Mês: novembro 2020

  • Para a surpresa zero pessoas, o jogo dos Vingadores flopou – Novas da semana

    Para a surpresa zero pessoas, o jogo dos Vingadores flopou – Novas da semana

    O mês de dezembro finalmente chegou e eu adoraria estar jogando Yakuza Like a Dragon ou Hades nesse exato momento, mas bora falar sobre as principais novas da semana que passou. A nona geração de consoles já é uma realidade e, agora, os jogos estão ganhando cada vez mais destaque.

    Na parte dos games, tivemos algumas surpresas nos últimos dias. Aparentemente é possível jogar games do PlayStation 2 no Xbox Series X/S (sim, isso é ilegal). Além disso, rolaram notícias nem tão surpreendentes, como a “flopada” magistral de Vingadores.

    Enfim, bora para a edição de hoje, já que o ano de 2020 pode acabar a qualquer momento.

    Novas da semana

    A Rockstar Games deu mais uma prova que um GTA 6 pode estar bem longe de chegar. A partir de 1° de dezembro, Red Dead Online será um jogo standalone. Com isso, os jogadores não precisam comprar Red Read Redemption 2 para acessar o modo online, mas poderão desbloquear a história pagando um extra.

    O modo online standalone pesa mais de 100 GB, já que possivelmente trará o single-player pré-instalado, e precisará de PS Plus e Xbox Live para ser jogado nos consoles. Considerando que até GTA Online virá para a nova geração, o próximo título inédito da franquia Grand Theft Auto deve demorar um bom tempo para dar as caras.

    Além de Red Dead, outro jogo também deve seguir o caminho do multiplayer standalone: Cyberpunk 2077. O modo online só deve chegar lá por 2022, mas um executivo da CD Projekt Red disse que mais novidades serão reveladas na primeira metade do ano que vem. Será que vão adiar? Fica aí o questionamento.

    Flop

    Para a surpresa de zero pessoas, a Square Enix confirmou que Vingadores não vendeu tão bem quanto o esperado. A empresa não revelou números, mas algumas estimativas apontam que o jogo colaborou para um prejuízo de US$ 48 milhões registrado pela divisão de games da firma japonesa. A esperança da companhia é dar a volta por cima com conteúdos pós-lançamento, mas acho que nem um crossover com a DC seria capaz de salvar essa bomba.

    Sucesso

    Enquanto o Vingadores flopou, o PS5 fez sucesso em vendas. Segundo a Sony, o produto se tornou o maior lançamento de console de todos os tempos após alcançar um recorde de vendas e superar seu antecessor, o PS4. No Brasil, anda meio complicado comprar um console de nova geração por causa dos estoques. No caso do PlayStation 5, tem gente vendendo o dispositivo por valores na casa dos R$ 11 mil.

    Surpresa

    O lado verde da força ganhou as manchetes recentemente por causa de outro feito histórico: desenvolvedores conseguiram rodar God of War do PS2 no Xbox Series X e S. O processo é realizado via emulador, o que é 100% ilegal. Ainda assim, é bem maneiro e totalmente aleatório ver um título que não funciona via retrocompatibilidade no PS5 aparecendo em seu principal rival.

    Esperado

    A Epic Games provou um ponto levantado pela Netflix e anunciou recentemente uma assinatura de Fortnite chamada “Clube Fortnite“. Agora, os jogadores podem pagar US$ 12 mensalmente para receber o conteúdo do Season Pass, 1.000 v-bucks, o dinheirinho do game, e também alguns itens extras. Os pais de plantão já podem preparar o cartão de crédito.

    Inesperado

    Após mais de uma década do lançamento de The World Ends With You, a Square Enix anunciou uma sequência para o game. Chamado de NEO: The World Ends With You, o game chegará ao Switch e PS4 em 2021. Parece piada, mas o protagonista se chama Rindo e tem aparência similar ao Roxas de Kingdom Hearts, mas com uma máscara no queixo. Muito bem contextualizado, senhor Tetsuya Nomura.

    Classificados

    • A promoção de Primavera da Steam está rolando com grandes descontos em centenas de jogos. Além disso, a empresa abriu a votação do Steam Game Awards, que dá poder ao público para eleger os principais games do PC no ano. Vale a pena dar uma passada na loja.
    • Como já tínhamos comentado na semana passada, a Nuuvem também está distribuindo descontos no PC. A Epic Games entrou na brincadeira essa semana e cortou o preço de alguns jogos, além de trazer MudRunner de graça por tempo limitado.
    • Pra galera que tá pensando se renova o Game Pass por mais um mês, a dica é ficar ligado para dezembro. Além do EA Play chegar ao serviço no PC dia 15, pode ser que Control finalmente dê as caras no catálogo da plataforma. Pelo menos é o que podemos interpretar desse teaser aqui.

    Indie da vez

    Se você tá com R$ 40 na mão e quer gastar em um joguinho top, aproveite a promoção da Steam para comprar Hades. O título está com 20% de desconto e vale cada centavo. O projeto não está disponível no PlayStation ou Xbox, mas também pode ser comprado no Nintendo Switch por cerca de R$ 90.

    Hades é uma produção da Supergiant, responsável pelos aclamados indies Bastion e Transitor. Você deve ter ouvido falar do game por causa das indicações ao The Game Awards, principalmente ao prêmio de Jogo do Ano.

    Apesar de ser uma produção de pequeno porte ao lado de jogos como The Last of Us 2, Hades tem o seu valor. Eu detesto roguelike e acabei passando quatro horas jogando quando abri “só pra testar o game rapidinho”.

    Assim como a produção da Naughty Dog, o game da Supergiant é cheio de “daddy issues”. Você incorpora o filho de Hades, que está numa fase meio rebelde e quer fugir de casa.

    Como sair do Tártaro não é uma tarefa muito simples, você recebe ajuda dos tios e tias do Olimpo, que te concedem bênçãos durante a jornada. Se você morre, é jogado de volta para casa e precisa percorrer o caminho novamente.

    Apesar de eu detestar esse ciclo, as poucas horas que passei em Hades foram interessantes, já que a história vai progredindo com as suas mortes. Por R$ 37,99, é uma experiência que certamente vale a pena!


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  • Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    O Microsoft XCloud prepara sua chegada ao Brasil com uma fase de preview para usuários selecionados de todo o país. A jogatina por streaming no celular é promissora e já foi dita como “o futuro dos games”. Agora que os testes começaram, fica a questão: nossa internet está pronta para isso?

    Assim que recebi o e-mail de convite para participar do acesso antecipado do Microsoft xCloud no Brasil, fiquei surpreso. A notícia caiu como uma luva nessa semana e instantaneamente me empolguei pela entrada nesse grupo de testes, mesmo morando no interior do Rio de Janeiro e sem nada que favorecesse os resultados da Microsoft.

    Antes de mais nada, algumas observações:

    O app Microsoft xCloud foi baixado do meu celular Motorola Moto Z2 Play, já com mais de 1 ano de uso e conectado ao Wi-Fi de 5 GHz e 2.4 GHz do roteador entregue pela minha provedora de internet local, numa conexão banda larga que promete entregar 300 MB. Ao lado dele, conectei o game no 4G da TIM, no meu plano pré-pago, mas de forma breve para não derreter meus dados móveis da semana.

    Veja como se inscrever no beta gratuito do xCloud

    Baixei o app imediatamente e logo fui conferir como estava o serviço. Infelizmente, a conta convidada não é a mesma que utilizo para assinar o Xbox Game Pass no PC (o que comprova que ser assinante, de fato, não favorece os candidatos), então todo meu progresso foi deixado de lado e fui largado numa conta praticamente inutilizada.

    Ignorando esse problema, fui direto para os jogos. A plataforma exige que você conecte um controle Xbox via bluetooth para a imensa maioria de títulos, dispensado somente em Hellblade: Senua’s Sacrifice e Minecraft Dungeons — estes com botões e controles que estão disponíveis para jogar direto da tela (comentarei sobre mais tarde).

    De primeira, frustração

    Pulei direto para o Minecraft Dungeons, jogo que julgo ser piedoso com latências mais altas, com gameplay mais lenta e compassada. Depois de um longo minuto — e do game ter iniciado duas vezes (e isso acontece todas as vezes que o abro), pude entrar no menu e começar minha ligeira jornada no streaming.

    Quando a conexão dá uma fraquejada,
    o jogo vai junto.

    A fluidez não durou muito e logo de cara dá para sentir que os controles não são lá tão responsivos. Digo de antemão que todo o período de experimentação provocou essa mesma sensação. Contudo, logo meu cérebro se adaptou à lentidão e eu passei a “me sentir” em um gameplay normal.

    Na prática, capturas de tela não se diferem muito do que o Xbox One S apresenta. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Assim que minha conexão alcançou uma estabilidade considerável, minha experiência foi boa. Consegui terminar 3 missões dentro de Mineraft Dungeons e aproveitei a experiência de jogar de onde eu queria. Fiz comida para almoço enquanto jogava e esperava o arroz na panela. Tomei um sol da varanda com o game no celular. Joguei direto da cama, longe do computador.

    Não demorou muito para entender o potencial do Microsoft xCloud para meu tipo de consumo. Ele é um constante companheiro “pronto” para ser jogado direto do celular quando estou em casa. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo fora de casa, por ainda estar evitando ir à rua e não precisar me deslocar para trabalho, mas o 4G entregou uma experiência “OK”, considerando alguns solavancos.

    Como é jogar no streaming?

    Em resumo: é diferente. O tamanho da tela, latência e arrumar uma posição para o celular me incomodou. Nunca me dediquei ao game mobile, então foi algo totalmente inédito. Ainda assim, deu para aproveitar e ficar surpreso pela eficiência do serviço.

    Logo de cara me deparei com problemas que devem impactar significativamente no jogo por streaming de boa parte dos brasileiros. Tive que manualmente me conectar à conexão 5.0 GHz do roteador da casa. A conexão demorou, o roteador não apresentava funcionamento pleno e, infelizmente, estou preso a ele devido a exigências do provedor local.

    Demorou um pouco para finalmente ter uma gameplay estável no XCloud. A plataforma apresentava frequentemente o indicativo de “Problemas de rede”, acompanhado por frames mais lentos, delay e “pipocadas” do áudio. Não foi um primeiro encontro tão agradável, mas encarei com paciência e, algumas horas depois, pude aproveitar em sua totalidade.

    Quando funcionou, experimentei jogos com Gears 5, Minecraft Dungeons, Forza Horizon 4, Hellblade: Senua’s Sacrifice e PlayersUnknown’s Battlegrounds. Ainda vou dar um tempo para aproveitar outros títulos disponíveis (e que avaliarei em futuros artigos), mas não acho justo entregar um veredito sobre um serviço ainda em fase beta.

    A latência do xCloud

    Por não contar com a capacidade de buffer para carregar sua gameplay com antecedência, o xCloud é basicamente uma transmissão de vídeo que acontece direta e exclusivamente para a sua tela. É ali, tá acontecendo agora e qualquer atraso é perceptível. E nisso o xCloud peca para o jogador de console ou PC.

    Quando jogando pelo controle, a experiência é a mais confortável e familiar possível, mas a latência ganha espaço. Pense assim: o apertar de um botão é entregue através de Bluetooth, o celular interpretará, enviará para os servidores e eles retornarão as imagens. Esse processo é de todos o mais lento, mas ainda permitem uma jogatina aceitável em games que não exigem respostas rápidas.

    Botões sobre a tela são contextualizados e acompanham a gameplay.

    Quando há controles na tela, o cenário muda. Minecraft Dungeons e Hellblade: Senua’s Sacrifice são os únicos que contam com controles sobre a tela no momento da elaboração desse artigo — e são extremamente elegantes. Todo o botão apresentado é mostrado contextualizado, com ícones de fácil interpretação e facilmente se encaixando na gameplay.

    Controles sobre a tela do celular

    O resultado entregue é aquilo que dá para esperar de uma gameplay da tela do celular. Uma parte do display é destinada ao jogo com o analógico virtual, enquanto a outro possui espaço para os botões. No caso do xCloud, no entanto, só são exibidos os botões necessários para jogar, todos com seu devido contexto — e isso facilita bastante.

    Hellblade fica absolutamente lindo numa telinha e os botões contextualizados são mais responsivos. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Nesse caso, o streaming também aproveita uma lentidão menor para receber os controles. O apertar de um botão, nesse caso, passa do celular para os servidores diretamente, o que agiliza boa parte da latência. Em Hellblade, inclusive, fui até capaz de realizar alguns bloqueios precisos quando me acostumei com a lentidão e rapidamente “me esqueci” de estar jogando pelo celular.

    Ao jogar com comandos sobre a tela, eles também interagem com os acontecimentos do jogo. Hellblade tem momentos exclusivos para cutscenes — momento em que todos os botões somem —, momentos de caminhada e solução de puzzles apresentam somente o botão de interação, foco e os analógicos de andar e câmera; nos combates, a tela é recheada por mais botões, agora com defesa, golpe fraco, forte, chute e desvio, acompanhado dos demais.

    Os bugs existem

    Quando minha experiência não fluía bem ou com engasgos na conexão, o app de streaming apresentou problemas. Assim que fechei o Minecraft Dungeons pela primeira vez, o aplicativo da Microsoft travou na tela de feedback e não respondia a comando algum. Fechei, ignorando o processo de envio de feedback, e assim que o abri novamente me deparei com o aviso de “O aplicativo parou de funcionar” do Android (mais de uma vez).

    Isso aconteceu várias vezes — inclusive quando eu estava jogando. Por não estar tão preso ao progresso dos games testados, não me importei por ter perdido todo o avanço na campanha, mas estou ciente que esses crashes repentinos podem acontecer e comprometer todo o avanço.

    Ademais, como pontuado em vídeo do Adrenaline, o primeiro a sofrer com instabilidade na conexão é a qualidade da transmissão. Rapidamente o jogo começa a apresentar artefatos na tela e os comandos se tornam lentos. Nesses momentos, é melhor esperar por uma melhora na rede, ou estará sujeito a uma imensa frustração.

    XCloud é para quem?

    Não é difícil encontrar uma aplicação do xCloud durante a rotina ou logo detestá-lo. Ao optar pela jogatina por streaming — pelo menos no estágio atual — é indispensável ter paciência e estar ciente das limitações. Diante disso, ele tem um enorme potencial.

    Ele abre espaço para a pessoa que está imersa no catálogo do Xbox Game Pass e quer testar um recente lançamento antes de baixá-lo no console ou PC. O serviço pode ser um companheiro para todas as horas, te permitindo ficar distante das telas maiores para aproveitar direto do celular ou atender a necessidades menores de alguém que não tem nenhum console ou PC gamer poderoso.

    Apesar do xCloud ainda exigir um roteador de 5 GHz para uma experiência aceitável, um dispositivo como esses é, de longe, o mais barato em comparação a um novo console ou PC gamer. A Microsoft faz bem em tornar o ecossistema Xbox mais acessível, e o serviço facilmente alcançará pessoas que ainda não tem condições para ter um videogame ou finalmente apresentá-las a esse universo.

    A palavra é acessibilidade

    A ausência de exigências para o hardware Android é outro poderoso fator. Segundo a Microsoft, basta ter Android 6.0 ou superior (o que a imensa maioria dos celulares já é), para conferir o serviço. Não é necessário um celular topo de linha ou intermediário para aproveitar. Com exceção dos games que exigem controle (que hoje fica em torno dos R$ 500), para jogar no xCloud basta um celular Android compatível.

    Sendo assim, o xCloud é útil para vários momentos e pessoas. Cabe a você decidir se é bom para você, mas é bom testar antes de tomar a decisão final. Ainda não há datas para o fim da fase beta, mas assim que sair, compartilharei opiniões mais maduras acerca do gaming por streaming da Microsoft.

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  • Vai comprar placa de vídeo na Black Friday? Esse guia de preços pode ajudar

    Vai comprar placa de vídeo na Black Friday? Esse guia de preços pode ajudar

    A Black Friday acontece nesta sexta-feira (27) e muitos brasileirinhos estão de olho nas ofertas para comprar aumentar a biblioteca de jogos, comprar um console novo ou dar aquele upgrade no computador para games. Se você faz parte da galera que joga no PC e está querendo uma placa de vídeo nova, mas não tem ideia de como estão os preços, uma tabela de valores divulgada recentemente no Twitter pode ser a sua salvação.

    Os perfis Observatório da GPU e PC Build Wizard são conhecidos por mapear os preços de hardwares de games no mercado brasileiro e uniram forças para ajudar os consumidores nessa Black Friday. Utilizando seu extenso banco de dados e conhecimento na área, os responsáveis pelas contas do Twitter montaram uma tabela de referência para preços de placas de vídeo.

    Lisa Su segurando uma das GPUs da linha RX 6000, que já chegaram ao mercado, mas o estoque está bem limitado

    Você pode conferir a tabela montada pelos especialistas nesse link e também no quadro abaixo (com valores de 25 de novembro). O guia conta com os preços “Ok”, que indica valores que são aceitáveis para o cenário atual. Já a marcação de preço “Black” aponta um ótimo negócio, considerando a situação de pandemia.

