Categoria: Xbox

  • O dia em que a Microsoft foi roubada em $10 milhões de dólares

    O dia em que a Microsoft foi roubada em $10 milhões de dólares

    Volodymyr Kvashuk, ex-engenheiro de software da Microsoft, 26 anos, originário da Ucrânia, mas que residia em Renton, Washington. Por que isso importa?

    Ele foi acusado de 18 crimes federais e condenado a nove anos de prisão por seus esquemas para fraudar a Microsoft e roubar nada menos que US$ 10 milhões da empresa. Quer saber mais sobre isso? Então continue lendo o texto sobre o cara que conseguiu passar para trás uma das maiores empresas do mundo.

    Quem é Volodymyr Kvashuk?

    Kvashuk chegou pela primeira vez aos EUA vindo da Ucrânia em 2015 para assistir ao casamento de sua tia Alla, que estava se casando com um dentista do sul da Califórnia. 

    Kvashuk nasceu de Rivne Oblast, parte oeste da Ucrânia. Ele estudou ciência da computação e economia em uma universidade importante onde sua mãe e seu pai ensinavam. Seus amigos se lembram dele como um aluno inteligente, mas mediano. (Um boletim informativo mostra que ele recebeu um C em finanças e um D em gerenciamento de risco.)

    Ele adorava beber cerveja enquanto jogava jogos de Campo Minado e World of Warcraft, lutava boxe para se divertir e andava de motocicleta. Sua foto no Facebook o mostrava em sua Yamaha, uma boneca Barbie amarrada no banco de trás, com os braços estendidos para o céu. 

    xbox one controller beside three xbox one cases

    Kvashuk havia começado recentemente um trabalho de tempo integral na Microsoft, na sede da Microsoft em Redmon, Washington, para ser mais específico. E seu trabalho era testar a infraestrutura do e-commerce da empresa. O foco da sua equipe era simular na loja online da Microsoft, procurando falhas no sistema de pagamentos. Isso significava fazer muitas compras falsas na loja. Se Kvashuk adicionasse um PC Dell ao carrinho de compras, ele usaria um cartão de crédito falso fornecido pela Microsoft, completaria a transação e documentaria quaisquer erros. O sistema sabia que a compra era falsa e não entregaria o dispositivo em sua porta. Pelo menos era o que deveria acontecer.

    Como ele roubou a Microsoft?

    Aí que tá, em um dos seus testes, Kvashuk encontrou um bug que mudaria sua vida até então. Uma falha que ele não teve “coragem” de relatá-la aos seus gerentes. Eventualmente, ele descobriu que as compras feitas com os gift cards do Xbox que ele podia gerar eram legítimas, e resultavam em códigos reais para os games que ele estava simulando comprar.

    Kvashuk então aproveitou a oportunidade, mas começou aos poucos. Gerando gifts-cards com valores entre 10 a 100 dólares. Mas foi evoluindo com o tempo. Nessa história toda, em uns dois anos, Kashuk havia roubado da Microsoft mais de 152.000 cartões  do Xbox, equivalente a apenas 10,1 milhões de dólares na época. Com os valores que conseguiu roubar, o ex-engenheiro ucraniano comprou um carro Tesla no valor de 160 mil dólares, cerca de 146 mil euros. E ainda uma casa à beira de um lago que custou 1,7 milhões de dólares, perto de 1,6 milhões de euros. Mas tinha planos ainda de comprar um chalé de esqui, um iate e um hidroavião. Rapaz ousado, né. 

    Não está claro exatamente quando Kvashuk, começou a abusar desse glitch. Mas em algum momento de 2017, na época em que a Microsoft o recrutou para um cargo de engenheiro, ele percebeu que contas experimentais de sua equipe foram programadas apenas para impedir que o site enviasse compras falsas de produtos físicos. PCs, tablets, teclados… a Microsoft não pensou que seus testers pudessem pedir gift cards nos testes. Kvashuk poderia ter relatado a vulnerabilidade a seus chefes, mas ele não fez isso. 

    Kvashuk e seus colegas de trabalho geralmente alternavam entre alguns perfis simulados que registravam sob pseudônimos com a equipe da loja da Microsoft, geralmente com nomes de usuário e credenciais de segurança superficiais porque as contas eram falsas e inúteis fora de Redmond.

    Ele trabalhou em seu apartamento em Seattle no outono daquele ano, mascarando seu tráfego de internet roteando-o por meio de servidores no Japão e na Rússia. Depois de fazer pedidos de teste, dezenas de códigos de gift cards apareceram imediatamente, no valor de US $2.000, depois US $4.200 e, eventualmente, muito mais. Um de seus primeiros resgates, provavelmente para confirmar que os cartões-presente roubados realmente tinham valor e que seu golpe realmente funcionaria, foi de US $164.

    O golpe segue crescendo

    O ano agora é 2018 e Kashuk estava mais ambicioso que nunca. Em janeiro daquele ano ele criou um programa chamado PurchaseFlow.CS, para acelerar as coisas. Com alguns cliques no aplicativo, ele podia selecionar qual gift card queria (em relação a valores) e ainda a saída da moeda (dólares americanos, euros, libras esterlinas) e quantos cartões desejasse comprar. Os promotores da investigação disseram posteriormente que o programa foi “criado para um propósito, e apenas um propósito: automatizar o desfalque e permitir fraudes e roubos em grande escala”.

    Quando Kvashuk começou seu golpe, o banco virtual da Microsoft estava facilitando transações de centenas de milhões de dólares. Ninguém notaria se algo sumisse. 

    Em uma plataforma para trocar gifts cards por criptomoedas, geralmente Bitcoin, nosso engenheiro aqui estava operando sob o nome Grizzled Wolf na Paxful.com. A plataforma é popular entre compradores e vendedores em massa, que se comunicam por mensagens de bate-papo.  A Paxful mantém a criptomoeda em custódia até que uma negociação seja acordada. A Pxaful também era uma mão na roda, porque não exigia identidades governamentais verificáveis, permitindo que os usuários permanecessem anônimos. Kashuk deliciava-se disso, venda após venda. E sempre querendo vender mais, em quantidades ainda maiores. 

    As pessoas que fazem transações com Bitcoin podem manter suas identidades anônimas, mas os números correspondentes a qualquer transação são rastreados em um livro digital público, conhecido como blockchain, criando um registro para as autoridades governamentais. Mas Kashuk era inteligente e tentou evitar isso canalizando alguns de seus ganhos através do ChipMixer.com, que os promotores dos EUA definiram mais tarde como uma ferramenta de lavagem de dinheiro na Internet que atua como um “misturador” para misturar Bitcoin com diferentes criptomoedas do mesmo valor, “para obscurecer e ocultar a fonte original” e “obliterar a trilha do blockchain”. (Um porta-voz do ChipMixer diz que o sistema é destinado à privacidade e que é “usado por muitos indivíduos e alguns podem ser pessoas ruins”.) Naquele março de 2018, ele depositou $1.4 milhões da Coinbase em sua conta corrente pessoal Wells Fargo & Co.. Em seguida, um adicional de US $ 935.000 em abril. Ele disse ao seu contador que os ganhos do Bitcoin eram simplesmente um presente de seu pai.

    Contudo, em algum momento, por algum motivo estranho. Os códigos dos gifts cards vendidos por Kashuk não funcionavam mais quando os compradores tentavam resgatá-los online. Em certos momentos, isso assustou alguns de seus compradores, que depois de receber um monte de códigos inválidos, entraram em contato com a Microsoft reclamando. E isso, claro, enfureceu Grizzled Wolf: “Droga, cara, você não deveria enviar essa solicitação para a Microsoft. Mande-os para mim”, escreveu Kvashuk de volta, xingando. “Se eles começarem a me rastrear, eu vou simplesmente desistir.”

    O começo da queda

    Em fevereiro de 2018 a equipe de investigação de fraudes da Microsoft notou um aumento inexplicável nas compras online usando gift cards. Aumento que significava quase o dobro dos resgates normais. A teoria inicial era de que um “mau ator externo” estava agindo, mas um relatório interno logo confirmou que o hack vinha de dentro da própria empresa. 

    Em março, os investigadores rastrearam atividades irregulares em duas contas de teste internas atribuídas a funcionários da equipe de lojas da Microsoft. As contas, eles descobriram, já haviam reivindicado quase US$ 8 milhões em códigos que estavam sendo vendidos na Paxful e em outros sites. Em abril, as investigações se voltaram para os funcionários e um programa de testes chamado Fiddler, usado para enviar relatórios de bugs, era a chave para descobrir quem era o responsável por aquilo. 

    Qualquer pessoa com acesso ao Fiddler poderia ter hackeado as contas, sugerindo que algum outro funcionário ou contratado poderia ser o responsável. Foi aí que a equipe de investigações recorreu a  Andrew Cookson, que havia lidado com investigações forenses sobre má conduta de funcionários na Microsoft por quase 15 anos. Cookson rapidamente se concentrou em um novo suspeito: Volodymyr Kvashuk. 

    Depois de vasculhar os dados CSV, a Microsoft descobriu que uma das contas de teste oficiais de Kvashuk havia comprado alguns gift cards do Xbox de forma ilegítima em 2017. Kashuk também foi conectado a outro lote de códigos roubados, que foram usados na loja da Microsoft para comprar três placas de vídeo de última geração, produzidas pela Nvidia. O comprador as havia enviado para “Grigor Shikor” no apartamento 309 da Norman Arms em Seattle. Porém, ninguém com esse nome morava no Norman Arms, e os apartamentos acabavam no 308. 

