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  • GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    Um dos momentos mais aguardados pelos gamers™ acaba de chegar: a organização do The Game Awards revelou os jogos indicados ao prêmio em 2020, incluindo os nomeados ao título de Jogo do Ano, aka GOTY. Ou seja, está chegando a hora do “Oscar dos games” finalmente acontecer!

    As indicações foram dominadas por figurões do ano, incluindo The Last of Us Parte 2, Ghost of Tsushima e Animal Crossing New Horizons. Além disso, o indie Hades, produzido pela galera da Supergiant Games, chamou a atenção com sete nomeações para os prêmios.

    Confira mais detalhes sobre a maior premiação de games do ano
    Indicados ao prêmio de GOTY 2020

    Em 2020, o evento também conta com um prêmio de acessibilidade, o que pode dar mais visibilidade para a causa e ser ótimo para a indústria nos anos seguintes. Os resultados serão divulgados em 10 de dezembro, quando

    Como votar no Game Awards 2020?

    Você pode conferir todos os indicados ao Game Awards 2020 e votar em seus favoritos por meio do site da premiação. A plataforma permite que você escolha seus games em cada categoria e também compartilhe seu voto nas redes sociais.

    É importante ressaltar que os votos do público contam com 10% de participação na escolha dos vencedores. Os 90% restantes da decisão ficam por conta de um corpo de jurados formado por cerca de 95 veículos de mídia e influenciadores do mundo.

    Que horas começa o The Game Awards 2020?

    Os vencedores serão revelados durante um evento online ao vivo no YouTube e Twitch em 10 de dezembro, às 21h pelo horário de Brasília. A data é a mesma do lançamento de Cyberpunk 2077. Além da distribuição de prêmios, a apresentação também contará com novidades sobre jogos que serão lançados futuramente, além de um show da Game Awards Orchestra.

    Neste ano, devido à pandemia, o evento não contará com plateia ou entrega de prêmios em mãos, mas terá apresentações de Los Angeles, Tóquio e Londres. Os vencedores, convidados e indicados também vão participar por meio de videoconferências, segundo o FAQ do Game Awards

    Lista com todos os indicados

    Abaixo, você confere a lista de todos os indicados ao The Game Awards 2020, começando com os prêmios de Jogo do Ano e Melhor Direção. Você também pode conferir a revelação dos títulos no vídeo abaixo, que é apresentado por Geoff Keighley, criador do TGA.

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)
    Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)
    Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)
    Hades (Greg Kasavin)
    The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)
    Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)
    Hades (Darren Korb)
    Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)
    The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Resident Evil 3 (Capcom)
    The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Melhor Performance

    Ashley Johnson as Ellie, The Last of Us Part II
    Laura Bailey as Abby, The Last of Us Part II
    Daisuke Tsuji as Jin Sakai, Ghost of Tsushima
    Logan Cunningham as Hades, Hades
    Nadji Jeter as Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)
    Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)
    Tell Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)
    Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Hades (Supergiant Games)
    Spelunky 2 (Mossmouth)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Legends of Runeterra (Riot Games)
    Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Melhor Suporte da Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Fall Guys (Mediatonic/Devolver)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)
    Valorant (Riot Games)

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)
    HyperDot (Tribe Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)
    Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)
    STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)
    The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Nioh 2 (Team Ninja)
    Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)
    Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)
    Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)
    Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games)
    Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom)
    One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco)
    UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)
    Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)
    Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)
    Desperados III (Mimimi Games/THQN)
    Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)
    Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)
    XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)
    F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)
    FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)
    NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)
    Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Estreia de Jogo Indie

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver)
    Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack)
    Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games)
    Röki (Polygon Treehouse/CI Games)
    Phasmophobia (Kinetic Games) 

    Criador de Conteúdo do Ano

    Alanah Pearce
    NickMercs
    TimtheTatman
    Jay Ann Lopez
    Valkyrae
    Prêmios de eSports

    Melhor Jogo de Esports

    Call of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Counter-Strike: Global Offensive (Valve)
    Fortnite (Epic Games)
    League of Legends (Riot Games)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Atleta de Esports

    Ian “Crimsix” Porter / Call of Duty
    Heo “Showmaker” Su / League of Legends
    Kim “Canyon” Geon-bu / League of Legends
    Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / Call of Duty
    Matthieu “ZywOo” Herbaut / CS:GO

    Melhor Equipe de Esports

    DAMWON Gaming / League of Legends
    Dallas Empire / Call of Duty
    San Francisco Shock / Overwatch League
    G2 Esports / League of Legends
    Team Secret / DOTA2

    Melhor Evento de Esports

    BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (CS:GO)
    Call of Duty League Championship 2020
    IEM Katowice 2020 (CS:GO)
    League of Legends World Championship 2020
    Overwatch League Grand Finals 2020

    Melhor Apresentador de Esports

    Eefje “Sjokz” Depoortere
    Alex “Machine” Richardson
    Alex “Goldenboy” Mendez
    James “Dash” Patterson
    Jorien “Sheever” van der Heijden

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  • Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Quando comecei a jogar a campanha single-player de Call of Duty Black Ops Cold War, não imaginei que riria tanto com um jogo de tiro. Após fortes emoções no ano passado com Modern Warfare, que me fez sentir o peso de puxar o gatilho, a Treyarch entregou uma história que com certeza vai agradar os fãs americanos da franquia, já que é quase uma fanfic pensada especialmente para esse público.

    Lançado em 13 de novembro, o jogo já vem dando o que falar por causa de sua história desde seu anúncio. Para os fãs de longa data, é um prato cheio: a desenvolvedora resolveu seguir a história do Black Ops original e coloca o jogador em uma narrativa que se passa nos anos 80. Como o próprio nome indica, Cold War acontece durante a Guerra Fria e foca na ação de uma equipe de soldados de elite dos Estados Unidos, o que deixa a história bem enviesada para o lado ianque.

    O Call of Duty lançado no ano passado também dá aquela envergada histórica para favorecer os Estados Unidos e até reescreve certos acontecimentos reais. Ainda assim, na parte de gameplay, Modern Warfare entregou altos níveis de emoção com uma narrativa cheia de momentos que questionam a moral do jogador.

    Novidades

    Em Cold War, a Treyarch adotou um sistema de escolhas mais robusto, que chega a mudar o final da história, e também conta com um gameplay divertido, ao nível esperado de uma franquia bilionária. A narrativa também possui mais liberdade criativa e, apesar de ter toques de realidade, é bastante fictícia. A parte engraçada, porém, é ver essa ficção sendo elevada a um nível absurdo e de uma forma muito séria.

    Apesar dos momentos ridículos, a campanha single-player vem embalada em uma jogabilidade empolgante. O novo COD também impressiona tecnicamente e, no PC, dá para segurar 4K e 60 frames por segundo com Ray Tracing ligado na RTX 2060. Isso é possível graças ao milagroso DLSS, que futuramente deve ganhar um artigo dedicado por aqui.

    O multiplayer de Black Ops Cold War também é caprichado e conta com o amado modo Zumbis. Para quem está em busca de algo a mais que Warzone e Modern Warfare, vale a pena ficar de olho no game. Porém, os servidores andam meio instáveis atualmente e o preço está bem alto. Logo, a dica é ficar de olho em possíveis promoções que apareçam futuramente.

    A análise completa de Call of Duty Black Ops Cold War será publicada por este que vos escreve nos próximos dias lá no Adrenaline. Enquanto isso, segue aqui uma descrição aberta e vinda direto do coração sobre a história desse blockbuster do mundo dos games, que está mais para fanfic do Wattpad.

