Mês: janeiro 2021

  • Nvidia na CES 2021: o que rolou no evento?

    Nvidia na CES 2021: o que rolou no evento?

    O Nvidia GeForce RTX Game On apresentou boas novidades para a indústria, tanto na parte de hardware quanto para games. Entre as GPUs, a fabricante complementou a linha RTX 3000 com a GeForce RTX 3060 — curiosamente com 12 GB de VRAM, e revelou os notebooks equipados com a série RTX 30 — com alguns extras nessa parte.

    Já no departamento de games, a fabricante liderada por Jensen Huang apresentou trailers de jogos que contarão com tecnologias exclusivas da Nvidia — como F.I.S.T e Five Nights at Freddy’s com Ray: Security Breach. Por fim, a empresa também mostrou que Call of Duty: Warzone receberá DLSS, uma ótima notícia para quem já é dono de uma RTX.

    (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Tudo durou cerca de 40 minutos ou um pouco mais. Os palpites da mídia especializada se mostraram parcialmente certos: não houve GeForce RTX 3080 Ti — o que foi uma coisa boa, de certa forma. Por outro lado, os notebooks gamers com RTX e a aguardada RTX 3060 deram as caras.

    A pequena e parruda RTX 3060

    Há meses especulava-se nas redes sobre a chegada da GeForce RTX 3060. A apresentação deu poucos detalhes sobre a placa e demonstrações de performance para feitos de comparação com modelos da série RTX 20 ou de suas irmãs da série RTX 30, então o que resta são apenas palpites.

    A placa foi apresentada como “sucessora espiritual” da GeForce GTX 1060, a placa intermediária da arquitetura Pascal que tanto faz sucesso com a comunidade do PC, como pontuamos nesse artigo, já que busca oferecer um balanço convidativo entre custo, benefício e longevidade.

    (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Essa característica, no entanto, só vingará dentro de alguns meses (ou anos) e somente se a comunidade comprar a proposta. Atualmente, o mundo ainda vive as consequências da pandemia e os impactos dessa crise sanitária nas linhas de produção de várias indústrias — incluindo a de hardware. No nosso caso, o resultado é a absurda escassez de produtos nas prateleiras, a ação impetuosa de scalpers*, e valores altíssimos em varejistas nacionais, considerando que encaramos uma alta do dólar sem precedentes e graves problemas de logística.

    Nvidia GeForce RTX 3060 (Founders Edition)

    • Chip gráfico: GA106;
    • Arquitetura Ampere de 8 nm;
    • 12 GB de VRAM GDDR6;
    • Frequência base: 1320 MHz;
    • Frequência em boost: 1777 MHz;
    • Interface de memória: 192-bit;
    • Largura de banda: 360 GB/s;
    • TDP: 170W (fonte recomendada de 450W), conector customizado de 12 pinos;

    (veja mais informações no site TechPowerUp).

    Diferente da sua versão mais poderosa, a RTX 3060 Ti, lançada anteriormente, a RTX 3060 conta com 12 GB de memória de vídeo e isso pegou os espectadores de surpresa. Ainda assim, foi-se o tempo que placas de vídeo eram comparadas somente pela capacidade de suas memórias.

    (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Entenda: a memória de vídeo é um dos elementos importantes para garantir performance de uma placa — mas não o único. De longe, o mais importante deles é o chip gráfico (nesse caso, o GA106), mas sem uma memória farta (e rápida), pouco a GPU pode fazer para renderizar texturas complexas para 4K.

    Sendo assim, eliminamos o mito de que ela é superior à RTX 3060 Ti.

    “Por que 12 GB de VRAM?”

    Segundo Alexandre Ziebert, integrante do marketing técnico da Nvidia no Brasil, os 12 GB se dão pelo barramento de memória de 192-bit. O GA106 é um chip eficiente o bastante para entregar performance estável em 4K, mas a resolução é grande demais para uma GPU de apenas 6 GB de memória; então, foi necessário um ajuste.

    O barramento de memória de 192-bits implica que a placa seja preenchida com 6 GB ou 12 GB de VRAM, graças a natureza dos chips de memória que compõem o PCB. Considerando que a 6 GB seriam insuficientes para um chip gráfico desse porte, a Nvidia optou pelo tamanho maior e recheou a placa com 12 GB de VRAM.

    (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Em outros modelos, como na RTX 3060 Ti, a interface de memória de 256-bit trazem maior velocidade e possibilitam a implementação de 8 ou 16 GB de VRAM — 16 seria um exagero para o chip, por isso a empresa optou por apenas 8 GB. Na 3080, com a interface de 320-bit, pode-se escolher entre 10 GB ou 20 GB de VRAM, e a Nvidia optou novamente pela menor quantidade.

    A expectativa é que a placa de vídeo chegue ao mercado com uma performance equivalente ou superior a uma GeForce RTX 2070 Super. O lançamento no exterior está marcado para fevereiro e será vendida por US$ 329. Não há previsão de chegada ou valor sugerido para comercialização no Brasil — tampouco se existirão placas para todos os interessados.

    Notebook gamer com RTX 3000

    Ao lado do lançamento da irmãzinha menor da série RTX 30 para desktop, foram também apresentados notebooks gamer equipados com as mais recentes GPUs Nvidia. A marca destacou alguns modelos para a apresentação e afirmou de “boca cheia” que notebooks com RTX 3060 são 1,3 vezes mais poderosos que o PlayStation 5, prometendo performance suficiente para entregar 90 quadros no ultra 1080p em média.

    (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Modelos de notebooks equipados com placas RTX 3070 e 3080 também foram apresentados, prometendo 90 e 144 quadros por segundo na resolução quadHD. Os valores são estratosféricos: notebooks com RTX 3060 saem a partir de US$ 999, com RTX 3070 com US$ 1299 e RTX 3080 com US$ 1999. Não há informações sobre disponibilidade ou preço no Brasil — mas não tenha dúvida de que serão produtos para poucos.

    Resizable-BAR nas RTX 30

    Resizable-BAR (ou “BAR Redimensionável”, em tradução livre) é uma funcionalidade do PCI Express promete melhorar a performance em games. Trata-se de um aprimoramento na transmissão de dados entre o CPU e a GPU, permitindo que o processador tenha acesso total à VRAM da placa gráfica dedicada e faça seu show.