    Guia de preços do Observatório da GPU e PC Build Wizard

    PlacaPreço “OK”Preço “Black”
    GTX 1650 D6R$ 925,00R$ 850,00
    RX 570 4GBR$ 950,00R$ 875,00
    RX 570 8GBR$ 1.000,00R$ 925,00
    GTX 1650 SUPERR$ 1.200,00R$ 1.100,00
    RX 580 8GBR$ 1.150,00R$ 1.050,00
    RX 5500 XT 4GBR$ 1.150,00R$ 1.050,00
    RX 5500 XT 8GBR$ 1.250,00R$ 1.150,00
    GTX 1660R$ 1.400,00R$ 1.300,00
    GTX 1660 SUPERR$ 1.550,00R$ 1.425,00
    GTX 1660 TiR$ 1.600,00R$ 1.475,00
    RX 5600 XTR$ 1.800,00R$ 1.650,00
    RTX 2060R$ 1.950,00R$ 1.800,00
    RTX 2060 SUPERR$ 2.450,00R$ 2.250,00
    RX 5700R$ 2.100,00R$ 1.950,00
    RX 5700 XTR$ 2.450,00R$ 2.250,00
    RTX 2070R$ 2.500,00R$ 2.300,00
    RTX 2070 SUPERR$ 3.000,00R$ 2.750,00
    RTX 2080 SUPERR$ 3.650,00R$ 3.350,00
    RTX 2080 TiR$ 4.600,00R$ 4.250,00
    RTX 3070R$ 4.550,00R$ 4.200,00
    RTX 3080R$ 6.000,00R$ 5.500,00
    RX 6800R$ 4.800,00R$ 4.400,00
    RX 6800 XTR$ 5.600,00R$ 5.150,00
    Créditos: twitter @pcbuildwizard e @observatoriogpu
    A tabela original pode ser encontrada nesse link.

    Mesmo que você não tenha planos de comprar um hardware novo nessa Black Friday, vale a pena seguir o trabalho de ambos os perfis. A pandemia e a alta do dólar deram uma bela movimentada nos preços de peças para PCs e os dois perfis sempre estão divulgando ofertas interessantes.

    Se você só está de olho nos jogos na Black Friday, algumas promoções de lojas de games entraram na nossa newsletter da semana. Ontem, a Steam também começou a distribuir seus descontos de primavera, que chegaram acompanhados da premiação de games oficial da plataforma.

    Fique ligado também nas transmissões ao vivo que vão ajudar a garimpar descontos durante a data comercial. O pessoal do Adrenaline está bolando uma superprodução para caçar os melhores preços de hardware ao vivo esta noite, enquanto o João GAN fará uma live ainda hoje focada em encontrar games baratos.

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  • Graças ao DLSS, minha RTX 2060 envelheceu como vinho

    Graças ao DLSS, minha RTX 2060 envelheceu como vinho

    Após uma infância moldada por consoles e anos como jogador de notebook, migrei definitivamente para o PC de mesa em outubro de 2019. Meu primeiro desktop ainda está em atividade e, apesar de não ser um computador da NASA, traz um hardware de respeito: um AMD Ryzen 5 3600 acompanhado da GeForce RTX 2060 XC da EVGA.

    O poder do combo já ganhou meu coração logo nos primeiros testes em Call of Duty Modern Warfare, um dos grandes lançamentos do ano passado e que ainda está bombando atualmente. O salto visual ficou perceptível em comparação ao hardware do meu antigo notebook, com uma GTX 1050 Ti e o i7-7700HQ, e senti os primeiros gostos do Ray Tracing, que viria a se tornar cada vez mais popular nos próximos meses.

    O Ray Tracing, inclusive, foi um dos primeiros fatores que mostrou as limitações da minha GPU e me lembrou que não estou no topo da cadeia alimentar do hardware. Como eu trabalho no Adrenaline e a galera adora ver hardware pegando no pesado, especificações como os 6 GB de VRAM acabaram segurando minhas vontades em certas ocasiões. O uso em jogos mais cascudos também fez o meu modelo da EVGA sentir calor, já que o resfriamento fica por conta de apenas um fan e soluções passivas.

    Sem deixar para trás

    Mesmo com limitações de seu próprio hardware, a RTX 2060 passou por um crescimento louvável durante os últimos 12 meses. Ao invés da placa de vídeo seguir o caminho natural da obsolescência, o componente evoluiu de maneira considerável graças às novas tecnologias da Nvidia.

    A fabricante lançou uma nova linha de GPUs preparada para Ray Tracing e com um grande salto de desempenho em comparação à série RTX 20. A RTX 2080 Ti é batida pela nova RTX 3070, por exemplo.

    Além disso, a terceira geração de GPUs com Ray Tracing veio acompanhada de novas funções, como o programa de gravações Nvidia Broadcast. Neste ponto que temos o pulo do gato: os modelos antigos não ficaram para trás e as novidades de software também estão disponíveis em placas anteriores da família RTX, inclusive na minha RTX 2060.

    O Nvidia Broadcast usa inteligência artificial para aprimorar a webcam e o áudio durante lives. A solução virou parte da minha rotina como criador de conteúdo

    A Nvidia também lançará em 2021 o RTX I/O, tecnologia que promete melhorar a compressão de games e vai funcionar com GPUs da série 20 e 30. O suporte para novidades como essa parece pequeno, mas infelizmente está fora dos padrões da indústria. Muitas tecnologias legais acabam deixando hardwares levemente mais velhos de fora, como é o caso do SAM da AMD, pelo menos em seu lançamento, que não trabalha no meu Ryzen 5 3600 lançado no ano passado.

    O poder do DLSS

    No meio de tantas tecnologias, o principal marco para a minha guerreira RTX 2060 é o Deep Learning Super Sampling, o famoso DLSS. A ferramenta de upscaling e Anti-aliasing que usa inteligencia artificial chegou desacreditada no mercado, mas ganhou um boost em sua versão 2.0.

    O DLSS tem como principal missão possibilitar o uso de Ray Tracing em resoluções mais altas, como 4K. Porém, para quem joga em “divisões mais baixas”, a tecnologia também serve para dar um belo upgrade de performance.

    Neste ano, a Nvidia lançou a versão Ultra do recurso, que funciona em resolução 8K e garante saltos de até 85% na taxa de frames. A novidade é tão potente que fez minha RTX 2060 segurar Call of Duty Black Ops Cold War, lançado neste mês, em impressionantes 4K e 60 frames por segundo, com Ray Tracing ativado e tudo.

    Em condições normais de mercado, os novos lançamentos de games tendem a fazer hardwares modestos começarem a apanhar. Com o uso do DLSS, porém, a placa de vídeo se transforma em “Super Sayajin” e muda essa situação. É algo impressionante de se vivenciar não apenas em Black Ops Cold War, mas também em outros jogos com a função, como Death Stranding.

    Nas mãos do futuro

    A principal “falha” do DLSS está em sua adoção. Nem todas as desenvolvedoras utilizam a tecnologia atualmente e o milagre entregue pela inteligência artificial fica limitado a alguns títulos compatíveis. Felizmente, a lista de jogos com as funções RTX está se expandindo e inclui produções aguardadas como Cyberpunk 2077.

    A AMD também lançará uma solução similar ao DLSS, que será aberta e deve funcionar no PS5 e Xbox Series X e S. A novidade pode expandir para mais placas de vídeo o sentimento que eu tive ao ver a RTX 2060 mandando um 4K/60 fps.

    Segundo reza o ditado popular, o vinho tende a ficar melhor quando envelhecido. Nunca imaginei que veria essa máxima sendo aplicada em placas de vídeo, mas estou feliz que isso está acontecendo.

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    The Last of Us 2 ganha seis prêmios no Golden Joystick Awards 2020

    A trigésima oitava edição do Golden Joystick Awards acaba de acontecer e The Last of Us Parte II foi a grande estrela do evento. A premiação de votação popular acabou com seis estatuetas indo para o jogo e a Naughty Dog, um novo recorde.

    Além do exclusivo do PlayStation, vários indies também brilharam durante o evento. Hades, que está concorrendo ao prêmio de jogo do ano no The Game Awards, levou prêmios como Melhor Indie para casa. Fall Guys também garantiu o seu espaço.

    Hades, da Supergiant Games

    Abaixo, você confere uma lista com todos os vencedores, tanto dos prêmios com votação aberta quanto das escolhas dos críticos. Logo abaixo, também é possível ver todas as categorias que estavam abertas para votação pública e seus respectivos vencedores.

    Lista de vencedores do Golden Joystick Award

    Melhor história – The Last of Us 2
    Melhor Multiplayer Game – Fall Guys
    Melhor Design Visual- The Last of Us 2
    Melhor Expansão – No Man’s Sky: Origins
    Melhor Jogo Mobile – Lego Builder’s Journey
    Melhor Áudio – The Last of Us 2
    Melhor Indie – Hades
    Ainda jogando – Minecraft
    Estúdio do ano – Naughty Dog
    Jogo de esports do ano – Call of Duty: Modern Warfare
    Melhor novo streamer – iamBrandon
    Melhor jogo para família – Fall Guys
    Melhor comunidade – Minecraft
    Melhor atuação – Sandra Saad (Kamala Khan)
    Prêmio de descoberta – Innersloth (Among Us)
    Prêmio de Contribuição – The Gaming Industry
    Jogo de PC do ano – Death Stranding
    Hardware do ano – NVIDIA GeForce RTX 3080
    Jogo de PlayStation do ano – The Last of Us 2
    Jogo de Xbox do ano – Ori and the Will of the Wisps
    Jogo da Nintendo do ano – Animal Crossing: New Horizons
    Mais aguardado – God of War: Ragnarok
    Escolha dos críticos – Hades
    Jogo do ano definitivo – The Last of Us 2

    Abaixo, seguem as categorias abertas para voto público inicialmente, com todos os indicados e os vencedores em destaque:

    Melhor áudio

    The Last of Us: Part II
    Ghost of Tsushima
    Star Wars Jedi: Fallen Order
    Paradise Killer
    Call of Duty: Warzone
    Half-Life: Alyx
    Streets Of Rage 4
    Resident Evil 3

    Melhor comunidade

    Fall Guys
    Minecraft
    Animal Crossing: New Horizons
    Dreams
    Sea of Thieves
    Warframe
    Fortnite
    Final Fantasy XIV

    Melhor jogo para a família

    Animal Crossing: New Horizons
    Fall Guys
    Pokemon Sword & Shield
    Minecraft Dungeons
    Paper Mario: The Origami King
    Moving Out
    Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics
    Super Mario 3D All-Stars

    Melhor expansão

    Control: AWE
    No Man’s Sky: Origins
    Total War: WARHAMMER 2 – The Warden and the Paunch
    Pokemon Sword & Shield – Expansion Pass
    Final Fantasy XIV Patch 5.3 – Reflections in Crystal
    The Sims 4 Star Wars: Journey to Batuu
    Mortal Kombat 11: Aftermath
    The Outer Worlds: Peril on Gorgon

    Melhor hardware

    PC Engine Mini
    Oculus Quest 2
    Razer Kishi mobile pad for xCloud
    NVIDIA GeForce RTX 3080
    TCA Sidestick Airbus Edition
    Vulcan 120 Aimo Keyboard
    Turtle Beach Stealth 700 Gen 2

    Melhor Indie

    Kentucky Route Zero
    Factorio
    Spelunky 2
    Paradise Killer
    Creaks
    Hades
    Lair of the Clockwork God
    Necrobarista

    Melhor Multiplayer

    Fall Guys
    Call of Duty: Warzone
    Animal Crossing: New Horizons
    Deep Rock Galactic
    Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2
    The Dark Pictures Anthology: Little Hope
    Moving Out
    Valorant

    Melhor história

    The Last of Us Part II
    Ghost of Tsushima
    Kentucky Route Zero: TV Edition
    Necrobarista
    Paradise Killer
    Hades
    Signs of the Sojourner
    If Found…

    Melhor design visual

    Ghost of Tsushima
    Hades
    Ori and the Will of the Wisps
    Spiritfarer
    Microsoft Flight Simulator
    Half-Life: Alyx
    The Last of Us Part II
    Final Fantasy VII Remake

    Jogo do ano de Esports

    Tom Clancy’s Rainbow Six Siege
    League Of Legends
    Valorant
    Fortnite
    NTT IndyCar Series iRacing
    Counter-Strike: Global Offensive
    FIFA 20
    Call of Duty: Modern Warfare

    Melhor Jogo mobile

    Game of Thrones: Tale of Crows
    Lego Builder’s Journey
    Little Orpheus
    Next Stop Nowhere
    Roundguard
    Bird Alone
    A Monster’s Expedition
    If Found…

    Jogo do ano da Nintendo

    Animal Crossing: New Horizons
    Pokemon Sword & Shield
    Dr Kawashima’s Brain Training for Nintendo Switch
    Super Mario 3D All-Stars
    Paper Mario: The Origami King
    Super Mario Bros. 35
    Ninjala
    Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics

    Jogo do ano para PC

    Paradise Killer
    Microsoft Flight Simulator
    Hades
    The Walking Dead: Saints & Sinners
    Crusader Kings III
    Valorant
    Half-Life: Alyx
    Death Stranding

    Jogo do ano de PlayStation

    The Last of Us Part II
    Nioh 2
    Ghost of Tsushima
    Final Fantasy VII Remake
    Marvel’s Iron Man VR
    Spelunky 2
    Dreams
    Fall Guys

    Jogo do ano do Xbox

    Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2
    Deep Rock Galactic
    Ori and the Will of the Wisps
    Bleeding Edge
    Minecraft Dungeons
    Wasteland 3
    Yakuza 0
    Tell Me Why

    Ainda jogando

    Final Fantasy XIV
    Sea of Thieves
    Fortnite
    Apex Legends
    Pokemon Go
    Grand Theft Auto Online
    PlayerUnknown’s Battlegrounds
    Minecraft

    Estúdio do ano

    Mediatonic
    Naughty Dog
    Respawn
    Paradox Development Studio
    Sucker Punch
    Infinity Ward
    Media Molecule
    Supergiant Games

    Mais aguardado

    Hitman 3
    Ratchet & Clank: A Rift Apart
    Halo Infinite
    Resident Evil 8: Village
    Deathloop
    Horizon Forbidden West
    Kerbal Space Program 2
    Elden Ring
    Gotham Knights
    God of War: Ragnarok
    Starfield
    The Medium

  • Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing  – Novas da semana

    Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing – Novas da semana

    A pandemia está rolando solta e o dólar não para de subir, mas uma esperança tomou conta do imaginário financeiro do Brasil nesta semana: a Black Friday. A sexta-feira dos preços milagrosos acontece nesta…sexta-feira (27) e algumas empresas de games já entraram no clima das promoções.

    A semana passada também foi agitada, principalmente por causa de Cyberpunk 2077. A CD Projekt Red aproveitou a antiga semana de lançamento do RPG, que foi adiado, para revelar um amontoado de novidades, desde gameplay com Keanu Reeves até requisitos detalhados.

    Classificados: Black Friday Edition

    Como o clima de sexta-feira dos descontos está no ar, começamos o Jornal dos Jogos da semana com o “plantão Black Friday”. As principais companhias de games estão oferecendo algum tipo de desconto durante os próximos dias. Logo, se você está pensando em decepcionar o Julius e gastar, saca só:

    PlayStation

    A PlayStation Store entrou no clima da ~Black~ com grandes exclusivos com desconto. The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima, que estão concorrendo ao prêmio de jogo do ano, estão saindo por R$ 139 e R$ 200, respectivamente.

    Final Fantasy VII Remake, que pode dar o GOTY para o criador de Kingdom Hearts, também está com desconto e custa R$ 164 por tempo limitado. Todos os descontos podem ser conferidos aqui e valem até dia 30 de novembro.

    Xbox

    A Black Friday também está valendo no lado verde da força: a Microsoft está oferecendo descontos em jogos e também no Game Pass. Segundo o Xbox Wire, a assinatura pode ser encontrada com até 40% de desconto no pacote de três meses em varejistas selecionados — o preço mensal segue o mesmo no site oficial atualmente.

    Battle Royale GIF

    A Microsoft também está oferecendo desconto em jogos multiplataforma e carros-chefe da linha Xbox. Forza Horizon 4 está no Game Pass, mas você pode comprá-lo por R$ 124,50 por tempo limitado. Para os boleiros de plantão, FIFA 21 está saindo por R$ 179,55 e traz upgrade gratuito para o Xbox Series X/S. Veja todas as ofertas aqui.

    EA e Ubisoft

    A Eletronic Arts também ativou os descontos em sua loja, a Origin, e está distribuindo cortes de preço em várias plataformas. A empresa está oferecendo descontos de até 90% em sua loja do PC e as promoções incluem Star Wars Jedi: Fallen Order por R$ 95,60 e Need for Speed Heat por R$ 79,66. Vale a pena conferir a promo, mas lembre-se: boa parte dos jogos chegará ao Game Pass de PC em 15 de dezembro.

    Assassins Creed GIF

    Já a Ubisoft está oferecendo jogos de seu catálogo com até 85% de desconto no PC. As ofertas incluem Assasin’s Creed Unity por apenas R$ 9, Far Cry 5 custando R$ 36 e Assassin’s Creed Odyssey por R$ 54. A empresa também lançou uma loja de roupas e acessórios no Brasil, que também possui preços especiais para a Black Friday.

    Nuuvem

    A loja brasileira Nuuvem também está se preparando para Black Friday. A empresa vai oferecer descontos por uma semana, começando em 25 de novembro, e já possui uma lista de jogos confirmados com desconto. Vale a pena ficar de olho nessa “Black Week”.

    Novas da semana

    Se você deu uma zapeada na internet recentemente, pode ter notado que dois grandes eventos aconteceram recentemente: a CD Projekt Red liberou um caminhão de novidades de Cyberpunk 2077 e o chefe da PlayStation deu uma entrevista falando sobre a marca.

    Acredite se quiser, as duas coisas ocorreram no mesmo dia e acabaram ofuscando outro grande acontecimento:

    007 está de volta ao mundo dos games

    A IO Interactive, conhecida por fazer a franquia Hitman, anunciou que está trabalhando em um jogo do James Bond. O 007 anda meio sumido da mídia interativa, mas promete voltar com tudo. Afinal, é difícil pensar em um estúdio mais competente para o projeto que os caras por trás do Agente 47.

    Até o momento, tudo que temos sobre o projeto é o breve teaser acima e uma descrição interessante. A IO Interactive trará uma história original de James Bond e vai abordar as origens do espião, antes dele se tornar o lendário 007.

    O projeto ainda não possui data de lançamento, mas já ganhou minha atenção.

