Mês: agosto 2021

  • Possível remaster de GTA San Andreas e Sony de olho no PC – Novas da semana

    Possível remaster de GTA San Andreas e Sony de olho no PC – Novas da semana

    150 milhões. Esse é o número de cópias vendidas de GTA V até hoje, de acordo com o relatório financeiro da Take-Two. Com o lançamento do game para PS5 e Xbox Series X /S em breve, o icônico título receberá uma sobrevida que deve aumentar ainda mais essa estatística.

    Além de revelar que GTA V já vendeu tudo isso, a Rockstar também disse que a franquia Grand Theft Auto já teve 350 milhões de unidades comercializadas desde sua estreia. GTA Online também será lançado de maneira standalone em novembro, garantindo ainda mais lenha para essa fogueira infinita do mundo gamer.

    Red Dead Redemption 2 está longe de fazer tanto sucesso, mas também anda vendendo bem. O jogo de faroeste já teve 38 milhões de unidades comercializadas desde sua estreia. O sucesso dos títulos atuais, além do lançamento de modos online como games standalone, só serve como indicativo de que GTA 6 não deve chegar às prateleiras tão cedo.

    O retorno de San Andreas?

    Recentemente, a Take-Two também revelou os motivos para dar um “takedown” em alguns mods de GTA. Segundo conta o DSOGaming, a dona da Rockstar anda banindo alguns trabalhos conhecidos da comunidade, o que está deixando muita gente pistola. Em um relatório para investidores, a empresa explicou que “é bastante flexível” com os mods, mas não vê problemas em derrubá-los quando existe uma “ameaça para a economia” do estúdio.

    Alguns dos mods afetados são GTA Underground, que funciona nas versões pagas de GTA San Andreas, e um pacote de texturas que aprimora os gráficos do jogo protagonizado por CJ. Para tanto fuzuê assim, será que a empresa está pensando em relançar o icônico título de PS2 em uma versão remasterizada? A empresa deu a entender que está trabalhando em três remasterizações de jogos já lançados, o que é uma pista positiva para quem está com saudade de ser xingado por Big Smoke enquanto persegue um trem.

    Novas da semana

    Tretas na Blizzard

    As tretas da Blizzard que relatamos na semana passada continuam. Recentemente, o presidente da empresa anunciou sua saída da desenvolvedora para “buscar novas oportunidades”. Ele partiu justamente no momento em que a empresa enfrenta várias acusações de assédio e má conduta. Olha que coincidência, né.

    A nevasca de problemas, que envolve processos de assédio e protestos de funcionários, ficará nas mãos de dois outros veteranos da indústria. Agora, Jen Oneal e Mike Ybarra (ex-Xbox) são os novos líderes da Blizzard e possuem a missão de lidar com essa treta horrenda.

    Aquisição épica

    Para evitar acusações de monopólio no Android e outras dores de cabeça, a Google pensou em simplesmente comprar a Epic Games Store e acabar com a concorrente. O fato ocorreu no alvorecer das tretas com Fortnite, distribuído fora da loja de apps da Google desde sua chegada ao Android.

    A informação estava em sigilo e o próprio CEO da Epic, Tim Sweeney, não estava sabendo desse interesse, que foi definido por ele como um movimento “hostil” da dona Google. Afinal, comprar a concorrência não é uma atitude muito amigável para o mercado.

    PlayStation Menos

    A Sony revelou que a PS Plus fechou o trimestre com 46,3 milhões de assinantes. Apesar de o número representar um salto em relação ao mesmo período do ano passado, a plataforma perdeu cerca de um milhão de usuários nos últimos meses.

    Enquanto a queda pode ser assustadora, a Sony disse que não está muito preocupada com a mudança, que pode estar relacionada com o “fim” da pandemia em alguns locais do mundo. No Brasil, o serviço teve um acréscimo de preço, o que pode ter influenciado alguns jogadores a pularem fora do barco. Mesmo com as idas e vindas de assinantes, a empresa está bem feliz, já que o PS5 anda vendendo muito bem.

    PlayStation Mais (jogos no PC)

    E a Sony continua flertando com o PC. Jim Ryan, o comandante da marca, reafirmou recentemente que a aquisição do estúdio holandês Nixxes tem como principal objetivo melhorar a transferência de jogos dos consoles da marca para os computadores.

    O principal motivo para tanto investimento é o sucesso dos jogos da empresa que já chegaram ao computador, como Days Gone e Horizon Zero Dawn. Na semana passada, por exemplo, falamos sobre o sucesso de Death Stranding, que também teve números muito positivos com o impulso dado pelas vendas no PC.

    The Assets

    A publisher Curve Digital conseguiu uma receita de nada menos que US$ 5 milhões com as cópias comercializadas do indie cyberpunk The Ascent. Os números correspondem apenas às vendas do jogo no Xbox ou PC — aka, o valor do acordo de exclusividade com a Microsoft e lançamento no Game Pass não está incluso na conta.