    Na teoria, os elementos renderizados pela GPU deixam de ser levados à CPU em pipeline e possam ser acessadas de forma simultânea. Essa melhoria ocorre totalmente nos bastidores, mas espera-se que a tecnologia reduza o tempo de carregamento de games e elementos na tela.

    A novidade vem por meio de atualizações de VBIOS das RTX 30 já existentes e já estará presente nas placas fabricadas que serão lançadas em março. Os notebooks apresentados no evento já terão Resizable-BAR de fábrica.


    Scalpers são pessoas que aproveitam da alta demanda por algum dispositivo eletrônico para adquirir quantidades exageradas e revendê-las por valores abusivos em mercados secundários.

  • Xbox Series X: como jogar em 120 fps e games compatíveis recomendados

    Xbox Series X: como jogar em 120 fps e games compatíveis recomendados

    A nova geração de consoles chegou ao mercado em novembro e uma das novidades trazidas no PS5 e Xbox Series S e X é o suporte para 120 frames por segundo. A taxa de quadros mais alta está presente nos produtos da Microsoft e Sony, mas o Xbox acabou ganhando vantagem por facilitar a vida de desenvolvedores e contar com suporte para a ferramenta em mais jogos, incluindo Call of Duty Warzone e Rocket League.

    É importante ressaltar, porém, que aproveitar a novidade não é tão simples. Além de só funcionar em jogos com suporte para a tecnologia, os 120 frames por segundo exigem monitores e cabos especiais, como já acontece no PC.

    Confira nosso artigo para saber como jogar em 120 frames por segundo no Xbox Series X e S. As dicas técnicas também valem para o PS5 e PlayStation 5 Digital Edition, mas alguns dos jogos compatíveis só trazem suporte para taxa de quadros mais alta nos consoles da Microsoft.

    Minha TV ou monitor suporta 120 fps no Xbox Series X e S ou PS5?

    Os 120 frames por segundo estão disponíveis atrás de algumas barreiras técnicas. Certas televisões de LG, Samsung e Sony oferecem suporte para taxa de atualização em 120 Hz, mas os modelos são bem caros. Os produtos em questão trazem a conexão HDMI 2.1, que suporta 4K e 120 frames por segundo.

    Você só pode jogar em 120 fps com um monitor ou TV compatível com a tecnologia

    Para saber se a sua televisão é compatível, basta olhar no manual ou na parte traseira do aparelho, que normalmente marca o HDMI 2.1. Outra forma simples de descobrir é conectar o console e entrar nas configurações de exibição. O Xbox Series X e S possuem uma interface intuitiva e que marca se o dispositivo de exibição conta com suporte para 120 frames por segundo.

    Para quem utiliza monitores, os consoles de nova geração podem alcançar 120 frames por segundo em modelos com 144Hz com entrada HDMI. Nesse caso, a dica é utilizar o cabo que já vem com o console para garantir a compatibilidade.

    Jogos para aproveitar com 120 frames por segundo

    A função de 120 frames por segundo é liberada pelos desenvolvedores e nem todos os games são compatíveis com a função. Para quem joga no Xbox, a forma mais simples de descobrir se um jogo possui suporte para a tecnologia é olhando as marcações da Microsoft Store, que incluem uma tag chamada “120 fps”.

    A Microsoft Store indica quando um game possui suporte para 120 frames por segundo

    Alguns jogos também possuem modos especiais de 120 quadros por segundo. Como exibir tantos frames na tela não é simples, certos games abrem mão de resoluções mais altas e travam o visual em 1080p para alcançar o framerate.

    O site Windows Central conta com uma lista que é frequentemente atualizada com jogos do Xbox que possuem suporte para 120 fps ou vão receber a função. Abaixo, você confere alguns dos títulos que contam com modo de framerate mais alto e merecem a sua atenção:

    Ori and the Will of the Wisps

    Um dos primeiros games a receber suporte para 120 fps, Ori and the Will of the Wisps consegue encarar o jogo em altas taxas de quadro em 4K e com gráficos de alta qualidade. Para quem pretende experimentar o framerate mais alto em um single-player, o jogo é uma das melhores opções. O jogo está disponível no Game Pass.

    Halo: The Master Chief Collection

    A coletânea com os jogos de Halo foi atualizada com suporte para 4K e 60 quadros por segundo e também conta com um modo de 120 frames por segundo na mesma resolução. O conteúdo está disponível no Game Pass.

    Gears 5 e Hivebusters

    Carro-chefe da Microsoft, Gears 5 foi um dos primeiros games a receber suporte para 120 frames por segundo no Xbox Series X e S. O game de tiro em terceira pessoa conta com suporte para coop local e recentemente recebeu a expansão Hivebusters. O novo DLC focado em história também conta com otimizações e capricha no visual. Todo o conteúdo também está disponível no Game Pass.

    Call of Duty Black Ops Cold War e Warzone

    O mais novo game da franquia Call of Duty vem com suporte para 120 quadros por segundo. Além disso, o battle royale gratuito COD Warzone também conta com a opção de mais quadros por segundo. É importante ressaltar, porém, que o multiplayer exige assinatura da Live Gold.

    Devil May Cry 5 Special Edition

    A edição atualizada de Devil May Cry 5 conta com diferentes modos de exibição. Além de suportar 120 quadros por segundo em 1080p, o game também pode ser rodado com Ray Tracing e opções que vão até 4K e 60 quadros por segundo, tanto no Xbox quanto no PS5. E a edição especial ainda vem com o DLC do Vergil!

    Dirt 5

    Para quem gosta de jogos de corrida, Dirt 5 conta com um modo de 120 frames por segundo no PS5 e Xbox Series X e S. Para alcançar a alta taxa de quadros, o jogo fica travado na resolução 1080p e sofre com alguns cortes no visual. Logo, a opção é indicada para quem é mais competitivo e está disposto a abrir mão de alguns recursos gráficos.

    Fortnite

    O multiplayer gratuito da Epic Games suporta 120 frames por segundo em todos os consoles da nova geração no modo battle royale. A alta taxa de quadros pode ser aproveitada em resolução 4K de maneira variável. Para travar o jogo em 120 fps, é necessário utilizar um modo de desempenho que desde a resolução para 1440p.

