Líder do mercado de games e referência em qualidade, a Sony anda muito bem atualmente no mercado de games, mas certamente poderia estar melhor no Brasil. Com preços altos, baixos estoques do PS5 e polêmicas envolvendo a migração de games, a empresa acabou perdendo um pouco do amor de alguns jogadores, mas a última PlayStation Showcase, realizada em 9 de setembro, veio para reavivar o poder da marca PlayStation.
Durante a apresentação, a companhia revelou seus principais jogos de PS5 para os próximos anos e animou o público. Em um show cheio de surpresas e grandes nomes aparecendo, a companhia mostrou que ainda é a maior fábrica de games de peso atualmente, e vai usar sua soberania como arma para combater o custo-benefício do Xbox e a tradição da Nintendo.
A notícia boa é que grande parte dos lançamentos só deve chegar lá por 2023. Até lá, a tendência é que o mundo escape da pandemia da covid e as coisas se estabilizem (tomara) aqui no Brasil, o que deve facilitar a vida de quem está de olho em um console de nova geração. Afinal, pagar mais cerca de R$ 5 mil em um dispositivo e R$ 300 por jogo não é para qualquer um.
Abaixo, você confere os principais jogos e trailers exibidos na PlayStation Showcase. Separamos os títulos que deixam aquela vontade de ter um PS5 ou certamente farão barulho quando aparecerem no mercado. Veja o resumo de tudo que rolou na apresentação nonosso especial no Twitter.
God of War Ragnarok
Ainda sem data de lançamento, God of War Ragnarok será lançado para PS4 e PS5 futuramente. O jogo continuará a história do título anterior da saga, aprofundando o legado de Atreus, mostrando um Kratos ainda mais velho e apresentando novos deuses da mitologia grego, como Thor.
Confirmado para PS5, Spider-Man 2 promete uma nova experiência single-player na pele dos heróis aracnídeos da Marvel. E você não leu errado: heróis, no plural. Após o lançamento de Spider-Man Miles Morales, a Insominiac confirmou que tanto Peter quanto Miles terão espaço no novo game, que também contará com Venom como antagonista.
Quem esperava apenas por um trailer de Spider-Man 2 foi surpreendido. A Sony revelou que também está produzindo um jogo do Wolverine. O breve teaser revelado não traz muitos detalhes sobre a obra, que está em desenvolvimento pelas mãos da Insomniac Games e ainda não possui previsão de lançamento.
Uncharted para PlayStation 5 e PC
A Sony finalmente confirmou que Uncharted 4 será lançado no PC, expandindo o alcance dos jogos da PlayStation para a plataforma. A coletânea Uncharted: Legacy of Thieves trará o último jogo de Nathan Drake e a expansão The Lost Legacy para os computadores e também PS5, com gráficos remasterizados. O lançamento ocorre no início de 2022, sem data definida.
A Sony abriu o seu evento com um trailer de revelação para Star Wars: Knights of the Old Republic Remake, carinhosamente apelidado pela comunidade como KOTOR. O projeto será exclusivo para PS5 no lançamento e marca mais um passo da expansão da Lucasfilm no mundo dos games. Após anos de parceria com a EA Games, a empresa por trás de Star Wars finalmente está diversificando o alcance de suas propriedades nos jogos, que também incluem uma adaptação de Indiana Jones feita em parceria com a Xbox/Bethesda.
Graças ao apoio da Nuuvem e da THQ Nordic, estou jogando Biomutant há cerca de duas semanas. No entanto, sendo bem sincero, eu preferia estar fazendo qualquer outra coisa. Misturando texturas meia boca com um mundo colorido e devastado, o jogo até que é bonitinho e tem coração, mas seus defeitos acabam se sobressaindo durante o gameplay.
A estreia de Biomutant, no final de maio, não foi das melhores. O gameplay arrastado e a história desinteressante acabaram derrubando as notas do jogo “AA”, que possui um combate interessante, mas repetitivo. Ficamos na expectativa de que melhorias chegariam posteriormente e, para a nossa alegria, isso realmente aconteceu. O pessoal da Experiment 101 lançou um patch que deu uma bela recauchutada no game. Agora, os jogadores podem desligar o narrador chato e estão enfrentando menos bugs durante a jogatina.
Explorar o mundo devastado de Biomutant é o ponto alto do game. (Imagem: Mateus Mognon)
No entanto, mesmo com os aprimoramentos, o game ainda conta com problemas estruturais que incomodam. Agora os jogadores possuem opções de como querem acompanhar a história, seja com o narrador ou apenas murmúrios dos animais. Porém, a estrutura narrativa segue a mesma. Além disso, os inimigos ainda são repetitivos, o que deixa a jogabilidade maçante, e os puzzles não ajudam a trazer diversidade ao gameplay.
Biomutant rodando em ultrawide no PC. (Imagem: Mateus Mognon).
De modo geral, é maneiro demais andar em vastas pradarias com uma espécie de gatinho portando uma espada de grande porte. No entanto, o gameplay é bem mais ou menos e cheio de bugs, enquanto a história não se esforça muito para fisgar o jogador. No final das contas, o jogador precisa se esforçar para encarar Biomutant, o que não é um sentimento bom.
Seria melhor se fosse mais barato
Para quem joga no PC, o jogo também não escalona muito bem nos gráficos. O título até funciona de maneira satisfatória em hardwares de entrada como a GTX 1050 Ti, mas não impressiona quanto a placa de vídeo e o processador entregam poder de sobra. O mundo devastado e o estilo artístico são caprichados e a grande diversão fica para a exploração. Todavia, o cenário interessante acaba contrastando com texturas que poderiam ser melhores, principalmente a pelagem dos animais.
Com seu estilo único e personalidade chamativa, Biomutant teria sido um dos meus jogos favoritos na era do PS2, quando eu tinha muito tempo para jogar e cada CD custava 10 reais no camelô. Atualmente, a produção acaba sendo apenas mais um projeto mediano e que custa cerca de R$ 200, o que é uma grana significativamente alta para um jogo que pode não agradar todo mundo.
Considerando o histórico da THQ Nordic, possivelmente o jogo aparecerá no Xbox Game Pass de PC e consoles futuramente. Nesse caso, vale a pena dar uma chance ao projeto de estreia da Experiment 101, nem que seja apenas para correr nas pradarias portando uma espada maneira. Se até o premiado e excelente Desperados III já foi lançado no serviço de games da Microsoft, a recepção morna de Biomutant certamente é um incentivo para aumentar a disponibilidade do jogo no mercado.
