Categoria: PC

  • Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing  – Novas da semana

    Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing – Novas da semana

    A pandemia está rolando solta e o dólar não para de subir, mas uma esperança tomou conta do imaginário financeiro do Brasil nesta semana: a Black Friday. A sexta-feira dos preços milagrosos acontece nesta…sexta-feira (27) e algumas empresas de games já entraram no clima das promoções.

    A semana passada também foi agitada, principalmente por causa de Cyberpunk 2077. A CD Projekt Red aproveitou a antiga semana de lançamento do RPG, que foi adiado, para revelar um amontoado de novidades, desde gameplay com Keanu Reeves até requisitos detalhados.

    Classificados: Black Friday Edition

    Como o clima de sexta-feira dos descontos está no ar, começamos o Jornal dos Jogos da semana com o “plantão Black Friday”. As principais companhias de games estão oferecendo algum tipo de desconto durante os próximos dias. Logo, se você está pensando em decepcionar o Julius e gastar, saca só:

    PlayStation

    A PlayStation Store entrou no clima da ~Black~ com grandes exclusivos com desconto. The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima, que estão concorrendo ao prêmio de jogo do ano, estão saindo por R$ 139 e R$ 200, respectivamente.

    Final Fantasy VII Remake, que pode dar o GOTY para o criador de Kingdom Hearts, também está com desconto e custa R$ 164 por tempo limitado. Todos os descontos podem ser conferidos aqui e valem até dia 30 de novembro.

    Xbox

    A Black Friday também está valendo no lado verde da força: a Microsoft está oferecendo descontos em jogos e também no Game Pass. Segundo o Xbox Wire, a assinatura pode ser encontrada com até 40% de desconto no pacote de três meses em varejistas selecionados — o preço mensal segue o mesmo no site oficial atualmente.

    Battle Royale GIF

    A Microsoft também está oferecendo desconto em jogos multiplataforma e carros-chefe da linha Xbox. Forza Horizon 4 está no Game Pass, mas você pode comprá-lo por R$ 124,50 por tempo limitado. Para os boleiros de plantão, FIFA 21 está saindo por R$ 179,55 e traz upgrade gratuito para o Xbox Series X/S. Veja todas as ofertas aqui.

    EA e Ubisoft

    A Eletronic Arts também ativou os descontos em sua loja, a Origin, e está distribuindo cortes de preço em várias plataformas. A empresa está oferecendo descontos de até 90% em sua loja do PC e as promoções incluem Star Wars Jedi: Fallen Order por R$ 95,60 e Need for Speed Heat por R$ 79,66. Vale a pena conferir a promo, mas lembre-se: boa parte dos jogos chegará ao Game Pass de PC em 15 de dezembro.

    Assassins Creed GIF

    Já a Ubisoft está oferecendo jogos de seu catálogo com até 85% de desconto no PC. As ofertas incluem Assasin’s Creed Unity por apenas R$ 9, Far Cry 5 custando R$ 36 e Assassin’s Creed Odyssey por R$ 54. A empresa também lançou uma loja de roupas e acessórios no Brasil, que também possui preços especiais para a Black Friday.

    Nuuvem

    A loja brasileira Nuuvem também está se preparando para Black Friday. A empresa vai oferecer descontos por uma semana, começando em 25 de novembro, e já possui uma lista de jogos confirmados com desconto. Vale a pena ficar de olho nessa “Black Week”.

    Novas da semana

    Se você deu uma zapeada na internet recentemente, pode ter notado que dois grandes eventos aconteceram recentemente: a CD Projekt Red liberou um caminhão de novidades de Cyberpunk 2077 e o chefe da PlayStation deu uma entrevista falando sobre a marca.

    Acredite se quiser, as duas coisas ocorreram no mesmo dia e acabaram ofuscando outro grande acontecimento:

    007 está de volta ao mundo dos games

    A IO Interactive, conhecida por fazer a franquia Hitman, anunciou que está trabalhando em um jogo do James Bond. O 007 anda meio sumido da mídia interativa, mas promete voltar com tudo. Afinal, é difícil pensar em um estúdio mais competente para o projeto que os caras por trás do Agente 47.

    Até o momento, tudo que temos sobre o projeto é o breve teaser acima e uma descrição interessante. A IO Interactive trará uma história original de James Bond e vai abordar as origens do espião, antes dele se tornar o lendário 007.

    O projeto ainda não possui data de lançamento, mas já ganhou minha atenção.

    Cybertretas 2077

    A CD Projekt Red lançou uma tabela atualizada de requisitos mínimos e recomendados para Cyberpunk 2077, revelando o hardware necessário para encarar o game no PC com tecnologias RTX. Enquanto geral já sabia que o jogo não seria tão pesado, um detalhe acabou gerando incômodo: a ausência de placas de vídeo AMD nas especificações para Ray Tracing.

    Acontece que, em seu lançamento, o jogo não contará com suporte para traçado de raios em tempo real nas novas GPUs da AMD, que vão receber a função posteriormente. A confirmação pegou geral de surpresa, já que o Ray Tracing de Cyberpunk é feito em uma API aberta.

    Ray Tracing exclusivo?

    A “exclusividade” do Ray Tracing de Cyberpunk 2077 em GPUs da Nvidia chegou pouco após outra situação nessa vibe. A galera que faz Godfall, que anda mal otimizado, liberou os recursos de traçado de raio em tempo real somente para placas AMD, deixando apenas uma promessa de um update futuro para componentes da Nvidia.

    A situação foi suficiente para instaurar um clima de “Guerra Fria” no mercado. Afinal, ambos os jogos possuem parceria com as respectivas empresas que receberam efeitos de Ray Tracing primeiro. Resta agora aguardar pra ver se a moda pega.

    Enquanto o assunto não se desdobra, confira o novo gameplay de Cyberpunk 2077 e o video de bastidores com Keanu Reeves. E cuidado com os spoilers, pois algumas cópias do game já estão rolando por aí. Isso que dá ficar adiando jogo em cima da hora…

    PS5 vendendo e “Game Pass da Sony”

    Na última quinta-feira (19), o chefe da PlayStation, Jim Ryan, falou com a agência de notícias russa Tass e declarou várias coisas que viraram manchete. Nós lemos toda a entrevista e trazemos aqui o que realmente importa sobre tudo que foi falado.

    PS5 vendendo O executivo da Sony revelou que o PlayStation 5 está vendendo que nem água no deserto, mas a empresa teve desafios no lançamento por causa da pandemia. Afinal, produzir e distribuir consoles não é uma missão simples no meio do apocalipse que é 2020.

    PS4 importa – Jim Ryan também disse que mais de 114 milhões de unidades do PS4 estão pelo mundo e a empresa pretende dar suporte para o console durante pelo menos mais dois anos, pelo menos. Segundo o executivo, a comunidade PlayStation estará em seu ápice até 2022 e o período cross-geração ainda vai continuar.

    Guerra dos consoles – O comandanda da divsão de games da Sony também disse que não curte essa história de guerra dos consoles e respeita a Microsoft, pois a concorrente faz a PlayStation se mexer e não ficar estagnada. Ele até disse que achou a compra da Bethesda um movimento bem estratégico, mas não tem ideia se o PS5 receberá jogos como The Elder Scrolls 6.

    Game Pass e PlayStation – Falando em competição, Jim Ryan está ciente do crescimento do Xbox Game Pass e deu a entender que uma resposta para o serviço da Microsoft pode chegar futuramente. Enquanto isso, o executivo ressaltou que a Sony possui o PlayStation Now, que ainda não está no Brasil e nem recebe títulos de grande porte no lançamento.

    xCloud no Brasil

    Enquanto a Sony dá indícios de que vai expandir sua atuação nos serviços, a Microsoft não para de evoluir o Game Pass. A empresa lançou recentemente o xCloud no Brasil. Apesar de estar em beta, o serviço que roda jogos em nuvem já está funcionando muito bem por aqui.

    Em alguns momentos, a latência e a compressão de imagem ficam perceptíveis no gameplay, mas a experiência é bem interessante para quem busca um complemento para o Game Pass. Além disso, os controles na tela facilitam muito o consumo dos games compatíveis com a função. Minecraft Dungeons vira praticamente um jogo mobile quando está funcionando pelo serviço de jogos em nuvem.

    Minha principal decepção com a plataforma até agora é o tempo de loading: como os servidores são baseados em consoles da geração Xbox One, as telas de carregamento ainda são longas. Para quem jogou no Xbox Series X ou S, que capricham na hora de abrir os games, a diferença é perceptível.

    O xCloud ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas chegará integrado ao Game Pass Ultimate. A versão de testes do serviço pode ser utilizada de maneira gratuita, mas você precisa se inscrever no site da Microsoft e ser convidado para participar.

  • GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    Um dos momentos mais aguardados pelos gamers™ acaba de chegar: a organização do The Game Awards revelou os jogos indicados ao prêmio em 2020, incluindo os nomeados ao título de Jogo do Ano, aka GOTY. Ou seja, está chegando a hora do “Oscar dos games” finalmente acontecer!