    Rogue Company

    Rogue Company é um jogo gratuito de tiro em terceira pessoa da Hi-Rez. Apesar de não ser tão famoso quanto um Fortnite da vida, o game também consegue divertir e pode ser uma boa opção para quem quiser aproveitar os 120 frames por segundo sem gastar (fora a grana da Xbox Live Gold, é claro).

    Rocket League

    O jogo de futebol com carros da Psyonix foi adquirido pela Epic Games em 2020 e se tornou gratuito. A versão do título para Xbox Series X e S já possui suporte para 120 frames por segundo e pode ser jogada de graça por assinantes da Xbox Live Gold.

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  • FOBIA: jogo de terror brasileiro terá Ray Tracing e DLSS no PC

    FOBIA: jogo de terror brasileiro terá Ray Tracing e DLSS no PC

    O estúdio brasileiro Pulsatrix anunciou recentemente que o jogo independente de terror FOBIA contará com recursos RTX. Segundo a desenvolvedora, o título chegará ao mercado trazendo efeitos de Ray Tracing e também DLSS, tecnologia de upscaling com inteligência artificial para garantir mais frames durante o gameplay.

    A produtora brasileira realizou o anúncio com uma imagem de comparativo nas redes sociais. Você pode conferir a diferença da aplicação da tecnologia no slider abaixo:

    Em conversa com o Jornal dos Jogos, um dos produtores de Fobia revelou detalhes sobre a aplicação do Ray Tracing no game. A equipe já está trabalhando para trazer recursos para as GPUs RTX no projeto desde agosto, segundo o desenvolvedor Thiago Matheus.

    Trabalho desde agosto

    O time começou o trabalho após o lançamento da demonstração grátis de Fobia na Steam. Na mesma época, a empresa também realizou uma campanha de financiamento coletivo, que garantiu mais de R$ 89 mil para auxiliar na criação do game.

    A equipe entrou em contato com a Nvidia e, posteriormente, recebeu apoio da empresa na implementação dos recursos. De acordo com Thiago Matheus, o processo foi trabalhoso para a equipe reduzida, mas a documentação fornecida pela fabricante de placas de vídeo está ajudando no desenvolvimento.

    Ray Tracing no Xbox e versão para PS5

    Anteriormente, a Pulsatrix também confirmou que o jogo de terror brasileiro será lançado no Xbox One, Xbox Series X e S. A empresa confirmou ao Jornal dos Jogos que pretende aproveitar o poder dos dispositivos de nova geração para utilizar Ray Tracing em tempo real nos consoles da Microsoft.

    Em relação a uma versão para PlayStation, a equipe já entrou em contato com a Sony, mas ainda não possui novidades para divulgar. Confira mais detalhes sobre Fobia na página oficial da Steam, bem como no Twitter da Pulsatrix.

    Fobia tem lançamento previsto para 2022.

  • RTX 3060 de notebook é 30% mais rápida que PS5

    RTX 3060 de notebook é 30% mais rápida que PS5

    A Nvidia revelou diversas novidades durante seu evento na CES 2021, incluindo a primeira leva de placas de vídeo da série RTX 30 para notebooks. A companhia trouxe os modelos RTX 3080, RTX 3070 e a recém-lançada placa de vídeo RTX 3060 para os portáteis.

    Segundo a Nvidia, a GPU mais básica para notebooks da série RTX 30 consegue ser 30% mais rápida que o PlayStation 5. Além disso, a RTX 3060 também é mais rápida que a RTX 2080 Super para dispositivos portáteis, garantindo um dos melhores níveis de desempenho para laptops gamers atualmente.

    Todo esse desempenho, porém, acaba pesando no preço: os valores de laptops com as novas GPUs partem de US$ 999 lá fora. As parceiras da Nvidia lançarão mais de 70 notebooks baseados em chips da série RTX 30 a partir de 26 de janeiro.

    A Nvidia também revelou a RTX 3060 de desktop, que pretende atacar no custo-benefício e está mirando a galera que possui uma GTX 1060 atualmente. a GPU traz recursos de Ray Tracing, DLSS e 12 GB de VRAM por US$ 329.

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    Comprou uma RTX? Games para aproveitar com as GPUs Nvidia

    Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

  • Comprou uma RTX? Games para aproveitar com as GPUs Nvidia

    Comprou uma RTX? Games para aproveitar com as GPUs Nvidia

    O ano de 2020 não foi amigável com os preços de hardware, mas algumas pessoas aproveitaram a Black Friday e promoções de fim de ano para dar aquele upgrade maroto no PC. A esperança era que os preços melhorassem no início de 2021, mas o cenário anda cada vez mais crítico: segundo mostram perfis de monitoramento de preço como o Observatório da GPU, os valores das placas de vídeo estão cada vez mais altos e os estoques de alguns modelos são praticamente inexistentes.

    Se você está bem de vida e resolveu migrar para uma placa de vídeo Nvidia da série RTX 20 ou RTX 30 durante os tempos sombrios para a carteira, ou então é o Henry Cavill, estamos aqui para dar uma força no departamento de games. Confira algumas dicas de jogos para aproveitar o potencial das novas GPUs da Nvidia.

    Após adquirir uma RTX 2080 Ti pouco antes do anúncio da série RTX 30, o ator Henry Cavill fez upgrade em seu computador durante um momento bem complicado no mercado de hardware

    Além de ser compatível com tecnologias como Nvidia Reflex e o programa de vídeo Broadcast, a série de placas RTX da Nvidia foram pioneiras na adoção do Ray Tracing em tempo real, que entrega sombras mais precisas e reflexos rebuscados durante o gameplay, mas que exigem bastante “poder de fogo”. Outra solução que está presente nos produtos é o DLSS 2.0, ferramenta que utiliza inteligência artificial para desafogar o uso da GPU e “operar alguns milagres.”

    A tecnologia conhecida como “Deep Learning Super Sampling” utiliza IA para aumentar a escala da imagem e entregar resultados similares ao uso da resolução nativa, mas com uma bela economia no consumo de recursos da placa de vídeo. A solução é capaz de fazer placas como a RTX 2060 entregarem Ray Tracing e até 4K, dependendo da aplicação.