    Às 14h03 de 18 de maio, Kvashuk se viu sentado em frente a Cookson enquanto clicava em seu gravador de áudio em uma sala de conferências no campus da Microsoft em Redmond. Quando perguntado se ele usou as contas de teste para gerar códigos, Kvashuk admitiu vagamente ter resgatado cerca de 600 deles, mas apenas para comprar filmes para assistir com a namorada em casa. Ele e Diana (sua namorada) mantinham uma lista de códigos fixados ao lado do console Xbox e os riscavam enquanto baixavam filmes, disse ele. Quanto às placas de vídeo da Nvidia, ele reconheceu que usava placas para mineração de criptomoedas, mas enfatizou que não se lembrava de encomendá-las nem poderia explicar por que elas foram enviadas para um “Grigor Shikor” em seu endereço residencial anterior. “Estou perdido aqui”, disse Kvashuk a Cookson.

    Fim da linha

    Quatro semanas depois, a Microsoft demitiu Kvashuk. Para um engenheiro aparentemente sofisticado, ele cometeu muitos erros de novato. Embora tenha ocultado seu uso da internet por meio de servidores internacionais, por exemplo, ele distraidamente usou o mesmo computador baseado em Linux, com a mesma versão desatualizada do navegador Firefox, para cometer o roubo, metadados que permitiram à Microsoft conectá-lo ao crime. Os investigadores até descobriram que a licença do Microsoft Office que ele comprou no início do golpe estava registrada em uma conta administrativa do SearchDom, sua startup.

    Ele e Diana continuaram vivendo luxuosamente em sua nova casa. Eles fizeram passeios de barco ao redor da Ilha Mercer e foram de férias para o Havaí. Uma foto do Instagram de dezembro de 2018 mostra Kvashuk segurando um coquetel no Cliff Dive Bar, perto de Maui, pouco depois de conseguir outro emprego na divisão digital do Sinclair Broadcast Group Inc., com sede perto do Seattle Space Needle. 

    Nem mesmo as empresas gigantes estão seguras contra golpes.

    Um colega de trabalho da Sinclair na época se lembra de Kvashuk como “afetuoso” e “colaborativo”, com um “comportamento muito frio”, que parecia qualquer outro cara da tecnologia. Ele nunca deixou transparecer que era rico; colegas apenas presumiram depois que ele apareceu para trabalhar em seu Tesla vermelho. 

    Em 16 de julho de 2019, um amigo deu um Slack para ele tomar um café, mas sua conta foi desativada. E as mensagens não foram respondidas. Nunca mais ouviram falar dele.

    Naquele dia, agentes federais, que haviam conduzido sua própria investigação depois que a Microsoft encaminhou o caso para eles, invadiram seu apartamento à beira do lago. Kvashuk estava sentado no sofá, com as pernas cruzadas, enquanto os agentes vasculhavam o local, descobrindo um tesouro de evidências incriminatórias, como chaves de carteiras de criptomoedas, notebooks com informações de contas bancárias, drives USB repletos de gift cards roubados e muito dinheiro, incluindo mais de $ 4.000 na bolsa de Diana. 

    Os agentes federais também encontraram uma lista de Kashuk com futuros investimentos, escritos em ucraniano. A lista revelou que ele planejava comprar, entre outras extravagâncias, uma casa de US$ 4 milhões em Maui.

    O título da lista: “Como vou administrar meus próximos 10 milhões”.

    Em fevereiro de 2020, promotores federais do Distrito Oeste de Washington levaram Kvashuk a julgamento por lavagem de dinheiro, roubo de identidade e fraude eletrônica e postal, além de apresentar declarações fiscais falsas. Encontrar pen drives cheios de códigos  na casa de Kvashuk foi “o equivalente em um caso de assalto a banco a encontrar sacos de dinheiro roubados no quarto do réu”, disse Dion, o promotor principal. 

    A Microsoft colocou na lista negra muitos dos gift cards roubados antes de serem resgatados, tornando-os inúteis para os revendedores, e o IRS (o serviço de receita do Governo Federal dos Estados Unidos) conseguiu rastrear fundos de criptomoedas usados para lavar dinheiro. 

    KVASHUK testemunhou no julgamento que não pretendia fraudar a Microsoft. Ele alegou estar trabalhando em um projeto especial para beneficiar a empresa. O júri deliberou cerca de cinco horas após um julgamento de cinco dias antes de retornar os veredictos de culpado. Sua lógica era, por que não distribuir dezenas de milhares de gift cards gratuitos do Xbox para testar se isso de alguma forma aumenta o engajamento e as vendas no futuro?

    Bom, o juiz e o júri acharam sua defesa ridícula e o declararam culpado de todas as acusações . Além de 9 anos de prisão ( em que provavelmente será deportado depois de cumprir a pena), KVASHUK foi condenado a pagar $ 8.344.586 em restituição. No fim das contas, o crime acabou não compensando.

  • Conheça todos os jogos de Dark Souls e sua ordem

    Conheça todos os jogos de Dark Souls e sua ordem

    Em 2011 a FromSoftware lançava Dark Souls, o início de uma trilogia que marcou uma geração, seja pela sua dificuldade fora do normal ou pela quebra de padrões vistos em AAA passados.

    11 anos depois, a mesma FromSoftware está prestes a lançar Elden Ring que, de acordo com George R.R. Martin, escritor da história do jogo, é uma sequência da franquia Souls. Mas a série Souls não começa com Dark Souls, como muitos pensam, mas sim com Demon’s Souls, lançado em 2009.

    Então caso esteja empolgado para Elden Ring, mas ainda não experimentou os games do universo Souls, aqui está uma breve lista com os jogos em sequência, para te guiar nessa escuridão.

    Demon’s Souls (2009)

    Demon’s Souls é um exclusivo de PlayStation 3 muitas vezes esquecido. Foi o precursor de Dark Souls e lançou as bases para todos os jogos “Souls-like” que viriam. O game é ambientado no reino sombrio de Boletaria, onde um demônio devorador de almas conhecido como Old One está consumindo o reino após despertar.

    Demon’s Souls foi o precursor de várias obras que saíram a seguir, e tinha como elementos chave o foco pesado no gerenciamento de stamina durante o combate, o reaparecimento de inimigos e a  possibilidade de perder as valiosas almas após a morte.

    Você ganha almas derrotando inimigos, e elas servem como moeda do jogo. Quando você morre, o jogo leva você ao início do nível e redefine todos os inimigos que não são chefes. Você pode recuperar suas almas tocando em seus restos mortais, mas você os perderá para sempre se morrer novamente.

    Com 22 chefes principais e 4 opcionais (alguns interessantes, outros nem tanto), Demon’s Souls vai te garantir muitas horas de diversão (e mortes).

    Dark Souls (2011)

    Dark Souls é o sucessor espiritual de Demon’s Souls e, portanto, vive em seu próprio universo. Situado no Reino de Lordran, os jogadores assumem o papel de um personagem morto-vivo em uma peregrinação para descobrir seu destino.

    Como citado anteriormente, a dificuldade elevada de Dark Souls, comparada aos AAA da época, fez ele se destacar entre todos. Dark Souls é o tipo de jogo que faz você trabalhar duro para vencer, o que torna o momento da vitória muito mais saboroso e significante.

    Além da dificuldade anormal, sua história é entregue através de pequenos pedaços de diálogos enigmáticos e descrições de itens que são fáceis de ignorar. No entanto, se o jogador se esforçar, todas as peças se encaixam para contar a história da terra escura de Lordran.

    O jogo se apoia fortemente no combate. Inclui ataques corpo a corpo, esquivas, manobras defensivas e magia. Além disso, possui um sistema de almas semelhante ao Demon’s Souls.

    Outro elemento central são as fogueiras. Elas funcionam como um posto de controle. Ao descansar numa delas (que estão espalhados em todo o mundo), você pode recuperar o HP e reparar  ou atualizar seus equipamentos.

    No entanto, descansar na fogueira causa um reaparecimento de todos os inimigos que não são chefões.

    Mais tarde, em 2018, acabou ganhando uma versão remasterizada. Dark Souls está disponível para PS3, PS4, PS5, Xbox 360, Xbox One, Xbox Series S|X, PC e Nintendo Switch.

    Dark Souls II (2014)

    Dark Souls II é amplamente considerado como o elo mais fraco da franquia, com muito pouco a oferecer quando comparado aos jogos que vieram antes e aos jogos que vieram depois. Provavelmente porque a equipe de desenvolvimento do primeiro jogo, estava concentrada em outro projeto.

    Inclusive, não segue a história que vimos em Dark Souls I, mas compartilha o mesmo universo. Desta vez, no reino de Drangleic. Sendo um morto-vivo, seu objetivo é acabar com a maldição.

    A jogabilidade é semelhante ao primeiro game. A mecânica da fogueira, o sistema almas e os inimigos desafiadores também estão presentes. Atualizações de fato, apenas a melhora da IA, melhora de desempenho e nos gráficos.

    Em essência, Dark Souls II é a sequência clássica “mais por mais”, com alguns momentos memoráveis. O jogo está disponível para PS3, PS4, PS5, Xbox 360, Xbox One, Xbox Series S|X, e PC.

    Dark Souls III (2016)

    Dark Souls III é a terceira e última parte da trilogia de ação e a quarta entrada da série Souls. Tendo uma história independente. Ambientando no reino Lothric, a Era do Fogo está morrendo, e você precisa evitar que isso aconteça. Caso contrário, uma maldição que ressuscita os mortos cobrirá o mundo.

