Categoria: Xbox

  • Xbox Series X: como está o console após a febre do lançamento?

    Xbox Series X: como está o console após a febre do lançamento?

    O Xbox Series X chegou ao mercado oficialmente em 10 de novembro e já passamos um bom tempo com o console aqui no Jornal dos Jogos. Além da análise já disponível neste link, produzimos diversos conteúdos de apoio sobre os games e as funcionalidades do dispositivo, que tem preço na casa dos R$ 4.599.

    Agora, cerca de um mês desde o Xbox Series X, o objetivo é contar como anda a experiência com o console após certo tempo de uso. Além disso, vamos apontar o que melhorou (ou não) desde a janela de lançamento do produto, que não é o único dispositivo de nova geração da Microsoft: a empresa também possui o Xbox Series S, que é focado em custo-benefício.

    Hardware silencioso

    Desde seu lançamento, o Xbox Series X impressiona com o hardware potente e silencioso. Após um mês de uso, o console continua quietinho e chegou a me fazer perceber barulhos que eu não dava muita atenção anteriormente. A ventoinha do dispositivo é tão sutil que faz meu computador parecer um monomotor.

    Mesmo em altas cargas de trabalho, o barulho do console é tão sutil que você ouve o HD externo maquinando arquivos ao invés do sistema de resfriamento do Xbox Series X. É necessário se aproximar do console para conseguir ouvir algum ruído.

    A parte exterior do console também brilha no meu setup com seu design que não é chamativo e parece um PCzinho, mas comecei a sentir falta de uma porta USB extra na frente. O console possui apenas uma entrada dianteira e duas na traseira, o que acaba limitando o uso de periféricos e acessórios, como mouse e teclado ou microfones e headsets com conexão USB.

    Retrocompatibilidade e 120 fps

    Desde seu lançamento, o Xbox Series X também cresceu na parte dos games. O console ainda não possui exclusivos de peso e The Medium foi adiado para janeiro de 2021, o que foi uma perda imensa. Por outro lado, a Microsoft está caprichando no suporte para retrocompatibilidade.

    Algumas tecnologias que viraram padrão na nova geração já estavam presentes no Xbox One, como o suporte para taxa de quadros variável e os 120 quadros por segundo. Apesar de as funções não terem sido aproveitadas anteriormente, a base serviu para facilitar a implementação das novidades no Xbox Series X e S.

    De acordo com desenvolvedores, os consoles da Microsoft garantem mais facilidade no port de jogos das gerações anteriores. Por causa disso, títulos como Call of Duty Warzone e Rocket League só rodam em 120 quadros por segundo no Xbox Series X e S.

    Rogue Company está entre os jogos que receberam 120 frames por segundo somente no Xbox Series X e S. (Imagem: Mateus Mognon)

    O hardware mais robusto da nova geração também garante mais estabilidade na hora de rodar jogos mais antigos. Os 30 quadros por segundo ainda são obrigatórios em certos títulos, como é o caso de Watch Dogs: Legion, mas algumas desenvolvedoras estão padronizando a opção de escolher entre 60 quadros por segundo ou gráficos mais rebuscados.

    Um bom exemplo disso é Yakuza: Like a Dragon, que ganhou minhas últimas semanas. O game conta com um modo focado em visuais mais rebuscados, mas a fluidez dos 60 quadros compensa rodar o título em resoluções abaixo do 4K.

    Cyberpunk 2077 chegou cheio de problemas no PS4 e Xbox One e não possui uma versão focada na nova geração. Porém, o Xbox Series X roda o jogo de maneira estável e traz modos de performance e desempenho, que permitem escolher entre taxas de quadros mais altas e um visual mais definido.

    Xbox Game Pass: a cereja do bolo

    Desde a chegada do Xbox Series X e S, o Game Pass também deu uma bela evoluída e mostrou seu poder para segurar o console nesse período sem grandes lançamentos. Além da integração com o EA Play, o serviço recebeu títulos de peso recentemente.

    A versão de console do game foi agraciada com Control e, um dos games mais premiados do ano passado, e também Skyrim. Recentemente, o serviço também recebeu os indies Haven e Call of the Sea, que foram lançados direto no catálogo, e Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age.

    Haven é um dos indies que chegou diretamente ao Xbox Game Pass. (Imagem: Mateus Mognon)

    Outro ponto interessante é que alguns desses títulos também chegaram ao PC. Como sou um jogador multiplataforma, vez ou outra acabo baixando títulos no console e Xbox, e ter o progresso compartilhado é bem maneiro.

    Além disso, a Microsoft começou a testar o xCloud no Brasil e a integração entre save na nuvem e Series X funciona bem, mostrando o potencial da plataforma por aqui. Começar a jogar no Xbox ou PC e poder continuar o progresso no celular, de qualquer lugar, é uma experiência bem interessante.

    Armazenamento e Quick Resume

    Na parte de armazenamento, o Xbox Series X também não deixa a desejar. Consegui salvar mais de 20 jogos no SSD de 1 TB do game desde seu lançamento e não senti falta de mais espaço. Para facilitar os testes no Xbox One, também adotei um HD externo para transportar os jogos entre os sistemas, o que me surpreendeu.

    Assim como os jogos salvos no SSD, os games do HD externo também se aproveitam do melhor recurso do Xbox Series X e S: o Quick Resume. A funcionalidade permite que o jogador intercale o gameplay entre diferentes games e volte rapidamente para o jogo. Enquanto rolam algumas falhas de vez em quando, é sempre bom quando o recurso faz o seu trabalho e agiliza a entrada no gameplay.

    No pior dos cenários, o jogador precisa passar rapidamente pelo boot do jogo ou lidar com alguns bugs. Recentemente joguei Call of The Sea no Xbox Series X e o áudio sumia sempre que o jogo abria com o Quick Resume, o que me obrigava a encerrar o app e reiniciá-lo sem a função.

    Em outros casos, porém, o uso da função é quase milagroso. Deixei o Xbox Series X desligado por dois dias e abri Need For Speed Heat direto do HD externo. Mesmo assim, o tempo de resposta proporcionado pelo Quick Resume foi tão alto que cheguei a bater o carro quando voltei diretamente ao gameplay.

    Gravação precisa melhorar

    A interface do Xbox Series X é bem parecida com a UI do Xbox One e cumpre o seu papel com um visual organizado. O problema, porém, é que algumas funções ainda precisam de otimizações para entregar uma experiência de qualidade.

    Uma das minhas maiores decepções com o Xbox Series X é o sistema de captura de vídeos de gameplay, que falhou algumas vezes durante o uso. Quando gravo clipes utilizar fones, por exemplo, o sistema não captura o áudio e deixa o vídeo mudo.

    As screenshots funcionam perfeitamente,
    mas a gravação de clipes precisa melhorar

    A pior parte é quando a gravação fica com partes “congeladas” ao ser capturada em resolução 4K. O problema praticamente inviabiliza o uso do conteúdo quando ocorre múltiplas vezes em um mesmo arquivo, já que os clipes na resolução podem ser capturados no SSD com no máximo um minuto de duração. Além disso, o compartilhamento dos vídeos para redes sociais não funciona direito e, desde o lançamento, não consegui enviar um clipe diretamente do console para o Twitter.

    A experiência com os vídeos é totalmente diferente do sistema de capturas de tela, que funcionam perfeitamente e deveria ser exemplo de facilidade de uso. As screenshots em 4K podem ser salvas automaticamente na Xbox Live, o que permite baixar a captura no celular ou computador, além de compartilhar de maneira rápida em redes sociais.

    Navegador…

    Enquanto a gravação de gameplay me decepcionou como criador de conteúdo, minha pior experiência no sistema do Xbox Series X como usuário foi o navegador Microsoft Edge. Precisei da ferramenta poucas vezes, mas nunca obtive resultados satisfatórios. O console chegou a congelar por completo em um dos casos que usei o browser, forçando uma reinicialização na base do botão Power.

    Os problemas no aplicativo se devem à versão defasada do navegador que está presente no Xbox. Como o próprio logo indica, o browser presente nos consoles é baseado no Microsoft Edge Legacy, que será descontinuado pela empresa em 2021.

    O Xbox Series X ainda usa o Edge Legacy…

    A nova versão do Edge, que é baseada na mesma tecnologia do Google Chrome, é espetacular e funciona muito bem no PC. Porém, a Microsoft não deu informações de quando lançará a novidade nos consoles, apesar do interesse dos usuários.

    Além de apresentar falhas durante o uso, o Edge para Xbox também não possui suporte para mouse, o que seria um baita diferencial para os consoles da linha. O teclado funciona e é uma mão na roda na hora de digitar, mas poder mexer a seta apenas pelo controle acaba limitando o uso do browser.

    Caso a Microsoft lance a versão aprimorada do Edge no Xbox, seria muito interessante ver o programa suportando mouse e teclado. A velocidade do SSD tornaria o navegador interessante para zapear nas redes sociais e até realizar ações de produtividade, como escrever no Google Docs. É um detalhe pequeno e que não parece difícil de implementar, mas faria muita diferença para usuários “multitarefa.”