    Para 2021, a tendência é que mais jogos acabem adotando o DLSS e também recursos de Ray Tracing. A Nvidia lançou um plugin para Unreal Engine 4 com a tecnologia de Super Sampling, o que deve aumentar a presença da ferramenta nos jogos. Já o Ray Tracing deve se tornar uma opção gráfica cada vez mais comum nos games, visto que além de funcionar nas RTX, agora também pode ser usado em certas placas da AMD e nos consoles de nova geração, o PS5 e Xbox Series S e Series X.

    Sem mais delongas, segue a lista com alguns jogos que oferecem uma aplicação interessante de Ray Tracing e podem entregar uma experiência divertida para o jogador, ou simplesmente mostrar os recursos gráficos em ação de maneira satisfatória.

    Fortnite

    Se você não quer gastar nada para sentir o poder dos recursos RTX, a melhor pedida é Fortnite. O jogo de battle royale gratuito da Epic Games traz suporte para diversos efeitos de traçado de raios em tempo real. Além disso, o game também é compatível com DLSS e Nvidia Reflex, que melhora a latência nas partidas online.

    Na parte de Ray Tracing, o jogo gratuito conta com suporte para sombras, reflexos, oclusão de ambiente e iluminação global. A aplicação conta com diferentes níveis de qualidade, o que permite personalizar a experiência com base no seu sistema.

    O DLSS também está bem variado em Fortnite e conta com as opções Qualidade, Balanceado e Performance. Assim, o usuário pode escolher um equilíbrio no desempenho de imagem na hora de ativar o recurso para ganhar mais frames por segundo.

    Call of Duty Black Ops Cold War

    O mais recente game da franquia da Activision traz suporte para Ray Tracing em tempo real para sombras, Nvidia Reflex e DLSS. O grande destaque fica por conta da tecnologia de upscaling e antialising, que garante ganhos consideráveis de desempenho.

    Além de garantir gameplay em 4K na campanha, o DLSS brilha no multiplayer. A tecnologia pode ser utilizada para gerar mais frames durante a competição, garantindo mais fluidez no gameplay.

    A parte online de Black Ops Cold War foi integrada ao popular battle royale Warzone e podemos esperar um ano de conteúdos para o jogo. A Activision já começou a oferecer promoções no título e, dependendo do seu timing, talvez dê para pegar o game com um preço mais camarada que o convencional no PC.

    Call of Duty Black Ops Cold War pode ser comprado na Battle Net por valores a partir de R$ 229,90 no PC, mas recebeu uma promoção com 33% de desconto logo após seu lançamento.

    Control

    O jogo single-player da Remedy é praticamente um benchmark de Ray Tracing no PC. Control possui suporte aprofundado para sombras, iluminação global e reflexos com traçado de raios em tempo real, o que garante visuais que chamam a atenção nas GPUs RTX.

    O game protagonizado por Jesse Faden também foi um dos primeiros a utilizar o DLSS. Como o Ray Tracing é pesadão, a versão 2.0 da tecnologia também brilhou no game da Remedy.

    Saindo da parte técnica, Control também impressiona com uma história cheia de mistérios. Além disso, o jogo também conta com um gameplay cheio de destruição e poderes especiais, que tornam a jornada na pele de Jesse Faden bem interessante.

    Control já está presente no Xbox Game Pass de consoles, mas infelizmente não deu as caras na versão de PC do serviço. Você pode comprar o game da Remedy na Steam e Epic Games Store por valores a partir de R$ 113.

    Wolfenstein Youngblood

    O spinoff da famosa franquia de matar nazistas é um dos games mais interessantes quando o assunto é implementação de Ray Tracing. O título é um dos primeiros em Vulkan a trazer suporte para recursos RTX, mas não deixa a desejar pelo uso da API diferente do DirectX.

    Wolfenstein Youngblood traz reflexos com traçado de raios em tempo real em uma implementação tão robusta que dá para ver inimigos atrás de você pelo vidro da luneta de uma sniper, por exemplo. O jogo também conta com DLSS e foi um dos títulos de estreia da versão Ultra da tecnologia, capaz de rodar jogos em até 8K na RTX 3090.

    Enquanto o game não chama muita atenção na história, o gameplay segue os moldes da franquia Wolfenstein e ainda traz suporte para coop online. Assim, você pode experimentar os recursos RTX com qualidade em qualquer GPU compatível enquanto mata nazistas com um amigo (a).

    Wolfenstein Youngblood está disponível por R$ 115 na Steam, mas também pode ser jogado no Xbox Game Pass de PC. Considerando que o título gera “mixed feelings”, vale a pena testar as águas pelo serviço da Microsoft antes de realizar a aquisição do game.

    Minecraft RTX

    Conhecido antigamente pelos seus gráficos simples, Minecraft recebeu um upgrade graças às tecnologias RTX. Após um período em beta, os recursos de Ray Tracing em tempo real já estão disponíveis para todos os jogadores da versão Windows 10 do game.

    A aplicação de Ray Tracing em Minecraft chama a atenção pelo contraste com o visual original do game. Os efeitos de sombra, reflexos e iluminação garante mais profundidade gráfica para cada tipo de bloco e material no game.

    O Nvidia DLSS também está presente e garante mais desempenho nas placas RTX para encarar todos os recursos de traçados de luz. O jogador pode aproveitar os gráficos rebuscados em mapas compatíveis e a presença de RTX não impacta na experiência multiplayer.

    Minecraft pode ser comprado na Microsoft Store por R$ 99,95

    Mais games com recursos RTX

    Você pode conferir mais games que possuem suporte para tecnologias RTX no site oficial da Nvidia. Além dos títulos mencionados, outros grandes lançamentos também contam com as soluções, mesmo que não sejam sinônimo de performance.

    Dois exemplos de games que capricham na implementação de Ray Tracing e trazem suporte para DLSS são Cyberpunk 2077 e Watch Dogs Legion. Os games entregam visuais impressionantes com a tecnologia de traçado de raios em uso, mas ainda precisam de polimentos para rodar melhor no PC — o caso de Cyberpunk, especialmente, é bem crítico até nos consoles.

    O site da Nvidia também lista jogos que chegarão futuramente ou receberão atualizações com recursos de Ray Tracing, como é o caso de Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 e Dying Light 2. A empresa também indica algumas demonstrações gratuitas dos recursos RTX, como a Tech Demo de Star Wars que apresenta os reflexos feitos com Ray Tracing.

