A semana do dia 5 de novembro pode ser considerada como “a calmaria que antecede a tempestade” no Xbox Game Pass. O serviço está prestes a se “fundir” com o programa de assinatura da EA, o EA Play, e expandir seu catálogo de jogos ainda mais, incluindo títulos de peso.
O estilo “O PATRÃO FICOU MALUCO” é impagável. (Fonte: Microsoft/Reprodução)
Indo ao que importa, os games adicionados ao Xbox Game Pass no dia 5 de novembro de 2020 ainda são games que merecem atenção. No total, cinco novos títulos serão adicionados ao catálogo, são eles:
Celeste (Android via xCloud, console e PC)
Reconhecido pela comunidade como um importante título oriundo de uma produção independente, Celeste é um charmoso jogo de plataforma totalmente focado na precisão de movimentos.
Seu visual é elegante, todo pixelizado, somado a uma trilha sonora inconfundível e cativante. É, sem dúvidas, uma das paixões pessoais e é uma grande adição ao Xbox Game Pass. Se vale a dica, o ideal é aproveitar o game utilizando um controle.
Deep Rock Galactic (Android via xCloud, console e PC)
Você e seus amigos compõem um grupo de anões mineradores que exploram cavernas intergalácticas enquanto enfrentam inimigos, coletam recursos e aproveitam a mecânica de construção e destruição de ambientes.
É um prato cheio para a passar o tempo e descobrir um novo universo, mas seu potencial está na união entre amigos e na execução de tarefas em conjunto — e no enfrentamento de inimigos, que é a magia do jogo.
O visual é cartunesco, o modelo de jogo é em primeira pessoa e há um conjunto de armas poderoso para enfrentar as ondas compostas por dezenas de aranhas e outras criaturas espaciais. A diversão é garantida.
Eastshade (Android via xCloud, console e PC)
Com ambientação e mundo inspirados em RPGs famosos como The Elder Skrolls V: Skyrime The Witcher 3, Eastshade é um jogo introspectivo que te faz pintar os ambientes que marcam a sua jornada pelo mundo do game.
Colocada como mecânica central do game, a pintura em Eastshade tenta transmitir o sentimento de observação e contemplação. Os visuais são belíssimos, as criaturas são cheias de personalidade e a aventura calma e pacata é a proposta do game.
Pode ser tedioso para os jogadores que esperam um jogo de ação mais emocionante ou uma história cheia de reviravoltas, mas se seu objetivo é relaxar e passar o tempo, Eastshade é uma boa escolha.
Knights and Bikes (console e PC)
Devo confessar que esse despertou minha curiosidade é um game que dá grande destaque ao visual feito à mão em uma jornada vivida numa ilha britânica nos anos 80. É uma aventura protagonizada pela dupla Nessa e Demelza, que superam diversas situações, problemas, enquanto descobrem amigos, constroem sua história através de diálogos, melhoram suas bicicletas e descobrem os lindos ambientes da ilha.
Particularmente, a premissa curiosa desse jogo e o multiplayer local são grandes atrativos. Aprecio games que tentam criar experiências para mais de um jogador, cientes da dinâmica que essa cooperação íntima com a dupla proporciona. Gostaria que tivesse multiplayer online, mas talvez o couch co-op seja realmente a combinação ideal.
Comanche (PC)
Por fim, o título de ação do conjunto. Comanche é um frenético jogo de tiro em terceira pessoa onde você controla poderosas espaçonaves recheadas com armamento letal. Desenvolvido pela THQ Nordic e lançado em março deste ano, Comanche é como um reboot de uma franquia conhecida lá dos anos 90, que tinha a mesma premissa: tiroteio entre helicópteros (e derivados).
Não é lá um game muito inédito, mas pode render algumas boas horas de diversão e intensos embates contra ou com colegas. É um bom passatempo, pode render grandes emoções e boas horas de gameplay, mas não é algo que atraia minha atenção.
BÔNUS: Disney+
Anunciado na manhã desta segunda-feira (09), assinantes do Xbox Game Pass Ultimate receberão um bônus de 30 dias para acessar os conteúdos do Disney+ sem qualquer valor adicional. Como o serviço ainda nem foi lançado no Brasil (a estreia está prevista para o dia 17 de novembro), a chegada do bônus para o pagante brasileiro ainda é incerta, mas é bom ficar de olho.
O Disney+ será o serviço de assinatura da gigante do entretenimento e contará com centenas de títulos da companhia, incluindo a premiada série The Mandalorian. É um prato cheio para acompanhar nas férias de verão que estão para chegar.
Ademais, se vale a sugestão, o Jornal dos Jogos — mais especificamente, o Mateus Mognon — preparou uma minuciosa análise sobre o comportamento do mercado de games e como as companhias parecem estar se movimentando para se tornarem “a próxima Disney+ dos videogames”. Vale (muito) a pena conferir.
O Xbox Game Pass é um sucesso absoluto no Brasil e possibilita que o fã de Xbox brasileiro tenha acesso a um catálogo com mais de 100 jogos a um custo reduzido — especialmente útil para períodos com dólar alto e jogos alcançando o teto de R$ 350. Pensando nisso, o Jornal dos Jogos pensou em reunir as novidades do serviço, a cada vez que eles forem anunciados pela Microsoft.
Após essa ligeira contextualização, alertamos que a listagem e as descrições começarão a partir dos anúncios do Xbox Game Pass do dia 5 de novembro de 2020.
A nova geração está batendo na porta e, enquanto PS5 e Xbox Series X e S não chegam às lojas, as informações sobre os consoles não param de surgir. Após inúmeros produtores de conteúdo colocarem as mãos nos dispositivos, já temos detalhes até mesmo do interior dos consoles.
Saindo do hardware, o mundo dos games também andou movimentado nas últimas semanas. A Dontnod disse que tem muitas novidades para o futuro e a franquia Mass Effect está voltando com tudo.
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Início da nova geração
A nova geração começa oficialmente nesta semana: o Xbox Series X e S chegam em 10 de novembro ao mercado, com preços de R$ 4.599 e R$ 2.799. Já no dia 12, as duas versões do PS5 serão lançadas no exterior, chegando uma semana depois ao Brasil por valores entre R$ 4.199 e R$ 4.699. Se você ainda não conhece os produtos, vale a pena dar uma passada no nosso especial sobre a next-gen.