    As indicações foram dominadas por figurões do ano, incluindo The Last of Us Parte 2, Ghost of Tsushima e Animal Crossing New Horizons. Além disso, o indie Hades, produzido pela galera da Supergiant Games, chamou a atenção com sete nomeações para os prêmios.

    Confira mais detalhes sobre a maior premiação de games do ano
    Indicados ao prêmio de GOTY 2020

    Em 2020, o evento também conta com um prêmio de acessibilidade, o que pode dar mais visibilidade para a causa e ser ótimo para a indústria nos anos seguintes. Os resultados serão divulgados em 10 de dezembro, quando

    Como votar no Game Awards 2020?

    Você pode conferir todos os indicados ao Game Awards 2020 e votar em seus favoritos por meio do site da premiação. A plataforma permite que você escolha seus games em cada categoria e também compartilhe seu voto nas redes sociais.

    É importante ressaltar que os votos do público contam com 10% de participação na escolha dos vencedores. Os 90% restantes da decisão ficam por conta de um corpo de jurados formado por cerca de 95 veículos de mídia e influenciadores do mundo.

    Que horas começa o The Game Awards 2020?

    Os vencedores serão revelados durante um evento online ao vivo no YouTube e Twitch em 10 de dezembro, às 21h pelo horário de Brasília. A data é a mesma do lançamento de Cyberpunk 2077. Além da distribuição de prêmios, a apresentação também contará com novidades sobre jogos que serão lançados futuramente, além de um show da Game Awards Orchestra.

    Neste ano, devido à pandemia, o evento não contará com plateia ou entrega de prêmios em mãos, mas terá apresentações de Los Angeles, Tóquio e Londres. Os vencedores, convidados e indicados também vão participar por meio de videoconferências, segundo o FAQ do Game Awards

    Lista com todos os indicados

    Abaixo, você confere a lista de todos os indicados ao The Game Awards 2020, começando com os prêmios de Jogo do Ano e Melhor Direção. Você também pode conferir a revelação dos títulos no vídeo abaixo, que é apresentado por Geoff Keighley, criador do TGA.

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)
    Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)
    Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)
    Hades (Greg Kasavin)
    The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)
    Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)
    Hades (Darren Korb)
    Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)
    The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Resident Evil 3 (Capcom)
    The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Melhor Performance

    Ashley Johnson as Ellie, The Last of Us Part II
    Laura Bailey as Abby, The Last of Us Part II
    Daisuke Tsuji as Jin Sakai, Ghost of Tsushima
    Logan Cunningham as Hades, Hades
    Nadji Jeter as Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)
    Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)
    Tell Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)
    Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Hades (Supergiant Games)
    Spelunky 2 (Mossmouth)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Legends of Runeterra (Riot Games)
    Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Melhor Suporte da Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Fall Guys (Mediatonic/Devolver)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)
    Valorant (Riot Games)

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)
    HyperDot (Tribe Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)
    Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)
    STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)
    The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Nioh 2 (Team Ninja)
    Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)
    Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)
    Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)
    Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games)
    Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom)
    One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco)
    UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)
    Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)
    Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)
    Desperados III (Mimimi Games/THQN)
    Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)
    Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)
    XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)
    F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)
    FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)
    NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)
    Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Estreia de Jogo Indie

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver)
    Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack)
    Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games)
    Röki (Polygon Treehouse/CI Games)
    Phasmophobia (Kinetic Games) 

    Criador de Conteúdo do Ano

    Alanah Pearce
    NickMercs
    TimtheTatman
    Jay Ann Lopez
    Valkyrae
    Prêmios de eSports

    Melhor Jogo de Esports

    Call of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Counter-Strike: Global Offensive (Valve)
    Fortnite (Epic Games)
    League of Legends (Riot Games)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Atleta de Esports

    Ian “Crimsix” Porter / Call of Duty
    Heo “Showmaker” Su / League of Legends
    Kim “Canyon” Geon-bu / League of Legends
    Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / Call of Duty
    Matthieu “ZywOo” Herbaut / CS:GO

    Melhor Equipe de Esports

    DAMWON Gaming / League of Legends
    Dallas Empire / Call of Duty
    San Francisco Shock / Overwatch League
    G2 Esports / League of Legends
    Team Secret / DOTA2

    Melhor Evento de Esports

    BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (CS:GO)
    Call of Duty League Championship 2020
    IEM Katowice 2020 (CS:GO)
    League of Legends World Championship 2020
    Overwatch League Grand Finals 2020

    Melhor Apresentador de Esports

    Eefje “Sjokz” Depoortere
    Alex “Machine” Richardson
    Alex “Goldenboy” Mendez
    James “Dash” Patterson
    Jorien “Sheever” van der Heijden

    Leia também:

  • Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Quando comecei a jogar a campanha single-player de Call of Duty Black Ops Cold War, não imaginei que riria tanto com um jogo de tiro. Após fortes emoções no ano passado com Modern Warfare, que me fez sentir o peso de puxar o gatilho, a Treyarch entregou uma história que com certeza vai agradar os fãs americanos da franquia, já que é quase uma fanfic pensada especialmente para esse público.

    Lançado em 13 de novembro, o jogo já vem dando o que falar por causa de sua história desde seu anúncio. Para os fãs de longa data, é um prato cheio: a desenvolvedora resolveu seguir a história do Black Ops original e coloca o jogador em uma narrativa que se passa nos anos 80. Como o próprio nome indica, Cold War acontece durante a Guerra Fria e foca na ação de uma equipe de soldados de elite dos Estados Unidos, o que deixa a história bem enviesada para o lado ianque.

    O Call of Duty lançado no ano passado também dá aquela envergada histórica para favorecer os Estados Unidos e até reescreve certos acontecimentos reais. Ainda assim, na parte de gameplay, Modern Warfare entregou altos níveis de emoção com uma narrativa cheia de momentos que questionam a moral do jogador.

    Novidades

    Em Cold War, a Treyarch adotou um sistema de escolhas mais robusto, que chega a mudar o final da história, e também conta com um gameplay divertido, ao nível esperado de uma franquia bilionária. A narrativa também possui mais liberdade criativa e, apesar de ter toques de realidade, é bastante fictícia. A parte engraçada, porém, é ver essa ficção sendo elevada a um nível absurdo e de uma forma muito séria.

    Apesar dos momentos ridículos, a campanha single-player vem embalada em uma jogabilidade empolgante. O novo COD também impressiona tecnicamente e, no PC, dá para segurar 4K e 60 frames por segundo com Ray Tracing ligado na RTX 2060. Isso é possível graças ao milagroso DLSS, que futuramente deve ganhar um artigo dedicado por aqui.

    O multiplayer de Black Ops Cold War também é caprichado e conta com o amado modo Zumbis. Para quem está em busca de algo a mais que Warzone e Modern Warfare, vale a pena ficar de olho no game. Porém, os servidores andam meio instáveis atualmente e o preço está bem alto. Logo, a dica é ficar de olho em possíveis promoções que apareçam futuramente.

    A análise completa de Call of Duty Black Ops Cold War será publicada por este que vos escreve nos próximos dias lá no Adrenaline. Enquanto isso, segue aqui uma descrição aberta e vinda direto do coração sobre a história desse blockbuster do mundo dos games, que está mais para fanfic do Wattpad.

    Vingadores de Ronald Reagan

    A partir daqui, temos MUITOS spoilers da história de Black Ops Cold War

    A história de Black Ops Cold War começa apresentando os “Vingadores” de Ronald Reagan, o antigo presidente dos Estados Unidos que foi recriado digitalmente para o game. Em uma das cenas iniciais do game, o jogador acompanha a reunião da equipe de agentes especiais liderada por Russel Adler com o chefe de estado. A pauta: um agente russo quase mitológico que estaria de volta em atividade.

    Após receber a denúncia sobre o retorno do quase irreal russo malvado chamado Perseus, que já teria feito coisas ruins no Vietnã, o presida manda a letra: os agentes especiais possuem aval para sair pelo mundo caçando a suposta ameaça, mesmo que seja necessário espalhar alguns corpos pelo caminho.

    Um dos participantes da reunião até diz que os pedidos da equipe são irregulares e tudo isso pode dar merda. Em seguida, o agente Woods pontua: “todas as missões que vamos são ilegais”.

    Segundo Reagan, a ilegalidade da missão é um risco que vale a pena ser corrido. Afinal, Perseus pode ameaçar os ideais do “mundo livre”. O chefe de estado não consultou nenhuma outra autoridade do tal “mundo livre” para tomar essa decisão, mas seguimos em frente.

    Crimes de Guerra: World Tour

    Após uma sequência de ação intensa em uma pista de pouso, somos apresentados para o nosso herói: um soldado personalizável, que pode ter até gênero não-binário, e que vai ajudar no combate ao Perseus. Você é convidado a viajar por diversos países e locais em busca de pistas sobre a entidade vermelha que pode destruir a soberania estadunidense.

    A partir daí, um tour mundial de crimes de guerra se inicia. A equipe de elite formada por um grupo de agentes cheio de diversidade começa a coletar pistas para encontrar o fantasma comunista Perseus. As andanças vão desde missões nas ruas de Berlim até uma infiltração em uma base russa, com direito a agente duplo e tudo.