    Este Dark Souls usa bem das características sucesso no primeiro jogo da franquia, mas abusa de algumas mecânicas de outro jogo da FromSoftware, o Bloodboorne (projeto no qual a equipe do Dark Souls I estava ocupada no momento do desenvolvimento do Dark Souls II).

    As influências de Bloodborne são observadas no combate, que se tornou mais fluido e acelerado. As lutas contra chefes também foram impactadas, que se tornaram mais rápidas, contrastando com os chefões mais lentos dos jogos antigos. O desgosto de alguns fãs por este Dark Souls é, inclusive, por causa de toda a inspiração de Bloodborne.

    Dark Souls III está disponível atualmente para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S|X, e PC.

    Demon’s Souls (2020)

    Enfim, chegamos ao remake de Demon’s Souls, exclusivo. Refeito totalmente pela Bluepoint Games (mesmo estúdio por trás do remake de Shadow of the Colossus para o PlayStation 4). Mesmo não tendo a interferência da FromSoftware, o título recria fielmente o jogo original com gráficos e desempenho modernos.

    Além do ótimo trabalaho recriando o mundo de Boletaria, a experiência geral é mais fluida, mais equilibrada e, de várias maneiras, o novo Demon’s Souls parece um jogo diferente, para melhor ou para pior.

    O jogo parece muito mais realista enquanto se esforça para manter a atmosfera sombria do original,  apresentando novas animações, diálogos de NPC’s regravados e uma trilha sonora orquestral adequada.

    No entanto, embora as mudanças visuais façam Demon’s Souls  2020 parecer um jogo muito mais moderno, alguns acham que isso tira o charme do original.

    Na parte da jogabilidade, eles adicionaram novos itens, reequilibraram alguns dos antigos e resolveram muitos dos bugs. Mais notavelmente, as ervas curativas agora têm peso, o que significa que não é mais possível cultivá-las e potencialmente carregar centenas de itens de cura em seu inventário de uma só vez.

  • Dragon’s Dogma 2 é um RPG simplesmente colossal – Review

    Dragon’s Dogma 2 é um RPG simplesmente colossal – Review

    A franquia Dragon’s Dogma nasceu lá na época do Xbox 360, mas acabou ficando dormente por anos. Agora, como um dragão raivoso, Dragon’s Dogma 2 chegou ao PC e consoles trazendo uma experiência colossal.

    Produzido pela Capcom na RE Engine, o jogo traz gráficos elaborados, mecânicas vastas de RPG e um sistema de personalização repleto de possibilidades. No entanto, o game tem tanta coisa que pode até ser um pouco demais para certos jogadores.

    Nós passamos as últimas semanas jogando Dragon’s Dogma 2 no Xbox Series X, cortesia de uma cópia fornecida pela Capcom. A seguir, confira nossa opinião sobre o game na review completa!

    Personalização de ponta

    Um dos maiores diferenciais de Dragon’s Dogma 2 começa antes mesmo do gameplay. O jogo tem um sistema robusto e caprichado de personalização de personagens incrivelmente detalhada. Como é possível ver em vários memes na internet, o sistema é tão completo que é possível recriar personalidades reais minuciosamente dentro do RPG.

    A ferramenta é tão completa que a Capcom até mesmo liberou o criador de personagens de graça no PC e consoles PS5, Xbox Series S e X antes mesmo do lançamento. Assim, os jogadores podem aproveitar para montar seu avatar antes mesmo de comprar o game.

    É importante ressaltar, no entanto, que o sistema é tão aprofundado que pode gerar alguns momentos peculiares. A minha personagem do game, por exemplo, corre de forma desajeitada devido aos ajustes nos ângulos dos joelhos que eu fiz, algo que eu não imaginava que faria tanta diferença.

    Amigos “virtuais” durante a jornada

    Quando o assunto é jogabilidade, o principal destaque desse RPG são os peões. Eles basicamente são seguidores que você possui durante o gameplay: enquanto um deles é criado pelo jogador, os outros podem ser “alugados” em um sistema compartilhado.

    A presença dos peões é o que mais torna Dragon’s Dogma 2 um RPG único perante ao competitivo mercado do gênero. Os personagens deixam o gameplay mais interessante e dão a sensação de que você está em uma sessão multiplayer, mesmo com todo o jogo sendo focado na campanha solo.

    Montar um time com especialistas diferentes e enviar ordens estratégicas durante o combate é uma experiência gratificante. Como arqueira, pude aproveitar essa mecânica, delegando tarefas enquanto me concentrava em melhorar minhas habilidades de tiro com arco. Os peões também são muito úteis durante a navegação no mapa e na hora de direcionar o jogador pela história, o que é uma mão na roda para usuários menos experientes.

    Os peões são seus melhores amigos durante toda a jornada de Dragon’s Dogma 2.

    No entanto, assim como na questão da personalização, o sistema pode render confusão para jogadores mais casuais. Enquanto o peão principal evolui com o jogador, os outros devem ser constantemente substituídos, já que são apenas “emprestados” e não sobem de nível.

    No entanto, uma das áreas que apresentou desafios foi entender como aprimorar habilidades. Ao contrário de sistemas mais simples, Dragon’s Dogma 2 exige que os jogadores adquiram habilidades usando uma contagem de pontos separada, o que pode ser confuso no início. A necessidade de visitar um local específico na cidade para fazer essas compras pode parecer um obstáculo desnecessário.

    Viajando em um mundo mágico

    Dragon’s Dogma 2 também é um RPG com letras maiúsculas. O jogo traz uma história cheia de fantasia e bastante imersiva em um mundo mágico, que pode ser explorado de maneira bastante divertida.

    O jogo se destaca pela reatividade e aproveitamento do ambiente durante toda a experiência de exploração. Se você destruir uma ponta sem querer, por exemplo, precisará descobrir novas formas de atravessar uma área e seguir o seu caminho — felizmente, seus peões podem te dar uma força com isso.

    A personalidade e o “jeito” dos peões, inclusive, também afeta a forma de explorar o ambiente e engajar nos combates. Se um personagem tem mais iniciativa, ele vai te ajudar na hora de encontrar os caminhos, o que pode facilitar a vida de quem é iniciante em RPGs ou está com pressa para cumprir objetivos.

    O RPG traz um mundo vasto para ser explorado.

    Essa “iniciativa” também acaba sendo útil por causa dos problemas de navegação que o jogador pode enfrentar. Existem algumas discrepâncias entre a bússola e o mapa que podem gerar confusão — com o tamanho colossal do game, jogadores desatentos podem acabar se perdendo.

    Falando em se perder, o jogo também peca em alguns menus. Dragon’s Dogma 2 tem artes lindíssimas em suas interfaces, mas algumas partes dos menus possuem tantas informações que podem acabar dando trabalho para acessar algumas informações essenciais para melhorar personagens.

    Mecânicas aprofundadas e divertidas

    Quanto o assunto é narrativa, Dragon’s Dogma 2 é um dos jogos mais competentes da atualidade ao transportar o jogador para um mundo de fantasia, com monstros e dragões. O jogador acaba assumindo o papel de Nascen, um escolhido que possui uma grande ligação com um dragão.

    Enquanto esse “pano de fundo” é bastante fantasioso, é interessante ressaltar como o jogo possui alguns pontos mais “realistas” em sua construção de gameplay. Uma das principais mecânicas, por exemplo, é o ato de dormir: você precisa descansar para o personagem voltar aos status normais, algo que nem sempre acontece em grandes RPGs de fantasia.

    Dormir e cozinhar são experiências que fazem parte de Dragon’s Dogma 2.

    Com isso, gerenciar recursos, como o dinheiro gasto em hospedagem e itens, torna-se crucial para a sobrevivência, adicionando uma camada de desafio extra para a gestão de equipe. Em alguns casos, você até precisa pesar o risco de algumas incursões, já que pode estar longe de uma hospedagem e acabar morrendo ao enfrentar inimigos com pouca vida e recursos.

    Assim como outros grandes RPGs, no entanto, o jogo também sofre com a questão de inventário. Você pode coletar tanta coisa que eventualmente seu espaço na mochila acaba, o que é meio chato. Para quem joga no PC, sempre existe a opção de usar mods para contornar isso, mas a galera dos consoles terá que investir um tempinho no gerenciamento de itens.

    Vale a pena jogar Dragon’s Dogma 2?

    O novo RPG da Capcom leva os jogadores em para mundo vasto e detalhado, onde a exploração é recompensada e os desafios estão sempre presentes. Para quem está em busca de um game que consome vidas de tanta coisa para fazer, Dragon’s Dogma 2 é uma ótima pedida e vale cada centavo.

    A experiência com o jogo pode ser definida em duas palavras: liberdade e profundidade. Trazendo um mundo vasto e sistemas divertidos, como os peões, o game permite que você entre nesse mundo mágico com um personagem altamente personalizável e escolha seu caminho para enfrentar desafios de grande porte.

    Em seu lançamento, o jogo se envolveu em polêmicas por causa de desempenho e microtransações, mas esses problemas acabaram nem afetando a minha jornada no RPG. É importante ressaltar, no entanto, que Dragon’s Dogma 2 claramente não é um game para qualquer um.

    A complexidade de algumas mecânicas do game, além do excesso de informação em algumas partes do jogo, tornam a experiência sobrecarregada para quem busca uma experiência mais simples. Com isso em mente, a dica é ir além da nossa review e também conferir alguns gameplays de Dragon’s Dogma 2, para ver se o game não é muita areia para o seu caminhãozinho.