SSDzinhos
O youtuber e streamer Rato Borrachudo abriu o Xbox Series X e Series S e descobriu detalhes interessantes sobre o armazenamento dos consoles. Ambos utilizam um SSD no padrão M.2 2230, que é beeem pequeno, e tecnologia PCIe 3.0 (nada do novo PCie 4.0). Enquanto o grandão usa um dispositivo da Western Digital, o caçula traz um SSD da SSSTC. Os componentes são bem parecidos com dispositivos presentes no PC e abrem portas para mais soluções de expansão de memória para os consoles no futuro. Até agora, porém, a Microsoft só anunciou um cartão SSD externo bem caro feito com a Seagate.
Testei o Xbox Series X
Após uma semana com o console de nova geração da Microsoft, o Jornal dos Jogos não abriu o console, mas lançou um especial gigantesco sobre o Xbox Series X. Todo o conteúdo está disponível nessa página bonitona, que será atualizada com novidades sobre o dispositivo com o passar do tempo. Diversos jogos que serão migrados para a nova geração já começaram a receber patches de atualização, então vale a pena ficar ligado no meu canal da Twitch para não perder eventuais lives do Jornalzito.
Valhalla chegando
O próximo Assassin’s Creed está chegando e as primeiras análises do game já estão no ar. Aparentemente, a Ubisoft mandou bem com o jogo, mas o título não traz tantas novidades para a franquia além da roupagem viking. Segundo define Carlos Estrella na análise do Adrenaline, é basicamente “AC: Odyssey só que com vikings”.
The Medium adiado
Enquanto uns jogos chegam, outros atrasam… O adiamento de Cyberpunk 2077 continua gerando dores de cabeça. O jogo da CD Projekt Red sairá em 10 de dezembro e a Bloober Team teve que alterar a data de chegada de The Medium, exclusivo de Xbox Series e PC. Afinal, ninguém quer ter seu trabalho atropelado pelo jogo mais esperado dos últimos anos. O game de terror estará disponível em 28 de janeiro, isso se o RPG futurista com genitais editáveis não atrasar novamente.
PlayStation bombando
E logo após essa publicação sair do forno, a PlayStation lançou uma bomba: a empresa publicou um trailer exibindo todos os principais lançamentos do PS5 durante seu ano de estreia. Enquanto o console recebe Demon’s Souls e Spider-Man Miles Morales no lançamento, tem uma pancada de títulos chegando em 2021. Grand Turismo 7, o novo Ratchet and Clank e The Returnal estreiam no primeiro semestre do ano que vem. Já Horizon Forbidden West está previsto para a segunda metade de 2021.
Mass Effect está de volta
Durante a celebração da franquia Mass Effect, a EA Games anunciou que a trilogia original de jogos será relançada em um pacote chamado Legendary Edition (o Andromeda não está incluído). A empresa também disse que um novo jogo da saga está em desenvolvimento e revelou uma imagem do projeto, que pode ser vista acima. Pelo andar da carruagem, ainda deve demorar um tempo para vermos algo concreto sobre o projeto.
Dontnod on fire
A Dontnod lançará em dezembro o jogo Twin Mirror, mas a empresa tem mais munição para o futuro. O estúdio possui seis projetos em desenvolvimento e quer explorar novas mecânicas de gameplay e narrativa. A produtora até aumentou sua folha de pagamento e agora possui mais de 300 funcionários trabalhando em jogos que “vão surpreender as pessoas”. Depois de obras como Life is Strange 2 e Tell me Why, os olhos de muita gente estão voltados para a empresa francesa.
Prepare o armazenamento
O espaço de armazenamento gigantesco ocupado por Call of Duty Black Ops Cold War não é exclusividade do PC. O novo jogo de tiro já está disponível para pré-load e ocupa até 136 GB de espaço nos consoles. Considerando que o Series S tem 365 GB de seu SSD utilizável para jogos, uma boa fatia do armazenamento vai ficar com o shooter. Será que no futuro teremos um bundle trazendo o novo COD com um SSD ou HDD externo? Fica aí a dica de ouro para a Activision.
E faça backup
A Capcom foi vítima de um ataque ransomware, aquele em que os hackers “sequestram” dados e pedem um resgate. Segundo as estimativas, 1 TB de dados foram pegos pelos cibercriminosos, incluindo informações financeiras e segredos da empresa, como produtos não anunciados. Além da desenvolvedora de Resident Evil, o governo brasileiro também tomou uma enrabada federal por causa de um ransomware e vários serviços estão offline. Com isso em mente, fica a dica: evite baixar arquivos nocivos e faça backup de dados importantes regularmente.
Classificados
Dungeons 3 está de graça na Epic Games Store até quinta-feira, dia 12 de novembro. Uma pedida interessante para quem curte jogos de estratégia, gênero que combina muito bem com o PC.
Celeste chegou ao Xbox Game Pass! O catálogo também recebeu outras novidades, mas vale a pena separar um tempinho e conhecer esse indie bem maneiro. Além disso, o serviço receberá integração com o EA Play no dia 10, mesmo data em que Star Wars Jedi Fallen Order será adicionado ao catálogo da plataforma da Eletronic Arts. Ou seja, preparem seus sabes de luz no Xbox, PC e também PS4.
Rogue Company é um shooter que já está disponível de graça faz um tempo. Eu só dei uma chance ao game agora e, apesar da cara de genérico, digo que vale a pena. O jogo da Hi-Rez está disponível no PC e consoles (até no Switch), possui crossplay e será atualizado para a nova geração. É uma ótima forma de passar um tempo com a galera online, até quem tem um PC modesto.
O site de Gamesindustry.biz é conhecido por fazer análises e trazer reportagens sobre games com um olhar voltado para o mundo dos negócios. Com a chegada da nova geração de consoles, não foi diferente. O jornalista Christopher Dring lançou um brilhante artigo em que compara o PlayStation 5 e o Xbox Series X e S com outros dois meios de entretenimento: o cinema e o streaming de vídeo.
“Se o Xbox é a Netflix, o PlayStation 5 é o cinema”. Esse é o título do artigo publicado na sexta-feira (6), em que o especialista discorre sobre o posicionamento de mercado de Sony e Microsoft na nova geração. Inclusive, a análise não é a primeira vez em que Dring faz suas projeções sobre o futuro da indústria: em julho, utilizamos um artigo do jornalista sobre a guerra dos consoles como base de uma edição da nossa newsletter sobre o Xbox Game Pass.
Os consoles de nova geração chegam esse mês ao mercado. (Imagem: The Verge/Reprodução)
Mas, para a infelicidade de quem escreve textões, muitos leitores não costumam passar do título de uma matéria. Por causa disso, algumas pessoas utilizaram a definição feita por Christopher Dring para alimentar a guerra dos consoles. Basta conferir a publicação do artigo no Twitter para ver quantas pessoas se doeram ao ver o Xbox sendo comparado com a Netflix e quantos jogadores se vangloriam ao ver o PlayStation 5 sendo definido como uma experiência de cinema.
