Em setembro de 2020, o comandante da PlayStation, Jim Ryan, disse que lançar jogos em uma assinatura ao estilo Game Pass é um modelo de negócio “insustentável” para os projetos Triplo-A da empresa, como The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima. Ao que parece, isso não se aplica aos jogos indies: a empresa, mais uma vez, vai liberar um game independente para os assinantes da PS Plus no dia de estreia do título no mercado.
Após o sucesso de Fall Guys em agosto e a chegada de Bugsnax na PS Plus de novembro, os consoles da PlayStation receberão Worms Rumble diretamente na assinatura no último mês de 2020. Com isso, quem pagar a mensalidade da Plus em dezembro poderá resgatar o game de battle royale das minhocas da Team17 sem custos adicionais.
O movimento faz bastante sentido para a Sony e pode servir como uma resposta, mesmo que leve, para o Xbox Game Pass. Além de ser um bônus maneiro para os assinantes, os games podem receber um belo salto de público, o que é ótimo para os títulos focados no online.
Boost para jogos online
Fall Guys ainda seria um sucesso se não estivesse na PS Plus de agosto, mas o jogo se tornou o mais resgatado na história da assinatura e isso certamente deu um empurrão para o título. E o mesmo efeito pode acontecer com Worms Rumble.
O jogo foi apresentado com a iniciativa PlayStation Indies, que é encabeçada por Shuhei Yoshida e seleciona jogos independentes com potencial de bombar. O novo Worms foge das raízes da clássica franquia das minhocas para apostar em jogabilidade de ação e numa pegada mais battle royale. Uma abordagem ousada, eu diria.
Enquanto a premissa parece divertida, o título chega com preços a partir de R$ 37,99, o que pode não ser convidativo para muitos jogadores. Porém, para quem já paga a Plus para jogar online, resgatar o novo Worms acaba sendo um bom negócio. Afinal, é jogo “””de graça”””.
A PlayStation Plus conta com mais de 40 milhões de assinantes e se uma pequena parcela desse público adotar Worms Rumble, o jogo já vira um sucesso. A estratégia de mandar indies direto na assinatura tem tanto potencial que Destruction AllStars, exclusivo do PS5, chegou a ser adiado para ficar dois meses disponível para assinantes do serviço no começo de 2020.
Solução barata
Além de ser uma boa saída para jogos online, o lançamento de certos indies direto na PS Plus não sai tão caro para a Sony. Apesar de perder o preço cheio das vendas, a empresa pode recuperar essa grana com microtransações e também mantendo os jogadores assinando o serviço, além de evitar um flop magistral do jogo.
Vamos pegar como exemplo Rocket Arena, que também está disponível na PS Plus de dezembro. O jogo chegou por valores acima dos R$ 100 e caiu no esquecimento tão rápido que teve seu preço cortado para R$ 30 em poucas semanas. A adesão do público certamente seria maior com um lançamento feito na PS Plus ou qualquer serviço similar.
Predator: Hunting Grounds foi um flop gigantesco, mas a história poderia ter sido diferente com um lançamento na PS Plus.
Com exceção de Bugsnax, os dois outros jogos liberados diretamente no serviço em seu lançamento podem fidelizar jogadores e manter assinaturas da PS Plus ativas. Afinal, você só joga online se continuar pagando a mensalidade. E como as produções definitivamente estão bem abaixo do orçamento de blockbusters como The Last of Us 2, certamente o investimento para o lançamento day-one na PlayStation Plus não é tão alto e deve se pagar rapidamente.
Resposta ao Game Pass
A Sony não revelou valores de seus contratos com as empresas por trás dos indies que chegaram diretamente na PS Plus. Porém, a própria companhia já deu a entender que apostar nesse tipo de projeto é vantajoso. “A comunidade indie se torna cada vez mais importante para o futuro da indústria dos games, já que o desenvolvimento de jogos AAA se tornou tão caro que está cada vez mais difícil das grandes empresas se arriscarem a investir em novos conceitos que podem ou não dar certo”, disse Shuhei Yoshida, quando apresentou a iniciativa PlayStation Indies.
O lançamento de indies na PS Plus pode ser o início de uma resposta mais robusta da Sony para o Game Pass, que virou o foco central da Microsoft na nova geração de consoles. Jim Ryan deu a entender que mais novidades sobre o assunto chegarão em breve.
Uma das possibilidades é um investimento maior da empresa na PS Plus Collection, que ainda não teve seu futuro definido. A empresa também pode aumentar o alcance do PlayStation Now, serviço de games que ainda não chegou ao Brasil. A concorrência já está se consolidando por aqui e agora temos até o xCloud dando seus primeiros passos em território nacional. Logo, já tá na hora de se mexer, dona Sony.
O mês de dezembro finalmente chegou e eu adoraria estar jogando Yakuza Like a Dragon ou Hades nesse exato momento, mas bora falar sobre as principais novas da semana que passou. A nona geração de consoles já é uma realidade e, agora, os jogos estão ganhando cada vez mais destaque.
Na parte dos games, tivemos algumas surpresas nos últimos dias. Aparentemente é possível jogar games do PlayStation 2 no Xbox Series X/S (sim, isso é ilegal). Além disso, rolaram notícias nem tão surpreendentes, como a “flopada” magistral de Vingadores.
Enfim, bora para a edição de hoje, já que o ano de 2020 pode acabar a qualquer momento.
Novas da semana
A Rockstar Games deu mais uma prova que um GTA 6 pode estar bem longe de chegar. A partir de 1° de dezembro, Red Dead Online será um jogo standalone. Com isso, os jogadores não precisam comprar Red Read Redemption 2 para acessar o modo online, mas poderão desbloquear a história pagando um extra.
O modo online standalone pesa mais de 100 GB, já que possivelmente trará o single-player pré-instalado, e precisará de PS Plus e Xbox Live para ser jogado nos consoles. Considerando que até GTA Online virá para a nova geração, o próximo título inédito da franquia Grand Theft Auto deve demorar um bom tempo para dar as caras.
Além de Red Dead, outro jogo também deve seguir o caminho do multiplayer standalone: Cyberpunk 2077. O modo online só deve chegar lá por 2022, mas um executivo da CD Projekt Red disse que mais novidades serão reveladas na primeira metade do ano que vem. Será que vão adiar? Fica aí o questionamento.
Flop
Para a surpresa de zero pessoas, a Square Enix confirmou que Vingadores não vendeu tão bem quanto o esperado. A empresa não revelou números, mas algumas estimativas apontam que o jogo colaborou para um prejuízo de US$ 48 milhões registrado pela divisão de games da firma japonesa. A esperança da companhia é dar a volta por cima com conteúdos pós-lançamento, mas acho que nem um crossover com a DC seria capaz de salvar essa bomba.
Sucesso
Enquanto o Vingadores flopou, o PS5 fez sucesso em vendas. Segundo a Sony, o produto se tornou o maior lançamento de console de todos os tempos após alcançar um recorde de vendas e superar seu antecessor, o PS4. No Brasil, anda meio complicado comprar um console de nova geração por causa dos estoques. No caso do PlayStation 5, tem gente vendendo o dispositivo por valores na casa dos R$ 11 mil.
Surpresa
O lado verde da força ganhou as manchetes recentemente por causa de outro feito histórico: desenvolvedores conseguiram rodar God of War do PS2 no Xbox Series X e S. O processo é realizado via emulador, o que é 100% ilegal. Ainda assim, é bem maneiro e totalmente aleatório ver um título que não funciona via retrocompatibilidade no PS5 aparecendo em seu principal rival.
Esperado
A Epic Games provou um ponto levantado pela Netflix e anunciou recentemente uma assinatura de Fortnite chamada “Clube Fortnite“. Agora, os jogadores podem pagar US$ 12 mensalmente para receber o conteúdo do Season Pass, 1.000 v-bucks, o dinheirinho do game, e também alguns itens extras. Os pais de plantão já podem preparar o cartão de crédito.
Inesperado
Após mais de uma década do lançamento de The World Ends With You, a Square Enix anunciou uma sequência para o game. Chamado de NEO: The World Ends With You, o game chegará ao Switch e PS4 em 2021. Parece piada, mas o protagonista se chama Rindo e tem aparência similar ao Roxas de Kingdom Hearts, mas com uma máscara no queixo. Muito bem contextualizado, senhor Tetsuya Nomura.