    Pilhas

    Outro ponto que gera polêmica e fica evidente durante o uso do Xbox Series X são as pilhas. O console mais potente de nova geração é um produto premium que custa mais de R$ 4 mil, mas seu controle não vem com uma fonte de alimentação além das duas pilhas que acabam em cerca de uma semana.

    A utilização de pilhas garante mais opções de alimentação para o usuário. Porém, com o preço cobrado pelo produto, o controle certamente podia trazer uma bateria em sua embalagem. Afinal, estamos falando de um dispositivo premium e que, quando vendido separadamente, sai por mais de R$ 500.

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    Com isso em mente, os novos jogadores que estão chegando ao Xbox precisam estar cientes: você vai gastar uma graninha frequentemente com pilhas ou terá que comprar uma solução mais duradoura, mas que pesa mais no bolso. Como eu já possuo um Xbox One aqui em casa e um carregador de pilhas, optei por adquirir dois pares de pilhas recarregáveis para usar no controle do Series X.

    Outra opção para usar o controle sem fio é adotar baterias recarregáveis. A Microsoft possui um kit próprio que custa algo na casa dos R$ 300, o que é um valor bem salgado em comparação às pilhas, que podem ser compradas com carregador por R$ 149,90.

    A HyperX também possui o ChargePlay Duo, que traz duas baterias e uma base de carregamento por cerca de R$ 270. A solução traz um bom custo-benefício em comparação ao kit da Microsoft, mas só possui baterias compatíveis com controles do Xbox One atualmente — fontes de alimentação voltadas para o controle do Series X/S começam a ser vendidas em 2021.

    Para quem não quer gastar, vale ressaltar que o controle possui uma porta USB e pode ser jogado com cabo. A conexão também permite alimentar o controle com uma powerbank, o que não é tão conveniente, mas funciona.

    Conclusão

    Após um mês de mercado, o Xbox Series X ainda não possui um grande jogo para chamar de seu, mas conta com uma arma forte para conquistar novos usuários: o Xbox Game Pass. O serviço continua recebendo jogos variados e de qualidade, incluindo o aclamado Control, e os testes com o xCloud mostram um futuro promissor para a marca no Brasil.

    Em relação ao hardware, o Series X ainda não tem muito material para mostrar todo o seu potencial, mas não decepciona com os games atuais. A retrotompatibilidade é vasta e inclui melhorias em diversos jogos, até mesmo em Cyberpunk 2077. O grande destaque, porém, fica por conta do sistema de resfriamento do dispositivo, que funciona praticamente sem barulhos.

    Os saves integrados e a rapidez da Xbox Live garantem comodidade na hora de continuar o gameplay iniciado em outra máquina e compartilhar screenshots. O sistema ainda precisa de alguns polimentos, principalmente na captura de vídeo e no navegador, mas a experiência de uso geral é bastante positiva.

    O ano de 2021 promete ser bastante positivo para o console e logo em janeiro teremos o lançamento de The Medium, considerado o primeiro “exclusivo” de grande porte para a plataforma. Agora é esperar para ver se todo o potencial do hardware poderoso será aproveitado no futuro.

    Leia também:

    Xbox Series S vale a pena? Conheça o console custo-benefício da Microsoft

    Xbox Series X – Análise do console

    Xbox Series X: The Witcher 3 impressiona no console mesmo sem patch

  • Lançamento de Cyberpunk 2077 mancha a imagem da CD Projekt Red

    Lançamento de Cyberpunk 2077 mancha a imagem da CD Projekt Red

    Após diversos adiamentos e muitas expectativas, vivemos em um mundo em que Cyberpunk 2077 pode ser comprado e jogado no PC e consoles. O problema, porém, é que a qualidade do game é tão horrenda em algumas plataformas que parte das 8 milhões de pessoas que adquiriram o título em pré-venda estão buscando formas de reembolso.

    Apesar de ter se saído muito bem nas notas iniciais, Cyberpunk 2077 não agradou na parte do desempenho. O jogo roda (quase) perfeitamente em hardwares de ponta no PC, mas o está dando trabalho em computadores modestos e frequentemente sofre com bugs. Eu não sou perito na cultura cyberpunk, mas chuto que furar o teto do carro e andar com as nádegas à mostra em posição de “T” não será algo normal no futuro.

    Enquanto bugs bizarros e uma linha de frametime instável assolam os jogadores do PC, existem pessoas que estão sofrendo ainda mais para rodar o RPG da CD Projekt Red: a galera dos consoles.

    Perdão pelo vacilo

    A situação de Cyberpunk 2077 nos consoles é tão preocupante que a CD Projekt Red teve que fazer algo que não rola todo dia: admitir e pedir desculpas para o público (e também para os investidores). As redes sociais da companhia amanheceram nesta segunda-feira (14) com um comunicado de letras miúdas e fundo amarelo, mas, desta vez, a imagem não trouxe uma mensagem de adiamento para o game.

    A imagem pode conter: texto

    A empresa mandou um “perdão pelo vacilo” e disse que errou ao não mostrar o jogo rodando nas versões base do PS4 e Xbox One. Segundo a desenvolvedora, as atualizações para dar uma recauchutada chegarão até fevereiro do ano que vem.

    Além do pedido de desculpas, a empresa também abriu um canal para ajudar no reembolso de qualquer versão do game. Os jogadores descontentes e que não querem esperar por patches podem realizar o procedimento enviando um e-mail para helpmerefund@cdprojektred.com.

    Falta de transparência

    Enquanto o pedido de desculpas pode ser visto como um símbolo de “humildade” da CD Projekt Red, não é preciso analisar com profundamente a situação para perceber o quão problemática é a sua cartinha. O timing do comunicado é o primeiro ponto a ser considerado.

    A empresa só veio se desculpar com os jogadores quase uma semana após o lançamento do game. Durante os últimos dias, o game recebeu enxurradas de feedbacks negativos devido ao desempenho e o backlash gerou uma queda brusca nas ações da companhia.

    O comunicado dá a entender que a empresa não foi transparente com seu público. A CD Projekt Red deixa evidente que poderia ter exibido Cyberpunk 2077 rodando no Xbox One e PS4, mas optou por não fazer isso. Para piorar a situação, o CEO Adam Kicinski ainda deu uma declaração duas semanas antes do lançamento dizendo que o RPG estava rodando “surpreendentemente bem” nos consoles da oitava geração.

    Quer mais? A empresa também foi bem restritiva nos conteúdos pré-lançamento. Além de ter distribuído poucas cópias de review de Cyberpunk 2077 e somente para PC, a companhia proibiu a divulgação de imagens até um dia antes do lançamento.

    Notas

    Se o marketing agressivo e a falta de transparência não fossem suficientes para manchar a imagem da empresa, os principais agregadores de notas também exibem a vergonha que foi o lançamento de Cyberpunk 2077 na oitava geração. As consequências do lançamento desastroso no PS4 e Xbox One podem ser vistas no Metacritic e no OpenCritic.

    Enquanto as notas do game figuraram na casa dos 90 pontos para a versão de PC no Metacritic, a história é outra para os consoles. No momento deste texto, as edições de PS4 e Xbox One estavam com notas na casa dos 50 devido aos problemas de desempenho.

    No caso do OpenCritic, o fiasco é ainda maior. O site está exibindo uma mensagem na página do game com um aviso falando que a CD Projekt escondeu o desempenho de Cyberpunk 2077 para Xbox One e PS4, o que acabou gerando disparidades nas análises em comparação ao game no PC. A “plaquinha da vergonha” será retirada em fevereiro de 2021, quando os patches que melhoram o jogo já estiverem disponíveis.

    Toda a vergonha do lançamento de Cyberpunk 2077 foi passada no crédito e no débito pelos jogadores

    Apesar da recepção negativa das versões de console, toda a vergonha da CD Projekt Red foi passada no crédito e no débito pelos jogadores. O game vendeu oito milhões de cópias e teve o maior lançamento da história do PC. Assim como OpenCritic, vamos ter que esperar até fevereiro para vermos como o game vai evoluir, mas não precisamos esperar para se decepcionar ainda mais com a CD Projekt Red.

    Oitava geração não era o foco

    Logo após toda a treta envolvendo os consoles e reembolsos, a CD Projekt também trocou uma ideia com seus investidores sobre o assunto. O papo deveria servir para limpar a barra da empresa acabou se tornando mais uma mancha de óleo no oceano de expectativas em cima da companhia.

    A descrição da reunião foi publicada online e a CD Projekt explica que, basicamente, negligenciou a versão de PS4 e Xbox One de Cyberpunk 2077. “Nós definitivamente não passamos tempo suficiente cuidando disso”, explica Michał Nowakowski, um dos comandantes da desenvolvedora.