    O clima de “oba oba” só começa a mudar em Havana, Cuba, quando a equipe descobre que Perseus realmente está tramando algo maléfico e que pode destruir boa parte do mundo, além do ego dos Estados Unidos.

    Ops, my bad

    Durante a visita ao país de Fidel Castro, os “Vingadores” descobrem o plano Greenlight: cerca de metade da Europa está em cima de BOMBAS ATÔMICAS com capacidades altamente destrutivas. Isso é obra de Perseus? Na verdade, não…

    Acontece que o governo dos Estados Unidos plantou todas essas bombas no Velho Continente por precaução, nos anos 60, e depois atualizou as ogivas para um novo padrão, capaz de matar pessoas e nem danificar prédios (!!!!!). Afinal, nunca se sabe quando você vai precisar explodir metade da Europa, não é mesmo?

    Todos os problemas do jogo seriam resolvidos se os Estados Unidos não tivessem plantado bombas na Europa ¯\_(ツ)_/¯

    Enfim, o tiro acaba saindo pela culatra: Perseus, o comunista malvado, descobre como acionar todo o arsenal atômico. Com isso, metade da Europa pode ser destruída e todo o sangue iria para as mãos dos Estados Unidos, já que eles acharam uma ótima ideia brincar de campo minado com o tal “mundo livre”.

    Coração vermelho

    Quando chegamos a esse plot twist, minha mente aceitou que esse era o limite, já que não é todo dia que vemos um país enchendo um continente de bombas com “boas intenções”. Para mim, partir daí, a curta campanha só seguiria seu curso natural, com o time liderado por Adler destruindo o vilão comunista e seguindo a vida comendo hambúrguer e bebendo cerveja no Super Bowl. Ledo engano…

    Logo após a descoberta do plano Greenlight, o grupo trava um intenso combate nos telhados de Havana e acaba tomando um sacode dos inimigos, o que acaba matando um dos personagens que representa minorias no time de elite (pra variar). Nosso protagonista fica gravemente ferido e, durante sua recuperação, Adler e seus parceiros fazem uma grande revelação: você, na verdade, é um agente russo que trabalhava com Perseus e foi REPROGRAMADO para servir aos Estados Unidos.

    Você revive momentos no Vietnã, mas isso tudo são apenas MEMÓRIAS IMPLANTADAS!!!!111!!!

    Lembra daquela pista de pouso que eu mencionei lá no começo? O protagonista estava morrendo após tomar tiros de um parceiro cheio de ciúmes. Adler resolveu “dar uma chance” para o comunistinha quase sem vida e testa um programa experimental da CIA que substitui memórias.

    Todo o passado comunista do protagonista é substituído por flashbacks do Vietnã. Sim… FLASHBACKS DO VIETNÃ, e você precisa reviver esses momentos para “desbloquear” as verdadeiras memórias, que podem revelar a localização de Perseus.

    Instaurando o comunismo

    Todo o clima de filme blockbuster de espionagem é fechado com uma escolha: você pode aceitar sua nova vida e ajudar a derrubar Perseus, ou bolar uma armadilha para entregar Adler e os outros soldados para os comunistas. Sim, você pode derrubar a galera que te acompanhar na tour dos crimes de guerra e literalmente instaurar o comunismo no mundo, mas isso tem um custo.

    Para quem aceita seu coração vermelho e bola uma armadilha para derrubar a equipe Black Ops, existe um grande “peso emocional”. Com a ajuda de soldados comunistas, você precisa assassinar todos os seus parceiros, o que pode ser pesado para quem tem uma relação mais profunda com os personagens, principalmente o capitão Woods.

    Em seguida, o protagonista encontra Perseus, que ri da cara dos americanos por acreditarem que ele é o grande vilão da história. “Perseus, na verdade, não é um homem, mas uma ideia”, diz o personagem, confirmando que a verdadeira ameaça é, na verdade, O FANTASMA DO COMUNISMO (!!!!!!). O chefe russo te entrega um controle e te dá a honra de destruir a Europa, em um sistema arbitrário e que não te dá escolhas senão explodir o Velho Continente e incriminar os americanos. Afinal, comunistas são malvados e é isso aí.

    Final americano

    Para quem resolver apoiar os americanos, também temos altas emoções embaladas em movimentos esperados. Ao trair suas raízes comunistas, você batalha ao lado de Adler e sua trupe para derrubar Perseus. “Eu persigo esse fantasma há treze anos”, diz o agente especial, enquanto caminha lentamente com seu time em um navio porta-aviões.

    Depois de uma briga cheia de glória contra os comunistas, o protagonista ganha um “joinha” de seus colegas de equipe e vai dar um passeio com o chefe do esquadrão. Enquanto olha o mar, Adler revela que, mesmo após tudo, você ainda é um comunista e precisa morrer, o que deixa o final aberto em uma batalha de pistolas entre os dois agentes.

    Independente do desfecho, a história de Black Ops Cold War é recheada de clichês e chega a ser quase uma fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria. Para quem não mora nos Estados Unidos, todo esse amontoado de absurdos chega a ser ridículo, o que acaba trazendo um clima leve e descontraído para a história.

    Existem jogos que te fazem soltar o controle para aproveitar certos momentos da história, que são carregados de emoção. Call of Duty Black Ops Cold War me contemplou com esse momento, mas para usar as mãos para segurar a barriga de tanto rir do que estava acontecendo.

    A Treyarch deixa a impressão de que a narrativa foi feita para ser “realista” e séria, o que é bem preocupante se esse foi mesmo o objetivo. Eu imagino que muita gente vai vibrar ao ver Ronald Reagan reunindo um esquadrão de agentes para assassinar o fantasma do comunismo. Mas, para quem vive em qualquer lugar fora das terras estadunidenses, ver um presidente plantando bombas a bel-prazer e mandando soldados para matar é bem assustador e nada normal.

    Ainda bem que tudo isso é apenas um jogo. Uma pena que algumas pessoas ainda estão preocupadas com o Fantasma do Comunismo

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  • Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

    Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

    A transição de geração de consoles é um grande marco na indústria de games como um todo. Os novos dispositivos das gigantes Sony e Microsoft normalmente travam uma disputa acirrada pela carteira do consumidor. No PC, o cenário segue outro ritmo, mas o que significa ter uma nova line up de videogames no mercado?

    Na atual transição, os efeitos ainda estão discretos. Ainda são poucos os jogos que extraem o máximo dos próximos consoles e aqueles que o fazem não serão lançados para o PC. Do PlayStation 5, o Spider-Man: Miles Morales, Sackboy: a Big Adventure e Demon’s Souls serão poderosos títulos para demonstrar o poder do console. Enquanto isso, no Xbox Series X e S, os exclusivos só chegarão em 2021, restando apenas títulos third-party até o fim do ano.

    Um início morno

    Sendo assim, o mercado caminha em marcha lenta nestes últimos dois meses de 2020. Grandes lançamentos foram empurrados para o começo de 2021, seja devido às complicações da pandemia no fluxo de trabalho, ou influenciados pelo adiamento surpresa de Cyberpunk: 2077. Os pratos que ainda serão servidos são títulos crossgen e com ambições esperadas, como Watch Dogs: Legion, Assassin’s Creed: Valhalla e próximos lançamentos, incluindo o Call of Duty: Black Ops Cold War.

    Nenhum desses nomes carrega consigo o aproveitamento das tecnologias exclusivas da nova geração, a não ser o hardware significativamente mais potente; contudo, já demonstram impactos no PC. Como foi muito bem descrito pelo Digital Foundry, apresentado em lives do Adrenaline e em outras gameplays demonstrativas, os títulos de crossgen lançados recentemente tem se mostrado mais exigentes desempenho — e os donos de placas Nvidia GTX 1000 estão sentindo os primeiros sintomas da defasagem.

    Além da impossibilidade de aproveitar o Ray Tracing sem reduzir seus quadros drasticamente, os jogos mais recentes da Ubisoft apresentam comportamento incomum no PC. Ambos não parecem estar escalando bem componentes diferentes, permanecendo na casa dos 30~40 quadros em vários cenários e configurações.

    Os efeitos mais graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos e naqueles tido como mais “humildes”

    Admito que isso possa ser sinal de má otimização. No entanto, os efeitos graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos ou naqueles tidos como mais “humildes” — como a GeForce GTX 1660 e GTX 1650. Basta assistir partes dos vídeos do canal Gentleman para perceber que a situação está bem grave para o hardware intermediário — até mesmo na resolução Full HD.

    A RTX 2060 Super, como ele demonstra nesse vídeo, fica balançando nos 60 quadros, caindo para a casa dos 55 ou menos em alguns instantes. A única condição que a placa alcança pelo menos os 90 quadros é quando configurado na qualidade média. O que seria isso?

    Na humilde opinião do autor, esses são os primeiros sinais de que os desenvolvedores estão nivelando os games por cima, contando com o poder do hardware dos novos consoles; se não isso, a performance inferior no PC também poderia ser um reflexo do descuido dos ports para computador, algo que acontecia com frequência anos atrás e que voltou a acontecer em Horizon: Zero Dawn.