Classificados
A promoção de Primavera da Steam está rolando com grandes descontos em centenas de jogos. Além disso, a empresa abriu a votação do Steam Game Awards, que dá poder ao público para eleger os principais games do PC no ano. Vale a pena dar uma passada na loja.
Como já tínhamos comentado na semana passada, a Nuuvem também está distribuindo descontos no PC. A Epic Games entrou na brincadeira essa semana e cortou o preço de alguns jogos, além de trazer MudRunner de graça por tempo limitado.
Pra galera que tá pensando se renova o Game Pass por mais um mês, a dica é ficar ligado para dezembro. Além do EA Play chegar ao serviço no PC dia 15, pode ser que Control finalmente dê as caras no catálogo da plataforma. Pelo menos é o que podemos interpretar desse teaser aqui.
Indie da vez
Se você tá com R$ 40 na mão e quer gastar em um joguinho top, aproveite a promoção da Steam para comprar Hades. O título está com 20% de desconto e vale cada centavo. O projeto não está disponível no PlayStation ou Xbox, mas também pode ser comprado no Nintendo Switch por cerca de R$ 90.
Hades é uma produção da Supergiant, responsável pelos aclamados indies Bastion e Transitor. Você deve ter ouvido falar do game por causa das indicações ao The Game Awards, principalmente ao prêmio de Jogo do Ano.
Apesar de ser uma produção de pequeno porte ao lado de jogos como The Last of Us 2, Hades tem o seu valor. Eu detesto roguelike e acabei passando quatro horas jogando quando abri “só pra testar o game rapidinho”.
Assim como a produção da Naughty Dog, o game da Supergiant é cheio de “daddy issues”. Você incorpora o filho de Hades, que está numa fase meio rebelde e quer fugir de casa.
Como sair do Tártaro não é uma tarefa muito simples, você recebe ajuda dos tios e tias do Olimpo, que te concedem bênçãos durante a jornada. Se você morre, é jogado de volta para casa e precisa percorrer o caminho novamente.
Apesar de eu detestar esse ciclo, as poucas horas que passei em Hades foram interessantes, já que a história vai progredindo com as suas mortes. Por R$ 37,99, é uma experiência que certamente vale a pena!
Quando comecei a jogar a campanha single-player de Call of Duty Black Ops Cold War, não imaginei que riria tanto com um jogo de tiro. Após fortes emoções no ano passado com Modern Warfare, que me fez sentir o peso de puxar o gatilho, a Treyarch entregou uma história que com certeza vai agradar os fãs americanos da franquia, já que é quase uma fanfic pensada especialmente para esse público.
Lançado em 13 de novembro, o jogo já vem dando o que falar por causa de sua história desde seu anúncio. Para os fãs de longa data, é um prato cheio: a desenvolvedora resolveu seguir a história do Black Ops original e coloca o jogador em uma narrativa que se passa nos anos 80. Como o próprio nome indica, Cold War acontece durante a Guerra Fria e foca na ação de uma equipe de soldados de elite dos Estados Unidos, o que deixa a história bem enviesada para o lado ianque.
O Call of Duty lançado no ano passado também dá aquela envergada histórica para favorecer os Estados Unidos e até reescreve certos acontecimentos reais. Ainda assim, na parte de gameplay, Modern Warfare entregou altos níveis de emoção com uma narrativa cheia de momentos que questionam a moral do jogador.
Novidades
Em Cold War, a Treyarch adotou um sistema de escolhas mais robusto, que chega a mudar o final da história, e também conta com um gameplay divertido, ao nível esperado de uma franquia bilionária. A narrativa também possui mais liberdade criativa e, apesar de ter toques de realidade, é bastante fictícia. A parte engraçada, porém, é ver essa ficção sendo elevada a um nível absurdo e de uma forma muito séria.
Apesar dos momentos ridículos, a campanha single-player vem embalada em uma jogabilidade empolgante. O novo COD também impressiona tecnicamente e, no PC, dá para segurar 4K e 60 frames por segundo com Ray Tracing ligado na RTX 2060. Isso é possível graças ao milagroso DLSS, que futuramente deve ganhar um artigo dedicado por aqui.
O multiplayer de Black Ops Cold War também é caprichado e conta com o amado modo Zumbis. Para quem está em busca de algo a mais que Warzone e Modern Warfare, vale a pena ficar de olho no game. Porém, os servidores andam meio instáveis atualmente e o preço está bem alto. Logo, a dica é ficar de olho em possíveis promoções que apareçam futuramente.
A análise completa de Call of Duty Black Ops Cold War será publicada por este que vos escreve nos próximos dias lá no Adrenaline. Enquanto isso, segue aqui uma descrição aberta e vinda direto do coração sobre a história desse blockbuster do mundo dos games, que está mais para fanfic do Wattpad.
Vingadores de Ronald Reagan
A partir daqui, temos MUITOS spoilers da história de Black Ops Cold War
A história de Black Ops Cold War começa apresentando os “Vingadores” de Ronald Reagan, o antigo presidente dos Estados Unidos que foi recriado digitalmente para o game. Em uma das cenas iniciais do game, o jogador acompanha a reunião da equipe de agentes especiais liderada por Russel Adler com o chefe de estado. A pauta: um agente russo quase mitológico que estaria de volta em atividade.
Após receber a denúncia sobre o retorno do quase irreal russo malvado chamado Perseus, que já teria feito coisas ruins no Vietnã, o presida manda a letra: os agentes especiais possuem aval para sair pelo mundo caçando a suposta ameaça, mesmo que seja necessário espalhar alguns corpos pelo caminho.
Um dos participantes da reunião até diz que os pedidos da equipe são irregulares e tudo isso pode dar merda. Em seguida, o agente Woods pontua: “todas as missões que vamos são ilegais”.
Segundo Reagan, a ilegalidade da missão é um risco que vale a pena ser corrido. Afinal, Perseus pode ameaçar os ideais do “mundo livre”. O chefe de estado não consultou nenhuma outra autoridade do tal “mundo livre” para tomar essa decisão, mas seguimos em frente.
Crimes de Guerra: World Tour
Após uma sequência de ação intensa em uma pista de pouso, somos apresentados para o nosso herói: um soldado personalizável, que pode ter até gênero não-binário, e que vai ajudar no combate ao Perseus. Você é convidado a viajar por diversos países e locais em busca de pistas sobre a entidade vermelha que pode destruir a soberania estadunidense.
A partir daí, um tour mundial de crimes de guerra se inicia. A equipe de elite formada por um grupo de agentes cheio de diversidade começa a coletar pistas para encontrar o fantasma comunista Perseus. As andanças vão desde missões nas ruas de Berlim até uma infiltração em uma base russa, com direito a agente duplo e tudo.
O clima de “oba oba” só começa a mudar em Havana, Cuba, quando a equipe descobre que Perseus realmente está tramando algo maléfico e que pode destruir boa parte do mundo, além do ego dos Estados Unidos.
Ops, my bad
Durante a visita ao país de Fidel Castro, os “Vingadores” descobrem o plano Greenlight: cerca de metade da Europa está em cima de BOMBAS ATÔMICAS com capacidades altamente destrutivas. Isso é obra de Perseus? Na verdade, não…
Acontece que o governo dos Estados Unidos plantou todas essas bombas no Velho Continente por precaução, nos anos 60, e depois atualizou as ogivas para um novo padrão, capaz de matar pessoas e nem danificar prédios (!!!!!). Afinal, nunca se sabe quando você vai precisar explodir metade da Europa, não é mesmo?
Todos os problemas do jogo seriam resolvidos se os Estados Unidos não tivessem plantado bombas na Europa ¯\_(ツ)_/¯
Enfim, o tiro acaba saindo pela culatra: Perseus, o comunista malvado, descobre como acionar todo o arsenal atômico. Com isso, metade da Europa pode ser destruída e todo o sangue iria para as mãos dos Estados Unidos, já que eles acharam uma ótima ideia brincar de campo minado com o tal “mundo livre”.