    Vingadores de Ronald Reagan

    A partir daqui, temos MUITOS spoilers da história de Black Ops Cold War

    A história de Black Ops Cold War começa apresentando os “Vingadores” de Ronald Reagan, o antigo presidente dos Estados Unidos que foi recriado digitalmente para o game. Em uma das cenas iniciais do game, o jogador acompanha a reunião da equipe de agentes especiais liderada por Russel Adler com o chefe de estado. A pauta: um agente russo quase mitológico que estaria de volta em atividade.

    Após receber a denúncia sobre o retorno do quase irreal russo malvado chamado Perseus, que já teria feito coisas ruins no Vietnã, o presida manda a letra: os agentes especiais possuem aval para sair pelo mundo caçando a suposta ameaça, mesmo que seja necessário espalhar alguns corpos pelo caminho.

    Um dos participantes da reunião até diz que os pedidos da equipe são irregulares e tudo isso pode dar merda. Em seguida, o agente Woods pontua: “todas as missões que vamos são ilegais”.

    Segundo Reagan, a ilegalidade da missão é um risco que vale a pena ser corrido. Afinal, Perseus pode ameaçar os ideais do “mundo livre”. O chefe de estado não consultou nenhuma outra autoridade do tal “mundo livre” para tomar essa decisão, mas seguimos em frente.

    Crimes de Guerra: World Tour

    Após uma sequência de ação intensa em uma pista de pouso, somos apresentados para o nosso herói: um soldado personalizável, que pode ter até gênero não-binário, e que vai ajudar no combate ao Perseus. Você é convidado a viajar por diversos países e locais em busca de pistas sobre a entidade vermelha que pode destruir a soberania estadunidense.

    A partir daí, um tour mundial de crimes de guerra se inicia. A equipe de elite formada por um grupo de agentes cheio de diversidade começa a coletar pistas para encontrar o fantasma comunista Perseus. As andanças vão desde missões nas ruas de Berlim até uma infiltração em uma base russa, com direito a agente duplo e tudo.

    O clima de “oba oba” só começa a mudar em Havana, Cuba, quando a equipe descobre que Perseus realmente está tramando algo maléfico e que pode destruir boa parte do mundo, além do ego dos Estados Unidos.

    Ops, my bad

    Durante a visita ao país de Fidel Castro, os “Vingadores” descobrem o plano Greenlight: cerca de metade da Europa está em cima de BOMBAS ATÔMICAS com capacidades altamente destrutivas. Isso é obra de Perseus? Na verdade, não…

    Acontece que o governo dos Estados Unidos plantou todas essas bombas no Velho Continente por precaução, nos anos 60, e depois atualizou as ogivas para um novo padrão, capaz de matar pessoas e nem danificar prédios (!!!!!). Afinal, nunca se sabe quando você vai precisar explodir metade da Europa, não é mesmo?

    Todos os problemas do jogo seriam resolvidos se os Estados Unidos não tivessem plantado bombas na Europa ¯\_(ツ)_/¯

    Enfim, o tiro acaba saindo pela culatra: Perseus, o comunista malvado, descobre como acionar todo o arsenal atômico. Com isso, metade da Europa pode ser destruída e todo o sangue iria para as mãos dos Estados Unidos, já que eles acharam uma ótima ideia brincar de campo minado com o tal “mundo livre”.

    Coração vermelho

    Quando chegamos a esse plot twist, minha mente aceitou que esse era o limite, já que não é todo dia que vemos um país enchendo um continente de bombas com “boas intenções”. Para mim, partir daí, a curta campanha só seguiria seu curso natural, com o time liderado por Adler destruindo o vilão comunista e seguindo a vida comendo hambúrguer e bebendo cerveja no Super Bowl. Ledo engano…

    Logo após a descoberta do plano Greenlight, o grupo trava um intenso combate nos telhados de Havana e acaba tomando um sacode dos inimigos, o que acaba matando um dos personagens que representa minorias no time de elite (pra variar). Nosso protagonista fica gravemente ferido e, durante sua recuperação, Adler e seus parceiros fazem uma grande revelação: você, na verdade, é um agente russo que trabalhava com Perseus e foi REPROGRAMADO para servir aos Estados Unidos.

    Você revive momentos no Vietnã, mas isso tudo são apenas MEMÓRIAS IMPLANTADAS!!!!111!!!

    Lembra daquela pista de pouso que eu mencionei lá no começo? O protagonista estava morrendo após tomar tiros de um parceiro cheio de ciúmes. Adler resolveu “dar uma chance” para o comunistinha quase sem vida e testa um programa experimental da CIA que substitui memórias.

    Todo o passado comunista do protagonista é substituído por flashbacks do Vietnã. Sim… FLASHBACKS DO VIETNÃ, e você precisa reviver esses momentos para “desbloquear” as verdadeiras memórias, que podem revelar a localização de Perseus.

    Instaurando o comunismo

    Todo o clima de filme blockbuster de espionagem é fechado com uma escolha: você pode aceitar sua nova vida e ajudar a derrubar Perseus, ou bolar uma armadilha para entregar Adler e os outros soldados para os comunistas. Sim, você pode derrubar a galera que te acompanhar na tour dos crimes de guerra e literalmente instaurar o comunismo no mundo, mas isso tem um custo.

    Para quem aceita seu coração vermelho e bola uma armadilha para derrubar a equipe Black Ops, existe um grande “peso emocional”. Com a ajuda de soldados comunistas, você precisa assassinar todos os seus parceiros, o que pode ser pesado para quem tem uma relação mais profunda com os personagens, principalmente o capitão Woods.

    Em seguida, o protagonista encontra Perseus, que ri da cara dos americanos por acreditarem que ele é o grande vilão da história. “Perseus, na verdade, não é um homem, mas uma ideia”, diz o personagem, confirmando que a verdadeira ameaça é, na verdade, O FANTASMA DO COMUNISMO (!!!!!!). O chefe russo te entrega um controle e te dá a honra de destruir a Europa, em um sistema arbitrário e que não te dá escolhas senão explodir o Velho Continente e incriminar os americanos. Afinal, comunistas são malvados e é isso aí.

    Final americano

    Para quem resolver apoiar os americanos, também temos altas emoções embaladas em movimentos esperados. Ao trair suas raízes comunistas, você batalha ao lado de Adler e sua trupe para derrubar Perseus. “Eu persigo esse fantasma há treze anos”, diz o agente especial, enquanto caminha lentamente com seu time em um navio porta-aviões.

    Depois de uma briga cheia de glória contra os comunistas, o protagonista ganha um “joinha” de seus colegas de equipe e vai dar um passeio com o chefe do esquadrão. Enquanto olha o mar, Adler revela que, mesmo após tudo, você ainda é um comunista e precisa morrer, o que deixa o final aberto em uma batalha de pistolas entre os dois agentes.

    Independente do desfecho, a história de Black Ops Cold War é recheada de clichês e chega a ser quase uma fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria. Para quem não mora nos Estados Unidos, todo esse amontoado de absurdos chega a ser ridículo, o que acaba trazendo um clima leve e descontraído para a história.

    Existem jogos que te fazem soltar o controle para aproveitar certos momentos da história, que são carregados de emoção. Call of Duty Black Ops Cold War me contemplou com esse momento, mas para usar as mãos para segurar a barriga de tanto rir do que estava acontecendo.

