O mês de maio tá chegando ao fim, mas as notícias de games não param. A edição de hoje conta com o anúncio oficial do novo Call of Duty, impressões com um lançamento promissor da Ubisoft e a nova temporada de Fortnite, que tá bem maneira.
Tenha uma ótima leitura e até mais 🎮
Black Ops 6 a caminho!
A Activision lançou o primeiro teaser oficial de Call of Duty Black Ops 6, além de um site misterioso para o game. A apresentação rolou com um vídeo live-action mostrando o que podemos esperar do clima do game, que será revelado em todo o seu esplendor durante uma live da Microsoft em 9 de junho.
Trailer de Shadow of The Erdtree
Com lançamento marcado para o dia 21 de junho, o DLC de Elden Ring, Shadow of The Erdtree, ganhou um trailer épico. A prévia finalmente revelou detalhes da história do conteúdo extra, que vai ficar nos mistérios de Miquella, irmão da icônica Malenia.
Kingdom Hearts na Steam!
A franquia Kingdom Hearts chegou ao PC há cerca de três anos, mas parece que só agora vai “chegar de verdade” ao computador para muitos jogadores. Depois de um bom tempo como exclusiva da Epic Store, a série de games chega na Steam em 13 de junho.
Além de muitos jogadores terem ficado felizes, até a Square Enix parece estar pulando de alegria, já que fez um comunicado bem empolgado sobre o assunto. Por aqui, o lançamento está sendo bem celebrado, já que vai dar pra jogar tudo no Steam Deck! O preço dos jogos na plataforma da Valve ainda não foi divulgado, mas vai dar pra jogar muita coisa! Confira todos os títulos que chegam à Steam agora em junho:
Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 ReMIX
Kingdom Hearts Final Mix
Kingdom Hearts RE: Chain of Memories
Kingdom Hearts 358/2 Days
Kingdom Hearts II Final Mix
Kingdom Hearts Birth by Sleep Final Mix
Kingdom Hearts RE: Coded
Kingdom Hearts HD 2.8 Final Chapter Prologue
Kingdom Hearts Dream Drop Distance HD
Kingdom Hearts 0.2 Birth by Sleep: A Fragmentary Passage
Kingom Hearts X Back Cover (filme)
Kingdom Hearts III + Re Mind DLC
É coisa pra caramba, hein?!
Loja do Playstation pra celular?
A Sony abriu uma vaga de emprego dando a entender que lançará uma loja mobile para celular com jogos grátis. Enquanto a novidade não foi confirmada, a movimentação faz bastante sentido: em seus relatórios financeiros, a empresa sempre comenta sobre a importância dos celulares e como pretende entrar com tudo nesse segmento lucrativo.
Need for Speed Underground com RTX
Se você possui uma placa de vídeo Geforce RTX, é possível aproveitar o icônico Need for Speed Underground com belos gráficos atuais, cortesia de um modelo gratuito no PC. No entanto, você possivelmente vai ter que apelar para um CD ou pirataria, já que o game não é mais vendido oficialmente pela EA.
Nova temporada de Fortnite chegou!
Se você está na onda de Mad Max graças ao filme Furiosa, temos boas notícias: Fortnite acaba de receber uma nova temporada que é claramente inspirada na obra de George Miller. Chamada de Sem Freio, a season traz um grande foco em carros modificáveis e cenários desérticos.
Enquanto não temos uma skin de Furiosa ou Mad Max, o jogo traz diversos visuais que são inspirados nos personagens da franquia da Warner. Além disso, o passe de batalha ainda inclui um crossover com Fallout e X-Men, trazendo grandes armaduras e o Magneto.
The Rogue Prince of Persia: o Indie da Ubisoft
Apesar de suas polêmicas e lançamentos de grande porte que nem sempre dão certo, a Ubisoft também olha para os indies. A empresa lança nesta semana The Rogue Prince of Persia, feito em parceria com a Evil Empire. O estúdio que cocriou Dead Cells levou a franquia para um novo Roguelite em 2D com visual de Cartoon, ótima trilha sonora e muita morte.
A experiência é divertida, mas está em acesso antecipado e ainda precisa de refinamentos, além de não ter localização em PT-BR. Para quem é fã de jogos difíceis e da vibe de Dead Cells, vale a pena dar uma chance logo de cara, mas pode ser uma boa esperar patches de balanceamento e de desempenho. Você pode conferir nossas impressões com o jogo no PC e Steam Deck lá no site do Jornal!
💻A Epic Games liberou o jogo Farming Simulator 22 de graça por tempo limitado no PC. Você pode resgatar o game sem custos neste link até o dia 30 de maio, quando um novo título misterioso será liberado de graça.
💻O DLC Shadow of the Erdtree de Elden Ring está com 10% de desconto em pré-venda na Nuuvem. Você também pode comprar o pacote completo com o game e a expansão com o mesmo desconto.
💻Mullet Madjack é um dos melhores indies brasileiros lançados em 2024 até agora, e você já pode comprá-lo com desconto. O jogo tá saindo por R$ 44,95 na Nuuvem.
🚗Need for Speed Unbound continua recebido atualizações! O jogo de corrida receberá o Volume 7 de conteúdos de graça em todas as plataformas. Lembrando que o título já está disponível no Game Pass e PS Plus, além da assinatura EA Play.
🟢Hellblade 2 finalmente chegou no Xbox e PC na semana passada, impressionando pela qualidade gráfica e narrativa. Com cerca de oito horas de duração, o título é uma ótima pedida para quem assina o Game Pass!
Lançamentos da semana
O final do mês de maio está recheado de ótimos lançamentos. As novidades vão desde o já mencionado Prince of Persia até um novo jogo de uma grande franquia da EA.
The Rogue Prince of Persia (27/05) – PC (acesso antecipado).
MultiVersus (28/05) – PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X.
Nine Sols (29/05) – PC.
Capes (29/05) – PC, PS5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch.
Umbraclaw (30/05) – PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch.
F1 24 (31/05) – PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X.
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Após anos adormecida nos porões da Ubisoft, a franquia Prince of Persia retornou com tudo em 2024. No começo do ano, a empresa lançou o conceituado The Lost Crown, mas estava guardando uma surpresa extra para os fãs.