    Cybertretas 2077

    A CD Projekt Red lançou uma tabela atualizada de requisitos mínimos e recomendados para Cyberpunk 2077, revelando o hardware necessário para encarar o game no PC com tecnologias RTX. Enquanto geral já sabia que o jogo não seria tão pesado, um detalhe acabou gerando incômodo: a ausência de placas de vídeo AMD nas especificações para Ray Tracing.

    Acontece que, em seu lançamento, o jogo não contará com suporte para traçado de raios em tempo real nas novas GPUs da AMD, que vão receber a função posteriormente. A confirmação pegou geral de surpresa, já que o Ray Tracing de Cyberpunk é feito em uma API aberta.

    Ray Tracing exclusivo?

    A “exclusividade” do Ray Tracing de Cyberpunk 2077 em GPUs da Nvidia chegou pouco após outra situação nessa vibe. A galera que faz Godfall, que anda mal otimizado, liberou os recursos de traçado de raio em tempo real somente para placas AMD, deixando apenas uma promessa de um update futuro para componentes da Nvidia.

    A situação foi suficiente para instaurar um clima de “Guerra Fria” no mercado. Afinal, ambos os jogos possuem parceria com as respectivas empresas que receberam efeitos de Ray Tracing primeiro. Resta agora aguardar pra ver se a moda pega.

    Enquanto o assunto não se desdobra, confira o novo gameplay de Cyberpunk 2077 e o video de bastidores com Keanu Reeves. E cuidado com os spoilers, pois algumas cópias do game já estão rolando por aí. Isso que dá ficar adiando jogo em cima da hora…

    PS5 vendendo e “Game Pass da Sony”

    Na última quinta-feira (19), o chefe da PlayStation, Jim Ryan, falou com a agência de notícias russa Tass e declarou várias coisas que viraram manchete. Nós lemos toda a entrevista e trazemos aqui o que realmente importa sobre tudo que foi falado.

    PS5 vendendo O executivo da Sony revelou que o PlayStation 5 está vendendo que nem água no deserto, mas a empresa teve desafios no lançamento por causa da pandemia. Afinal, produzir e distribuir consoles não é uma missão simples no meio do apocalipse que é 2020.

    PS4 importa – Jim Ryan também disse que mais de 114 milhões de unidades do PS4 estão pelo mundo e a empresa pretende dar suporte para o console durante pelo menos mais dois anos, pelo menos. Segundo o executivo, a comunidade PlayStation estará em seu ápice até 2022 e o período cross-geração ainda vai continuar.

    Guerra dos consoles – O comandanda da divsão de games da Sony também disse que não curte essa história de guerra dos consoles e respeita a Microsoft, pois a concorrente faz a PlayStation se mexer e não ficar estagnada. Ele até disse que achou a compra da Bethesda um movimento bem estratégico, mas não tem ideia se o PS5 receberá jogos como The Elder Scrolls 6.

    Game Pass e PlayStation – Falando em competição, Jim Ryan está ciente do crescimento do Xbox Game Pass e deu a entender que uma resposta para o serviço da Microsoft pode chegar futuramente. Enquanto isso, o executivo ressaltou que a Sony possui o PlayStation Now, que ainda não está no Brasil e nem recebe títulos de grande porte no lançamento.

    xCloud no Brasil

    Enquanto a Sony dá indícios de que vai expandir sua atuação nos serviços, a Microsoft não para de evoluir o Game Pass. A empresa lançou recentemente o xCloud no Brasil. Apesar de estar em beta, o serviço que roda jogos em nuvem já está funcionando muito bem por aqui.

    Em alguns momentos, a latência e a compressão de imagem ficam perceptíveis no gameplay, mas a experiência é bem interessante para quem busca um complemento para o Game Pass. Além disso, os controles na tela facilitam muito o consumo dos games compatíveis com a função. Minecraft Dungeons vira praticamente um jogo mobile quando está funcionando pelo serviço de jogos em nuvem.

    Minha principal decepção com a plataforma até agora é o tempo de loading: como os servidores são baseados em consoles da geração Xbox One, as telas de carregamento ainda são longas. Para quem jogou no Xbox Series X ou S, que capricham na hora de abrir os games, a diferença é perceptível.

    O xCloud ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas chegará integrado ao Game Pass Ultimate. A versão de testes do serviço pode ser utilizada de maneira gratuita, mas você precisa se inscrever no site da Microsoft e ser convidado para participar.

  • GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    Um dos momentos mais aguardados pelos gamers™ acaba de chegar: a organização do The Game Awards revelou os jogos indicados ao prêmio em 2020, incluindo os nomeados ao título de Jogo do Ano, aka GOTY. Ou seja, está chegando a hora do “Oscar dos games” finalmente acontecer!

    As indicações foram dominadas por figurões do ano, incluindo The Last of Us Parte 2, Ghost of Tsushima e Animal Crossing New Horizons. Além disso, o indie Hades, produzido pela galera da Supergiant Games, chamou a atenção com sete nomeações para os prêmios.

    Confira mais detalhes sobre a maior premiação de games do ano
    Indicados ao prêmio de GOTY 2020

    Em 2020, o evento também conta com um prêmio de acessibilidade, o que pode dar mais visibilidade para a causa e ser ótimo para a indústria nos anos seguintes. Os resultados serão divulgados em 10 de dezembro, quando

    Como votar no Game Awards 2020?

    Você pode conferir todos os indicados ao Game Awards 2020 e votar em seus favoritos por meio do site da premiação. A plataforma permite que você escolha seus games em cada categoria e também compartilhe seu voto nas redes sociais.

    É importante ressaltar que os votos do público contam com 10% de participação na escolha dos vencedores. Os 90% restantes da decisão ficam por conta de um corpo de jurados formado por cerca de 95 veículos de mídia e influenciadores do mundo.

    Que horas começa o The Game Awards 2020?

    Os vencedores serão revelados durante um evento online ao vivo no YouTube e Twitch em 10 de dezembro, às 21h pelo horário de Brasília. A data é a mesma do lançamento de Cyberpunk 2077. Além da distribuição de prêmios, a apresentação também contará com novidades sobre jogos que serão lançados futuramente, além de um show da Game Awards Orchestra.

    Neste ano, devido à pandemia, o evento não contará com plateia ou entrega de prêmios em mãos, mas terá apresentações de Los Angeles, Tóquio e Londres. Os vencedores, convidados e indicados também vão participar por meio de videoconferências, segundo o FAQ do Game Awards

    Lista com todos os indicados

    Abaixo, você confere a lista de todos os indicados ao The Game Awards 2020, começando com os prêmios de Jogo do Ano e Melhor Direção. Você também pode conferir a revelação dos títulos no vídeo abaixo, que é apresentado por Geoff Keighley, criador do TGA.

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)
    Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)
    Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)
    Hades (Greg Kasavin)
    The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)
    Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)
    Hades (Darren Korb)
    Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)
    The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Resident Evil 3 (Capcom)
    The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Melhor Performance

    Ashley Johnson as Ellie, The Last of Us Part II
    Laura Bailey as Abby, The Last of Us Part II
    Daisuke Tsuji as Jin Sakai, Ghost of Tsushima
    Logan Cunningham as Hades, Hades
    Nadji Jeter as Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)
    Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)
    Tell Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)
    Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Hades (Supergiant Games)
    Spelunky 2 (Mossmouth)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Legends of Runeterra (Riot Games)
    Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Melhor Suporte da Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Fall Guys (Mediatonic/Devolver)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)
    Valorant (Riot Games)

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)
    HyperDot (Tribe Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)
    Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)
    STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)
    The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Nioh 2 (Team Ninja)
    Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)
    Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)
    Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)
    Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games)
    Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom)
    One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco)
    UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)
    Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)
    Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)
    Desperados III (Mimimi Games/THQN)
    Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)
    Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)
    XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)
    F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)
    FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)
    NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)
    Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Estreia de Jogo Indie

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver)
    Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack)
    Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games)
    Röki (Polygon Treehouse/CI Games)
    Phasmophobia (Kinetic Games) 

    Criador de Conteúdo do Ano

    Alanah Pearce
    NickMercs
    TimtheTatman
    Jay Ann Lopez
    Valkyrae
    Prêmios de eSports

    Melhor Jogo de Esports

    Call of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Counter-Strike: Global Offensive (Valve)
    Fortnite (Epic Games)
    League of Legends (Riot Games)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Atleta de Esports

    Ian “Crimsix” Porter / Call of Duty
    Heo “Showmaker” Su / League of Legends
    Kim “Canyon” Geon-bu / League of Legends
    Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / Call of Duty
    Matthieu “ZywOo” Herbaut / CS:GO

    Melhor Equipe de Esports

    DAMWON Gaming / League of Legends
    Dallas Empire / Call of Duty
    San Francisco Shock / Overwatch League
    G2 Esports / League of Legends
    Team Secret / DOTA2

    Melhor Evento de Esports

    BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (CS:GO)
    Call of Duty League Championship 2020
    IEM Katowice 2020 (CS:GO)
    League of Legends World Championship 2020
    Overwatch League Grand Finals 2020

    Melhor Apresentador de Esports

    Eefje “Sjokz” Depoortere
    Alex “Machine” Richardson
    Alex “Goldenboy” Mendez
    James “Dash” Patterson
    Jorien “Sheever” van der Heijden

    Leia também:

  • Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Quando comecei a jogar a campanha single-player de Call of Duty Black Ops Cold War, não imaginei que riria tanto com um jogo de tiro. Após fortes emoções no ano passado com Modern Warfare, que me fez sentir o peso de puxar o gatilho, a Treyarch entregou uma história que com certeza vai agradar os fãs americanos da franquia, já que é quase uma fanfic pensada especialmente para esse público.

    Lançado em 13 de novembro, o jogo já vem dando o que falar por causa de sua história desde seu anúncio. Para os fãs de longa data, é um prato cheio: a desenvolvedora resolveu seguir a história do Black Ops original e coloca o jogador em uma narrativa que se passa nos anos 80. Como o próprio nome indica, Cold War acontece durante a Guerra Fria e foca na ação de uma equipe de soldados de elite dos Estados Unidos, o que deixa a história bem enviesada para o lado ianque.

    O Call of Duty lançado no ano passado também dá aquela envergada histórica para favorecer os Estados Unidos e até reescreve certos acontecimentos reais. Ainda assim, na parte de gameplay, Modern Warfare entregou altos níveis de emoção com uma narrativa cheia de momentos que questionam a moral do jogador.

    Novidades

    Em Cold War, a Treyarch adotou um sistema de escolhas mais robusto, que chega a mudar o final da história, e também conta com um gameplay divertido, ao nível esperado de uma franquia bilionária. A narrativa também possui mais liberdade criativa e, apesar de ter toques de realidade, é bastante fictícia. A parte engraçada, porém, é ver essa ficção sendo elevada a um nível absurdo e de uma forma muito séria.

    Apesar dos momentos ridículos, a campanha single-player vem embalada em uma jogabilidade empolgante. O novo COD também impressiona tecnicamente e, no PC, dá para segurar 4K e 60 frames por segundo com Ray Tracing ligado na RTX 2060. Isso é possível graças ao milagroso DLSS, que futuramente deve ganhar um artigo dedicado por aqui.

    O multiplayer de Black Ops Cold War também é caprichado e conta com o amado modo Zumbis. Para quem está em busca de algo a mais que Warzone e Modern Warfare, vale a pena ficar de olho no game. Porém, os servidores andam meio instáveis atualmente e o preço está bem alto. Logo, a dica é ficar de olho em possíveis promoções que apareçam futuramente.

    A análise completa de Call of Duty Black Ops Cold War será publicada por este que vos escreve nos próximos dias lá no Adrenaline. Enquanto isso, segue aqui uma descrição aberta e vinda direto do coração sobre a história desse blockbuster do mundo dos games, que está mais para fanfic do Wattpad.

    Vingadores de Ronald Reagan

    A partir daqui, temos MUITOS spoilers da história de Black Ops Cold War

    A história de Black Ops Cold War começa apresentando os “Vingadores” de Ronald Reagan, o antigo presidente dos Estados Unidos que foi recriado digitalmente para o game. Em uma das cenas iniciais do game, o jogador acompanha a reunião da equipe de agentes especiais liderada por Russel Adler com o chefe de estado. A pauta: um agente russo quase mitológico que estaria de volta em atividade.

    Após receber a denúncia sobre o retorno do quase irreal russo malvado chamado Perseus, que já teria feito coisas ruins no Vietnã, o presida manda a letra: os agentes especiais possuem aval para sair pelo mundo caçando a suposta ameaça, mesmo que seja necessário espalhar alguns corpos pelo caminho.

    Um dos participantes da reunião até diz que os pedidos da equipe são irregulares e tudo isso pode dar merda. Em seguida, o agente Woods pontua: “todas as missões que vamos são ilegais”.

    Segundo Reagan, a ilegalidade da missão é um risco que vale a pena ser corrido. Afinal, Perseus pode ameaçar os ideais do “mundo livre”. O chefe de estado não consultou nenhuma outra autoridade do tal “mundo livre” para tomar essa decisão, mas seguimos em frente.

    Crimes de Guerra: World Tour

    Após uma sequência de ação intensa em uma pista de pouso, somos apresentados para o nosso herói: um soldado personalizável, que pode ter até gênero não-binário, e que vai ajudar no combate ao Perseus. Você é convidado a viajar por diversos países e locais em busca de pistas sobre a entidade vermelha que pode destruir a soberania estadunidense.

    A partir daí, um tour mundial de crimes de guerra se inicia. A equipe de elite formada por um grupo de agentes cheio de diversidade começa a coletar pistas para encontrar o fantasma comunista Perseus. As andanças vão desde missões nas ruas de Berlim até uma infiltração em uma base russa, com direito a agente duplo e tudo.

    O clima de “oba oba” só começa a mudar em Havana, Cuba, quando a equipe descobre que Perseus realmente está tramando algo maléfico e que pode destruir boa parte do mundo, além do ego dos Estados Unidos.

    Ops, my bad

    Durante a visita ao país de Fidel Castro, os “Vingadores” descobrem o plano Greenlight: cerca de metade da Europa está em cima de BOMBAS ATÔMICAS com capacidades altamente destrutivas. Isso é obra de Perseus? Na verdade, não…

    Acontece que o governo dos Estados Unidos plantou todas essas bombas no Velho Continente por precaução, nos anos 60, e depois atualizou as ogivas para um novo padrão, capaz de matar pessoas e nem danificar prédios (!!!!!). Afinal, nunca se sabe quando você vai precisar explodir metade da Europa, não é mesmo?

    Todos os problemas do jogo seriam resolvidos se os Estados Unidos não tivessem plantado bombas na Europa ¯\_(ツ)_/¯

    Enfim, o tiro acaba saindo pela culatra: Perseus, o comunista malvado, descobre como acionar todo o arsenal atômico. Com isso, metade da Europa pode ser destruída e todo o sangue iria para as mãos dos Estados Unidos, já que eles acharam uma ótima ideia brincar de campo minado com o tal “mundo livre”.

    Coração vermelho

    Quando chegamos a esse plot twist, minha mente aceitou que esse era o limite, já que não é todo dia que vemos um país enchendo um continente de bombas com “boas intenções”. Para mim, partir daí, a curta campanha só seguiria seu curso natural, com o time liderado por Adler destruindo o vilão comunista e seguindo a vida comendo hambúrguer e bebendo cerveja no Super Bowl. Ledo engano…

    Logo após a descoberta do plano Greenlight, o grupo trava um intenso combate nos telhados de Havana e acaba tomando um sacode dos inimigos, o que acaba matando um dos personagens que representa minorias no time de elite (pra variar). Nosso protagonista fica gravemente ferido e, durante sua recuperação, Adler e seus parceiros fazem uma grande revelação: você, na verdade, é um agente russo que trabalhava com Perseus e foi REPROGRAMADO para servir aos Estados Unidos.

    Você revive momentos no Vietnã, mas isso tudo são apenas MEMÓRIAS IMPLANTADAS!!!!111!!!

    Lembra daquela pista de pouso que eu mencionei lá no começo? O protagonista estava morrendo após tomar tiros de um parceiro cheio de ciúmes. Adler resolveu “dar uma chance” para o comunistinha quase sem vida e testa um programa experimental da CIA que substitui memórias.

    Todo o passado comunista do protagonista é substituído por flashbacks do Vietnã. Sim… FLASHBACKS DO VIETNÃ, e você precisa reviver esses momentos para “desbloquear” as verdadeiras memórias, que podem revelar a localização de Perseus.

    Instaurando o comunismo

    Todo o clima de filme blockbuster de espionagem é fechado com uma escolha: você pode aceitar sua nova vida e ajudar a derrubar Perseus, ou bolar uma armadilha para entregar Adler e os outros soldados para os comunistas. Sim, você pode derrubar a galera que te acompanhar na tour dos crimes de guerra e literalmente instaurar o comunismo no mundo, mas isso tem um custo.

    Para quem aceita seu coração vermelho e bola uma armadilha para derrubar a equipe Black Ops, existe um grande “peso emocional”. Com a ajuda de soldados comunistas, você precisa assassinar todos os seus parceiros, o que pode ser pesado para quem tem uma relação mais profunda com os personagens, principalmente o capitão Woods.

    Em seguida, o protagonista encontra Perseus, que ri da cara dos americanos por acreditarem que ele é o grande vilão da história. “Perseus, na verdade, não é um homem, mas uma ideia”, diz o personagem, confirmando que a verdadeira ameaça é, na verdade, O FANTASMA DO COMUNISMO (!!!!!!). O chefe russo te entrega um controle e te dá a honra de destruir a Europa, em um sistema arbitrário e que não te dá escolhas senão explodir o Velho Continente e incriminar os americanos. Afinal, comunistas são malvados e é isso aí.

    Final americano

    Para quem resolver apoiar os americanos, também temos altas emoções embaladas em movimentos esperados. Ao trair suas raízes comunistas, você batalha ao lado de Adler e sua trupe para derrubar Perseus. “Eu persigo esse fantasma há treze anos”, diz o agente especial, enquanto caminha lentamente com seu time em um navio porta-aviões.

