intensa nos próximos anos. No fim das contas, quem deve sair ganhando são os jogadores.

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  • Red Dead Redemption 1 roda no Xbox Series X com loadings mais rápidos e 4K

    Red Dead Redemption 1 roda no Xbox Series X com loadings mais rápidos e 4K

    Red Dead Redemption é um dos jogos mais icônicos da Rockstar Games e ainda pendura nos consoles modernos graças ao longo alcance do sistema de retrocompatibilidade da Microsoft. Após chegar ao Xbox One em julho de 2016, o jogo de faroeste está disponível no Xbox Series X já no lançamento.

    Apesar de a Rockstar não ter anunciado melhorias voltadas para o console de nova geração, resolvemos testar Red Dead 1 no Xbox Series X para ver como o jogo está rodando. O jogo segue os passos de projetos como The Witcher 3 e, mesmo sem otimização, já tira proveito da velocidade do SSD e de recursos como o Quick Resume.

    Enquanto os gráficos seguem os padrões Xbox One X, o novo console entrega o gameplay mais rápido graças ao SSD.

    A experiência de iniciar Red Dead Redemption 1 no Xbox Series X é similar ao que temos nos consoles da geração atual da Microsoft, só que tudo mais rápido. O console abre a interface do Xbox 360, com login e tudo, e permite entrar no single-player ou Red Dead Redemption Online.

    É nesse momento que o SSD brilha. Ao iniciar a campanha, apenas alguns segundos separam menu e gameplay. As telas de loading também somem ao morrer e fazer carregar saves. Todos esses procedimentos ficam mais rápidos.

    Quick Resume

    Outro detalhe que merece atenção é o suporte para Quick Resume. Após você sair do game ou ir jogar outra coisa, a função recupera o gameplay no exato momento em que você parou.

    Confesso que não esperava ver a ferramenta funcionando tão bem em Red Dead Redemption. A Xbox Brasil disse que milhares de jogos contam com suporte para a função, e o jogo da Rockstar está nesse bolo.

    Além de recuperar o gameplay intercalado com outros games, a função até me presenteou com um retorno instantâneo, sem o loading inicial. Isso aconteceu mesmo após o console ter sido integralmente desligado, até da tomada. Momentos como esse acabam mostrando o valor do Series X até mesmo contra o PC, já que permite sair jogando após poucos segundos de espera, sem a necessidade de carregar menus.

    Gráficos em 4K

    Em relação ao visual, Red Dead Redemption 1 ainda é um jogo distribuído via retrocompatibilidade e, por causa disso, traz as melhorias visuais que foram disponibilizadas na versão de Xbox One X. Com isso, o game roda no Series X com gráficos em 4K e entrega uma experiência visivelmente superior à edição original lançada no Xbox One.

    Porém, o jogo claramente não aproveita todo o potencial do hardware do Xbox Series X. O console de nova geração conta com capacidade suficiente para segurar o jogo em 4K e 60 quadros por segundo, mas a Rockstar possivelmente não entregará otimizações para fazer isso acontecer.

    Graças a isso, os jogadores devem enfrentar alguns pequenos glitches gráficos causados pelo upscaling, como sombras e objetos demorando para renderizar na alta resolução. De qualquer forma, a experiência ainda é consistente e vale a pena para quem pretende revisitar Red Dead Redemption no Xbox Series X.

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  • Xbox Series X possui tudo que um console precisa ter [Análise]

    Xbox Series X possui tudo que um console precisa ter [Análise]

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e o Xbox Series X é o console mais poderoso da nova leva de videogames. O produto da Microsoft traz um design diferentão, hardware potente e, surpreendentemente, uma experiência de uso que não está longe do que já vemos no Xbox One. Porém, temos algumas novidades que podem impressionar até mesmo a galera exigente do PC.

    Após uma semana utilizando o Xbox Series X, concluí que o produto construído pela Microsoft possui tudo que um console precisa ter. É um baita projeto, com uma baita experiência e um baita hardware. O problema, porém, é que não tem “nada” pra rodar nele atualmente.

    Alto e silencioso

    Dá para perceber que o Xbox Series X não é um console similar aos da geração atual assim que o produto sai da caixa. O dispositivo possui um design verticalizado e, apesar de funcionar na horizontal, é claramente feito para ficar em pé.

    A Microsoft mandou bem no design do dispositivo com seu visual retangular, que não é muito chamativo e conta com um efeito legal na parte de cima graças a uma pinturinha verde. O estilo alongado também ajuda em uma parte importante do funcionamento: a dissipação de calor.