No mês de abril, a companhia revelou The Rogue Prince of Persia, um novo jogo da franquia feito de maneira diferente. Enquanto os jogos da companhia costumam ser produzidos internamente, o novo título foi desenvolvido pela Evil Empire, criadora de Dead Cells.
Afinal, essa parceria deu certo? O Jornal dos Jogos testou o game em sua versão de acesso antecipado na Steam. Confira mais detalhes agora na nossa Review!
O que é The Rogue Prince of Persia?
The Rogue Prince of Pérsia é mais uma interpretação da clássica franquia da Ubisoft. Agora, o mundo da série é transportado para o gameplay feito pela Evil Empire, com fortes inspirações em Dead Cells.
O título coloca o jogador na pele de um príncipe renegado que precisa salvar o seu povo da invasão dos Hunos. No entanto, como de costume na saga, os inimigos estão sob o efeito de uma magia maligna que dá uma buffada em seus poderes.
Porém, o protagonista também possui habilidades: o príncipe consegue voltar no tempo sempre que é derrotado, o que garante a implementação do gameplay roguelite.
Um Roguelite com muito estilo
Enquanto a história do jogo é bastante simples e contada sem diálogos falados, a experiência é compensada no gameplay. O jogo traz belos gráficos no estilo 2D com diversas animações fluidas, dando bastante ênfase no parkour e corridas pela parede.
Desde pulos até movimentos de cura e ataque, o jogo consegue transportar muito bem o “feeling” da franquia para um visual de Cartoon em 2D. O estilo também é bastante diferente de The Lost Crown, garantindo que cada jogo tenha sua personalidade.
O mesmo também pode ser dito sobre o gameplay. The Rogue Prince of Persia conta com diferentes tipos de armas e um sistema de medalhões que customizam algumas ações. Começando com uma dupla de facas, o jogador pode conseguir os novos itens durante a run, além de “espíritos” que podem ser usados para forjar novos itens e habilidades.
A experiência lembra um pouco Hades, mas com uma pegada mais tática. Se você rushar demais logo no começo, por exemplo, pode acabar tendo problemas. No entanto, quando o jogador se acostuma a morrer e vai pegando o jeito, além de liberar novos itens, a experiência deixa de ser tão punitiva.
Logo de início, o jogo também oferece diferentes cenários em plataforma para serem explorados, o que garante variedade. Como o jogo se calça muito na rejogabilidade, isso acaba ajudando a tornar a experiência satisfatória.
A trilha sonora também está muito bem implementada no gameplay. O jogo conta com músicas viciantes e que garantem um bom ritmo para o gameplay, mas a ausência de dublagem, e também de legendas em PT-BR, acaba deixando a desejar.
Em desenvolvimento
Enquanto o pacote entregue atualmente no game já pode divertir fãs do gênero, é válido ressaltar que The Rogue Prince of Persia está em acesso antecipado. Ou seja, o time da Evil Empire ainda vai adicionar novos conteúdos e realizar refinamentos de performance no game, que serão muito bem-vindos
Enquanto a experiência está bem interessante em computadores mais potentes, o jogo acabou apresentando algumas travadas em nossos testes com o Steam Deck. O game roda em 60 quadros por segundo com ótimos gráficos, mas eventuais quedas de performance aconteceram durante a jogatina em cenários mais complexos.
Como a precisão nos golpes é algo que faz bastante diferença no gameplay, principalmente contra chefes, a questão da performance acaba sendo importante. Com isso em mente, se você possui um PC próximo dos requisitos ou está preocupado com desempenho, vale a pena ficar de olho nas atualizações do jogo, que é bem leve, mas ainda precisa de otimizações.
Vale a pena?
Se você é fã de jogos Roguelite e curte um bom trabalho artístico, vale a pena ficar de olho em The Rogue Prince of Persia. Apesar de ainda estar em desenvolvimento, o título entrega bons gráficos e uma trilha sonora viciante.
Mais do que isso, o game também é mais uma prova de que a franquia Prince of Persia funciona muito bem como “jogo indie”. Ao invés de criar outro título de grande porte que claramente competiria com Assassin’s Creed, a Ubisoft optou por diversificar a série em diferentes gêneros e formas, o que é ótimo para quem é fã de videogame e curte o universo do Principe da Pérsia.
O gameplay também é bastante divertido e capaz de manter o jogador ocupado por muitas horas em seu loop. No entanto, o projeto ainda precisa de otimizações, que chegarão em updates futuros no período de acesso antecipado.
Ficamos na torcida para que o jogo também receba localização em português brasileiro no lançamento completo. Enquanto o grande foco do título acaba sendo o gameplay, a adição de legendas e menus seria ótima para garantir que os jogadores entendam todas as possibilidades oferecidas pelo jogo, bem como a sua história.
Para quem é muito fã de Roguelites e não se importa com eventuais problemas técnicos e a falta do idioma PT-BR, vale a pena ficar de olho em The Rogue Prince of Persia. No entanto, se você busca uma experiência refinada e gosta de “jogos de morrer”, a dica é deixar o game na sua lista de desejos e acompanhar as atualizações de desempenho e conteúdo.
The Rogue Prince of Pérsia chega em acesso antecipado na Steam em 29 de maio. Uma cópia do jogo foi cedida para review pela Ubisoft.
Desenvolvedora e publisher, qual a diferença entre esses dois termos no mundo dos vídeo games? Muitas pessoas ainda não têm clareza sobre o que diferencia um do outro. Mas na verdade, é um bem simples. A grosso modo podemos dizer que a desenvolvedora cria o jogo e a editora/publisher vende ele.
As desenvolvedoras são responsáveis por criar as mecânicas dos games, fazer toda a parte visual, deixar o produto redondinho para ser jogado. Já a parte técnica é com a desenvolvedora. Os estúdios de games fazem todo o “trabalho pesado” de criação.
As publishers, por outro lado são responsáveis pelo marketing, vendas e relações públicas. É importante ressaltar, no entanto, que essa relação pode ser mais “cinza” do que isso. Em alguns casos, as publishers contam com contratos que incluem cláusulas para serem mais participativas na criação dos games, enquanto algumas desenvolvedoras também podem participar mais ativamente na divulgação dos seus jogos.