As coisas não são bem assim, gente. Afinal, a Netflix possui produções de qualidade e até já ganhou Oscars. Além disso, assistir a um filme ruim no cinema não torna o conteúdo melhor (aprendi isso com a pré-estreia de Batman vs Superman).
Na verdade, Sony e Microsoft estão bem confortáveis desempenhando seus papéis como “cinema” e “Netflix”. Além disso, as empresas também estão tentando se adaptar para surrupiar as melhores características presentes na concorrência e virar uma espécie de “Disney+ dos games”.
PS5 é cinema?
Em sua análise, Christopher Dring diz que o PlayStation 5 sintetiza os negócios da Sony no mundo dos games em um console. O dispositivo é grande, chamativo, vem acompanhado de gadgets com novos recursos e com aparência premium. Toda essa experiência chega acompanhada de jogos exclusivos de alto orçamento, com aspecto de blockbuster. “O PS5 é sobre experiências de jogo AAA de alta qualidade que você joga sozinho, com um headset e um controlador sofisticados”, explica o jornalista.
Basta ver as análises do console para comprovar a metáfora. O PS5 é um console gigantesco e que possui um controle cheio de firulas, bem como um headset que promete som de alta qualidade. Algumas das funções até já apareceram em outros produtos no mercado, mas a Sony vende tudo isso de uma forma integrada em seu ecossistema de jogos.
O “garoto-propaganda” do PS5 é literalmente o Homem-Aranha, um dos personagens mais amados dos quadrinhos e cinema
Sabe quando a Marvel lança um novo blockbuster e enche os cinemas com produtos temáticos inspirados nos filmes, desde pacotes de doces até baldes de pipoca em formato de Manopla do Infinito? That’s the deal. A Sony aposta nessa vibe para entreter seu público com grandes produções, trazendo uma pegada literalmente cinematográfica em seus jogos.
Com o PS5, a Sony promete que você poderá sentir o balanço da teia lançada por Miles Morales no novo jogo do Spider-Man. Você poderá ouvir em detalhes quando uma bomba explodir perto do personagem. Só é necessário comprar um headset que custa mais de R$ 500 e um jogo que sai por cerca de R$ 300.
Xbox é Netflix?
A jogada da Xbox é bem diferente. A empresa recebeu o apelido de “Netflix dos jogos” lá por 2017, quando lançou o Xbox Game Pass. Assim como a pioneira nas plataformas de streaming de vídeo, a empresa de games oferece um catálogo com centenas de produtos por um preço mensal fixo.
Enquanto a Sony oferece um dispositivo com visual premium com dispositivos extravagantes, o negócio da Microsoft é fazer as pessoas assinarem um serviço, independente do aparelho em que o jogo será rodado. A empresa possui o Xbox Series X, um console de alto desempenho e que briga com o PS5, mas o Game Pass também está no Xbox Series S, Xbox One, PC e até Android.
A semelhança com a Netflix também está no método de trabalho. A Microsoft lança uma bordoada de jogos no Game Pass mensalmente. Assim como na plataforma de vídeo, as produções seguem diversos gêneros e formatos, desde Gears 5 até Flight Simulator, e os “originais” entram no catálogo de maneira imediata e para ficar — como os filmes da Netflix que nem vão para o cinema.
O problema dessa fórmula está na qualidade. Afinal, assim como a Netflix, nem todas as “produções originais” da Xbox caem no gosto do público. O planejamento atual da empresa também deixou os consoles de nova geração da linha sem um jogo nível “Stranger Things” em seu lançamento. Com o adiamento de Halo Infinite e The Medium, o Xbox Series X e S oferecem uma ampla retrocompatibilidade com uma dezena de jogos com gráficos de ponta, mas sem grandes novidades.
Blockbusters do Xbox
Enquanto o “cinema” e a “Netflix” possuem suas forças, a verdade é que tanto PlayStation quanto Xbox querem ser o Disney+ do mundo dos games. Com a nova geração de consoles, as duas empresas estão se consolidando no que sabem fazer de melhor, mas também miram em fatores da concorrência para tentar evoluir sua oferta de produtos.
Tal qual Netflix, o Xbox Series X tem um catálogo com produções originais de qualidade duvidosa, mas a empresa está tentando ser mais “cinema”. Gears 5 é um bom exemplo disso, pois combina um ecossistema multiplayer com uma campanha de qualidade e cheia de momentos surpreendentes.
Além disso, a companhia já engatilhou uma série de lançamentos promissores para o futuro. A lista de futuros jogos que chegarão ao Game Pass, e também no Xbox Seires X, inclui títulos como Hellblade II, Avowed, dos criadores de Fallout New Vegas, e um novo Fable.
A Microsoft também comprou a Bethesda e está disposta a investir em mais estúdios se necessário. Com tanto poder de fogo. Assim como a Netflix chegou ao Oscar com produções como “O Irlandês”, a Xbox vai tentar conquistar mais assinantes para o Game Pass com possíveis blockbusters.
Serviços do PS5
Por outro lado, a Sony também está tentando ser mais “Netflix”. Apesar de seu foco ainda ser o comércio de jogos triplo-A, a empresa deu um upgrade na PlayStation Plus com o PS5. O serviço agora conta com o PS Collection, que traz uma seleção de grandes jogos da geração por uma mensalidade fixa.
Em setembro, o CEO da PlayStation, Jim Ryan, disse que não pretende competir com o Game Pass e trazer grandes jogos direto para o catálogo do PS Plus Collection. “Esses jogos [exclusivos] custam mais de US$ 100 milhões para serem feitos. Seria insustentável”, disse o executivo, em entrevista para o já mencionado site GamesIndustry.biz.
Apesar de ser contra a distribuição de blockbusters via assinatura, a Sony está oferecendo alguns lançamentos na PS Plus. (Imagem: PlayStation/Divulgação_
Mesmo sendo contra a ideia do Game Pass, a Sony vem utilizando o lançamento via assinatura quando é conveniente. A PlayStation Plus de novembro, por exemplo, traz em seu catálogo do PS5 o exclusivo Bugsnax.
Além disso, a companhia adiou o exclusivo online Destruction AllStars para fevereiro e também trará o game de R$ 300 na PS Plus. O jogo estará disponível sem custos para assinantes por dois meses, o que deve ajudar a engrenar a comunidade, assim como ocorreu com o indie Fall Guys.