    Depois de uma briga cheia de glória contra os comunistas, o protagonista ganha um “joinha” de seus colegas de equipe e vai dar um passeio com o chefe do esquadrão. Enquanto olha o mar, Adler revela que, mesmo após tudo, você ainda é um comunista e precisa morrer, o que deixa o final aberto em uma batalha de pistolas entre os dois agentes.

    Independente do desfecho, a história de Black Ops Cold War é recheada de clichês e chega a ser quase uma fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria. Para quem não mora nos Estados Unidos, todo esse amontoado de absurdos chega a ser ridículo, o que acaba trazendo um clima leve e descontraído para a história.

    Existem jogos que te fazem soltar o controle para aproveitar certos momentos da história, que são carregados de emoção. Call of Duty Black Ops Cold War me contemplou com esse momento, mas para usar as mãos para segurar a barriga de tanto rir do que estava acontecendo.

    A Treyarch deixa a impressão de que a narrativa foi feita para ser “realista” e séria, o que é bem preocupante se esse foi mesmo o objetivo. Eu imagino que muita gente vai vibrar ao ver Ronald Reagan reunindo um esquadrão de agentes para assassinar o fantasma do comunismo. Mas, para quem vive em qualquer lugar fora das terras estadunidenses, ver um presidente plantando bombas a bel-prazer e mandando soldados para matar é bem assustador e nada normal.

    Ainda bem que tudo isso é apenas um jogo. Uma pena que algumas pessoas ainda estão preocupadas com o Fantasma do Comunismo

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  • Xbox lança Xcloud Preview no Brasil com biblioteca de 30 jogos grátis

    Xbox lança Xcloud Preview no Brasil com biblioteca de 30 jogos grátis

    Além de lançar o Xbox Series X e S em novembro, a Microsoft está trazendo o serviço de games xCloud para o Brasil. A plataforma que permite rodar jogos de console e PC direto no celular, utilizando internet e processamento em nuvem, chega em 18 de novembro ao país, em fase de testes.

    O período de prévia é limitado para convidados e os interessados podem realizar a inscrição para tentar participar por meio deste site. Você só precisa de uma conta de e-mail e um celular, além de concordar com os termos e condições da plataforma.

    Imagem: Pocket Lint

    Apesar de o teste ser fechado, a Microsoft disse que vai enviar diversos convites para que as pessoas consigam colocar as mãos no xCloud durante as próximas semanas. E quem for contemplado com acesso à plataforma estará bem servido com games.

    Jogos disponíveis gratuitamente no xCloud Preview no Brasil

    A Microsoft revelou que uma biblioteca de aproximadamente 30 games estará disponível no preview do xCloud no Brasil. Os participantes do programa poderão acessar os títulos gratuitamente durante o período de testes, que visa otimizar a plataforma para um lançamento abrangente.

    A lista de games inclui títulos famosos da Microsoft, incluindo Gears 5, Sea of Thieves, a coletânea de Halo e Minecraft Dungeons. Alguns dos jogos contam até com controles na tela, o que facilita a vida de quem não possui um joystick Bluetooth.

    Tomb Raider, Halo, Gears e Batman estão entre os jogos que poderão ser acessados de graça no xCloud Preview

    Os testes também englobam produções de peso de empresas parceiras da Microsoft. A lista de games para jogar via nuvem inclui Batman: Arkham Knight, Devil May Cry 5, PES 2020 e Shadow of the Tomb Raider.

    Abaixo, você confere todos os games que estarão disponíveis inicialmente no xCloud Preview no nosso país:

    • ARK: Survival Evolved
    • Batman: Arkham Knight
    • Black Desert
    • Bloodstained: Curse of the Moon
    • Borderlands: The Handsome Collection
    • CODE VEIN
    • DayZ
    • Dead by Daylight
    • Destiny 2
    • Devil May Cry 5
    • eFootball PES 2020
    • F1 2019
    • Forza Horizon 4
    • Gears 5
    • Halo Wars 2: Standard Edition
    • Halo: The Master Chief Collection
    • Hellblade: Senua’s Sacrifice
    • HITMAN
    • Just Cause 4
    • Minecraft Dungeons
    • Mitsurugi Kamui Hikae
    • Ori and the Will of the Wisps
    • PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS
    • RESIDENT EVIL 7 biohazard
    • Sea of Thieves
    • Shadow of the Tomb Raider
    • Sid Meier’s Civilization VI
    • Skyforge
    • SMITE
    • Stellaris: Console Edition
    • Tekken 7
    • WWE 2K20
    • Yakuza 0

    Expansão

    Além de chegar ao Brasil, o teste do xCloud será lançado no México, Austrália e Japão. A empresa está intensificando os testes com a plataforma em mais regiões após ter realizado o lançamento oficial do serviço de jogos em nuvem em alguns países. “Em cada um desses quatro mercados, começaremos com o preview para testar, iterar e coletar feedback dos usuários”, explica Catherine Gluckstein, uma das comandantes do projeto.

    xCloud no Brasil
    Imagem: Xbox Wire

    Em locais como Estados Unidos, o xCloud foi integrado ao Xbox Game Pass Ultimate, sem custos adicionais. Com isso, os usuários podem aproveitar jogos da assinatura compatíveis com a nuvem direto no celular.

    Atualmente, o xCloud para Game Pass Ultimate só está disponível no Android, mas a Microsoft tem planos de levar o serviço ao iOS, nem que seja na base da gambiarra. Além do sistema da Apple, a Xbox também quer lançar o serviço de nuvem para Windows 10 e Xbox One futuramente. O comandante da Xbox até deu a entender que um “Xbox Stick” para TVs pode chegar futuramente

  • Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

    Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

    A transição de geração de consoles é um grande marco na indústria de games como um todo. Os novos dispositivos das gigantes Sony e Microsoft normalmente travam uma disputa acirrada pela carteira do consumidor. No PC, o cenário segue outro ritmo, mas o que significa ter uma nova line up de videogames no mercado?

    Na atual transição, os efeitos ainda estão discretos. Ainda são poucos os jogos que extraem o máximo dos próximos consoles e aqueles que o fazem não serão lançados para o PC. Do PlayStation 5, o Spider-Man: Miles Morales, Sackboy: a Big Adventure e Demon’s Souls serão poderosos títulos para demonstrar o poder do console. Enquanto isso, no Xbox Series X e S, os exclusivos só chegarão em 2021, restando apenas títulos third-party até o fim do ano.

    Um início morno

    Sendo assim, o mercado caminha em marcha lenta nestes últimos dois meses de 2020. Grandes lançamentos foram empurrados para o começo de 2021, seja devido às complicações da pandemia no fluxo de trabalho, ou influenciados pelo adiamento surpresa de Cyberpunk: 2077. Os pratos que ainda serão servidos são títulos crossgen e com ambições esperadas, como Watch Dogs: Legion, Assassin’s Creed: Valhalla e próximos lançamentos, incluindo o Call of Duty: Black Ops Cold War.

    Nenhum desses nomes carrega consigo o aproveitamento das tecnologias exclusivas da nova geração, a não ser o hardware significativamente mais potente; contudo, já demonstram impactos no PC. Como foi muito bem descrito pelo Digital Foundry, apresentado em lives do Adrenaline e em outras gameplays demonstrativas, os títulos de crossgen lançados recentemente tem se mostrado mais exigentes desempenho — e os donos de placas Nvidia GTX 1000 estão sentindo os primeiros sintomas da defasagem.

    Além da impossibilidade de aproveitar o Ray Tracing sem reduzir seus quadros drasticamente, os jogos mais recentes da Ubisoft apresentam comportamento incomum no PC. Ambos não parecem estar escalando bem componentes diferentes, permanecendo na casa dos 30~40 quadros em vários cenários e configurações.

    Os efeitos mais graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos e naqueles tido como mais “humildes”

    Admito que isso possa ser sinal de má otimização. No entanto, os efeitos graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos ou naqueles tidos como mais “humildes” — como a GeForce GTX 1660 e GTX 1650. Basta assistir partes dos vídeos do canal Gentleman para perceber que a situação está bem grave para o hardware intermediário — até mesmo na resolução Full HD.

    A RTX 2060 Super, como ele demonstra nesse vídeo, fica balançando nos 60 quadros, caindo para a casa dos 55 ou menos em alguns instantes. A única condição que a placa alcança pelo menos os 90 quadros é quando configurado na qualidade média. O que seria isso?

    Na humilde opinião do autor, esses são os primeiros sinais de que os desenvolvedores estão nivelando os games por cima, contando com o poder do hardware dos novos consoles; se não isso, a performance inferior no PC também poderia ser um reflexo do descuido dos ports para computador, algo que acontecia com frequência anos atrás e que voltou a acontecer em Horizon: Zero Dawn.

    Podem dizer: “Ah, mas é da Ubisoft, o jogo é ‘bugado’”. Compreendo o argumento e espero que esteja correto. Ainda assim, me mostro receoso por outros indícios, como os requisitos mínimos do ignorado Godfall.

    Muita areia para o caminhãozinho

    Para rodar essa belezinha, os desenvolvedores exigiram um sistema composto por um AMD Ryzen 5 1600 / Intel Core i5 6600; 12 GB de memória RAM e uma GPU Nvidia GeForce GTX 1060 ou Radeon RX 580. Parece ok, não é? Com um porém: essa configuração é o mínimo para rodar o game; os recomendados determinam um Ryzen 5 3600; i7 8700 e GTX 1080 Ti (!!) ou uma Radeon RX 5700 XT (!!!).

    Os componentes listados estão longe de serem razoáveis, considerando que compõem um setup tão caro quanto um console de nova geração. Ademais, mesmo que os desenvolvedores não tenham revelado qual a capacidade dessa configuração recomendada, é um sinal alarmante — se não um claro sinal de preguiça — para o jogador de PC, cuja imensa maioria ainda conta com uma GTX 1060 6 GB nas suas máquinas (10.48% dos jogadores, número significativamente maior que qualquer outra placa segundo Steam Hardware & Software Survey).

    E Godfall não é o único: The Medium também traz a GTX 1060 em seus requisitos mínimos no PC

    O cronograma de lançamentos de hardware do PC causa significativa segmentação. Ainda assim, é evidente que o gamer de PC ainda se apoia em hardware para resolução Full HD superior aos consoles de 8ª geração — excluindo as variantes Xbox One X e PS4 Pro. Quando tratada como requisito mínimo, a placa mais popular apresenta claros sinais de cansaço, sendo obrigada a reduzir os gráficos para qualidade média para alcançar os 60 quadros.

    Seria esse o momento para fazer um upgrade?

    De forma sucinta, esse é um indicativo de que é hora do upgrade, e isso não poderia acontecer numa hora melhor (contém ironia). A alta do dólar levou o valor de hardware de computador para o espaço e não há previsão de redução para valores pré-pandêmicos, nem mesmo sobre o poder da Black Friday. Então, o PC gamer com hardware antes intermediário sofre e chora em silêncio no fim de 2020.

    Para os gamers com a carteira preparada para as novas exigências, por outro lado, esse é um momento mágico. É agora que as estreias levarão seu hardware para o limite com as tecnologias gráficas mais recentes: Ray Tracing em tempo real, Nvidia DLSS, texturas de altíssima qualidade, suporte a resoluções maiores e muito mais. Neste caso, é aí que o PC continua brilhando e sempre brilhará.

    A opção mais barata entre os lançamentos, a GeForce RTX 3070, está saindo das varejistas por valores acima de R$ 4.500. (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Um abraço do tio Phil

    Além disso, pela primeira vez em toda a história, uma das grandes competidoras do mercado de consoles incluiu o PC no seu ecossistema. Como Phil Spencer já disse inúmeras vezes: “todo exclusivo de Xbox chegará ao PC”, e isso é um alívio para a comunidade que prefere a sua máquina pessoal ao console da Microsoft. E olha, é um carinho muito bem-vindo, principalmente pela presença do Xbox Game Pass.

    Seguindo a mesma linha, o maravilhoso controle para Xbox também é compatível com o PC direto da caixa. É plugar e jogar, com compatibilidade direta com o Windows 10. Dispensando softwares de terceiros, drivers especiais e procedimentos extras. É um agrado, também extremamente positivo, nos aproximando da experiência do console e pavimentando o caminho para o conforto de jogadores que preferem essa ferramenta (como deste que vos fala).

    A Sony segue ignorando a gigante comunidade do PC.

    A Sony, por sua vez, segue ignorando essa gigante comunidade. Ainda não há pronunciamentos satisfatórios sobre a compatibilidade do DualSense no PC. A marca as resumiu a “o controle será compatível com o PC”, sem mencionar a distribuição de drivers ou compatibilidade com recursos inéditos do controle. Ademais, tampouco há qualquer menção a port de mais exclusivos, além dos já cedidos Death Stranding e o Horizon: Zero Dawn.

    Death Stranding do PC contava com referências cosméticas à grandiosa franquia Half Life. (Fonte: Sony/Reprodução)

    Ainda é cedo para presumir que a Sony seguirá com a mesma postura restritiva sobre seu console, acessórios e games. Até o lançamento oficial do PS5, não seria justo afirmar que o DualSense é limitado no PC — mesmo que vários vídeos já tenham demonstrado o trabalhoso processo de sincronização dentro e fora da Steam.

    Particularmente, o DualShock 4 me cativou. O controle me proporcionou horas e horas de gameplay cabeada ou por meio de conexão Bluetooth; possibilitou jogatina multiplayer local ao lado da minha namorada e colegas e me tornou fã de jogos no estilo “Party”. Partir para o DualSense seria um avanço natural, mas devido a ausência dos recursos, acho que finalmente será o momento de migrar para o controle de Xbox.

    É pedir demais ter o feedback háptico no PC? (Fonte: Sony/Reprodução)

    A esperança é a última que morre

    Como integrante da comunidade do PC, espero que a Sony mude a postura sobre seu ecossistema, e acredito que este seja o caminho para ela se tornar menos seletiva e “cinema”, para alcançar o almejado patamar de “Disney+ dos games” (como brilhantemente descrito pelo Mateus Mognon). Felizmente, meu upgrade para as placas GeForce RTX foi feito com certa antecedência e me vejo livre dos males oriundos de ports ruins, mas torço que os desenvolvedores não esqueçam da existência de uma das placas mais adoradas da comunidade e que continuem tornando games acessíveis para vários níveis de performance.

    O Jornal dos Jogos já garantiu seu ingresso para a nova geração e publicou uma bela análise sobre o Xbox Series X.

    A nova geração começa oficialmente hoje (10) com o lançamento do Xbox Series S e Series X. Os próximos meses serão lentos e com experiências restritas aos títulos retrocompatíveis, mas o futuro dos próximos consoles é promissor e devemos aguardar para testemunharmos seus desdobramentos.

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  • Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    A semana do dia 5 de novembro pode ser considerada como “a calmaria que antecede a tempestade” no Xbox Game Pass. O serviço está prestes a se “fundir” com o programa de assinatura da EA, o EA Play, e expandir seu catálogo de jogos ainda mais, incluindo títulos de peso.

    O estilo “O PATRÃO FICOU MALUCO” é impagável. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    Indo ao que importa, os games adicionados ao Xbox Game Pass no dia 5 de novembro de 2020 ainda são games que merecem atenção. No total, cinco novos títulos serão adicionados ao catálogo, são eles:

    Celeste (Android via xCloud, console e PC)

    Reconhecido pela comunidade como um importante título oriundo de uma produção independente, Celeste é um charmoso jogo de plataforma totalmente focado na precisão de movimentos.

    Seu visual é elegante, todo pixelizado, somado a uma trilha sonora inconfundível e cativante. É, sem dúvidas, uma das paixões pessoais e é uma grande adição ao Xbox Game Pass. Se vale a dica, o ideal é aproveitar o game utilizando um controle.

    Deep Rock Galactic (Android via xCloud, console e PC)

    Você e seus amigos compõem um grupo de anões mineradores que exploram cavernas intergalácticas enquanto enfrentam inimigos, coletam recursos e aproveitam a mecânica de construção e destruição de ambientes.

    É um prato cheio para a passar o tempo e descobrir um novo universo, mas seu potencial está na união entre amigos e na execução de tarefas em conjunto — e no enfrentamento de inimigos, que é a magia do jogo.

    O visual é cartunesco, o modelo de jogo é em primeira pessoa e há um conjunto de armas poderoso para enfrentar as ondas compostas por dezenas de aranhas e outras criaturas espaciais. A diversão é garantida.

    Eastshade (Android via xCloud, console e PC)

    Com ambientação e mundo inspirados em RPGs famosos como The Elder Skrolls V: Skyrim e The Witcher 3, Eastshade é um jogo introspectivo que te faz pintar os ambientes que marcam a sua jornada pelo mundo do game.

    Colocada como mecânica central do game, a pintura em Eastshade tenta transmitir o sentimento de observação e contemplação. Os visuais são belíssimos, as criaturas são cheias de personalidade e a aventura calma e pacata é a proposta do game.

    Pode ser tedioso para os jogadores que esperam um jogo de ação mais emocionante ou uma história cheia de reviravoltas, mas se seu objetivo é relaxar e passar o tempo, Eastshade é uma boa escolha.

    Knights and Bikes (console e PC)

    Devo confessar que esse despertou minha curiosidade é um game que dá grande destaque ao visual feito à mão em uma jornada vivida numa ilha britânica nos anos 80. É uma aventura protagonizada pela dupla Nessa e Demelza, que superam diversas situações, problemas, enquanto descobrem amigos, constroem sua história através de diálogos, melhoram suas bicicletas e descobrem os lindos ambientes da ilha.

    Particularmente, a premissa curiosa desse jogo e o multiplayer local são grandes atrativos. Aprecio games que tentam criar experiências para mais de um jogador, cientes da dinâmica que essa cooperação íntima com a dupla proporciona. Gostaria que tivesse multiplayer online, mas talvez o couch co-op seja realmente a combinação ideal.