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  • Xbox Game Pass: Skyrim e outros RPGs para jogar com a assinatura

    Xbox Game Pass: Skyrim e outros RPGs para jogar com a assinatura

    Com mais de 100 jogos em seu catálogo, o Xbox Game Pass conta com jogos para atender jogadores com praticamente qualquer gosto. Mesmo com a oferta ampla, o serviço tem se mostrado uma opção interessante para conhecer grandes RPGs e, no futuro, receberá grandes jogos do gênero futuramente.

    Abaixo, você pode conferir algumas dicas de RPGs renomados que estão inclusos na assinatura, que recebeu recentemente uma promoção de três meses por R$ 5 em sua edição Ultimate. O plano mais parrudo do Game Pass inclui acesso ao catálogo de PC e console, Xbox Live Gold e também alguns brindes para jogos online.

    O Xbox Game Pass de console está disponível para Xbox One, Xbox Series X e Series X, enquanto a versão de computador pode ser utilizada em PCs com Windows 10.

    The Elder Scrolls V: Skyrim (console)

    O mais icônico RPG da Bethesda entrou no Xbox Game Pass de console em dezembro. A versão disponível no serviço é a Special Edition, que inclui melhorias gráficas e uma loja de mods. Enquanto o jogo roda no Xbox Series X e S via retrocompatibilidade, o poder extra do hardware garante mais força para aguentar as modificações, incluindo o tweak que traz suporte para 60 quadros por segundo.

    The Witcher 3: Wild Hunt (console)

    Cyberpunk 2077 está em alta por causa de seus problemas técnicos, mas a CD Projekt Red já possui outro RPG de qualidade e que funciona muito bem em todas as plataformas. The Witcher 3 Wild Hunt é um dos melhores jogos da oitava geração de consoles e já pode ser encontrado por valores na casa dos R$ 30 em promoções e está disponível no Game Pass de console.

    Dragon Age Inquisition (console)

    Seguindo a vibe dos RPGs, Dragon Age Inquisition também é um grande expoente do gênero e que pode ser jogado por meio do EA Play e do Xbox Game Pass Ultimate, além de estar disponível na Steam e consoles PlayStation. A produção marca um dos últimos momentos de glória da BioWare, que deu uma bela decaída nos últimos anos e pretende voltar aos momentos de glória nos próximos anos.

    The Outer Worlds (console e PC)

    Para quem está em busca de algo mais moderno, um RPG de qualidade que pode ser jogado pelo Xbox Game Pass de PC e console é The Outer Worlds. A produção da Obsidian Entertainment traz alguns aspectos icônicos da principal obra do estúdio, Fallout New Vegas, e traz uma odisseia espacial cheia de ação e humor.

    The Surge 2 (console e PC)

    Publicado pela Focus Home, The Surge 2 é a sequência de um jogo de 2017 e se destaca pelo gameplay desafiador. O RPG também conta com uma pegada futurista, alguns aspectos que lembram Dark Souls e armas bem maneiras. Vale a pena dar uma conferida no game, que pode ser jogado no Game Pass de PC e console.

    Greedfall (console e PC)

    Vou ser sincero com vocês: ainda não joguei Greedfall e fiquei com vontade de comprar algumas vezes pelo visual que lembra The Witcher 3. O jogo publicado pela Focus Home acompanha o conflito de um grupo de colonizadores que pretende conquistar uma ilha repleta de magia e criaturas místicas. Se você, assim como eu, pretende conferir essa premissa interessante, o jogo está disponível no Game Pass de PC e console, e frequentemente aparece com um desconto maneiro nas lojas online.

    DRAGON QUEST XI S: Echoes of an Elusive Age (console e PC)

    A versão definitiva do game de DRAGON QUEST XI S está disponível no Xbox Game Pass de PCs e consoles e foi uma das principais adições do catálogo em dezembro de 2020. Cheio de personagens carismáticos, o jogo está recheado de conteúdo, traz dublagem em inglês e japonês e gráficos de qualidade. O título ainda conta com a opção de jogar em um modo clássico com visual pixelizado. Vale a pena conferir!

    RPGs que chegam futuramente ao Game Pass

    Além de já contar com diversos RPGs interessantes em seu catálogo, o Xbox Game Pass também receberá outros títulos de peso desse gênero futuramente. A Microsoft comprou a Bethesda em 2020 e também anunciou projetos promissores que serão lançados futuramente nos consoles Xbox e no Windows 10.

    Abaixo, você confere alguns RPGs maneiros que já foram confirmados pela Microsoft. Vale ressaltar, porém, que todos os projetos ainda não possuem data de lançamento confirmada, mas chegarão ao Game Pass assim que estiverem disponíveis no mercado.

    Fable

    O retorno da clássica franquia do Xbox foi confirmado em 2020 com um teaser, mas ainda não temos uma data para a chegada do game. A produção está nas mãos da Playground Games, que é famosa pela franquia Forza Horizon.

    Avowed

    Avowed é uma produção da Obsidian Entertainment e será o primeiro grande RPG feito pela empresa após ser adquirida pela Microsoft. As expectativas são altas!

    Starfield

    Anunciado em 2018 pela Bethesda, Starfield é um RPG que acontece no espaço. O jogo ainda não tem data de lançamento, mas foi confirmado no Game Pass logo após a aquisição da desenvolvedora pela Microsoft.

    The Elder Scrolls VI

    A aquisição da Bethesda também colocou a franquia The Elder Scrolls nas mãos da Microsoft. Assim como outros first-pary da Microsoft, o próximo título da série chegará ao Xbox Game Pass, mas o RPG ainda não tem uma data de lançamento definida.

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  • Teardown: um playground de destruição e Ray Tracing

    Teardown: um playground de destruição e Ray Tracing

    Certo dia, um jogo em acesso antecipado foi detectado no meu radar num vídeo do gloriosíssimo Digital Foundry, o Teardown. O game que permitia total destruição do cenário construído em voxels — pixels tridimensionais, para quem ainda não conhece — tinha grandes feitos em capacidade gráfica. É indiscutivelmente lindo — e pesado —, e oferecia uma gameplay que jamais vi antes, além de uma ambientação e trilha sonora curiosas. Pus as mãos nele durante a última promoção da Steam, mas do que se trata?