    Além de mostrar que muita gente anda interessada no gênero cyberpunk, possivelmente por causa do outro Cyberpunk, o valor recorde também pode ser visto como mais uma prova de que o lançamento de games no serviço da Xbox não costuma atrapalhar as vendas e pode até servir como publicidade para títulos menores.

    “Demo”

    A Konami forneceu mais informações sobre eFootball, o novo jogo da franquia PES. A empresa disse que o lançamento inicial, previsto para os próximos meses, é “basicamente uma demo”. A versão inicial do free-to-play contará com poucos times e modos de jogo, além de zero microtransações.

    Enquanto conteúdo grátis e sem compras é algo bem interessante, a empresa praticamente “capou” um lançamento de peso e vai trazer apenas uma prévia do que pode ser esse tal “ecossistema de futebol digital” prometido pela companhia. Futuramente, eFootball receberá modos de jogo em forma de DLC e também multiplayer com crossplay, incluindo no celular. Apesar de vivermos na era do pós-lançamento, fica difícil colocar muita fé em um game que já chega aos frangalhos propositalmente.

    New Adiamento

    Como diria DJ Khaled: ANOTHER ONE. A Amazon adiou, mais uma vez, o aguardado MMO New World, que recentemente ganhou manchetes por destruir placas de vídeo em seu bem-sucedido beta.

    Previsto para sair no final de agosto, o jogo teve seu lançamento adiado para 28 de setembro — isso se a Amazon não mudar de ideia novamente — e receberá melhorias com base no feedback dos usuários. Considerando que a empresa até deslançou um jogo por problemas técnicos e criativos, esse tempo extra pode ser muito positivo para New World.

    Segurem a emoção, gente

    Uma conta no Twitter conseguiu enganar diversos sites de notícia (e até lojas) ao realizar publicações como a 3DFX, uma icônica marca de placas de vídeo que foi absorvida pela Nvidia há muitos anos. Após tweets dizendo que a fabricante estava voltando, o cara por trás da conta simplesmente revelou que tudo era um golpe.

    O caso mostra uma parada preocupante da cobertura de hardware no Brasil e no mundo: o pessoal está muito acostumado a repercutir rumores vindos de perfis altamente duvidosos nas redes sociais. Com isso, a chance de rolar um bait como esse é bem grande. Enfim, ficam aqui duas dicas: 1 – se você curte notícias de hardware, tenha cautela na hora de se informar; 2 – se você escreve sobre hardware, por favor, cheque as fontes antes de sair caçando cliques.

    Classificados

    • O Xbox Series S já está saindo por preços na casa dos R$ 2.500 em varejistas como a Amazon. Para quem está de olho no console, vale a pena monitorar o preço!
    • O serviço de animes Crunchyroll fechou uma parceria com a Microsoft e agora oferece três meses de Xbox Game Pass de PC para assinantes da versão premium. A parte mais legal é que a plataforma possui um teste grátis que também oferece a vantagem. O único problema é que o código do Game Pass só é válido para novos usuários — ou seja, para quem já é macaco velho, talvez seja necessário criar uma conta extra para aproveitar a promoção.
    • A Plague Tale: Innocence está de graça na Epic Games Store. Na boa, não deixe de perder essa oportunidade. Além de já ter uma sequência encomendada, o jogo é simplesmente fantástico e vale muito a pena, tanto na história quanto no gameplay.
    • A galera que assina o Amazon Prime, que custa só R$ 9,90 mensais, agora pode resgatar Battlefield V de graça para PC. Lembrando que dá para testar o serviço por trinta dias sem custos, o que já é suficiente para resgatar a key.

    Aproveitando a deixa, trazemos aqui uma cópia gratuita de Battlefield One, que também apareceu como recompensa no Prime Gaming. A key pode ser ativada na Origin.

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    Substitua o emoji pela primeira letra do nome do jogo da Amazon que foi adiado recentemente (a notícia está ali em cima, caso você não tenha lido).

    Indie em destaque

    Pra quem gosta de joguinho de fazenda, o indie My Time at Portia, que já apareceu de graça na Epic Games Store, agora está disponível para celulares Android e iOS.

    Além de trazer mecânicas tradicionais de cuidar de plantas e animais, o jogo, que já vendeu mais de dois milhões de cópias, também conta com foco na ação e traz até mesmo mecânicas de combate. A edição mobile custa cerca de R$ 30 e exige um celular com pelo menos 3 GB de RAM para rodar bem.

    Tweet da semana

    Seja pela crise dos chips ou pelas loucuras do mercado brasileiro, o console de nova geração Xbox Series S já está com preço similar a um PS4 novo. Confesso que não esperava uma queda tão brusca no valor do dispositivo. Parece que a Microsoft realmente está apostando em sua solução “baratinha” no nosso país.