Biomutant está disponível no PC e consoles PlayStation e Xbox. A loja brasileira Nuuvem está vendendo o título com 12% de desconto na versão de computadores.
A cópia do game utilizada para a produção do texto foi cedida pela THQ Nordic. A publicação saiu originalmente na nossa newsletter. Inscreva-se aqui para receber quinzenalmente no seu e-mail!
A THQ Nordic lançará em 25 de maio o ambicioso e experimental RPG Biomutant, e você já pode saber se o seu computador consegue encarar o game. Além de ter divulgado vídeos de gameplay com o jogo, a companhia listou as especificações mínimas e recomendadas do título na Steam, bem como o preço.
Use o cupom JORNAL10 na Nuuvem e receba 10% de desconto na compra de Biomutant. O jogo pode ser ativado na Steam.
Segundo a lista de especificações, Biomutant não será tão pesado para rodar. O jogo de mundo aberto com pitadas de fantasia pede pelo menos 8 GB de RAM para rodar, o que está dentro dos padrões da indústria. Além disso, é possível encarar o gameplay do RPG com uma GPU com 4 GB de VRAM, incluindo modelos como a GeForce GTX 960 ou Radeon R9 380.
Imagem: THQ Nordic/Experiment 101
O jogo também não é exigente no armazenamento e você poderá realizar a instalação no PC com 25 GB de espaço livre, seja em HDD ou SSD.
Biomutant – Requisitos Mínimos
Sistema Operacional: Windows 7/8.1/10 (64 bit)
CPU/Processador: AMD FX-8350 ou Intel Core i5-4690K, modelos superiores com 3.5 GHz ou mais
Memória: 8 GB de RAM
GPU/Placa de vídeo: GPU com 4 GB de VRAM e Direct3D 11 – GeForce GTX 960 ou Radeon R9 380
DirectX: Versão 11
Armazenamento: 25 GB de espaço disponível
Outras observações: suporte para mouse e teclado na versão da Steam.
Biomutant – Requisitos Recomendados
Sistema Operacional: Windows 10 (64bit) CPU/Processador: AMD Ryzen 5 1600 ou Intel Core i7-6700K, modelos superiores com 3.2 GHz ou mais Memória: 16 GB de RAM GPU/Placa de vídeo: GPU com 6 GB de VRAM e Direct3D 11 – GeForce GTX 1660Ti ou Radeon RX 590 DirectX: Versão 11 Armazenamento: 25 GB de espaço disponível Outras observações: suporte para mouse e teclado na versão da Steam.
Além de ser leve nos requisitos mínimos, Biomutant também promete rodar bem no hardware recomendado. A listagem indica que o jogo precisará de uma placa de vídeo GTX 1660Ti ou Radeon RX 590 para rodar de maneira satisfatória. Ou seja, durante o apocalipse dos preços de GPUs, a tendência é que os jogadores consigam encarar o RPG em componentes com mais idade de mercado.
Preço e lançamento
O game já está disponível para compra no PC e consoles PlayStation e Xbox. Assim como outros títulos recentes, também será possível jogar via retrocompatibilidade no PS5 e Xbox Series X e Xbox Series S, com um possível upgrade chegando futuramente.
Os preços variam de acordo com a plataforma e, como de costume, o PC oferece os melhores valores. A versão da Steam conta com valor sugerido de R$ 200, mas já é possível encontrar cifras mais amigáveis em revendedoras como a brasileira Nuuvem.
O melhor preço do jogo atualmente está no PC, e nós podemos ajudar a melhorar ainda mais. A Nuuvem nos cedeu um cupom de desconto que deixa o valor do título 10% mais baixo. Somando com a promoção atual da companhia, Biomutant fica consideravelmente mais barato até o fim da oferta, em 28 de maio.
Compre Biomutant na Nuuvem com o cupom JORNAL10por R$ 157,50.
Os jogadores nos consoles precisam desembolsar mais grana para entrar no mundo de Biomutant. Os preços no PlayStation e Xbox ficam na casa dos R$ 300.
Durante a pré-venda, a versão digital de Biomutant também inclui um DLC com a classe Mercenário. Vale lembrar que o jogo não possui edição em mídia física no Brasil. Entretanto, a THQ Nordic confirmou que o título contará com legendas em português brasileiro no lançamento.
Gameplay de Biomutant
Biomutant é o primeiro jogo da Experiment 101, um dos estúdios que fazem parte da THQ Nordic. O jogo é um RPG pós-apocalíptico com temática de fantasia e kung-fu. Protagonizado por um animal de pequeno porte, o título já ganhou diversos vídeos de gameplay estendidos.
Além do vídeo de jogabilidade acima, a THQ Nordic mostrou o game rodando separadamente em cada plataforma. Abaixo, você confere o título em ação no PC e nas versões padrão e Pro do Xbox One e PS4.
Os vídeos estão em resolução 4K, mas a qualidade nos consoles é inferior. O jogo roda em Full HD e 60 quadros por segundo no PS4 Pro e Xbox One X. Já as versões padrão dos dispositivos trazem o game em 30fps em Full HD.
PC rodando Biomutant
PS4 e Xbox One rodando Biomutant
Xbox One X e PS4 Pro rodando Biomutant
Como o projeto tem um tom bastante experimental, a THQ Nordic não poupou esforços para mostrar a jogabilidade de Biomutant, que promete ser um ponto forte do game. A produção da Experiment 101 promete entregar um novo estilo de combate em terceira pessoa com bastante velocidade e customização.
Apesar de o foco da aventura ser o kung-fu, os jogadores também poderão utilizar armas em Biomutant. Além de entregar variedade no gameplay, o jogo promete trazer um sistema robusto de evolução e criação de equipamentos.
Imagem: THQ Nordic/Experiment 101
O mundo aberto colorido virá acompanhado de uma história cheia de originalidade, de acordo com os desenvolvedores. Guiado por um narrador, o protagonista precisará lidar com uma praga que está destruindo a Árvore da Vida e dividindo as tribos do Novo Mundo.
Ainda não temos mais detalhes sobre o enredo, mas o diretor do projeto disse que a jornada dura cerca de 12 horas para quem é apressado. No entanto, a aventura pode chegar a até 65 horas para a galera que explorar o mundo com mais esmero.