Coração vermelho
Quando chegamos a esse plot twist, minha mente aceitou que esse era o limite, já que não é todo dia que vemos um país enchendo um continente de bombas com “boas intenções”. Para mim, partir daí, a curta campanha só seguiria seu curso natural, com o time liderado por Adler destruindo o vilão comunista e seguindo a vida comendo hambúrguer e bebendo cerveja no Super Bowl. Ledo engano…
Logo após a descoberta do plano Greenlight, o grupo trava um intenso combate nos telhados de Havana e acaba tomando um sacode dos inimigos, o que acaba matando um dos personagens que representa minorias no time de elite (pra variar). Nosso protagonista fica gravemente ferido e, durante sua recuperação, Adler e seus parceiros fazem uma grande revelação: você, na verdade, é um agente russo que trabalhava com Perseus e foi REPROGRAMADO para servir aos Estados Unidos.
Você revive momentos no Vietnã, mas isso tudo são apenas MEMÓRIAS IMPLANTADAS!!!!111!!!
Lembra daquela pista de pouso que eu mencionei lá no começo? O protagonista estava morrendo após tomar tiros de um parceiro cheio de ciúmes. Adler resolveu “dar uma chance” para o comunistinha quase sem vida e testa um programa experimental da CIA que substitui memórias.
Todo o passado comunista do protagonista é substituído por flashbacks do Vietnã. Sim… FLASHBACKS DO VIETNÃ, e você precisa reviver esses momentos para “desbloquear” as verdadeiras memórias, que podem revelar a localização de Perseus.
Instaurando o comunismo
Todo o clima de filme blockbuster de espionagem é fechado com uma escolha: você pode aceitar sua nova vida e ajudar a derrubar Perseus, ou bolar uma armadilha para entregar Adler e os outros soldados para os comunistas. Sim, você pode derrubar a galera que te acompanhar na tour dos crimes de guerra e literalmente instaurar o comunismo no mundo, mas isso tem um custo.
Para quem aceita seu coração vermelho e bola uma armadilha para derrubar a equipe Black Ops, existe um grande “peso emocional”. Com a ajuda de soldados comunistas, você precisa assassinar todos os seus parceiros, o que pode ser pesado para quem tem uma relação mais profunda com os personagens, principalmente o capitão Woods.
Em seguida, o protagonista encontra Perseus, que ri da cara dos americanos por acreditarem que ele é o grande vilão da história. “Perseus, na verdade, não é um homem, mas uma ideia”, diz o personagem, confirmando que a verdadeira ameaça é, na verdade, O FANTASMA DO COMUNISMO (!!!!!!). O chefe russo te entrega um controle e te dá a honra de destruir a Europa, em um sistema arbitrário e que não te dá escolhas senão explodir o Velho Continente e incriminar os americanos. Afinal, comunistas são malvados e é isso aí.
Final americano
Para quem resolver apoiar os americanos, também temos altas emoções embaladas em movimentos esperados. Ao trair suas raízes comunistas, você batalha ao lado de Adler e sua trupe para derrubar Perseus. “Eu persigo esse fantasma há treze anos”, diz o agente especial, enquanto caminha lentamente com seu time em um navio porta-aviões.
Depois de uma briga cheia de glória contra os comunistas, o protagonista ganha um “joinha” de seus colegas de equipe e vai dar um passeio com o chefe do esquadrão. Enquanto olha o mar, Adler revela que, mesmo após tudo, você ainda é um comunista e precisa morrer, o que deixa o final aberto em uma batalha de pistolas entre os dois agentes.
Independente do desfecho, a história de Black Ops Cold War é recheada de clichês e chega a ser quase uma fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria. Para quem não mora nos Estados Unidos, todo esse amontoado de absurdos chega a ser ridículo, o que acaba trazendo um clima leve e descontraído para a história.
Existem jogos que te fazem soltar o controle para aproveitar certos momentos da história, que são carregados de emoção. Call of Duty Black Ops Cold War me contemplou com esse momento, mas para usar as mãos para segurar a barriga de tanto rir do que estava acontecendo.
A Treyarch deixa a impressão de que a narrativa foi feita para ser “realista” e séria, o que é bem preocupante se esse foi mesmo o objetivo. Eu imagino que muita gente vai vibrar ao ver Ronald Reagan reunindo um esquadrão de agentes para assassinar o fantasma do comunismo. Mas, para quem vive em qualquer lugar fora das terras estadunidenses, ver um presidente plantando bombas a bel-prazer e mandando soldados para matar é bem assustador e nada normal.
A transição de geração de consoles é um grande marco na indústria de games como um todo. Os novos dispositivos das gigantes Sony e Microsoft normalmente travam uma disputa acirrada pela carteira do consumidor. No PC, o cenário segue outro ritmo, mas o que significa ter uma nova line up de videogames no mercado?
Na atual transição, os efeitos ainda estão discretos. Ainda são poucos os jogos que extraem o máximo dos próximos consoles e aqueles que o fazem não serão lançados para o PC. Do PlayStation 5, o Spider-Man: Miles Morales, Sackboy: a Big Adventure e Demon’s Souls serão poderosos títulos para demonstrar o poder do console. Enquanto isso, no Xbox Series X e S, os exclusivos só chegarão em 2021, restando apenas títulos third-party até o fim do ano.
Um início morno
Sendo assim, o mercado caminha em marcha lenta nestes últimos dois meses de 2020. Grandes lançamentos foram empurrados para o começo de 2021, seja devido às complicações da pandemia no fluxo de trabalho, ou influenciados pelo adiamento surpresa de Cyberpunk: 2077. Os pratos que ainda serão servidos são títulos crossgen e com ambições esperadas, como Watch Dogs: Legion,Assassin’s Creed: Valhalla e próximos lançamentos, incluindo o Call of Duty: Black Ops Cold War.
Nenhum desses nomes carrega consigo o aproveitamento das tecnologias exclusivas da nova geração, a não ser o hardware significativamente mais potente; contudo, já demonstram impactos no PC. Como foi muito bem descrito pelo Digital Foundry, apresentado em lives do Adrenaline e em outras gameplays demonstrativas, os títulos de crossgen lançados recentemente tem se mostrado mais exigentes desempenho — e os donos de placas Nvidia GTX 1000 estão sentindo os primeiros sintomas da defasagem.
Além da impossibilidade de aproveitar o Ray Tracing sem reduzir seus quadros drasticamente, os jogos mais recentes da Ubisoft apresentam comportamento incomum no PC. Ambos não parecem estar escalando bem componentes diferentes, permanecendo na casa dos 30~40 quadros em vários cenários e configurações.
Os efeitos mais graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos e naqueles tido como mais “humildes”
Admito que isso possa ser sinal de má otimização. No entanto, os efeitos graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos ou naqueles tidos como mais “humildes” — como a GeForce GTX 1660 e GTX 1650. Basta assistir partes dos vídeos do canal Gentleman para perceber que a situação está bem grave para o hardware intermediário — até mesmo na resolução Full HD.
A RTX 2060 Super, como ele demonstra nesse vídeo, fica balançando nos 60 quadros, caindo para a casa dos 55 ou menos em alguns instantes. A única condição que a placa alcança pelo menos os 90 quadros é quando configurado na qualidade média. O que seria isso?
Na humilde opinião do autor, esses são os primeiros sinais de que os desenvolvedores estão nivelando os games por cima, contando com o poder do hardware dos novos consoles; se não isso, a performance inferior no PC também poderia ser um reflexo do descuido dos ports para computador, algo que acontecia com frequência anos atrás e que voltou a acontecer em Horizon: Zero Dawn.
Podem dizer: “Ah, mas é da Ubisoft, o jogo é ‘bugado’”. Compreendo o argumento e espero que esteja correto. Ainda assim, me mostro receoso por outros indícios, como os requisitos mínimos do ignorado Godfall.
Muita areia para o caminhãozinho
Para rodar essa belezinha, os desenvolvedores exigiram um sistema composto por um AMD Ryzen 5 1600 / Intel Core i5 6600; 12 GB de memória RAM e uma GPU Nvidia GeForce GTX 1060 ou Radeon RX 580. Parece ok, não é? Com um porém: essa configuração é o mínimo para rodar o game; os recomendados determinam um Ryzen 5 3600; i7 8700 e GTX 1080 Ti (!!) ou uma Radeon RX 5700 XT (!!!).