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    Imagem: Twitter/Nibellion

    O executivo também revela que PlayStation e Xbox confiaram na CD Projekt Red na hora de certificar o game para o lançamento nos consoles. Segundo Nowakowski, as empresas acreditavam que a desenvolvedora estava preparando melhorias para a versão de lançamento do game no PS4 e Xbox One, o que claramente não aconteceu.

    A CD Projekt Red também explica que seu foco primordial no desenvolvimento foram as versões de PC e consoles de nova geração. Vale destacar, porém, que a edição de computador ainda conta com problemas bem sérios, como ausência de Ray Tracing em GPUs AMD e um bug que desativa funções de CPUs Ryzen.

    Além disso, Cyberpunk 2077 ainda não foi lançado na nova geração de consoles. O game está disponível no PS5 e Xbox Series X/S via retrocompatibilidade e será efetivamente otimizado para as plataformas em uma atualização que chega em 2021.

    Ou seja, o resumo da Ópera:

    • Cyberpunk 2077 foi lançado com sérios problemas no PS4 e Xbox One, a empresa estava ciente das falhas e omitiu os detalhes do público;
    • A versão de PC foi o grande foco da desenvolvedora e não enfrenta grandes problemas, mas carece de otimizações, correções de bugs e ainda não possui suporte para certos recursos básicos em alguns hardwares;
    • O PS5 e Xbox Series X/S também ganharam atenção especial da desenvolvedora, mas só rodam Cyberpunk 2077 via retrocompatibilidade atualmente;

    O que aprendemos com tudo isso?

    Graças a esse lançamento tão conturbado, fica difícil manter a confiança na CD Projekt Red, já que claramente a empresa cruzou vários sinais vermelhos sabendo das consequências trazidas pelos problemas. Enquanto muitas pessoas se decepcionaram com Cyberpunk 2077 por causa das expectativas, a empresa também falhou no básico: entregar um produto que funciona.

    Depois do sucesso de The Witcher 3: Wild Hunt, a CD Projekt Red acabou ganhando a fama de “amigona da vizinhança” com suas políticas de focar em jogos single-player, entregar conteúdos gratuitos e lançar expansões de qualidade. O que os fãs não podem esquecer é que tudo isso ainda é um método de negócio e que visa dar lucro para a empresa, mesmo que isso signifique entregar produtos quebrados e receber acusações de crunch e má gerência.

    Como o lançamento de Cyberpunk 2077 provou, a CD Projekt Red está disposta a arriscar sua imagem para ganhar uns trocados a mais e os problemas do certamente deixarão uma mancha no currículo da empresa. Resta agora esperar pelas atualizações que serão lançadas até fevereiro, que podem servir como uma “narrativa de redenção” e colocar a companhia para concorrer ao prêmio de “Melhor Jogo Contínuo” em 2021 no The Game Awards 2021.

    Atualização (18/12)

    A treta com a CD Projekt Red escalou de maneira anormal em 17 de dezembro: a PlayStation recebeu tantos pedidos de reembolso por causa de problemas que resolveu retirar Cyberpunk 2077 de sua loja digital. Com isso, todos os jogadores do PS4 e PS5 que compraram o game digitalmente na plataforma podem solicitar seu dinheiro de volta.

    A Microsoft não retirou o jogo de sua loja, mas expandiu o sistema de reembolso no Xbox. A empresa possui uma plataforma automatizada para reembolsos, o que certamente vai facilitar a vida dos consumidores descontentes.

    Enquanto os jogadores podem solicitar reembolsos com poucos cliques, quem não ficou feliz com as notícias foram os acionistas da CD Projekt Red. O valor das ações da empresa despencaram na manhã após a divulgação da saída do game da PS Store. Resta agora saber se a gerência da companhia vai tirar a folga de fim de ano dos desenvolvedores para consertar a versão de Cyberpunk 2077 para PS4 e Xbox One. É o crunch especial de natal.

  • The Game Awards 2020: confira todos os vencedores e destaques da premiação

    The Game Awards 2020: confira todos os vencedores e destaques da premiação

    O The Game Awards 2020 foi realizado na noite desta quinta-feira e, além de premiar os maiores jogos do ano, também contou com algumas novidades para o futuro. Se você resolveu ir dormir mais cedo e perdeu a premiação, trazemos aqui um resumão com os principais tópicos que rolaram no evento online.

    Em relação às apresentações, o Game Awards 2020 trouxe grandes anúncios de games e vídeos de gameplay para projetos já anunciados. Os tópicos abaixo trazem, de maneira beeem resumida, alguns dos destaques da noite.

    Os vencedores do TGA 2020

    Na parte “Oscar” do evento, The Last of Us Parte 2 passou o rodo e bateu recorde de vitórias. O jogo levou sete categorias e se tornou o título com mais estatuetas do Game Awards.

    A produção da Naughty Dog definiu o último ano do PlayStation 4 com uma história pesada e que esbanja qualidades técnicas. Não podemos esquecer, porém, que a produção também foi protagonista de um escândalo de crunch, algo que foi bem comum em 2020.

    Além de The Last of Us 2, jogos como Final Fantasy VII Remake, Hades e Among Us levaram duas categorias cada na premiação. Todos os vencedores podem ser vistos abaixo, em destaque:

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)
    Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)
    Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)
    Hades (Greg Kasavin)
    The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)
    Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)
    Hades (Darren Korb)
    Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)
    The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Resident Evil 3 (Capcom)
    The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Melhor Performance

    Ashley Johnson – Ellie, The Last of Us Part II
    Laura Bailey – Abby, The Last of Us Part II
    Daisuke Tsuji – Jin Sakai, Ghost of Tsushima
    Logan Cunningham – Hades, Hades
    Nadji Jeter – Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)
    Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)
    Tell Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)
    Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Hades (Supergiant Games)
    Spelunky 2 (Mossmouth)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Legends of Runeterra (Riot Games)
    Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Melhor Suporte da Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Fall Guys (Mediatonic/Devolver)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)
    Valorant (Riot Games)

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)
    HyperDot (Tribe Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)
    Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)
    STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)
    The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Nioh 2 (Team Ninja)
    Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)
    Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)
    Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)
    Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games)
    Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom)
    One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco)
    UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)
    Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)
    Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)
    Desperados III (Mimimi Games/THQN)
    Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)
    Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)
    XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)
    F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)
    FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)
    NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)
    Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Estreia de Jogo Indie

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver)
    Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack)
    Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games)
    Röki (Polygon Treehouse/CI Games)
    Phasmophobia (Kinetic Games) 

    Criador de Conteúdo do Ano

    Alanah Pearce
    NickMercs
    TimtheTatman
    Jay Ann Lopez
    Valkyrae

    Melhor Jogo de Esports

    Call of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Counter-Strike: Global Offensive (Valve)
    Fortnite (Epic Games)
    League of Legends (Riot Games)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Atleta de Esports

    Ian “Crimsix” Porter / Call of Duty
    Heo “Showmaker” Su / League of Legends
    Kim “Canyon” Geon-bu / League of Legends
    Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / Call of Duty
    Matthieu “ZywOo” Herbaut / CS:GO

    Melhor Equipe de Esports

    DAMWON Gaming / League of Legends
    Dallas Empire / Call of Duty
    San Francisco Shock / Overwatch League
    G2 Esports / League of Legends
    Team Secret / DOTA2

    Melhor Evento de Esports

    BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (CS:GO)
    Call of Duty League Championship 2020
    IEM Katowice 2020 (CS:GO)
    League of Legends World Championship 2020
    Overwatch League Grand Finals 2020

    Melhor Apresentador de Esports

    Eefje “Sjokz” Depoortere
    Alex “Machine” Richardson
    Alex “Goldenboy” Mendez
    James “Dash” Patterson
    Jorien “Sheever” van der Heijden

  • Cyberpunk 2077: não está fácil rodar o game no Xbox One e PS4

    Cyberpunk 2077: não está fácil rodar o game no Xbox One e PS4

    Cyberpunk 2077 chegou ao mercado, vendeu mais de 8 milhões de cópias e já virou um dos maiores sucessos da indústria, mas nem tudo são flores nesse lançamento. Quem comprou o game nos consoles da oitava geração pode ter se decepcionado com a qualidade do RPG futurista, e com razão.

    Enquanto Cyberpunk 2077 está rodando bem no PS5 e Xbox Series X/S via retrocompatibilidade, o Xbox One e PS4 não estão tankando o game. O jogo até roda, mas a qualidade está consideravelmente abaixo do ideal. Talvez eu esteja sendo chato, mas dá pra ver que não sou a única pessoa descontente com a qualidade entregue pela CD Projekt Red nos consoles lançados lá em 2013, e também e seus sucessores que não são “Pro” ou “X”.

    Sites como IGN compilaram uma série de relatos mostrando bugs horrendos que estão rolando em Cyberpunk 2077 no PS4 e Xbox One. O pessoal do Digital Foundry também testou o título no PlayStation 4 e o resultado pode ser visto acima (not good, friends).