Para mais detalhe sobre o gameplay e preço de Biomutant, visite o site oficial do game.
O grande assunto do mundo gamer atualmente é a briga judicial entre Epic Games e Apple. Porém, não é só de Fortnite que vive a indústria de jogos eletrônicos. Enquanto as duas empresas gigantes batalhavam na corte, a PS Plus acabou ficando mais cara no Brasil e a E3 ressuscitou.
Além disso, a Ubisoft revelou novidades sobre The Division e a Sega voltou! Um novo jogo da franquia Judgement, que faz parte do universo de Yakuza, está para chegar. Confira mais detalhes.
Novas da semana
A PS Plus ficou mais cara
A partir de julho, o serviço do PlayStation terá aumento em todos os planos. A assinatura anual terá o maior acréscimo e passará a custar R$ 200. A empresa justificou a mudança com base na economia atual. O salário do gamer™ brasileiro, no entanto, continua assim ?.
Confira os novos preços da PlayStation Plus no Brasil, que começam a valer em 7 de julho:
Plano mensal vai de R$ 25,90 para R$ 34,90
Trimestral vai de R$ 64,90 para R$ 84,90
Anual vai de R$ 149,90 para R$ 199,90
The Division ficou mais barato
(Imagem: Ubisoft/Reprodução)
A Ubisoft anunciou Heartland, novo jogo da franquia The Division que será free-to-play. Ainda não temos detalhes sobre gameplay, mas o título chega futuramente no PC e consoles. A franquia também receberá mais conteúdos em The Division 2 e um filme na Netflix, mas nenhuma das novidades conta com data de lançamento.
A Sega Voltou
O estúdio de Yakuza apresentou nesta semana o jogo Lost Judgement, que chega em 24 de setembro para consoles PlayStation e Xbox da oitava e nona geração. Pois é, atualmente, não existem planos de lançamento no PC.
Sequência de Judgement, lançado em 2018 no PS4, o novo game será o principal projeto de ação do universo gângster da Sega. De acordo com a galera do estúdio Ryu ga Gotoku, a franquia Yakuza agora será focada no gameplay em turnos, após o sucesso de Yakuza Like a Dragon, enquanto o spin-off trará pancadaria à moda antiga.
A E3 ressuscitou
A E3 2021 vai acontecer entre 12 e 15 de junho e uma galera já confirmou presença na feira online. A Copa do Mundo dos games terá novidades da Sega, Square Enix, Ubisoft, Capcom, Xbox, Warner Games, Ubisoft e mais. A PlayStation, porém, continua fora do evento, mas pode ser que a dona Sony aproveite o clima de festa para trazer algumas novidades. Vai que bate aquele FOMO na empresa.
Ray Tracing para mais de Metro
A 4A Games lançou Metro Exodus Enhanced Edition, a versão do jogo que só funciona com Ray Tracing e vem como upgrade gratuito para quem já possui o game original.
A nova edição capricha na implementação dos raios de luz e DLSS 2.1, que aprimora em até 300% o desempenho do título em PCs RTX. A galera do PS5, Xbox Series X e S receberá as melhorias em 18 de junho.
Big dos Big
O Big Festival 2021 ainda tá rolando e possui vários conteúdos maneiros sobre a indústria de games. Confira tudo no site do evento digital e veja a lista com os melhores jogos da feira. Tem muito indie de qualidade por lá, incluindo o assustador Fobia.
As lojas Nuuvem e Green Man Gaming estão vendendo Resident Evil Village para PC com até 18% de desconto. O Jornalzito jogou o novo game da Capcom e tá bem divertido – confira nossa review. Se você não quer gastar nada pra ser perseguido pela Lady Dimitrescu, já existe uma versão bootleg grátis feita no Brasil.
O Xbox Game Pass ganhou diversos jogos em maio, incluindo FIFA 21 e Dragon Quest Builders 2. Em 13 de maio, o catálogo do serviço também receberá Red Dead Online e Just Cause 4. Confira todas as novidades aqui.
Pine é o jogo grátis da vez na Epic Games Store. Resgate aqui ó.
A E3 é conhecida por ser um dos maiores eventos de games do ano, mas a edição de 2021 pode perder esse título. A batalha judicial entre Apple e Epic Games se tornou um palco de grandes revelações sobre a indústria de jogos.
Por enquanto, os documentos apresentados para a corte ainda não anunciaram nenhum jogo (foi por pouco), mas já vimos algumas skins que devem chegar em Fortnite. Além disso, a ação judicial mostrou um lado obscuro da indústria de games: as negociações que rolam por baixo dos panos.
Tim Cook, o CEO da Apple, e Tim Sweeney, o comandante da Epic Games. (Imagem: The Information/Reprodução)
Se você tá por fora desse entrevero jurídico, a Epic Games está chamando uma galera na corte para tentar provar que as taxas cobradas na App Store são abusivas e a loja possui tendências de monopólio. A Apple, por outro lado, está utilizando suas testemunhas para descreditar a rival e sair por cima. Tudo isso por causa de Fortnite.
Com tantas empresas bilionárias envolvidas no processo, diversas informações interessantes já surgiram no julgamento, além de frases e declarações bem peculiares. Abrimos nossa newsletter de hoje trazendo um resumão com as principais “novidades” que apareceram até agora:
Microsoft confirma que não lucra com consoles
As palavras saíram da boca de uma das chefes da divisão Xbox, e isso não é novidade. Porém, não é todo dia que uma empresa confirma que seu console não dá grana. Na verdade, até a Sony possivelmente também não ganha grana com a venda direta de seus dispositivos. Afinal, estamos vivendo em um mundo com placas de vídeo caríssimas e tanto PS5 quanto Xbox Series X/S continuam com seu preço padrão.
As empresas abraçam esse prejuízo para ganhar em cima da venda de games e serviços. Logo após a repercussão da notícia, a Microsoft fez questão de dizer que está ganhando bilhões com assinaturas como o Game Pass e os 30% provenientes da comercialização de jogos e itens in-game nos consoles Xbox.
Sony cobra taxa de jogos que usam crossplay
Após muita pressão dos jogadores de Fortnite, a Sony finalmente liberou o crossplay em seus consoles em 2019. A alteração, porém, não veio de graça para desenvolvedores. Os documentos do julgamento apontam que a empresa não considera a funcionalidade positiva para o ecossistema PlayStation, financeiramente falando. Afinal, com o crossplay habilitado, as crianças sonystas não precisam convencer o coleguinha a gastar quase R$ 5 mil em um PS5 para jogar Fortnite em squad.