    O design alongado garante ao Xbox Series X uma boa dissipação de calor e sem barulho. (Imagem: Xbox/Divulgação)

    O Xbox Series X conta com aberturas em sua base e também na traseira. O ar que entra no videogame é expelido por uma ventoinha grandona que fica no topo do produto. Como usuário de PC, eu esperava que o produto fizesse algum ruído por causa de seu robusto sistema de resfriamento, mas eu estava enganado.

    Apesar de ser pesado com seus 4,4 Kg, o Xbox Series X fica bem quietinho quando está na mesa. Ao ser colocado ao lado do PC, então, o dispositivo se torna praticamente invisível com seu design compacto e silencioso.

    O produto também vem com diversas conexões, incluindo três USB, HDMI, Ethernet e o padrão proprietário de SSD

    O único fator de design que pode gerar dores de cabeça é o fato dele não entrar em aberturas estreitas, como seus irmãos Xbox One e Series S são capazes de fazer. Com isso em mente, se você pretende colocar o videogame naquele espacinho que fica embaixo da TV, a dica é pegar uma trena e medir sua estante antes da compra.

    Rápido e cheio de espaço

    Além de ter um design silencioso e que dissipa calor com tranquilidade, o Xbox Series X também capricha ao ser ligado. A interface do produto é literalmente a mesma que temos atualmente no Xbox One. Logo, quem já é velho da casa não vai se perder na UI.

    A principal diferença aqui está na velocidade. O Xbox Series X vem equipado com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity, desenvolvida pela Microsoft. O dispositivo de armazenamento possui 1 TB de espaço (com cerca de 800 GB livres para games) e muita, mas muita velocidade em comparação ao Xbox One.

    A adoção de um SSD para armazenamento já pode ser sentida ao navegar pela interface de usuário. O Xbox One costuma dar umas engasgadas enquanto o HDD procura dados, mas o novo sistema de armazenamento do Series X entrega resultados rápidos e praticamente instantâneos.

    Matando as telas de loading

    Na hora de rodar os jogos, o impacto do SSD é ainda mais perceptível. As telas de loading são reduzidas a segundas e a tecnologia Quick Resume é revolucionária. A função chega compatível com milhares de jogos, segundo a Microsoft, e consegue alternar entre os games rapidamente.

    O Quick Resume funciona até mesmo após o console ser desligado

    Além de “minimizar jogos”, o Quick Resume permite retornar ao gameplay até mesmo após o console ter sido desligado. É sério: eu cheguei a tirar o Series X da tomada, ligar o videogame e, quando abri o jogo, o recurso pulou os menus e telas de loading, me levando direto para o gameplay.

    Infelizmente a função não funciona em jogos online e de vez em quando o sistema dá uma trégua, fazendo o jogo reiniciar completamente. Ainda assim, a velocidade oferecida pelo SSD garante um boot rápido e com telas de loading bem pequenas.

    A entrega nos jogos é tão veloz que eu comecei a abrir mão de ver Netflix antes de dormir para aproveitar algum jogo single-player, como Yakuza Like a Dragon. Afinal, o gameplay está a poucos cliques de distância e eu posso desligar tudo a qualquer momento que o Quick Resume me levará ao ponto exato em que parei no dia seguinte.

    Armazenamento

    Além da velocidade, o SSD do Series X também me surpreendeu pela sua capacidade. O console conta com um dispositivo de armazenamento de 1 TB, mas cerca de 800 GB são realmente utilizáveis para jogos e apps.

    A quantidade de espaço foi suficiente para eu salvar 19 jogos digitais e deixar cerca de 50 GB livres para mais games. Como eu descrevo em detalhes aqui, dá para deixar uma biblioteca bastante eclética salva no console sem precisar se preocupar com armazenamento.

    biblioteca de jogos salvos no xbox series x

    Se você precisa de mais memória, porém, chegamos em um ponto bem negativo. O Xbox Series X trabalha com um padrão proprietário de SSD e, para expandir o armazenamento veloz, é necessário comprar um cartão da Seagate que pode custar cerca de R$ 2 mil no Brasil. Os SSDs são caros por natureza e a falta de opções acaba tornando a expansão ainda mais inviável no nosso país, pelo menos atualmente.