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  • Tech Preview de Halo Infinite mostra potencial do multiplayer grátis

    Tech Preview de Halo Infinite mostra potencial do multiplayer grátis

    Halo Infinite ficou com a fama manchada após uma apresentação polêmica na E3 e um adiamento que deixou o Xbox Series X/S órfão de um grande título de lançamento. No entanto, o primeiro teste técnico realizado com o multiplayer do game mostra que a Microsoft está realizando um bom trabalho e deve entregar um modo online sólido futuramente.

    Após ser um dos felizardos que foi selecionado para o Tech Preview de Halo Infinite, que aconteceu no finzinho de julho, consegui experimentar o grande lançamento da 343 Industries em sua versão de PC. Apesar de o jogo apresentar alguns problemas de desempenho no computador — algo que deve ser corrigido futuramente — já deu para ter uma ideia do que esperar desse aguardado título, que ainda não tem data de lançamento.

    Especificações do PC utilizado:

    • Processador: Intel I7-7700
    • Memória RAM: 16 GB
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2070 SUPER 8GB
    • Outras observações: armazenamento em HD

    É bonito?

    Com tantas discussões envolvendo o visual de Halo Infinite, que será lançado para duas gerações de consoles e o PC, o primeiro aspecto notado ao jogar o Tech Preview foram os gráficos. Mesmo ainda em desenvolvimento, o game já exibiu um trabalho visual bem melhor que a icônica demo da campanha do ano passado. As texturas fazem com que armas possuam detalhes visíveis, como desgastes de uso, e os cenários contam com vários reflexos e efeitos de iluminação, com qualidade digna de um Halo.

    Vale notar, inclusive, que o Tech Preview é focado no multiplayer, que normalmente conta com gráficos otimizados para garantir taxas de quadros mais altas. O resultado promissor eleva as expectativas para a campanha, que deve garantir uma experiência visual ainda mais robusta.

    Halo Infinite Multiplayer 2

    Outro ponto interessante do teste são os loadings. Mesmo jogando em um HD, o jogo entregou carregamentos que não demoram e não apresentou problemas de textura. A otimização para o padrão de armazenamento mais antigo certamente possui ligação com o lançamento no Xbox One original, que também receberá o jogo — com limitações gráficas e de framerate.

    Passe de temporada

    Durante o período de teste inicial, Halo Infinite só contava com partidas contra bots e três mapas, com a possibilidade de mais jogadores se juntarem à partida. Fui azarado e só cai em um cenário o teste todo, mas já deu para sentir o potencial do multiplayer gratuito.

    Halo Infinite Menu Multiplayer

    Apesar das partidas limitadas, o primeiro Tech Preview também exibiu a estrutura básica do multiplayer e o sistema de passe de temporada do jogo. Além de trazer roupas coloridas para os espartanos de plantão, as novas seasons prometem contar com modos de jogo e atualizações para manter a comunidade ativa durante os próximos anos.

    A sobrevivência de jogos como Rainbow Six Siege, Fortnite e Call of Duty Warzone mostram que o sistema de passe de batalha funciona muito bem, e a implementação em Halo também pode dar certo. No entanto, os jogos mencionados acima também garantem uma bela competição para a nova aposta da Microsoft.

    Vai vingar?

    Mesmo com tantos concorrentes no segmento de “jogos multiplayer gratuitos”, Halo Infinite chegará com algumas cartas na manga que devem ajudar em sua popularização e, consequentemente, sucesso.

    Para começar, a Microsoft finalmente derrubou a obrigatoriedade da Live Gold para jogos free-to-play. Com o Xbox Series S vendendo que nem água e a grande base instalada do Xbox One, além do lançamento no PC, a tendência é que o multiplayer já ganhe o interesse de muitos curiosos que simplesmente curtem jogar o que é grátis.

    Além da ampla disponibilidade nas plataformas da Microsoft, a novidade também conta com um grande chamariz: o nome Halo. Não sou um árduo fã da franquia da Microsoft, muito menos de jogos de tiro em primeira pessoa, mas fiz a inscrição no Tech Preview justamente pelo apelo nostálgico. 

    Assim como muitos jogadores no Brasil, cresci jogando a franquia Halo na época do Xbox 360, console que está no hall dos mais populares do país — cortesia da pirataria. O lançamento do multiplayer grátis pode servir como ponte para reconectar antigos fãs com a fase atual da franquia, impulsionando até mesmo as vendas e popularidade da campanha single-player, que chegará no lançamento ao Game Pass de PC e consoles.

    Apesar do teste limitado, a franquia Halo parece estar no caminho certo para o futuro. Resta agora aguardar por mais testes para termos certeza que o jogo realmente será um sucesso. Para quem quer tentar uma oportunidade de jogar as próximas prévias antes do lançamento, basta fazer uma inscrição para o Halo Insider Program clicando aqui.

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  • Steam Deck e Switch OLED: julho foi o mês dos portáteis?

    Steam Deck e Switch OLED: julho foi o mês dos portáteis?