    Podem dizer: “Ah, mas é da Ubisoft, o jogo é ‘bugado’”. Compreendo o argumento e espero que esteja correto. Ainda assim, me mostro receoso por outros indícios, como os requisitos mínimos do ignorado Godfall.

    Muita areia para o caminhãozinho

    Para rodar essa belezinha, os desenvolvedores exigiram um sistema composto por um AMD Ryzen 5 1600 / Intel Core i5 6600; 12 GB de memória RAM e uma GPU Nvidia GeForce GTX 1060 ou Radeon RX 580. Parece ok, não é? Com um porém: essa configuração é o mínimo para rodar o game; os recomendados determinam um Ryzen 5 3600; i7 8700 e GTX 1080 Ti (!!) ou uma Radeon RX 5700 XT (!!!).

    Os componentes listados estão longe de serem razoáveis, considerando que compõem um setup tão caro quanto um console de nova geração. Ademais, mesmo que os desenvolvedores não tenham revelado qual a capacidade dessa configuração recomendada, é um sinal alarmante — se não um claro sinal de preguiça — para o jogador de PC, cuja imensa maioria ainda conta com uma GTX 1060 6 GB nas suas máquinas (10.48% dos jogadores, número significativamente maior que qualquer outra placa segundo Steam Hardware & Software Survey).

    E Godfall não é o único: The Medium também traz a GTX 1060 em seus requisitos mínimos no PC

    O cronograma de lançamentos de hardware do PC causa significativa segmentação. Ainda assim, é evidente que o gamer de PC ainda se apoia em hardware para resolução Full HD superior aos consoles de 8ª geração — excluindo as variantes Xbox One X e PS4 Pro. Quando tratada como requisito mínimo, a placa mais popular apresenta claros sinais de cansaço, sendo obrigada a reduzir os gráficos para qualidade média para alcançar os 60 quadros.

    Seria esse o momento para fazer um upgrade?

    De forma sucinta, esse é um indicativo de que é hora do upgrade, e isso não poderia acontecer numa hora melhor (contém ironia). A alta do dólar levou o valor de hardware de computador para o espaço e não há previsão de redução para valores pré-pandêmicos, nem mesmo sobre o poder da Black Friday. Então, o PC gamer com hardware antes intermediário sofre e chora em silêncio no fim de 2020.

    Para os gamers com a carteira preparada para as novas exigências, por outro lado, esse é um momento mágico. É agora que as estreias levarão seu hardware para o limite com as tecnologias gráficas mais recentes: Ray Tracing em tempo real, Nvidia DLSS, texturas de altíssima qualidade, suporte a resoluções maiores e muito mais. Neste caso, é aí que o PC continua brilhando e sempre brilhará.

    A opção mais barata entre os lançamentos, a GeForce RTX 3070, está saindo das varejistas por valores acima de R$ 4.500. (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Um abraço do tio Phil

    Além disso, pela primeira vez em toda a história, uma das grandes competidoras do mercado de consoles incluiu o PC no seu ecossistema. Como Phil Spencer já disse inúmeras vezes: “todo exclusivo de Xbox chegará ao PC”, e isso é um alívio para a comunidade que prefere a sua máquina pessoal ao console da Microsoft. E olha, é um carinho muito bem-vindo, principalmente pela presença do Xbox Game Pass.

    Seguindo a mesma linha, o maravilhoso controle para Xbox também é compatível com o PC direto da caixa. É plugar e jogar, com compatibilidade direta com o Windows 10. Dispensando softwares de terceiros, drivers especiais e procedimentos extras. É um agrado, também extremamente positivo, nos aproximando da experiência do console e pavimentando o caminho para o conforto de jogadores que preferem essa ferramenta (como deste que vos fala).

    A Sony segue ignorando a gigante comunidade do PC.

    A Sony, por sua vez, segue ignorando essa gigante comunidade. Ainda não há pronunciamentos satisfatórios sobre a compatibilidade do DualSense no PC. A marca as resumiu a “o controle será compatível com o PC”, sem mencionar a distribuição de drivers ou compatibilidade com recursos inéditos do controle. Ademais, tampouco há qualquer menção a port de mais exclusivos, além dos já cedidos Death Stranding e o Horizon: Zero Dawn.

    Death Stranding do PC contava com referências cosméticas à grandiosa franquia Half Life. (Fonte: Sony/Reprodução)

    Ainda é cedo para presumir que a Sony seguirá com a mesma postura restritiva sobre seu console, acessórios e games. Até o lançamento oficial do PS5, não seria justo afirmar que o DualSense é limitado no PC — mesmo que vários vídeos já tenham demonstrado o trabalhoso processo de sincronização dentro e fora da Steam.

    Particularmente, o DualShock 4 me cativou. O controle me proporcionou horas e horas de gameplay cabeada ou por meio de conexão Bluetooth; possibilitou jogatina multiplayer local ao lado da minha namorada e colegas e me tornou fã de jogos no estilo “Party”. Partir para o DualSense seria um avanço natural, mas devido a ausência dos recursos, acho que finalmente será o momento de migrar para o controle de Xbox.

    É pedir demais ter o feedback háptico no PC? (Fonte: Sony/Reprodução)

    A esperança é a última que morre

    Como integrante da comunidade do PC, espero que a Sony mude a postura sobre seu ecossistema, e acredito que este seja o caminho para ela se tornar menos seletiva e “cinema”, para alcançar o almejado patamar de “Disney+ dos games” (como brilhantemente descrito pelo Mateus Mognon). Felizmente, meu upgrade para as placas GeForce RTX foi feito com certa antecedência e me vejo livre dos males oriundos de ports ruins, mas torço que os desenvolvedores não esqueçam da existência de uma das placas mais adoradas da comunidade e que continuem tornando games acessíveis para vários níveis de performance.

    O Jornal dos Jogos já garantiu seu ingresso para a nova geração e publicou uma bela análise sobre o Xbox Series X.

    A nova geração começa oficialmente hoje (10) com o lançamento do Xbox Series S e Series X. Os próximos meses serão lentos e com experiências restritas aos títulos retrocompatíveis, mas o futuro dos próximos consoles é promissor e devemos aguardar para testemunharmos seus desdobramentos.

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  • Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    Xbox Game Pass: jogos que chegaram antes da integração com EA Play

    A semana do dia 5 de novembro pode ser considerada como “a calmaria que antecede a tempestade” no Xbox Game Pass. O serviço está prestes a se “fundir” com o programa de assinatura da EA, o EA Play, e expandir seu catálogo de jogos ainda mais, incluindo títulos de peso.

    O estilo “O PATRÃO FICOU MALUCO” é impagável. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    Indo ao que importa, os games adicionados ao Xbox Game Pass no dia 5 de novembro de 2020 ainda são games que merecem atenção. No total, cinco novos títulos serão adicionados ao catálogo, são eles:

    Celeste (Android via xCloud, console e PC)

    Reconhecido pela comunidade como um importante título oriundo de uma produção independente, Celeste é um charmoso jogo de plataforma totalmente focado na precisão de movimentos.

    Seu visual é elegante, todo pixelizado, somado a uma trilha sonora inconfundível e cativante. É, sem dúvidas, uma das paixões pessoais e é uma grande adição ao Xbox Game Pass. Se vale a dica, o ideal é aproveitar o game utilizando um controle.

    Deep Rock Galactic (Android via xCloud, console e PC)

    Você e seus amigos compõem um grupo de anões mineradores que exploram cavernas intergalácticas enquanto enfrentam inimigos, coletam recursos e aproveitam a mecânica de construção e destruição de ambientes.

    É um prato cheio para a passar o tempo e descobrir um novo universo, mas seu potencial está na união entre amigos e na execução de tarefas em conjunto — e no enfrentamento de inimigos, que é a magia do jogo.

    O visual é cartunesco, o modelo de jogo é em primeira pessoa e há um conjunto de armas poderoso para enfrentar as ondas compostas por dezenas de aranhas e outras criaturas espaciais. A diversão é garantida.

    Eastshade (Android via xCloud, console e PC)

    Com ambientação e mundo inspirados em RPGs famosos como The Elder Skrolls V: Skyrim e The Witcher 3, Eastshade é um jogo introspectivo que te faz pintar os ambientes que marcam a sua jornada pelo mundo do game.

    Colocada como mecânica central do game, a pintura em Eastshade tenta transmitir o sentimento de observação e contemplação. Os visuais são belíssimos, as criaturas são cheias de personalidade e a aventura calma e pacata é a proposta do game.

    Pode ser tedioso para os jogadores que esperam um jogo de ação mais emocionante ou uma história cheia de reviravoltas, mas se seu objetivo é relaxar e passar o tempo, Eastshade é uma boa escolha.

    Knights and Bikes (console e PC)

    Devo confessar que esse despertou minha curiosidade é um game que dá grande destaque ao visual feito à mão em uma jornada vivida numa ilha britânica nos anos 80. É uma aventura protagonizada pela dupla Nessa e Demelza, que superam diversas situações, problemas, enquanto descobrem amigos, constroem sua história através de diálogos, melhoram suas bicicletas e descobrem os lindos ambientes da ilha.