Para garantir um afago ao seu bolso, a Sony implementou uma “taxa de uso” do crossplay em seus consoles. Segundo mostram as políticas da PlayStation Store, os jogos que liberam o multiplayer entre diferentes plataformas precisam pagar um tributo extra para a Sony, que serve para “compensar” a grana que a empresa deixa de ganhar ao permitir que você jogue com amigos no Xbox, Switch ou PC.
Segundo Tim Sweeney, CEO da Epic Games, a Sony é a única companhia que pratica a taxa do crossplay no mercado. Complicado, hein…
PlayStation é o lugar que mais dá dinheiro para Fortnite
Enquanto ter que pagar uma taxa para usar crossplay não é nada legal, a Epic Games possivelmente não se incomoda tanto em fornecer o tributo para a Sony, já que a plataforma dá dinheiro. O PlayStation é o local que mais gera receita para Fortnite atualmente.
Segundo os documentos da Epic Games, que englobam dados entre 2019 e 2020, a receita bruta de Fortnite no PlayStation fica em US$ 148 milhões por mês. O segundo lugar fica com o Xbox, que gera cerca de US$ 82 milhões mensais para a Epic.
Já a versão de PC, a preferida da Epic, movimenta cerca de US$ 27 milhões/mês, ficando atrás até mesmo do Nintendo Switch. A versão de iOS, que é o principal ponto de briga entre Epic e Apple, gerava cerca de US$ 23 milhões mensais brutos para o battle royale, sem contar os tributos pagos para a App Store.
Fortnite fora do xCloud
A batalha judicial do momento também revelou o motivo para Fortnite não estar presente no xCloud. Why? A Epic Games acredita que lançar o battle royale no streaming da Microsoft vai prejudicar os ganhos da versão de PC.
A versão de PC de Fortnite conta com a melhor margem de lucro atualmente, já que funciona pela Epic Games Store e toda a grana vai diretamente para o bolso de Tim Sweeney. O xCloud funciona na mesma estrutura do Xbox e, com isso, toda compra feita pelo serviço de streaming viria acompanhada de uma taxa de 30% para a Microsoft.
(Imagem: Microsoft/Reprodução)
Ou seja, a tendência é que Fortnite possivelmente também não dê as caras no PS Now e no Stadia futuramente. Por outro lado, o game está disponível via nuvem no GeForce Now, que não possui royalties de uso e garante lucros limpos para a Epic. Logo, se você quer rodar o jogo em um PC fraco, as opções são utilizar o serviço da Nvidia, que está chegando ao Brasil, ou testar a versão otimizada do battle royale.
Epic gasta milhões para distribuir jogos grátis
US$ 1,4 milhões. Essa foi a quantia gasta por Tim Sweeney e sua trupe para distribuir Subnautica sem custos na Epic Games Store, em 2019. Ao todo, a empresa gastou cerca de US$ 12 milhões para distribuir 38 games de graça na plataforma.
É grana pra caramba, mas a Epic consegue bancar os brindes com o dinheiro de Fortnite. E a estratégia, quando colocada na ponta do lápis, até que vale a pena. Graças aos jogos grátis, a empresa conseguiu cerca de 5 milhões de novos usuários para sua loja.
(Imagem: Epic Games Store/Reprodução)
Segundo os cálculos, a companhia praticamente pagou US$ 2,37 por cada conta criada na Epic Games Store. Ou seja, se cada pessoa gastar umas 20 doletas em jogo na loja, a empresa já consegue recuperar o investimento.
Mesmo assim, não é fácil fazer a galera gastar grana na concorrente da Steam. Os picos de vendas na plataforma acontecem quando a empresa compra a exclusividade temporária de alguns jogos, e isso é caro pacas. Assegurar Borderlands 3 na Epic Store, por exemplo, custou nada menos que US$ 146 milhões. Devido aos gastos astronômicos, a estimativa é que a loja só comece a dar lucro lá por 2024.
Cyberpunk 2077 virou sinônimo de problemas após seu lançamento desastroso, mas já começou a virar referência em “recuperação”, pelo menos no lado financeiro. O RPG de mundo aberto vendeu 13,7 milhões de cópias em 2020. Detalhe: o game foi lançado em dezembro.
Segundo um relatório fiscal, a CD Projekt Red conseguiu uma receita de US$ 563 milhões em 2020 graças ao impulso dado pelo game, que ainda não está disponível na PlayStation Store. E quanto a empresa gastou com os reembolsos e todo o probelma de lançamento? Cerca de US$ 51,3 milhões, segundo projeções do Ars Technica, o que ainda está longe de arranhar o valor total arrecadado pela companhia.
Do valor total das despesas da companhia, apenas US$ 2,22 milhões vieram do programa de reembolso oferecido pela própria companhia na internet e em lojas como PlayStation Store, Steam e Microsoft Store. O baixo valor é bastante surpreendente, visto que o jogo bateu recordes de vendas digitais.
A empresa teve vendas quatro vezes maiores que no ano anterior, o que mostra a importância de Cyberpunk 2077 na receita total da companhia. O jogo vendeu bem principalmente no PC, que foi responsável por 56% das cópias comercializadas, enquanto os consoles ficaram com o restante da porcentagem de vendas.
O que essas informações significam? Apesar de todos os problemas, a companhia ainda conseguiu se sair bem no desastroso lançamento de Cyberpunk 2077. Os números podem até explicar porque a empresa resolveu apostar no desenvolvimento de múltiplos projetos simultaneamente. Afinal, em tese, o “crime” acabou compensando.
Novidades da semana
Video Pass
A Sony apresentou nesta semana o PlayStation Plus Video Pass, um novo benefício para a PS Plus que está em testes na Polônia. A novidade traz filmes que podem ser assistidos pelos assinantes, estreando com um catálogo de 20 produções, incluindo Venom, Bloodshot e o novo Zumbilândia.
Caso a ideia vingue, a novidade garante para a Sony um benefício extra para a PlayStation Plus, que já está recebendo uns jogos de qualidade, e também uma forma de concorrer com as Netflix da vida. Podia ser uma resposta ao Game Pass? Podia, mas de graça, até filme meia boca do Vin Diesel.