Os componentes listados estão longe de serem razoáveis, considerando que compõem um setup tão caro quanto um console de nova geração. Ademais, mesmo que os desenvolvedores não tenham revelado qual a capacidade dessa configuração recomendada, é um sinal alarmante — se não um claro sinal de preguiça — para o jogador de PC, cuja imensa maioria ainda conta com uma GTX 1060 6 GB nas suas máquinas (10.48% dos jogadores, número significativamente maior que qualquer outra placa segundo Steam Hardware & Software Survey).
E Godfall não é o único: The Medium também traz a GTX 1060 em seus requisitos mínimos no PC
O cronograma de lançamentos de hardware do PC causa significativa segmentação. Ainda assim, é evidente que o gamer de PC ainda se apoia em hardware para resolução Full HD superior aos consoles de 8ª geração — excluindo as variantes Xbox One X e PS4 Pro. Quando tratada como requisito mínimo, a placa mais popular apresenta claros sinais de cansaço, sendo obrigada a reduzir os gráficos para qualidade média para alcançar os 60 quadros.
Seria esse o momento para fazer um upgrade?
De forma sucinta, esse é um indicativo de que é hora do upgrade, e isso não poderia acontecer numa hora melhor (contém ironia). A alta do dólar levou o valor de hardware de computador para o espaço e não há previsão de redução para valores pré-pandêmicos, nem mesmo sobre o poder da Black Friday. Então, o PC gamer com hardware antes intermediário sofre e chora em silêncio no fim de 2020.
Para os gamers com a carteira preparada para as novas exigências, por outro lado, esse é um momento mágico. É agora que as estreias levarão seu hardware para o limite com as tecnologias gráficas mais recentes: Ray Tracing em tempo real, Nvidia DLSS, texturas de altíssima qualidade, suporte a resoluções maiores e muito mais. Neste caso, é aí que o PC continua brilhando e sempre brilhará.
A opção mais barata entre os lançamentos, a GeForce RTX 3070, está saindo das varejistas por valores acima de R$ 4.500. (Fonte: Nvidia/Divulgação)
Um abraço do tio Phil
Além disso, pela primeira vez em toda a história, uma das grandes competidoras do mercado de consoles incluiu o PC no seu ecossistema. Como Phil Spencer já disse inúmeras vezes: “todo exclusivo de Xbox chegará ao PC”, e isso é um alívio para a comunidade que prefere a sua máquina pessoal ao console da Microsoft. E olha, é um carinho muito bem-vindo, principalmente pela presença do Xbox Game Pass.
Seguindo a mesma linha, o maravilhoso controle para Xbox também é compatível com o PC direto da caixa. É plugar e jogar, com compatibilidade direta com o Windows 10. Dispensando softwares de terceiros, drivers especiais e procedimentos extras. É um agrado, também extremamente positivo, nos aproximando da experiência do console e pavimentando o caminho para o conforto de jogadores que preferem essa ferramenta (como deste que vos fala).
A Sony segue ignorando a gigante comunidade do PC.
A Sony, por sua vez, segue ignorando essa gigante comunidade. Ainda não há pronunciamentos satisfatórios sobre a compatibilidade do DualSense no PC. A marca as resumiu a “o controle será compatível com o PC”, sem mencionar a distribuição de drivers ou compatibilidade com recursos inéditos do controle. Ademais, tampouco há qualquer menção a port de mais exclusivos, além dos já cedidos Death Stranding e o Horizon: Zero Dawn.
Death Stranding do PC contava com referências cosméticas à grandiosa franquia Half Life. (Fonte: Sony/Reprodução)
Ainda é cedo para presumir que a Sony seguirá com a mesma postura restritiva sobre seu console, acessórios e games. Até o lançamento oficial do PS5, não seria justo afirmar que o DualSense é limitado no PC — mesmo que vários vídeos já tenham demonstrado o trabalhoso processo de sincronização dentro e fora da Steam.
Particularmente, o DualShock 4 me cativou. O controle me proporcionou horas e horas de gameplay cabeada ou por meio de conexão Bluetooth; possibilitou jogatina multiplayer local ao lado da minha namorada e colegas e me tornou fã de jogos no estilo “Party”. Partir para o DualSense seria um avanço natural, mas devido a ausência dos recursos, acho que finalmente será o momento de migrar para o controle de Xbox.
É pedir demais ter o feedback háptico no PC? (Fonte: Sony/Reprodução)
A esperança é a última que morre
Como integrante da comunidade do PC, espero que a Sony mude a postura sobre seu ecossistema, e acredito que este seja o caminho para ela se tornar menos seletiva e “cinema”, para alcançar o almejado patamar de “Disney+ dos games” (como brilhantemente descrito pelo Mateus Mognon). Felizmente, meu upgrade para as placas GeForce RTX foi feito com certa antecedência e me vejo livre dos males oriundos de ports ruins, mas torço que os desenvolvedores não esqueçam da existência de uma das placas mais adoradas da comunidade e que continuem tornando games acessíveis para vários níveis de performance.
A nova geração começa oficialmente hoje (10) com o lançamento do Xbox Series S e Series X. Os próximos meses serão lentos e com experiências restritas aos títulos retrocompatíveis, mas o futuro dos próximos consoles é promissor e devemos aguardar para testemunharmos seus desdobramentos.
O site de Gamesindustry.biz é conhecido por fazer análises e trazer reportagens sobre games com um olhar voltado para o mundo dos negócios. Com a chegada da nova geração de consoles, não foi diferente. O jornalista Christopher Dring lançou um brilhante artigo em que compara o PlayStation 5 e o Xbox Series X e S com outros dois meios de entretenimento: o cinema e o streaming de vídeo.
“Se o Xbox é a Netflix, o PlayStation 5 é o cinema”. Esse é o título do artigo publicado na sexta-feira (6), em que o especialista discorre sobre o posicionamento de mercado de Sony e Microsoft na nova geração. Inclusive, a análise não é a primeira vez em que Dring faz suas projeções sobre o futuro da indústria: em julho, utilizamos um artigo do jornalista sobre a guerra dos consoles como base de uma edição da nossa newsletter sobre o Xbox Game Pass.
Os consoles de nova geração chegam esse mês ao mercado. (Imagem: The Verge/Reprodução)
Mas, para a infelicidade de quem escreve textões, muitos leitores não costumam passar do título de uma matéria. Por causa disso, algumas pessoas utilizaram a definição feita por Christopher Dring para alimentar a guerra dos consoles. Basta conferir a publicação do artigo no Twitter para ver quantas pessoas se doeram ao ver o Xbox sendo comparado com a Netflix e quantos jogadores se vangloriam ao ver o PlayStation 5 sendo definido como uma experiência de cinema.
As coisas não são bem assim, gente. Afinal, a Netflix possui produções de qualidade e até já ganhou Oscars. Além disso, assistir a um filme ruim no cinema não torna o conteúdo melhor (aprendi isso com a pré-estreia de Batman vs Superman).
Na verdade, Sony e Microsoft estão bem confortáveis desempenhando seus papéis como “cinema” e “Netflix”. Além disso, as empresas também estão tentando se adaptar para surrupiar as melhores características presentes na concorrência e virar uma espécie de “Disney+ dos games”.
PS5 é cinema?
Em sua análise, Christopher Dring diz que o PlayStation 5 sintetiza os negócios da Sony no mundo dos games em um console. O dispositivo é grande, chamativo, vem acompanhado de gadgets com novos recursos e com aparência premium. Toda essa experiência chega acompanhada de jogos exclusivos de alto orçamento, com aspecto de blockbuster. “O PS5 é sobre experiências de jogo AAA de alta qualidade que você joga sozinho, com um headset e um controlador sofisticados”, explica o jornalista.
Basta ver as análises do console para comprovar a metáfora. O PS5 é um console gigantesco e que possui um controle cheio de firulas, bem como um headset que promete som de alta qualidade. Algumas das funções até já apareceram em outros produtos no mercado, mas a Sony vende tudo isso de uma forma integrada em seu ecossistema de jogos.