    Particularmente, a premissa curiosa desse jogo e o multiplayer local são grandes atrativos. Aprecio games que tentam criar experiências para mais de um jogador, cientes da dinâmica que essa cooperação íntima com a dupla proporciona. Gostaria que tivesse multiplayer online, mas talvez o couch co-op seja realmente a combinação ideal.

    Comanche (PC)

    Por fim, o título de ação do conjunto. Comanche é um frenético jogo de tiro em terceira pessoa onde você controla poderosas espaçonaves recheadas com armamento letal. Desenvolvido pela THQ Nordic e lançado em março deste ano, Comanche é como um reboot de uma franquia conhecida lá dos anos 90, que tinha a mesma premissa: tiroteio entre helicópteros (e derivados).

    Não é lá um game muito inédito, mas pode render algumas boas horas de diversão e intensos embates contra ou com colegas. É um bom passatempo, pode render grandes emoções e boas horas de gameplay, mas não é algo que atraia minha atenção.

    BÔNUS: Disney+

    Anunciado na manhã desta segunda-feira (09), assinantes do Xbox Game Pass Ultimate receberão um bônus de 30 dias para acessar os conteúdos do Disney+ sem qualquer valor adicional. Como o serviço ainda nem foi lançado no Brasil (a estreia está prevista para o dia 17 de novembro), a chegada do bônus para o pagante brasileiro ainda é incerta, mas é bom ficar de olho.

    O Disney+ será o serviço de assinatura da gigante do entretenimento e contará com centenas de títulos da companhia, incluindo a premiada série The Mandalorian. É um prato cheio para acompanhar nas férias de verão que estão para chegar.

    Ademais, se vale a sugestão, o Jornal dos Jogos — mais especificamente, o Mateus Mognon — preparou uma minuciosa análise sobre o comportamento do mercado de games e como as companhias parecem estar se movimentando para se tornarem “a próxima Disney+ dos videogames”. Vale (muito) a pena conferir.


    O Xbox Game Pass é um sucesso absoluto no Brasil e possibilita que o fã de Xbox brasileiro tenha acesso a um catálogo com mais de 100 jogos a um custo reduzido — especialmente útil para períodos com dólar alto e jogos alcançando o teto de R$ 350. Pensando nisso, o Jornal dos Jogos pensou em reunir as novidades do serviço, a cada vez que eles forem anunciados pela Microsoft.

    Após essa ligeira contextualização, alertamos que a listagem e as descrições começarão a partir dos anúncios do Xbox Game Pass do dia 5 de novembro de 2020.

  • Adiamento de Cyberpunk 2077 mostra o pior da indústria de games

    Adiamento de Cyberpunk 2077 mostra o pior da indústria de games

    A CD Projekt Red assustou o mundo gamer na semana do Halloween com mais um de seus clássicos comunicados com letras miúdas e fundo amarelo. A empresa adiou Cyberpunk 2077 em 21 dias, movendo o lançamento de 19 de novembro para 10 de dezembro.

    O quarto adiamento do RPG futurista seria apenas mais uma pedra na caminhada de desenvolvimento do aguardado game, apresentado originalmente em 2013. Porém, o buraco aqui é mais embaixo. A CD Projekt mudou a data de lançamento de Cyberpunk 2077 após o jogo passar da fase desenvolvimento Gold, que é considerada o marco definitivo de que um jogo não pode mais ser atrasado.

    Além disso, a companhia fez uma série de postagens garantindo aos fãs que o jogo não atrasaria. Até mesmo os investidores da empresa polonesa estavam confiantes no “agora vai, mas não foi.

    Em seu comunicado, a CD Projekt Red disse que a fase gold significa que o jogo está pronto para ser embalado em mídia física, mas que o trabalho ainda não acabou. Como a tecnologia atualmente permite que atualizações sejam enviadas digitalmente, a empresa trará melhorias para Cyberpunk 2077 por meio de um patch de lançamento.

    “Quebra de confiança”

    Assim como os outros atrasos, o adiamento da vez certamente fará bem para Cyberpunk 2077, afinal, jogos de mundo aberto costumam ter vários bugs aleatórios. Segundo a companhia, o principal motivo para a mudança de data são as versões de PS4 e Xbox One, que possuem uma base instalada gigantesca atualmente e merecem atenção.

    O principal problema aqui é a “quebra de confiança” com a comunidade. Como a empresa adiou o game do nada e após garantir que tudo estava fluindo, alguns jogadores mais “apaixonados” não lidaram bem com a notícia. O movimento chegou a gerar ameaças de morte para desenvolvedores, mostrando o pior lado de uma galera da nada amigável “comunidade gamer”.

    Desenvolvedor de Cyberpunk fala sobre ameaças de morte recebidas pela equipe por trás do game.

    Esse furor ao redor do adiamento acontece por causa da reputação da CD Projekt Red, que é conhecida por ser “boazinha” entre as grandes desenvolvedoras de games. Um exemplo disso é The Witcher 3: Wild Hunt, que receberá uma atualização gratuita com novos recursos para PS5 e Xbox Series X/S, algo que ainda não virou padrão. O que muita gente esquece, porém, é que isso não é feito apenas por boa vontade e a empresa pretende ganhar dinheiro com esse update.

    Mesmo assim, algumas pistas e acontecimentos deixam cada vez mais claro que nem tudo são flores no estúdio e, apesar das boas intenções, a CD Projekt continua sendo uma empresa que precisa lucrar e agradar investidores.

    A palavra assustadora

    https://twitter.com/jasonschreier/status/1321857302115151873

    Enquanto “adiamento” é a palavra que assusta a galera cheia de expectativas por Cyberpunk 2077, o termo que gera arrepios dentro da CD Projekt Red é “crunch”. A empresa prometeu que seus funcionários teriam liberdade de trabalho durante a reta final de desenvolvimento do aguardado game, mas inúmeros relatos apontam o contrário.

    Apesar das promessas da empresa, o jornalista Jason Schreier publicou, no mês passado, uma reportagem indicando que o ritmo de trabalho estava atingindo níveis exploratórios em Cyberpunk 2077. Recentemente, o assunto voltou às manchetes após Adam Kicinski, CEO da CD Projekt Red, dizer para investidores que o crunch realizado em Cyberpunk 2077 “não é tão ruim” assim.

    Para brindar essa situação, aparentemente a empresa avisou os funcionários sobre o adiamento no mesmo momento em que anunciou publicamente a nova data de lançamento de Cyberpunk 2077. A coleção de polêmicas não teve efeito positivo para a CD Projekt no mercado e o valor das ações da companhia despencaram recentemente. Ainda assim, ainda é possível encontrar fãs mais ávidos que desdenham do assunto.

    Cyberpunk até demais

    Enquanto todo esse caso é bem complexo, fica claro que o adiamento de Cyberpunk 2077 mostra como o jogo está envolvido em uma atmosfera… cyberpunk. Uma das principais características do gênero é a influência das megacorporações e, ironicamente, a CD Projekt Red já está chegando nesse nível.

    A empresa está longe de ser um conglomerado odiado e poderoso como Facebook. Porém, não é todo estúdio de games que consegue manter uma comunidade tão apaixonada a ponto de esquecer acusações de crunch e ameaçar desenvolvedores de morte após um adiamento. Afinal, nada é mais efetivo para o lançamento de um game que assassinar quem está na produção, não é mesmo ¯\_(ツ)_/¯

    Cyberpunk 2077 chega em 10 de dezembro no PC, Stadia e consoles da atual e nova geração. Se você quer esquecer as tretas que rondam o game, pega aqui essa notícia feliz sobre o jogo e confira os requisitos mínimos e recomendados para computador.

  • Call of Duty Black Ops Cold War precisa de até 250 GB para ser instalado no PC

    Call of Duty Black Ops Cold War precisa de até 250 GB para ser instalado no PC

    Call of Duty Modern Warfare é conhecido por ser um jogo exigente no PC, principalmente quando o assunto é armazenamento. Agora, seu sucessor chegou para roubar esse trono, pelo menos na tabela de especificações.

    A Activision divulgou recentemente os requisitos mínimos e recomendados para rodar Call of Duty Black Ops Cold War no PC. E o jogo é bem exigente na parte de armazenamento, mesmo trazendo melhorias em comparação ao antecessor.

    A desenvolvedora trará uma tecnologia modular de download, que só foi liberada atualmente em MW, e você precisará de apenas 50 GB para instalar o multiplayer do game no PC. Para aproveitar todo o conteúdo, é necessário ter um HDD de pelo menos 175 GB.

    Reorganizei as minhas unidades de armazenamento aqui. (Imagem: Mateus Mognon)

    Porém, as coisas não para por aí: os requisitos para jogar com Ray Tracing no talo e com resolução 4K recomendam o uso de uma unidade de armazenamento de até 250 GB. Ou seja, se você investiu grana em um processador robusto e já está de olho em uma RTX 3080, é melhor guardar uns trocados para uma unidade de armazenamento, caso seu espaço para arquivos seja limitado atualmente.