    Com 31 dias longos e frios, o mês de julho contou com grandes novidades no mercado de games. O grande destaque ficou para os portáteis: a Nintendo apresentou uma nova edição do Switch e a Steam mostrou que também está de olho no mercado de consoles pequenos.

    Além disso, tivemos mudanças no mercado brasileiro e novidades que podem dar uma bela movimentada em gêneros populares do mundo dos jogos.

    Para mais notícias diárias e um resumão semanal, acompanhe nossa newsletter, que saiu recentemente com detalhes financeiros sobre as principais empresas de games™.

    Nada de Switch Pro

    Em um movimento ousado, a Nintendo apresentou, no começo de julho, o Nintendo Switch OLED. Enquanto muita gente esperava um novo console da empresa com hardware atualizado, o modelo apenas traz um novo tipo de tela, que é um pouco maior que a versão original do produto.

    Trazendo o mesmo chip Tegra lá de 2016, o Switch OLED também vem com um dock com conexão Ethernet e alguns aprimoramentos de design, como um “novo pézinho”. Com lançamento no Brasil previsto para 2022, o produto será lançado no exterior em outubro por US$ 350, um pouco mais caro que a versão padrão do console.

    Se cuida, Nintendo Switch

    Uma grande empresa do mundo dos games também resolveu pisar no território dominado pela Nintendo. Após a gigante japonesa revelar o Switch OLED, a Valve foi lá e apresentou seu próprio portátil: o Steam Deck.

    Com um hardware legal e a biblioteca da Steam, o console que chega em 2022 pode ser revolucionário, ou marcar mais um fracasso na carreira de produtos físicos da Valve. Com preços partindo de US$ 299, o projeto pode marcar uma nova era para a empresa de Gabe Newell no mercado de consoles.

    Vem pro Magalu

    Continuando sua onda de aquisições, a Magazine Luiza comprou a loja de hardware e games KaBum!, bastante conhecida pelo público PC Gamer. Quanto custou? Menos que uma placa de vídeo top de linha. Zoeira, minha gente: a estrela da Dança dos Famosos desembolsou US$ 1 bilhão + ações, o que deixou o negócio em cerca de R$ 3,5 bilhões.

    Em um ano e meio, a Magalu já foi às compras mais de 20 vezes e também levou para casa o Canaltech e o Jovem Nerd (o site, não o Alexandre Ottoni em pessoa). Se continuar nesse ritmo, a dona Luiza pode revelar que é a versão brasileira do Jeff Bezos e começar a investir em foguetes.

    Enquanto muita gente não se importa com esse tipo de negócio, a compra pode ter grandes consequências para o mercado de games e hardware no Brasil. Enquanto a aquisição pode garantir entregas mais rápidas em produtos da KaBum, não podemos esquecer que um grande conglomerado acaba de tirar mais uma loja independente do mercado, reduzindo opções para os consumidores.

    Netflix agora é gamer

    Mostrando que a Microsoft está certa em investir no Game Pass, a Netflix anunciou que vai entrar de vez no mercado de games em 2022. A companhia vai produzir jogos, inicialmente voltados para dispositivos móveis, e realizará a distribuição em seu catálogo de streaming.

    A empresa já flertou com narrativas interativas, mas agora a parada parece bem séria. Ou seja, em um futuro não tão distante, além de assistir filmes e séries, os assinantes da Netflix também poderão jogar algumas coisas dentro da plataforma, e sem custos adicionais.

    Enquanto isso não acontece, o serviço de streaming segue ganhando o ódio do proletariado. Para garantir mais “conteúdo de qualidade”, a Netflix aumentou o preço de sua mensalidade no Brasil.

    Para piorar a situação, o HBO Max deu as caras no Brasil com um preço bem interessante e o Amazon Prime, que já custa R$ 9,90, resolveu distribuir os dois jogos mais recentes de Battlefield de graça para assinantes. Ou seja, simplesmente não existe como te defender, dona Netflix.

    Sem bola nos PES

    A Konami meteu o louco e resolveu matar a franquia PES. Das cinzas do sucessor de Wining Eleven, a empresa erguerá eFootball, uma nova versão feita na Unreal Engine 4 que trará grandes mudanças em sua distribuição. Após ganhar muita grana no mobile, a Konami resolveu tranformar o novo título em um projeto free-to-play, em que os jogadores receberão atualizações sazonais sem custos.

    O game contará com partidas locais grátis, com um número limitado de times, e multiplayer com um passe de temporada com conteúdos. A Konami também vai oferecer mais modos de jogo como DLC — Rumo ao Estrelato e Master Liga ainda não foram confirmados, mas podem chegar como extensões pagas.

    Outro ponto importante é o multiplayer compartilhado. Além de chegar aos consoles, o jogo contará com uma versão para Android e iOS, incluindo crossplay com as versões principais. Ou seja, é a “Fortnitização do futebol”.