    A Treyarch deixa a impressão de que a narrativa foi feita para ser “realista” e séria, o que é bem preocupante se esse foi mesmo o objetivo. Eu imagino que muita gente vai vibrar ao ver Ronald Reagan reunindo um esquadrão de agentes para assassinar o fantasma do comunismo. Mas, para quem vive em qualquer lugar fora das terras estadunidenses, ver um presidente plantando bombas a bel-prazer e mandando soldados para matar é bem assustador e nada normal.

    Ainda bem que tudo isso é apenas um jogo. Uma pena que algumas pessoas ainda estão preocupadas com o Fantasma do Comunismo

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    Xbox lança Xcloud Preview no Brasil com biblioteca de 30 jogos grátis

    Além de lançar o Xbox Series X e S em novembro, a Microsoft está trazendo o serviço de games xCloud para o Brasil. A plataforma que permite rodar jogos de console e PC direto no celular, utilizando internet e processamento em nuvem, chega em 18 de novembro ao país, em fase de testes.

    O período de prévia é limitado para convidados e os interessados podem realizar a inscrição para tentar participar por meio deste site. Você só precisa de uma conta de e-mail e um celular, além de concordar com os termos e condições da plataforma.

    Imagem: Pocket Lint

    Apesar de o teste ser fechado, a Microsoft disse que vai enviar diversos convites para que as pessoas consigam colocar as mãos no xCloud durante as próximas semanas. E quem for contemplado com acesso à plataforma estará bem servido com games.

    Jogos disponíveis gratuitamente no xCloud Preview no Brasil

    A Microsoft revelou que uma biblioteca de aproximadamente 30 games estará disponível no preview do xCloud no Brasil. Os participantes do programa poderão acessar os títulos gratuitamente durante o período de testes, que visa otimizar a plataforma para um lançamento abrangente.

    A lista de games inclui títulos famosos da Microsoft, incluindo Gears 5, Sea of Thieves, a coletânea de Halo e Minecraft Dungeons. Alguns dos jogos contam até com controles na tela, o que facilita a vida de quem não possui um joystick Bluetooth.

    Tomb Raider, Halo, Gears e Batman estão entre os jogos que poderão ser acessados de graça no xCloud Preview

    Os testes também englobam produções de peso de empresas parceiras da Microsoft. A lista de games para jogar via nuvem inclui Batman: Arkham Knight, Devil May Cry 5, PES 2020 e Shadow of the Tomb Raider.

    Abaixo, você confere todos os games que estarão disponíveis inicialmente no xCloud Preview no nosso país:

    • ARK: Survival Evolved
    • Batman: Arkham Knight
    • Black Desert
    • Bloodstained: Curse of the Moon
    • Borderlands: The Handsome Collection
    • CODE VEIN
    • DayZ
    • Dead by Daylight
    • Destiny 2
    • Devil May Cry 5
    • eFootball PES 2020
    • F1 2019
    • Forza Horizon 4
    • Gears 5
    • Halo Wars 2: Standard Edition
    • Halo: The Master Chief Collection
    • Hellblade: Senua’s Sacrifice
    • HITMAN
    • Just Cause 4
    • Minecraft Dungeons
    • Mitsurugi Kamui Hikae
    • Ori and the Will of the Wisps
    • PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS
    • RESIDENT EVIL 7 biohazard
    • Sea of Thieves
    • Shadow of the Tomb Raider
    • Sid Meier’s Civilization VI
    • Skyforge
    • SMITE
    • Stellaris: Console Edition
    • Tekken 7
    • WWE 2K20
    • Yakuza 0

    Expansão

    Além de chegar ao Brasil, o teste do xCloud será lançado no México, Austrália e Japão. A empresa está intensificando os testes com a plataforma em mais regiões após ter realizado o lançamento oficial do serviço de jogos em nuvem em alguns países. “Em cada um desses quatro mercados, começaremos com o preview para testar, iterar e coletar feedback dos usuários”, explica Catherine Gluckstein, uma das comandantes do projeto.

    xCloud no Brasil
    Imagem: Xbox Wire

    Em locais como Estados Unidos, o xCloud foi integrado ao Xbox Game Pass Ultimate, sem custos adicionais. Com isso, os usuários podem aproveitar jogos da assinatura compatíveis com a nuvem direto no celular.

    Atualmente, o xCloud para Game Pass Ultimate só está disponível no Android, mas a Microsoft tem planos de levar o serviço ao iOS, nem que seja na base da gambiarra. Além do sistema da Apple, a Xbox também quer lançar o serviço de nuvem para Windows 10 e Xbox One futuramente. O comandante da Xbox até deu a entender que um “Xbox Stick” para TVs pode chegar futuramente

  • Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    A semana do dia 5 de novembro pode ser considerada como “a calmaria que antecede a tempestade” no Xbox Game Pass. O serviço está prestes a se “fundir” com o programa de assinatura da EA, o EA Play, e expandir seu catálogo de jogos ainda mais, incluindo títulos de peso.

    O estilo “O PATRÃO FICOU MALUCO” é impagável. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    Indo ao que importa, os games adicionados ao Xbox Game Pass no dia 5 de novembro de 2020 ainda são games que merecem atenção. No total, cinco novos títulos serão adicionados ao catálogo, são eles:

    Celeste (Android via xCloud, console e PC)

    Reconhecido pela comunidade como um importante título oriundo de uma produção independente, Celeste é um charmoso jogo de plataforma totalmente focado na precisão de movimentos.

    Seu visual é elegante, todo pixelizado, somado a uma trilha sonora inconfundível e cativante. É, sem dúvidas, uma das paixões pessoais e é uma grande adição ao Xbox Game Pass. Se vale a dica, o ideal é aproveitar o game utilizando um controle.

    Deep Rock Galactic (Android via xCloud, console e PC)

    Você e seus amigos compõem um grupo de anões mineradores que exploram cavernas intergalácticas enquanto enfrentam inimigos, coletam recursos e aproveitam a mecânica de construção e destruição de ambientes.

    É um prato cheio para a passar o tempo e descobrir um novo universo, mas seu potencial está na união entre amigos e na execução de tarefas em conjunto — e no enfrentamento de inimigos, que é a magia do jogo.

    O visual é cartunesco, o modelo de jogo é em primeira pessoa e há um conjunto de armas poderoso para enfrentar as ondas compostas por dezenas de aranhas e outras criaturas espaciais. A diversão é garantida.

    Eastshade (Android via xCloud, console e PC)

    Com ambientação e mundo inspirados em RPGs famosos como The Elder Skrolls V: Skyrim e The Witcher 3, Eastshade é um jogo introspectivo que te faz pintar os ambientes que marcam a sua jornada pelo mundo do game.

    Colocada como mecânica central do game, a pintura em Eastshade tenta transmitir o sentimento de observação e contemplação. Os visuais são belíssimos, as criaturas são cheias de personalidade e a aventura calma e pacata é a proposta do game.

    Pode ser tedioso para os jogadores que esperam um jogo de ação mais emocionante ou uma história cheia de reviravoltas, mas se seu objetivo é relaxar e passar o tempo, Eastshade é uma boa escolha.

    Knights and Bikes (console e PC)

    Devo confessar que esse despertou minha curiosidade é um game que dá grande destaque ao visual feito à mão em uma jornada vivida numa ilha britânica nos anos 80. É uma aventura protagonizada pela dupla Nessa e Demelza, que superam diversas situações, problemas, enquanto descobrem amigos, constroem sua história através de diálogos, melhoram suas bicicletas e descobrem os lindos ambientes da ilha.