    Além disso, basta dar uma passeada pelas redes sociais para encontrar relatos de jogadores sobre problemas que vão desde texturas faltando até quedas bruscas na taxa de quadros. Enquanto eu ainda não testei o jogo no console da Sony, minhas andanças por Night City no Xbox One não foram felizes.

    Como Cyberpunk 2077 está rodando no Xbox One Fat?

    Minha jornada principal por Night City está acontecendo em dois consoles da Microsoft: o Xbox Series X e o Xbox One Fat, lançado em 2013. O save compartilhado permite migrar entre as plataformas com facilidade, o que deixa evidente os problemas do game no Xbox One.

    O primeiroincoveniente, e também o “menos grave”, é a resolução: o game claramente roda abaixo de Full HD em diversos momentos e conta com filtros para dar aquela enganada nos olhos. Ao jogar em uma TV 4K, os artefatos de imagem são perceptíveis. As capturas de tela abaixo mostram um comparativo entre o visual entregue pelo Xbox One e o Xbox Series X, que ainda não recebeu uma versão própria de Cyberpunk 2077 e só roda o game via retrocompatibilidade.

    Colocar o Xbox One ao lado do Xbox Series X é covardia, mesmo com a ausência de uma versão de Cyberpunk para a nova geração. Ainda assim, a comparação dá uma ideia do buraco gráfico que os jogadores da oitava geração de consoles estão metidos.

    Graças a baixa resolução, o jogo parece “desfocado” no Xbox One
    Mesmo em ambientes sem muitos NPCs ou ação, o Xbox One entrega resoluções baixas
    Em ambientes lotados, a qualidade cai ainda mais

    A baixa resolução é acompanha de texturas que costumam demorar para carregar. Com isso, alguns personagens do mundo acabam virando um amontoado de pixels. Em outros casos, os objetos simplesmente aparecem alguns segundos depois do restante da cena.

    A pior, parte, porém, vai além dos gráficos…

    Taxa de quadros instável

    Como pessoa que passou um bom tempo da vida jogando em notebooks com gráficos integrados, eu não me preocupo com o visual quando o game em questão é pesado e meu sistema possui limitações. Porém, manter uma taxa de quadros estável é essencial para conseguir jogar, principalmente no caso de títulos com câmera em primeira pessoa.

    Em Cyberpunk 2077, a taxa de quadros é bastante instável e figura abaixo dos 30 frames por segundo em regiões movimentadas no PS4 e Xbox One. A simples ação de caminhar acaba causando náuseas por causa dos problemas. Durante tiroteios, então, fica bem complicado enfrentar os inimigos.

    Nesse sentido, a experiência de jogar nos consoles mais antigos fica até pior que enfrentar Cyberpunk 2077 em um PC de entrada. Afinal, a versão de computador traz mais possibilidades para equilibrar os gráficos e buscar uma taxa de quadros estável. Além disso, ainda existe a possibilidade de fazer upgrades no hardware, o que não acontece nos consoles.

    A CD Projekt ainda não lançou o port de Cyberpunk 2077 para a nova geração, o que torna difícil acreditar em otimizações robustas para o PS4 e Xbox One

    Enquanto alguns bugs podem ser removidos com atualizações, é difícil de acreditar que Cyberpunk 2077 receberá grandes melhorias de desempenho no Xbox One e PS4. A CD Projekt Red ainda nem terminou de implementar o Ray Tracing em placas de vídeo AMD e também não lançou uma versão para o game para PS5 e Xbox Series X e S.

    Para piorar a situação no Brasil, o lançamento no Xbox ainda teve um bug bizarro que deixa Cyberpunk 2077 sem dublagem em português. Enquanto uma solução não chega, ou você usa o jogo com vozes em inglês, ou precisa seguir um complexo passo a passo que inclui mudar a região do console e reinstalar todo o game.

    Com isso em mente, se você está em dúvida se vale a pena comprar Cyberpunk 2077 para PS4 e Xbox One, siga por sua conta e risco. Dá pra jogar, mas a experiência definitivamente não será tão satisfatória nas versões mais básicas dos consoles.

    Para saber como Cyberpunk 2077 está rodando no Xbox Series X, confira esse artigo.

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  • Cyberpunk 2077 roda no Xbox Series X em 60 fps e traz modo de resolução [comparativo]

    Cyberpunk 2077 roda no Xbox Series X em 60 fps e traz modo de resolução [comparativo]

    O aguardado Cyberpunk 2077 chega em 10 de dezembro e os jogadores do Xbox Series X poderão andar por Night City em duas configurações gráficas diferentes. Apesar de não contar com um patch voltado para a nova geração, o game funciona no console nos modos qualidade e desempenho — algo que aparentemente não está presente no PS5.

    O jogador pode acessar as configurações do modo de exibição na aba de vídeo, dentro do menu de ajustes do game. Por aqui, Cyberpunk 2077 abriu com o modo desempenho no padrão. Assim, o jogador roda o game mirando nos 60 quadros por segundo, com eventuais quedas no framerate em locais mais populosos.

    O modo de resolução traz alguns aprimoramentos para a aparência do game, segundo a descrição fornecida pela desenvolvedora, mas acaba diminuindo o framerate para 30 quadros por segundo. O Jornal dos Jogos conseguiu fazer capturas de tela em ambos os modos no Xbox Series X, que podem ser vistas abaixo. Recomendamos visualizar as imagens em um monitor ou TV, já que as diferenças não são tão grandes.

    A mudança mais perceptível entre os dois modos fica por conta da oclusão de ambiente e sombras, que ganham mais densidade e profundidade com o modo de resolução. Ao jogar em uma TV 4K de 43 polegadas, preferi adotar o modo com 60 frames por segundo e não notei grandes quedas na qualidade.

    Vale frisar que os recursos de Ray Tracing NÃO ESTÃO PRESENTES na versão do game para PS5, Xbox Series X e S. O patch com otimizações gráficas especificas só chegará no ano que vem e, enquanto isso, o jogo roda na nova geração via retrocompatibilidade, tirando proveito apenas do “poder bruto” do hardware.

    A imagem sem a legenda da missão (deslize para esquerda) está no Modo de Resolução
    Deslize para a esquerda para ver a imagem em modo resolução
    Deslize para a esquerda para ver a imagem em modo resolução
    Deslize para a esquerda para ver a imagem em modo resolução

    Quick Resume está funcionando

    Além de trazer dois modos de exibição, a versão do game no Xbox Series X também conta com suporte para o Quick Resume. A função permite abrir o jogo rapidamente e pular menus e telas iniciais.

    Como o jogo conta com vários créditos no início, é uma bela mão na roda. O Quick Resume também permite intercalar o gameplay entre diferentes jogos, permitindo “minimizar” Cyberpunk 2077 para abrir outro game, por exemplo. Lembrando que a função também funciona em HDs externos.

    Cyberpunk 2077 está disponível no Xbox Series X e S por meio da retrocompatibilidade com o Xbox One. Uma atualização que tira proveito de todo o poder da nova geração chegará aos consoles da Microsoft e também ao PS5 durante o ano de 2021.

    Fique ligado no Jornal dos Jogos para mais conteúdos sobre Cyberpunk 2077. Em breve traremos comparativos do jogo no Xbox One e Xbox Series X, além de testes na edição de PC.

    Leia também:

  • Cyberpunk 2077: onde comprar, preços e requisitos para PC

    Cyberpunk 2077: onde comprar, preços e requisitos para PC

    Cyberpunk 2077 é um dos jogos mais aguardados da década e finalmente vai dar as caras no mercado em dezembro de 2020. A produção da CD Projekt Red foi adiada algumas vezes para melhorias e chega ao mercado cercada de expectativas.

    Inspirado em um RPG de mesa lançado nos anos 90, o jogo da CD Projekt Red promete entregar qualidade narrativa e de gameplay superiores ao que temos em The Witcher 3: Wild Hunt. Segundo mostram os gameplays, o jogo trará um mundo aberto vasto, cheio de possibilidades e com o Keanu Reeves.

    Se você ainda não está preparado para a chegada do game, confira aqui alguns detalhes básicos de onde jogar Cyberpunk 2077 e seu custo em cada plataforma.

    Quando Cyberpunk 2077 estará disponível? E o preload?

    Após diversos adiamentos, Cyberpunk 2077 tem seu lançamento marcado para 10 de dezembro de 2020, mas alguns jogadores receberão o game antes. A CD Projekt Red divulgou uma lista de horários em que o jogo e o preaload do game serão liberados no PC e consoles.

    • PC: Cyberpunk 2077 será liberado para computadores em 9 de dezembro às 21h, pelo horário de Brasília. O preload começa em 7/12 às 8h na GOG e às 13h na Epic games Store e Steam.
    • Xbox One, Series S e Series X: Cyberpunk 2077 será liberado na madrugada entre 9 e 10 de dezembro, logo após a meia-noite. O preload dos arquivos pode ser realizado a partir de hoje, 3/12.
    • PS4 e PS5: Cyberpunk 2077 será liberado na madrugada entre 9 e 10 de dezembro, logo após a meia-noite. O preload dos arquivos estará disponível em 8/12, dois dias antes do lançamento.