Editoras de games famosas
Grandes editoras também têm seus próprios estúdios trabalhando para eles. Um exemplo é a PlayStation, que tem o Santa Monica Studio, responsável pelo desenvolvimento de God of War, e a Naughty Dog, que faz The Last of Us. Enquanto os estúdios fazem os games, a Sony é responsável por toda a parte de venda e divulgação, além de ser a dona das propriedades intelectuais. Nesse caso em específico, a publisher é a patroa e os estúdios são os empregados.
A PlayStation é um exemplo de empresa que publica diversos jogos.
Algumas publishers de grande porte também fazem contratos para licenciar franquias ou obter exclusividade em alguns projetos. Em 2024, por exemplo, a Sony assumiu o papel de publisher dos jogos Stellar Blade e Rise of the Ronin, que são de estúdios externos. Enquanto a companhia não é dona das propriedades intelectuais, o estúdio obteve exclusividade no lançamento dos jogos no PS5 e fez toda a divulgação dos games, além de garantir legendas e dublagem em PT-BR, por exemplo.
Outro caso interessante é a Microsoft. A empresa adquiriu grandes produtoras como Activision, Blizzard e Bethesda, fazendo com o que o papel de publisher se torne ainda mais amplo. A empresa basicamente gerencia as outras gigantes, que continuam publicando jogos de seus estúdios.
Outro exemplo interessante de publisher é a Ubisoft, Assassins’s Creed Odyssey foi desenvolvido por 7 estúdios da Ubisoft, que também ficou responsável pela distribuição do game. No entanto, a empresa também trabalha com equipes externas: o novo The Rogue Prince of Persia é feito pelo estúdio de Dead Cells, em uma parceria de licenciamento e distribuição com a Ubisoft.
Relações boas e ruins
Vale ressaltar, também, que nem tudo são flores no mundo de publishers e desenvolvedores. Em alguns casos, as publishers fecham contratos que dão um prazo curtíssimo e péssimas condições para estúdios pequenos, se aproveitando que as equipes não possuem muitos recursos. Exemplo disso é o icônico jogo do King Kong, que gerou polêmica em 2023.
Em outros casos, no entanto, essa relação pode ser a melhor saída para um jogo ganhar vida. Certos desenvolvedores menores não possuem tanta visibilidade e dinheiro para divulgar seus jogos do 0, então quando eles possuem uma ideia e alguma arte conceitual, eles costumam ir às publishers para lançar seu jogo. Se as editoras gostarem, elas podem financiá-lo e à medida que o jogo se aproxima da conclusão, os editores comercializam e distribuem o produto final.
A Devolver Digital é um exemplo interessante de publisher que costuma ter uma boa relação com desenvolvedores indies. A empresa seleciona bons projetos, alguns feitos até mesmo por uma pessoa, e ajuda no financiamento e distribuição — recebendo parte dos ganhos, obviamente.
Volodymyr Kvashuk, ex-engenheiro de software da Microsoft, 26 anos, originário da Ucrânia, mas que residia em Renton, Washington. Por que isso importa?
Ele foi acusado de 18 crimes federais e condenado a nove anos de prisão por seus esquemas para fraudar a Microsoft e roubar nada menos que US$ 10 milhões da empresa. Quer saber mais sobre isso? Então continue lendo o texto sobre o cara que conseguiu passar para trás uma das maiores empresas do mundo.
Quem é Volodymyr Kvashuk?
Kvashuk chegou pela primeira vez aos EUA vindo da Ucrânia em 2015 para assistir ao casamento de sua tia Alla, que estava se casando com um dentista do sul da Califórnia.
Kvashuk nasceu de Rivne Oblast, parte oeste da Ucrânia. Ele estudou ciência da computação e economia em uma universidade importante onde sua mãe e seu pai ensinavam. Seus amigos se lembram dele como um aluno inteligente, mas mediano. (Um boletim informativo mostra que ele recebeu um C em finanças e um D em gerenciamento de risco.)
Ele adorava beber cerveja enquanto jogava jogos de Campo Minado e World of Warcraft, lutava boxe para se divertir e andava de motocicleta. Sua foto no Facebook o mostrava em sua Yamaha, uma boneca Barbie amarrada no banco de trás, com os braços estendidos para o céu.
Kvashuk havia começado recentemente um trabalho de tempo integral na Microsoft, na sede da Microsoft em Redmon, Washington, para ser mais específico. E seu trabalho era testar a infraestrutura do e-commerce da empresa. O foco da sua equipe era simular na loja online da Microsoft, procurando falhas no sistema de pagamentos. Isso significava fazer muitas compras falsas na loja. Se Kvashuk adicionasse um PC Dell ao carrinho de compras, ele usaria um cartão de crédito falso fornecido pela Microsoft, completaria a transação e documentaria quaisquer erros. O sistema sabia que a compra era falsa e não entregaria o dispositivo em sua porta. Pelo menos era o que deveria acontecer.
Como ele roubou a Microsoft?
Aí que tá, em um dos seus testes, Kvashuk encontrou um bug que mudaria sua vida até então. Uma falha que ele não teve “coragem” de relatá-la aos seus gerentes. Eventualmente, ele descobriu que as compras feitas com os gift cards do Xbox que ele podia gerar eram legítimas, e resultavam em códigos reais para os games que ele estava simulando comprar.
Kvashuk então aproveitou a oportunidade, mas começou aos poucos. Gerando gifts-cards com valores entre 10 a 100 dólares. Mas foi evoluindo com o tempo. Nessa história toda, em uns dois anos, Kashuk havia roubado da Microsoft mais de 152.000 cartões do Xbox, equivalente a apenas 10,1 milhões de dólares na época. Com os valores que conseguiu roubar, o ex-engenheiro ucraniano comprou um carro Tesla no valor de 160 mil dólares, cerca de 146 mil euros. E ainda uma casa à beira de um lago que custou 1,7 milhões de dólares, perto de 1,6 milhões de euros. Mas tinha planos ainda de comprar um chalé de esqui, um iate e um hidroavião. Rapaz ousado, né.