Novo Destiny?
O serviço de vídeo não foi a única novidade da Sony. A empresa anunciou que o estúdio independente Firewalk está trabalhando em um novo game multiplayer para os consoles PlayStation.
Apesar de a produtora não ser tão conhecida, a equipe conta com grandes nomes, incluindo desenvolvedores por trás de franquias como Destiny e Apex Legends. Enquanto o currículo surpreende, ainda não temos nome ou data de lançamento para o título.
Mais frames por segundo
A Microsoft expandiu o recurso FPS Boost do Xbox Series X e S para jogos que estão no EA Play. Com a novidade, os donos dos consoles da nova geração podem rodar games como Battlefield 1, Star Wars Battlefront 2 e Titanfall 2 em 120 quadros por segundo. A lista completa de jogos contemplados está na imagem acima.
Fim do Paywall
A Xbox Live Gold agora não é mais necessária para jogar games free to play no Xbox. A notícia é ótima para quem estava de olho no Xbox Series S, que capricha no custo-benefício e agora entrega títulos como Fortnite e Call of Duty Warzone sem nenhum custo.
Você pode conferir todos os mais 50 jogos free to play que não necessitam de Live Gold nesta lista. Nossa dica? Visite a nova temporada de Warzone ou baixe Enlisted, que tem gráficos bonitões!
Xbox com navegador decente!
A Microsoft começou a testar suporte para mouse e teclado no novo Microsoft Edge para consoles Xbox. Com isso, você pode navegar por páginas e escrever com mais facilidade no Xbox One, Xbox Series X e Xbox Series S. A novidade ainda está disponível para um grupo bem pequeno de usuários, mas deve chegar de maneira abrangente no futuro.
A novidade é bastante positiva, já que os usuários poderão usar o console para acessar redes sociais e até trabalhar com texto usando mouse e teclado. Isso não rola na versão atual do browser para Xbox, que é bem ruim. Além disso, o combo de periféricos pode até ser usado em serviços de streaming como o Stadia, que rodam no navegador do console (pelo menos por enquanto).
Nova zona de guerra
Call of Duty Warzone recebeu um evento memorável recentemente, além de grandes novidades. A terceira temporada de conteúdos para o game já está disponível e integra de vez o battle royale com Black Ops Cold War.
A batalha em Verdansk agora acontece em 1984, com o mapa principal ganhando novos cenários oitentistas. A galera do PC também foi contemplada com o DLSS, recurso que garante um belo salto de desempenho no game para computador. Se você possui uma GPU RTX, vale a pena conferir!
Classificados
O multiplayer de Call of Duty Black Ops Cold War está grátis até o dia 28 de abril. Os jogadores do PC, PlayStation e Xbox podem aproveitar o conteúdo sem custos e descontos de até 40% na versão completa do jogo por tempo limitado.
A segunda parte da demonstração de Resident Evil Village chega ao PS4 e PS5 hoje! Os jogadores poderão andar pelo castelo da Lady Dimitrescu por 30 minutos. O conteúdo fica disponível a partir das 21h de sábado e vai embora até semana que vem. Em 1° de maio, o conteúdo chega com uma hora de duração no PC, Xbox e PlayStation.
Se você curte um battle royale diferenciado, o nosso parceiro Rafz tem uma dica: Naraka Bladepoint. O game reúne até 60 jogadores em um campo de batalha com espadas, ganchos e armas de longo alcance. Além disso, cada personagem também conta com habilidades especiais. Você pode jogar de graça baixando o título pelaSteam.
Para quem é fã de multiplayer com amigos, Warhammer: Vermintide 2 está de graça durante o fim de semana e pode ser comprado com até 75% de desconto no PC. Com isso, você pode comprar o jogo por menos de R$ 15 na Steam até 4 de maio. Vale a pena dar uma chance!
IT’S FREE
A Epic Games está distribuindo Alien Isolation de graça por tempo limitado! Se você não pegou o jogo no fim do ano passado, não perca a oportunidade. O resgate sem custos está disponível até 29 de abril, próxima quinta-feira. Hand of Fate 2 também tá com custo zerado na plataforma, só para constar.
Horizon Zero Dawn Complete Edition pode ser resgatado de graça no PlayStation 4 e PS5 até 14 de maio. Se você ainda não tem um console, mas tá pensando em comprar futuramente, também é possível pegar a cópia gratuita usando a PS Store ou PS App. Confira mais detalhes de como fazer isso aqui ó.
A Sony apresentou nesta semana o PlayStation Plus Video Pass, um novo benefício para a PS Plus que está em testes na Polônia. A novidade traz filmes e séries que podem ser assistidos pelos assinantes sem custos extras.
A empresa promete atualizar o catálogo com novos filmes a cada três meses. Além disso, a novidade só receberá longa-metragens e seriados feitos pela companhia. Se o benefício for bem recebido na Polônia, a tendência é que a plataforma ganhe mais espaço no resto do mundo.
Filmes e séries do PS Plus Video Pass
A plataforma estreia com um catálogo de 20 produções, incluindo Venom, Bloodshot e o novo Zumbilândia: Double Tap. No catálogo de séries, o Video Pass inclui Future Man e Community. Abaixo, você confere todas as obras disponíveis na estreia.
Filmes
Bloodshot Jumanji: Próxima Fase Zumbilândia: Atire Duas Vezes As Panteras Venom O Protetor 2 Em Ritmo de Fuga Blade Runner 2049 Anjos da Noite: Guerras de Sangue A Chegada Festa da Salsicha Inferno (2016) Trapaça É o Fim Bad Boys (1995)
Séries
Future Man (Temporadas 1-3) SuperMansion (Temporadas 1-3) Community (Temporadas 1-6) Deadly Class (Temporada 1) SWAT (Temporadas 1-2) Lost Girl (Temporadas 1-5)
PS Plus Video Pass pode chegar ao Brasil?
O novo serviço de vídeo da Sony estará disponível somente na Polônia por pelo menos um ano. Com isso em mente, a chegada do Video Pass no Brasil ainda é incerta. Caso os testes no país europeu sejam positivos, possivelmente a companhia vai expandir o benefício para mais locais no mundo.
Segundo a Sony, a Polônia foi selecionada para ser o piloto do Video Pass após severas pesquisas feitas pela companhia. Os critérios para a escolha não foram detalhados, logo, fica difícil dizer se o Brasil estaria entre as prioridades da gigante japonesa para o possível lançamento global da novidade.