    Onde comprar Cyberpunk 2077?

    Cyberpunk 2077 é um jogo cross-geração e que chegará de maneira abrangente no PC. Além de estar disponível nos PlayStation e Xbox da oitava e nona geração, o título está à venda nas principais lojas de games do PC, bem como no Google Stadia, ainda não disponível no Brasil.

    Abaixo, você confere a lista de lojas em que o jogo pode ser encontrado nos consoles e computador.

    PC

    GOG (loja da CD Projek Red): R$ 199,90;
    Steam: R$ 199,90;
    Epic Games Store: R$ 199,90;

    Xbox One e Xbox Series X/S

    Versão digital: R$ 249 na Microsoft Store, com compra única para Xbox One e Xbox Series X/S. Ou seja, funciona em ambas as gerações.

    Versão física: R$ 279 na loja da Microsoft na Amazon*. Funciona nos consoles com leitor de disco e possui compra única para Xbox One e Xbox Series X — o modelo Series S não funciona com jogos em mídia física.

    PlayStation 4 e PS5

    Versão digital: R$ 249,99 na PlayStation Store, com compra única para PS4 e PS5. Ou seja, funciona em ambas as gerações.

    Versão física: R$ 279 na loja da PlayStation na Amazon. Funciona no PS4 e no PS5 com leitor de disco e possui compra única. Ou seja, a edição em disco não funciona no PlayStation 5 Digital Edition.

    PC para rodar Cyberpunk 2077

    Para quem joga no PC, outra preocupação a ser levada em conta são os requisitos mínimos e recomendados. Felizmente, Cyberpunk 2077 promete ser bastante otimizado e rodar até mesmo em sistemas mais antigos.

    Além disso, o jogo conta com tecnologias da Nvidia, incluindo suporte para Ray Tracing e DLSS. A CD Projekt Red liberou uma lista detalhada com requisitos mínimos e recomendados para rodar o jogo em diferentes qualidades e com traçado de raios em tempo real ativado.

    Para quem usa Ray Tracing, vale ressaltar que a tecnologia não estará disponível nas placas de vídeo da AMD logo no lançamento. Além disso, os recursos de iluminação também chegarão posteriormente nos consoles, em uma atualização gratuita para PS5 e Xbox Series X/S.

    Abaixo, você confere o hardware necessário para rodar Cyberpunk 2077 em diferentes configurações no PC:

    Requisitos Mínimos (1080p Low)

    CPU: Intel Core i5-3570K ou AMD FX-8310
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce GTX 780 3GB ou AMD Radeon RX 470 4GB
    Memória da GPU: 6GB VRAM
    Memória: 12GB de RAM
    Armazenamento: 70GB (SSD recomendado)

    Requisitos Recomendados (1080p High)

    CPU: Intel Core i7-4790 ou AMD Ryzen 3 3200G
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce GTX 1060 6GB, GTX 1660 Super 6 GB
    Memória: 12GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 1440p Ultra

    CPU: Core i7-4790 ou Ryzen 3 3200G
    Placa de vídeo: RTX 2060 ou RX 5600 XT 6 GB
    Memória: 12GB RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 4K Ultra

    CPU: Core i7-4790 ou Ryzen 5 3600
    Placa de vídeo: RTX 2080 Super, RTX 3070 ou RX 6800 8 GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 1080p e Ray Tracing Médio

    CPU: Nvidia GeForce RTX 2060 6GB
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 2060 6GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 1440p e Ray Tracing Ultra

    CPU: Intel Core i7-6700 ou AMD Ryzen 5 3600
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 3070 8GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 4K com Ray Tracing Ultra

    CPU: Intel Core i7-6700 ou AMD Ryzen 5 3600
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 3080 10GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

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  • Para a surpresa zero pessoas, o jogo dos Vingadores flopou – Novas da semana

    Para a surpresa zero pessoas, o jogo dos Vingadores flopou – Novas da semana

    O mês de dezembro finalmente chegou e eu adoraria estar jogando Yakuza Like a Dragon ou Hades nesse exato momento, mas bora falar sobre as principais novas da semana que passou. A nona geração de consoles já é uma realidade e, agora, os jogos estão ganhando cada vez mais destaque.

    Na parte dos games, tivemos algumas surpresas nos últimos dias. Aparentemente é possível jogar games do PlayStation 2 no Xbox Series X/S (sim, isso é ilegal). Além disso, rolaram notícias nem tão surpreendentes, como a “flopada” magistral de Vingadores.

    Enfim, bora para a edição de hoje, já que o ano de 2020 pode acabar a qualquer momento.

    Novas da semana

    A Rockstar Games deu mais uma prova que um GTA 6 pode estar bem longe de chegar. A partir de 1° de dezembro, Red Dead Online será um jogo standalone. Com isso, os jogadores não precisam comprar Red Read Redemption 2 para acessar o modo online, mas poderão desbloquear a história pagando um extra.

    O modo online standalone pesa mais de 100 GB, já que possivelmente trará o single-player pré-instalado, e precisará de PS Plus e Xbox Live para ser jogado nos consoles. Considerando que até GTA Online virá para a nova geração, o próximo título inédito da franquia Grand Theft Auto deve demorar um bom tempo para dar as caras.

    Além de Red Dead, outro jogo também deve seguir o caminho do multiplayer standalone: Cyberpunk 2077. O modo online só deve chegar lá por 2022, mas um executivo da CD Projekt Red disse que mais novidades serão reveladas na primeira metade do ano que vem. Será que vão adiar? Fica aí o questionamento.

    Flop

    Para a surpresa de zero pessoas, a Square Enix confirmou que Vingadores não vendeu tão bem quanto o esperado. A empresa não revelou números, mas algumas estimativas apontam que o jogo colaborou para um prejuízo de US$ 48 milhões registrado pela divisão de games da firma japonesa. A esperança da companhia é dar a volta por cima com conteúdos pós-lançamento, mas acho que nem um crossover com a DC seria capaz de salvar essa bomba.

    Sucesso

    Enquanto o Vingadores flopou, o PS5 fez sucesso em vendas. Segundo a Sony, o produto se tornou o maior lançamento de console de todos os tempos após alcançar um recorde de vendas e superar seu antecessor, o PS4. No Brasil, anda meio complicado comprar um console de nova geração por causa dos estoques. No caso do PlayStation 5, tem gente vendendo o dispositivo por valores na casa dos R$ 11 mil.

    Surpresa

    O lado verde da força ganhou as manchetes recentemente por causa de outro feito histórico: desenvolvedores conseguiram rodar God of War do PS2 no Xbox Series X e S. O processo é realizado via emulador, o que é 100% ilegal. Ainda assim, é bem maneiro e totalmente aleatório ver um título que não funciona via retrocompatibilidade no PS5 aparecendo em seu principal rival.

    Esperado

    A Epic Games provou um ponto levantado pela Netflix e anunciou recentemente uma assinatura de Fortnite chamada “Clube Fortnite“. Agora, os jogadores podem pagar US$ 12 mensalmente para receber o conteúdo do Season Pass, 1.000 v-bucks, o dinheirinho do game, e também alguns itens extras. Os pais de plantão já podem preparar o cartão de crédito.

    Inesperado

    Após mais de uma década do lançamento de The World Ends With You, a Square Enix anunciou uma sequência para o game. Chamado de NEO: The World Ends With You, o game chegará ao Switch e PS4 em 2021. Parece piada, mas o protagonista se chama Rindo e tem aparência similar ao Roxas de Kingdom Hearts, mas com uma máscara no queixo. Muito bem contextualizado, senhor Tetsuya Nomura.

    Classificados

    • A promoção de Primavera da Steam está rolando com grandes descontos em centenas de jogos. Além disso, a empresa abriu a votação do Steam Game Awards, que dá poder ao público para eleger os principais games do PC no ano. Vale a pena dar uma passada na loja.
    • Como já tínhamos comentado na semana passada, a Nuuvem também está distribuindo descontos no PC. A Epic Games entrou na brincadeira essa semana e cortou o preço de alguns jogos, além de trazer MudRunner de graça por tempo limitado.
    • Pra galera que tá pensando se renova o Game Pass por mais um mês, a dica é ficar ligado para dezembro. Além do EA Play chegar ao serviço no PC dia 15, pode ser que Control finalmente dê as caras no catálogo da plataforma. Pelo menos é o que podemos interpretar desse teaser aqui.

    Indie da vez

    Se você tá com R$ 40 na mão e quer gastar em um joguinho top, aproveite a promoção da Steam para comprar Hades. O título está com 20% de desconto e vale cada centavo. O projeto não está disponível no PlayStation ou Xbox, mas também pode ser comprado no Nintendo Switch por cerca de R$ 90.