    Caso você curta RPGs abrangentes e recheados de conteúdo, vale a pena comprar ou deixar Dragon’s Dogma 2 em sua lista de desejos. Afinal, a aventura como Nascen é uma das experiências mais densas e divertidas de 2024 até agora.

    Dragon’s Dogma 2 pode ser jogado no PC, PS5 e Xbox Series S e X.

  • Os melhores jogos de tiro no Xbox Game Pass para jogar em 2024

    Os melhores jogos de tiro no Xbox Game Pass para jogar em 2024

    O gênero de jogos de tiro tem seu valor e é amado por muitos gamers. Para os jogadores que assinam o Xbox Game Pass, o serviço de assinatura da Microsoft oferece uma seleção grande e variada de jogos deste gênero, que vão desde clássicos como o Halo Infinite a games lançados recentemente.

    Com estilos mais cadenciados e outros mais dinâmicos. Pensando nisso, separamos uma lista com o que achamos ser os melhores jogos de tiro disponíveis no Game Pass em 2024, tanto para PC, consoles e também nuvem. Vamos aos jogos!

    Halo Infinite

    Halo Infinite é o mais recente jogo da clássica saga Halo e que foi lançado em 2021 para Xbox e PC. O jogo chegou em dezembro daquele ano com um modo campanha que traz uma nova história para o Master Chief em um mundo aberto muito bonito.

    Além da campanha, Halo Infinite também trouxe um modo multiplayer que permite jogar com outros jogadores do PC e manter o mesmo progresso da sua conta em ambas as plataformas. É um jogo que vale a pena ser jogado até hoje, já que o modo multiplayer recebe constantes atualizações e tem uma campanha relativamente curta, comparado a outros jogos triplo A.

    Evil West

    Evil West é uma das mais recentes adições ao serviço da Microsoft e é sem dúvida alguma uma ótima adição. Não é um jogo primoroso, no entanto. Não tem os melhores gráficos (apesar do básico da Unreal Engine já ser algo incrível), tem uma certa repetição de inimigos ao longo da campanha e mapas lineares relativamente curtos. Porém, o jogo entrega o que eu queria ver: tiro, porrada e bomba.

    Evil West tem uma mecânica de combate muito divertida e não economiza na sanguinolência. Um daqueles jogos de PS2 em que você apenas avança matando tudo que tem pela frente. Sua campanha também é curta e tem um modo cooperativo, que pode proporcionar ainda mais diversão. Além de ser um jogo bem otimizado para o PC.

    Sniper Elite 5

    Sniper Elite 5 é o último game da saga desenvolvida pela Rebellion que te coloca no controle de Karl Fairburne, um atirador de elite protagonista desta série. Dessa vez, Karl vai à França de 1944 para acabar com um projeto nazista que promete mudar o rumo da guerra.

    Seguindo a base de gameplay estabelecida no terceiro e quarto jogo desta série, Sniper Elite 5 aprimora pequenos detalhes da gameplay, traz mapas maiores, IA um pouco mais inteligente e gráficos belíssimos. Além disso, retorna com a divertida câmera de morte com raio X. Para melhorar ainda mais a experiência, o jogo tem um modo cooperativo para sua campanha.

    Gears 5

    Bom, Gears 5 é apenas um dos melhores exclusivos Xbox e não deixa a desejar comparado aos clássicos jogos da franquia. Aprimorando muitos detalhes como gráficos, que são estupendos e uma campanha relativamente curta, mas ótima! O game também possui um modo online e permite que a campanha seja jogada por até 3 jogadores, então dá para reunir alguns amigos e desfrutar do jogo com a galera.

    Back 4 Blood

    Back 4 Blood é o que chamo de sucessor espiritual do clássico Left 4 Dead. O jogo é feito para jogar com amigos e só assim ele se sustenta. Chamar a sua tropa e se divertir enquanto mata hordas e hordas de zumbis. Além disso, o jogo conta com uma boa variedade de armas, zumbis com diferentes características e níveis que exigirão trabalho em equipe.

    Hell Let Loose

    Hell Let Loose é uma das mais recentes adições no serviço e chegou para agregar muito, já que é um jogo incrível tecnicamente falando. Diferente de outros jogos dessa lista, ele é completamente online em servidores gigantes com outros players e tem um diferencial que, ao mesmo tempo que afasta muita gente, pode atrair outros que buscam uma experiência mais fiel do que é a guerra.

    Hell Let Loose tem uma pegada mais cadenciada, o jogo te pune se você quer jogar como se estivesse num COD ou BF. Você precisa jogar em equipe para conquistar os objetivos e ser sorrateiro e estratégico para não morrer sempre e se frustrar. O game tem mapas incríveis recriando batalhas históricas da 2ª Guerra Mundial e modelos de veículos, construções e armas muito fiéis à época. Além dos sons que deixam tudo mais emocionante.

    Saga Battlefield

    Seria injusto citar apenas um jogo da saga Battlefield aqui. O Game Pass conta com quase todos os lançamentos de série, já que tem a EA Play dentro do serviço e citar um jogo apenas não é justo com essa saga que tem vários games memoráveis, mesmo após um período de lançamentos esquecíveis, mas ainda divertidos como o último Battlefield 2042. Disponíveis no Game Pass temos o lendário e para muitos o melhor, Battlefield 4. Os mais recentes e também ótimos Battlefield 1 e V, além dos clássicos. Então, se você é fã da franquia, não vai ficar triste.

    E aí, curtiu as indicações? Você pode assinar o Xbox Game Pass no site oficial da Microsoft ou diretamente no Windows ou consoles Xbox!

  • F1 24: veja os requisitos do game no PC

    F1 24: veja os requisitos do game no PC

    Nesta terça-feira (27) a EA lançou o teaser oficial de revelação do F1 24, que marca também o início da pré-venda do game. Entre as informações reveladas pela EA Sports, temos a data de lançamento, plataformas, requisitos e uma novidade: pela primeira vez os jogadores que compraram a versão de 2023 poderão jogar com as pinturas de algumas equipes do grid de 2024. 

    Ao comprar o F1 24 Edição dos Campeões antes de 24 de abril, os jogadores terão acesso às pinturas de 2024 da McLaren, Alpine, Haas e Williams para um evento do F1 World no F1 23, além de receberem as pinturas de 2023 de McLaren e Alpine no F1 Esports, transferidas para o F1 24 como bônus.

    A Edição dos Campeões também inclui dois novos ícones da Fórmula 1 (pilotos históricos da F1) , 18.000 PitCoins, um Pacote Impacto do F1 World, três dias de acesso antecipado, e um Passe do Pódio VIP. Já quem reservar a Edição Standard receberá 5.000 PitCoins e um Pacote Iniciante do F1 World.

    Provavelmente teremos mais novidades do jogo em si em abril, principalmente relacionado ao modo carreira e gameplay. 

    “O anúncio completo está chegando com novidades como o modo carreira reformulado, o novo Sistema de Pilotagem Dinâmica da EA SPORTS e muito mais”, explica Lee Mather, diretor sênior de criação da Codemasters.

    Data, plataformas e preços do F1 24

    F1 24 chega no dia 31 de maio de 2023 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PlayStation 4, Xbox One e PC, via EA App, Epic Games Store e Steam. Lembrando que os jogadores que comprarem a Edição dos Campeões terão acesso ao game 3 dias antes.

    Steam e Epic Games

    • Edição Standard – R$ 359,00
    • Edição dos Campeões – R$ R$ 479,00

    PlaySation Store

    • Edição Standard – R$ R$349,90
    • Edição dos Campeões – R$ R$ 482,90

    Microsoft Store

    • Edição Standard – R$ R$ 359,00
    • Edição dos Campeões – R$ 479,00

    Requisitos F1 24 no PC

    Diferente do que era especulado, F1 24 não foi feito na Unreal Engine 5. Alguns fãs esperavam que isso acontecesse devido a um outro jogo recente da Codemasters, o EA Sports WRC, que foi feito na engine da Epic. Bom, se é a mesma engine do F1 23, não deveríamos esperar um salto de qualidade significativo, logo os requisitos podem ser parecidos com os do jogo passado e é o que aconteceu. 

    Requisitos mínimos

    • SO: Windows 10 (64-bits)
    • Processador: Intel Core i3-2130, Core i5-9600k (VR) ou AMD 4300,  Ryzen 5 2600X (VR)
    • Memória: 8 GB de RAM
    • Placa de vídeo: NVIDIA GTX 1060 (6GB), GTX 1660Ti (RV), RTX 2060 (RT) ou AMD RX 480 (8GB), RX 590 (RV), 6700XT (RT) ou Intel Arc A380 (RV/RT)
    • Armazenamento: 100 GB

    Requisitos recomendados

    • SO: Windows 10 (64-bits)
    • Processador: Intel Core i5-9600K ou AMD Ryzen 5 2600X
    • Memória: 16 GB de RAM
    • Placa de vídeo: NVIDIA RTX 2070 (+RV), RTX 3070 (RT) ou AMD RX 6600XT, RX 6700XT (RV), RX 6800 (RT) ou Intel Arc A580 (VR/RT)
    • Armazenamento: 100 GB
  • Like a Dragon: Infinite Wealth é o RPG que eleva o nível da franquia Yakuza – Review

    Like a Dragon: Infinite Wealth é o RPG que eleva o nível da franquia Yakuza – Review

    Após anos de exclusividade e sucesso no Japão, a franquia Yakuza finalmente deu as caras no nosso lado do mundo na última década e começou a ganhar o coração de muitos fãs. Like a Dragon: Infinite Wealth, o título mais recente da saga, é a prova disso: o projeto mais ousado da Ryu Ga Gotoku Studio vendeu mais de um milhão de cópias e se tornou um sucesso de público e crítica.