Power Up na PS Plus
Worms Rumble é um dos indies que chegou direto na PS Plus.
O novo serviço de vídeo pode ser considerado uma forma da Sony entrar no segmento de streaming. A companhia não possui uma plataforma para competir com empresas como Netflix. No entanto, a empresa japonesa é dona de um estúdio de cinema renomado e possui dois dos principais serviços de anime da atualidade, o Funimation e a Crunchyroll.
A novidade também ajuda a fortalecer a PlayStation Plus. O serviço vem recebendo jogos de qualidade nos últimos meses, como o indie Oddworld Soulstorm e também Worms Rumble. Além disso, a companhia lançou a PS Plus Collection, que traz uma coletânea de jogos icônicos do PS4 para quem assina o serviço no PlayStation 5.
A PlayStation Plus está disponível no Brasil com preços a partir de R$ 25,90 mensais.
A Activision mostrou seu comprometimento com Call of Duty Warzone nesta semana com um evento grandioso para o game, mas que também mostra as principais fraquezas do battle royale. O início da terceira temporada ocorreu após a explosão de Verdansk, o principal mapa do jogo, que foi lançado gratuitamente em março de 2020 e já possui 100 milhões de usuários.
O icônico campo de batalha foi destruído por uma bomba nuclear após um apocalipse zumbi. Durante a temporada anterior, o jogo de tiro recebeu diversas mecânicas com a temática, que resultaram em uma experiência interessante. Com o crescimento da “epidemia”, todos os soldados viraram mortos-vivos, o que gerou um battle royale zumbi com mais de 100 usuários por partida.
Mandou bem
Além da experiência com mortos-vivos, os jogadores puderam acompanhar todo o processo de destruição de Verdansk, e a Activision mandou muito bem nisso. O modo de jogo com zumbis que acaba no bombardeio do mapa durou cerca de três horas e, logo em seguida, o local ficou inacessível nas partidas.
Os jogadores puderam assistir o fim de Verdansk. (Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)
Durante a noite de 21 de abril, os jogadores só podiam realizar partidas em Rebirth Island, o mapa de pequeno porte de Warzone. A parte mais interessante: a ilha é próxima de Verdansk, o que permitia ver a bomba destruindo o campo de batalha original do battle royale.
Para quem passou centenas de horas jogando Call of Duty Warzone durante o isolamento social, ver uma bomba destruindo o mapa no horizonte foi marcante. O battle royale se tornou uma grande válvula de escape para muitos gamers durante a pandemia. Com a explosão mirabolante, a Activision conseguiu mostrar que grandes mudanças estão chegando para o game. No entanto, algumas falhas ainda permanecem para manchar o nome do jogo.
Mandou mal
Enquanto os jogadores mais sortudos conseguiram aproveitar o evento e vivenciar o ápice de Call of Duty Warzone, outros usuários sofreram com um problema constante. Sim, eles: os servidores. O grande número de acessos simultâneos gerou uma fila para entrar battle royale e deixou as partidas instáveis.
Durante o evento, os jogadores enfrentavam dois cenários. 1- conseguir entrar no game e encarar um jogo com personagens se movendo. Ou então 2 – ficar em uma fila de até 20 minutos para entrar no battle royale e enfrentar os problemas do item 1.
Apesar de existirem jogadores que acham normal e aceitável um game online apresentar instabilidade, Warzone já enfrenta problemas do tipo há tempos. Além disso, a franquia rendeu nada menos que US$ 3 bilhões em vendas no ano passado. Dava pra ter direcionado um pouco dessa grana para os servidores.
Filas de 20 minutos e patches de 25 GB são quase uma facada nas costas dos fãs, dona Activision.
Outro ponto negativo do evento de Warzone foi o já conhecido patch de início de temporada. A Activision gerou um grande alarde para os momentos pós-destruição de Verdansk e prometeu que mais respostas chegariam a partir da 1h da madrugada do dia 22, com o início da terceira temporada.
Os jogadores que ficaram acordados até tarde receberam uma atualização de 25 GB para o game. Detalhe: durante o dia anterior, a empresa já havia lançado um patch com 5 GB para o battle royale. A sequência de gigabytes acabou quebrando a cadência rápida criada pelo evento e, caso fosse evitada, poderia ter gerado um clima similar ao que rolou no lançamento de “Fortnite 2”.
Verdansk caiu, mas já está de volta!
Após o bombardeio de ontem, Call of Duty Warzone voltou no tempo e agora o battle royale se passa em 1984.
O mapa renovado já está disponível na terceira temporada do game, que também traz novas skins, armas e soldados pic.twitter.com/OnosUo9zXv
Com altos e baixos, estamos aqui hoje em uma nova realidade para o battle royale. Após o bombardeio, o principal mapa de Call of Duty Warzone voltou no tempo: agora, todo mundo joga em Verdansk de 1984, que traz um novo design e mudanças consideráveis em seu layout.
O ano não foi escolhido por acaso e serve para acompanhar Call of Duty Black Ops Cold War, que traz uma temática oitentista. Quer você goste ou não, a temática veio para ficar no battle royale e a Activision disse que a versão conhecida de Verdansk nunca mais estará disponível.
A terceira temporada de Call of Duty Warzone e Black Ops Cold War já está em andamento no PC e consoles. Além do novo mapa, armas e skins, os jogadores do PC também podem aproveitar o DLSS no game, recurso que garante até 70% de perforamance extra em GPUs da linha RTX.
Enlisted pode ser uma boa pedida para quem chegou na nova geração e quer ver o poder gráfico dos consoles sem gastar muito. O game que se passa na Segunda Guerra Mundial é um MMO grátis que capricha no visual e está disponível gratuitamente no PC, PS5 e Xbox Series X e Xbox Series S.
Produção do estúdio Gaijin Entertainment, o game de tiro em primeira pessoa mira no realismo e traz gameplay focado em batalhas de grande porte. O game coloca grupos de até 50 soldados para batalhar em momentos históricos do combate mais sangrento da história da humanidade.
Enlisted rodando no Xbox Series X
Enlisted está disponível atualmente com 12 classes de soldados, bem como veículos aéreos e terrestres, e um modo de jogo principal com squads. O game conta com dois mapas principais, a Batalha por Moscou e a Invasão da Normandia, mas os jogadores podem esperar mais conteúdos.