    Hades é uma produção da Supergiant, responsável pelos aclamados indies Bastion e Transitor. Você deve ter ouvido falar do game por causa das indicações ao The Game Awards, principalmente ao prêmio de Jogo do Ano.

    Apesar de ser uma produção de pequeno porte ao lado de jogos como The Last of Us 2, Hades tem o seu valor. Eu detesto roguelike e acabei passando quatro horas jogando quando abri “só pra testar o game rapidinho”.

    Assim como a produção da Naughty Dog, o game da Supergiant é cheio de “daddy issues”. Você incorpora o filho de Hades, que está numa fase meio rebelde e quer fugir de casa.

    Como sair do Tártaro não é uma tarefa muito simples, você recebe ajuda dos tios e tias do Olimpo, que te concedem bênçãos durante a jornada. Se você morre, é jogado de volta para casa e precisa percorrer o caminho novamente.

    Apesar de eu detestar esse ciclo, as poucas horas que passei em Hades foram interessantes, já que a história vai progredindo com as suas mortes. Por R$ 37,99, é uma experiência que certamente vale a pena!


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  • Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    O Microsoft XCloud prepara sua chegada ao Brasil com uma fase de preview para usuários selecionados de todo o país. A jogatina por streaming no celular é promissora e já foi dita como “o futuro dos games”. Agora que os testes começaram, fica a questão: nossa internet está pronta para isso?

    Assim que recebi o e-mail de convite para participar do acesso antecipado do Microsoft xCloud no Brasil, fiquei surpreso. A notícia caiu como uma luva nessa semana e instantaneamente me empolguei pela entrada nesse grupo de testes, mesmo morando no interior do Rio de Janeiro e sem nada que favorecesse os resultados da Microsoft.

    Antes de mais nada, algumas observações:

    O app Microsoft xCloud foi baixado do meu celular Motorola Moto Z2 Play, já com mais de 1 ano de uso e conectado ao Wi-Fi de 5 GHz e 2.4 GHz do roteador entregue pela minha provedora de internet local, numa conexão banda larga que promete entregar 300 MB. Ao lado dele, conectei o game no 4G da TIM, no meu plano pré-pago, mas de forma breve para não derreter meus dados móveis da semana.

    Veja como se inscrever no beta gratuito do xCloud

    Baixei o app imediatamente e logo fui conferir como estava o serviço. Infelizmente, a conta convidada não é a mesma que utilizo para assinar o Xbox Game Pass no PC (o que comprova que ser assinante, de fato, não favorece os candidatos), então todo meu progresso foi deixado de lado e fui largado numa conta praticamente inutilizada.

    Ignorando esse problema, fui direto para os jogos. A plataforma exige que você conecte um controle Xbox via bluetooth para a imensa maioria de títulos, dispensado somente em Hellblade: Senua’s Sacrifice e Minecraft Dungeons — estes com botões e controles que estão disponíveis para jogar direto da tela (comentarei sobre mais tarde).

    De primeira, frustração

    Pulei direto para o Minecraft Dungeons, jogo que julgo ser piedoso com latências mais altas, com gameplay mais lenta e compassada. Depois de um longo minuto — e do game ter iniciado duas vezes (e isso acontece todas as vezes que o abro), pude entrar no menu e começar minha ligeira jornada no streaming.

    Quando a conexão dá uma fraquejada,
    o jogo vai junto.

    A fluidez não durou muito e logo de cara dá para sentir que os controles não são lá tão responsivos. Digo de antemão que todo o período de experimentação provocou essa mesma sensação. Contudo, logo meu cérebro se adaptou à lentidão e eu passei a “me sentir” em um gameplay normal.

    Na prática, capturas de tela não se diferem muito do que o Xbox One S apresenta. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Assim que minha conexão alcançou uma estabilidade considerável, minha experiência foi boa. Consegui terminar 3 missões dentro de Mineraft Dungeons e aproveitei a experiência de jogar de onde eu queria. Fiz comida para almoço enquanto jogava e esperava o arroz na panela. Tomei um sol da varanda com o game no celular. Joguei direto da cama, longe do computador.

    Não demorou muito para entender o potencial do Microsoft xCloud para meu tipo de consumo. Ele é um constante companheiro “pronto” para ser jogado direto do celular quando estou em casa. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo fora de casa, por ainda estar evitando ir à rua e não precisar me deslocar para trabalho, mas o 4G entregou uma experiência “OK”, considerando alguns solavancos.

    Como é jogar no streaming?

    Em resumo: é diferente. O tamanho da tela, latência e arrumar uma posição para o celular me incomodou. Nunca me dediquei ao game mobile, então foi algo totalmente inédito. Ainda assim, deu para aproveitar e ficar surpreso pela eficiência do serviço.

    Logo de cara me deparei com problemas que devem impactar significativamente no jogo por streaming de boa parte dos brasileiros. Tive que manualmente me conectar à conexão 5.0 GHz do roteador da casa. A conexão demorou, o roteador não apresentava funcionamento pleno e, infelizmente, estou preso a ele devido a exigências do provedor local.

    Demorou um pouco para finalmente ter uma gameplay estável no XCloud. A plataforma apresentava frequentemente o indicativo de “Problemas de rede”, acompanhado por frames mais lentos, delay e “pipocadas” do áudio. Não foi um primeiro encontro tão agradável, mas encarei com paciência e, algumas horas depois, pude aproveitar em sua totalidade.

    Quando funcionou, experimentei jogos com Gears 5, Minecraft Dungeons, Forza Horizon 4, Hellblade: Senua’s Sacrifice e PlayersUnknown’s Battlegrounds. Ainda vou dar um tempo para aproveitar outros títulos disponíveis (e que avaliarei em futuros artigos), mas não acho justo entregar um veredito sobre um serviço ainda em fase beta.

    A latência do xCloud

    Por não contar com a capacidade de buffer para carregar sua gameplay com antecedência, o xCloud é basicamente uma transmissão de vídeo que acontece direta e exclusivamente para a sua tela. É ali, tá acontecendo agora e qualquer atraso é perceptível. E nisso o xCloud peca para o jogador de console ou PC.

    Quando jogando pelo controle, a experiência é a mais confortável e familiar possível, mas a latência ganha espaço. Pense assim: o apertar de um botão é entregue através de Bluetooth, o celular interpretará, enviará para os servidores e eles retornarão as imagens. Esse processo é de todos o mais lento, mas ainda permitem uma jogatina aceitável em games que não exigem respostas rápidas.

    Botões sobre a tela são contextualizados e acompanham a gameplay.

    Quando há controles na tela, o cenário muda. Minecraft Dungeons e Hellblade: Senua’s Sacrifice são os únicos que contam com controles sobre a tela no momento da elaboração desse artigo — e são extremamente elegantes. Todo o botão apresentado é mostrado contextualizado, com ícones de fácil interpretação e facilmente se encaixando na gameplay.

    Controles sobre a tela do celular

    O resultado entregue é aquilo que dá para esperar de uma gameplay da tela do celular. Uma parte do display é destinada ao jogo com o analógico virtual, enquanto a outro possui espaço para os botões. No caso do xCloud, no entanto, só são exibidos os botões necessários para jogar, todos com seu devido contexto — e isso facilita bastante.

    Hellblade fica absolutamente lindo numa telinha e os botões contextualizados são mais responsivos. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Nesse caso, o streaming também aproveita uma lentidão menor para receber os controles. O apertar de um botão, nesse caso, passa do celular para os servidores diretamente, o que agiliza boa parte da latência. Em Hellblade, inclusive, fui até capaz de realizar alguns bloqueios precisos quando me acostumei com a lentidão e rapidamente “me esqueci” de estar jogando pelo celular.

    Ao jogar com comandos sobre a tela, eles também interagem com os acontecimentos do jogo. Hellblade tem momentos exclusivos para cutscenes — momento em que todos os botões somem —, momentos de caminhada e solução de puzzles apresentam somente o botão de interação, foco e os analógicos de andar e câmera; nos combates, a tela é recheada por mais botões, agora com defesa, golpe fraco, forte, chute e desvio, acompanhado dos demais.

    Os bugs existem

    Quando minha experiência não fluía bem ou com engasgos na conexão, o app de streaming apresentou problemas. Assim que fechei o Minecraft Dungeons pela primeira vez, o aplicativo da Microsoft travou na tela de feedback e não respondia a comando algum. Fechei, ignorando o processo de envio de feedback, e assim que o abri novamente me deparei com o aviso de “O aplicativo parou de funcionar” do Android (mais de uma vez).

    Isso aconteceu várias vezes — inclusive quando eu estava jogando. Por não estar tão preso ao progresso dos games testados, não me importei por ter perdido todo o avanço na campanha, mas estou ciente que esses crashes repentinos podem acontecer e comprometer todo o avanço.