Todo mundo quer ser Disney+
No final das contas, tanto PlayStation quanto Xbox almejam vender jogos de qualidade e serviços atraentes, da mesma forma que a casa do Mickey Mouse faz com filmes e séries. Além de entregar blocksbusters de cair o queixo e que formam filas nos cinemas, a Disney também possui um serviço de assinatura com um catálogo robusto de produções e com um valor atraente.
A Xbox já está investindo pesado para se tornar a líder nos serviços de games e tem um catálogo promissor de produções para os próximos anos. A Sony ainda dá passos leves fora de sua zona de conforto, mas está evoluindo a PlayStation Plus e possui um combustível importante para qualquer negócio: uma comunidade apaixonada e disposta a gastar dinheiro.
A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e, ao que tudo indica, a briga pela atenção dos consumidores será intensa nos próximos anos. No fim das contas, quem deve sair ganhando são os jogadores.
Os consoles de nova geração utilizam SSD para armazenamento e trazem suporte para taxas de frames mais altas, algo bastante comum no PC. Enquanto algumas características dos computadores já estão aparecendo nos videogames com mais força, outras ainda são esquecidas no churrasco.
Quem me conhece já sabe como eu sou entusiasta do ultrawide, padrão que utiliza proporções como o 21:9 e dá vida aos monitores mais compridos, com espaço extra de tela. Além de serem ótimos para trabalhar, os displays nesse formato também seguem um padrão cinematográfico, o que garante uma experiência diferenciada nos games, quando nada dá errado.
A experiência cinematográfica do ultrawide definitivamente não funciona em consoles.
Assim como os consoles da geração passada, o Xbox Series X deixa de lado o suporte para o padrão ultrawide. Apesar de não ter testado a função no Series S e PS5, a resolução também deve estar de fora dos consoles. O motivo? O padrão é uma minoria até mesmo entre os jogadores de PC — cerca de 1% dos usuários do Steam, para ser mais exato.
E se eu ligar o Xbox em um monitor ultrawide?
Você pode arrumar a proporção de imagem utilizando as configurações de seu monitor.
Se você, assim como eu, faz parte da minoria que possui um monitor compridinho em seu setup, é possível utilizar o console com o display. A ausência de suporte nativo, porém, acaba deixando as imagens esticadas, como mostrado acima. O funcionamento é exatamente o mesmo, mas com distorções na exibição.
Para realizar o teste, coloquei o Xbox Series X para funcionar com um monitor 29WK600 da LG. Apesar da interface esticada como padrão, o console reconheceu todas as funções do display, o que permitiu habilitar o HDR e a taxa de atualização variável, que funciona com o FreeSync. O que achei estranho foi o videogame permitir o uso da resolução 4K, sendo que a tela possui 2560 x 1080, o que não chega nem ao 1440p.
Para quem não quer jogar com a imagem esticada, o Xbox Series X não oferece uma função nativa para modificar a proporção da tela. Porém, os monitores ultrawide tendem a trazer essa opção. No caso do 29WK600, basta entrar nas configurações do monitor, selecionar a Entrada do Xbox Series X e selecionar “Relação de Aspecto”.
Ao selecionar “Original”, as bordas pretas entram em ação para acertar a proporção e evitar que a imagem fique parecendo meme do Putin Wide (ou Geralt Wide).
Mouse e teclado funcionam, mas com ressalvas
Enquanto o ultrawide ficou de lado, a principal característica do PC continua presente nos consoles. O Xbox Series X conta com suporte para mouse e teclado. Dependendo do modelo utilizado, você até pode usar as teclas para navegar na interface do console e usar o botão Windows para abrir o overlay da UI. Porém, o mouse só fica funcional em jogos, e não são todos os games.
O suporte para mouse e teclado depende da boa vontade das desenvolvedoras. Gears 5, por exemplo, chega 100% otimizado para os periféricos, o que garante uma experiência bastante similar ao PC. Outro jogo que funciona no Series X de maneira similar aos computadores é Call of Duty Warzone, que já trabalha com os periféricos no período de pré-lançamento.
Ainda assim, é importante ressaltar que a experiência é diferente que jogar no PC. Os computadores contam com tecnologias voltadas para diminuir o atraso nos comandos e mais opções de configuração dos periféricos. Ao jogar em uma TV, por exemplo, é possível sentir um pequeno delay principalmente na interface de usuário, mas que não atrapalha tanto a experiência no gameplay.
Mouse e teclado funcionam, mas o foco ainda é o controle
Com isso, o uso de mouse e teclado se tornam úteis para quem joga no PC, está chegando agora no console e não quer jogar direto no controle. Ainda assim, a experiência é diferente do PC e nem todo jogo conta com suporte para os periféricos.
Os games de tiro DOOM Eternal e Rogue Company, por exemplo, não funcionam com mouse e teclado no Xbox Series X atualmente. Porém, como os títulos serão otimizados para a nova geração e também estão no PC, quem sabe a funcionalidade chegue futuramente, mas nada foi confirmado até agora.
Red Dead Redemption é um dos jogos mais icônicos da Rockstar Games e ainda pendura nos consoles modernos graças ao longo alcance do sistema de retrocompatibilidade da Microsoft. Após chegar ao Xbox One em julho de 2016, o jogo de faroeste está disponível no Xbox Series X já no lançamento.
Apesar de a Rockstar não ter anunciado melhorias voltadas para o console de nova geração, resolvemos testar Red Dead 1 no Xbox Series X para ver como o jogo está rodando. O jogo segue os passos de projetos como The Witcher 3 e, mesmo sem otimização, já tira proveito da velocidade do SSD e de recursos como o Quick Resume.
Enquanto os gráficos seguem os padrões Xbox One X, o novo console entrega o gameplay mais rápido graças ao SSD.
A experiência de iniciar Red Dead Redemption 1 no Xbox Series X é similar ao que temos nos consoles da geração atual da Microsoft, só que tudo mais rápido. O console abre a interface do Xbox 360, com login e tudo, e permite entrar no single-player ou Red Dead Redemption Online.
É nesse momento que o SSD brilha. Ao iniciar a campanha, apenas alguns segundos separam menu e gameplay. As telas de loading também somem ao morrer e fazer carregar saves. Todos esses procedimentos ficam mais rápidos.
Quick Resume
Outro detalhe que merece atenção é o suporte para Quick Resume. Após você sair do game ou ir jogar outra coisa, a função recupera o gameplay no exato momento em que você parou.
Confesso que não esperava ver a ferramenta funcionando tão bem em Red Dead Redemption. A Xbox Brasil disse que milhares de jogos contam com suporte para a função, e o jogo da Rockstar está nesse bolo.