Além de caprichar nos gráficos e trazer uma jogabilidade interessante, o jogo também promete entregar autenticidade histórica. “Você não verá um tanque Tiger em nossa campanha da Batalha de Moscou, porque naquela época, em 1941, ele ainda não estava em serviço no exército alemão”, explica o diretor Sergey Kolganov, no Xbox Wire.
Onde baixar Enlisted
O game de tiro pode ser baixado gratuitamente no PC e consoles de nova geração. O jogo está disponível digitalmente de graça nas plataformas e possui pacotes pagos. No entanto, já é possível se divertir e testar o que o projeto tem a oferecer sem gastar nada.
Processador: Intel Core i3 ou superior (modelos não foram especificados)
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: Nvidia GeForce 660 / AMD Radeon 78XX ou superior
DirectX: 11 ou superior
Armazenamento: 12 GB de espaço livre
Requisitos Recomendados – Enlisted
Sistema operacional: Windows 7 / 8 / 10 de 64bit
Processador: Intel Core i5 ou superior (modelos não foram especificados)
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: Nvidia GeForce 1060 / AMD Radeon RX480 ou superior
DirectX: 11 ou superior
Armazenamento: 12 GB de espaço livre
Enlisted possui crossplay?
Enlisted possui três modos de crossplay e permite que jogadores de consoles não enfrentem usuários do PC.
Além de estar disponível de graça em todas as plataformas, Enlisted também possui multiplayer compartilhado. O jogo já conta com suporte para crossplay no PC, PS5 e Xbox Series X e Xbox Series S.
O crossplay vem ativado por padrão, mas os jogadores podem desativar a opção dentro do game. Além de desabilitar completamente a função, os usuários de consoles também podem retirar da busca quem está jogando no PC, para evitar brigas com quem usa mouse e teclado.
Dá pra usar mouse e teclado em Enlisted nos consoles?
Apesar de ser um jogo de tiro, Enlisted não conta com suporte para mouse e teclado nos consoles atualmente. Ao realizar testes no Xbox Series X, o game nem mesmo reconheceu os periféricos na interface inicial.
Mesmo com a limitação, como dito acima, o jogador ainda pode disputar com usuários do PC se quiser, basta manter o crossplay ativado na opção “todos”. A desenvolvedora não comentou se vai trazer suporte para mouse e teclado ao game futuramente, logo, a única opção da galera dos consoles é mandar ver usando um controle.
Desde que foi apresentado ao mundo, Outriders deixou bem claro que teria tudo para ser mais um jogo de tiro bem genérico. Desenvolvido pela galera da People Can Fly, que fez Gears of War: Judgement, o game é um dos raros shooters publicados pela Square Enix, que não tem muita cultura nesse segmento.
Quando vi os primeiros materiais de divulgação do game, esperava uma espécie de Ghost Recon Breakpoint com algumas mecânicas de Gears of War. No final das contas, felizmente, eu estava enganado. Em partes, pelo menos: Outriders me surpreendeu de maneira positiva quanto à história e gameplay, mas está longe de ser um jogo perfeito.
Apesar da casca que parece genérica, Outriders consegue entregar uma experiência divertida e com alguns momentos empolgantes, pelo menos até o ponto em que eu joguei durante minhas cerca de 20 horas de gameplay. É uma experiência que não é perfeita e certamente não vale os R$ 280 cobrados atualmente, mas que merece um espaço no armazenamento de quem assina o Xbox Game Pass, que recebeu o jogo no lançamento, e na lista de desejos dos jogadores do PlayStation e PC.
Carteirinha gamer
Game: Outriders Plataformas jogadas: Xbox Series X e PC Horas jogadas até o texto: 24h
O lançamento do game foi bastante problemático por causa de uma questionável conexão online obrigatória. No entanto, olhando para frente, é possível ver um projeto com bastante potencial de crescimento. E o melhor de tudo: Outriders não possui microtransações, o que deve garantir uma continuidade mais “limpa” para o game.
Se você deixou o jogo passar batido no seu radar, Outriders é um game de tiro e ação com mecânicas de loot and shoot. O que isso significa? Você vai explorar os cenários em busca de equipamentos para evoluir seu personagem, como acontece em títulos ao estilo de Destiny e o já mencionado Ghost Recon Breakpoint.
O game também conta com elementos de RPG e traz quatro classes principais para você escolher. Cada uma possui uma árvore de habilidades e poderes próprios, garantindo uma variedade a mais nos combates além do tradicional tiroteio com coberturas.
Classes de Outriders
Technomancer: joga de longe e atua como suporte
Pyromancer: médio alcance e ataques de fogo
Trickster: ataca de perto com manipulação do tempo e teletransporte
Devastator: a classe tanque e que é capaz de controlar a terra
Dúvidas comuns
Dá pra jogar sozinho? Sim
Exige conexão constante? Sim
Possui crossplay? Sim, mas está desativado
Possui progresso compartilhado? Não
É mundo aberto? Não
As características de cada classe também incentivam o trabalho em grupo. Enquanto Outriders pode ser jogado integralmente no single-player, a experiência é otimizada para times de até três jogadores, que podem jogar e rejogar a história do game, missões secundárias e também aproveitar o modo de Expedições.
Um filme de ação da Netflix
Durante grande parte da minha jornada em Outriders, meus personagens desbravaram os confins do planeta Enoch sozinhos. Enquanto jogar com os amigos definitivamente agrega mais desafio e diversão para a experiência, o novo game da People Can Fly também é uma experiência interessante ao encarar a campanha totalmente no single-player.
Outriders conta a história de remanescentes da humanidade que foram para o planeta Enoch após a Terra ser destruída. O local era visto como uma salvação para a raça humana, mas uma misteriosa tempestade alienígena transformou o local em um ambiente hostil e com monstros mutantes. O resultado? O que era pra ser um novo paraíso acabou se tornando um pandemônio.
Momentos antes da desgraça acontecer…
De maneira acelerada, Outriders te joga nesse universo e obriga a encarar um ambiente de guerra sem folgas. E você é um dos protagonistas nesse mundo, já que é um dos poucos felizardos que conseguiu sobreviver e ganhou poderes dentro de uma tempestade mortal do planeta.