    E pode ficar maior

    Diferente de jogos como Cyberpunk 2077 e Assassin’s Creed Valhalla, o novo Call of Duty não menciona o SSD como uma obrigatoriedade. Ou seja, você pode continuar no HDD guerreiro sem problema, o negócio é ter espaço de armazenamento.

    A Activision ressalta que os requisitos de armazenamento pode mudar no futuro

    A Nvidia ressalta que o armazenamento listado nos requisitos vale para o lançamento no PC. Ou seja, o jogo pode ficar maior, ou menor [hahaha], com o passar do tempo. A empresa também recomenda guardar um espacinho extra do armazenamento para a instalação de atualizações, assim você evita que seu SSD de 250 GB seja tomado pelo game.

    Requisitos Mínimos

    O hardware necessário para rodar Black Ops Cold War

    • Sistema operacional: Windows 7 64-Bit (SP1) ou Windows 10 64-Bit (v.1803 ou superior)
    • CPU: Intel Core i3-4340 ou AMD FX-6300
    • Memória: 8GB de RAM
    • Armazenamento: 50GB (somente multiplayer), 175GB (todos os modos) de HDD
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 670 / GeForce GTX 1650 ou Radeon HD 7950
    • DirectX: 12

    Requisitos Recomendados

    Para rodar o jogo em 60 quadros por segundo com todas as opções no médio

    • Sistema operacional: Windows 10 64 Bit (versão mais recente)
    • CPU: Intel Core i5-2500K ou AMD Ryzen R5 1600X
    • Memória: 12GB de RAM
    • Armazenamento: 175GB de HDD
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 970 / GTX 1660 Super ou Radeon R9 390 / AMD RX 580
    • DirectX: 12

    Requisitos para competitivo

    Para quem vai priorizar as altas taxas de quadro

    • Sistema operacional: Windows 10 64 Bit (versão mais recente)
    • CPU: Intel i7-8700K ou AMD Ryzen 1800X
    • Memória: 16GB de RAM
    • Armazenamento: 175GB HD
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 / RTX 3070 ou Radeon RX Vega64
    • DirectX: 12

    Requisitos para Ray Tracing

    Segundo a descrição da empresa, para rodar o jogo com Ray Tracing ligado

    • Sistema operacional: Windows 10 64 Bit (versão mais recente)
    • CPU: Intel i7-8700K ou AMD Ryzen 1800X
    • Memória: 16GB de RAM
    • Armazenamento: 175GB de HD
    • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 3070
    • DirectX: 12

    Requisitos para Ray Tracing no Ultra

    Para rodar o jogo em altas taxas de quadro e com gráficos no talo, incluindo Ray Tracing e 4K

    • Sistema operacional: Windows 10 64 Bit (versão mais recente)
    • CPU: Intel i9-9900K ou AMD Ryzen 3700X
    • Memória: 16GB de RAM
    • Armazenamento: 250GB de HDD
    • Video: NVIDIA GeForce RTX 3080
    • DirectX: 12

    Ray Tracing pesadão?

    Outro detalhe que merece atenção nos requisitos é a ausência de GPUs da série RTX 20. Até mesmo nas recomendações para Ray Tracing, a Activision listou uma RTX 3070.

    Para quem não tá ligado, a RTX 3070 é a GPU mais barata da nova série da Nvidia, mas também não economiza na performance. A placa de vídeo é mais potente que a RTX 2080 Ti, o produto top de linha da Nvidia nos últimos dois anos.

    Com isso em mente, ou o Ray Tracing do novo COD será bem pesadão, ou estamos vendo uma campanha de marketing mascarada para incentivar o uso das novas RTX. Logo, o negócio é esperar por testes no lançamento para saber quais GPUs realmente aguentam o traçado de raios em tempo real no game.

    GeForce Experience: conheça os recursos do
    programa para GPUs GTX e RTX

    Call of Duty Black Ops Cold War será lançado com sombras e oclusão de ambiente com Ray Tracing da Nvidia, além de suporte para DLSS 2.0. O jogo também contará com traçado de raios em tempo real nos consoles de nova geração, mas ainda não temos muitos detalhes sobre o assunto.

    O novo Call of Duty será lançado em 13 de novembro no PC e consoles. O título contará com crossplay desde o lançamento, seguindo a tendência do bem-sucedido, e também problemático, Modern Warfare de 2019.

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    GPUs RX 6000 e novos Ryzen mostram que AMD não está brincando

    Você lembra o que estava fazendo há oito anos? A AMD, nesta mesma época em 2012, estava estudando vender a sua sede para conseguir dinheiro e não falir. O processo foi confirmado em 2013 e a empresa teve que “alugar sua própria casa” para ter grana suficiente para se manter no mercado.

    Ao lembrar de situações como essa, fica difícil acreditar que a AMD, atualmente, é a empresa que está concorrendo frente a frente com gigantes renomadas como Intel e Nvidia. Durante o mês de outubro, a empresa liderada pela brilhante Lisa Su, eleita CEO do ano em 2019, mostrou que não está para brincadeira.

    Ainda nessa semana, a AMD desembolsou US$ 35 bilhões para comprar a Xilinx. Você possivelmente nunca ouviu falar dessa empresa, mas a aquisição garante uma grande presença da AMD no mercado de chips personalizados e expande ainda mais o alcance da firma, que está crescendo no setor de processadores e placas de vídeo para games.

    Na primeira semana de outubro, a firma revelou a linha de processadores Ryzen 5000, que é a primeira baseada na arquitetura Zen 3. Após o lançamento dos chips Zen2, que já colocaram medo na Intel, a nova série consolida a marca como uma opção de CPU de ponta para games, trazendo inclusive preços que estão ao nível dos valores cobrados pela concorrente. A empresa deixou de ser a “underdog” do mercado para se igualar a sua maior rival.

    Já no dia 28 de outubro, tivemos um vislumbre das placas de vídeo RX 6000, baseadas na arquitetura RDNA 2, mesma utilizada no PS5 e Xbox Series X e S. Enquanto a briga com a Intel já está aquecida há anos, as novas placas de vídeo mostram que a firma também tem forças para se destacar no mercado de GPUs e finalmente tirar uma fatia de mercado da Nvidia.

    Alcançando a rival

    Chegamos a um ponto em que a AMD zoa as placas da Nvidia por serem maiores e consumirem mais energia.

    Quando a Nvidia anunciou a série RTX 30 com um salto considerável de performance, os rumores sobre a geração RX 6000 ainda apontavam que a AMD lançaria placas de vídeo para competir com a RTX 2080 Ti, antiga top de linha do lado verde da força. Eu mesmo pensava que o máximo que teríamos era uma extensão do que temos hoje: a AMD brigando na parte de baixo da tabela das GPUs, nos segmentos de entrada e intermediário. E definitivamente não foi isso que aconteceu.

    A AMD fechou seu evento mostrando a RX 6900 XT, que, em tese, é capaz de brigar com a poderosa RTX 3090, com um tamanho menor e consumindo menos energia. Os benchmarks divulgados pela fabricante mostram a placa de vídeo alcançando e até batendo a gigantesca GPU em alguns games, o que já é bastante promissor.

    Utilizando as novas firulas da AMD, como o overclock Rage Mode, a RX 6900 XT alcança o poder bruto da RTX 3090

    Além da RX 6900 XT, a empresa também revelou a RX 8600 XT e a RX 8600, que competem com GPUs acima da RTX 3070 e são capazes de segurar 4K e 60 quadros por segundo (!!!!!). Para se ter uma ideia do quão grande é isso, as placas da geração atual da AMD atuam no mercado intermediário e lutam para ganhar espaço contra GPUs ao nível da RTX 2070 Super.

    E o Ray Tracing?

    É importante ressaltar, porém, que a AMD não mostrou testes com uma tecnologia importante: o Ray Tracing. Todos os benchmarks que colocam as placas de vídeo da empresa para brigar com GPUs Nvidia tratam apenas da força bruta, sem mencionar o desempenho das novas RX com traçado de raios. Ao que tudo indica, a empresa ainda está evoluindo sua técnica de traçado de raios e ainda deve apanhar para a rival nesse aspecto por um tempo.

    A parte interessante, porém, é que a AMD está correndo atrás do prejuízo. Segundo o The Verge, a fabricante já está testando uma tecnologia para brigar com o DLSS. Para quem não tá ligado, o “Deep Learning Super Sampling” é o milagre da Nvidia para rodar jogos em 4K e 60 fps com Ray Tracing.

    Além disso, a empresa também apresentou outras firulas para enriquecer o ecossistema das placas de vídeo Radeon. Uma das tecnologias que acompanha as RX 6000 promete ganhos de até 30% de desempenho quando a placa de vídeo é pareada com um processador AMD Ryzen da linha 5000.

    Além disso, a empresa está criando um sistema que segue os moldes do Nvidia Reflex e promete entregar jogos com menos latência, mas em um padrão aberto e mais acessível. Inclusive, o “DLSS da AMD” também será open source e deve aparecer até mesmo em consoles.