Além de recuperar o gameplay intercalado com outros games, a função até me presenteou com um retorno instantâneo, sem o loading inicial. Isso aconteceu mesmo após o console ter sido integralmente desligado, até da tomada. Momentos como esse acabam mostrando o valor do Series X até mesmo contra o PC, já que permite sair jogando após poucos segundos de espera, sem a necessidade de carregar menus.
Gráficos em 4K
Em relação ao visual, Red Dead Redemption 1 ainda é um jogo distribuído via retrocompatibilidade e, por causa disso, traz as melhorias visuais que foram disponibilizadas na versão de Xbox One X. Com isso, o game roda no Series X com gráficos em 4K e entrega uma experiência visivelmente superior à edição original lançada no Xbox One.
Porém, o jogo claramente não aproveita todo o potencial do hardware do Xbox Series X. O console de nova geração conta com capacidade suficiente para segurar o jogo em 4K e 60 quadros por segundo, mas a Rockstar possivelmente não entregará otimizações para fazer isso acontecer.
Graças a isso, os jogadores devem enfrentar alguns pequenos glitches gráficos causados pelo upscaling, como sombras e objetos demorando para renderizar na alta resolução. De qualquer forma, a experiência ainda é consistente e vale a pena para quem pretende revisitar Red Dead Redemption no Xbox Series X.
A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e o Xbox Series X é o console mais poderoso da nova leva de videogames. O produto da Microsoft traz um design diferentão, hardware potente e, surpreendentemente, uma experiência de uso que não está longe do que já vemos no Xbox One. Porém, temos algumas novidades que podem impressionar até mesmo a galera exigente do PC.
Após uma semana utilizando o Xbox Series X, concluí que o produto construído pela Microsoft possui tudo que um console precisa ter. É um baita projeto, com uma baita experiência e um baita hardware. O problema, porém, é que não tem “nada” pra rodar nele atualmente.
Alto e silencioso
Dá para perceber que o Xbox Series X não é um console similar aos da geração atual assim que o produto sai da caixa. O dispositivo possui um design verticalizado e, apesar de funcionar na horizontal, é claramente feito para ficar em pé.
A Microsoft mandou bem no design do dispositivo com seu visual retangular, que não é muito chamativo e conta com um efeito legal na parte de cima graças a uma pinturinha verde. O estilo alongado também ajuda em uma parte importante do funcionamento: a dissipação de calor.
O design alongado garante ao Xbox Series X uma boa dissipação de calor e sem barulho. (Imagem: Xbox/Divulgação)
O Xbox Series X conta com aberturas em sua base e também na traseira. O ar que entra no videogame é expelido por uma ventoinha grandona que fica no topo do produto. Como usuário de PC, eu esperava que o produto fizesse algum ruído por causa de seu robusto sistema de resfriamento, mas eu estava enganado.
Apesar de ser pesado com seus 4,4 Kg, o Xbox Series X fica bem quietinho quando está na mesa. Ao ser colocado ao lado do PC, então, o dispositivo se torna praticamente invisível com seu design compacto e silencioso.
O produto também vem com diversas conexões, incluindo três USB, HDMI, Ethernet e o padrão proprietário de SSD
O único fator de design que pode gerar dores de cabeça é o fato dele não entrar em aberturas estreitas, como seus irmãos Xbox One e Series S são capazes de fazer. Com isso em mente, se você pretende colocar o videogame naquele espacinho que fica embaixo da TV, a dica é pegar uma trena e medir sua estante antes da compra.
Rápido e cheio de espaço
Além de ter um design silencioso e que dissipa calor com tranquilidade, o Xbox Series X também capricha ao ser ligado. A interface do produto é literalmente a mesma que temos atualmente no Xbox One. Logo, quem já é velho da casa não vai se perder na UI.
A principal diferença aqui está na velocidade. O Xbox Series X vem equipado com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity, desenvolvida pela Microsoft. O dispositivo de armazenamento possui 1 TB de espaço (com cerca de 800 GB livres para games) e muita, mas muita velocidade em comparação ao Xbox One.
A adoção de um SSD para armazenamento já pode ser sentida ao navegar pela interface de usuário. O Xbox One costuma dar umas engasgadas enquanto o HDD procura dados, mas o novo sistema de armazenamento do Series X entrega resultados rápidos e praticamente instantâneos.
Matando as telas de loading
Na hora de rodar os jogos, o impacto do SSD é ainda mais perceptível. As telas de loading são reduzidas a segundas e a tecnologia Quick Resume é revolucionária. A função chega compatível com milhares de jogos, segundo a Microsoft, e consegue alternar entre os games rapidamente.
O Quick Resume funciona até mesmo após o console ser desligado
Além de “minimizar jogos”, o Quick Resume permite retornar ao gameplay até mesmo após o console ter sido desligado. É sério: eu cheguei a tirar o Series X da tomada, ligar o videogame e, quando abri o jogo, o recurso pulou os menus e telas de loading, me levando direto para o gameplay.
Infelizmente a função não funciona em jogos online e de vez em quando o sistema dá uma trégua, fazendo o jogo reiniciar completamente. Ainda assim, a velocidade oferecida pelo SSD garante um boot rápido e com telas de loading bem pequenas.
A entrega nos jogos é tão veloz que eu comecei a abrir mão de ver Netflix antes de dormir para aproveitar algum jogo single-player, como Yakuza Like a Dragon. Afinal, o gameplay está a poucos cliques de distância e eu posso desligar tudo a qualquer momento que o Quick Resume me levará ao ponto exato em que parei no dia seguinte.
Armazenamento
Além da velocidade, o SSD do Series X também me surpreendeu pela sua capacidade. O console conta com um dispositivo de armazenamento de 1 TB, mas cerca de 800 GB são realmente utilizáveis para jogos e apps.
A quantidade de espaço foi suficiente para eu salvar 19 jogos digitais e deixar cerca de 50 GB livres para mais games. Como eu descrevo em detalhes aqui, dá para deixar uma biblioteca bastante eclética salva no console sem precisar se preocupar com armazenamento.
Se você precisa de mais memória, porém, chegamos em um ponto bem negativo. O Xbox Series X trabalha com um padrão proprietário de SSD e, para expandir o armazenamento veloz, é necessário comprar um cartão da Seagate que pode custar cerca de R$ 2 mil no Brasil. Os SSDs são caros por natureza e a falta de opções acaba tornando a expansão ainda mais inviável no nosso país, pelo menos atualmente.
O console de nova geração suporta HDs externos no padrão USB 3.0 e você pode rodar jogos salvos em um dispositivo do tipo. Porém, benefícios como o Quick Resume e carregamento rápido não aparecem, já que o aparelho não está funcionando com a arquitetura da Microsoft. Nesse caso, é necessário fazer a transferência de jogos para o armazenamento interno, o que não é tão demorado e sai bem mais barato que a solução oficial da Microsoft.