    Mais detalhes sobre eFootball chegam em agosto e, enquanto isso, o projeto segue em um limbo interessante. Uma implementação porca de microtransações pode matar o projeto, mas, se tudo der certo, talvez tenhamos um título capaz de mexer no mercado dominado por FIFA, que custa R$ 300 anualmente e já está gerando até fazendas de mineração com suas cartinhas.

  • Consoles vendendo, Blizzard derretendo e novo jogo brasileiro

    Consoles vendendo, Blizzard derretendo e novo jogo brasileiro

    Em uma semana olímpica, a Activision Blizzard protagonizou quase todas as tretas. Enquanto isso, os consoles da nova geração brilharam em vendas e um novo jogo brasileiro chegou ao mercado. Confira os destaques da semana no mundo dos games!


    Nevasca derretendo

    Enquanto o clima está bem frio em boa parte do Brasil, a chapa tá quente na Activision Blizzard. Antes amada pelo público, a empresa por trás de World of WarCraft está se tornando uma grande vilã no mercado de games. Após ser processada nos Estados Unidos por assédio sexual e má conduta de executivos, a empresa teve executivos lançando declarações nada saudáveis e até contratou advogados especialistas em lidar com funcionários “rebeldes”.

    Além de tocar o terror nos escritórios, os comportamentos indevidos também foram refletidos em games. Uma reportagem da Bloomberg mostrou que a empresa foi bem negligente com WarCraft 3: Reforged. Segundo as fontes, além das lideranças não definirem bem qual seria o direcionamento do projeto — remaster ou remake —, a empresa não deu muita bola para o desenvolvimento. O resultado foi um dos lançamentos mais desastrosos do ano passado.

    Lembrando que a companhia também realiza várias demissões em massa e constantemente está dando bônus cavalares para executivos de alto nível. Um pouco sem noção, né, dona Blizzard, mas vamos seguindo no aguardo de dias melhores.

    Novas da semana

    Novos valores

    A Twitch alterou os preços de inscrição em canais da plataforma no Brasil. Agora, os valores começam em R$ 7,90, uma queda de 66% em relação aos valores anteriores.

    A mudança pode incentivar mais pessoas a colocarem grana na plataforma, mas o cenário é meio assustador para quem é streamer pequeno e depende somente da renda da plataforma atualmente.

    Consoles vendendo bem

    Após lançar um relatório positivo para investidores, a Microsoft anunciou que o Xbox Series X/S são os consoles que venderam mais rápido na história da marca — a empresa, porém, não deu números exatos de unidades comercializadas.

    Para mostrar que também está indo muito bem, a Sony disse que o PS5 é seu lançamento de maior sucesso e ainda apresentou números: o produto já vendeu mais de 10 milhões de unidades.

    Ou seja, tanto Sony quanto Microsoft começaram a nova geração com o pé direito. É louco pensar que esses números podiam ser ainda melhores. Afinal, a pandemia deu uma bela atrapalhada na fabricação e estoques de eletrônicos.

    Kojima vendendo bem…

    A Kojima Production revelou que já vendeu 5 milhões de cópias de Death Stranding no PC e PS4. Enquanto os números não foram detalhados, a chegada no computador parece ter sido decisiva para o sucesso.

    Segundo estimativas do SteamDB, que não são precisas, o jogo vendeu entre 1 e 2 milhões de cópias na Steam — sem contar a Epic Games Store. Ou seja, trazer jogos para o PC no futuro pode ser um negócio bem rentável para a dona Sony.

    e Mortal Kombat 11 também

    Se você está surpreso com os números de Death Stranding, espere até saber como andam as vendas de Mortal Kombat 11. O mais novo jogo da franquia, que deixou de receber atualizações, teve 12 milhões de cópias comercializadas globalmente. Ao todo, a série já vendeu 73 milhões de unidades. Haja fatality.

    Série de Pokémon na Netflix

    Parece que a Netflix está fazendo uma série live-action de Pokémon. Após o sucesso do filme protagonizado por Ryan Reynolds como Detetive Pikachu, a Nintendo teria fechado uma parceria com o caríssimo streaming para mais conteúdos do tipo, de acordo com a Variety.

    Sem mais detalhes até agora, mas o seriado faz bastante sentido e pode ser uma das produções originais “de qualidade” que fez a Netflix aumentar seu preço no Brasil. Afinal, se tem dedo da Nintendo no meio, tem preço mais alto (brincadeira, nintendistas, não me cancelem)

    Até mais, Aloy

    A Sony deve anunciar em breve o adiamento de Horizon Forbidden West para 2022. As informações são dos jornalistas Jeff Grubb e Jason Shreneningans (eu não lembro como escreve). Apesar da falta de confirmação da empresa, as duas figuras mencionadas acima não costumam errar em seus palpites.

    Logo, se você tava querendo um PS5 para aproveitar a nova história da Aloy com gráficos de ponta, dá pra esperar mais um pouquinho antes de adquirir o console.