A velocidade dos fatos pode não agradar alguns jogadores, mas o ritmo da narrativa acompanha o gameplay frenético e garante uma experiência interessante. Não espere nada acima da média, mas a narrativa de Outriders possui pontos que geram interesse e curiosidade, principalmente se você curte ficção científica.
Enquanto o enredo possui alguns momentos pastelões em suas 20 horas iniciais de jogo, vale ressaltar que a experiência também conta com pontos de imersão bem interessantes, como os combates em grande escala nos campos de batalha e as criaturas monstruosas. É como assistir um filme B de ação da Netflix: uma diversão rápida e sem muita profundidade, mas que tem seus momentos de brilho.
Gameplay divertido e imperfeito
Quando o assunto é gameplay, Outriders é bem simples. Independente da classe escolhida, o objetivo é cair pra cima dos inimigos combinando habilidades e tiros. O ritmo da jogabilidade garante sequências de tiroteio empolgantes, tanto com amigos quanto no single-player.
Assim como outros games do gênero, existe a chance de o gameplay cair na repetitividade se você não investir um tempo para dar upgrade nas habilidades e equipamentos. Felizmente, esse processo não é complicado em Outriders.
O game possui um sistema de coletar itens rapidamente e uma mecânica de modificar armas e equipamentos que garante bastante variedade para o gameplay. Enquanto as roupas podem receber skills que aprimoram as habilidades, as armas possuem mods que dão mais vida ou modificam os tiros, incluindo efeitos como queimar ou congelar inimigos.
O sistema de personalizar itens combina muito bem com a jogabilidade ofensiva de Outriders. Como os protagonistas são quase semideuses, você ganha vida ao matar os inimigos em todas as classes. O jogador tem mais possibilidades para customizar as formas de atacar, seja indo para cima ou adotando estratégias mais básicas.
O jogo também possui um sistema de dificuldade “personálizavel” e que estimula o jogador a mandar bala com graus de ameaça mais complexo: quanto maior o nível de dificuldade, melhores são as recompensas. No entanto, reduzir o grau de desafio para passar por um boss difícil, por exemplo, é algo que pode ser feito com bastante tranquilidade.
Nem tudo são Flores
Apesar de divertir, Outriders também deixa claro algumas deficiências em sua jogabilidade. O sistema de cover nem sempre atua como deveria e a movimentação é meio travada, o que pode acabar atrapalhando em certos combates mais intensos.
Além disso, o game deixa de lado algumas mecânicas que seriam interessantes no seu estilo de gameplay. Apesar de os poderes serem o grande foco, o jogador só possui um botão de ataque corporal, limitando o uso das forças sobrenaturais às habilidades de cada classe.
Outriders se vende como um jogo de ação frenética, mas também se beneficiaria de algumas mecânicas voltadas para movimentos furtivos. Classes como Trapaceiro certamente ficariam ainda mais interessantes com um sistema de stealth para surpreender inimigos desavisados.
Outro ponto que merece críticas no game é a conexão constante com os servidores da People Can Fly. Mesmo que você jogue totalmente sozinho, só é possível acessar o game conectado na internet. Para um jogo que é focado na campanha e pode ser aproveitado offline, a obrigatoriedade de conexão se torna um grande fardo, principalmente quando os servers do jogo estão fora do ar.
DLSS e Modo Foto no PC
Pra quem joga no computador, Outriders chegou apresentando alguns bugs e também engasgos bem chatos. A desenvolvedora já está trabalhando em consertos e, atualmente, o restante da edição de computadores está bem maneira.
O game conta com suporte para o DLSS da Nvidia, o que garante um belo upgrade de performance nas GPUs RTX. Até mesmo modelos como a RTX 2060 conseguem encarar o game em qualidade 4K e 60 quadros por segundo graças ao uso da tecnologia, enquanto placas mais antigas e produtos da AMD também estão conseguindo tirar um ótimo proveito do game.
O Nvidia Ansel permite ver as cenas de Outriders com novos ângulos.
Outro ponto que merece destaque e que quase passou despercebido por aqui é o Modo Foto Ansel, que está disponível em GPUs da Nvidia com o programa GeForce Experience. Além de servir como botão de pause, a função permite fazer capturas em alta qualidade e com diversos ângulos no game, aproveitando os efeitos visuais presentes nos poderes e o visual dos monstros.
Disponível no Game Pass de console
Aos donos de um Xbox, o grande destaque de Outriders é a chegada no Xbox Game Pass direto no lançamento. Enquanto o game está longe de valer os R$ 280 cobrados, baixar e jogar pela assinatura faz o custo-benefício valer a pena.
Graças ao Game Pass, o Xbox traz o melhor custo-benefício com Outriders.
Além da distribuição barata, o game está rodando bem no Xbox Series X, uma das plataformas em que testei o jogo. O console mais potente da nova geração está segurando Outriders com tranquilidade em resolução 4K dinâmica e 60 quadros por segundo, garantindo um bom equilíbrio de visual e estabilidade.
Vale a pena jogar no Xbox pelo custo-benefício
O game não tira todo o proveito da função Quick Resume, que não te joga direto no gameplay por causa da conexão com os servidores. No entanto, a ferramenta quase sempre entra em ação para cortar os créditos iniciais, garantindo uma entrada mais rápida no jogo.
Tanto no PC quanto nos consoles da nova geração, Outriders também fica melhor com o uso de um SSD. O game não possui um mundo aberto e o jogador frequentemente precisa viajar pelo mapa, o que acontece mais rápido em um armazenamento veloz. A People Can Fly também pesou a mão nas cutscenes desnecessárias, como animações de abrir portas e escalar, e a velocidade do SSD ajuda a passar pelos inconvenientes de maneira mais rápida.
Vale a pena?
Após cerca de 20 horas de gameplay em OUtriders, tenho uma longa jornada pela frente no game, mas estou contente com o jogo até agora. Apesar dos problemas, o game possui um ritmo divertido e uma história mediana que se passa em um universo interessante e cheio de pontos que geram curiosidade.
A experiência está longe de valer os R$ 280 cobrados atualmente e só recomendo o download imediato para quem é assinante do Xbox Game Pass nos consoles. Se esse não é o seu caso, coloque o jogo na lista de desejos e espere uma promoção generosa. Enquanto isso, vale a pena dar uma chance para a demo gratuita, que pode ser jogada no PC, PlayStation e Xbox, e permite migrar o progresso para a versão completa.