Não está claro exatamente quando Kvashuk, começou a abusar desse glitch. Mas em algum momento de 2017, na época em que a Microsoft o recrutou para um cargo de engenheiro, ele percebeu que contas experimentais de sua equipe foram programadas apenas para impedir que o site enviasse compras falsas de produtos físicos. PCs, tablets, teclados… a Microsoft não pensou que seus testers pudessem pedir gift cards nos testes. Kvashuk poderia ter relatado a vulnerabilidade a seus chefes, mas ele não fez isso.
Kvashuk e seus colegas de trabalho geralmente alternavam entre alguns perfis simulados que registravam sob pseudônimos com a equipe da loja da Microsoft, geralmente com nomes de usuário e credenciais de segurança superficiais porque as contas eram falsas e inúteis fora de Redmond.
Ele trabalhou em seu apartamento em Seattle no outono daquele ano, mascarando seu tráfego de internet roteando-o por meio de servidores no Japão e na Rússia. Depois de fazer pedidos de teste, dezenas de códigos de gift cards apareceram imediatamente, no valor de US $2.000, depois US $4.200 e, eventualmente, muito mais. Um de seus primeiros resgates, provavelmente para confirmar que os cartões-presente roubados realmente tinham valor e que seu golpe realmente funcionaria, foi de US $164.
O golpe segue crescendo
O ano agora é 2018 e Kashuk estava mais ambicioso que nunca. Em janeiro daquele ano ele criou um programa chamado PurchaseFlow.CS, para acelerar as coisas. Com alguns cliques no aplicativo, ele podia selecionar qual gift card queria (em relação a valores) e ainda a saída da moeda (dólares americanos, euros, libras esterlinas) e quantos cartões desejasse comprar. Os promotores da investigação disseram posteriormente que o programa foi “criado para um propósito, e apenas um propósito: automatizar o desfalque e permitir fraudes e roubos em grande escala”.
Quando Kvashuk começou seu golpe, o banco virtual da Microsoft estava facilitando transações de centenas de milhões de dólares. Ninguém notaria se algo sumisse.
Em uma plataforma para trocar gifts cards por criptomoedas, geralmente Bitcoin, nosso engenheiro aqui estava operando sob o nome Grizzled Wolf na Paxful.com. A plataforma é popular entre compradores e vendedores em massa, que se comunicam por mensagens de bate-papo. A Paxful mantém a criptomoeda em custódia até que uma negociação seja acordada. A Pxaful também era uma mão na roda, porque não exigia identidades governamentais verificáveis, permitindo que os usuários permanecessem anônimos. Kashuk deliciava-se disso, venda após venda. E sempre querendo vender mais, em quantidades ainda maiores.
As pessoas que fazem transações com Bitcoin podem manter suas identidades anônimas, mas os números correspondentes a qualquer transação são rastreados em um livro digital público, conhecido como blockchain, criando um registro para as autoridades governamentais. Mas Kashuk era inteligente e tentou evitar isso canalizando alguns de seus ganhos através do ChipMixer.com, que os promotores dos EUA definiram mais tarde como uma ferramenta de lavagem de dinheiro na Internet que atua como um “misturador” para misturar Bitcoin com diferentes criptomoedas do mesmo valor, “para obscurecer e ocultar a fonte original” e “obliterar a trilha do blockchain”. (Um porta-voz do ChipMixer diz que o sistema é destinado à privacidade e que é “usado por muitos indivíduos e alguns podem ser pessoas ruins”.) Naquele março de 2018, ele depositou $1.4 milhões da Coinbase em sua conta corrente pessoal Wells Fargo & Co.. Em seguida, um adicional de US $ 935.000 em abril. Ele disse ao seu contador que os ganhos do Bitcoin eram simplesmente um presente de seu pai.
Contudo, em algum momento, por algum motivo estranho. Os códigos dos gifts cards vendidos por Kashuk não funcionavam mais quando os compradores tentavam resgatá-los online. Em certos momentos, isso assustou alguns de seus compradores, que depois de receber um monte de códigos inválidos, entraram em contato com a Microsoft reclamando. E isso, claro, enfureceu Grizzled Wolf: “Droga, cara, você não deveria enviar essa solicitação para a Microsoft. Mande-os para mim”, escreveu Kvashuk de volta, xingando. “Se eles começarem a me rastrear, eu vou simplesmente desistir.”
O começo da queda
Em fevereiro de 2018 a equipe de investigação de fraudes da Microsoft notou um aumento inexplicável nas compras online usando gift cards. Aumento que significava quase o dobro dos resgates normais. A teoria inicial era de que um “mau ator externo” estava agindo, mas um relatório interno logo confirmou que o hack vinha de dentro da própria empresa.
Em março, os investigadores rastrearam atividades irregulares em duas contas de teste internas atribuídas a funcionários da equipe de lojas da Microsoft. As contas, eles descobriram, já haviam reivindicado quase US$ 8 milhões em códigos que estavam sendo vendidos na Paxful e em outros sites. Em abril, as investigações se voltaram para os funcionários e um programa de testes chamado Fiddler, usado para enviar relatórios de bugs, era a chave para descobrir quem era o responsável por aquilo.
Qualquer pessoa com acesso ao Fiddler poderia ter hackeado as contas, sugerindo que algum outro funcionário ou contratado poderia ser o responsável. Foi aí que a equipe de investigações recorreu a Andrew Cookson, que havia lidado com investigações forenses sobre má conduta de funcionários na Microsoft por quase 15 anos. Cookson rapidamente se concentrou em um novo suspeito: Volodymyr Kvashuk.
Depois de vasculhar os dados CSV, a Microsoft descobriu que uma das contas de teste oficiais de Kvashuk havia comprado alguns gift cards do Xbox de forma ilegítima em 2017. Kashuk também foi conectado a outro lote de códigos roubados, que foram usados na loja da Microsoft para comprar três placas de vídeo de última geração, produzidas pela Nvidia. O comprador as havia enviado para “Grigor Shikor” no apartamento 309 da Norman Arms em Seattle. Porém, ninguém com esse nome morava no Norman Arms, e os apartamentos acabavam no 308.