    Trazendo um novo mapa maior e uma grande história, o jogo chegou com legendas em português brasileiro já no lançamento. No entanto, mesmo com a localização e o sucesso, alguns jogadores podem ficar com um pé atrás a respeito da experiência com o RPG japonês. Afinal, Like a Dragon: Infinite Wealth é uma boa porta de entrada para a icônica franquia?

    O Jornal dos Jogos recebeu uma chave para testar o jogo no Xbox e, após cerca de um mês com o jogo, confira nossa review com o título!

    A história até aqui

    Like a Dragon: Infinite Wealth se passa em 2023, dois anos após os eventos de Yakuza: Like a Dragon, sendo uma sequência direta do título anterior. Além disso, o título também está conectado com Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, fazendo com que a dupla seja essencial para estar por dentro de tudo que rola no novo jogo.

    O grander protagonista, novamente, é Ichiban Kasuga, que deixou a vida de crimes para traz e agora tem uma rotina tranquila em Yokohama, ajudando ex-yakuzas a encontrarem emprego. Ele divide os holofotes com Kazuma Kiryu, o lendário Dragão de Dojima e principal protagonista da saga, que reaparece após ter sido dado como morto.

    Kiryu, agora com uma aparência mais grisalha e abatida, revela que está investigando uma misteriosa organização que opera no submundo japonês e que parece ter ligações com o governo americano. Ichiban, motivado por seu senso de justiça e pelo desejo de ajudar Kiryu, decide se juntar a ele na investigação, que leva os dois para o Havaí.

    Em sua jornada com os amigos, a dupla se depara com uma teia de conspiração que envolve tráfico de armas, jogos de azar ilegais e políticos corruptos, mas tudo isso no clássico estilo da franquia Yakuza. Além de abordar temas sérios, o jogo está recheado de momentos de “galhofa”, com muito bom humor e surpresas pelo caminho.

    Um abraço para os fãs de longa data

    Além de levar a narrativa para o Havaí em uma nova série de missões, Infinite Wealth também serve como uma grande homenagem para a franquia. Unindo as histórias de seus dois protagonistas, o jogo conta com diversas conexões com outros títulos da saga, além da aparição de rostos conhecidos.

    Personagens icônicos como Majima Goro e Saejima Taiga dão as caras na nova aventura, em momentos que podem aquecer o coração de fãs de longa data. A história de Infinite Wealth também explora eventos passados da série, como a guerra entre o Tojo Clan e o Omi Alliance, garantindo um aprofundamento interessante na lore da famosa série de jogos.

    Com essa grande mistura de passado e futuro, o jogo brilha. Infinite Wealth traz a combinação exata de humor e seriedade, garantindo uma experiência única no mundo dos games. É impossível não se surpreender a cada novo capítulo da série, bem como se apegar com os já conhecidos personagens da trama, além de matar a saudade de rostos conhecidos.

    Como tudo está legendado em português brasileiro, ficou bem mais fácil de acompanhar a história em todas as plataformas. No entanto, assim como em títulos anteriores, o ritmo pode ser um grande inimigo: com tanta história pra contar, Like a Dragon pode acabar ficando meio arrastado, deixando a experiência menos apetitosa para quem não está acostumado com a série de games.

    Gameplay de turnos aprimorado

    Quando o assunto é gameplay, os jogadores do Like a Dragon anterior vão se sentir em casa. Infinite Wealth mantém o sistema de combate de turnos de seu antecessor, com foco em ataques especiais exagerados e estratégias dinâmicas. Além disso, também temos algumas inovações na hora da pancadaria, garantindo uma experiência mais dinâmica.

    O sistema de trabalhos, que funcionam como classes do RPG, está mais maleável e diversificado. O novo jogo da franquia expande o sistema de jobs com dezenas de possibilidades, sempre com bastante humor na hora das batalhas, o que garante uma experiência surpreendente a cada encontro.

    Além da expansão do sistema de combate, Like a Dragon Infinite Wealth conta com mecânicas mais dinâmicas na hora da luta. Os personagens agora contam com mais movimentação durante as batalhas, o que permite aos jogadores realizar combos mais elaborados e explorar o ambiente para obter vantagem em combate.

    Dependendo do posicionamento escolhido pelo jogador, é possível acertar mais de um inimigo por vez, por exemplo. Além disso, ao jogar um adversário para o lado de um aliado durante o golpe, o outro personagem complementa o ataque, garantindo dano extra.

    Mundo aberto vivo e gigantesco

    O sistema de combate em turnos vem acompanhado de um mundo aberto gigantesco e cheio de surpresas, cortesia da nova ambientação no Havaí. Enquanto o jogo começa em um cenário mais conhecido para os fãs da saga, a viagem para a nova localização garante novas paisagens.

    Como de costume, o mapa é aberto e pode ser explorado a pé, contando com diversas missões secundárias para serem aproveitadas enquanto você conhece locais e realiza as tarefas principais. A naturalidade com que tudo acontece garante uma experiência fluída, sem precisar que você se esforce muito para subir de nível.

    Os famosos minigames da franquia também estão de volta. Além de pesca, golfe e karaokê, o destaque fica para a Ilha Dondoko, que é praticamente um jogo de gerenciamento inteiro dentro de Infinite Wealth.

    Com tantas possibilidades, conteúdo para diversão é o que não falta no game. No entanto, é necessário se acostumar com o combate em turnos, se você não é fã, além de acompanhar a extensa história, que eventualmente pode acabar se arrastando.

    Desempenho no Xbox Series X

    Como já falamos nas nossas primeiras impressões, Like a Dragon: Infinite Wealth não decepciona quando o assunto é desempenho. O jogo da SEGA foi testado por aqui no Xbox Series X e, até o momento, traz os gráficos mais avançados da franquia, como esperado.

    A versão de Xbox é uma das mais interessantes para se comprar, pois além de funcionar em todos os consoles da marca, também funciona no PC. Graças ao ecossistema da Microsoft, é possível baixar e jogar o título também nos computadores com Windows, com progresso compartilhado entre plataformas.

    Além da versatilidade, o título também aproveita bem os recursos disponíveis no Xbox Series S e X. O carregamento é rápido, cortesia do SSD das novas plataformas, e o recurso Quick Resume funciona com perfeição no RPG japonês.

    Vale a pena comprar?

    Like a Dragon: Infinite Wealth é definitivamente um dos RPGs mais completos que temos nos últimos anos, garantindo uma experiência diferenciada e divertida. Recheado de referências e com uma história que equilibra humor e seriedade, o título certamente vai agradar quem é fã da clássica franquia.

    Para quem está começando no mundo de Yakuza, no entanto, a experiência pode ser um pouco assustadora logo de cara. Enquanto a experiência é bastante completa e repleta de conteúdo, vale a pena se familiarizar minimamente com a história da franquia antes de pular para o gameplay — você pode conhecer um pouco sobre a série na nossa linha do tempo.

    Considerando a alta carga de conteúdo presente no game, Like a Dragon: Infinite Wealth já é uma boa pedida simplesmente pelo custo-benefício. No entanto, mais do que trazer muito gameplay e história, o jogo capricha na qualidade, garantindo uma experiência que pode agradar não apenas os fãs de RPGs, mas furar a bolha e alcançar também os “gamers” mais casuais.

    Uma cópia de Like a Dragon: Infinite Wealth foi cedida pela SEGA para review no Xbox Series X. O jogo já está disponível no PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S e X.

  • Afinal, o que são jogos AAA (triplo A)?

    Afinal, o que são jogos AAA (triplo A)?

    Você já ouviu falar da sigla AAA, ou Triplo A, no mundo dos games? Os jogos AAA são aqueles que recebem um alto investimento em produção, marketing e desenvolvimento. Eles são os títulos mais aguardados, com gráficos incríveis, histórias envolventes e uma experiência de jogo de alta qualidade, mas com um alto custo de produção.

    Em teoria, os jogos AAA são como os grandes blockbusters do cinema. As produções têm equipes enormes trabalhando no projeto, desde designers e programadores até dubladores e artistas gráficos. O objetivo é criar algo grandioso que atraia milhões de jogadores em todo o mundo, com o objetivo de garantir milhões em receita.

    Os jogos AAA geralmente são lançados pelas principais editoras e estúdios de desenvolvimento. Eles têm orçamentos gigantescos e podem levar anos para serem concluídos. Alguns exemplos famosos incluem séries como “Assassin’s Creed”, “Call of Duty” e “The Witcher”.

    Qual a origem do termo AAA?

    Primeiro, é bom deixar claro que esse termo, essa classificação, não é oficial e precisamos voltar no tempo para podermos entender a origem do termo. Em 1982, era lançado o jogo E.T the Extra-Terrestrial. Esse jogo prometia muito, porque todo o dinheiro da Atari foi alocado nesse projeto, fora todo o marketing que o filme gerou. Só que,no fim das contas, o projeto foi um desastre. O game morreu, e Atari enterrou ele de vez. E quando digo isso, é no sentido literal, mesmo, a Atari acabou enterrando várias cópias do game para tentar esquecer essa vergonha de vez. 