    Comanche (PC)

    Por fim, o título de ação do conjunto. Comanche é um frenético jogo de tiro em terceira pessoa onde você controla poderosas espaçonaves recheadas com armamento letal. Desenvolvido pela THQ Nordic e lançado em março deste ano, Comanche é como um reboot de uma franquia conhecida lá dos anos 90, que tinha a mesma premissa: tiroteio entre helicópteros (e derivados).

    Não é lá um game muito inédito, mas pode render algumas boas horas de diversão e intensos embates contra ou com colegas. É um bom passatempo, pode render grandes emoções e boas horas de gameplay, mas não é algo que atraia minha atenção.

    BÔNUS: Disney+

    Anunciado na manhã desta segunda-feira (09), assinantes do Xbox Game Pass Ultimate receberão um bônus de 30 dias para acessar os conteúdos do Disney+ sem qualquer valor adicional. Como o serviço ainda nem foi lançado no Brasil (a estreia está prevista para o dia 17 de novembro), a chegada do bônus para o pagante brasileiro ainda é incerta, mas é bom ficar de olho.

    O Disney+ será o serviço de assinatura da gigante do entretenimento e contará com centenas de títulos da companhia, incluindo a premiada série The Mandalorian. É um prato cheio para acompanhar nas férias de verão que estão para chegar.

    Ademais, se vale a sugestão, o Jornal dos Jogos — mais especificamente, o Mateus Mognon — preparou uma minuciosa análise sobre o comportamento do mercado de games e como as companhias parecem estar se movimentando para se tornarem “a próxima Disney+ dos videogames”. Vale (muito) a pena conferir.


    O Xbox Game Pass é um sucesso absoluto no Brasil e possibilita que o fã de Xbox brasileiro tenha acesso a um catálogo com mais de 100 jogos a um custo reduzido — especialmente útil para períodos com dólar alto e jogos alcançando o teto de R$ 350. Pensando nisso, o Jornal dos Jogos pensou em reunir as novidades do serviço, a cada vez que eles forem anunciados pela Microsoft.

    Após essa ligeira contextualização, alertamos que a listagem e as descrições começarão a partir dos anúncios do Xbox Game Pass do dia 5 de novembro de 2020.

  • SSD do Xbox Series X e S é bem pequeno e um novo Mass Effect tá chegando – Novas da semana

    SSD do Xbox Series X e S é bem pequeno e um novo Mass Effect tá chegando – Novas da semana

    A nova geração está batendo na porta e, enquanto PS5 e Xbox Series X e S não chegam às lojas, as informações sobre os consoles não param de surgir. Após inúmeros produtores de conteúdo colocarem as mãos nos dispositivos, já temos detalhes até mesmo do interior dos consoles.

    Saindo do hardware, o mundo dos games também andou movimentado nas últimas semanas. A Dontnod disse que tem muitas novidades para o futuro e a franquia Mass Effect está voltando com tudo.

    Xbox precisa ser mais cinema
    e PlayStation quer ser mais Netflix

    Confira o nosso resumo de notícias e assine nossa newsletter para receber o conteúdo em seu e-mail, gratuitamente e sem anúncios.

    Início da nova geração

    A nova geração começa oficialmente nesta semana: o Xbox Series X e S chegam em 10 de novembro ao mercado, com preços de R$ 4.599 e R$ 2.799. Já no dia 12, as duas versões do PS5 serão lançadas no exterior, chegando uma semana depois ao Brasil por valores entre R$ 4.199 e R$ 4.699. Se você ainda não conhece os produtos, vale a pena dar uma passada no nosso especial sobre a next-gen.

    SSDzinhos

    O youtuber e streamer Rato Borrachudo abriu o Xbox Series X e Series S e descobriu detalhes interessantes sobre o armazenamento dos consoles. Ambos utilizam um SSD no padrão M.2 2230, que é beeem pequeno, e tecnologia PCIe 3.0 (nada do novo PCie 4.0). Enquanto o grandão usa um dispositivo da Western Digital, o caçula traz um SSD da SSSTC. Os componentes são bem parecidos com dispositivos presentes no PC e abrem portas para mais soluções de expansão de memória para os consoles no futuro. Até agora, porém, a Microsoft só anunciou um cartão SSD externo bem caro feito com a Seagate.

    Testei o Xbox Series X

    Após uma semana com o console de nova geração da Microsoft, o Jornal dos Jogos não abriu o console, mas lançou um especial gigantesco sobre o Xbox Series X. Todo o conteúdo está disponível nessa página bonitona, que será atualizada com novidades sobre o dispositivo com o passar do tempo. Diversos jogos que serão migrados para a nova geração já começaram a receber patches de atualização, então vale a pena ficar ligado no meu canal da Twitch para não perder eventuais lives do Jornalzito.

    Valhalla chegando

    Valhalla GIFs | Tenor

    O próximo Assassin’s Creed está chegando e as primeiras análises do game já estão no ar. Aparentemente, a Ubisoft mandou bem com o jogo, mas o título não traz tantas novidades para a franquia além da roupagem viking. Segundo define Carlos Estrella na análise do Adrenaline, é basicamente “AC: Odyssey só que com vikings”.

    The Medium adiado

    Enquanto uns jogos chegam, outros atrasam… O adiamento de Cyberpunk 2077 continua gerando dores de cabeça. O jogo da CD Projekt Red sairá em 10 de dezembro e a Bloober Team teve que alterar a data de chegada de The Medium, exclusivo de Xbox Series e PC. Afinal, ninguém quer ter seu trabalho atropelado pelo jogo mais esperado dos últimos anos. O game de terror estará disponível em 28 de janeiro, isso se o RPG futurista com genitais editáveis não atrasar novamente.

    PlayStation bombando

    E logo após essa publicação sair do forno, a PlayStation lançou uma bomba: a empresa publicou um trailer exibindo todos os principais lançamentos do PS5 durante seu ano de estreia. Enquanto o console recebe Demon’s Souls e Spider-Man Miles Morales no lançamento, tem uma pancada de títulos chegando em 2021. Grand Turismo 7, o novo Ratchet and Clank e The Returnal estreiam no primeiro semestre do ano que vem. Já Horizon Forbidden West está previsto para a segunda metade de 2021.

    Mass Effect está de volta

    Durante a celebração da franquia Mass Effect, a EA Games anunciou que a trilogia original de jogos será relançada em um pacote chamado Legendary Edition (o Andromeda não está incluído). A empresa também disse que um novo jogo da saga está em desenvolvimento e revelou uma imagem do projeto, que pode ser vista acima. Pelo andar da carruagem, ainda deve demorar um tempo para vermos algo concreto sobre o projeto.

    Dontnod on fire

    A Dontnod lançará em dezembro o jogo Twin Mirror, mas a empresa tem mais munição para o futuro. O estúdio possui seis projetos em desenvolvimento e quer explorar novas mecânicas de gameplay e narrativa. A produtora até aumentou sua folha de pagamento e agora possui mais de 300 funcionários trabalhando em jogos que “vão surpreender as pessoas”. Depois de obras como Life is Strange 2 e Tell me Why, os olhos de muita gente estão voltados para a empresa francesa.

    Prepare o armazenamento

    O espaço de armazenamento gigantesco ocupado por Call of Duty Black Ops Cold War não é exclusividade do PC. O novo jogo de tiro já está disponível para pré-load e ocupa até 136 GB de espaço nos consoles. Considerando que o Series S tem 365 GB de seu SSD utilizável para jogos, uma boa fatia do armazenamento vai ficar com o shooter. Será que no futuro teremos um bundle trazendo o novo COD com um SSD ou HDD externo? Fica aí a dica de ouro para a Activision.

    E faça backup

    A Capcom foi vítima de um ataque ransomware, aquele em que os hackers “sequestram” dados e pedem um resgate. Segundo as estimativas, 1 TB de dados foram pegos pelos cibercriminosos, incluindo informações financeiras e segredos da empresa, como produtos não anunciados. Além da desenvolvedora de Resident Evil, o governo brasileiro também tomou uma enrabada federal por causa de um ransomware e vários serviços estão offline. Com isso em mente, fica a dica: evite baixar arquivos nocivos e faça backup de dados importantes regularmente.


    Classificados

    celeste gifs | Tumblr
    • Dungeons 3 está de graça na Epic Games Store até quinta-feira, dia 12 de novembro. Uma pedida interessante para quem curte jogos de estratégia, gênero que combina muito bem com o PC.
    • Celeste chegou ao Xbox Game Pass! O catálogo também recebeu outras novidades, mas vale a pena separar um tempinho e conhecer esse indie bem maneiro. Além disso, o serviço receberá integração com o EA Play no dia 10, mesmo data em que Star Wars Jedi Fallen Order será adicionado ao catálogo da plataforma da Eletronic Arts. Ou seja, preparem seus sabes de luz no Xbox, PC e também PS4.
    • Rogue Company é um shooter que já está disponível de graça faz um tempo. Eu só dei uma chance ao game agora e, apesar da cara de genérico, digo que vale a pena. O jogo da Hi-Rez está disponível no PC e consoles (até no Switch), possui crossplay e será atualizado para a nova geração. É uma ótima forma de passar um tempo com a galera online, até quem tem um PC modesto.

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  • Xbox precisa ser mais cinema e PlayStation quer ser mais Netflix

    Xbox precisa ser mais cinema e PlayStation quer ser mais Netflix

    O site de Gamesindustry.biz é conhecido por fazer análises e trazer reportagens sobre games com um olhar voltado para o mundo dos negócios. Com a chegada da nova geração de consoles, não foi diferente. O jornalista Christopher Dring lançou um brilhante artigo em que compara o PlayStation 5 e o Xbox Series X e S com outros dois meios de entretenimento: o cinema e o streaming de vídeo.

    “Se o Xbox é a Netflix, o PlayStation 5 é o cinema”. Esse é o título do artigo publicado na sexta-feira (6), em que o especialista discorre sobre o posicionamento de mercado de Sony e Microsoft na nova geração. Inclusive, a análise não é a primeira vez em que Dring faz suas projeções sobre o futuro da indústria: em julho, utilizamos um artigo do jornalista sobre a guerra dos consoles como base de uma edição da nossa newsletter sobre o Xbox Game Pass.

    Os consoles de nova geração chegam esse mês ao mercado. (Imagem: The Verge/Reprodução)

    Mas, para a infelicidade de quem escreve textões, muitos leitores não costumam passar do título de uma matéria. Por causa disso, algumas pessoas utilizaram a definição feita por Christopher Dring para alimentar a guerra dos consoles. Basta conferir a publicação do artigo no Twitter para ver quantas pessoas se doeram ao ver o Xbox sendo comparado com a Netflix e quantos jogadores se vangloriam ao ver o PlayStation 5 sendo definido como uma experiência de cinema.

    As coisas não são bem assim, gente. Afinal, a Netflix possui produções de qualidade e até já ganhou Oscars. Além disso, assistir a um filme ruim no cinema não torna o conteúdo melhor (aprendi isso com a pré-estreia de Batman vs Superman).

    Na verdade, Sony e Microsoft estão bem confortáveis desempenhando seus papéis como “cinema” e “Netflix”. Além disso, as empresas também estão tentando se adaptar para surrupiar as melhores características presentes na concorrência e virar uma espécie de “Disney+ dos games”.

    PS5 é cinema?

    Em sua análise, Christopher Dring diz que o PlayStation 5 sintetiza os negócios da Sony no mundo dos games em um console. O dispositivo é grande, chamativo, vem acompanhado de gadgets com novos recursos e com aparência premium. Toda essa experiência chega acompanhada de jogos exclusivos de alto orçamento, com aspecto de blockbuster. “O PS5 é sobre experiências de jogo AAA de alta qualidade que você joga sozinho, com um headset e um controlador sofisticados”, explica o jornalista.

    Basta ver as análises do console para comprovar a metáfora. O PS5 é um console gigantesco e que possui um controle cheio de firulas, bem como um headset que promete som de alta qualidade. Algumas das funções até já apareceram em outros produtos no mercado, mas a Sony vende tudo isso de uma forma integrada em seu ecossistema de jogos.

    O “garoto-propaganda” do PS5 é literalmente o Homem-Aranha, um dos personagens mais amados dos quadrinhos e cinema

    Sabe quando a Marvel lança um novo blockbuster e enche os cinemas com produtos temáticos inspirados nos filmes, desde pacotes de doces até baldes de pipoca em formato de Manopla do Infinito? That’s the deal. A Sony aposta nessa vibe para entreter seu público com grandes produções, trazendo uma pegada literalmente cinematográfica em seus jogos.

    Com o PS5, a Sony promete que você poderá sentir o balanço da teia lançada por Miles Morales no novo jogo do Spider-Man. Você poderá ouvir em detalhes quando uma bomba explodir perto do personagem. Só é necessário comprar um headset que custa mais de R$ 500 e um jogo que sai por cerca de R$ 300.

    Xbox é Netflix?

    A jogada da Xbox é bem diferente. A empresa recebeu o apelido de “Netflix dos jogos” lá por 2017, quando lançou o Xbox Game Pass. Assim como a pioneira nas plataformas de streaming de vídeo, a empresa de games oferece um catálogo com centenas de produtos por um preço mensal fixo.

    Enquanto a Sony oferece um dispositivo com visual premium com dispositivos extravagantes, o negócio da Microsoft é fazer as pessoas assinarem um serviço, independente do aparelho em que o jogo será rodado. A empresa possui o Xbox Series X, um console de alto desempenho e que briga com o PS5, mas o Game Pass também está no Xbox Series S, Xbox One, PC e até Android.

    A semelhança com a Netflix também está no método de trabalho. A Microsoft lança uma bordoada de jogos no Game Pass mensalmente. Assim como na plataforma de vídeo, as produções seguem diversos gêneros e formatos, desde Gears 5 até Flight Simulator, e os “originais” entram no catálogo de maneira imediata e para ficar — como os filmes da Netflix que nem vão para o cinema.

    O problema dessa fórmula está na qualidade. Afinal, assim como a Netflix, nem todas as “produções originais” da Xbox caem no gosto do público. O planejamento atual da empresa também deixou os consoles de nova geração da linha sem um jogo nível “Stranger Things” em seu lançamento. Com o adiamento de Halo Infinite e The Medium, o Xbox Series X e S oferecem uma ampla retrocompatibilidade com uma dezena de jogos com gráficos de ponta, mas sem grandes novidades.

    Blockbusters do Xbox

    Enquanto o “cinema” e a “Netflix” possuem suas forças, a verdade é que tanto PlayStation quanto Xbox querem ser o Disney+ do mundo dos games. Com a nova geração de consoles, as duas empresas estão se consolidando no que sabem fazer de melhor, mas também miram em fatores da concorrência para tentar evoluir sua oferta de produtos.

    Tal qual Netflix, o Xbox Series X tem um catálogo com produções originais de qualidade duvidosa, mas a empresa está tentando ser mais “cinema”. Gears 5 é um bom exemplo disso, pois combina um ecossistema multiplayer com uma campanha de qualidade e cheia de momentos surpreendentes.

    Além disso, a companhia já engatilhou uma série de lançamentos promissores para o futuro. A lista de futuros jogos que chegarão ao Game Pass, e também no Xbox Seires X, inclui títulos como Hellblade II, Avowed, dos criadores de Fallout New Vegas, e um novo Fable.

    A Microsoft também comprou a Bethesda e está disposta a investir em mais estúdios se necessário. Com tanto poder de fogo. Assim como a Netflix chegou ao Oscar com produções como “O Irlandês”, a Xbox vai tentar conquistar mais assinantes para o Game Pass com possíveis blockbusters.

    Serviços do PS5

    Por outro lado, a Sony também está tentando ser mais “Netflix”. Apesar de seu foco ainda ser o comércio de jogos triplo-A, a empresa deu um upgrade na PlayStation Plus com o PS5. O serviço agora conta com o PS Collection, que traz uma seleção de grandes jogos da geração por uma mensalidade fixa.

    Em setembro, o CEO da PlayStation, Jim Ryan, disse que não pretende competir com o Game Pass e trazer grandes jogos direto para o catálogo do PS Plus Collection. “Esses jogos [exclusivos] custam mais de US$ 100 milhões para serem feitos. Seria insustentável”, disse o executivo, em entrevista para o já mencionado site GamesIndustry.biz.

    Apesar de ser contra a distribuição de blockbusters via assinatura, a Sony está oferecendo alguns lançamentos na PS Plus. (Imagem: PlayStation/Divulgação_

    Mesmo sendo contra a ideia do Game Pass, a Sony vem utilizando o lançamento via assinatura quando é conveniente. A PlayStation Plus de novembro, por exemplo, traz em seu catálogo do PS5 o exclusivo Bugsnax.

    Além disso, a companhia adiou o exclusivo online Destruction AllStars para fevereiro e também trará o game de R$ 300 na PS Plus. O jogo estará disponível sem custos para assinantes por dois meses, o que deve ajudar a engrenar a comunidade, assim como ocorreu com o indie Fall Guys.

    Todo mundo quer ser Disney+

    No final das contas, tanto PlayStation quanto Xbox almejam vender jogos de qualidade e serviços atraentes, da mesma forma que a casa do Mickey Mouse faz com filmes e séries. Além de entregar blocksbusters de cair o queixo e que formam filas nos cinemas, a Disney também possui um serviço de assinatura com um catálogo robusto de produções e com um valor atraente.

    A Xbox já está investindo pesado para se tornar a líder nos serviços de games e tem um catálogo promissor de produções para os próximos anos. A Sony ainda dá passos leves fora de sua zona de conforto, mas está evoluindo a PlayStation Plus e possui um combustível importante para qualquer negócio: uma comunidade apaixonada e disposta a gastar dinheiro.

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e, ao que tudo indica, a briga pela atenção dos consumidores será intensa nos próximos anos. No fim das contas, quem deve sair ganhando são os jogadores.

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  • Xbox Series X funciona com mouse e teclado, mas não traz suporte para ultrawide

    Xbox Series X funciona com mouse e teclado, mas não traz suporte para ultrawide

    Os consoles de nova geração utilizam SSD para armazenamento e trazem suporte para taxas de frames mais altas, algo bastante comum no PC. Enquanto algumas características dos computadores já estão aparecendo nos videogames com mais força, outras ainda são esquecidas no churrasco.