Às 14h03 de 18 de maio, Kvashuk se viu sentado em frente a Cookson enquanto clicava em seu gravador de áudio em uma sala de conferências no campus da Microsoft em Redmond. Quando perguntado se ele usou as contas de teste para gerar códigos, Kvashuk admitiu vagamente ter resgatado cerca de 600 deles, mas apenas para comprar filmes para assistir com a namorada em casa. Ele e Diana (sua namorada) mantinham uma lista de códigos fixados ao lado do console Xbox e os riscavam enquanto baixavam filmes, disse ele. Quanto às placas de vídeo da Nvidia, ele reconheceu que usava placas para mineração de criptomoedas, mas enfatizou que não se lembrava de encomendá-las nem poderia explicar por que elas foram enviadas para um “Grigor Shikor” em seu endereço residencial anterior. “Estou perdido aqui”, disse Kvashuk a Cookson.
Fim da linha
Quatro semanas depois, a Microsoft demitiu Kvashuk. Para um engenheiro aparentemente sofisticado, ele cometeu muitos erros de novato. Embora tenha ocultado seu uso da internet por meio de servidores internacionais, por exemplo, ele distraidamente usou o mesmo computador baseado em Linux, com a mesma versão desatualizada do navegador Firefox, para cometer o roubo, metadados que permitiram à Microsoft conectá-lo ao crime. Os investigadores até descobriram que a licença do Microsoft Office que ele comprou no início do golpe estava registrada em uma conta administrativa do SearchDom, sua startup.
Ele e Diana continuaram vivendo luxuosamente em sua nova casa. Eles fizeram passeios de barco ao redor da Ilha Mercer e foram de férias para o Havaí. Uma foto do Instagram de dezembro de 2018 mostra Kvashuk segurando um coquetel no Cliff Dive Bar, perto de Maui, pouco depois de conseguir outro emprego na divisão digital do Sinclair Broadcast Group Inc., com sede perto do Seattle Space Needle.
Um colega de trabalho da Sinclair na época se lembra de Kvashuk como “afetuoso” e “colaborativo”, com um “comportamento muito frio”, que parecia qualquer outro cara da tecnologia. Ele nunca deixou transparecer que era rico; colegas apenas presumiram depois que ele apareceu para trabalhar em seu Tesla vermelho.
Em 16 de julho de 2019, um amigo deu um Slack para ele tomar um café, mas sua conta foi desativada. E as mensagens não foram respondidas. Nunca mais ouviram falar dele.
Naquele dia, agentes federais, que haviam conduzido sua própria investigação depois que a Microsoft encaminhou o caso para eles, invadiram seu apartamento à beira do lago. Kvashuk estava sentado no sofá, com as pernas cruzadas, enquanto os agentes vasculhavam o local, descobrindo um tesouro de evidências incriminatórias, como chaves de carteiras de criptomoedas, notebooks com informações de contas bancárias, drives USB repletos de gift cards roubados e muito dinheiro, incluindo mais de $ 4.000 na bolsa de Diana.
Os agentes federais também encontraram uma lista de Kashuk com futuros investimentos, escritos em ucraniano. A lista revelou que ele planejava comprar, entre outras extravagâncias, uma casa de US$ 4 milhões em Maui.
O título da lista: “Como vou administrar meus próximos 10 milhões”.
Em fevereiro de 2020, promotores federais do Distrito Oeste de Washington levaram Kvashuk a julgamento por lavagem de dinheiro, roubo de identidade e fraude eletrônica e postal, além de apresentar declarações fiscais falsas. Encontrar pen drives cheios de códigos na casa de Kvashuk foi “o equivalente em um caso de assalto a banco a encontrar sacos de dinheiro roubados no quarto do réu”, disse Dion, o promotor principal.
A Microsoft colocou na lista negra muitos dos gift cards roubados antes de serem resgatados, tornando-os inúteis para os revendedores, e o IRS (o serviço de receita do Governo Federal dos Estados Unidos) conseguiu rastrear fundos de criptomoedas usados para lavar dinheiro.
KVASHUK testemunhou no julgamento que não pretendia fraudar a Microsoft. Ele alegou estar trabalhando em um projeto especial para beneficiar a empresa. O júri deliberou cerca de cinco horas após um julgamento de cinco dias antes de retornar os veredictos de culpado. Sua lógica era, por que não distribuir dezenas de milhares de gift cards gratuitos do Xbox para testar se isso de alguma forma aumenta o engajamento e as vendas no futuro?
Bom, o juiz e o júri acharam sua defesa ridícula e o declararam culpado de todas as acusações . Além de 9 anos de prisão ( em que provavelmente será deportado depois de cumprir a pena), KVASHUK foi condenado a pagar $ 8.344.586 em restituição. No fim das contas, o crime acabou não compensando.
Alô, galera, o Jornal dos Jogos está no ar! A edição de hoje traz atualizações sobre o lançamento de GTA 6, análise de vendas do PS5, Phil Spencer sonhando com a Epic Store no Xbox e muito mais!
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Assassin’s Creed Shadows é anunciado (e cancelado)
O destaque da última semana ficou para o anúncio do belíssimo Assassin’s Creed Shadows, novo jogo que levará a franquia da Ubisoft para o Japão Feudal. Diferente dos capítulos anteriores, o título terá uma dupla de protagonistas baseada em guerreiros históricos — o samurai Yasuke e a ninja Naoe Fujibayashi.
Apesar da promessa de levar à franquia às raízes, trazendo também inovações de jogabilidade explorando as especialidades de cada guerreiro, Assassin’s Creed Shadows ainda foi cancelado — por uma parte bastante incomodada do público. E o motivo, como de costume, é controverso: Yasuke é um samurai negro, de origem africana.
Mesmo com a fidelidade histórica sendo respeitada, muitos jogadores questionaram a decisão do estúdio. Segundo eles, o personagem não “representaria o Japão adequadamente”. Contudo, o lendário samurai é muito respeitado na Terra do Sol Nascente — você pode conhecer sua história e legado neste especial!
Phil Spencer quer trazer Epic Store ao Xbox
É isso mesmo, a gerência ficou maluca — na maior acessibilidade aos jogos! Em uma entrevista ao site Polygon, o chefão da Xbox, Phil Spencer, demonstrou estar bem insatisfeito com as bibliotecas fechadas em cada plataforma.