    E aí a Nintendo entrou em ação. Depois do lançamento de ET, a confiança do público na indústria caiu absurdamente. E para recuperar a fé desse pessoal, a Nintendo criou o Original Nintendo Seal of Quality (Selo de qualidade original da Nintendo), para garantir ao público que os jogos da desenvolvedora sempre serão de alta qualidade. Depois surgiu finalmente o termo AAA ou Triple A, que foi usado para classificar jogos que possuíam alta qualidade em diferentes aspectos.

    Selo de qualidade da Nintendo, colocado em jogos da marca. Imagem: Nintendo Life.

    A sigla AAA foi baseada nas notas das escolas dos Estados Unidos, onde A é a maior nota, tipo nosso 10 aqui. Porém, nos jogos ela não é considerada um selo de qualidade: o termo AAA começou a ser mais usado em games que nem mesmo foram lançados e virou mais uma frase usada pelas produtoras conquistarem a atenção dos jogadores.

    O que é um jogo AAA?

    GTA, Assassins Creed, Halo, Uncharted, Forza, God of War, The Witcher 3, e por aí vai… Todos esses são AAA. Mas afinal de contas, o que eles têm em comum? O que classifica algo como AAA? Então, lembra que no começo desse ep eu citei o filme E.T, do Spielberg? Esse filme, como qualquer outro grande sucesso dos cinemas, provavelmente teve um grande orçamento, um equipe de produção enorme, atores de renome e estúdios bem conhecidos na indústria.

    Além disso, esses filmes espetaculares tendem a ganhar muita grana. Muita grana mesmo. E os jogos Triple-A são para o mundo dos games o que os sucessos de bilheteria são para a indústria cinematográfica. Assim como as grandes produções audiovisuais, esses jogos geralmente envolvem equipes enormes trabalhando por anos para fazer um produto acabado, e geralmente, vêm de grandes estúdios. Além disso, há sempre grandes campanhas de marketing para divulgar o game próximo de seu lançamento e depois, também.

    Então deve ter ficado bem claro para você, que os AAA são os jogos com grande orçamento de produção (isso representaria o primeiro A), grande qualidade (Seria o segundo A) e finalmente, um grande marketing (O terceiro e ultimo A). então Triple AAA, resumidamente, significa um jogo com grande Produção, Qualidade e Marketing.

    O custo de um jogo AAA

    E eu acho que você sabe que desenvolver um game não é fácil nem tão pouco barato. O estúdio precisará contratar diferentes equipes de especialistas para desenvolver partes vitais do jogo. Normalmente, uma equipe será designada para o conteúdo e o enredo, a equipe de programação escreverá o código de todos os recursos necessários do jogo, como física, renderização e muitos mais.

    Uma equipe também cuidará da qualidade gráfica (incluindo atores e atrizes) e uma equipe que irá otimizá-la dependendo da plataforma em que o jogo será lançado. Os recursos de áudio também são importantes e a equipe de controle de qualidade que testará o jogo em busca de bugs e relatará aos desenvolvedores para que sejam corrigidos. Para desenvolver um jogo Triple-A, há cerca de 50 a 200 funcionários envolvidos, pelo menos.

    Spider-Man 2 é um exemplo de jogo AAA.

    E sobre custo, estima-se que um jogo AAA custa cerca de $60 milhões de dólares ou mais para ser desenvolvido e, como você pode ver, apenas um grande estúdio seria capaz de desenvolver algo assim. Distribuidoras e desenvolvedoras como Capcom, Ubisoft, Rockstar Games, Insomniac, Epic Games e muitos outros são conhecidos por desenvolver jogos AAA. 

    Para você ter uma ideia, Call of Duty: Modern Warfare custou cerca de 200 milhões de dólares, incluindo a parte de produção, marketing e lançamento do game. Já God Of War II, gastou 44 milhões de dólares só com desenvolvedores, e Battlefield 3, chegou a gastar mais 2,7 milhões de dólares apenas em anúncios do Facebook. 

    Um vazamento da Insomniac Games também revelou o custo de diversos jogos exclusivos das plataformas PlayStation, que vem aumento cada vez mais. Dito tudo isso, sabemos bem: nem tudo são flores no desenvolvimento de um AAA, existem inúmeras desvantagens ou dificuldades. O estúdio por trás de Spider-Man 2 chegou a gastar 245 milhões de dólares durante a produção do game. Desde montante, mais de 40 milhões de dólares foram apenas para a construção de cenas cinemáticas de história.

    Mesmo com tanto dinheiro e pessoas envolvidas, um AAA demanda tempo. Uma média de 2 a 3 anos, pelo menos. Mas há jogos que ultrapassam bem isso. O último God Of War, por exemplo, levou cerca de 4 anos para ser concluído. GTA V, durou 5 anos. Mas como tempo não é sinônimo de sucesso, Cyberpunk 2077 demorou 7 anos para ser lançado e a gente sabe o que saiu, né. 

    As desvantagens de desenvolver jogos triplo-A

    O trabalho como um todo é uma questão de aposta, onde a produtora apostará tempo, dedicação, trabalho duro e principalmente uma grande quantidade de dinheiro para desenvolver um título AAA. Com tudo isso, ainda assim, não é NADA GARANTIDO que os jogadores irão gostar do produto final.

    Além de toda a questão de esforço e investimento, os jogos AAA são meio difíceis de otimizar, ainda mais no PC. É por isso que normalmente as versões para computador chegam um pouco mais tarde, porque otimizar é outro trabalho muito delicado de se fazer. Junte a isso as exigências dos AAA, porque geralmente você precisa de um PC Gamer bom para rodá-lo, e isso pode não ser nada barato. 

    Mesmo num mundo de fantasia e perfeito, onde o game custa o mínimo possível, sei lá, 1 real, se os jogadores não conseguirem nem abrir o jogo porque o PC não aguenta a carga, boa parte do público não jogará. Então, justamente por isso, é bom garantir que o jogo rodará em um PC mediano e ainda assim manterá a qualidade e entretenimento intenso para ser classificado como um AAA, já que os jogadores são tão exigentes com isso.

    Outra desvantagem contra a qual a desenvolvedora precisa lidar é a pirataria. Sim, meus amigos, todos os desenvolvedores no mundo inteiro lutam contra isso. Vivendo nessa vastidão da internet hoje, é quase impossível parar todos os sites e pessoas que distribuem cópias piratas, tornando essa batalha ainda mais difícil. Claro que esse problema é um problema geral da indústria de jogos, mas os AAA sofrem ainda mais com isso, pois igual falado antes, precisam lucrar bem mais para cobrir os custos.

    Os jogos triple A garantem qualidade?

    Por falar em custo, por serem grandes produções, os desenvolvedores sempre tentarão garantir a qualidade de seus jogos AAA. Afinal, pense bem: eles gastaram muito dinheiro, esforço e tempo para criá-los, na tentativa de torná-lo um sucesso. Mesmo assim, isso não é tudo, esforço não significa sucesso.

    Existem alguns jogos AAA que simplesmente não deram certo. Seja por divulgação mal feita, até atraso no desenvolvimento, ou até aspectos do próprio game, como falha na jogabilidade geral e no enredo do jogo.

    Parte desse problema, onde na geração atual enfrentamos mais do que nunca, é porque os desenvolvedores se concentram muito na qualidade dos gráficos e esquecem ou negligenciam a mecânica de jogo e o enredo, fazendo o jogo falhar em termos de qualidade geral. Muitos são tão superestimados que acabam decepcionando por um motivo ou outro, mesmo tendo o potencial de ser incrível, acaba flopando, seja ser incompleto e exigir DLCs para torná-lo “completo”, microtransações de Pay-to-win, bugs e falhas e muito mais. 

    Na verdade são muitos os AAA que fracassaram de vez e foram um fiasco: Duke Nukem Forever, Tomb Raider: The Angel of Darkness, Street Fighter V, Fallout 72, o mais recente Cyberpunk 2077 e tantos outros por aí. Claro, sabemos que há pessoas que gostam desses jogos, mencionamos apenas pelo número alto de críticas ou fracasso nas vendas.

    O que são jogos indie? Como eles diferem?

    Ser uma grande produção não é sinônimo de sucesso. Por outro lado temos os jogos indie (termo esse que significa independente), títulos desenvolvidos por empresas individuais, e ao contrário dos AAA que tem uma grande equipe e trabalha em vários jogos, geralmente conta com uma equipe pequena de desenvolvedores e programadores, onde a editora trabalha apenas naquele jogo. É fácil imaginar o quanto o orçamento de um jogo Indie é MUITO inferior a títulos AAA. 

    Você pode até se perguntar: “mas como vou reconhecer um jogo Indie ou um AAA?” Bem, é até simples. Basta você observar alguns detalhes, um deles é o preço: AAA têm um preço maior no lançamento e às vezes conteúdo adicional (DLC), eles geralmente têm qualidade gráfica e animações apuradas com muitas horas de conteúdo, a exemplo de GTA, The Witcher, Red Dead Redemption, etc; Não é regra, mas geralmente o orçamento limitado é um fator de impedimento para jogos indies terem disso.

    Outro indicador bem notável é o tamanho da equipe. Se um jogo tem milhares de pessoas e muitas empresas trabalhando nele, é muito provável que seja um grande lançamento de estúdio, porque os editores de jogos frequentemente terceirizam coisas como animação 3D, modelagem, design de som e entre outros.

    Stardew Valley é um exemplo de jogo independente.