    Ademais, como pontuado em vídeo do Adrenaline, o primeiro a sofrer com instabilidade na conexão é a qualidade da transmissão. Rapidamente o jogo começa a apresentar artefatos na tela e os comandos se tornam lentos. Nesses momentos, é melhor esperar por uma melhora na rede, ou estará sujeito a uma imensa frustração.

    XCloud é para quem?

    Não é difícil encontrar uma aplicação do xCloud durante a rotina ou logo detestá-lo. Ao optar pela jogatina por streaming — pelo menos no estágio atual — é indispensável ter paciência e estar ciente das limitações. Diante disso, ele tem um enorme potencial.

    Ele abre espaço para a pessoa que está imersa no catálogo do Xbox Game Pass e quer testar um recente lançamento antes de baixá-lo no console ou PC. O serviço pode ser um companheiro para todas as horas, te permitindo ficar distante das telas maiores para aproveitar direto do celular ou atender a necessidades menores de alguém que não tem nenhum console ou PC gamer poderoso.

    Apesar do xCloud ainda exigir um roteador de 5 GHz para uma experiência aceitável, um dispositivo como esses é, de longe, o mais barato em comparação a um novo console ou PC gamer. A Microsoft faz bem em tornar o ecossistema Xbox mais acessível, e o serviço facilmente alcançará pessoas que ainda não tem condições para ter um videogame ou finalmente apresentá-las a esse universo.

    A palavra é acessibilidade

    A ausência de exigências para o hardware Android é outro poderoso fator. Segundo a Microsoft, basta ter Android 6.0 ou superior (o que a imensa maioria dos celulares já é), para conferir o serviço. Não é necessário um celular topo de linha ou intermediário para aproveitar. Com exceção dos games que exigem controle (que hoje fica em torno dos R$ 500), para jogar no xCloud basta um celular Android compatível.

    Sendo assim, o xCloud é útil para vários momentos e pessoas. Cabe a você decidir se é bom para você, mas é bom testar antes de tomar a decisão final. Ainda não há datas para o fim da fase beta, mas assim que sair, compartilharei opiniões mais maduras acerca do gaming por streaming da Microsoft.

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  • The Last of Us 2 ganha seis prêmios no Golden Joystick Awards 2020

    The Last of Us 2 ganha seis prêmios no Golden Joystick Awards 2020

    A trigésima oitava edição do Golden Joystick Awards acaba de acontecer e The Last of Us Parte II foi a grande estrela do evento. A premiação de votação popular acabou com seis estatuetas indo para o jogo e a Naughty Dog, um novo recorde.

    Além do exclusivo do PlayStation, vários indies também brilharam durante o evento. Hades, que está concorrendo ao prêmio de jogo do ano no The Game Awards, levou prêmios como Melhor Indie para casa. Fall Guys também garantiu o seu espaço.

    Hades, da Supergiant Games

    Abaixo, você confere uma lista com todos os vencedores, tanto dos prêmios com votação aberta quanto das escolhas dos críticos. Logo abaixo, também é possível ver todas as categorias que estavam abertas para votação pública e seus respectivos vencedores.

    Lista de vencedores do Golden Joystick Award

    Melhor história – The Last of Us 2
    Melhor Multiplayer Game – Fall Guys
    Melhor Design Visual- The Last of Us 2
    Melhor Expansão – No Man’s Sky: Origins
    Melhor Jogo Mobile – Lego Builder’s Journey
    Melhor Áudio – The Last of Us 2
    Melhor Indie – Hades
    Ainda jogando – Minecraft
    Estúdio do ano – Naughty Dog
    Jogo de esports do ano – Call of Duty: Modern Warfare
    Melhor novo streamer – iamBrandon
    Melhor jogo para família – Fall Guys
    Melhor comunidade – Minecraft
    Melhor atuação – Sandra Saad (Kamala Khan)
    Prêmio de descoberta – Innersloth (Among Us)
    Prêmio de Contribuição – The Gaming Industry
    Jogo de PC do ano – Death Stranding
    Hardware do ano – NVIDIA GeForce RTX 3080
    Jogo de PlayStation do ano – The Last of Us 2
    Jogo de Xbox do ano – Ori and the Will of the Wisps
    Jogo da Nintendo do ano – Animal Crossing: New Horizons
    Mais aguardado – God of War: Ragnarok
    Escolha dos críticos – Hades
    Jogo do ano definitivo – The Last of Us 2

    Abaixo, seguem as categorias abertas para voto público inicialmente, com todos os indicados e os vencedores em destaque:

    Melhor áudio

    The Last of Us: Part II
    Ghost of Tsushima
    Star Wars Jedi: Fallen Order
    Paradise Killer
    Call of Duty: Warzone
    Half-Life: Alyx
    Streets Of Rage 4
    Resident Evil 3

    Melhor comunidade

    Fall Guys
    Minecraft
    Animal Crossing: New Horizons
    Dreams
    Sea of Thieves
    Warframe
    Fortnite
    Final Fantasy XIV

    Melhor jogo para a família

    Animal Crossing: New Horizons
    Fall Guys
    Pokemon Sword & Shield
    Minecraft Dungeons
    Paper Mario: The Origami King
    Moving Out
    Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics
    Super Mario 3D All-Stars

    Melhor expansão

    Control: AWE
    No Man’s Sky: Origins
    Total War: WARHAMMER 2 – The Warden and the Paunch
    Pokemon Sword & Shield – Expansion Pass
    Final Fantasy XIV Patch 5.3 – Reflections in Crystal
    The Sims 4 Star Wars: Journey to Batuu
    Mortal Kombat 11: Aftermath
    The Outer Worlds: Peril on Gorgon

    Melhor hardware

    PC Engine Mini
    Oculus Quest 2
    Razer Kishi mobile pad for xCloud
    NVIDIA GeForce RTX 3080
    TCA Sidestick Airbus Edition
    Vulcan 120 Aimo Keyboard
    Turtle Beach Stealth 700 Gen 2

    Melhor Indie

    Kentucky Route Zero
    Factorio
    Spelunky 2
    Paradise Killer
    Creaks
    Hades
    Lair of the Clockwork God
    Necrobarista

    Melhor Multiplayer

    Fall Guys
    Call of Duty: Warzone
    Animal Crossing: New Horizons
    Deep Rock Galactic
    Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2
    The Dark Pictures Anthology: Little Hope
    Moving Out
    Valorant

    Melhor história

    The Last of Us Part II
    Ghost of Tsushima
    Kentucky Route Zero: TV Edition
    Necrobarista
    Paradise Killer
    Hades
    Signs of the Sojourner
    If Found…

    Melhor design visual

    Ghost of Tsushima
    Hades
    Ori and the Will of the Wisps
    Spiritfarer
    Microsoft Flight Simulator
    Half-Life: Alyx
    The Last of Us Part II
    Final Fantasy VII Remake

    Jogo do ano de Esports

    Tom Clancy’s Rainbow Six Siege
    League Of Legends
    Valorant
    Fortnite
    NTT IndyCar Series iRacing
    Counter-Strike: Global Offensive
    FIFA 20
    Call of Duty: Modern Warfare

    Melhor Jogo mobile

    Game of Thrones: Tale of Crows
    Lego Builder’s Journey
    Little Orpheus
    Next Stop Nowhere
    Roundguard
    Bird Alone
    A Monster’s Expedition
    If Found…

    Jogo do ano da Nintendo

    Animal Crossing: New Horizons
    Pokemon Sword & Shield
    Dr Kawashima’s Brain Training for Nintendo Switch
    Super Mario 3D All-Stars
    Paper Mario: The Origami King
    Super Mario Bros. 35
    Ninjala
    Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics

    Jogo do ano para PC

    Paradise Killer
    Microsoft Flight Simulator
    Hades
    The Walking Dead: Saints & Sinners
    Crusader Kings III
    Valorant
    Half-Life: Alyx
    Death Stranding

    Jogo do ano de PlayStation

    The Last of Us Part II
    Nioh 2
    Ghost of Tsushima
    Final Fantasy VII Remake
    Marvel’s Iron Man VR
    Spelunky 2
    Dreams
    Fall Guys

    Jogo do ano do Xbox

    Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2
    Deep Rock Galactic
    Ori and the Will of the Wisps
    Bleeding Edge
    Minecraft Dungeons
    Wasteland 3
    Yakuza 0
    Tell Me Why

    Ainda jogando

    Final Fantasy XIV
    Sea of Thieves
    Fortnite
    Apex Legends
    Pokemon Go
    Grand Theft Auto Online
    PlayerUnknown’s Battlegrounds
    Minecraft

    Estúdio do ano

    Mediatonic
    Naughty Dog
    Respawn
    Paradox Development Studio
    Sucker Punch
    Infinity Ward
    Media Molecule
    Supergiant Games

    Mais aguardado

    Hitman 3
    Ratchet & Clank: A Rift Apart
    Halo Infinite
    Resident Evil 8: Village
    Deathloop
    Horizon Forbidden West
    Kerbal Space Program 2
    Elden Ring
    Gotham Knights
    God of War: Ragnarok
    Starfield
    The Medium

  • Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing  – Novas da semana

    Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing – Novas da semana

    A pandemia está rolando solta e o dólar não para de subir, mas uma esperança tomou conta do imaginário financeiro do Brasil nesta semana: a Black Friday. A sexta-feira dos preços milagrosos acontece nesta…sexta-feira (27) e algumas empresas de games já entraram no clima das promoções.