    Chegou o SSD

    A Sony liberou o uso de SSDs M.2 para expandir o armazenamento do PS5. Por enquanto, a novidade está disponível em beta, mas alguns usuários já podem ter a chance de apertar o minúsculo parafuso minúsculo que prende a unidade de armazenamento.

    É importante lembrar, também, que nem todos os modelos são compatíveis: para acompanhar as velocidades do console, você precisará de um SSD potente — e possivelmente caro. Se serve de consolo, a solução de armazenamento estendido do Xbox Series também não é barata — R$ 2.999, ou seja, mais caro que o console Xbox Series S inteiro.

    Rayssa Leal’s Pro Skater

    A Equipe Bomba Patch, uma das únicas instituições que ainda funciona sem problemas no Brasil, atacou novamente. No clima das Olimpíadas, os caras colocaram a skatista mirim Rayssa Leal, medalhista de prata nos jogos do Japão, em Tony Hawk’s Pro Skater. Como esperado, o vídeo com a medalhista foi hit no Twitter — assista aqui.

    Classificados

    • O icônico Grand Chase foi relançado e pode ser jogado de graça na Steam. Baixe aqui, é bem leve de rodar!
    • O Amazon Prime Gaming, que custa só R$ 9,90, está distribuindo Battlefield One de graça por tempo limitado e vai dar BFV sem custos em breve. Se você não conhece o serviço, vale a pena conferir.
    • A Epic Games está realizando uma baita promoção atualmente e, além disso, conta com dois jogos grátis. Para esta semana, a partir do 5, a loja trará ninguém menos que A Plague Tale: Innocence sem custos.
    • Red Dead Redemption 2 já pode ser encontrado por menos de R$ 100 no Xbox One e Series X/S. Além disso, o jogo está em promoção por um valor similar no PlayStation. A vida no PC segue uma desgraça e o título da Rockstar continua aparecendo com desconto por cerca de R$ 160.

    Promoções na Amazon

    • O Xbox Series S se tornou o console mais vendido na Amazon e tá saindo por apenas R$ 2.519,90, com frete grátis;
    • A edição física de God of War está custando menos de R$ 50;
    • O icônico Bloodborne está em promoção por R$ 65,55 na versão em disco. Para quem não coleciona, a edição digital tá ainda mais barata;
    • Joga online? Este cabo de rede custa de dois metros e meio custa menos de R$ 7 e pode ser entregue com frete grátis;

    Indie em destaque

    O jogo brasileiro RIO: Raised in Oblivion foi lançado para PC. Ainda em desenvolvimento, o game de tiro em primeira pessoa tem muito potencial, mas precisa de bastante polimento.

    Para quem está interessado, o game está disponível na Steam por menos de R$ 60. Como ainda está bem difícil de jogar, nossa dica é ir com baixas expectativas ou esperar até que uma versão mais estável do shooter dê as caras na loja da Valve.

    Vale a pena ver de novo

    Rainbow Six Siege é bem legal, galera. Após anos ignorando o jogo de tiro da Ubisoft, aproveitei a promoção da Epic Games Store para finalmente dar uma chance ao game, que está mais vivo que Hyper Scape.

    Apesar da fama da empresa francesa, o shooter é cheio de originalidade e conta com embates táticos em diversos mapas, durante partidas cinco contra cinco. A dica é jogar com os amigos e ver se pelo menos um deles conta com um mínimo de experiência no game, que possui diversos operadores e mecânicas bem únicas.

    No entanto, ao passar pelas barreiras iniciais, Rainbow Six Siege se torna uma experiência interessante e bem satisfatória, pelo menos quando você joga com uma galera conhecida (ou é muito bom no game).

    Tweet da semana

    A galera do misterioso Abandoned publicou mais uma imagem no Twitter fazendo uma referência escondida ao trabalho de Hideo Kojima. As teorias sobre o envolvimento do desenvolvedor no game seguem firmes e fortes. Mais novidades devem chegar em 10 de agosto, quando o “App Trailer” será liberado no PS5.


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  • Call of Duty Vanguard – Requisitos Mínimos  e Recomendados

    Call of Duty Vanguard – Requisitos Mínimos e Recomendados

    A Activision revelou os requisitos mínimos e recomendados oficiais de Call of Duty Vanguard. Trazendo a franquia de volta para a Segunda Guerra Mundial, o jogo promete corrigir as principais falhas de seus antecessores na parte técnica.

    Segundo a desenvolvedora Sledgehammer, o jogo vai ocupar menos espaço de armazenamento nos consoles de nova geração e no PC. Além disso, o título contará com um novo sistema para pegar trapaceiros, o Ricochet.

    Na parte de hardware, o jogo não deve ser desafiador. As especificações recomendadas, por exemplo, incluem componentes bastante populares, incluindo a placa de vídeo GTX 1060. A Activision também divulgou uma lista de peças para quem busca alto desempenho e competitividade, o que exige um PC mais potente.