    Já os jogos indie, por terem uma equipe pequena e pouco financiamento, muitas vezes são feitos por uma ou pouquíssimas pessoas, como Minecraft, Stardew Valley, o recente Valheim e tantos outros. Igual falamos antes, não é regra, mas geralmente jogos indie são mais curtos, menos intensos nos gráficos e têm preços mais baixos em relação aos AAA, muitas vezes sendo lançados apenas digitalmente, sem mídia física.

    Alguns ainda falam de um subconjunto, os Triple-I, que são jogos Indie com conceitos expansivos de alta qualidade, feitos por um estúdio independente, podemos citar como exemplo: Hellblade, The Witness, Outlast e tantos outros.

    Indo um pouco além, jornalistas de jogos também cunharam o termo Triple-A plus (AAA+) . Esses são títulos com orçamentos gigantes e são vendidos a um preço, digamos, salgado, eles geralmente têm monetização adicional dentro do jogo, igual os passes de temporada do Call of Dutty ou as DLCs e microtransações do FIFA. Esses seriam dois exemplos dos Triple A Plus.

    Jogos Indie podem competir com títulos AAA?

    Mesmo parecendo improvável jogos Indie podem sim competir com grandes produções. Embora tenham um orçamento mais apertado, os jogos independentes ainda podem competir contra AAA. Na verdade, existem mais jogadores de games independentes do que games AAA. Você pode se perguntar: “mas como é possível?”

    É justamente por causa da acessibilidade. Geralmente o alcance das produções indie são maiores porque não são jogos tão exigentes com o hardware igual AAA são, sendo que boa parte deles pode ser jogado até mesmo de um celular.

    Olhe por exemplo Minecraft, sem dúvida, o indie de maior sucesso. A pequena empresa criadora vendeu 54 milhões de cópias antes do jogo ser vendido à Microsoft por impressionantes US $ 2,5 bilhões. Temos muitos exemplos de produções independentes de grande sucesso: Hollow Knight, Undertale, Hades e Cuphead, para citar apenas alguns sucessos recentes.

    Futuro da Industria

    Bom, à medida que a comunidade gamer continua a crescer, a indústria tem acompanhado esse movimento. Mais e mais jogos são lançados todo ano e, embora existam ótimas produções, muitas coisas ainda preocupam. Ao dizer isso, me refiro a presença cada vez mais comum de  “conteúdos adicionais” para jogos que já são caros, bem como a tendência inevitável dos estúdios lançarem jogos iguais todos os anos.

    A parte boa nisso tudo é que os estúdios independentes também estão crescendo. Olhe para Minecraft: é o jogo mais famoso do mundo e foi feito por um estúdio pequeno e criado apenas por uma pessoa, que posteriormente foi aquirido pela Microsoft.

    Outra parte boa foi a ascensão do meio digital, principalmente no PC. Plataformas como a Steam, Epic Store e GOG deixaram muitos títulos famosos mais acessíveis do que nunca. Com a facilidade de baixar e comprar jogos digitais, títulos como Among Us, Lethal Company e Enshrouded, por exemplo, viraram hits no PC e no mundo dos games.

  • Vale a pena comprar Like a Dragon Infinite Wealth no Xbox e PC? Veja primeiras impressões

    Vale a pena comprar Like a Dragon Infinite Wealth no Xbox e PC? Veja primeiras impressões

    Like a Dragon Infinite Wealth finalmente chegou! O novo jogo da franquia Yakuza continua a história de Ichiban Kasuga, trazendo também o clássico protagonista da série, Kazuma Kiryu. A SEGA enviou uma cópia do jogo para testes no Jornal dos Jogos e, enquanto ainda só arranhamos a superfície do título, já deu pra ver o que podemos esperar da experiência no Xbox Series X.

    Se você está pensando em adquirir o jogo no console da Microsoft, confira aqui como foi nossa experiência até agora testando esse aguardado game no Xbox Series X e também no Windows 10.

    A vantagem da versão de Xbox de Infinite Wealth

    Like a Dragon Infinite Wealth chegou ao mercado como o maior lançamento da história da franquia na Steam. Ou seja, muitos jogadores do PC estão garantindo sua cópia do game na plataforma da Valve, o que garante conveniência ao jogar no computador e a possibilidade de rodar o game no Steam Deck.

    No entanto, a edição do Xbox acaba tendo uma vantagem: o jogo conta com compra compartilhada no ecossistema da Microsoft. Assim, ao garantir a versão da Microsoft Store, é possível jogar em PCs com Windows 10 e Windows 11, no Xbox One e Xbox Series S e X. Considerando o valor salgado de R$ 350 do game, a garantia de múltipla compatibilidade com apenas uma compra é algo a ser levado em conta.

    Além de funcionar com vários ecossistemas, Infinite Wealth também conta com suporte para salvamento em nuvem nos consoles da Microsoft. Assim, independente da plataforma em que você jogar, será possível continuar o gameplay de onde você parou.

    Falando em continuar o gameplay, a versão de Xbox Series X de Like a Dragon Infinite Wealth também conta com suporte para o Quick Resume. A solução permite que o jogador retorne ao gameplay exatamente no momento em que parou em sua última sessão de jogo, pulando os créditos iniciais e garantindo mais agilidade na hora de jogar.

    E como está a versão de PC?

    Like a Dragon Infinite Wealth também não decepciona no computador. O jogo está bastante otimizado e, seguindo os padrões da franquia, conta com gráficos bonitos e não é tão pesado. Abaixo, você pode conferir os requisitos completos para rodar o game:

    Requisitos Mínimos

    • Sistema Operacional: Windows 10 1903 (OS Build 18362) de 64 bits
    • Processador: Intel Core i5-3470, 3.2 GHz ou AMD Ryzen 3 1200, 3.1 GHz
    • Memória: 8 GB de RAM
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 960, 4 GB ou AMD Radeon RX 460, 4 GB ou Intel Arc A380, 6 GB
    • DirectX: Versão 12
    • Armazenamento: 82 GB de espaço disponível
    • Meta: 1080p no Low em 30 FPS com FSR 1.0

    Requisitos Recomendados

    • Sistema Operacional: Windows 10 1903 (OS Build 18362) de 64 bits
    • Processador: Intel Core i7-4790, 3.6 GHz ou AMD Ryzen 5 1600, 3.2 GHz
    • Memória: 16 GB de RAM
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2060, 6 GB ou AMD Radeon RX 5700, 8 GB or Intel Arc A750, 8 GB
    • DirectX: Versão 12
    • Armazenamento: 82 GB de espaço disponível
    • Meta: 1080p no High em 60 FPS com FSR

    Para quem possui uma placa de vídeo da Nvidia de gerações mais recentes, também é possível tirar proveito do DLSS. O RPG da SEGA chegou trazendo suporte para a versão 3.0 da soluçaõ, que inclui geração de frames. Assim, é possível garantir uma melhor experiência visual com GPUs da linha RTX 40.

    A instalação do game exige cerca de 80 GB, o que é justificado com a grande quantidade de conteúdo do game. Like a Dragon Infinite Wealth é o maior jogo da história da franquia, incluindo uma campanha gigantesca e também modos extras, incluindo um minigame ao estilo “Animal Crossing”.

    Gameplay com turnos e enredo robusto

    Em relação ao gameplay e história, ainda jogamos pouco de Like a Dragon Infinite Wealth. No entanto, já podemos cravar que o jogo deve agradar quem é fã do jogo anterior principal da franquia. Ichiban continua carismático em sua nova jornada.

    Além disso, o jogo segue bastante focado em trazer uma história com temas sérios, mas sendo contada com bastante leveza e momentos de descontração. A parte de RPG também merece destaque, pois sintetiza muito bem o que tivemos nos outros jogos da franquia, trazendo toques de realismo e fantasia.

    Por fim, vale ressaltar que Infinite Wealth também conta com jogabilidade em turnos. Assim como o título principal anterior da saga, no entanto, o combate é bem movimentado e divertido, permitindo que o jogador defenda fora da sua vez, por exemplo, ou realize ações extras para otimizar ataques.

    Ainda é cedo para afirmarmos que Infinite Wealth será um dos melhores jogos de 2024. No entanto, pelo que vimos até agora, o jogo claramente tem potencial para conquistar os fãs de Yakuza: Like a Dragon e se tornar um marco para a franquia da SEGA.

  • Palworld: veja requisitos mínimos e recomendados do jogo no PC

    Palworld: veja requisitos mínimos e recomendados do jogo no PC

    Você já imaginou como seria viver em um mundo com pokémons, mas que vai além da proposta apresentada pela Nintendo? Essa é a proposta de Palworld, um novo jogo que foi lançado no PC e Xbox em janeiro de 2024 e já vendeu mais de 2 milhões de cópias. Trazendo criaturas mágicas que podem batalhar, construir e até mesmo usar armas, o jogo virou um sucesso instantâneo.

    Palworld é um jogo de sobrevivência multijogador de mundo aberto, desenvolvido pela japonesa Pocketpair, que mistura elementos de jogos como Pokémon, Minecraft e Rust. Você pode explorar um vasto cenário, cheio de recursos naturais, animais selvagens, inimigos e Pals.

    Os Pals são criaturas fofas e poderosas que podem ser encontradas em diferentes habitats e que podem se tornar seus aliados. Você pode usar os Pals para lutar contra outros jogadores ou contra caçadores ilegais que querem capturá-los. As criaturas também podem ser utilizadas para construir sua própria casa, fazenda ou fábrica, usando-os como operários, guardas ou fontes de energia.