    A semana passada também foi agitada, principalmente por causa de Cyberpunk 2077. A CD Projekt Red aproveitou a antiga semana de lançamento do RPG, que foi adiado, para revelar um amontoado de novidades, desde gameplay com Keanu Reeves até requisitos detalhados.

    Classificados: Black Friday Edition

    Como o clima de sexta-feira dos descontos está no ar, começamos o Jornal dos Jogos da semana com o “plantão Black Friday”. As principais companhias de games estão oferecendo algum tipo de desconto durante os próximos dias. Logo, se você está pensando em decepcionar o Julius e gastar, saca só:

    PlayStation

    A PlayStation Store entrou no clima da ~Black~ com grandes exclusivos com desconto. The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima, que estão concorrendo ao prêmio de jogo do ano, estão saindo por R$ 139 e R$ 200, respectivamente.

    Final Fantasy VII Remake, que pode dar o GOTY para o criador de Kingdom Hearts, também está com desconto e custa R$ 164 por tempo limitado. Todos os descontos podem ser conferidos aqui e valem até dia 30 de novembro.

    Xbox

    A Black Friday também está valendo no lado verde da força: a Microsoft está oferecendo descontos em jogos e também no Game Pass. Segundo o Xbox Wire, a assinatura pode ser encontrada com até 40% de desconto no pacote de três meses em varejistas selecionados — o preço mensal segue o mesmo no site oficial atualmente.

    Battle Royale GIF

    A Microsoft também está oferecendo desconto em jogos multiplataforma e carros-chefe da linha Xbox. Forza Horizon 4 está no Game Pass, mas você pode comprá-lo por R$ 124,50 por tempo limitado. Para os boleiros de plantão, FIFA 21 está saindo por R$ 179,55 e traz upgrade gratuito para o Xbox Series X/S. Veja todas as ofertas aqui.

    EA e Ubisoft

    A Eletronic Arts também ativou os descontos em sua loja, a Origin, e está distribuindo cortes de preço em várias plataformas. A empresa está oferecendo descontos de até 90% em sua loja do PC e as promoções incluem Star Wars Jedi: Fallen Order por R$ 95,60 e Need for Speed Heat por R$ 79,66. Vale a pena conferir a promo, mas lembre-se: boa parte dos jogos chegará ao Game Pass de PC em 15 de dezembro.

    Assassins Creed GIF

    Já a Ubisoft está oferecendo jogos de seu catálogo com até 85% de desconto no PC. As ofertas incluem Assasin’s Creed Unity por apenas R$ 9, Far Cry 5 custando R$ 36 e Assassin’s Creed Odyssey por R$ 54. A empresa também lançou uma loja de roupas e acessórios no Brasil, que também possui preços especiais para a Black Friday.

    Nuuvem

    A loja brasileira Nuuvem também está se preparando para Black Friday. A empresa vai oferecer descontos por uma semana, começando em 25 de novembro, e já possui uma lista de jogos confirmados com desconto. Vale a pena ficar de olho nessa “Black Week”.

    Novas da semana

    Se você deu uma zapeada na internet recentemente, pode ter notado que dois grandes eventos aconteceram recentemente: a CD Projekt Red liberou um caminhão de novidades de Cyberpunk 2077 e o chefe da PlayStation deu uma entrevista falando sobre a marca.

    Acredite se quiser, as duas coisas ocorreram no mesmo dia e acabaram ofuscando outro grande acontecimento:

    007 está de volta ao mundo dos games

    A IO Interactive, conhecida por fazer a franquia Hitman, anunciou que está trabalhando em um jogo do James Bond. O 007 anda meio sumido da mídia interativa, mas promete voltar com tudo. Afinal, é difícil pensar em um estúdio mais competente para o projeto que os caras por trás do Agente 47.

    Até o momento, tudo que temos sobre o projeto é o breve teaser acima e uma descrição interessante. A IO Interactive trará uma história original de James Bond e vai abordar as origens do espião, antes dele se tornar o lendário 007.

    O projeto ainda não possui data de lançamento, mas já ganhou minha atenção.

    Cybertretas 2077

    A CD Projekt Red lançou uma tabela atualizada de requisitos mínimos e recomendados para Cyberpunk 2077, revelando o hardware necessário para encarar o game no PC com tecnologias RTX. Enquanto geral já sabia que o jogo não seria tão pesado, um detalhe acabou gerando incômodo: a ausência de placas de vídeo AMD nas especificações para Ray Tracing.

    Acontece que, em seu lançamento, o jogo não contará com suporte para traçado de raios em tempo real nas novas GPUs da AMD, que vão receber a função posteriormente. A confirmação pegou geral de surpresa, já que o Ray Tracing de Cyberpunk é feito em uma API aberta.

    Ray Tracing exclusivo?

    A “exclusividade” do Ray Tracing de Cyberpunk 2077 em GPUs da Nvidia chegou pouco após outra situação nessa vibe. A galera que faz Godfall, que anda mal otimizado, liberou os recursos de traçado de raio em tempo real somente para placas AMD, deixando apenas uma promessa de um update futuro para componentes da Nvidia.

    A situação foi suficiente para instaurar um clima de “Guerra Fria” no mercado. Afinal, ambos os jogos possuem parceria com as respectivas empresas que receberam efeitos de Ray Tracing primeiro. Resta agora aguardar pra ver se a moda pega.

    Enquanto o assunto não se desdobra, confira o novo gameplay de Cyberpunk 2077 e o video de bastidores com Keanu Reeves. E cuidado com os spoilers, pois algumas cópias do game já estão rolando por aí. Isso que dá ficar adiando jogo em cima da hora…

    PS5 vendendo e “Game Pass da Sony”

    Na última quinta-feira (19), o chefe da PlayStation, Jim Ryan, falou com a agência de notícias russa Tass e declarou várias coisas que viraram manchete. Nós lemos toda a entrevista e trazemos aqui o que realmente importa sobre tudo que foi falado.

    PS5 vendendo O executivo da Sony revelou que o PlayStation 5 está vendendo que nem água no deserto, mas a empresa teve desafios no lançamento por causa da pandemia. Afinal, produzir e distribuir consoles não é uma missão simples no meio do apocalipse que é 2020.

    PS4 importa – Jim Ryan também disse que mais de 114 milhões de unidades do PS4 estão pelo mundo e a empresa pretende dar suporte para o console durante pelo menos mais dois anos, pelo menos. Segundo o executivo, a comunidade PlayStation estará em seu ápice até 2022 e o período cross-geração ainda vai continuar.

    Guerra dos consoles – O comandanda da divsão de games da Sony também disse que não curte essa história de guerra dos consoles e respeita a Microsoft, pois a concorrente faz a PlayStation se mexer e não ficar estagnada. Ele até disse que achou a compra da Bethesda um movimento bem estratégico, mas não tem ideia se o PS5 receberá jogos como The Elder Scrolls 6.

    Game Pass e PlayStation – Falando em competição, Jim Ryan está ciente do crescimento do Xbox Game Pass e deu a entender que uma resposta para o serviço da Microsoft pode chegar futuramente. Enquanto isso, o executivo ressaltou que a Sony possui o PlayStation Now, que ainda não está no Brasil e nem recebe títulos de grande porte no lançamento.

    xCloud no Brasil

    Enquanto a Sony dá indícios de que vai expandir sua atuação nos serviços, a Microsoft não para de evoluir o Game Pass. A empresa lançou recentemente o xCloud no Brasil. Apesar de estar em beta, o serviço que roda jogos em nuvem já está funcionando muito bem por aqui.

    Em alguns momentos, a latência e a compressão de imagem ficam perceptíveis no gameplay, mas a experiência é bem interessante para quem busca um complemento para o Game Pass. Além disso, os controles na tela facilitam muito o consumo dos games compatíveis com a função. Minecraft Dungeons vira praticamente um jogo mobile quando está funcionando pelo serviço de jogos em nuvem.

    Minha principal decepção com a plataforma até agora é o tempo de loading: como os servidores são baseados em consoles da geração Xbox One, as telas de carregamento ainda são longas. Para quem jogou no Xbox Series X ou S, que capricham na hora de abrir os games, a diferença é perceptível.

    O xCloud ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas chegará integrado ao Game Pass Ultimate. A versão de testes do serviço pode ser utilizada de maneira gratuita, mas você precisa se inscrever no site da Microsoft e ser convidado para participar.