Gráficos e jogabilidade
Saindo do armazenamento rápido e cheio de espaço, o console premium da Microsoft também entrega bons resultados ao rodar os games. O hardware do Xbox Series X inclui processador Zen2 de oito núcleos e GPU AMD RDNA 2 customizada, que mostram seu poder atualmente apenas em títulos cross-gen ou da geração atual.
Para o período pré-lançamento, a Microsoft trabalhou em aprimoramentos visuais para jogos das plataformas Xbox. Dentre o catálogo disponibilizado, destacam-se Gears 5 e Forza Horizon 4, que estão bem bonitos e fluídos.
O jogo de tiro já era sinônimo de otimização nos PCs, mas chega com tudo no Xbox Series X. O game roda em 4K e 60 frames por segundo na campanha e alcança até 120 quadros por segundo no multiplayer, mas o destaque mesmo ainda é a velocidade do SSD. A fluidez extra também faz a diferença e eleva a experiência do console níveis antes só vistos no PC.
Em relação ao Forza Horizon 4, o salto também é impressionante. O game combinando 4K e 60 frames por segundo, algo que não acontecia na geração anterior, e com texturas aprimoradas. Além do suporte refinado para Ultra HD, o hardware extra garante uma melhor renderização do mundo aberto do jogo, que sofre beeeem menos de draw distance do que nos consoles Xbox One.
Estabilidade e integração
Outro jogo que merece destaque é Call of Duty Warzone, que roda estável no console. O battle royale gratuito não possui um pacote de otimizações anunciado para a nova geração, mas está funcionando sem bugs e com gráficos bonitos no console. É a experiência que todo jogador de PC do game gostaria de ter.
Os travamentos que rolam no vídeo são culpa do sistema de captura do console e não representam a experiência de gameplay
Além de caprichar na hora de rodar os jogos, o Series X também é f*da no compartilhamento. A integração da Xbox Live é impressionante na parte de saves, que em certos jogos integra até o PC, e também no conteúdo. Ao capturar uma screenshot, por exemplo, você precisa de segundos para receber a imagem no celular ou computador por meio do app do Xbox.
O console também chega com suporte para gravação de clipes em 4K e 60 quadros por segundo, inclusive com HDR. Enquanto a captura é limitada para dois minutos na qualidade, é possível usar um HD externo para estender esse tempo, o que é uma mão na roda para quem cria conteúdo.
Tá, mas e os jogos?
O Xbox Series X possui um design funcional, um SSD que faz qualquer PC ficar com inveja e um conjunto de tecnologia que torna a experiência de uso premium. Porém, na parte dos jogos, você não vai encontrar muitas novidades atualmente. Isso não quer dizer que você não tem “nada” pra jogar, já que o produto traz uma ampla retrocompatibilidade, só falta aquele gostinho de coisa nova.
No momento em que esse texto foi concebido, eu passei apenas UMA SEMANA com o Series X e a lista de jogos otimizados era bastante limitada. Ainda assim, a experiência gráfica entregue em jogos como Forza ou Gears está ao nível do PC e não mostra o real valor do console.
Game Pass é o maior exclusivo do Series X
Como eu já disse por aqui algumas vezes, o principal exclusivo de lançamento do Xbox Series X é o Game Pass. O serviço é o maior atrativo para a chegada do console com seu catálogo de mais de 200 jogos por um preço mensal fixo, além de trazer de certos jogos, como The Medium e o novo Yakuza, já no dia do lançamento.
Além disso, no dia 10 de novembro, a assinatura Ultimate também contará com jogos vindos do EA Play, incluindo Battlefield, títulos de Star Wars e outras franquias da Eletronic Arts. Mesmo sem um carro-chefe atualmente, o console da Microsoft atrai pelo volume de títulos e o custo-benefício.
No dia do lanaçmento do Xbox Series X, o EA Play será integrado ao Game Pass Ultimate sem custos adicionais
Afinal, com games da nova geração custando mais de 300 reais, ter um catálogo gigante por R$ 40 mensais e 1 TB para guardar jogos é um baita combo. A Microsoft também comprou a Bethesda e está preparando projetos interessantes para o futuro, como um novo Fable, que devem alimentar muito bem o catálogo do Series X.
Nesse momento, porém, todos os games de peso que estão no Series X também podem ser jogados no Xbox One e PS4. Logo, se você está apertado de grana e não quer pular para a nova geração agora, não se sinta culpado por isso, pois claramente dá para esperar até os novos consoles “amadurecerem”.
Ainda assim, para os apressadinhos de plantão, vale ressaltar que, mesmo com o catálogo de games compartilhado, o Series X traz avanços tecnológicos gigantescos em comparação aos consoles atuais. É como trocar um notebook levemente defasado por um computador novo, com GPU moderna e SSD: a experiência é parecida, mas tudo funciona muito, muito melhor.
O Xbox Series X está disponível no Brasil por R$ 4.699 e chega em 10 de novembro no nosso país. A Microsoft também vende por aqui o Xbox Series S, com preço sugerido de R$ 2.799.
Os computadores são conhecidos por estarem na vanguarda da tecnologia, com gráficos de ponta e peças extremamente rápidas (e caras). Como usuário de PC, já conheço os benefícios dos SSDs há mais de cinco anos e fiquei animado ao ver que a tecnologia finalmente chegaria aos consoles com a nova geração.
Após uma semana com o Xbox Series X, estou satisfeito com a implementação realizada pela Microsoft, que chega a superar os resultados entregues no PC atualmente. O principal culpado para isso é um recurso chamado Quick Resume, que eleva a comodidade de utilizar um console.
Mas afinal, o que é o Quick Resume?
Os consoles de nova geração da Microsoft chegam equipados com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity. Sem entrar em muitos detalhes técnicos, a tecnologia combina um hardware personalizado com soluções de software para entregar jogos mais rápido.
Além da força bruta do SSD entregar telas de carregamento mais rápidas, o sistema dos consoles da Microsoft consegue “congelar” o gameplay. O Quick Resume permite que você alterne rapidamente entre jogos e retorne no momento exato em que parou antes.
Com isso, se você estiver jogando a Ori and the Will of the Wisps e for chamado para uma partida de COD Warzone com os amigos, basta pressionar o botão Xbox, voltar para a Home e abrir o jogo de tiro da Activision. Quando a sessão de pipoco acabar, você só precisa abrir o game da Microsoft novamente para ser levado, em poucos segundos, para o exato momento de gameplay em que parou.