    Unir um processador Ryzen 5000 com uma placa da nova geração da AMD garantirá ganhos de desempenho, segundo a empresa

    Fora isso, também temos as melhorias trazidas na arquitetura RDNA 2. A tecnologia é 30% mais eficiente que a primeira geração RDNA e suporta frequências até 30% mais altas. A AMD também revelou a tecnologia Infinity Cache, que usa um armazenamento extra para dar um up de performance na GPU, e também o Rage Mode, um overclock que promete ser tão de boas que qualquer um vai conseguir operar.

    Mesmo com tudo isso, ainda é cedo para cravar que a AMD roubará o trono de Intel ou Nvidia. Ainda assim, temos um cenário interessante para o mercado, já que a competição está apertando tanto nos processadores quanto nas placas de vídeo. Além disso, a AMD é a primeira a oferecer dois componentes para games de alto desempenho com vantagens na compra conjunta, algo que pode mudar no decorrer de 2021 com a chegada das GPUs gamer da Intel.

    A AMD ainda não dá uma “surra de performance” em suas concorrentes e isso pode decepcionar alguns fãs. Porém, é importante lembrar que estamos falando de uma empresa que esteve em processo de falência há menos de 10 anos. Protagonizar uma virada tecnológica desse nível tão rápido é algo que merece reconhecimento, agora é esperar para ver se Lisa Su consegue manter o ritmo.

  • Exclusivos do Xbox Series X também chegarão ao PC, afirma Phil Spencer

    Exclusivos do Xbox Series X também chegarão ao PC, afirma Phil Spencer

    Em entrevista para o portal Game Reactor, o líder da divisão Xbox na Microsoft, Phil Spencer, comentou que todos os exclusivos do Xbox também serão levados ao PC. Em um modelo de negócios inédito e com a intenção de fechar mais aquisições grandiosas, o PC terá importante papel na construção do ecossistema Xbox.

    “Se nós lançarmos um jogo first-party, ele eventualmente chegará ao PC”, comentou Phil Spencer durante a entrevista. Ao ser questionado sobre sua relação com outras plataformas, incluindo o Switch, o líder da divisão foi categórico: “meu objetivo é fazer jogos que podem ser jogados pelo máximo de pessoas possível”.

    Gears 5 foi um dos pioneiros da nova estratégia e lançou no Xbox, Steam e Xbox Game Pass para PC e console no mesmo dia. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    A atual estratégia da marca Xbox, segundo Phil, é expandir o alcance artístico do Xbox Game Studios. Em um freio ao comentário anterior, ele alerta que podem adotar estratégias de lançamentos assíncronos para impulsionar a venda de hardware, mas isso não impediria a chegada dos títulos aos PCs, seja através da Microsoft Store ou Steam.

    E os exclusivos?

    Segundo Phil, levar exclusivos para outras plataformas pode ser utilizado como ferramenta de marketing para impulsionar a compra de consoles; ao passo que existem indícios de que essa estratégia causa o efeito contrário, levando jogadores para o PC. “Eles funcionam? Existem dados que dizem que sim e dados que dizem que não”, ressalta o executivo.

    “A empolgação por jogar é maior que a
    expectativa por exclusivos”

    Phil Spencer

    Para ele, a “empolgação por jogar” é maior que a “expectativa por exclusivos”, e mencionou a pandemia de covid-19 como um grande catalisador para esse mercado, devido às recomendações de isolamento social e quarentena. “Eles (os games exclusivos) são poderosas ferramentas de marketing e podem levar para grandes jogos; mas na perspectiva geral, não seria melhor que mais pessoas pudessem aproveitar os games no nosso ecossistema?”, questionou Spencer.

    Aquisição da Bethesda não resultará em perdas para os players de PC. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    Ciente de que essa política impacta negativamente na venda de consoles e acessórios, Phil ainda defende a estratégia e considera, de forma legítima, o PC como integrante do ecossistema Xbox. Ele afirma que está contente com os jogos que estão sendo desenvolvidos pela Xbox Game Studios e se diz confortável com o futuro desses jogos no PC.

    Xbox Game Pass como uma religião

    Finalmente saindo da fase Beta para PC, o Xbox Game Pass tomou proporções enormes para a Microsoft e é tratado como um dos principais produtos da companhia. Ao ser perguntado sobre uma possível presença do Game Pass para PlayStation ou Nintendo Switch, Phil Spencer esquivou, mas levantou as demais possibilidades:

    (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    “Para nós, é algo sobre prioridade e alcançar mais jogadores. Por isso, fomos para o PC depois do Xbox, porque há muitos jogadores lá, internacionalmente, que não possuem Xbox, e que poderíamos atingir. Posteriormente, fomos para o mobile, já que há um bilhão de celulares Android no planeta. […] Ainda temos que ir atrás do iOS, vamos chegar lá em algum momento. Há também as smart TVs, Chromebooks, Amazon Fire TV. Todas as discussões que tivermos serão pautadas no possível alcance de novos jogadores. […] Honestamente, amo o Switch e o PlayStation, eles fizeram um ótimo trabalho como parte da indústria; mas não tenho certeza de que eles compõem a próxima grande base de usuários para nós, mas ainda estamos abertos para diálogos”.

    Vale lembrar que recentemente Phil Spencer mencionou a possível chegada de um “Xbox Stick” para levar a gameplay por streaming do xCloud para TVs, nos mesmos moldes do Chromecast para o Stadia. Considerando o frescor e a recorrência dos comentários do líder da divisão em relação à inclusão das TVs ao ecossistema, podemos aguardá-la como “próxima grande novidade” para o Xbox.

    Gerações “mais curtas”

    Ciente de que os ciclos no PC são mais curtos, Phil Spencer reconhece que incluir a plataforma ao ecossistema implica em “gerações mais curtas”. O PC evolui constantemente, com lançamentos de CPUs e GPUs acontecendo em intervalos bem curtos, nas mais variadas faixas de preço e isso pode acelerar o lançamento de novos aparelhos Xbox.

    Conheça os consoles da nova geração

    “Eu não acho que teremos um mundo onde o ciclo dos consoles imita o que vemos nas placas de vídeo, onde parece que a cada ano há algo novo. […] O console você quer que seja colocado na sala, abaixo da TV e quer que ele funcione. […] Talvez, o ciclo irá aprimorar um pouco, quando comparado com os anos anteriores. Nós ainda estamos dando suporte para o Xbox One. […] Nós da indústria podemos nos perder nessa de ‘novo, novo, novo’, mas ainda temos muitos consumidores que estão felizes com seu Xbox One comprado no lançamento, e queremos que eles continuem felizes pelos próximos anos.”, comentou.

    A existência do Xbox One X sinaliza a tendência de gerações mais curtas ou “aprimoramentos” no meio da geração. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

    Em termos de desenvolvimento, Phil Spencer pensa num sistema que desafogue os desenvolvedores e agilize o processo de aprendizado de estruturas através do GameCore, componente subjacente do Windows Core OS, o projeto da Microsoft para futuras iterações do Windows 10 e suas variantes. Com ele, o desenvolvedor poderia, supostamente, “programar e executar de qualquer lugar”, proporcionando uma relação mais próxima entre o Xbox e PC.

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    Airplane Mode é tipo Flight Simulator, só que dentro do avião – Análise

    É 2020, a imensa maioria de voos internacionais foram cancelados devido à pandemia; passagens foram reagendadas, o turismo mundial enfrenta uma crise sem precedentes por causa do isolamento social e políticas públicas. Do outro lado, os turistas de plantão enfrentam uma única saudade: viajar.

    Microsoft Flight Simulator 2020 cumpre um bom papel ao levar pessoas para vários destinos do mundo, com representações reais e em proporção 1:1, praticamente recriando uma Terra digital. Ainda assim, nos tripulantes regulares de voos internacionais, não é a experiência de pilotar que criou a saudade em seus corações, mas a de vivenciar a viagem — e, muitas vezes, ter a experiência de trafegar até o destino, algo que comumente é feito em aviões.

    (Igor Almenara/Reprodução)

    Aí entra o Airplane Mode, o “simulador de voo” onde você não figura como o piloto, mas como passageiro da classe econômica. O game garante uma “experiência imersiva” de longas viagens, onde tudo acontece em tempo real: desde o momento que o avião manobra entre pistas, até o pouso — e isso tudo com bastante fidelidade.

    Gameplay interessante (é sério)

    A começar pela minha surpresa, Airplane Mode é inesperadamente “divertido” (aspas para ressaltar a peculiaridade do sentimento). À primeira vista, o game não me surpreendeu: a ausência de tutoriais, controles simplificados ao clique e o ponteiro do mouse me deixaram ressabiado. “É só mais um simulador genérico”, pensei.

    Daí, as coisas começaram a me deixar desconfiado. Tive poucas experiências com voos, tampouco viajei para fora do nosso grande Brasil, mas Airplane Mode replicava a rotina de voo com precisão logo de início. Já sentado na cadeira, a aeromoça solicitou que eu apertasse os cintos e uma comissária de bordo abriu o microfone para os avisos iniciais de voo — calmamente, e com todas as conhecidas frases de segurança, avisos e orientações.