    O console de nova geração suporta HDs externos no padrão USB 3.0 e você pode rodar jogos salvos em um dispositivo do tipo. Porém, benefícios como o Quick Resume e carregamento rápido não aparecem, já que o aparelho não está funcionando com a arquitetura da Microsoft. Nesse caso, é necessário fazer a transferência de jogos para o armazenamento interno, o que não é tão demorado e sai bem mais barato que a solução oficial da Microsoft.

    Gráficos e jogabilidade

    Saindo do armazenamento rápido e cheio de espaço, o console premium da Microsoft também entrega bons resultados ao rodar os games. O hardware do Xbox Series X inclui processador Zen2 de oito núcleos e GPU AMD RDNA 2 customizada, que mostram seu poder atualmente apenas em títulos cross-gen ou da geração atual.

    Para o período pré-lançamento, a Microsoft trabalhou em aprimoramentos visuais para jogos das plataformas Xbox. Dentre o catálogo disponibilizado, destacam-se Gears 5 e Forza Horizon 4, que estão bem bonitos e fluídos.

    O jogo de tiro já era sinônimo de otimização nos PCs, mas chega com tudo no Xbox Series X. O game roda em 4K e 60 frames por segundo na campanha e alcança até 120 quadros por segundo no multiplayer, mas o destaque mesmo ainda é a velocidade do SSD. A fluidez extra também faz a diferença e eleva a experiência do console níveis antes só vistos no PC.

    Em relação ao Forza Horizon 4, o salto também é impressionante. O game combinando 4K e 60 frames por segundo, algo que não acontecia na geração anterior, e com texturas aprimoradas. Além do suporte refinado para Ultra HD, o hardware extra garante uma melhor renderização do mundo aberto do jogo, que sofre beeeem menos de draw distance do que nos consoles Xbox One.

    Estabilidade e integração

    Outro jogo que merece destaque é Call of Duty Warzone, que roda estável no console. O battle royale gratuito não possui um pacote de otimizações anunciado para a nova geração, mas está funcionando sem bugs e com gráficos bonitos no console. É a experiência que todo jogador de PC do game gostaria de ter.

    Os travamentos que rolam no vídeo são culpa do sistema de captura do console e não representam a experiência de gameplay

    Além de caprichar na hora de rodar os jogos, o Series X também é f*da no compartilhamento. A integração da Xbox Live é impressionante na parte de saves, que em certos jogos integra até o PC, e também no conteúdo. Ao capturar uma screenshot, por exemplo, você precisa de segundos para receber a imagem no celular ou computador por meio do app do Xbox.

    O console também chega com suporte para gravação de clipes em 4K e 60 quadros por segundo, inclusive com HDR. Enquanto a captura é limitada para dois minutos na qualidade, é possível usar um HD externo para estender esse tempo, o que é uma mão na roda para quem cria conteúdo.

    Tá, mas e os jogos?

    O Xbox Series X possui um design funcional, um SSD que faz qualquer PC ficar com inveja e um conjunto de tecnologia que torna a experiência de uso premium. Porém, na parte dos jogos, você não vai encontrar muitas novidades atualmente. Isso não quer dizer que você não tem “nada” pra jogar, já que o produto traz uma ampla retrocompatibilidade, só falta aquele gostinho de coisa nova.

    Com o adiamento de Halo Infinite, o console perdeu seu principal título de lançamento. Agora, a Microsoft divulga o console com uma lista de jogos que chegarão otimizados e com melhorias gráficas, mas que já estão disponíveis na geração atual.

    No momento em que esse texto foi concebido, eu passei apenas UMA SEMANA com o Series X e a lista de jogos otimizados era bastante limitada. Ainda assim, a experiência gráfica entregue em jogos como Forza ou Gears está ao nível do PC e não mostra o real valor do console.

    Game Pass é o maior exclusivo do Series X

    Como eu já disse por aqui algumas vezes, o principal exclusivo de lançamento do Xbox Series X é o Game Pass. O serviço é o maior atrativo para a chegada do console com seu catálogo de mais de 200 jogos por um preço mensal fixo, além de trazer de certos jogos, como The Medium e o novo Yakuza, já no dia do lançamento.

    Além disso, no dia 10 de novembro, a assinatura Ultimate também contará com jogos vindos do EA Play, incluindo Battlefield, títulos de Star Wars e outras franquias da Eletronic Arts. Mesmo sem um carro-chefe atualmente, o console da Microsoft atrai pelo volume de títulos e o custo-benefício.