O “garoto-propaganda” do PS5 é literalmente o Homem-Aranha, um dos personagens mais amados dos quadrinhos e cinema
Sabe quando a Marvel lança um novo blockbuster e enche os cinemas com produtos temáticos inspirados nos filmes, desde pacotes de doces até baldes de pipoca em formato de Manopla do Infinito? That’s the deal. A Sony aposta nessa vibe para entreter seu público com grandes produções, trazendo uma pegada literalmente cinematográfica em seus jogos.
Com o PS5, a Sony promete que você poderá sentir o balanço da teia lançada por Miles Morales no novo jogo do Spider-Man. Você poderá ouvir em detalhes quando uma bomba explodir perto do personagem. Só é necessário comprar um headset que custa mais de R$ 500 e um jogo que sai por cerca de R$ 300.
Xbox é Netflix?
A jogada da Xbox é bem diferente. A empresa recebeu o apelido de “Netflix dos jogos” lá por 2017, quando lançou o Xbox Game Pass. Assim como a pioneira nas plataformas de streaming de vídeo, a empresa de games oferece um catálogo com centenas de produtos por um preço mensal fixo.
Enquanto a Sony oferece um dispositivo com visual premium com dispositivos extravagantes, o negócio da Microsoft é fazer as pessoas assinarem um serviço, independente do aparelho em que o jogo será rodado. A empresa possui o Xbox Series X, um console de alto desempenho e que briga com o PS5, mas o Game Pass também está no Xbox Series S, Xbox One, PC e até Android.
A semelhança com a Netflix também está no método de trabalho. A Microsoft lança uma bordoada de jogos no Game Pass mensalmente. Assim como na plataforma de vídeo, as produções seguem diversos gêneros e formatos, desde Gears 5 até Flight Simulator, e os “originais” entram no catálogo de maneira imediata e para ficar — como os filmes da Netflix que nem vão para o cinema.
O problema dessa fórmula está na qualidade. Afinal, assim como a Netflix, nem todas as “produções originais” da Xbox caem no gosto do público. O planejamento atual da empresa também deixou os consoles de nova geração da linha sem um jogo nível “Stranger Things” em seu lançamento. Com o adiamento de Halo Infinite e The Medium, o Xbox Series X e S oferecem uma ampla retrocompatibilidade com uma dezena de jogos com gráficos de ponta, mas sem grandes novidades.
Blockbusters do Xbox
Enquanto o “cinema” e a “Netflix” possuem suas forças, a verdade é que tanto PlayStation quanto Xbox querem ser o Disney+ do mundo dos games. Com a nova geração de consoles, as duas empresas estão se consolidando no que sabem fazer de melhor, mas também miram em fatores da concorrência para tentar evoluir sua oferta de produtos.
Tal qual Netflix, o Xbox Series X tem um catálogo com produções originais de qualidade duvidosa, mas a empresa está tentando ser mais “cinema”. Gears 5 é um bom exemplo disso, pois combina um ecossistema multiplayer com uma campanha de qualidade e cheia de momentos surpreendentes.
Além disso, a companhia já engatilhou uma série de lançamentos promissores para o futuro. A lista de futuros jogos que chegarão ao Game Pass, e também no Xbox Seires X, inclui títulos como Hellblade II, Avowed, dos criadores de Fallout New Vegas, e um novo Fable.
A Microsoft também comprou a Bethesda e está disposta a investir em mais estúdios se necessário. Com tanto poder de fogo. Assim como a Netflix chegou ao Oscar com produções como “O Irlandês”, a Xbox vai tentar conquistar mais assinantes para o Game Pass com possíveis blockbusters.
Serviços do PS5
Por outro lado, a Sony também está tentando ser mais “Netflix”. Apesar de seu foco ainda ser o comércio de jogos triplo-A, a empresa deu um upgrade na PlayStation Plus com o PS5. O serviço agora conta com o PS Collection, que traz uma seleção de grandes jogos da geração por uma mensalidade fixa.
Em setembro, o CEO da PlayStation, Jim Ryan, disse que não pretende competir com o Game Pass e trazer grandes jogos direto para o catálogo do PS Plus Collection. “Esses jogos [exclusivos] custam mais de US$ 100 milhões para serem feitos. Seria insustentável”, disse o executivo, em entrevista para o já mencionado site GamesIndustry.biz.
Apesar de ser contra a distribuição de blockbusters via assinatura, a Sony está oferecendo alguns lançamentos na PS Plus. (Imagem: PlayStation/Divulgação_
Mesmo sendo contra a ideia do Game Pass, a Sony vem utilizando o lançamento via assinatura quando é conveniente. A PlayStation Plus de novembro, por exemplo, traz em seu catálogo do PS5 o exclusivo Bugsnax.
Além disso, a companhia adiou o exclusivo online Destruction AllStars para fevereiro e também trará o game de R$ 300 na PS Plus. O jogo estará disponível sem custos para assinantes por dois meses, o que deve ajudar a engrenar a comunidade, assim como ocorreu com o indie Fall Guys.
Todo mundo quer ser Disney+
No final das contas, tanto PlayStation quanto Xbox almejam vender jogos de qualidade e serviços atraentes, da mesma forma que a casa do Mickey Mouse faz com filmes e séries. Além de entregar blocksbusters de cair o queixo e que formam filas nos cinemas, a Disney também possui um serviço de assinatura com um catálogo robusto de produções e com um valor atraente.
A Xbox já está investindo pesado para se tornar a líder nos serviços de games e tem um catálogo promissor de produções para os próximos anos. A Sony ainda dá passos leves fora de sua zona de conforto, mas está evoluindo a PlayStation Plus e possui um combustível importante para qualquer negócio: uma comunidade apaixonada e disposta a gastar dinheiro.
A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e, ao que tudo indica, a briga pela atenção dos consumidores será intensa nos próximos anos. No fim das contas, quem deve sair ganhando são os jogadores.
A Microsoft não foi a única empresa a reduzir o preço dos consoles de nova geração antes do lançamento. Nesta terça-feira (3), a Sony diminuiu os valores do PlayStation 5 e PlayStation 5 Digital Edition no Brasil. Além disso, o valor dos acessórios DualSense e HD Câmera também tiveram reajustes no país.
A empresa diminuiu em R$ 300 o preço de seus dois consoles, enquanto a queda no valor dos acessórios foi de R$ 30. Abaixo, você confere os novos valores sugeridos, que foram divulgados no PlayStation Blog.
PlayStation 5 Digital Edition – de R$4.499 para R$4.199
PlayStation 5 com leitor Blu-ray – de R$4.999 para R$4.699
Controle sem fio DualSense – de R$499 para R$469
Câmera HD – de R$449 para R$419
De acordo com a Sony, a mudança já está valendo e o preço dos consoles já deve começar a cair nos e-commerces brasileiros que fazem a venda antecipada dos produtos. A companhia também aponta que os usuários que realizaram pré-venda receberão informações das lojas para que a diferença de valor seja reembolsada.
Xbox também reduziu
A redução no preço dos consoles ocorre após um decreto do governo federal para diminuir o IPI. A também mudança fez a Microsoft cortar os preços do Xbox Series X e Series S na semana passada.
O console principal da Microsoft agora é comercializado no país por R$ 4.699, enquanto o Series S é vendido por R$ 2.799. Lojas como Amazon já reduziram os preços e conseguiram ressarcir o valor extra para os consumidores, mas alguns e-commerces dificultaram a vida dos consumidores. Em alguns casos, a única forma de receber o dinheiro de volta foi cancelando a compra do produto, segundo relatos na internet.
O PlayStation 5 e PS5 Digital Edition chegam ao Brasil em 19 de novembro. Já os consoles de nova geração da Microsoft vão dar as caras no nosso mercado em 10 de novembro, mas já temos uma unidade do Xbox Series X para testes aqui.
A finaleira de outubro foi tão agitada que nós recebemos um Xbox Series X para testar, mas essa definitivamente não é a principal notícia da semana. Cyberpunk 2077 foi adiado de uma forma tão brusca e inesperada que desequilibrou as energias da indústria.
Além do RPG da CD Projekt Red, outros games também foram adiados recentemente. A única coisa que ainda tem data de lançamento definida são os consoles de nova geração, que estão cada vez mais próximos das prateleiras.
Tanto Sony quanto Microsoft já começaram a distribuir seus produtos para os “jornalistinhas”, inclusive esse que vos escreve. Vamos trocar uma ideia sobre tudo isso nessa edição mais que especial do Jornal dos Jogos!