Pulando telas de loading
O vídeo acima mostra o Quick Resume em ação com dois jogos da Microsoft que são otimizados para a nova geração, Ori e também Gears 5. Além disso, The Witcher 3: Wild Hunt faz uma pontinha, já que também é compatível com o Quick Resume mesmo sem ter uma atualização para a next-gen.
Segundo a Microsoft, o Xbox Series X chegará ao mercado com milhares de jogos compatíveis com o Quick Resume. Durante nossos testes, a função só não mostrou efeito com jogos online, que precisam de conexão constante com a Xbox Live.
Ainda assim, a função garante outro nível de comodidade na hora de jogar, já que simplesmente “pula” menus e telas de carregamento para te levar diretamente ao gameplay. Assim como mostrado no vídeo acima, o Quick Resume funciona com diversos games simultaneamente e até mesmo após o console ser reiniciado ou desligado.
A ferramenta agrega valor na agilidade ao acessar conteúdos. Com poucos cliques e segundos, você pode ligar o videogame usando o controle, abrir seu jogo indexado na Home e, com o Quick Resume, já cair no meio do gameplay. Em todo meu tempo jgoando no PC, esse tipo de experiência jamais fez parte da minha rotina.
Outro nível de comodidade
Uma das principais promessas dos serviços de streaming de jogos é entregar o feeling de “ligou, jogou”, mas as plataformas ainda sofrem com problemas como internet lenta e delay. A adoção de um SSD e o Quick Resume no Xbox Series X trazem esse sentimento para uma máquina física, que contorna os inconvenientes do cloud gaming com 1 TB de armazenamento para guardar arquivos.
Sempre que me perguntam qual a vantagem de jogar nos consoles em comparação ao PC, minha resposta padrão é a comodidade. Apesar de ser fã dos computadores, também sou amante da sensação de ligar a TV e simplesmente jogar, sem pop-ups ou drivers para atualizar.
O SSD e seus benefícios elevaram a comodidade dos consoles da Microsoft.
Tanto o PS4 quanto o Xbox One já conseguem entregar jogos de uma maneira satisfatória, mas o Xbox Series X, com seu SSD e Quick Resume, melhoram consideravelmente a “qualidade de vida” durante o gameplay. Afinal, ao evitar telas de loading e até menus, você ganha mais tempo para jogar.
Em breve o PlayStation 5 também chegará ao mercado com um SSD veloz e que possivelmente contará com uma resposta ao Quick Resume. Pelo bem dos fãs da Sony, espero que a experiência esteja ao nível da concorrência.
Call of Duty Warzone é um dos games mais populares e problemáticos de 2020. Enquanto a versão de PC impressiona pelos gráficos e também pelos bugs, o jogo chega ao Xbox Series X com bastante estabilidade. Após uma semana jogando o battle royale no console de nova geração, só tenho elogios para o desempenho.
A versão de Xbox Series X de Warzone conta com texturas em alta resolução e rodando em altas taxas de quadros. Enquanto eu não sou o Digital Foundry para atestar com clareza a resolução e framerate, creio que o console está conseguindo alcancar 4K, nem que seja por upscaling, e garantir gameplay em 60 frames por segundo, pelo menos é o que as imagens na minha TV fazem crer.
As texturas do personagem, armas e ambiente são renderizadas em alta qualidade, com um nível de detalhes que lembra os PCs de alto desempenho. Além disso, o jogo entrega uma taxa de quadros fluída e estável, o que garante um gameplay de qualidade.
Uso do SSD
Como o battle royale é um jogo 100% online, o recurso Quick Resume não surte efeito. Sempre que você reabre o game, é necessário esperar o contato entre a Xbox Live e os servidores da Activision.
Isso não significa, porém, que o jogo não se beneficia do uso de um SSD. A diferença no armazenamento fica bastante clara quando comparamos a versão de Xbox Series X do game com a edição do Xbox One original.
Sabe quando tua arma NÃO CARREGA no gulag? Esse tipo de coisa não acontece com o SSD.
Além de renderizar o jogo em uma resolução mais baixa, o console de 2013 luta para carregar as texturas do mapa. Basta olhar o comparativo acima durante a queda do avião e no gulag: os prédios e até armas demoram alguns segundos para dar as caras.
As gravações do Xbox Series X contam possuem compressão causada pelo sistema de gravação do console em um HD externo
O Xbox Series X consegue carregar todo o mapa rapidamente. As texturas carregadas em alta resolução também garantem uma experiência visual de qualidade. Salvo alguns erros de draw distance e sombras carregando erroneamente, tudo corre como deveria.
Espaço ocupado no SSD
Call of Duty Warzone não conta com melhorias voltadas para a nova geração e ocupa 105 GB para ser instalado no Xbox Series X. Enquanto o jogo desaparece nos 1 TB do console, o peso possivelmente será sentido no Series S, que tem armazenamento consideravelmente inferior.
De qualquer forma, se você pensa em migrar para o Series X futuramente, Warzone já está rodando no console melhor do que em muitos PCs por aí. Para quem está pensando em investir no console nesse período com poucos lançamentos exclusivos para a plataforma, o battle royale é uma experiência interessante. Após tantos bugs no PC e qualidade consideravelmente inferior no PS4 e Xbox One, vale a pena conferir o jogo rodando bem e com gráficos bonitos na nova geração.
O Xbox Series X capricha na velocidade, mas o armazenamento do console também é grande? O Jornal dos Jogos está aqui para responder. O dispositivo vem com um SSD interno no padrão NVMe de 1 TB, mas que possui 802 GB de espaço utilizável para games e apps. Atualmente, o usuário pode aumentar essa capacidade usando um cartão de expansão da Seagate, que é bem caro, ou um HD externo com USB 3.0, que não tira proveito das telas de loading mais rápidas ou roda jogos feitos para a nova geração, mas funciona com o Quick Resume.
Entretanto, a menos que você queira baixar o Game Pass inteiro, dá para sobreviver muito bem com o espaço de armazenamento disponível no Xbox Series X. Após uma semana de testes com o console, eu baixei 19 jogos digitais em seu armazenamento interno e, até o momento deste texto, ainda não desinstalei nenhum deles. Detalhe que o console tem suporte para jogos em disco, mas não utilizei títulos em mídia física, apenas baixados integralmente da Microsoft Store.