Apesar do colossal esforço da Sony para desagradar seus fãs no PC, seus jogos seguem fazendo um enorme sucesso na plataforma. O caso mais recente é o de Ghost of Tsushima, que estreou com um pico de quase 60 mil jogadores simultâneos.
Embora o feito seja impressionante, ainda está longe de bater o recorde inédito de Helldivers 2, que se tornou o maior lançamento da Sony. Mesmo com tantas polêmicas — nota-se, não relacionadas à qualidade do jogo —, o título provou sua força e conquistou o coração dos jogadores. Tudo pela Super Terra!
Confirmando uma enorme leva de rumores e vazamentos, agora é oficial: GTA 6 chegará em 2025! A informação veio da própria Rockstar, que também detalhou um intervalo para o lançamento do novo jogo — em algum momento durante a primavera brasileira, ou seja, entre setembro e dezembro.
Para muitos analistas, GTA 6 é o jogo mais importante na indústria, especialmente pelo seu potencial de impacto. Para entender de onde vem tal afirmação, basta conferir o recorde de GTA 5, que possui mais de 200 milhões de unidades vendidas.
Tomb Raider terá série na Prime Video
Após o sucesso da série de Fallout, as adaptações de jogos para as telinhas e telonas ganharam um respiro de esperança. E a próxima empreitada da vez é a série live-action de Tomb Raider, que também estreará na Prime Video.
A obra será comandada pela talentosa Phoebe Waller-Bridge, de Fleabag, e trata-se de uma parceria entre a Crystal Dynamics e a Amazon MGM Studios. Será que vem coisa boa por aí?
Próximo grande jogo exclusivo do Xbox, Senua’s Saga: Hellblade 2 é o grande destaque da semana! A continuação chegará direto no Game Pass e promete honrar a qualidade da franquia.
Confira outros lançamentos:
Senua’s Saga: Hellblade 2 (21/05) – PC, Xbox Series S/X.
System Shock (21/05) – PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X.
Paper Mario: The Thousand-Year Door (23/05) – Nintendo Switch.
World of Goo 2 (23/05) – PC, Nintendo Switch.
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Em 2011 a FromSoftware lançava Dark Souls, o início de uma trilogia que marcou uma geração, seja pela sua dificuldade fora do normal ou pela quebra de padrões vistos em AAA passados.
11 anos depois, a mesma FromSoftware está prestes a lançar Elden Ring que, de acordo com George R.R. Martin, escritor da história do jogo, é uma sequência da franquia Souls. Mas a série Souls não começa com Dark Souls, como muitos pensam, mas sim com Demon’s Souls, lançado em 2009.
Então caso esteja empolgado para Elden Ring, mas ainda não experimentou os games do universo Souls, aqui está uma breve lista com os jogos em sequência, para te guiar nessa escuridão.
Demon’s Souls (2009)
Demon’s Souls é um exclusivo de PlayStation 3 muitas vezes esquecido. Foi o precursor de Dark Souls e lançou as bases para todos os jogos “Souls-like” que viriam. O game é ambientado no reino sombrio de Boletaria, onde um demônio devorador de almas conhecido como Old One está consumindo o reino após despertar.
Demon’s Souls foi o precursor de várias obras que saíram a seguir, e tinha como elementos chave o foco pesado no gerenciamento de stamina durante o combate, o reaparecimento de inimigos e a possibilidade de perder as valiosas almas após a morte.
Você ganha almas derrotando inimigos, e elas servem como moeda do jogo. Quando você morre, o jogo leva você ao início do nível e redefine todos os inimigos que não são chefes. Você pode recuperar suas almas tocando em seus restos mortais, mas você os perderá para sempre se morrer novamente.
Com 22 chefes principais e 4 opcionais (alguns interessantes, outros nem tanto), Demon’s Souls vai te garantir muitas horas de diversão (e mortes).
Dark Souls (2011)
Dark Souls é o sucessor espiritual de Demon’s Souls e, portanto, vive em seu próprio universo. Situado no Reino de Lordran, os jogadores assumem o papel de um personagem morto-vivo em uma peregrinação para descobrir seu destino.
Como citado anteriormente, a dificuldade elevada de Dark Souls, comparada aos AAA da época, fez ele se destacar entre todos. Dark Souls é o tipo de jogo que faz você trabalhar duro para vencer, o que torna o momento da vitória muito mais saboroso e significante.
Além da dificuldade anormal, sua história é entregue através de pequenos pedaços de diálogos enigmáticos e descrições de itens que são fáceis de ignorar. No entanto, se o jogador se esforçar, todas as peças se encaixam para contar a história da terra escura de Lordran.
O jogo se apoia fortemente no combate. Inclui ataques corpo a corpo, esquivas, manobras defensivas e magia. Além disso, possui um sistema de almas semelhante ao Demon’s Souls.
Outro elemento central são as fogueiras. Elas funcionam como um posto de controle. Ao descansar numa delas (que estão espalhados em todo o mundo), você pode recuperar o HP e reparar ou atualizar seus equipamentos.
No entanto, descansar na fogueira causa um reaparecimento de todos os inimigos que não são chefões.
Mais tarde, em 2018, acabou ganhando uma versão remasterizada. Dark Souls está disponível para PS3, PS4, PS5, Xbox 360, Xbox One, Xbox Series S|X, PC e Nintendo Switch.
Dark Souls II (2014)
Dark Souls II é amplamente considerado como o elo mais fraco da franquia, com muito pouco a oferecer quando comparado aos jogos que vieram antes e aos jogos que vieram depois. Provavelmente porque a equipe de desenvolvimento do primeiro jogo, estava concentrada em outro projeto.
Inclusive, não segue a história que vimos em Dark Souls I, mas compartilha o mesmo universo. Desta vez, no reino de Drangleic. Sendo um morto-vivo, seu objetivo é acabar com a maldição.
A jogabilidade é semelhante ao primeiro game. A mecânica da fogueira, o sistema almas e os inimigos desafiadores também estão presentes. Atualizações de fato, apenas a melhora da IA, melhora de desempenho e nos gráficos.
Em essência, Dark Souls II é a sequência clássica “mais por mais”, com alguns momentos memoráveis. O jogo está disponível para PS3, PS4, PS5, Xbox 360, Xbox One, Xbox Series S|X, e PC.