    Particularmente, a premissa curiosa desse jogo e o multiplayer local são grandes atrativos. Aprecio games que tentam criar experiências para mais de um jogador, cientes da dinâmica que essa cooperação íntima com a dupla proporciona. Gostaria que tivesse multiplayer online, mas talvez o couch co-op seja realmente a combinação ideal.

    Comanche (PC)

    Por fim, o título de ação do conjunto. Comanche é um frenético jogo de tiro em terceira pessoa onde você controla poderosas espaçonaves recheadas com armamento letal. Desenvolvido pela THQ Nordic e lançado em março deste ano, Comanche é como um reboot de uma franquia conhecida lá dos anos 90, que tinha a mesma premissa: tiroteio entre helicópteros (e derivados).

    Não é lá um game muito inédito, mas pode render algumas boas horas de diversão e intensos embates contra ou com colegas. É um bom passatempo, pode render grandes emoções e boas horas de gameplay, mas não é algo que atraia minha atenção.

    BÔNUS: Disney+

    Anunciado na manhã desta segunda-feira (09), assinantes do Xbox Game Pass Ultimate receberão um bônus de 30 dias para acessar os conteúdos do Disney+ sem qualquer valor adicional. Como o serviço ainda nem foi lançado no Brasil (a estreia está prevista para o dia 17 de novembro), a chegada do bônus para o pagante brasileiro ainda é incerta, mas é bom ficar de olho.

    O Disney+ será o serviço de assinatura da gigante do entretenimento e contará com centenas de títulos da companhia, incluindo a premiada série The Mandalorian. É um prato cheio para acompanhar nas férias de verão que estão para chegar.

    Ademais, se vale a sugestão, o Jornal dos Jogos — mais especificamente, o Mateus Mognon — preparou uma minuciosa análise sobre o comportamento do mercado de games e como as companhias parecem estar se movimentando para se tornarem “a próxima Disney+ dos videogames”. Vale (muito) a pena conferir.


    O Xbox Game Pass é um sucesso absoluto no Brasil e possibilita que o fã de Xbox brasileiro tenha acesso a um catálogo com mais de 100 jogos a um custo reduzido — especialmente útil para períodos com dólar alto e jogos alcançando o teto de R$ 350. Pensando nisso, o Jornal dos Jogos pensou em reunir as novidades do serviço, a cada vez que eles forem anunciados pela Microsoft.

    Após essa ligeira contextualização, alertamos que a listagem e as descrições começarão a partir dos anúncios do Xbox Game Pass do dia 5 de novembro de 2020.

  • Xbox precisa ser mais cinema e PlayStation quer ser mais Netflix

    Xbox precisa ser mais cinema e PlayStation quer ser mais Netflix

    O site de Gamesindustry.biz é conhecido por fazer análises e trazer reportagens sobre games com um olhar voltado para o mundo dos negócios. Com a chegada da nova geração de consoles, não foi diferente. O jornalista Christopher Dring lançou um brilhante artigo em que compara o PlayStation 5 e o Xbox Series X e S com outros dois meios de entretenimento: o cinema e o streaming de vídeo.

    “Se o Xbox é a Netflix, o PlayStation 5 é o cinema”. Esse é o título do artigo publicado na sexta-feira (6), em que o especialista discorre sobre o posicionamento de mercado de Sony e Microsoft na nova geração. Inclusive, a análise não é a primeira vez em que Dring faz suas projeções sobre o futuro da indústria: em julho, utilizamos um artigo do jornalista sobre a guerra dos consoles como base de uma edição da nossa newsletter sobre o Xbox Game Pass.

    Os consoles de nova geração chegam esse mês ao mercado. (Imagem: The Verge/Reprodução)

    Mas, para a infelicidade de quem escreve textões, muitos leitores não costumam passar do título de uma matéria. Por causa disso, algumas pessoas utilizaram a definição feita por Christopher Dring para alimentar a guerra dos consoles. Basta conferir a publicação do artigo no Twitter para ver quantas pessoas se doeram ao ver o Xbox sendo comparado com a Netflix e quantos jogadores se vangloriam ao ver o PlayStation 5 sendo definido como uma experiência de cinema.

    As coisas não são bem assim, gente. Afinal, a Netflix possui produções de qualidade e até já ganhou Oscars. Além disso, assistir a um filme ruim no cinema não torna o conteúdo melhor (aprendi isso com a pré-estreia de Batman vs Superman).

    Na verdade, Sony e Microsoft estão bem confortáveis desempenhando seus papéis como “cinema” e “Netflix”. Além disso, as empresas também estão tentando se adaptar para surrupiar as melhores características presentes na concorrência e virar uma espécie de “Disney+ dos games”.

    PS5 é cinema?

    Em sua análise, Christopher Dring diz que o PlayStation 5 sintetiza os negócios da Sony no mundo dos games em um console. O dispositivo é grande, chamativo, vem acompanhado de gadgets com novos recursos e com aparência premium. Toda essa experiência chega acompanhada de jogos exclusivos de alto orçamento, com aspecto de blockbuster. “O PS5 é sobre experiências de jogo AAA de alta qualidade que você joga sozinho, com um headset e um controlador sofisticados”, explica o jornalista.

    Basta ver as análises do console para comprovar a metáfora. O PS5 é um console gigantesco e que possui um controle cheio de firulas, bem como um headset que promete som de alta qualidade. Algumas das funções até já apareceram em outros produtos no mercado, mas a Sony vende tudo isso de uma forma integrada em seu ecossistema de jogos.

    O “garoto-propaganda” do PS5 é literalmente o Homem-Aranha, um dos personagens mais amados dos quadrinhos e cinema

    Sabe quando a Marvel lança um novo blockbuster e enche os cinemas com produtos temáticos inspirados nos filmes, desde pacotes de doces até baldes de pipoca em formato de Manopla do Infinito? That’s the deal. A Sony aposta nessa vibe para entreter seu público com grandes produções, trazendo uma pegada literalmente cinematográfica em seus jogos.

    Com o PS5, a Sony promete que você poderá sentir o balanço da teia lançada por Miles Morales no novo jogo do Spider-Man. Você poderá ouvir em detalhes quando uma bomba explodir perto do personagem. Só é necessário comprar um headset que custa mais de R$ 500 e um jogo que sai por cerca de R$ 300.

    Xbox é Netflix?

    A jogada da Xbox é bem diferente. A empresa recebeu o apelido de “Netflix dos jogos” lá por 2017, quando lançou o Xbox Game Pass. Assim como a pioneira nas plataformas de streaming de vídeo, a empresa de games oferece um catálogo com centenas de produtos por um preço mensal fixo.

    Enquanto a Sony oferece um dispositivo com visual premium com dispositivos extravagantes, o negócio da Microsoft é fazer as pessoas assinarem um serviço, independente do aparelho em que o jogo será rodado. A empresa possui o Xbox Series X, um console de alto desempenho e que briga com o PS5, mas o Game Pass também está no Xbox Series S, Xbox One, PC e até Android.

    A semelhança com a Netflix também está no método de trabalho. A Microsoft lança uma bordoada de jogos no Game Pass mensalmente. Assim como na plataforma de vídeo, as produções seguem diversos gêneros e formatos, desde Gears 5 até Flight Simulator, e os “originais” entram no catálogo de maneira imediata e para ficar — como os filmes da Netflix que nem vão para o cinema.