    No dia do lanaçmento do Xbox Series X, o EA Play será integrado ao Game Pass Ultimate sem custos adicionais

    Afinal, com games da nova geração custando mais de 300 reais, ter um catálogo gigante por R$ 40 mensais e 1 TB para guardar jogos é um baita combo. A Microsoft também comprou a Bethesda e está preparando projetos interessantes para o futuro, como um novo Fable, que devem alimentar muito bem o catálogo do Series X.

    Nesse momento, porém, todos os games de peso que estão no Series X também podem ser jogados no Xbox One e PS4. Logo, se você está apertado de grana e não quer pular para a nova geração agora, não se sinta culpado por isso, pois claramente dá para esperar até os novos consoles “amadurecerem”.

    Ainda assim, para os apressadinhos de plantão, vale ressaltar que, mesmo com o catálogo de games compartilhado, o Series X traz avanços tecnológicos gigantescos em comparação aos consoles atuais. É como trocar um notebook levemente defasado por um computador novo, com GPU moderna e SSD: a experiência é parecida, mas tudo funciona muito, muito melhor.

    O Xbox Series X está disponível no Brasil por R$ 4.699 e chega em 10 de novembro no nosso país. A Microsoft também vende por aqui o Xbox Series S, com preço sugerido de R$ 2.799.

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  • Call of Duty Warzone chega estável e bonito no Xbox Series X

    Call of Duty Warzone chega estável e bonito no Xbox Series X

    Call of Duty Warzone é um dos games mais populares e problemáticos de 2020. Enquanto a versão de PC impressiona pelos gráficos e também pelos bugs, o jogo chega ao Xbox Series X com bastante estabilidade. Após uma semana jogando o battle royale no console de nova geração, só tenho elogios para o desempenho.

    A versão de Xbox Series X de Warzone conta com texturas em alta resolução e rodando em altas taxas de quadros. Enquanto eu não sou o Digital Foundry para atestar com clareza a resolução e framerate, creio que o console está conseguindo alcancar 4K, nem que seja por upscaling, e garantir gameplay em 60 frames por segundo, pelo menos é o que as imagens na minha TV fazem crer.

    Confira a imagem em alta resolução aqui.

    As texturas do personagem, armas e ambiente são renderizadas em alta qualidade, com um nível de detalhes que lembra os PCs de alto desempenho. Além disso, o jogo entrega uma taxa de quadros fluída e estável, o que garante um gameplay de qualidade.

    Uso do SSD

    Como o battle royale é um jogo 100% online, o recurso Quick Resume não surte efeito. Sempre que você reabre o game, é necessário esperar o contato entre a Xbox Live e os servidores da Activision.

    Isso não significa, porém, que o jogo não se beneficia do uso de um SSD. A diferença no armazenamento fica bastante clara quando comparamos a versão de Xbox Series X do game com a edição do Xbox One original.

    Sabe quando tua arma NÃO CARREGA no gulag? Esse tipo de coisa não acontece com o SSD.

    Além de renderizar o jogo em uma resolução mais baixa, o console de 2013 luta para carregar as texturas do mapa. Basta olhar o comparativo acima durante a queda do avião e no gulag: os prédios e até armas demoram alguns segundos para dar as caras.

    As gravações do Xbox Series X contam possuem compressão causada pelo sistema de gravação do console em um HD externo

    O Xbox Series X consegue carregar todo o mapa rapidamente. As texturas carregadas em alta resolução também garantem uma experiência visual de qualidade. Salvo alguns erros de draw distance e sombras carregando erroneamente, tudo corre como deveria.

    Espaço ocupado no SSD

    Call of Duty Warzone não conta com melhorias voltadas para a nova geração e ocupa 105 GB para ser instalado no Xbox Series X. Enquanto o jogo desaparece nos 1 TB do console, o peso possivelmente será sentido no Series S, que tem armazenamento consideravelmente inferior.

    Call of Duty Modern Warfare continua
    firme eforte após um ano de lançamento

    De qualquer forma, se você pensa em migrar para o Series X futuramente, Warzone já está rodando no console melhor do que em muitos PCs por aí. Para quem está pensando em investir no console nesse período com poucos lançamentos exclusivos para a plataforma, o battle royale é uma experiência interessante. Após tantos bugs no PC e qualidade consideravelmente inferior no PS4 e Xbox One, vale a pena conferir o jogo rodando bem e com gráficos bonitos na nova geração.

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