Novas da semana
Cyberadiado 2077 A CD Projekt Red ressignificou a fase de desenvolvimento gold e adiou Cyberpunk 2077. Antes marcado para chegar em 19 de novembro, o RPG futurista agora tem lançamento marcado para 10 de dezembro. A nova data veio acompanhada de ameaças de morte, crunch e corporativismo, como descrevemos aqui ó.
Falando em adiamentos… A Ubisoft aproveitou a cortina de fumaça deixada pela CD Projekt Red e também fez mudanças em seu calendário de lançamentos. A empresa atrasou o aguardado Far Cry 6, antes previsto para fevereiro de 2021, e Rainbow Six Quarantine, que já havia sido atrasado no ano passado. Os dois jogos foram movidos para o próximo ano fiscal da firma, que começa em março de 2021, devido à pandemia do imortal Corongavírus (vai embora desgraça, eu não aguento mais).
Watch Dogs Legion chegou Enquanto dois jogos foram atrasados, a Ubisoft finalmente lançou Watch Dogs Legion, que permite transformar qualquer NPC em personagem jogável. O game chegou com um Ray Tracing bonitão no PC, apesar de problemas de performance. Além disso, o título ganhou manchetes por causa de um bug horrendo no Xbox One X, que felizmente já foi corrigido.
Novos benchmarks na área
A AMD apresentou recentemente a linha de placas de vídeo RX 6000, que traz a arquitetura RDNA 2 (RDNA 3 não existe, galera, só pra constar). Segundo novos benchmarks que apareceram na internet, a nova leva de GPUs consegue mesmo alcançar os produtos da série RTX 30 da Nvidia, o que deve aquecer o mercado de hardware nos próximos anos.
Novo app do PlayStation Pra galera que joga no PS4 e curte usar os apps do ecossistema para comunicação, temos novidades. A Sony apresentou um redesign do aplicativo principal do PlayStation para acompanhar a chegada do PS5. Além do visual renovado, a empresa uniu diversas funções em apenas um programa, um grande avanço em comparação ao que tínhamos anteriormente.
Spiderverso no PS5!
Outra novidade maneira para os fãs da PlayStation é o novo traje apresentado para Spider-Man: Miles Morales. A Insomniac anunciou uma roupa inspirada no filme Homem-Aranha no Aranhaverso que traz animação similar ao longa-metragem. Confira o vídeo de gameplay dessa baita referência aqui.
Apple TV (e mais) no Xbox No lado verde da força, uma novidade legal para ficar de olho é a lista de serviços de streaming que estará disponível no Xbox Series X e S no lançamento. A Microsoft trará aos consoles todas as plataformas que já estão presentes no Xbox One, incluindo Netflix, Disney+ e Prime Video, serviço da Amazon que só chegará depois ao PS5. Outra parada que está nesse bolo é a Apple TV, que chega aos Xbox em 10 de novembro, mesmo com a Maçã e a Microsoft estando em pé de guerra por causa do xCloud fora do iOS.
Infinidade de problemas O adiamento de Halo Infinite para 2021 foi tão brusco que a caixa do Xbox Series X ainda chega estampada com o capacete de Master Chief. Se isso já não fosse treta o suficiente, o game ainda está passando por problemas até agora: recentemente, o diretor do projeto, Chris Lee, resolveu abandonar o barco, seguindo a tendência de outros desenvolvedores.
Fortnite next-gen Para acompanhar a nova geração em 10 de novembro, Fortnite receberá uma atualização voltada para os novos consoles. O battle royale da Epic Games ganhará suporte para gameplay em 4K e 60 fps no Xbox Series X e PS5. O Series S também contará com essa taxa de quadros, mas em Full HD (1080p). Outro detalhe interessante é o suporte para 60 fps em tela dividida, algo cada vez mais raro nos jogos atuais.
Música do Backstreet Boys? Após cerca de dois meses de seu lançamento, o jogo de história Tell me Why ganhou dublagem em português brasileiro. Disponível no PC, Xbox e Android via Game Pass, o título recebeu localização completa e coerente: a Dontnod contratou atores trans para fazer a voz de Tyler. No Brasil, o trabalho ficou nas mãos de Gabriel Lodi.
Ordem Paranormal: Só Sucesso Seguindo no tema de dublagem, outro game que teve novidades envolvendo localização é Ordem Paranormal: Enigma do Medo. O indie que arrecadou mais de R$ 2 milhões no Catarse será dublado e terá a participação de Guilherme Briggs. O lançamento está previsto para junho de 2022.
Nova geração chega ao Brasil
A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro, quando Xbox Series X e S chegam ao Brasil (e com preço mais baixo). Em seguida, no dia 19, é o PlayStation 5 que dá as caras nas prateleiras de lojas físicas brazukas.
Enquanto o lançamento ainda está a alguns dias de distância, os consoles da nova geração já chegaram ao Brasil: tanto Microsoft quanto Sony começaram a enviar seus monstrinhos para a imprensa e influenciadores.
O Jornal dos Jogos teve a sorte de ser notado e recebeu um Xbox Series X para testes. Como só podemos falar do visual do produto atualmente, abarrotamos o nosso site e Twitter com publicações sobre o design vertical, que traz uma vibe de PC, o tamanho do dispositivo e seu novo controle.
Nós fizemos de tudo para informar o nosso público sobre o design do Series X
Em breve, essa newsletter que vos escreve também poderá falar sobre o desempenho do console de nova geração da Microsoft. Logo, fique ligado no nosso site, no Twitter e também lá no Adrenaline, que receberá conteúdos feitos pelo cara por trás dessa singela publicação.
Falando em Adrenaline, um PlayStation 5 chegará em breve lá na redação e você poderá acompanhar mais detalhes sobre o console com o Diego Kerber. Enquanto isso, confira o unboxing do Meu PlayStation para ter uma ideia do tamanho do produto da Sony.
Como já dissemos por aqui, a nova geração não economiza no espaço, mas isso deve ter um impacto positivo na performance dos consoles. Agora é aguardar por mais testes e opiniões, que estão chegando em breve.
Ps: como essa edição já está pra lá de gigantesca, vamos enforcar os Classificados. Ainda assim, deixamos aqui a dica: dois jogos maneiríssimos estão grátis na Epic Store até quinta, 5 de novembro.
A CD Projekt Red assustou o mundo gamer na semana do Halloween com mais um de seus clássicos comunicados com letras miúdas e fundo amarelo. A empresa adiou Cyberpunk 2077 em 21 dias, movendo o lançamento de 19 de novembro para 10 de dezembro.
O quarto adiamento do RPG futurista seria apenas mais uma pedra na caminhada de desenvolvimento do aguardado game, apresentado originalmente em 2013. Porém, o buraco aqui é mais embaixo. A CD Projekt mudou a data de lançamento de Cyberpunk 2077 após o jogo passar da fase desenvolvimento Gold, que é considerada o marco definitivo de que um jogo não pode mais ser atrasado.
Além disso, a companhia fez uma série de postagens garantindo aos fãs que o jogo não atrasaria. Até mesmo os investidores da empresa polonesa estavam confiantes no “agora vai, mas não foi.
Em seu comunicado, a CD Projekt Red disse que a fase gold significa que o jogo está pronto para ser embalado em mídia física, mas que o trabalho ainda não acabou. Como a tecnologia atualmente permite que atualizações sejam enviadas digitalmente, a empresa trará melhorias para Cyberpunk 2077 por meio de um patch de lançamento.
“Quebra de confiança”
Assim como os outros atrasos, o adiamento da vez certamente fará bem para Cyberpunk 2077, afinal, jogos de mundo aberto costumam ter vários bugs aleatórios. Segundo a companhia, o principal motivo para a mudança de data são as versões de PS4 e Xbox One, que possuem uma base instalada gigantesca atualmente e merecem atenção.
O principal problema aqui é a “quebra de confiança” com a comunidade. Como a empresa adiou o game do nada e após garantir que tudo estava fluindo, alguns jogadores mais “apaixonados” não lidaram bem com a notícia. O movimento chegou a gerar ameaças de morte para desenvolvedores, mostrando o pior lado de uma galera da nada amigável “comunidade gamer”.