    O problema dessa fórmula está na qualidade. Afinal, assim como a Netflix, nem todas as “produções originais” da Xbox caem no gosto do público. O planejamento atual da empresa também deixou os consoles de nova geração da linha sem um jogo nível “Stranger Things” em seu lançamento. Com o adiamento de Halo Infinite e The Medium, o Xbox Series X e S oferecem uma ampla retrocompatibilidade com uma dezena de jogos com gráficos de ponta, mas sem grandes novidades.

    Blockbusters do Xbox

    Enquanto o “cinema” e a “Netflix” possuem suas forças, a verdade é que tanto PlayStation quanto Xbox querem ser o Disney+ do mundo dos games. Com a nova geração de consoles, as duas empresas estão se consolidando no que sabem fazer de melhor, mas também miram em fatores da concorrência para tentar evoluir sua oferta de produtos.

    Tal qual Netflix, o Xbox Series X tem um catálogo com produções originais de qualidade duvidosa, mas a empresa está tentando ser mais “cinema”. Gears 5 é um bom exemplo disso, pois combina um ecossistema multiplayer com uma campanha de qualidade e cheia de momentos surpreendentes.

    Além disso, a companhia já engatilhou uma série de lançamentos promissores para o futuro. A lista de futuros jogos que chegarão ao Game Pass, e também no Xbox Seires X, inclui títulos como Hellblade II, Avowed, dos criadores de Fallout New Vegas, e um novo Fable.

    A Microsoft também comprou a Bethesda e está disposta a investir em mais estúdios se necessário. Com tanto poder de fogo. Assim como a Netflix chegou ao Oscar com produções como “O Irlandês”, a Xbox vai tentar conquistar mais assinantes para o Game Pass com possíveis blockbusters.

    Serviços do PS5

    Por outro lado, a Sony também está tentando ser mais “Netflix”. Apesar de seu foco ainda ser o comércio de jogos triplo-A, a empresa deu um upgrade na PlayStation Plus com o PS5. O serviço agora conta com o PS Collection, que traz uma seleção de grandes jogos da geração por uma mensalidade fixa.

    Em setembro, o CEO da PlayStation, Jim Ryan, disse que não pretende competir com o Game Pass e trazer grandes jogos direto para o catálogo do PS Plus Collection. “Esses jogos [exclusivos] custam mais de US$ 100 milhões para serem feitos. Seria insustentável”, disse o executivo, em entrevista para o já mencionado site GamesIndustry.biz.

    Apesar de ser contra a distribuição de blockbusters via assinatura, a Sony está oferecendo alguns lançamentos na PS Plus. (Imagem: PlayStation/Divulgação_

    Mesmo sendo contra a ideia do Game Pass, a Sony vem utilizando o lançamento via assinatura quando é conveniente. A PlayStation Plus de novembro, por exemplo, traz em seu catálogo do PS5 o exclusivo Bugsnax.

    Além disso, a companhia adiou o exclusivo online Destruction AllStars para fevereiro e também trará o game de R$ 300 na PS Plus. O jogo estará disponível sem custos para assinantes por dois meses, o que deve ajudar a engrenar a comunidade, assim como ocorreu com o indie Fall Guys.

    Todo mundo quer ser Disney+

    No final das contas, tanto PlayStation quanto Xbox almejam vender jogos de qualidade e serviços atraentes, da mesma forma que a casa do Mickey Mouse faz com filmes e séries. Além de entregar blocksbusters de cair o queixo e que formam filas nos cinemas, a Disney também possui um serviço de assinatura com um catálogo robusto de produções e com um valor atraente.

    A Xbox já está investindo pesado para se tornar a líder nos serviços de games e tem um catálogo promissor de produções para os próximos anos. A Sony ainda dá passos leves fora de sua zona de conforto, mas está evoluindo a PlayStation Plus e possui um combustível importante para qualquer negócio: uma comunidade apaixonada e disposta a gastar dinheiro.

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e, ao que tudo indica, a briga pela atenção dos consumidores será intensa nos próximos anos. No fim das contas, quem deve sair ganhando são os jogadores.

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  • Xbox Series X funciona com mouse e teclado, mas não traz suporte para ultrawide

    Xbox Series X funciona com mouse e teclado, mas não traz suporte para ultrawide

    Os consoles de nova geração utilizam SSD para armazenamento e trazem suporte para taxas de frames mais altas, algo bastante comum no PC. Enquanto algumas características dos computadores já estão aparecendo nos videogames com mais força, outras ainda são esquecidas no churrasco.

    Quem me conhece já sabe como eu sou entusiasta do ultrawide, padrão que utiliza proporções como o 21:9 e dá vida aos monitores mais compridos, com espaço extra de tela. Além de serem ótimos para trabalhar, os displays nesse formato também seguem um padrão cinematográfico, o que garante uma experiência diferenciada nos games, quando nada dá errado.

    A experiência cinematográfica do ultrawide definitivamente não funciona em consoles.

    Assim como os consoles da geração passada, o Xbox Series X deixa de lado o suporte para o padrão ultrawide. Apesar de não ter testado a função no Series S e PS5, a resolução também deve estar de fora dos consoles. O motivo? O padrão é uma minoria até mesmo entre os jogadores de PC — cerca de 1% dos usuários do Steam, para ser mais exato.

    E se eu ligar o Xbox em um monitor ultrawide?

    Você pode arrumar a proporção de imagem utilizando as configurações de seu monitor.

    Se você, assim como eu, faz parte da minoria que possui um monitor compridinho em seu setup, é possível utilizar o console com o display. A ausência de suporte nativo, porém, acaba deixando as imagens esticadas, como mostrado acima. O funcionamento é exatamente o mesmo, mas com distorções na exibição.

    Para realizar o teste, coloquei o Xbox Series X para funcionar com um monitor 29WK600 da LG. Apesar da interface esticada como padrão, o console reconheceu todas as funções do display, o que permitiu habilitar o HDR e a taxa de atualização variável, que funciona com o FreeSync. O que achei estranho foi o videogame permitir o uso da resolução 4K, sendo que a tela possui 2560 x 1080, o que não chega nem ao 1440p.

    Para quem não quer jogar com a imagem esticada, o Xbox Series X não oferece uma função nativa para modificar a proporção da tela. Porém, os monitores ultrawide tendem a trazer essa opção. No caso do 29WK600, basta entrar nas configurações do monitor, selecionar a Entrada do Xbox Series X e selecionar “Relação de Aspecto”.

    Ao selecionar “Original”, as bordas pretas entram em ação para acertar a proporção e evitar que a imagem fique parecendo meme do Putin Wide (ou Geralt Wide).

    Mouse e teclado funcionam, mas com ressalvas

    Enquanto o ultrawide ficou de lado, a principal característica do PC continua presente nos consoles. O Xbox Series X conta com suporte para mouse e teclado. Dependendo do modelo utilizado, você até pode usar as teclas para navegar na interface do console e usar o botão Windows para abrir o overlay da UI. Porém, o mouse só fica funcional em jogos, e não são todos os games.

    O suporte para mouse e teclado depende da boa vontade das desenvolvedoras. Gears 5, por exemplo, chega 100% otimizado para os periféricos, o que garante uma experiência bastante similar ao PC. Outro jogo que funciona no Series X de maneira similar aos computadores é Call of Duty Warzone, que já trabalha com os periféricos no período de pré-lançamento.