Dark Souls III (2016)
Dark Souls III é a terceira e última parte da trilogia de ação e a quarta entrada da série Souls. Tendo uma história independente. Ambientando no reino Lothric, a Era do Fogo está morrendo, e você precisa evitar que isso aconteça. Caso contrário, uma maldição que ressuscita os mortos cobrirá o mundo.
Este Dark Souls usa bem das características sucesso no primeiro jogo da franquia, mas abusa de algumas mecânicas de outro jogo da FromSoftware, o Bloodboorne (projeto no qual a equipe do Dark Souls I estava ocupada no momento do desenvolvimento do Dark Souls II).
As influências de Bloodborne são observadas no combate, que se tornou mais fluido e acelerado. As lutas contra chefes também foram impactadas, que se tornaram mais rápidas, contrastando com os chefões mais lentos dos jogos antigos. O desgosto de alguns fãs por este Dark Souls é, inclusive, por causa de toda a inspiração de Bloodborne.
Dark Souls III está disponível atualmente para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S|X, e PC.
Demon’s Souls (2020)
Enfim, chegamos ao remake de Demon’s Souls, exclusivo. Refeito totalmente pela Bluepoint Games (mesmo estúdio por trás do remake de Shadow of the Colossus para o PlayStation 4). Mesmo não tendo a interferência da FromSoftware, o título recria fielmente o jogo original com gráficos e desempenho modernos.
Além do ótimo trabalaho recriando o mundo de Boletaria, a experiência geral é mais fluida, mais equilibrada e, de várias maneiras, o novo Demon’s Souls parece um jogo diferente, para melhor ou para pior.
O jogo parece muito mais realista enquanto se esforça para manter a atmosfera sombria do original, apresentando novas animações, diálogos de NPC’s regravados e uma trilha sonora orquestral adequada.
No entanto, embora as mudanças visuais façam Demon’s Souls2020 parecer um jogo muito mais moderno, alguns acham que isso tira o charme do original.
Na parte da jogabilidade, eles adicionaram novos itens, reequilibraram alguns dos antigos e resolveram muitos dos bugs. Mais notavelmente, as ervas curativas agora têm peso, o que significa que não é mais possível cultivá-las e potencialmente carregar centenas de itens de cura em seu inventário de uma só vez.
Construção de cidades é um tema que eu particularmente adoro. Existem diversos jogos dentro deste mesmo gênero, alguns focados na economia, outros na construção da cidade, mas com maior ênfase no combate.
Fabledom, o jogo que é tema da análise de hoje, se destaca ao trazer o melhor dos dois mundos, tornando-se uma ótima porta de entrada para jogadores que desejam se aprofundar no gênero.
Ficou interessado? Confira mais detalhes sobre a minha experiência com o game na Review a seguir.
Um exercício de paciência
Fabledom, sendo uma excelente porta de entrada para o gênero, demanda do jogador aquilo que mais precisa: paciência. Depois de passar o momento de descoberta, de entender as mecânicas e como fazer as coisas, Fabledom se torna um jogo relaxante e que exige calma e tranquilidade no gameplay.
Afinal, para progredir no jogo,você precisa de recursos. E neste games, as soluções demoram a ser produzidas. Seja madeira, comida, dinheiro, construções ou qualquer outro tipo de recurso, é importante esperar para que as coisas aconteçam.
Uma forma de acelerar o progresso é construindo mais prédios de recursos, tendo mais de uma serraria ou mais de uma mina, por exemplo. Porém, isso tem um custo.
Além disso, em Fabledom, tudo possui um custo de manutenção. Isso nos leva a discutir a economia do jogo, presente em muitos jogos desse tipo, e que aqui é trabalhada de forma simples, porém eficaz.
Economia simples
A principal fonte de renda em Fabledom são os tributos que os moradores nos pagam. Essa é uma renda passiva que depende da quantidade de casas ou condomínios em seu reino, bem como do tipo de Fabulinhos (nome dado aos moradores), sejam eles camponeses, plebeus ou nobres.
Além disso, podemos ganhar dinheiro através da realização de missões que aparecem constantemente no canto inferior esquerdo da nossa tela e são muito importantes para o progresso do seu reino. Porém, não só de boa vontade se constrói um reino. Nesta hora entram os impostos, normais em jogos do tipo e que são introduzidos aqui de forma muito básica. Mas tem, isso é um bom ponto.
Além da renda “passiva”, podemos lucrar fazendo negociações usando um sistema de mercado para trocas de mercadorias e moeda. Na minha opinião, este é o ponto mais forte do jogo, acompanhada de uma mecânica de relacionamentos muito bem implementada.
Relacionamentos são a chave
Em certo ponto do jogo, desbloqueamos a Embaixada, que nos permite estabelecer relacionamentos com outros reinos, sejam eles positivos, negativos, e até mesmo nos casarmos com algum desses governantes.
Isso envolve um árduo trabalho de enviar mensageiros, fazer doações e, principalmente, realizar missões que podem nos render boas recompensas, embora também possam desagradar algum rei ou rainha. De fato, a mecânica é muito bem implementada e nos tenta em querer pular a cerca para obter outras recompensas.
Menu de gerenciamento bem-vindo
Recentemente testamos Manor Lords aqui no Jornal, e um dos comentários que fiz a respeito do game foi a ausência de um menu de gerenciamento. Apesar de brilhante, o game não trouxe uma solução que me mostrasse onde os trabalhadores estavam, como estava minha economia, meu ritmo de produção e outros dados.
Fabledom tem exatamente isso, de forma bem completa e super útil. Acho sempre importante ter um menu desses em jogos assim, porque não podemos estar sempre andando de um lado para o outro clicando em construções e tentando lembrar de cabeça tudo que está acontecendo. Ou seja, ponto positivo para Fabledom pela organização!
Interações divertidas
Outra coisa que achei super interessante e diferente em Fabledom são as interações com monstrinhos, dragões, trolls, árvores, bruxas e o que mais eu ainda não tenha encontrado. Elas surgem aleatoriamente no mapa e podemos interagir com nosso herói, um espécie de tropa, a mais forte delas.