    Como funciona o gameplay de Palworld?

    Palworld é um jogo que oferece muita liberdade e diversão para os jogadores, mas também levanta questões éticas sobre o tratamento dos Pals. Você pode cuidar bem dos seus Pals, dando-lhes comida, carinho e proteção, ou pode explorá-los, vendê-los ou até mesmo comê-los. Você pode escolher entre ser um amigo ou um tirano dos Pals.

    O jogo não impõe uma moralidade, mas simula as consequências das suas ações. Por exemplo, se você maltratar os seus Pals, eles podem ficar tristes, doentes ou rebeldes. Se você for bondoso com eles, eles podem ficar felizes, saudáveis e leais, trabalhando por mais tempo e evoluindo mais rápido, o que garante desempenho melhor em lutas.

    A mistura de elementos de sobrevivência com as criaturas fofas garantiu bastante sucesso ao game, que se tornou um dos mais jogados da história da Steam em poucas horas. No entanto, é importante ressaltar que o jogo ainda está em acesso antecipado, o que significa que ainda está em desenvolvimento e pode apresentar problemas durante o gameplay.

    O multiplayer do game, que conta com suporte para até 32 pessoas, é um dos exemplos de problemas. Com o grande número de jogadores, o título constantemente apresenta falhas de conexão. A tendência é que o time de desenvolvimento apresente melhorias para isso durante as próximas semanas.

    Meu PC roda Palworld?

    Para quem joga no computador, vale a pena ficar de olho nos requisitos mínimos e recomendados de Palworld. Como o jogo está em acesso antecipado, a tendência é que as especificações sejam atualizadas com o tempo.

    Requisitos mínimos

    • Sistema Operacional: Windows 10 ou posterior (64-Bit)
    • Processador: i5-3570K 3.4 GHz 4 Core
    • Memória: 16 GB RAM
    • Placa de vídeo: GeForce GTX 1050 (2GB)
    • Armazenamento: 40 GB disponíveis

    Requisitos recomendados

    • Sistema Operacional: Windows 10 ou posterior (64-Bit)
    • Processador: i9-9900K 3.6 GHz 8 Core
    • Memória: 32 GB RAM
    • Placa de vídeo: GeForce RTX 2070
    • Armazenamento: 40 GB disponíveis

    Como jogar Palworld de graça?

    Palworld está disponível na Steam por R$ 80 atualmente. Além disso, o game pode ser jogado no PC, Xbox One, Xbox Series S e X por meio do Xbox Game Pass. Assinantes da versão Ultimate também podem aproveitar o título via nuvem.

    Você pode jogar Palworld de graça usando uma assinatura grátis de 14 dias do PC Game Pass. Para isso, basta falar com alguém que já possui o serviço e pegar um código grátis.

    Clique neste link para garantir um teste grátis do PC Game Pass por conta do Jornal dos Jogos. Em seguida, basta entrar no aplicativo do Xbox em um computador com Windows e baixar o game.

  • Prince of Persia: The Lost Crown mistura clássico e modernidade – Análise

    Prince of Persia: The Lost Crown mistura clássico e modernidade – Análise

    Com lançamento marcado para o dia 15 de janeiro, Prince of Persia The Lost Crown pode ser definido por uma palavra: surpresa. Desde seu anúncio, o jogo da Ubisoft está gerando reações inesperadas do público.

    Para começar, muitos fãs “conservadores” se decepcionaram com o retorno da franquia. Enquanto os títulos antigos de Prince of Persia eram conhecidos pelos gráficos e exploração tridimensionais, The Lost Crown chega com uma experiência em 2D, apostando no gênero Metroidvania.

    Jogo: Prince of Persia: The Lost Crown
    Lançamento: 18/01/2024
    Plataforma de teste:
    Xbox Series X
    Preço: A partir de R$ 49,99/mês no Ubisoft+

    A pergunta que fica é: a escolha da Ubisoft deu certo? Nós tivemos a oportunidade de jogar o novo game da Ubisoft aqui no Jornal dos Jogos no Xbox Series X. Confira as impressões com Prince of Persia The Lost Crown na nossa análise, realizada com uma key cedida pela desenvolvedora francesa.

    Uma nova história no universo de Prince of Persia

    Apesar de ser um jogo moderno, Prince of Persia The Lost Crown tem uma pegada naturalmente nostálgica. O visual em 2D ajuda a ambientar uma narrativa que parece feita sob medida para a era do PS2. 

    O jogo traz a clássica franquia de volta com uma história original dentro do universo de Prince of Persia. A experiência é familiar em seu cerne para quem é fã das antigas, mas também convidativa para novos jogadores que estão chegando agora.

    Outro ponto de destaque é o protagonista. O game acompanha a história de Sargus, um guerreiro casca grossa que é poderoso, jovial e bastante determinado — uma combinação que certamente pode render uma base de fãs se o personagem retornar futuramente.

    O jogo não possui dublagem em português e conta a história por meio de cards com texto.

    E se você está se perguntando onde está o “príncipe” do título do game, o personagem é parte essencial da história. A narrativa acompanha Sargus e seus parceiros do grupo de “Imortais” em busca do membro da realeza, que foi sequestrada por uma traidora de sua equipe. O plot é bem interessante e instiga o jogador a explorar cada canto do mapa, descobrindo segredos sobre os locais em que a ação acontece.

    A história é contada em cards de texto com belas artes e uma ótima dublagem em inglês, que vem acompanhada de legendas em português brasileiro. No entanto, o jogo deixa a desejar ao não trazer vozes em português brasileiro, algo que certamente ajudaria a popularizar o título por aqui.

    Gameplay simples, mas desafiador

    Adotando o gênero metroidvania, The Lost Crown equilibra um combate desafiador com muita exploração em cenários 2D. A fórmula é um prato cheio para quem é fã desse estilo, mas pode não agradar quem espera uma experiência mais “Ubisoft”.

    Enquanto a gigante francesa é famosa por fazer jogos focados em ação e que costumam dar tudo de mão beijada para o jogador, aqui a experiência é um pouco diferente. O gameplay possui um level design intuitivo e simples de entender para quem é novato no gênero, com várias marcações e formas de se localizar facilmente no mapa.

    No entanto, existe um nível de exploração bastante interessante na experiência padrão. A empresa também acerta ao dar opções aos jogadores: logo de cara, é possível escolher se você quer alguns auxílios visuais ou prefere jogar fazendo toda a exploração.

    O gameplay é intuitivo e desafiador na medida certa.

    O combate de Prince of Persia: The Lost Crown também é satisfatório. Bastante simples de entender, o estilo de gameplay garante lutas que envolvem aprender os padrões dos inimigos para abatê-los com facilidade usando golpes simples, desvios e habilidades especiais.

    Tal qual jogos como Dark Souls, a experiência parece complicada no começo, mas fica mais intuitiva e satisfatória com o passar do tempo. Durante a jornada, Sargon também recebe novas habilidades bem interessantes que tornam os combates mais bonitos e ainda mais “PS2”, lembrando clássicos como God of War.

    Visual refinado e otimização

    Prince of Persia: The Lost Crown também merece destaque pela otimização. O jogo roda em até 120 frames por segundos e 4K nos consoles de nova geração, além de funcionar em 60 quadros por segundo até no Switch. Com isso, o título roda de maneira satisfatória tanto em máquinas potentes quanto em hardwares mais simples e portáteis.

    O jogo entrega uma experiência brilhante no Xbox Series X.

    No Xbox Series X, que é o console mais poderoso da atual geração, o jogo possui gráficos tão bonitos quanto o esperado para o estilo artístico do game. Em alguns ambientes com bastante vegetação e efeitos, é possível ver que a equipe teve cuidado ao trabalhar no jogo.

    O título também se aproveita muito bem do Quick Resume do Xbox Series X. Assim, sempre que você para de jogar, é possível retornar exatamente ao momento em que parou durante o gameplay. Ponto para a dona Ubisoft.

    Vale a pena jogar?

    Prince of Persia: The Lost Crown é uma grata surpresa que combina a nostalgia de uma clássica franquia com a modernidade oferecida pelos consoles atuais. A mudança brusca para o gênero metroidvânia certamente deve afastar alguns jogadores, mas se você é fã do gênero, vale a pena dar uma chance para o título.

    A experiência é satisfatória, mas acaba deixando um gosto de que poderia ser mais trabalhada em alguns pontos e que teria mais lenha para queimar. No entanto, o projeto também pode ser visto como uma porta para o retorno dessa clássica franquia, sendo apenas a ponta de algo melhor em um possível game futuro.

    A experiência no Xbox Series X é de alta qualidade e o jogo aproveita muito bem tanto o hardware quanto recursos do console, como o Quick Resume. Uma pena que a Ubisoft não investiu na dublagem do game, que só possui legendas em português brasileiro atualmente.

    A ausência de dublagem é o maior ponto fraco do game

    Para quem quiser testar as águas antes de se comprometer com o game, uma demonstração gratuita de Prince of Persia: The Lost Crown chega hoje (11) ao PC e consoles. O game também pode ser jogado com a assinatura Ubisoft+, no computador e Xbox, a partir de 15 de janeiro graças ao acesso antecipado — o lançamento oficial é no dia 18.

    Considerando o preço que parte de R$ 50 da assinatura e a duração de aproximadamente 25 horas o game, o investimento vale a pena para quem é fã da desenvolvedora francesa. Afinal, além de Prince of Persia, a assinatura também inclui outros jogos da empresa, como Avatar: Frontiers of Pandora.