    Ainda assim, é importante ressaltar que a experiência é diferente que jogar no PC. Os computadores contam com tecnologias voltadas para diminuir o atraso nos comandos e mais opções de configuração dos periféricos. Ao jogar em uma TV, por exemplo, é possível sentir um pequeno delay principalmente na interface de usuário, mas que não atrapalha tanto a experiência no gameplay.

    Mouse e teclado funcionam, mas o foco ainda é o controle

    Com isso, o uso de mouse e teclado se tornam úteis para quem joga no PC, está chegando agora no console e não quer jogar direto no controle. Ainda assim, a experiência é diferente do PC e nem todo jogo conta com suporte para os periféricos.

    Os games de tiro DOOM Eternal e Rogue Company, por exemplo, não funcionam com mouse e teclado no Xbox Series X atualmente. Porém, como os títulos serão otimizados para a nova geração e também estão no PC, quem sabe a funcionalidade chegue futuramente, mas nada foi confirmado até agora.

    Confira nossa cobertura completa do Xbox Series X aqui.

  • Red Dead Redemption 1 roda no Xbox Series X com loadings mais rápidos e 4K

    Red Dead Redemption 1 roda no Xbox Series X com loadings mais rápidos e 4K

    Red Dead Redemption é um dos jogos mais icônicos da Rockstar Games e ainda pendura nos consoles modernos graças ao longo alcance do sistema de retrocompatibilidade da Microsoft. Após chegar ao Xbox One em julho de 2016, o jogo de faroeste está disponível no Xbox Series X já no lançamento.

    Apesar de a Rockstar não ter anunciado melhorias voltadas para o console de nova geração, resolvemos testar Red Dead 1 no Xbox Series X para ver como o jogo está rodando. O jogo segue os passos de projetos como The Witcher 3 e, mesmo sem otimização, já tira proveito da velocidade do SSD e de recursos como o Quick Resume.

    Enquanto os gráficos seguem os padrões Xbox One X, o novo console entrega o gameplay mais rápido graças ao SSD.

    A experiência de iniciar Red Dead Redemption 1 no Xbox Series X é similar ao que temos nos consoles da geração atual da Microsoft, só que tudo mais rápido. O console abre a interface do Xbox 360, com login e tudo, e permite entrar no single-player ou Red Dead Redemption Online.

    É nesse momento que o SSD brilha. Ao iniciar a campanha, apenas alguns segundos separam menu e gameplay. As telas de loading também somem ao morrer e fazer carregar saves. Todos esses procedimentos ficam mais rápidos.

    Quick Resume

    Outro detalhe que merece atenção é o suporte para Quick Resume. Após você sair do game ou ir jogar outra coisa, a função recupera o gameplay no exato momento em que você parou.

    Confesso que não esperava ver a ferramenta funcionando tão bem em Red Dead Redemption. A Xbox Brasil disse que milhares de jogos contam com suporte para a função, e o jogo da Rockstar está nesse bolo.

    Além de recuperar o gameplay intercalado com outros games, a função até me presenteou com um retorno instantâneo, sem o loading inicial. Isso aconteceu mesmo após o console ter sido integralmente desligado, até da tomada. Momentos como esse acabam mostrando o valor do Series X até mesmo contra o PC, já que permite sair jogando após poucos segundos de espera, sem a necessidade de carregar menus.

    Gráficos em 4K

    Em relação ao visual, Red Dead Redemption 1 ainda é um jogo distribuído via retrocompatibilidade e, por causa disso, traz as melhorias visuais que foram disponibilizadas na versão de Xbox One X. Com isso, o game roda no Series X com gráficos em 4K e entrega uma experiência visivelmente superior à edição original lançada no Xbox One.

    Porém, o jogo claramente não aproveita todo o potencial do hardware do Xbox Series X. O console de nova geração conta com capacidade suficiente para segurar o jogo em 4K e 60 quadros por segundo, mas a Rockstar possivelmente não entregará otimizações para fazer isso acontecer.

    Graças a isso, os jogadores devem enfrentar alguns pequenos glitches gráficos causados pelo upscaling, como sombras e objetos demorando para renderizar na alta resolução. De qualquer forma, a experiência ainda é consistente e vale a pena para quem pretende revisitar Red Dead Redemption no Xbox Series X.

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  • Xbox Series X possui tudo que um console precisa ter [Análise]

    Xbox Series X possui tudo que um console precisa ter [Análise]

    A nova geração de consoles começa oficialmente em 10 de novembro e o Xbox Series X é o console mais poderoso da nova leva de videogames. O produto da Microsoft traz um design diferentão, hardware potente e, surpreendentemente, uma experiência de uso que não está longe do que já vemos no Xbox One. Porém, temos algumas novidades que podem impressionar até mesmo a galera exigente do PC.

    Após uma semana utilizando o Xbox Series X, concluí que o produto construído pela Microsoft possui tudo que um console precisa ter. É um baita projeto, com uma baita experiência e um baita hardware. O problema, porém, é que não tem “nada” pra rodar nele atualmente.

    Alto e silencioso

    Dá para perceber que o Xbox Series X não é um console similar aos da geração atual assim que o produto sai da caixa. O dispositivo possui um design verticalizado e, apesar de funcionar na horizontal, é claramente feito para ficar em pé.

    A Microsoft mandou bem no design do dispositivo com seu visual retangular, que não é muito chamativo e conta com um efeito legal na parte de cima graças a uma pinturinha verde. O estilo alongado também ajuda em uma parte importante do funcionamento: a dissipação de calor.

    O design alongado garante ao Xbox Series X uma boa dissipação de calor e sem barulho. (Imagem: Xbox/Divulgação)

    O Xbox Series X conta com aberturas em sua base e também na traseira. O ar que entra no videogame é expelido por uma ventoinha grandona que fica no topo do produto. Como usuário de PC, eu esperava que o produto fizesse algum ruído por causa de seu robusto sistema de resfriamento, mas eu estava enganado.

    Apesar de ser pesado com seus 4,4 Kg, o Xbox Series X fica bem quietinho quando está na mesa. Ao ser colocado ao lado do PC, então, o dispositivo se torna praticamente invisível com seu design compacto e silencioso.

    O produto também vem com diversas conexões, incluindo três USB, HDMI, Ethernet e o padrão proprietário de SSD

    O único fator de design que pode gerar dores de cabeça é o fato dele não entrar em aberturas estreitas, como seus irmãos Xbox One e Series S são capazes de fazer. Com isso em mente, se você pretende colocar o videogame naquele espacinho que fica embaixo da TV, a dica é pegar uma trena e medir sua estante antes da compra.

    Rápido e cheio de espaço

    Além de ter um design silencioso e que dissipa calor com tranquilidade, o Xbox Series X também capricha ao ser ligado. A interface do produto é literalmente a mesma que temos atualmente no Xbox One. Logo, quem já é velho da casa não vai se perder na UI.

    A principal diferença aqui está na velocidade. O Xbox Series X vem equipado com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity, desenvolvida pela Microsoft. O dispositivo de armazenamento possui 1 TB de espaço (com cerca de 800 GB livres para games) e muita, mas muita velocidade em comparação ao Xbox One.

    A adoção de um SSD para armazenamento já pode ser sentida ao navegar pela interface de usuário. O Xbox One costuma dar umas engasgadas enquanto o HDD procura dados, mas o novo sistema de armazenamento do Series X entrega resultados rápidos e praticamente instantâneos.

    Matando as telas de loading

    Na hora de rodar os jogos, o impacto do SSD é ainda mais perceptível. As telas de loading são reduzidas a segundas e a tecnologia Quick Resume é revolucionária. A função chega compatível com milhares de jogos, segundo a Microsoft, e consegue alternar entre os games rapidamente.