    Assim que parti para a primeira missão da campanha, o jogo me cativou. São poucas as ferramentas iniciais — uma marreta, uma lata de tinta spray amarela e um extintor — e seu primeiro “trabalho” é demolir uma casa. O cenário é o pontapé da história de vinganças e demolições mútuas entre policiais, donos de fábricas e milionários. É tudo muito doido, mal me prendo à esses detalhes.

    Nessa primeira ocasião, o jogo apresenta os explosivos em gás, alguns veículos, física e diferentes materiais que compõem uma casa. É tudo muito simples e introdutório, mas não deixei de ficar empolgadaço. Depois de concluir a demolição completa da casinha, munido de explosivos, marreta e tratores, partimos para um dos primeiros ambientes do game.

    Destruir, roubar e algumas coisas mais

    Teardown se assume um grande playground quando se trata de ambientes. É uma lista seleta de localizações que serão revisitadas inúmeras vezes para ocasiões diferentes. Cada um desses ambientes faz o que mais gosto: contam uma história dos seus donos e das pessoas que lá habitam ou trabalham. A cada sessão, eles mudam — entram em obras para reformas, refazem a segurança, constroem novos pontos e por aí vai.

    Teardown, eventualmente, é uma demonstração virtual de uma junção de gambiarras. (Fonte: Teardown/Divulgação)

    No game, as missões tendem a apresentar puzzles que implicam em observação, planejamento e execução. A maioria das missões implica no roubo de objetos e carros, mas nem de longe se restringem a isso. Todas elas são variadas o bastante para garantir uma nova dinâmica a cada contrato a ser concluído e cada sessão dura cerca de 30 minutos ou mais, dependendo da sua dedicação.

    Ao fundo, o jogo apresenta uma belíssima trilha sonora que remete à filmes de espionagem antigos e ao tão amado — pelo menos, por mim — Driv3r do saudoso PlayStation 2. Dá para facilmente encarar longos minutos no planejamento do trabalho ouvindo o som e curtir a vibe de 13 Homens e um Novo Segredo (e derivados).

    Ademais, há uma boa variedade de veículos e até missões com pistas de corrida. Ainda não joguei tudo e torço que ainda tenha muito por vir. Até lá, garanto que já me diverti bastante com Teardown e valeu cada centavo investido.

    Um profissional em demolição

    A progressão é muito bem nivelada com os níveis atingidos pelo jogador — que ainda não sei se são atrelados às missões secundárias concluídas nos contratos. Cada nível dá algum bônus; entre elas, ferramentas novas, como shotguns, revólveres, explosivos arremessáveis, C4 e outros que ainda não descobri — e todos com upgrades que podem ser adquiridos pelo computador do game.

    Por se tratar de um playground, Teardown dá abertura para infinitas abordagens. Quando me dei conta de que meu estilo de demolição e roubo são únicas, vislumbrei a real beleza do game. Fazer as missões sem procurar por tutoriais em qualquer lugar é o ideal, dando total liberdade para a própria noção de planejamento.

    Planejamento é crucial para a execução de um plano. (Fonte: Teardown/Divulgação)

    O contrato que mais gosto de lembrar foi um que eu deveria detonar vários barris com gás explosivo em um determinado tempo. Todos eles estavam presos à barras de ferro nas paredes e distantes uns dos outros. Na ocasião, o único alarme do local detectava apenas explosões de grandes proporções — nesse caso, a dos barris.

    Daí me veio a ideia: “e se eu reunisse todos os barris em um único local e utilizasse um explosivo para detonar todos eles simultaneamente e logo escapar?”. Acredite, deu certo! Demorou uns longos 30 minutos para pegar cada frágil barril e levar para o local determinado, próximo do veículo de fuga. Os recipientes eram delicados e pancadas mais bruscas explodiam tudo e o plano ia para o ralo. Partindo disso, usei e abusei dos saves. A observação e planejamento podem ter sido demoradas, mas a execução levou apenas 0,2 segundo.

    Ray Tracing para o mundo!

    Depois de passar por algumas das missões, enalteci o zelo da Tuxedo Labs na introdução de detalhes dos ambientes e em toda a beleza de cada cenário. Como o Digital Foundry detalha muito bem em vídeo, todo o game usa iluminação em uma curiosa aplicação de Ray Tracing — lindíssima, por sinal — que se encaixa muito bem nesses ambientes destrutíveis.

    O motor gráfico de Teardown toma conta da iluminação de forma magistral e de forma coerente com a temática do game. Tudo é feito em tempo real, com um intenso trabalho de filtros, iluminação volumétrica, oclusão do ambiente e reflexos. A aplicação permite que ela seja executada até em placas gráficas sem núcleos dedicados para traçado de raios, mas a custo de quadros por segundo em todos os casos.

    Esse fator já torna Teardown uma obra de arte. Cada localidade que o jogador visita é um colírio para os olhos. Cada material responde à luz de forma precisa, ao lado de um poderoso mecanismo para oclusão de ambiente em contato de objetos. O reflexo, por sua vez, também é calculado em tempo real e tira as cores de objetos fora da tela para poupar processamento, o que somado aos horários dos trabalhos acaba sendo uma solução genial para deixar tudo maravilhosamente lindo.

    Além disso, não posso esquecer das mudanças de clima para cada missão. Às vezes, chove, e tudo fica mais brilhante e escorregadio que o normal. Quando no entardecer, o ambiente fica bem alaranjado, com uma grossa névoa que permeia as salas.

    (Fonte: Teardown/Divulgação)

    Poderia gastar mil horas aqui descrevendo a sensação de solidão proporcionada pelo game, já que o jogador nunca encontra nenhum outro NPC (tampouco se vê na tela). É tudo meio sem explicação. As missões são apenas a parte final de uma investigação minuciosa para entrar num local totalmente vazio, cumprir o objetivo e escapar antes que o helicóptero da polícia te encontre.

    Teardown é uma obra brilhante destinada a nova geração, considerando os refinados visuais e natureza dinâmica em voxels. Deve passar despercebido por muita gente, mas vale ficar de olho por novidades e eu torço que ele faça barulho. Aos responsáveis pelo game da Tuxedo Labs, meus sinceros parabéns. Já aos curiosos, a dica: Teardown está em promoção na Steam e sai por menos de R$ 40 na loja (e ainda em acesso antecipado).