    Requisitos Mínimos

    • CPU: Intel Core i3-4340 ou AMD FX-6300
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 960 ou AMD Radeon RX 470 com 2 GB de VRAM
    • Memória: 8 GB de RAM
    • Armazenamento: a partir de 36 GB (somente multiplayer); 61 GB para mais conteúdos // 32 GB para streaming de texturas

    Requisitos Recomendados

    • CPU: Intel Core i5-2500K ou AMD Ryzen 5 1600X
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1060 ou AMD Radeon RX 580 com 4 GB de VRAM
    • Memória: 12 GB de RAM
    • Armazenamento: 61 GB no lançamento // 32 GB para streaming de texturas

    Requisitos para competitivo/ Ultra 4K

    • CPU: Intel Core i7-8700K ou AMD Ryzen 7 1800X // 4K: Intel Core i9-9900K ou AMD Ryzen 9 3900X
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2070/RTX 3060 Ti ou AMD Radeon RX 5700XT com 8 GB de VRAM // 4K: NVIDIA GeForce RTX 3080 ou AMD Radeon RX 6800 XT
    • Memória: 16 GB de RAM
    • Armazenamento: 61 GB no lançamento // 32 GB extras para streaming de texturas

    Call of Duty Vanguard tem lançamento marcado para o dia 5 de novembro. O game estará disponível no PC e consoles PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X e S.

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  • Mudança na Twitch deve afetar drasticamente streamers de nicho

    Mudança na Twitch deve afetar drasticamente streamers de nicho

    A Twitch realizou uma grande mudança em sua plataforma recentemente e, a partir de agora, conta com preços de inscrições localizados para o Brasil. Com a novidade, os expectadores do serviço de vídeos podem dar “sub” em seus canais favoritos com valores a partir de R$ 7,90 por mês, consideravelmente menos que os R$ 22,99 praticados anteriormente.

    Segundo a empresa, os novos preços, que podem ser vistos abaixo, foram concebidos com a ajuda de criadores de conteúdo e pesquisas. Após realizar testes no Brasil e em outros mercados, a empresa aposta que os criadores de conteúdo ganharão mais dinheiro a longo prazo.

    Valores dos subs na Twitch

    Tier 1 – era R$ 22,99 e agora custa R$ 7,90;
    Tier 2 – era R$ 44,99 e agora custa R$ 15,99;
    Tier 3 – era R$ 111,99 e agora R$ 39,99

    Com os valores mais acessíveis, a Twitch espera que mais usuários utilizem os subs e, consequentemente, mais dinheiro seja repassado para os criadores de conteúdo. A teoria da empresa se mostrou certa com streamers de grande porte: Gaules, um dos maiores de seu segmento, bateu recorde de 50 mil inscrições pagas poucos dias após o anúncio da mudança. Mas e quem não possui quase 3 milhões de seguidores na plataforma, como vai lidar com a novidade?

    Período de adaptação

    Enquanto a mudança na Twitch é positiva para o público, que vai pagar menos em subs, e pode aumentar os ganhos de canais maiores, o cenário não é tão positivo para streamers de nicho. A redução de 66% no valor das inscrições pagas pode derrubar até um terço os ganhos de criadores de conteúdo — se antes a galera recebia cerca de R$ 10 com um sub de R$ 22,90, o valor agora cai para cerca de R$ 2,70 na inscrição paga de R$ 7,90.

    Para garantir que o reajuste não vai matar canais menores, a Twitch implementou um programa de subsídios e criou um período de adaptação para manter a receita atual de criadores menores. Até o ano que vem, a empresa vai garantir uma espécie de renda base para os produtores de conteúdo, desde que alguns requisitos de horas transmitidas sejam cumpridos.

    Mesmo com o auxílio da Twitch, a alteração do valor dos subs ainda pode gerar um grande impacto na rotina de canais de nicho, e alguns criadores de conteúdo já estão se preparando para essa revolução na plataforma de lives.

    Como fica a vida do pequeno streamer?

    Conhecido no Twitter por seus conteúdos sobre jogos de tiro em primeira pessoa e PC, o streamer Matheus Carpenedo vive de seu conteúdo atualmente. Porém, com a mudança realizada na Twitch, o criador de conteúdo não descarta a possibilidade de ter que arranjar outro emprego no ano que vem.

    “É uma mudança positiva aos usuários, mas não necessariamente boa aos criadores, especialmente os de pequeno e médio porte”, aponta Carpenedo, que possui 2,3 mil seguidores na Twitch, além de 30 mil inscritos no YouTube. “Isso traz novos desafios de expansão e conversão, o que é complicado pra quem já possui um público estabelecido e não cresce muito além disso.”

    Matheus Carpenedo durante live na Twitch.