    O Quick Resume funciona até mesmo após o console ser desligado

    Além de “minimizar jogos”, o Quick Resume permite retornar ao gameplay até mesmo após o console ter sido desligado. É sério: eu cheguei a tirar o Series X da tomada, ligar o videogame e, quando abri o jogo, o recurso pulou os menus e telas de loading, me levando direto para o gameplay.

    Infelizmente a função não funciona em jogos online e de vez em quando o sistema dá uma trégua, fazendo o jogo reiniciar completamente. Ainda assim, a velocidade oferecida pelo SSD garante um boot rápido e com telas de loading bem pequenas.

    A entrega nos jogos é tão veloz que eu comecei a abrir mão de ver Netflix antes de dormir para aproveitar algum jogo single-player, como Yakuza Like a Dragon. Afinal, o gameplay está a poucos cliques de distância e eu posso desligar tudo a qualquer momento que o Quick Resume me levará ao ponto exato em que parei no dia seguinte.

    Armazenamento

    Além da velocidade, o SSD do Series X também me surpreendeu pela sua capacidade. O console conta com um dispositivo de armazenamento de 1 TB, mas cerca de 800 GB são realmente utilizáveis para jogos e apps.

    A quantidade de espaço foi suficiente para eu salvar 19 jogos digitais e deixar cerca de 50 GB livres para mais games. Como eu descrevo em detalhes aqui, dá para deixar uma biblioteca bastante eclética salva no console sem precisar se preocupar com armazenamento.

    biblioteca de jogos salvos no xbox series x

    Se você precisa de mais memória, porém, chegamos em um ponto bem negativo. O Xbox Series X trabalha com um padrão proprietário de SSD e, para expandir o armazenamento veloz, é necessário comprar um cartão da Seagate que pode custar cerca de R$ 2 mil no Brasil. Os SSDs são caros por natureza e a falta de opções acaba tornando a expansão ainda mais inviável no nosso país, pelo menos atualmente.

    O console de nova geração suporta HDs externos no padrão USB 3.0 e você pode rodar jogos salvos em um dispositivo do tipo. Porém, benefícios como o Quick Resume e carregamento rápido não aparecem, já que o aparelho não está funcionando com a arquitetura da Microsoft. Nesse caso, é necessário fazer a transferência de jogos para o armazenamento interno, o que não é tão demorado e sai bem mais barato que a solução oficial da Microsoft.

    Gráficos e jogabilidade

    Saindo do armazenamento rápido e cheio de espaço, o console premium da Microsoft também entrega bons resultados ao rodar os games. O hardware do Xbox Series X inclui processador Zen2 de oito núcleos e GPU AMD RDNA 2 customizada, que mostram seu poder atualmente apenas em títulos cross-gen ou da geração atual.

    Para o período pré-lançamento, a Microsoft trabalhou em aprimoramentos visuais para jogos das plataformas Xbox. Dentre o catálogo disponibilizado, destacam-se Gears 5 e Forza Horizon 4, que estão bem bonitos e fluídos.

    O jogo de tiro já era sinônimo de otimização nos PCs, mas chega com tudo no Xbox Series X. O game roda em 4K e 60 frames por segundo na campanha e alcança até 120 quadros por segundo no multiplayer, mas o destaque mesmo ainda é a velocidade do SSD. A fluidez extra também faz a diferença e eleva a experiência do console níveis antes só vistos no PC.

    Em relação ao Forza Horizon 4, o salto também é impressionante. O game combinando 4K e 60 frames por segundo, algo que não acontecia na geração anterior, e com texturas aprimoradas. Além do suporte refinado para Ultra HD, o hardware extra garante uma melhor renderização do mundo aberto do jogo, que sofre beeeem menos de draw distance do que nos consoles Xbox One.

    Estabilidade e integração

    Outro jogo que merece destaque é Call of Duty Warzone, que roda estável no console. O battle royale gratuito não possui um pacote de otimizações anunciado para a nova geração, mas está funcionando sem bugs e com gráficos bonitos no console. É a experiência que todo jogador de PC do game gostaria de ter.

    Os travamentos que rolam no vídeo são culpa do sistema de captura do console e não representam a experiência de gameplay

    Além de caprichar na hora de rodar os jogos, o Series X também é f*da no compartilhamento. A integração da Xbox Live é impressionante na parte de saves, que em certos jogos integra até o PC, e também no conteúdo. Ao capturar uma screenshot, por exemplo, você precisa de segundos para receber a imagem no celular ou computador por meio do app do Xbox.

    O console também chega com suporte para gravação de clipes em 4K e 60 quadros por segundo, inclusive com HDR. Enquanto a captura é limitada para dois minutos na qualidade, é possível usar um HD externo para estender esse tempo, o que é uma mão na roda para quem cria conteúdo.

    Tá, mas e os jogos?

    O Xbox Series X possui um design funcional, um SSD que faz qualquer PC ficar com inveja e um conjunto de tecnologia que torna a experiência de uso premium. Porém, na parte dos jogos, você não vai encontrar muitas novidades atualmente. Isso não quer dizer que você não tem “nada” pra jogar, já que o produto traz uma ampla retrocompatibilidade, só falta aquele gostinho de coisa nova.

    Com o adiamento de Halo Infinite, o console perdeu seu principal título de lançamento. Agora, a Microsoft divulga o console com uma lista de jogos que chegarão otimizados e com melhorias gráficas, mas que já estão disponíveis na geração atual.

    No momento em que esse texto foi concebido, eu passei apenas UMA SEMANA com o Series X e a lista de jogos otimizados era bastante limitada. Ainda assim, a experiência gráfica entregue em jogos como Forza ou Gears está ao nível do PC e não mostra o real valor do console.

    Game Pass é o maior exclusivo do Series X

    Como eu já disse por aqui algumas vezes, o principal exclusivo de lançamento do Xbox Series X é o Game Pass. O serviço é o maior atrativo para a chegada do console com seu catálogo de mais de 200 jogos por um preço mensal fixo, além de trazer de certos jogos, como The Medium e o novo Yakuza, já no dia do lançamento.

    Além disso, no dia 10 de novembro, a assinatura Ultimate também contará com jogos vindos do EA Play, incluindo Battlefield, títulos de Star Wars e outras franquias da Eletronic Arts. Mesmo sem um carro-chefe atualmente, o console da Microsoft atrai pelo volume de títulos e o custo-benefício.

    No dia do lanaçmento do Xbox Series X, o EA Play será integrado ao Game Pass Ultimate sem custos adicionais

    Afinal, com games da nova geração custando mais de 300 reais, ter um catálogo gigante por R$ 40 mensais e 1 TB para guardar jogos é um baita combo. A Microsoft também comprou a Bethesda e está preparando projetos interessantes para o futuro, como um novo Fable, que devem alimentar muito bem o catálogo do Series X.

    Nesse momento, porém, todos os games de peso que estão no Series X também podem ser jogados no Xbox One e PS4. Logo, se você está apertado de grana e não quer pular para a nova geração agora, não se sinta culpado por isso, pois claramente dá para esperar até os novos consoles “amadurecerem”.

    Ainda assim, para os apressadinhos de plantão, vale ressaltar que, mesmo com o catálogo de games compartilhado, o Series X traz avanços tecnológicos gigantescos em comparação aos consoles atuais. É como trocar um notebook levemente defasado por um computador novo, com GPU moderna e SSD: a experiência é parecida, mas tudo funciona muito, muito melhor.