    Os avisos iniciais envolvem até vídeos reproduzidos no centro de mídia de cada assento, seguidos de um comunicado breve do piloto, que conta a previsão de chegada e finaliza desejando boa viagem para todos. Então, finalmente estalou que Airplane Mode é, sem dúvidas, uma representação precisa de uma viagem.

    O EAD se mistura com o trabalho home office em Airplane Mode. (Igor Almenara/Reprodução)

    Modos de jogo

    Assim que aberto, o game dispensa maiores apresentações e te lança diretamente para o menu principal. Sóbria, a tela apresenta dois modos de jogo: de Halifax, Canadá (YHZ) até Nova Iorque, Estados Unidos (JFK), uma viagem com duração de 2 horas e 35 minutos; e de Nova Iorque, Estados Unidos (JFK), até Reykjavik, na Islândia (KEF), uma viagem com duração precisa de 5 horas e 45 minutos.

    (Igor Almenara/Reprodução)

    E não se engane: a duração das viagens é, precisamente, a duração da sessão de jogo, simulado nos mínimos detalhes. Felizmente o título oferece alguns métodos de “fast travel”, que falarei mais a frente nas atividades disponíveis como passageiro.

    Na mesma tela, o jogo dispõe as configurações de vídeo. Basicamente, elas se resumem a “low”, “medium” e “high”, sem fornecer detalhes sobre cada uma das opções. Ao lado, a resolução desejada para renderização, e só.

    Selecionado o voo, tudo começa.

    Eu sou um passageiro, eu rodo sem parar

    Leva um tempo para desvendar que os controles se resumem ao mouse. Aprender como ele funciona é uma tarefa fácil, mas não significa que sejam responsivos. Eles apresentam inconsistências em várias ocasiões e você vai errar o comando repetidas vezes.

    É um simulador construído sem capricho, atendendo
    o mínimo possível para ser chamado de jogo.

    Graficamente, Airplane Mode não impressiona. O visual é datado, as texturas são pouco definidas e sem brilho, nada é rico em detalhes, mas o que é apresentado já é o suficiente para criar a atmosfera de jogo. A frente do jogador, um monitor com controle remoto; ao lado, passageiros da mesma viagem que se movem em coreografias repetidas e sem muita expressividade. O mesmo acontece com as aeromoças.

    “Tá tirando foto minha aí maluco?”. (Igor Almenara/Reprodução)

    A aeronave se prepara para decolar e começa voo, evento deveras turbulento e que te atrapalha ao clicar nos itens. Abaixo do banco está a bolsa de mão do passageiro, contendo os itens mais interessantes da viagem: um livro (totalmente em inglês), um caderno de folhas quadriculadas, uma caneta, remédios para dormir e um cabo USB para recarregar o celular. O smartphone fica junto da revista, saquinho para vômito e guia para emergências.

    Nesses itens estão os maiores passatempos para o passageiro. A revista é recheada de conteúdo (que aparentemente não varia), com Sudoku e palavras-cruzadas — tudo em inglês. É possível jogar e rabiscar a revista com a caneta, que oferece precisão sem igual com o mouse; da mesma forma, dá para desenhar no caderno e detonar o livro.

    As atividades são as mesmas para os diferentes voos,
    e na primeira viagem já te largam na mesmice.

    A mala também inclui fones de ouvido Bluetooth que podem ser pareados ao celular ou ao monitor para consumir filmes, uma seleção de músicas ou podcasts. Do celular, é possível acessar o programa de milhas, pegar informações sobre a viagem, acessar as configurações do jogo e tirar fotos, ferramentas indispensáveis para o turista.

    A galeria é uma seleção imensa de fotos de gatinhos. (Igor Almenara/Reprodução)

    Eventualmente, uma aeromoça começará a servir as refeições, e cabe ao passageiro selecioná-las no menu do centro de mídia através do controle ou clicando diretamente nas opções. Elas variam para cada tipo de voo e podem ser simples refrigerantes, ou refeições completas, que você pode “comer” clicando neles e entregando o lixo para a comissão, bem como faria numa viagem real.

    O display oferece um catálogo de 3 filmes em preto e branco e uma animação protagonizada por Perna Longa, dos Looney Toones. Nesse mesmo menu, há também os jogos: o clássico Paciência e Blackjack, todos jogáveis a partir do clique na tela. Não é algo lá muito atrativo, mas é o suficiente para proporcionar a experiência de viajar, mesmo que de forma limitada. É parear os fones com o display, reclinar (levemente) os bancos e aproveitar.

    Além de não permitir erros, o gabarito está incompleto. (Igor Almenara/Reprodução)

    Se tudo isso já tiver te levado ao tédio, mas ainda assim você quiser finalizar a viagem, é possível tomar os remédios para dormir — seja uma só pílula ou toda a cartela. Minutos depois, o personagem cai no sono, simulado por uma tela preta, acordando horas depois, variando esse tempo de acordo com a quantidade de unidades ingeridas.

    Performance no PC e inconvenientes

    O setup onde o game foi testado é composto por um Ryzen 5 3600, combinado com 16 GB de RAM e uma Nvidia RTX 2060 Super (uma baita máquina, convenhamos). O game rodou bem e alcançou altíssima taxa de quadros, diferente do que rola em Flight Simulator. Porém, o PC precisou habilitar todas as fans para garantir o resfriamento da máquina, o que dá um toque de realismo e simula o barulho das turbinas de um avião. Em comparação, o cenário estava bem parecido com a gameplay de games AAA, mas não necessariamente entregando a mesma experiência visual.

    Vale mencionar algumas outras decisões duvidosas e problemas constantes: o celular não funciona bem, chegando a travar se você exagerar demais nas tarefas e sendo bem problemático na maior parte do tempo. Além disso, o saco de vômito se recusa a voltar para o compartimento inicial se você não insistir bastante. E a pior de todas: ninguém, absolutamente ninguém, joga Sudoku ou palavras-cruzadas com caneta, devido à possibilidade de errar e não conseguir apagar.

    Preferi cair no sono in-game do que cair no sono na vida real enquanto jogava. (Igor Almenara/Reprodução)

    Imagino que basta mais algumas horas de gameplay para encontrar mais problemas nas viagens. Em uma ligeira pesquisa no Google, encontrei relatos de jogadores que tiveram PCs congelados, sistemas com performance sendo extraída ao máximo e outros graves problemas para um jogo desse porte. Não fui acometido por nenhum deles, mas acho que sou uma exceção.

    Aleatoriedades e “fator replay”

    Airplane Mode aposta firme no fator replay e na simulação real de situações de viagens. O jogo não possui qualquer tipo de controle ou seleção de eventos e, por causa disso, não deu para conferir todas as possibilidades do simulador. Nas viagens que fiz, pude vivenciar pequenas turbulências, mas o voo terminou bem e sem maiores surpresas.

    O celular é o equivalente a um dos primeiros smartphone Android. (Igor Almenara/Reprodução)

    Nesse quesito, Airplane Mode pode surpreender. Particularmente, não cheguei a pesquisar se o jogo pode cessar devido a um acidente, se as turbulências podem ser mais assustadoras ou se o personagem do jogador pode, de fato, passar mal. Para conferir todas essas possibilidades, é necessário destrinchar o game repetidas vezes e aproveitá-lo na integra, algo muito difícil de fazer quando o jogo é tão desinteressante que você prefere viver o cotidiano real.

    Um simulador para quem?

    Airplane Mode é um título vazio aos olhos do gamer padrão e me surpreenderia se figurasse como um título famoso nas plataformas de streaming, mas o título chega para atender pessoas carentes por viagem, uma categoria crescente em tempos de pandemia. Mesmo que não leve ninguém a novos países e localidades, pode ser uma forma interessante de reviver “o prazer de viajar”.

    E falo isso sério. Segundo o site Engadget, a empresa First Airlines — empresa que oferece simulação de viagens em realidade virtual — viu seus ingressos de experiências virtuais crescendo em 50% desde o começo da pandemia. Então há, sim, público para esse tipo de jogo, mas é algo extremamente nichado.

    (Tóquio First Airlines/Divulgação)

    No fim, cabe a você decidir se vale pagar R$ 25,89 (na Steam) para ter a experiência de viajar na classe econômica, com direito a passageiros escandalosos, bebês chorões, atendimento de qualidade questionável e pouca coisa para fazer enquanto espera.

    Confesso que achei o game curioso e, em poucas horas, conferi todo o conteúdo possível (sem destrinchar livros e revistas com detalhes). Em meu setup, confesso que até considerei o game imersivo e uma forma que pode suprir a ausência de viagens, pelo menos em parte, ainda que não seja feito para todo mundo.

    Conclusão

    Airplane Mode é um “Simulador de voo” onde você assume o papel de passageiro da classe econômica, com poucas atividades para se distrair e remédios para te ajudar a encurtar a viagem. É uma criação do estúdio AMC Games que pode satisfazer os turistas de plantão que tiveram seus itinerários cancelados pela pandemia, mas nada além disso. Se este não for seu caso, o tédio te alcançará rapidamente e o jogo se tornará apenas uma piada que custa cerca de R$ 25.