Desenvolvedor de Cyberpunk fala sobre ameaças de morte recebidas pela equipe por trás do game.
Esse furor ao redor do adiamento acontece por causa da reputação da CD Projekt Red, que é conhecida por ser “boazinha” entre as grandes desenvolvedoras de games. Um exemplo disso é The Witcher 3: Wild Hunt, que receberá uma atualização gratuita com novos recursos para PS5 e Xbox Series X/S, algo que ainda não virou padrão. O que muita gente esquece, porém, é que isso não é feito apenas por boa vontade e a empresa pretende ganhar dinheiro com esse update.
Mesmo assim, algumas pistas e acontecimentos deixam cada vez mais claro que nem tudo são flores no estúdio e, apesar das boas intenções, a CD Projekt continua sendo uma empresa que precisa lucrar e agradar investidores.
Enquanto “adiamento” é a palavra que assusta a galera cheia de expectativas por Cyberpunk 2077, o termo que gera arrepios dentro da CD Projekt Red é “crunch”. A empresa prometeu que seus funcionários teriam liberdade de trabalho durante a reta final de desenvolvimento do aguardado game, mas inúmeros relatos apontam o contrário.
Apesar das promessas da empresa, o jornalista Jason Schreier publicou, no mês passado, uma reportagem indicando que o ritmo de trabalho estava atingindo níveis exploratórios em Cyberpunk 2077. Recentemente, o assunto voltou às manchetes após Adam Kicinski, CEO da CD Projekt Red, dizer para investidores que o crunch realizado em Cyberpunk 2077 “não é tão ruim” assim.
Para brindar essa situação, aparentemente a empresa avisou os funcionários sobre o adiamento no mesmo momento em que anunciou publicamente a nova data de lançamento de Cyberpunk 2077. A coleção de polêmicas não teve efeito positivo para a CD Projekt no mercado e o valor das ações da companhia despencaram recentemente. Ainda assim, ainda é possível encontrar fãs mais ávidos que desdenham do assunto.
Cyberpunk até demais
Enquanto todo esse caso é bem complexo, fica claro que o adiamento de Cyberpunk 2077 mostra como o jogo está envolvido em uma atmosfera… cyberpunk. Uma das principais características do gênero é a influência das megacorporações e, ironicamente, a CD Projekt Red já está chegando nesse nível.
A empresa está longe de ser um conglomerado odiado e poderoso como Facebook. Porém, não é todo estúdio de games que consegue manter uma comunidade tão apaixonada a ponto de esquecer acusações de crunch e ameaçar desenvolvedores de morte após um adiamento. Afinal, nada é mais efetivo para o lançamento de um game que assassinar quem está na produção, não é mesmo ¯\_(ツ)_/¯
Cyberpunk 2077 chega em 10 de dezembro no PC, Stadia e consoles da atual e nova geração. Se você quer esquecer as tretas que rondam o game, pega aqui essa notícia feliz sobre o jogo e confira os requisitos mínimos e recomendados para computador.
O lançamento do PlayStation 5 e Xbox Series X/S está no horizonte e os consoles chegarão acompanhados de lançamentos como Cyberpunk 2077 e Assassin’s Creed Valhalla. O mês de novembro promete ser um dos mais movimentados no mundo dos games, mas um esquenta para tudo que está por vir já rolou agora em outubro.
PlayStation e Xbox fizeram movimentos para levantar a bola de seus consoles e chamar a atenção dos consumidores nas últimas semanas. Até mesmo a Ubisoft deu uma mexida em seus negócios para comportar a next-gen. No lado verde da força, também rolou uma treta imensa e que definitivamente não pegou bem para a marca da Microsoft no Brasil.
Em relação aos games, o destaque fica para o financiamento coletivo: os projetos Fobia e Ordem Paranormal brilharam no Catarse, mostrando um futuro promissor para os jogos de terror feitos no Brasil.
Enquanto novembro não chega, confira aqui no Jornal dos Jogos como anda a “pré-temporada” para a nova geração de consoles.
As armas da PlayStation
Quem acompanha o Jornal dos Jogos com certeza já viu nossos artigos falando sobre o PlayStation 5 e PS5 Digital Edition. Enquanto nós abordamos aspectos técnicos e mercadológicos dos consoles, a Sony revelou recentemente mais detalhes sobre a experiência que os usuários terão com o console.
Interface revelada Em uma publicação no Youtube, a empresa japonesa apresentou o rosto do PS5, que traz grandes evoluções em relação ao que temos no PS4. O console trará um sistema mais inteligente, que até dará dicas para o jogador, e a PS Store integrada, garantindo mais velocidade no uso.
Fan inteligente Além da interface, a Sony também promete que a ventoínha de resfriamento do PS5 será “smart”. A empresa lançará atualizações para otimizar o uso do fan com base nos jogos rodados. Ou seja, a exepectativa é que o resfriamento melhore a longo prazo.
Além dos games A fabricante do PS5 revelou quais serão os serviços de streaming que estarão no console de nova geração. Logo no lançamento, será possível baixar e rodar Netflix, Apple Disney Plus, Spotify, Twitch e Youtube. Mais plataformas chegam futuramente, incluindo Prime Video (assistam Borat 2!).
DualSense da galera O controle do PS5 e a caixa do console de nova geração começaram a aparecer em publicações na internet recentemente. Enquanto o visual da embalagem já é bem conhecido, o DualSense foi visto em ação contínua num vídeo… com o Microsoft xCloud. Pensa num casamento inesperado.
Imagem que explode a cabeça de fanboys
O preço de ser um samurai Na metade de outubro, a Sony também aumentou o preço de Ghost of Tsushima na PS Store, de R$ 279 para R$ 299. Enquanto o motivo do aumento possivelmente é o dólar, que também deixará a versão física de Cyberpunk 2077 mais cara, o timing é o que mais chama a atenção: o reajuste aconteceu bem no lançamento de Legends, o modo multiplayer gratuito do game. Que coincidência inoportuna.
De cara nova Falando em preços, vale a pena ressaltar que a PlayStation Store foi atualizada com um novo visual. A loja agora traz um design em braco e que é mais limpo, combinando com os padrões do PlayStation 5. Como usuário da versão web da plataforma, atesto: ficou beeeem melhor.
Polêmica Em uma atualização recente de firmware, a Sony também lançou um recurso capaz de gravar conversas em chats no PlayStation 4. A função estará disponível no PS5 e os jogadores poderão enviar os arquivos de voz para a empresa “aprimorar a moderação”. A companhia disse que será bem transparente sobre as gravações, mas uma galera está preocupada com a possível invasão de privacidade causada pela função. Tenso, my friends.
O lado verde da força
A Microsoft também apresentou grandes novidades para o Xbox em outubro, incluindo a interface de usuário que estará presente no Xbox Series X e Xbox Series S. Além disso, também temos a data de lançamento dos consoles no nosso país, aka 10 de novembro, e mais uma treta das brabas que foi protagonizada pela Xbox Brasil.
Novo rosto do Xbox A Microsoft não só apresentou a nova interface de usuário do Xbox, mas também já liberou a nova UI. O novo padrão de design será adotado em todos os produtos da marca e já pode ser visto no Xbox One e apps para Android e iOS. Ao que parece, “integração” é o rolê da empresa para a nova geração, mas alguns recursos, como certas animações, só estarão disponíveis na nova geração. Um tour completo pode ser assistido aqui (em 4K e com legendas)
Servidor caseiro A interface atualizada também veio acompanhada do recurso Remote Play para Android e iOS. Com a novidade, você pode transmitir os jogos instalados no Xbox One (e futuramente do Series S e X) para o celular. A função também está disponível no PC e até permite realizar o sonho de “rodar” Red Dead 1 no computador.
Jogando no celular Além do streaming para smartphones e tablets, a Xbox também expandiu o suporte para jogos com controles direto na tela. Agora, mais dez jogos podem ser aproveitados sem a necessidade de um controle, incluindo Tell Me Why. O investimento reforça a atenção da empresa com o Game Pass, que já está no Android e deve chegar para mais plataformas em breve.