    Quem me conhece já sabe como eu sou entusiasta do ultrawide, padrão que utiliza proporções como o 21:9 e dá vida aos monitores mais compridos, com espaço extra de tela. Além de serem ótimos para trabalhar, os displays nesse formato também seguem um padrão cinematográfico, o que garante uma experiência diferenciada nos games, quando nada dá errado.

    A experiência cinematográfica do ultrawide definitivamente não funciona em consoles.

    Assim como os consoles da geração passada, o Xbox Series X deixa de lado o suporte para o padrão ultrawide. Apesar de não ter testado a função no Series S e PS5, a resolução também deve estar de fora dos consoles. O motivo? O padrão é uma minoria até mesmo entre os jogadores de PC — cerca de 1% dos usuários do Steam, para ser mais exato.

    E se eu ligar o Xbox em um monitor ultrawide?

    Você pode arrumar a proporção de imagem utilizando as configurações de seu monitor.

    Se você, assim como eu, faz parte da minoria que possui um monitor compridinho em seu setup, é possível utilizar o console com o display. A ausência de suporte nativo, porém, acaba deixando as imagens esticadas, como mostrado acima. O funcionamento é exatamente o mesmo, mas com distorções na exibição.

    Para realizar o teste, coloquei o Xbox Series X para funcionar com um monitor 29WK600 da LG. Apesar da interface esticada como padrão, o console reconheceu todas as funções do display, o que permitiu habilitar o HDR e a taxa de atualização variável, que funciona com o FreeSync. O que achei estranho foi o videogame permitir o uso da resolução 4K, sendo que a tela possui 2560 x 1080, o que não chega nem ao 1440p.

    Para quem não quer jogar com a imagem esticada, o Xbox Series X não oferece uma função nativa para modificar a proporção da tela. Porém, os monitores ultrawide tendem a trazer essa opção. No caso do 29WK600, basta entrar nas configurações do monitor, selecionar a Entrada do Xbox Series X e selecionar “Relação de Aspecto”.

    Ao selecionar “Original”, as bordas pretas entram em ação para acertar a proporção e evitar que a imagem fique parecendo meme do Putin Wide (ou Geralt Wide).

    Mouse e teclado funcionam, mas com ressalvas

    Enquanto o ultrawide ficou de lado, a principal característica do PC continua presente nos consoles. O Xbox Series X conta com suporte para mouse e teclado. Dependendo do modelo utilizado, você até pode usar as teclas para navegar na interface do console e usar o botão Windows para abrir o overlay da UI. Porém, o mouse só fica funcional em jogos, e não são todos os games.

    O suporte para mouse e teclado depende da boa vontade das desenvolvedoras. Gears 5, por exemplo, chega 100% otimizado para os periféricos, o que garante uma experiência bastante similar ao PC. Outro jogo que funciona no Series X de maneira similar aos computadores é Call of Duty Warzone, que já trabalha com os periféricos no período de pré-lançamento.

    Ainda assim, é importante ressaltar que a experiência é diferente que jogar no PC. Os computadores contam com tecnologias voltadas para diminuir o atraso nos comandos e mais opções de configuração dos periféricos. Ao jogar em uma TV, por exemplo, é possível sentir um pequeno delay principalmente na interface de usuário, mas que não atrapalha tanto a experiência no gameplay.

    Mouse e teclado funcionam, mas o foco ainda é o controle

    Com isso, o uso de mouse e teclado se tornam úteis para quem joga no PC, está chegando agora no console e não quer jogar direto no controle. Ainda assim, a experiência é diferente do PC e nem todo jogo conta com suporte para os periféricos.

    Os games de tiro DOOM Eternal e Rogue Company, por exemplo, não funcionam com mouse e teclado no Xbox Series X atualmente. Porém, como os títulos serão otimizados para a nova geração e também estão no PC, quem sabe a funcionalidade chegue futuramente, mas nada foi confirmado até agora.

    Confira nossa cobertura completa do Xbox Series X aqui.

  • Red Dead Redemption 1 roda no Xbox Series X com loadings mais rápidos e 4K

    Red Dead Redemption 1 roda no Xbox Series X com loadings mais rápidos e 4K

    Red Dead Redemption é um dos jogos mais icônicos da Rockstar Games e ainda pendura nos consoles modernos graças ao longo alcance do sistema de retrocompatibilidade da Microsoft. Após chegar ao Xbox One em julho de 2016, o jogo de faroeste está disponível no Xbox Series X já no lançamento.

    Apesar de a Rockstar não ter anunciado melhorias voltadas para o console de nova geração, resolvemos testar Red Dead 1 no Xbox Series X para ver como o jogo está rodando. O jogo segue os passos de projetos como The Witcher 3 e, mesmo sem otimização, já tira proveito da velocidade do SSD e de recursos como o Quick Resume.

    Enquanto os gráficos seguem os padrões Xbox One X, o novo console entrega o gameplay mais rápido graças ao SSD.

    A experiência de iniciar Red Dead Redemption 1 no Xbox Series X é similar ao que temos nos consoles da geração atual da Microsoft, só que tudo mais rápido. O console abre a interface do Xbox 360, com login e tudo, e permite entrar no single-player ou Red Dead Redemption Online.

    É nesse momento que o SSD brilha. Ao iniciar a campanha, apenas alguns segundos separam menu e gameplay. As telas de loading também somem ao morrer e fazer carregar saves. Todos esses procedimentos ficam mais rápidos.

    Quick Resume

    Outro detalhe que merece atenção é o suporte para Quick Resume. Após você sair do game ou ir jogar outra coisa, a função recupera o gameplay no exato momento em que você parou.

    Confesso que não esperava ver a ferramenta funcionando tão bem em Red Dead Redemption. A Xbox Brasil disse que milhares de jogos contam com suporte para a função, e o jogo da Rockstar está nesse bolo.

    Além de recuperar o gameplay intercalado com outros games, a função até me presenteou com um retorno instantâneo, sem o loading inicial. Isso aconteceu mesmo após o console ter sido integralmente desligado, até da tomada. Momentos como esse acabam mostrando o valor do Series X até mesmo contra o PC, já que permite sair jogando após poucos segundos de espera, sem a necessidade de carregar menus.

    Gráficos em 4K

    Em relação ao visual, Red Dead Redemption 1 ainda é um jogo distribuído via retrocompatibilidade e, por causa disso, traz as melhorias visuais que foram disponibilizadas na versão de Xbox One X. Com isso, o game roda no Series X com gráficos em 4K e entrega uma experiência visivelmente superior à edição original lançada no Xbox One.

    Porém, o jogo claramente não aproveita todo o potencial do hardware do Xbox Series X. O console de nova geração conta com capacidade suficiente para segurar o jogo em 4K e 60 quadros por segundo, mas a Rockstar possivelmente não entregará otimizações para fazer isso acontecer.

    Graças a isso, os jogadores devem enfrentar alguns pequenos glitches gráficos causados pelo upscaling, como sombras e objetos demorando para renderizar na alta resolução. De qualquer forma, a experiência ainda é consistente e vale a pena para quem pretende revisitar Red Dead Redemption no Xbox Series X.

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  • Xbox Series X possui tudo que um console precisa ter [Análise]

    Xbox Series X possui tudo que um console precisa ter [Análise]

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e o Xbox Series X é o console mais poderoso da nova leva de videogames. O produto da Microsoft traz um design diferentão, hardware potente e, surpreendentemente, uma experiência de uso que não está longe do que já vemos no Xbox One. Porém, temos algumas novidades que podem impressionar até mesmo a galera exigente do PC.

    Após uma semana utilizando o Xbox Series X, concluí que o produto construído pela Microsoft possui tudo que um console precisa ter. É um baita projeto, com uma baita experiência e um baita hardware. O problema, porém, é que não tem “nada” pra rodar nele atualmente.

    Alto e silencioso

    Dá para perceber que o Xbox Series X não é um console similar aos da geração atual assim que o produto sai da caixa. O dispositivo possui um design verticalizado e, apesar de funcionar na horizontal, é claramente feito para ficar em pé.

    A Microsoft mandou bem no design do dispositivo com seu visual retangular, que não é muito chamativo e conta com um efeito legal na parte de cima graças a uma pinturinha verde. O estilo alongado também ajuda em uma parte importante do funcionamento: a dissipação de calor.

    O design alongado garante ao Xbox Series X uma boa dissipação de calor e sem barulho. (Imagem: Xbox/Divulgação)

    O Xbox Series X conta com aberturas em sua base e também na traseira. O ar que entra no videogame é expelido por uma ventoinha grandona que fica no topo do produto. Como usuário de PC, eu esperava que o produto fizesse algum ruído por causa de seu robusto sistema de resfriamento, mas eu estava enganado.

    Apesar de ser pesado com seus 4,4 Kg, o Xbox Series X fica bem quietinho quando está na mesa. Ao ser colocado ao lado do PC, então, o dispositivo se torna praticamente invisível com seu design compacto e silencioso.

    O produto também vem com diversas conexões, incluindo três USB, HDMI, Ethernet e o padrão proprietário de SSD

    O único fator de design que pode gerar dores de cabeça é o fato dele não entrar em aberturas estreitas, como seus irmãos Xbox One e Series S são capazes de fazer. Com isso em mente, se você pretende colocar o videogame naquele espacinho que fica embaixo da TV, a dica é pegar uma trena e medir sua estante antes da compra.

    Rápido e cheio de espaço

    Além de ter um design silencioso e que dissipa calor com tranquilidade, o Xbox Series X também capricha ao ser ligado. A interface do produto é literalmente a mesma que temos atualmente no Xbox One. Logo, quem já é velho da casa não vai se perder na UI.

    A principal diferença aqui está na velocidade. O Xbox Series X vem equipado com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity, desenvolvida pela Microsoft. O dispositivo de armazenamento possui 1 TB de espaço (com cerca de 800 GB livres para games) e muita, mas muita velocidade em comparação ao Xbox One.

    A adoção de um SSD para armazenamento já pode ser sentida ao navegar pela interface de usuário. O Xbox One costuma dar umas engasgadas enquanto o HDD procura dados, mas o novo sistema de armazenamento do Series X entrega resultados rápidos e praticamente instantâneos.

    Matando as telas de loading

    Na hora de rodar os jogos, o impacto do SSD é ainda mais perceptível. As telas de loading são reduzidas a segundas e a tecnologia Quick Resume é revolucionária. A função chega compatível com milhares de jogos, segundo a Microsoft, e consegue alternar entre os games rapidamente.

    O Quick Resume funciona até mesmo após o console ser desligado

    Além de “minimizar jogos”, o Quick Resume permite retornar ao gameplay até mesmo após o console ter sido desligado. É sério: eu cheguei a tirar o Series X da tomada, ligar o videogame e, quando abri o jogo, o recurso pulou os menus e telas de loading, me levando direto para o gameplay.

    Infelizmente a função não funciona em jogos online e de vez em quando o sistema dá uma trégua, fazendo o jogo reiniciar completamente. Ainda assim, a velocidade oferecida pelo SSD garante um boot rápido e com telas de loading bem pequenas.

    A entrega nos jogos é tão veloz que eu comecei a abrir mão de ver Netflix antes de dormir para aproveitar algum jogo single-player, como Yakuza Like a Dragon. Afinal, o gameplay está a poucos cliques de distância e eu posso desligar tudo a qualquer momento que o Quick Resume me levará ao ponto exato em que parei no dia seguinte.

    Armazenamento

    Além da velocidade, o SSD do Series X também me surpreendeu pela sua capacidade. O console conta com um dispositivo de armazenamento de 1 TB, mas cerca de 800 GB são realmente utilizáveis para jogos e apps.

    A quantidade de espaço foi suficiente para eu salvar 19 jogos digitais e deixar cerca de 50 GB livres para mais games. Como eu descrevo em detalhes aqui, dá para deixar uma biblioteca bastante eclética salva no console sem precisar se preocupar com armazenamento.

    biblioteca de jogos salvos no xbox series x

    Se você precisa de mais memória, porém, chegamos em um ponto bem negativo. O Xbox Series X trabalha com um padrão proprietário de SSD e, para expandir o armazenamento veloz, é necessário comprar um cartão da Seagate que pode custar cerca de R$ 2 mil no Brasil. Os SSDs são caros por natureza e a falta de opções acaba tornando a expansão ainda mais inviável no nosso país, pelo menos atualmente.

    O console de nova geração suporta HDs externos no padrão USB 3.0 e você pode rodar jogos salvos em um dispositivo do tipo. Porém, benefícios como o Quick Resume e carregamento rápido não aparecem, já que o aparelho não está funcionando com a arquitetura da Microsoft. Nesse caso, é necessário fazer a transferência de jogos para o armazenamento interno, o que não é tão demorado e sai bem mais barato que a solução oficial da Microsoft.

    Gráficos e jogabilidade

    Saindo do armazenamento rápido e cheio de espaço, o console premium da Microsoft também entrega bons resultados ao rodar os games. O hardware do Xbox Series X inclui processador Zen2 de oito núcleos e GPU AMD RDNA 2 customizada, que mostram seu poder atualmente apenas em títulos cross-gen ou da geração atual.

    Para o período pré-lançamento, a Microsoft trabalhou em aprimoramentos visuais para jogos das plataformas Xbox. Dentre o catálogo disponibilizado, destacam-se Gears 5 e Forza Horizon 4, que estão bem bonitos e fluídos.

    O jogo de tiro já era sinônimo de otimização nos PCs, mas chega com tudo no Xbox Series X. O game roda em 4K e 60 frames por segundo na campanha e alcança até 120 quadros por segundo no multiplayer, mas o destaque mesmo ainda é a velocidade do SSD. A fluidez extra também faz a diferença e eleva a experiência do console níveis antes só vistos no PC.

    Em relação ao Forza Horizon 4, o salto também é impressionante. O game combinando 4K e 60 frames por segundo, algo que não acontecia na geração anterior, e com texturas aprimoradas. Além do suporte refinado para Ultra HD, o hardware extra garante uma melhor renderização do mundo aberto do jogo, que sofre beeeem menos de draw distance do que nos consoles Xbox One.

    Estabilidade e integração

    Outro jogo que merece destaque é Call of Duty Warzone, que roda estável no console. O battle royale gratuito não possui um pacote de otimizações anunciado para a nova geração, mas está funcionando sem bugs e com gráficos bonitos no console. É a experiência que todo jogador de PC do game gostaria de ter.

    Os travamentos que rolam no vídeo são culpa do sistema de captura do console e não representam a experiência de gameplay

    Além de caprichar na hora de rodar os jogos, o Series X também é f*da no compartilhamento. A integração da Xbox Live é impressionante na parte de saves, que em certos jogos integra até o PC, e também no conteúdo. Ao capturar uma screenshot, por exemplo, você precisa de segundos para receber a imagem no celular ou computador por meio do app do Xbox.

    O console também chega com suporte para gravação de clipes em 4K e 60 quadros por segundo, inclusive com HDR. Enquanto a captura é limitada para dois minutos na qualidade, é possível usar um HD externo para estender esse tempo, o que é uma mão na roda para quem cria conteúdo.

    Tá, mas e os jogos?

    O Xbox Series X possui um design funcional, um SSD que faz qualquer PC ficar com inveja e um conjunto de tecnologia que torna a experiência de uso premium. Porém, na parte dos jogos, você não vai encontrar muitas novidades atualmente. Isso não quer dizer que você não tem “nada” pra jogar, já que o produto traz uma ampla retrocompatibilidade, só falta aquele gostinho de coisa nova.

    Com o adiamento de Halo Infinite, o console perdeu seu principal título de lançamento. Agora, a Microsoft divulga o console com uma lista de jogos que chegarão otimizados e com melhorias gráficas, mas que já estão disponíveis na geração atual.

    No momento em que esse texto foi concebido, eu passei apenas UMA SEMANA com o Series X e a lista de jogos otimizados era bastante limitada. Ainda assim, a experiência gráfica entregue em jogos como Forza ou Gears está ao nível do PC e não mostra o real valor do console.

    Game Pass é o maior exclusivo do Series X

    Como eu já disse por aqui algumas vezes, o principal exclusivo de lançamento do Xbox Series X é o Game Pass. O serviço é o maior atrativo para a chegada do console com seu catálogo de mais de 200 jogos por um preço mensal fixo, além de trazer de certos jogos, como The Medium e o novo Yakuza, já no dia do lançamento.

    Além disso, no dia 10 de novembro, a assinatura Ultimate também contará com jogos vindos do EA Play, incluindo Battlefield, títulos de Star Wars e outras franquias da Eletronic Arts. Mesmo sem um carro-chefe atualmente, o console da Microsoft atrai pelo volume de títulos e o custo-benefício.

    No dia do lanaçmento do Xbox Series X, o EA Play será integrado ao Game Pass Ultimate sem custos adicionais

    Afinal, com games da nova geração custando mais de 300 reais, ter um catálogo gigante por R$ 40 mensais e 1 TB para guardar jogos é um baita combo. A Microsoft também comprou a Bethesda e está preparando projetos interessantes para o futuro, como um novo Fable, que devem alimentar muito bem o catálogo do Series X.

    Nesse momento, porém, todos os games de peso que estão no Series X também podem ser jogados no Xbox One e PS4. Logo, se você está apertado de grana e não quer pular para a nova geração agora, não se sinta culpado por isso, pois claramente dá para esperar até os novos consoles “amadurecerem”.

    Ainda assim, para os apressadinhos de plantão, vale ressaltar que, mesmo com o catálogo de games compartilhado, o Series X traz avanços tecnológicos gigantescos em comparação aos consoles atuais. É como trocar um notebook levemente defasado por um computador novo, com GPU moderna e SSD: a experiência é parecida, mas tudo funciona muito, muito melhor.

    O Xbox Series X está disponível no Brasil por R$ 4.699 e chega em 10 de novembro no nosso país. A Microsoft também vende por aqui o Xbox Series S, com preço sugerido de R$ 2.799.