Com 19 games instalados, cerca de 93% do armazenamento foi ocupado e ainda sobraram mais 52 GB para outros jogos e apps. Abaixo, você confere a lista de todos os jogos que eu intalei e seu respectivos tamanhos, para ter uma ideia da quantidade de conteúdo que cabe no SSD de 1 TB do Xbox Series X:
Jogos que instalei no Series X (e ainda sobraram 53 GB de armazenamento livre):
Call of Duty Warzone – 105 GB
Forza Horizon 4 – 83 GB
Gears 5 – 72 GB
Dirt 5 – 65 GB
Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 Remis – 57 GB
DOOM Eternal – 54 GB
Kingdom Hearts 3 – 45 GB
The Witcher 3 Wild Hunt Game of the Year Edition – 40 GB
Yakuza Like a Dragon – 37 GB
Watch Dogs Legion 35 GB
Fortnite – 30 GB
Gears Tactics – 28 GB
Yakuza 0 – 26 GB
Rocket League – 17 GB
Rogue Company – 12 GB
Vigor – 10 GB
Red Dead Redemption – 7 GB
Ori and the Will of the Wisps – 6 GB
The Touryst – 594 MB
Como é possível ver acima, a lista de games é bastante eclética e inclui diversos jogos de tamanhos diferentes. Mesmo que você divida o Xbox Series X com toda a família, será possível garantir entretenimento para todos.
E no Xbox Series S?
O Xbox Series S utiliza a mesma arquitetura de SSD que o modelo principal da linha e também traz velocidades similares de transferência. Porém, a Microsoft cortou o armazenamento pela metade para garantir um preço mais competitivo.
O console de nova geração de entrada vem com um SSD de 512 GB, mas que possui algo entre 360 e 380 GB utilizáveis para jogos e apps. O espaço é consideravelmente inferior ao presente no Xbox Series X, mas deve comportar cerca de 7 jogos, dependendo do tamanho dos arquivos, pelo menos da geração atual. Black Ops Cold War vai seguir a “escola PC de otimização” e ocupará pelo menos 136 GB de armazenamento do console, o que é MUITA COISA.
O cartão de expansão de 1 TB da Seagate para os novos Xbox pode chegar bem caro ao Brasil. Para economizar, a dica é usar um HD externo e transferir jogos importantes para o SSD do Series S.
A Microsoft conta com um cartão SSD de 1 TB para expansão de memória dos novos Xbox, mas o produto ainda está escasso no Brasil e deve custar algo na casa dos R$ 2 mil. Com isso em mente, a dica é utilizar um HD externo no padrão USB 3.0 para aumentar o espaço de armazenamento.
HD externo para armazenamento
Os HDs externos no padrão USB 3.0 são os únicos suportados nos consoles de nova geração. Os jogos do Xbox One rodam diretamente no dispositivo, mas sem tirar proveito da velocidade do SSD. Ainda assim, o milagroso Quick Resume funciona perfeitamente com soluções externas.
Caso o armazenamento seja curto para você, a dica é usar um HD externo para salvar jogos maiores e transferí-los para o armazenamento interno na hora de jogar. O processo deve levar apenas alguns minutos, dependendo da velocidade do seu disco rígido, e garantir uma bela economia.
O Xbox Series X e S estão disponíveis no Brasil desde 10 de novembro com preços de R$ 4.699 e R$ 2.799.
A CD Projekt Red está preparando uma edição atualizada de The Witcher 3 para a nova geração. O upgrade gratuito contará com otimização para a next-gen, incluindo recursos para Ray Tracing. Enquanto as novidades não chegam, já é possível jogar a mais recente aventura de Geralt via retrocompatibilidade, e os resultados são promissores no Xbox Series X.
A versão completa de The Witcher 3 ocupa 40 GB no armazenamento do Series X e, mesmo sem otimizações, já tira um grande proveito do SSD do console. Enquanto a experiência de jogar no Xbox One é regada de telas de loading gigantescas, o novo console muda essa experiência consideravelmente.
O Xbox Series X conta com um recurso chamado Quick Resume, que retorna o gameplay no exato momento em que você parou de jogar na última vez que um jogo no console. Quando a ferramenta entra em ação, você precisa de poucos segundos para cair diretamente no gameplay de The Witcher 3.
O tempo de boot e carregamento inicial também foi reduzido drasticamente no Series X. Como mostrado acima, os loadings no Xbox One original, lançado em 2013, são tão longos que é possível abrir o jogo duas vezes no console de nova geração. Lembrando que tudo isso acontece sem as otimizações que chegarão ao game futuramente, apenas utilizando a força bruta do SSD presente no novo Xbox.
Viagem realmente rápida
Outro aspecto que chama a atenção em The Witcher 3: Wild Hunt no Xbox Series X é a viagem rápida. Ao realizar um Fast Travel entre regiões próximas, o carregamento é praticamente inexistente, a tela de loading apenas aparece para evitar bugs do mapa sendo renderizado.
A barra de carregamento só dá as caras na tela de carregamento quando a viagem é longa. Ao transportar Geralt de um extremo do mapa para outro, é necessário esperar alguns segundos, mas nada tão longo quanto o tempo de espera que temos no Xbox One.
O suporte para Quick Resume e os loadings mais rápidos tornam The Witcher 3 uma baita experiência no Xbox Series X. Eu zerei o game pela primeira vez no Xbox One original e o aspecto que mais incomoda no console são as telas de carregamento gigantescas. Ver esse problema desaparecendo no jogo da CD Projekt Red, e também em outros games, é bastante satisfatório.
E a qualidade gráfica?
Em relação aos gráficos, o Xbox Series X também traz o melhor que The Witcher 3 tem para oferecer nas plataformas Xbox atuais, mas sem aprimoramentos. A CD Projekt deve lançar somente 2021 a atualização que prepara o game para a nova geração.
Enquanto o upgrade não chega, os jogadores podem aproveitar The Witcher 3: Wild Hunt com as mesmas melhorias presentes na versão de Xbox One X. O game conta com suporte para resolução 4K e também um modo performance, que traz resolução dinâmica e 60 quadros por segundo.
Tirando alguns bugs de sombra que rolaram na região de Toussaint durante algumas cutscenes, The Witcher 3: Wild Hunt está funcionando de maneira bela e rápida no Series X, mesmo sem otimizações. Ao comparar a qualidade da resolução Ultra HD com os 900p praticados no Xbox One original, a evolução do game fica nítida.
O principal foco da CD Projekt atualmente é preparar o lançamento de Cyberpunk 2077, que foi adiado recentemente. Com isso, fica difícil dizer quando finalmente teremos uma edição de The Witcher 3 integralmente pensada para a nova geração. Mas, quando isso acontecer, estaremos prontos para testar as novidades no Xbox Series X.
O console de nova geração da Microsoft chega ao Brasil em 10 de novembro e já está em pré-venda por R$ 4.699 no país, após receber um corte de preço. A empresa também vende por aqui o Xbox Series S, que custa R$ 2.799.