Direto na TV O Game Pass/xCloud supostamente chegará ao iOS em 2021, mas tem mais coisa vindo por aí. A Microsoft pode ir além do mobile e até mesmo brigar com o Chromecast futuramente. Phil Spencer levantou a ideia de lançar um “TV Stick” baratinho para rodar jogos via nuvem na TV. É por essas e outras que o executivo diz que possui plataformas suficientes e “não precisa do PS5” para vender jogos da Bethesda.
Xbox Series Kitchen
A Microsoft também estendeu a linha Xbox para os eletrodomésticos. A companhia levou o meme da aparência do Xbox Series X ao pé da letra e lançou uma geladeira com o design do console. A empresa produziu apenas três unidades do refrigerado dispositivo e uma delas está com Snoop Dogg, que é um fã de verdade e até critica a marca quando necessário. Gostamos da brincadeira, mas faltou uma tela na geladeir para dar suporte ao xCloud.
Data de lançamento! Nesta semana, a Xbox Brasil também divulgou quando você verá o Xbox Series X e S nas prateleiras das lojas no Brasil. A divisão brazuka conseguirá acompanhar o lançamento global e os consoles chegarão por aqui em 10 de novembro, dia que também marca a integração do EA Play com o Game Pass. Não tem Xbox All Access, mas aqui é Brasil e quase toda loja parcela o que você quiser em dezenas de vezes sem juros.
Que papelão Em 16 de outubro, a Microsoft demitiu Isadora Basile, que esteve a frente do canal Xbox Brasil por apenas um mês. Por meio do Twitter, a influenciadora disse que os motivos para o desligamento foram os contantes ataques e ameaças online [vindos de fanboys fervorosos e com claras tendências machistas].
A empresa deu respostas diferentes sobre o assunto e deixou a polêmica ainda mais nebulosa. De qualquer forma, está claro que a Xbox Brasil poderia ter dado mais apoio para a funcionária durante os ataques sofridos em serviço e também formulado uma melhor estratégia de comunicação. Afinal, a marca já tem um histórico com fãs chatos e anda repercutindo com frequência no exterior por causa desses deslizes. Para se aprofundar no assunto, recomendo dar uma lida nesses textos de Wargner Wakka e Arthur Pieri.
Pra não perder a carteirinha gamer
Tocando o terror O youtuber Cellbit anunciou um jogo de terror chamado Ordem Paranormal: Enigma do Medo e quebrou a plataforma Catarse — literalmente, o site caiu. O projeto é inspirado em uma série de RPGs de sucesso do produtor de conteúdo e precisou de apenas uma semana para arrecadar R$ 2 milhões. Detalhe: cerca de 90% dos apoiadores nunca tinham ajudado outro projeto na plataforma de financiamento coletivo, que agora está no radar de mais gente.
E o Fobia?
O sucesso da campanha de Ordem Paranormal também ajudou outro projeto que curtimos aqui no Jornal dos Jogos: o jogo de terror Fobia. O indie ficou em financiamento até ontem (25) e arrecadou mais de R$ 81 mil. Se você está ansioso para ver o que a galera da Pulsatrix está aprontando, uma demonstração já está disponível de graça no PC.
Brasil em Cyberpunk 2077 Além de brilhar no financiamento coletivo, o Brasil também estará presente em Cyberpunk 2077. O pessoal do Jovem Nerd revelou que o palhaço Ozob estará presente no jogo como um mercenário. O personagem até terá dublagem de seu criador, Azaghal, na versão brasileira do game, que chega em 19 de novembro.
Adeus, Uplay
A Ubisoft anunciou que fundirá dois de seus aplicativos, a Uplay e o Club, para formar um novo megazord chamado Ubisoft Connect. O programa será a central dos jogos da empresa no PC, contará com recompensas para usuários e também suporte para progresso compartilhado. Assim, seus saves e conteúdos nos Assassin’s Creeds da vida serão totalmente independentes das plataformas. Noice!
Nada de RTX 30 Para a galera do PC que está com a grana pronta para uma placa da série RTX 30, temos péssimas notícias. Meus parças do Adrenaline conversaram com fornecedores e a situação não está fácil: a tendência é que as GPUs só comecem a aparecer de maneira abrangente no mercado a partir do fim do ano. A parte boa? Dá pra ir guardando mais dinheiro, evitar preços inflados de lançamento e esperar o movimento da AMD, que apresentará a Big Navi no dia 28 de outubro.
O lugar das promoções e jogos gratuitos
Jogos de teror na Epic Games: se você está na vibe do Halloween, a loja do PC está dando Costume Quest 2 e Layers of Fear 2 até 29 de outubro. Na quinta, a empresa começa a distribuir gratuitamente Blair Witch e um jogo dos Caça-Fantasmas. Tem vários descontos rolando também, vale a pena dar uma passada por lá.
Warzone de terror: Call of Duty Modern Warfare completou um ano e recebeu um grande evento inspirado no Dia das Bruxas. O modo gratuito Warzone está com temática de Halloween até dia 2 de novembro, com direito a zumbis e vilões do cinema. Diversão garantida em galera, se o PC de alguém não der problema.
Reforços no Game Pass: a Microsoft continua reforçando o lineup do Game Pass: o catálogo recebeu nesta semana o jogo Rainbow Six Siege, um dos maiores sucessos da Ubisoft atualmente. A empresa também trouxe Dishonored 2 de volta para a plataforma, algo que era esperado por motivos de compra bilionária da Bethesda.
Promoção na PS Store: para quem curte jogos digitais e tem um PS4, vale a pena dar uma passada na PlayStation Store. Além de estar de cara nova, a loja iniciou uma promoção de Halloween com descontos de até 60%. Lembrando que o PS5 terá uma retrocompatibilidade bem abrangente com o console atual, logo, também dá pra “fazer um rancho” pensando na nova geração.
Na vibe de Kafka: para quem busca um jogo diferentão, a dica de hoje é Methamorphosis. Disponível na Steam, o game possui uma demonstração gratuita e custa menos de R$ 50. A história? Você está em um dia meio Franz Kafka e acorda no corpo de uma barata. Com visão em primeira pessoa (ou inseto?), o título te convida a ver a vida pelos olhos do invertebrado e descobrir um mundo desconhecido pelos humanos.
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Ao que parece, a Sony manteve um embargo e os produtores de conteúdo que receberam o console ainda não podem divulgar muitas informações sobre o PlayStation 5. Ainda assim, já temos novas imagens do produto e também do DualSense, o novo controle da Sony.
O jornalista Geoff Keighley, criador do The Game Awards, publicou diversas imagens da embalagem do PlayStation 5 e seus acessórios. O produtor de conteúdo até arriscou um unboxing, mas acabou não mostrou o console e toda sua família de periféricos em ação.
O editor do TechRadar, Nick Pino, também foi contemplado com o console de nova geração. O jornalista exibiu imagens mais detalhadas da caixa do PS5, incluindo o visual da traseira e o conteúdo da caixa. O youyuber Marques Browlee também recebeu uma unidade do dispositivo e publicou uma imagem em seu Twitter.
Unboxing do DualSense, mas sem PS5
O youtuber Austin Evans também recebeu os produtos da Sony e publicou hoje (23), em seu canal do YouTube, um unboxing do controle DualSense. O vídeo de 11 minutos mostra o dispositivo sendo retirado da caixa e, além disso, sendo utilizado para jogar.
O produtor de conteúdo não mostra o controle em ação com o PlayStation 5, mas exibe o dispositivo em ação de maneira inusitada: com o serviço de streaming xCloud, da Microsoft, que possui jogos do Xbox Game Pass.
Como motrado na imagem abaixo, Austin Evans utiliza o controle do PS5 para jogar Forza Horizon 4 diretamente no celular. O controle pode ser conectado facilmente com o celular, já que utiliza Bluetooth, e funciona sem problemas com a plataforma da Xbox.
Controle do PS5 sendo utilizado para jogar Forza Horizon 4
Por fim, o produtor de conteúdo ainda desmonta o DualSense e mostra o dispositivo por dentro. Outro detalhe interessante é que o produto não vem com um cabo USB-C na caixa, mas a embalagem do PS5 indica a presença de um conector para alimentar o acessório.
O PS5 será lançado no Brasil em 19 de novembro e já está em pré-venda por R$ 4.999. O PlayStation 5 Digital Edition também pode ser encontrado no Brasil e sai por R$ 4.499.