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  • Xbox Series X: Quick Resume é mágico até para usuários do PC

    Xbox Series X: Quick Resume é mágico até para usuários do PC

    Os computadores são conhecidos por estarem na vanguarda da tecnologia, com gráficos de ponta e peças extremamente rápidas (e caras). Como usuário de PC, já conheço os benefícios dos SSDs há mais de cinco anos e fiquei animado ao ver que a tecnologia finalmente chegaria aos consoles com a nova geração.

    Após uma semana com o Xbox Series X, estou satisfeito com a implementação realizada pela Microsoft, que chega a superar os resultados entregues no PC atualmente. O principal culpado para isso é um recurso chamado Quick Resume, que eleva a comodidade de utilizar um console.

    Mas afinal, o que é o Quick Resume?

    Os consoles de nova geração da Microsoft chegam equipados com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity. Sem entrar em muitos detalhes técnicos, a tecnologia combina um hardware personalizado com soluções de software para entregar jogos mais rápido.

    Além da força bruta do SSD entregar telas de carregamento mais rápidas, o sistema dos consoles da Microsoft consegue “congelar” o gameplay. O Quick Resume permite que você alterne rapidamente entre jogos e retorne no momento exato em que parou antes.

    Com isso, se você estiver jogando a Ori and the Will of the Wisps e for chamado para uma partida de COD Warzone com os amigos, basta pressionar o botão Xbox, voltar para a Home e abrir o jogo de tiro da Activision. Quando a sessão de pipoco acabar, você só precisa abrir o game da Microsoft novamente para ser levado, em poucos segundos, para o exato momento de gameplay em que parou.

    Pulando telas de loading

    O vídeo acima mostra o Quick Resume em ação com dois jogos da Microsoft que são otimizados para a nova geração, Ori e também Gears 5. Além disso, The Witcher 3: Wild Hunt faz uma pontinha, já que também é compatível com o Quick Resume mesmo sem ter uma atualização para a next-gen.

    Segundo a Microsoft, o Xbox Series X chegará ao mercado com milhares de jogos compatíveis com o Quick Resume. Durante nossos testes, a função só não mostrou efeito com jogos online, que precisam de conexão constante com a Xbox Live.

    Ainda assim, a função garante outro nível de comodidade na hora de jogar, já que simplesmente “pula” menus e telas de carregamento para te levar diretamente ao gameplay. Assim como mostrado no vídeo acima, o Quick Resume funciona com diversos games simultaneamente e até mesmo após o console ser reiniciado ou desligado.

    A ferramenta agrega valor na agilidade ao acessar conteúdos. Com poucos cliques e segundos, você pode ligar o videogame usando o controle, abrir seu jogo indexado na Home e, com o Quick Resume, já cair no meio do gameplay. Em todo meu tempo jgoando no PC, esse tipo de experiência jamais fez parte da minha rotina.

    Outro nível de comodidade

    Uma das principais promessas dos serviços de streaming de jogos é entregar o feeling de “ligou, jogou”, mas as plataformas ainda sofrem com problemas como internet lenta e delay. A adoção de um SSD e o Quick Resume no Xbox Series X trazem esse sentimento para uma máquina física, que contorna os inconvenientes do cloud gaming com 1 TB de armazenamento para guardar arquivos.

    Sempre que me perguntam qual a vantagem de jogar nos consoles em comparação ao PC, minha resposta padrão é a comodidade. Apesar de ser fã dos computadores, também sou amante da sensação de ligar a TV e simplesmente jogar, sem pop-ups ou drivers para atualizar.

    O SSD e seus benefícios elevaram a comodidade dos consoles da Microsoft.

    Tanto o PS4 quanto o Xbox One já conseguem entregar jogos de uma maneira satisfatória, mas o Xbox Series X, com seu SSD e Quick Resume, melhoram consideravelmente a “qualidade de vida” durante o gameplay. Afinal, ao evitar telas de loading e até menus, você ganha mais tempo para jogar.

    Em breve o PlayStation 5 também chegará ao mercado com um SSD veloz e que possivelmente contará com uma resposta ao Quick Resume. Pelo bem dos fãs da Sony, espero que a experiência esteja ao nível da concorrência.

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  • Call of Duty Warzone chega estável e bonito no Xbox Series X

    Call of Duty Warzone chega estável e bonito no Xbox Series X

    Call of Duty Warzone é um dos games mais populares e problemáticos de 2020. Enquanto a versão de PC impressiona pelos gráficos e também pelos bugs, o jogo chega ao Xbox Series X com bastante estabilidade. Após uma semana jogando o battle royale no console de nova geração, só tenho elogios para o desempenho.

    A versão de Xbox Series X de Warzone conta com texturas em alta resolução e rodando em altas taxas de quadros. Enquanto eu não sou o Digital Foundry para atestar com clareza a resolução e framerate, creio que o console está conseguindo alcancar 4K, nem que seja por upscaling, e garantir gameplay em 60 frames por segundo, pelo menos é o que as imagens na minha TV fazem crer.

    Confira a imagem em alta resolução aqui.

    As texturas do personagem, armas e ambiente são renderizadas em alta qualidade, com um nível de detalhes que lembra os PCs de alto desempenho. Além disso, o jogo entrega uma taxa de quadros fluída e estável, o que garante um gameplay de qualidade.

    Uso do SSD

    Como o battle royale é um jogo 100% online, o recurso Quick Resume não surte efeito. Sempre que você reabre o game, é necessário esperar o contato entre a Xbox Live e os servidores da Activision.

    Isso não significa, porém, que o jogo não se beneficia do uso de um SSD. A diferença no armazenamento fica bastante clara quando comparamos a versão de Xbox Series X do game com a edição do Xbox One original.

    Sabe quando tua arma NÃO CARREGA no gulag? Esse tipo de coisa não acontece com o SSD.

    Além de renderizar o jogo em uma resolução mais baixa, o console de 2013 luta para carregar as texturas do mapa. Basta olhar o comparativo acima durante a queda do avião e no gulag: os prédios e até armas demoram alguns segundos para dar as caras.

    As gravações do Xbox Series X contam possuem compressão causada pelo sistema de gravação do console em um HD externo

    O Xbox Series X consegue carregar todo o mapa rapidamente. As texturas carregadas em alta resolução também garantem uma experiência visual de qualidade. Salvo alguns erros de draw distance e sombras carregando erroneamente, tudo corre como deveria.

    Espaço ocupado no SSD

    Call of Duty Warzone não conta com melhorias voltadas para a nova geração e ocupa 105 GB para ser instalado no Xbox Series X. Enquanto o jogo desaparece nos 1 TB do console, o peso possivelmente será sentido no Series S, que tem armazenamento consideravelmente inferior.

    Call of Duty Modern Warfare continua
    firme eforte após um ano de lançamento

    De qualquer forma, se você pensa em migrar para o Series X futuramente, Warzone já está rodando no console melhor do que em muitos PCs por aí. Para quem está pensando em investir no console nesse período com poucos lançamentos exclusivos para a plataforma, o battle royale é uma experiência interessante. Após tantos bugs no PC e qualidade consideravelmente inferior no PS4 e Xbox One, vale a pena conferir o jogo rodando bem e com gráficos bonitos na nova geração.

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    Xbox Series X: quantos jogos cabem no SSD interno do console?

    O Xbox Series X capricha na velocidade, mas o armazenamento do console também é grande? O Jornal dos Jogos está aqui para responder. O dispositivo vem com um SSD interno no padrão NVMe de 1 TB, mas que possui 802 GB de espaço utilizável para games e apps. Atualmente, o usuário pode aumentar essa capacidade usando um cartão de expansão da Seagate, que é bem caro, ou um HD externo com USB 3.0, que não tira proveito das telas de loading mais rápidas ou roda jogos feitos para a nova geração, mas funciona com o Quick Resume.

    Entretanto, a menos que você queira baixar o Game Pass inteiro, dá para sobreviver muito bem com o espaço de armazenamento disponível no Xbox Series X. Após uma semana de testes com o console, eu baixei 19 jogos digitais em seu armazenamento interno e, até o momento deste texto, ainda não desinstalei nenhum deles. Detalhe que o console tem suporte para jogos em disco, mas não utilizei títulos em mídia física, apenas baixados integralmente da Microsoft Store.

    biblioteca de jogos salvos no xbox series x

    Com 19 games instalados, cerca de 93% do armazenamento foi ocupado e ainda sobraram mais 52 GB para outros jogos e apps. Abaixo, você confere a lista de todos os jogos que eu intalei e seu respectivos tamanhos, para ter uma ideia da quantidade de conteúdo que cabe no SSD de 1 TB do Xbox Series X:

    Jogos que instalei no Series X (e ainda sobraram 53 GB de armazenamento livre):

    • Call of Duty Warzone – 105 GB
    • Forza Horizon 4 – 83 GB
    • Gears 5 – 72 GB
    • Dirt 5 – 65 GB
    • Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 Remis – 57 GB
    • DOOM Eternal – 54 GB
    • Kingdom Hearts 3 – 45 GB
    • The Witcher 3 Wild Hunt Game of the Year Edition – 40 GB
    • Yakuza Like a Dragon – 37 GB
    • Watch Dogs Legion 35 GB
    • Fortnite – 30 GB
    • Gears Tactics – 28 GB
    • Yakuza 0 – 26 GB
    • Rocket League – 17 GB
    • Rogue Company – 12 GB
    • Vigor – 10 GB
    • Red Dead Redemption – 7 GB
    • Ori and the Will of the Wisps – 6 GB
    • The Touryst – 594 MB

    Como é possível ver acima, a lista de games é bastante eclética e inclui diversos jogos de tamanhos diferentes. Mesmo que você divida o Xbox Series X com toda a família, será possível garantir entretenimento para todos.

    E no Xbox Series S?

    O Xbox Series S utiliza a mesma arquitetura de SSD que o modelo principal da linha e também traz velocidades similares de transferência. Porém, a Microsoft cortou o armazenamento pela metade para garantir um preço mais competitivo.

    O console de nova geração de entrada vem com um SSD de 512 GB, mas que possui algo entre 360 e 380 GB utilizáveis para jogos e apps. O espaço é consideravelmente inferior ao presente no Xbox Series X, mas deve comportar cerca de 7 jogos, dependendo do tamanho dos arquivos, pelo menos da geração atual. Black Ops Cold War vai seguir a “escola PC de otimização” e ocupará pelo menos 136 GB de armazenamento do console, o que é MUITA COISA.

    O cartão de expansão de 1 TB da Seagate para os novos Xbox pode chegar bem caro ao Brasil. Para economizar, a dica é usar um HD externo e transferir jogos importantes para o SSD do Series S.

    A Microsoft conta com um cartão SSD de 1 TB para expansão de memória dos novos Xbox, mas o produto ainda está escasso no Brasil e deve custar algo na casa dos R$ 2 mil. Com isso em mente, a dica é utilizar um HD externo no padrão USB 3.0 para aumentar o espaço de armazenamento.

    HD externo para armazenamento

    Os HDs externos no padrão USB 3.0 são os únicos suportados nos consoles de nova geração. Os jogos do Xbox One rodam diretamente no dispositivo, mas sem tirar proveito da velocidade do SSD. Ainda assim, o milagroso Quick Resume funciona perfeitamente com soluções externas.

    Caso o armazenamento seja curto para você, a dica é usar um HD externo para salvar jogos maiores e transferí-los para o armazenamento interno na hora de jogar. O processo deve levar apenas alguns minutos, dependendo da velocidade do seu disco rígido, e garantir uma bela economia.

    O Xbox Series X e S estão disponíveis no Brasil desde 10 de novembro com preços de R$ 4.699 e R$ 2.799.

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  • Xbox Series X: The Witcher 3 impressiona no console mesmo sem patch

    Xbox Series X: The Witcher 3 impressiona no console mesmo sem patch

    A CD Projekt Red está preparando uma edição atualizada de The Witcher 3 para a nova geração. O upgrade gratuito contará com otimização para a next-gen, incluindo recursos para Ray Tracing. Enquanto as novidades não chegam, já é possível jogar a mais recente aventura de Geralt via retrocompatibilidade, e os resultados são promissores no Xbox Series X.

    A versão completa de The Witcher 3 ocupa 40 GB no armazenamento do Series X e, mesmo sem otimizações, já tira um grande proveito do SSD do console. Enquanto a experiência de jogar no Xbox One é regada de telas de loading gigantescas, o novo console muda essa experiência consideravelmente.

    O Xbox Series X conta com um recurso chamado Quick Resume, que retorna o gameplay no exato momento em que você parou de jogar na última vez que um jogo no console. Quando a ferramenta entra em ação, você precisa de poucos segundos para cair diretamente no gameplay de The Witcher 3.

    O tempo de boot e carregamento inicial também foi reduzido drasticamente no Series X. Como mostrado acima, os loadings no Xbox One original, lançado em 2013, são tão longos que é possível abrir o jogo duas vezes no console de nova geração. Lembrando que tudo isso acontece sem as otimizações que chegarão ao game futuramente, apenas utilizando a força bruta do SSD presente no novo Xbox.

    Viagem realmente rápida

    Outro aspecto que chama a atenção em The Witcher 3: Wild Hunt no Xbox Series X é a viagem rápida. Ao realizar um Fast Travel entre regiões próximas, o carregamento é praticamente inexistente, a tela de loading apenas aparece para evitar bugs do mapa sendo renderizado.

    A barra de carregamento só dá as caras na tela de carregamento quando a viagem é longa. Ao transportar Geralt de um extremo do mapa para outro, é necessário esperar alguns segundos, mas nada tão longo quanto o tempo de espera que temos no Xbox One.

    O suporte para Quick Resume e os loadings mais rápidos tornam The Witcher 3 uma baita experiência no Xbox Series X. Eu zerei o game pela primeira vez no Xbox One original e o aspecto que mais incomoda no console são as telas de carregamento gigantescas. Ver esse problema desaparecendo no jogo da CD Projekt Red, e também em outros games, é bastante satisfatório.

    E a qualidade gráfica?

    Em relação aos gráficos, o Xbox Series X também traz o melhor que The Witcher 3 tem para oferecer nas plataformas Xbox atuais, mas sem aprimoramentos. A CD Projekt deve lançar somente 2021 a atualização que prepara o game para a nova geração.

    Enquanto o upgrade não chega, os jogadores podem aproveitar The Witcher 3: Wild Hunt com as mesmas melhorias presentes na versão de Xbox One X. O game conta com suporte para resolução 4K e também um modo performance, que traz resolução dinâmica e 60 quadros por segundo.

    Tirando alguns bugs de sombra que rolaram na região de Toussaint durante algumas cutscenes, The Witcher 3: Wild Hunt está funcionando de maneira bela e rápida no Series X, mesmo sem otimizações. Ao comparar a qualidade da resolução Ultra HD com os 900p praticados no Xbox One original, a evolução do game fica nítida.

    O principal foco da CD Projekt atualmente é preparar o lançamento de Cyberpunk 2077, que foi adiado recentemente. Com isso, fica difícil dizer quando finalmente teremos uma edição de The Witcher 3 integralmente pensada para a nova geração. Mas, quando isso acontecer, estaremos prontos para testar as novidades no Xbox Series X.

    O console de nova geração da Microsoft chega ao Brasil em 10 de novembro e já está em pré-venda por R$ 4.699 no país, após receber um corte de preço. A empresa também vende por aqui o Xbox Series S, que custa R$ 2.799.

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  • Sony corta preços do PS5 e acessórios do console no Brasil! Confira novos valores

    Sony corta preços do PS5 e acessórios do console no Brasil! Confira novos valores

    A Microsoft não foi a única empresa a reduzir o preço dos consoles de nova geração antes do lançamento. Nesta terça-feira (3), a Sony diminuiu os valores do PlayStation 5 e PlayStation 5 Digital Edition no Brasil. Além disso, o valor dos acessórios DualSense e HD Câmera também tiveram reajustes no país.

    A empresa diminuiu em R$ 300 o preço de seus dois consoles, enquanto a queda no valor dos acessórios foi de R$ 30. Abaixo, você confere os novos valores sugeridos, que foram divulgados no PlayStation Blog.

    acessorios do ps5
    • PlayStation 5 Digital Edition – de R$4.499 para R$4.199
    • PlayStation 5 com leitor Blu-ray – de R$4.999 para R$4.699
    • Controle sem fio DualSense – de R$499 para R$469
    • Câmera HD – de R$449 para R$419

    De acordo com a Sony, a mudança já está valendo e o preço dos consoles já deve começar a cair nos e-commerces brasileiros que fazem a venda antecipada dos produtos. A companhia também aponta que os usuários que realizaram pré-venda receberão informações das lojas para que a diferença de valor seja reembolsada.

    Xbox também reduziu

    A redução no preço dos consoles ocorre após um decreto do governo federal para diminuir o IPI. A também mudança fez a Microsoft cortar os preços do Xbox Series X e Series S na semana passada.

    Conheça os consoles de nova geração

    O console principal da Microsoft agora é comercializado no país por R$ 4.699, enquanto o Series S é vendido por R$ 2.799. Lojas como Amazon já reduziram os preços e conseguiram ressarcir o valor extra para os consumidores, mas alguns e-commerces dificultaram a vida dos consumidores. Em alguns casos, a única forma de receber o dinheiro de volta foi cancelando a compra do produto, segundo relatos na internet.

    O PlayStation 5 e PS5 Digital Edition chegam ao Brasil em 19 de novembro. Já os consoles de nova geração da Microsoft vão dar as caras no nosso mercado em 10 de novembro, mas já temos uma unidade do Xbox Series X para testes aqui.

  • PS5 e Xbox dão as caras no Brasil na semana dos adiamentos

    PS5 e Xbox dão as caras no Brasil na semana dos adiamentos

    A finaleira de outubro foi tão agitada que nós recebemos um Xbox Series X para testar, mas essa definitivamente não é a principal notícia da semana. Cyberpunk 2077 foi adiado de uma forma tão brusca e inesperada que desequilibrou as energias da indústria.