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  • 13 party games para curtir nas férias

    13 party games para curtir nas férias

    Os games com modo para cooperativo locais foram perdidos no tempo. Ainda assim, se você está procurando algo para se divertir com colegas ou familiares em party games descontraídos, confere essa lista especialmente elaborada por um fã assíduo dessas criações curiosas.

    Se liga aí na lista de melhores games para tela dividida no PC e nos consoles:

    1. Boomerang Fu

    Fatiar frutinhas é uma temática clássica que ainda tem muito a ser explorada. Em Boomerang Fu, você, amigos e máquina assumem o papel de uma fruta, leite, sushi, bacon e outras comidinhas com o objetivo de cortar o coleguinha no meio com um boomerang. Parece legal, né?

    Tem mais: há três modos de jogo atualmente, o jogo é polido e com mecânicas precisas que garantem um ganho de habilidade fácil e uma competição acirrada, mas dá espaço para presepadas e gafes enquanto as comidinhas disputam pelos pontos. A disputa acontece com golpes corpo-a-corpo, dashes, parrys e power-ups poderosíssimos, mas que oferecem um balanço de forma criativa.

    Particularmente, Boomerang Fu foi uma das maiores surpresas do ano, descoberta num dos festivais de demos indies gratuitas da Steam, acompanhado por uma comunidade e criadores muito apaixonados pelo game. Boomerang Fu está disponível para Xbox Series S/X; Xbox One; Nintendo Switch e PC.

    2. Overcooked! 1 & 2

    Um clássico dos party games, Overcooked é um teste de resistência para amizades, famílias e casais. Sua premissa é simples: entregue os pedidos solicitados nos mais variados restaurantes — que incluem estações espaciais, casas mal assobradadas e outros bombásticos cenários.

    Os pedidos variam em nível de complexidade, os cenários impõem desafios de coordenação e as metas de pontuação exigem planejamento e atuação bem controlada. É uma experiência absurda de boa e pode gerar intrigas (o que é muito bom).

    A franquia Overcooked é mais um exemplo de sucesso da Team17 e ele receberá uma versão remasterizada com os dois jogos para a geração do PlayStation 5 e Xbox Series S/X, o Overcooked! All You Can Eat. Apesar de ser exclusivo da mais recente geração, os outros jogos da franquia estão disponíveis para todas as demais plataformas: PC (também no Xbox Game Pass), Nintendo Switch, Xbox One e PlayStation 4.

    3. TowerFall Ascension

    Abertamente inspirado na era de ouro dos jogos cooperativos locais, TowerFall Ascension é um frenético jogo de duelos entre arqueiros refinado e com uma variação quase infinita de situações. Mais intenso que o Boomerang Fu, TowerFall Ascension tem uma curva de aprendizado mais extensa e abre espaço para embates acirradíssimos.

    Tem power-ups, cenários variados, mapas dinâmicos, armadilhas e até modo cooperativo contra inimigos controlados pela máquina. Foi um dos primeiros jogos a me introduzir nesse mundo de “competições amigáveis” e rendeu um quebra-pau amistoso entre amigos em toda partida.

    TowerFall Ascension Está disponível para consoles Xbox; PlayStation 4; Nintendo Switch e PC.

    4. Moving Out

    Outro criativo título da Team17 é Moving Out. Inspirado em sitcoms norte-americanas de décadas passadas, simulando um programa de humor protagonizado por freteiros e ajudantes que devem realizar mudanças nas mais adversas situações.

    É mais desajeitado que o Overcooked!, consequentemente exigindo menos coordenação e planejamento, tornando-o significativamente mais descontraído. Foi uma grande surpresa do ano e o foco na acessibilidade é notável. Dá para aproveitar boas horas para completar a campanha e rejogar mapas para atender objetivos secundários.

    Moving Out está disponível para PC, consoles Xbox, PS4 e Nintendo Switch.

    5. Human: Fall Flat e Gang Beasts

    Me admira esses games não terem sido obra do mesmo estúdio, considerando suas semelhanças: incorpore um boneco desprovido de força, equilíbrio e muita coordenação em trajetos de obstáculos, puzzles que envolvem a física do game e, no caso do Gang Beasts, uma pancadaria desengonçada.

    Em Human: Fall Flat, amigos se reúnem com personagens personalizados em um playground cheio de objetos e atividades que envolvem a física do game, permitindo uma abordagem livre por parte dos jogadores (inclusive, de não cooperar). É uma ótima pedida para tardes de descontração e, se tudo der errado, partir para uma vingança intensa no Gang Beasts.

    Human: Fall Flat está disponível para consoles Xbox, PlayStation 4, PC, Nintendo Switch e Android; Gang Beasts está somente no Xbox, PlayStation 4 e PC.

    6. Stardew Valley

    Como integrante dessa equipe, posso afirmar que o Jornal dos Jogos é totalmente apaixonado por Stardew Valley. Esse jogo de fazendinha que herda o melhor de Harvest Moon (e faz melhor) é um grande ícone da comunidade do PC e deveria ser encarado como exemplo na indústria — já que a Concerned Ape atualiza o game com novo conteúdo constantemente.

    Recentemente, devo mencionar, o game finalmente recebeu multiplayer com tela dividida no PC e permite jogatina em uma única máquina. Além disso, há personagens novos e mais coisas para fazer na Vila Pelicanos. Vale a pena conferir, se você ainda não o conhece, ou revisitá-lo, já que há boas novidades por lá.

    Stardew Valley está disponível para PC, consoles Xbox, PS4, Nintendo Switch, Android e iOS.

    7. Unrailed!

    “Coletar”, “planejar” e “construir” são alguns dos verbos de Unrailed!. O game de construir trilhos para um trem que deve viajar entre estações, biomas e outros obstáculos é desafiador e põe em cheque a cooperação e coordenação dos jogadores.

    O game é simples, mas é meticulosamente preparado para colocar à prova a dinâmica entre os participantes. Deve-se coletar recursos, produzir novos trilhos, colocá-los a frente do trem, configurar um trajeto e, enquanto isso, se livrar de ladrões, animais, fazer ponte em rios e resfriar o trem quando pega fogo.