    O Xbox Series X está disponível no Brasil por R$ 4.699 e chega em 10 de novembro no nosso país. A Microsoft também vende por aqui o Xbox Series S, com preço sugerido de R$ 2.799.

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  • Xbox Series X: Quick Resume é mágico até para usuários do PC

    Xbox Series X: Quick Resume é mágico até para usuários do PC

    Os computadores são conhecidos por estarem na vanguarda da tecnologia, com gráficos de ponta e peças extremamente rápidas (e caras). Como usuário de PC, já conheço os benefícios dos SSDs há mais de cinco anos e fiquei animado ao ver que a tecnologia finalmente chegaria aos consoles com a nova geração.

    Após uma semana com o Xbox Series X, estou satisfeito com a implementação realizada pela Microsoft, que chega a superar os resultados entregues no PC atualmente. O principal culpado para isso é um recurso chamado Quick Resume, que eleva a comodidade de utilizar um console.

    Mas afinal, o que é o Quick Resume?

    Os consoles de nova geração da Microsoft chegam equipados com um SSD com a arquitetura Xbox Velocity. Sem entrar em muitos detalhes técnicos, a tecnologia combina um hardware personalizado com soluções de software para entregar jogos mais rápido.

    Além da força bruta do SSD entregar telas de carregamento mais rápidas, o sistema dos consoles da Microsoft consegue “congelar” o gameplay. O Quick Resume permite que você alterne rapidamente entre jogos e retorne no momento exato em que parou antes.

    Com isso, se você estiver jogando a Ori and the Will of the Wisps e for chamado para uma partida de COD Warzone com os amigos, basta pressionar o botão Xbox, voltar para a Home e abrir o jogo de tiro da Activision. Quando a sessão de pipoco acabar, você só precisa abrir o game da Microsoft novamente para ser levado, em poucos segundos, para o exato momento de gameplay em que parou.

    Pulando telas de loading

    O vídeo acima mostra o Quick Resume em ação com dois jogos da Microsoft que são otimizados para a nova geração, Ori e também Gears 5. Além disso, The Witcher 3: Wild Hunt faz uma pontinha, já que também é compatível com o Quick Resume mesmo sem ter uma atualização para a next-gen.

    Segundo a Microsoft, o Xbox Series X chegará ao mercado com milhares de jogos compatíveis com o Quick Resume. Durante nossos testes, a função só não mostrou efeito com jogos online, que precisam de conexão constante com a Xbox Live.

    Ainda assim, a função garante outro nível de comodidade na hora de jogar, já que simplesmente “pula” menus e telas de carregamento para te levar diretamente ao gameplay. Assim como mostrado no vídeo acima, o Quick Resume funciona com diversos games simultaneamente e até mesmo após o console ser reiniciado ou desligado.

    A ferramenta agrega valor na agilidade ao acessar conteúdos. Com poucos cliques e segundos, você pode ligar o videogame usando o controle, abrir seu jogo indexado na Home e, com o Quick Resume, já cair no meio do gameplay. Em todo meu tempo jgoando no PC, esse tipo de experiência jamais fez parte da minha rotina.

    Outro nível de comodidade

    Uma das principais promessas dos serviços de streaming de jogos é entregar o feeling de “ligou, jogou”, mas as plataformas ainda sofrem com problemas como internet lenta e delay. A adoção de um SSD e o Quick Resume no Xbox Series X trazem esse sentimento para uma máquina física, que contorna os inconvenientes do cloud gaming com 1 TB de armazenamento para guardar arquivos.

    Sempre que me perguntam qual a vantagem de jogar nos consoles em comparação ao PC, minha resposta padrão é a comodidade. Apesar de ser fã dos computadores, também sou amante da sensação de ligar a TV e simplesmente jogar, sem pop-ups ou drivers para atualizar.

    O SSD e seus benefícios elevaram a comodidade dos consoles da Microsoft.

    Tanto o PS4 quanto o Xbox One já conseguem entregar jogos de uma maneira satisfatória, mas o Xbox Series X, com seu SSD e Quick Resume, melhoram consideravelmente a “qualidade de vida” durante o gameplay. Afinal, ao evitar telas de loading e até menus, você ganha mais tempo para jogar.

    Em breve o PlayStation 5 também chegará ao mercado com um SSD veloz e que possivelmente contará com uma resposta ao Quick Resume. Pelo bem dos fãs da Sony, espero que a experiência esteja ao nível da concorrência.

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    Call of Duty Warzone chega estável e bonito no Xbox Series X

    Call of Duty Warzone é um dos games mais populares e problemáticos de 2020. Enquanto a versão de PC impressiona pelos gráficos e também pelos bugs, o jogo chega ao Xbox Series X com bastante estabilidade. Após uma semana jogando o battle royale no console de nova geração, só tenho elogios para o desempenho.

    A versão de Xbox Series X de Warzone conta com texturas em alta resolução e rodando em altas taxas de quadros. Enquanto eu não sou o Digital Foundry para atestar com clareza a resolução e framerate, creio que o console está conseguindo alcancar 4K, nem que seja por upscaling, e garantir gameplay em 60 frames por segundo, pelo menos é o que as imagens na minha TV fazem crer.

    Confira a imagem em alta resolução aqui.

    As texturas do personagem, armas e ambiente são renderizadas em alta qualidade, com um nível de detalhes que lembra os PCs de alto desempenho. Além disso, o jogo entrega uma taxa de quadros fluída e estável, o que garante um gameplay de qualidade.

    Uso do SSD

    Como o battle royale é um jogo 100% online, o recurso Quick Resume não surte efeito. Sempre que você reabre o game, é necessário esperar o contato entre a Xbox Live e os servidores da Activision.

    Isso não significa, porém, que o jogo não se beneficia do uso de um SSD. A diferença no armazenamento fica bastante clara quando comparamos a versão de Xbox Series X do game com a edição do Xbox One original.

    Sabe quando tua arma NÃO CARREGA no gulag? Esse tipo de coisa não acontece com o SSD.

    Além de renderizar o jogo em uma resolução mais baixa, o console de 2013 luta para carregar as texturas do mapa. Basta olhar o comparativo acima durante a queda do avião e no gulag: os prédios e até armas demoram alguns segundos para dar as caras.

    As gravações do Xbox Series X contam possuem compressão causada pelo sistema de gravação do console em um HD externo

    O Xbox Series X consegue carregar todo o mapa rapidamente. As texturas carregadas em alta resolução também garantem uma experiência visual de qualidade. Salvo alguns erros de draw distance e sombras carregando erroneamente, tudo corre como deveria.

    Espaço ocupado no SSD

    Call of Duty Warzone não conta com melhorias voltadas para a nova geração e ocupa 105 GB para ser instalado no Xbox Series X. Enquanto o jogo desaparece nos 1 TB do console, o peso possivelmente será sentido no Series S, que tem armazenamento consideravelmente inferior.

    Call of Duty Modern Warfare continua
    firme eforte após um ano de lançamento

    De qualquer forma, se você pensa em migrar para o Series X futuramente, Warzone já está rodando no console melhor do que em muitos PCs por aí. Para quem está pensando em investir no console nesse período com poucos lançamentos exclusivos para a plataforma, o battle royale é uma experiência interessante. Após tantos bugs no PC e qualidade consideravelmente inferior no PS4 e Xbox One, vale a pena conferir o jogo rodando bem e com gráficos bonitos na nova geração.

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