    Além do RPG da CD Projekt Red, outros games também foram adiados recentemente. A única coisa que ainda tem data de lançamento definida são os consoles de nova geração, que estão cada vez mais próximos das prateleiras.

    Tanto Sony quanto Microsoft já começaram a distribuir seus produtos para os “jornalistinhas”, inclusive esse que vos escreve. Vamos trocar uma ideia sobre tudo isso nessa edição mais que especial do Jornal dos Jogos!

    Novas da semana

    Cyberadiado 2077
    A CD Projekt Red ressignificou a fase de desenvolvimento gold e adiou Cyberpunk 2077. Antes marcado para chegar em 19 de novembro, o RPG futurista agora tem lançamento marcado para 10 de dezembro. A nova data veio acompanhada de ameaças de morte, crunch e corporativismo, como descrevemos aqui ó.

    Falando em adiamentos…
    A Ubisoft aproveitou a cortina de fumaça deixada pela CD Projekt Red e também fez mudanças em seu calendário de lançamentos. A empresa atrasou o aguardado Far Cry 6, antes previsto para fevereiro de 2021, e Rainbow Six Quarantine, que já havia sido atrasado no ano passado. Os dois jogos foram movidos para o próximo ano fiscal da firma, que começa em março de 2021, devido à pandemia do imortal Corongavírus (vai embora desgraça, eu não aguento mais).

    Watch Dogs Legion chegou
    Enquanto dois jogos foram atrasados, a Ubisoft finalmente lançou Watch Dogs Legion, que permite transformar qualquer NPC em personagem jogável. O game chegou com um Ray Tracing bonitão no PC, apesar de problemas de performance. Além disso, o título ganhou manchetes por causa de um bug horrendo no Xbox One X, que felizmente já foi corrigido.

    Novos benchmarks na área

    lisa su segurando placa de video rx 6000

    A AMD apresentou recentemente a linha de placas de vídeo RX 6000, que traz a arquitetura RDNA 2 (RDNA 3 não existe, galera, só pra constar). Segundo novos benchmarks que apareceram na internet, a nova leva de GPUs consegue mesmo alcançar os produtos da série RTX 30 da Nvidia, o que deve aquecer o mercado de hardware nos próximos anos.

    Novo app do PlayStation
    Pra galera que joga no PS4 e curte usar os apps do ecossistema para comunicação, temos novidades. A Sony apresentou um redesign do aplicativo principal do PlayStation para acompanhar a chegada do PS5. Além do visual renovado, a empresa uniu diversas funções em apenas um programa, um grande avanço em comparação ao que tínhamos anteriormente.

    Spiderverso no PS5!

    Outra novidade maneira para os fãs da PlayStation é o novo traje apresentado para Spider-Man: Miles Morales. A Insomniac anunciou uma roupa inspirada no filme Homem-Aranha no Aranhaverso que traz animação similar ao longa-metragem. Confira o vídeo de gameplay dessa baita referência aqui.

    Apple TV (e mais) no Xbox
    No lado verde da força, uma novidade legal para ficar de olho é a lista de serviços de streaming que estará disponível no Xbox Series X e S no lançamento. A Microsoft trará aos consoles todas as plataformas que já estão presentes no Xbox One, incluindo Netflix, Disney+ e Prime Video, serviço da Amazon que só chegará depois ao PS5. Outra parada que está nesse bolo é a Apple TV, que chega aos Xbox em 10 de novembro, mesmo com a Maçã e a Microsoft estando em pé de guerra por causa do xCloud fora do iOS.

    Infinidade de problemas
    O adiamento de Halo Infinite para 2021 foi tão brusco que a caixa do Xbox Series X ainda chega estampada com o capacete de Master Chief. Se isso já não fosse treta o suficiente, o game ainda está passando por problemas até agora: recentemente, o diretor do projeto, Chris Lee, resolveu abandonar o barco, seguindo a tendência de outros desenvolvedores.

    Fortnite next-gen
    Para acompanhar a nova geração em 10 de novembro, Fortnite receberá uma atualização voltada para os novos consoles. O battle royale da Epic Games ganhará suporte para gameplay em 4K e 60 fps no Xbox Series X e PS5. O Series S também contará com essa taxa de quadros, mas em Full HD (1080p). Outro detalhe interessante é o suporte para 60 fps em tela dividida, algo cada vez mais raro nos jogos atuais.

    Música do Backstreet Boys?
    Após cerca de dois meses de seu lançamento, o jogo de história Tell me Why ganhou dublagem em português brasileiro. Disponível no PC, Xbox e Android via Game Pass, o título recebeu localização completa e coerente: a Dontnod contratou atores trans para fazer a voz de Tyler. No Brasil, o trabalho ficou nas mãos de Gabriel Lodi.

    Ordem Paranormal: Só Sucesso
    Seguindo no tema de dublagem, outro game que teve novidades envolvendo localização é Ordem Paranormal: Enigma do Medo. O indie que arrecadou mais de R$ 2 milhões no Catarse será dublado e terá a participação de Guilherme Briggs. O lançamento está previsto para junho de 2022.

    Nova geração chega ao Brasil

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro, quando Xbox Series X e S chegam ao Brasil (e com preço mais baixo). Em seguida, no dia 19, é o PlayStation 5 que dá as caras nas prateleiras de lojas físicas brazukas.

    Enquanto o lançamento ainda está a alguns dias de distância, os consoles da nova geração já chegaram ao Brasil: tanto Microsoft quanto Sony começaram a enviar seus monstrinhos para a imprensa e influenciadores.

    Conheça os consoles da nova geração no nosso especial

    O Jornal dos Jogos teve a sorte de ser notado e recebeu um Xbox Series X para testes. Como só podemos falar do visual do produto atualmente, abarrotamos o nosso site e Twitter com publicações sobre o design vertical, que traz uma vibe de PC, o tamanho do dispositivo e seu novo controle.

    Nós fizemos de tudo para informar o nosso público sobre o design do Series X

    Em breve, essa newsletter que vos escreve também poderá falar sobre o desempenho do console de nova geração da Microsoft. Logo, fique ligado no nosso site, no Twitter e também lá no Adrenaline, que receberá conteúdos feitos pelo cara por trás dessa singela publicação.

    Falando em Adrenaline, um PlayStation 5 chegará em breve lá na redação e você poderá acompanhar mais detalhes sobre o console com o Diego Kerber. Enquanto isso, confira o unboxing do Meu PlayStation para ter uma ideia do tamanho do produto da Sony.

    Imagem
    O PS5 é beeem alto. (Imagem: Meu PlayStation/Reprodução)

    Como já dissemos por aqui, a nova geração não economiza no espaço, mas isso deve ter um impacto positivo na performance dos consoles. Agora é aguardar por mais testes e opiniões, que estão chegando em breve.


    Ps: como essa edição já está pra lá de gigantesca, vamos enforcar os Classificados. Ainda assim, deixamos aqui a dica: dois jogos maneiríssimos estão grátis na Epic Store até quinta, 5 de novembro.

  • Adiamento de Cyberpunk 2077 mostra o pior da indústria de games

    Adiamento de Cyberpunk 2077 mostra o pior da indústria de games

    A CD Projekt Red assustou o mundo gamer na semana do Halloween com mais um de seus clássicos comunicados com letras miúdas e fundo amarelo. A empresa adiou Cyberpunk 2077 em 21 dias, movendo o lançamento de 19 de novembro para 10 de dezembro.

    O quarto adiamento do RPG futurista seria apenas mais uma pedra na caminhada de desenvolvimento do aguardado game, apresentado originalmente em 2013. Porém, o buraco aqui é mais embaixo. A CD Projekt mudou a data de lançamento de Cyberpunk 2077 após o jogo passar da fase desenvolvimento Gold, que é considerada o marco definitivo de que um jogo não pode mais ser atrasado.

    Além disso, a companhia fez uma série de postagens garantindo aos fãs que o jogo não atrasaria. Até mesmo os investidores da empresa polonesa estavam confiantes no “agora vai, mas não foi.

    Em seu comunicado, a CD Projekt Red disse que a fase gold significa que o jogo está pronto para ser embalado em mídia física, mas que o trabalho ainda não acabou. Como a tecnologia atualmente permite que atualizações sejam enviadas digitalmente, a empresa trará melhorias para Cyberpunk 2077 por meio de um patch de lançamento.

    “Quebra de confiança”

    Assim como os outros atrasos, o adiamento da vez certamente fará bem para Cyberpunk 2077, afinal, jogos de mundo aberto costumam ter vários bugs aleatórios. Segundo a companhia, o principal motivo para a mudança de data são as versões de PS4 e Xbox One, que possuem uma base instalada gigantesca atualmente e merecem atenção.

    O principal problema aqui é a “quebra de confiança” com a comunidade. Como a empresa adiou o game do nada e após garantir que tudo estava fluindo, alguns jogadores mais “apaixonados” não lidaram bem com a notícia. O movimento chegou a gerar ameaças de morte para desenvolvedores, mostrando o pior lado de uma galera da nada amigável “comunidade gamer”.

    Desenvolvedor de Cyberpunk fala sobre ameaças de morte recebidas pela equipe por trás do game.

    Esse furor ao redor do adiamento acontece por causa da reputação da CD Projekt Red, que é conhecida por ser “boazinha” entre as grandes desenvolvedoras de games. Um exemplo disso é The Witcher 3: Wild Hunt, que receberá uma atualização gratuita com novos recursos para PS5 e Xbox Series X/S, algo que ainda não virou padrão. O que muita gente esquece, porém, é que isso não é feito apenas por boa vontade e a empresa pretende ganhar dinheiro com esse update.

    Mesmo assim, algumas pistas e acontecimentos deixam cada vez mais claro que nem tudo são flores no estúdio e, apesar das boas intenções, a CD Projekt continua sendo uma empresa que precisa lucrar e agradar investidores.

    A palavra assustadora

    https://twitter.com/jasonschreier/status/1321857302115151873

    Enquanto “adiamento” é a palavra que assusta a galera cheia de expectativas por Cyberpunk 2077, o termo que gera arrepios dentro da CD Projekt Red é “crunch”. A empresa prometeu que seus funcionários teriam liberdade de trabalho durante a reta final de desenvolvimento do aguardado game, mas inúmeros relatos apontam o contrário.

    Apesar das promessas da empresa, o jornalista Jason Schreier publicou, no mês passado, uma reportagem indicando que o ritmo de trabalho estava atingindo níveis exploratórios em Cyberpunk 2077. Recentemente, o assunto voltou às manchetes após Adam Kicinski, CEO da CD Projekt Red, dizer para investidores que o crunch realizado em Cyberpunk 2077 “não é tão ruim” assim.

    Para brindar essa situação, aparentemente a empresa avisou os funcionários sobre o adiamento no mesmo momento em que anunciou publicamente a nova data de lançamento de Cyberpunk 2077. A coleção de polêmicas não teve efeito positivo para a CD Projekt no mercado e o valor das ações da companhia despencaram recentemente. Ainda assim, ainda é possível encontrar fãs mais ávidos que desdenham do assunto.

    Cyberpunk até demais

    Enquanto todo esse caso é bem complexo, fica claro que o adiamento de Cyberpunk 2077 mostra como o jogo está envolvido em uma atmosfera… cyberpunk. Uma das principais características do gênero é a influência das megacorporações e, ironicamente, a CD Projekt Red já está chegando nesse nível.

    A empresa está longe de ser um conglomerado odiado e poderoso como Facebook. Porém, não é todo estúdio de games que consegue manter uma comunidade tão apaixonada a ponto de esquecer acusações de crunch e ameaçar desenvolvedores de morte após um adiamento. Afinal, nada é mais efetivo para o lançamento de um game que assassinar quem está na produção, não é mesmo ¯\_(ツ)_/¯

    Cyberpunk 2077 chega em 10 de dezembro no PC, Stadia e consoles da atual e nova geração. Se você quer esquecer as tretas que rondam o game, pega aqui essa notícia feliz sobre o jogo e confira os requisitos mínimos e recomendados para computador.

  • Xbox Series X traz vibe de PC com design verticalizado

    Xbox Series X traz vibe de PC com design verticalizado

    O futuro chegou! O mês de novembro marca a estreia da nova geração de consoles e o Jornal dos Jogos obteve, com acesso antecipado, uma unidade do Xbox Series X. O produto estará disponível nas prateleiras do nosso Brasil no dia 10 custando R$ 4.599, após receber um corte de preço anunciado recentemente.

    Logo de cara, o visual do Xbox Series X chama a atenção por ser consideravelmente diferente dos dispositivos da geração atual. Afinal, ele é bem mais “caixa” do que qualquer outro console. Como ainda não podemos exibir o produto em ação, confira aqui alguns detalhes interessantes e mudanças realizadas no visual do dispositivo.

    O Xbox Series X ao lado do gabinete NZXT H440

    Ainda esse mês, a Microsoft também lançará o Xbox Series S. O produto focado em custo-benefício traz visual similar aos consoles da atual geração. Você pode conferir um unboxing do produto lá no Adrenaline.

    Densidade é a palavra

    Um termo que define o Xbox Series X muito bem é “denso”. O design do console pode parecer grande, mas, na verdade, o dispositivo é consideravelmente compacto. O formato cúbico dá um ar diferenciado em comparação PS4 e Xbox One, mas as medidas garantem pouco consumo de espaço com produto em pé.

    PS4 Slim, Xbox Series X e Xbox One Fat

    Como só podemos falar do design do Series X atualmente, eu fiz uma série de fotos com o console ao lado de itens cotidianos, bem como um PC e consoles da geração vigente. O resultado é surpreendente, já que o console está a par de outros modelos na altura.

    O Xbox Series X só não pode ser subestimado quando o assunto é peso. O corpo do console possui aproximadamente 4,44 kg, cerca de 1 Kg a mais que o Xbox One Fat. A culpa para isso é o sistema de resfriamento robusto presente no dispositivo, que traz uma CPU AMD Zen 2, mesma utilizada nos Ryzen 3000, e GPU baseada na arquitetura RDNA 2.

    O Xbox Series X conta com um sistema de resfriamento robusto, o que explica o peso do console. (Imagem: Microsoft/Divulgação)

    Mesmo com tanto peso e poder, seu design retangular com 15 cm de largura/comprimento e 30 centímetros de altura não ocupa tanto espaço quando o console está em pé. O tamanho extra nas laterais, porém, pode atrapalhar na hora de encontrar um móvel para guardar o dispositivo deitado.

    Os consoles da geração atual contam com uma largura abaixo dos 10 centímetros, o que facilita colocar o produto embaixo da TV, por exemplo. No caso do Xbox Series X, é mais fácil encontrar um espaço para deixar o dispositivo em pé.

    Vertical ou horizontal

    Apesar de ser mais “gordinho” que os consoles da atual geração, o Xbox Series X funciona tanto na horizontal quanto na vertical. O sistema de resfriamento do console possui aberturas embaixo, na traseira e também em cima, onde o ar quente é dissipado por uma robusta ventoínha.

    Os pés emborrachados presentes na lateral direita do Xbox Series X permitem usar o console na horizontal sem problemas. Quando o console está deitado, porém, a base continua presa e o usuário não tem a opção de retirá-la. Além disso, o botão Power também fica com a orientação errada, para a infelicidade dos gamers com TOC.

    Não é LED na parte de cima

    Para a infelicidade dos tripofóbicos, o Xbox Series X é cheio de buracos

    O corpo do Xbox Series X é totalmente preto e a parte de cima do console conta com aberturas com detalhes em verde. Desde a apresentação do console, a Microsoft lançou alguns materiais de divulgação que podem criar a ilusão da presença de luzinhas na parte de cima do dispositivo, mas isso não acontece.

    Verticalização dos consoles

    A pintura nos furos de dissipação superiores segue um formato que dá um efeito de movimento que acompanha o ângulo da visão. É um toque visual interessante, barato e que não consome energia (não que LEDs influenciem tanto assim na conta de luz).

    Tanto a pintura especial na parte de cima quanto a base fixa são sinais de que o Xbox Series X claramente é um console feito para ser utilizado na vertical. O produto segue a “escola PC” não apenas no hardware potente, mas no design.

    Essa “PCização” dos consoles não é uma exclusividade do Series X. O PlayStation 5 possui uma base móvel e funciona na horizontal ou vertical, mas o produto também possui um design que parece bem mais amigável em pé. A diferença do console da Sony está nas medidas: o PS5 é mais fino, mas não economiza na altura e possui cerca de 40 centímetros de altura — aka, ainda mais alto que o concorrente.

    O PlayStation 5 com disco mede 39 cm de altura, 10,4 cm de largura e 26 cm de comprimento. O peso é de 4,5 Kg. (Imagem: The Verge/Reprodução)

    Para quem está de olho em qualquer um dos consoles top de linha, minha dica é arranjar uma trena ou fita métrica e já fazer as medidas de seus móveis. Aqui em casa, a estante que comportava o Xbox One é estreia demais para o Series X e foi necessário rearranjar as posições para colocar o produto em pé.

    Esse detalhe pode parecer secundário, mas a altura extra dos consoles de nova geração é uma grande quebra para a indústria. Desde a primeira geração de consoles, lá na época do Megavox Odissey, os consoles são utilizados horizontalmente como padrão.

    Medidas do Xbox Series X

    Receber um produto bem grandinho em casa e não ter a estrutura para comportá-lo logo de cara pode ser frustrante. Logo, vale a pena medir seu setup e garantir que nada vai ficar fora lugar com um console de nova geração, independente se ele é o Xbox Series X ou o PS5.

    O Xbox Series X chega ao Brasil em 10 de novembro por R$ 4.599. A Microsoft lança na mesma data o Xbox Series S, que estará disponível nas lojas por R$ 2.799. A Sony lança o PlayStation 5 e PS5 Digital Edition em 19 de novembro por aqui, com preços de R$ 4.999 e R$ 4.499, respectivamente.