    Unrailed! está disponível para PC, PS4, consoles Xbox e Nintendo Switch.

    8. Untitled Goose Game

    Esse “jogo do ganso” (para os íntimos) é uma peça divertidíssima para momentos em família ou amigos, permitindo que pessoas que tenham tido pouco contato com videogames mostre sua criatividade e empolgue quem assiste.

    O jogador assume o papel de um ganso, que pode ser acompanhado por outro ganso na tela dividida, e a dupla deve cumprir uma série de objetivos para liberar a próxima seção do jogo. Basicamente, o ganso precisa bagunçar a rotina das pessoas pela cidade das formas mais variadas possíveis — roubar chapéus, assustar crianças, trocar óculos e por aí vai — sem ser pego pelos humanos.

    Untitled Goose Game está disponível para PC, PS4, consoles Xbox, Nintendo Switch.

    9. Biped

    Biped quase passou por baixo do meu radar, mas quando o vi, não pude perder a oportunidade. Pensado para ser jogado em dupla, Biped dá o controle sobre o par de pernas de dois robôs caricatos; sua missão é passar por uma série de obstáculos de coordenação motora e chegar até o fim do trajeto, ao mesmo tempo que coleta estrelas, moedas e descobre segredos dos cenários.

    O jogo é lindíssimo e tem uma leve história por trás dos desafios e companheiros que você se depara pelo caminho. Os desafios são variados o bastante para não gerar o sentimento de repetição, mas o jogo acaba sendo curto demais e pode ser uma experiência de uma única tarde.

    Biped está disponível para PC, PS4, consoles Xbox e Nintendo Switch.

    10. Heave Ho

    Vou deixar o trailer falar por si só neste caso, já é o suficiente para conquistar qualquer um:

    Heave Ho está disponível apenas par PC e Nintendo Switch.

    11. Tricky Towers

    Tetris competitivo é uma realidade, mas não é Tricky Towers — mas ele tenta. O game é uma competição de três modos diferentes com montagem de torres e peças que vêm do clássico game, mas introduz gravidade, atrito e outros fatores para montagem da frágil torre e coloca jogadores para competir entre si com poderes mágicos.

    Montar a maior torre, sobreviver a um número determinado de peças sem perder as vidas ou finalizar a construção mais “densa” são os três modos disponíveis em Tricky Towers — que conta com modo online, campanha solo ou batalha em tela dividida para até quatro jogadores. É fácil de jogar, mas difícil de “masterizar”. Vale a pena dar uma conferida.

    Tricky Towers está disponível para PC, PS4, consoles Xbox e Nintendo Switch.

    12. Keep Talking and Nobody Explodes

    Esse tutorial para equipe anti-bombas é receita para desgraça para relacionamentos de todo tipo. Ele deve ser jogado em dupla, e um deve desarmar a bomba ao destravar os vários mecanismos, enquanto o outro lê um arquivo em PDF (também em português) que ensina a desarmá-la.

    É um jogo de “telefone sem-fio” moderno, onde um descreve o que está a sua frente da melhor forma possível, enquanto o outro deve dar as instruções para solucionar os puzzles. É bacaníssimo.

    Keep Talking and Nobody Explodes está disponível para PC, PS4, consoles Xbox, Nintendo Switch e Android.

    13. UNO

    É UNO. Para computador.

    UNO está disponível para PC, consoles Xbox, PS4 e Nintendo Switch.

    Aproveite as promoções da Steam

    As principais promoções de fim de ano da Steam vão até dia 05 de janeiro de 2021. Vários dos títulos citados estão em promoção por lá ou também na Epic Games. Os games estão espalhados por aí e o verão, para muitos, está só começando.

    Sendo assim, se vale a dica: tente aproveitar alguma promoção e levar algum desses para casa. A maioria da lista é acessível para computadores mais humildes e também estão disponíveis para os consoles. Se algum desses te conquistar, sinta-se a vontade de contar para gente como foi sua experiência.

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  • Call of the Sea é um indie bonito, desafiador e cativante

    Call of the Sea é um indie bonito, desafiador e cativante

    Enquanto eu lidava com os bugs de Cyberpunk 2077 no começo de dezembro, resolvi dar uma explorada no catálogo do Game Pass e encontrei um indie bem maneiro lançado recentemente: Call of the Sea. A produção do estúdio Out of the Blue e da Raw Fury parece uma fusão de conceitos que encontramos em obras de H.P. Lovecraft e filmes do Guillermo del Toro.

    O game utiliza perspectiva em primeira pessoa, se passa nos anos 1930 e acompanha uma professora de artes com uma doença rara. Seu amado e aventureiro marido foi em busca de uma cura para a enfermidade em uma ilha e acaba desaparecendo.

    O objetivo do jogador é ajudar a protagonista Norah a encontrar Henry, mas a personagem acaba se descobrindo durante sua misteriosa jornada em uma ilha no Pacífico Sul. Durante meu gameplay no Xbox Series X, fui presenteado com belos gráficos e alguns quebra-cabeças extremamente desafiadores. O grande destaque, porém, é a história.

    História

    Call of the Sea traz uma pegada cinematográfica, narrativa envolvente e um universo bem interessante. Os puzzles complicados me fizeram dar uma pausa na jornada algumas vezes, mas rapidamente eu voltava para o gameplay em busca de respostas para a história.

    A jornada de Norah pela ilha do pacífico é cercada de mistérios sobre uma civilização antiga. Durante as fases, podemos ver a professora de artes evoluindo enquanto encontra sua essência no local. No final, ainda somos brindados com respostas interessantes sobre o universo do game. Além disso, Call of the Sea oferece uma escolha que carrega todo o peso do tempo que passamos com a personagem em sua viagem.

    Para quem está ocupado com outros jogos, trago uma boa notícia: Call of the Sea não é muito longo e eu matei praticamente todo o game em um domingo. É uma experiência surpreendente e com um dos melhores finais que vi em jogos de história em 2020.

    Call of the Sea está disponível para jogar no Game Pass de Xbox e PC. Atualmente o título é exclusivo de console no Xbox One e Series X/S. Com sua qualidade narrativa e gráficos bonitos, o projeto da Out of the Blue pode ser considerado um dos games mais interessantes para jogar nesse início de geração morno para os dispositivos da Microsoft.

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