    Graças ao programa de apoio da Twitch, o criador de conteúdo especializado em FPS não vai precisar se preocupar com a mudança logo de cara, mas já vai realizar movimentos para tentar manter os seus ganhos na plataforma. “Eu estimo que, caso não consiga quadruplicar a média de subs por mês ou o equivalente em doações, minha renda cairá (mesmo com um crescimento no público e retenção, que podem não ser o suficiente)”, explica Carpenedo.

    Para manter a carreira integral de streamer ativa, Carpenedo pretende realizar mudanças para tentar alcançar um público maior na Twitch. O criador de conteúdo acredita que esse possivelmente será um movimento seguido por muitos criadores, na tentativa de garantir presença na Twitch. “Acho até que muitos podem deixar a plataforma no médio/longo prazo, ou não transmitir mais profissionalmente”.

    Piloto de mentirinha, contas de verdade

    Com cerca de 5,6 mil inscritos na Twitch, o jornalista de games Igor Nápol é conhecido na internet como “Piloto de Mentirinha” e conta com um canal focado em jogos de corrida. Atualmente, o criador de conteúdo consegue viver de lives com a ajuda de seu público, mas a mudança certamente trará um impacto em sua renda como produção de conteúdo.

    Nápol explica que seu canal trabalha com foco na taxa de conversão, que basicamente visa engajar um público menor e mais fiel a ajudar o projeto financeiramente, sem a necessidade de alcançar milhares de seguidores. Porém, a nova política da Twitch segue outro caminho e, em tese, deve beneficiar criadores com um grande alcance na plataforma.

    Igor Nápol durante transmissão ao vivo de 24 horas

    Mesmo com a novidade dando vantagem para quem tem um público maior, Nápol disse que pretende manter sua produção de conteúdo atual, focando em um público específico e mais fiel. “Eu nunca vou deixar produzir conteúdo dos jogos que eu me sinto confortável e que eu quero jogar”, enfatiza. No entanto, o criador de conteúdo também vai incentivar o uso de formas alternativas de monetização para fugir dos subs da Twitch e manter sua renda. Afinal, os boletos e contas pra pagar não são “de mentirinha”.

    Durante suas lives diárias, o Piloto de Mentirinha vai incentivar que o público realize doações ao invés de apoiar o canal com inscrições pagas da Twitch. Com as doações diretas, a Twitch não fica com parte do dinheiro cedido pelos fãs e todo o valor é repassado para o streamer.

    Pedir ajuda é essencial

    Criador do canal JoGANdo, o jornalista João Gabriel Nogueira também acredita que a mudança da Twitch deve prejudicar canais pequenos. De acordo com o criador de conteúdo, o impacto da alteração de valores em seu canal, que possui cerca de 1,7 mil seguidores, vai depender do nível de crescimento a longo prazo. Afinal, com os preços menores, a tendência é que mais subs cheguem se o número de seguires subir.

    Focando em um conteúdo mais crítico, João GAN não pretende realizar mudanças em seu canal para tentar alcançar um público maior, mas vai adotar um novo comportamento durante as transmissões ao vivo a partir de agora. “Certamente vou ter que lembrar mais de pedir [subs]”, conta o criador de conteúdo.

    “Eu não gosto de ficar pedindo, então sempre esqueço. Mas agora não pode esquecer, tem que frisar que tá barato e lembrar a galera que tem condições”. Enquanto não vive exclusivamente de conteúdo, GAN também não é 100% dependente da Twitch, o que deve amenizar o impacto da mudança. O jornalista conta com uma página no Patreon para receber doações e manter seu trabalho, que ainda inclui um canal no YouTube.

    Qual a melhor forma de ajudar o streamer?

    Enquanto cada streamer vai seguir seu próprio caminho para se adaptar ao novo cenário da Twitch, todos contam com um ponto em comum: o apoio do público para sobreviver. A inscrição mais barata na Twitch deve aumentar a quantidade de dinheiro chegando aos criadores de conteúdo, mas os “subs” nem sempre são a melhor forma de ajudar financeiramente.

    Busque por opções de doação direta na página “Sobre” do canal de seu criador de conteúdo favorito na Twitch.

    Salvo raras exceções, como streamers que possuem centenas de seguidores, a divisão de valores das inscrições pagas não é tão justa e grande parte da grana fica com a Twitch. Para quem pretende apoiar diretamente na plataforma, a dica é utilizar Bits, que são mais baratos e podem render mais para o criador de conteúdo — a cada doação de 100 bits, que custam R$ 6,50, o streamer recebe 1 dólar (cerca de R$ 5,21 na cotação atual). Como mencionamos acima, o sub de R$ 7,90 normalmente rende cerca de 50 centavos de dólar, ou seja, metade do valor.

    No entanto, a maneira mais simples e direta de ajudar seu criador de conteúdo favorito é via doações. Muitos streamers utilizam formas de pagamento como PIX e Paypal para receber dinheiro diretamente de seus fãs. Assim, sem a ausência de um intermediário, toda a grana, ou pelo menos grande parte, é destinada ao responsável pelo canal.

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