Essas interações nos dão desde recompensas positivas se tivermos recursos ou estivermos dispostos a lutar, como também causam algumas consequências como diminuir o ritmo de trabalho de todos os fabulinhos, recursos que demoram mais a crescer e etc. Isso sempre traz uma novidade interessante e ajuda a aliviar a monotonia de esperar pelos recursos.
Gráficos fofos
Não tenho do que reclamar dos gráficos de Fabledom, apenas elogiar. A ambientação é incrível e o estilo cartunesco dá uma sensação de tranquilidade e acolhimento muito grande.
O estilo com curvas e bordas arredondadas usadas tanto nas construções quanto nos personagens, aumentam essa sensação e casa genuinamente com o tom do jogo. Como as cores, também associamos formas. Preferir formas arredondadas em vez de retas tira o tom de seriedade que não combinaria com o resto dos elementos do jogo.
Fabledom vale a pena?
Como mencionei no início do texto, Fabledom é uma bela porta de entrada para o gênero de construção de cidades. Trazer de tudo um pouco das mecânicas comuns desse tipos de jogos é uma boa ideia e se implementado bem como foi aqui, melhor ainda. Posso dizer que não experimentei bugs durante minha jogatina, e o jogo está bem polido em sua mais nova versão na Steam.
No entanto, o game acaba perdendo alguns pontinhos porque chega a ser monótono em vários momentos do gameplay, o que vai exercitar a paciência do jogador.
Além disso, ele não tem uma dificuldade significativa. A fome ou insatisfação dos Fabulinhos não será tão impactante no seu reino como seria em outros jogos, tornando Fabledom mais um jogo para relaxar do que qualquer outra coisa. É um jogo muito bem desenvolvido e que com certeza vai agradar a grande maioria do público, que busca um jogo fofo, acolhedor e relaxante.
Fabledom está disponível para jogar no PC. Uma cópia do game foi cedida pela desenvolvedora para Review.
A indústria brasileira já nos presentou com vários jogos de qualidade, indo desde títulos como Horizon Chase até Pocket Bravery. Agora, mais um título que entra para o panteão de jogos brasileiros “Maneiros pra Caramba” acaba de chegar: Mullet Madjack.
Produzido pelo estúdio Hammer95, que possui uma equipe bem reduzida, e publicado pela Epopeia Games, o jogo é uma das experiências mais insanas que eu já joguei. Eu explico melhor tudo que esse game indie brasileiro oferece na breve review a seguir!
Um futuro distópico com pitada de TikTok
A maneira mais minimalista de definir Mullet Madjack é dizer que o jogo é uma mistura de jogos como DOOM, numa ambientação ao estilo Cyberpunk 2077 e com uma pitada de algoritmo de TikTok.
O jogo se passa em um futuro distópico com muita vibe de anos 90 e não esconde a inspiração em animes clássicos dessa época. E olha, a ambientação é de cair o c* da bunda: com uma dublagem em inglês caprichada, o game te transporta para um mundo digital recheado de referências noventistas.
O jogo possui gameplay frenético e imersivo.
Com gameplay em primeira pessoa, o jogo passa uma vibe que lembra os clássico da ID Software, mas não para por aí. O jogo adiciona personalidade em sua jogabilidade usando um mundo bem feito com pitadas de roguelite.
Tudo em 10 segundos
O jogador é uma espécie de mercenário que, assim como outros humanos nesse universo distópico, precisa de dopamina a cada 10 segundos pra sobreviver — assim como a galera que fica rolando o feed do TikTok infinitamente em busca de alegria.
Para conseguir o combustível de sua vida, o jogador precisa matar os robôs que dominam essa realidade, os robilionários. E, olha, é muito divertido fazer isso: o gameplay é rápido, ágil e bonito. Você simplesmente não vê o tempo passar enquanto está lutando para obter mais 10 segundos para sobreviver.
A jogabilidade é variada e viciante.
Com diversas fases, o jogador vai ganhando powerups, com mais de 50 disponíveis, para deixar o protagonista mais forte — e o gameplay ainda mais insano. Se você morrer, é realocado para um ponto anterior do mapa, toma uma zoadinha da fofa atendente que te acompanha e deve retomar o ciclo em busca de dopamina.
Campanha e gameplay infinito
A estética e o gameplay caprichado, capaz de viciar muito fácil, são os pontos altos do jogo. Mas é interessante notar que o estúdio também equipou essa experiência com uma campanha recheada de belas cenas e momentos interessantes, além de vários cenários para conseguir mais dopamina assassinando robôs.
Os brasileiros por trás do game também não limitaram o game para um certo tipo de audiência. Quem quiser jogar a campanha pode simplesmente usar o modo clássico que desativa o relógio e permite aproveitar a história e uma jogabilidade mais “tranquila”.
Por outro lado, também é possível aproveitar o modo infinito, com novos inimigos que nunca param. A campanha também tem uma ótima rejogabilidade, garantindo com que o conteúdo seja aproveitado ao máximo por quem curtir o gameplay.
Por fim, vale ressaltar também que Mullet Madjack é bem otimizado. O jogo é bem leve no PC e está recheado de opções de customização, incluindo para deixar a experiência menos “alucinada”. Quem tem monitor ultrawide também pode comemorar, pois o jogo surporta o formato.
Vale a pena jogar?
Mullet Madjack é um jogo imersivo e com gameplay bastante viciante. Se você gosta de ação acompanha de nostalgia, vale a pena dar uma chance a esse game brasileiro, que entrega bastante conteúdo em uma experiência otimizada no PC.
Para quem está receoso com o gameplay frenético, a dica é baixar a demo grátis que já está disponível na Steam. Assim, você pode ver se tem coração e adrenalina para aguentar essa experiência insana em forma de videogame.
Mullet Madjack pode ser jogado no PC. Uma cópia do game foi cedida pela desenvolvedora e a publisher para a produção desta análise!
Nesta edição, você também vai conferir novidades oficiais do Switch 2, além da estreia de Capitão Pátria em Mortal Kombat 1!
O Jornal dos Jogos está no ar comuma edição bem polêmica! Ao que parece, a indústria dos games fez uma grande competição para descobrir qual empresa mais decepciona os jogadores — e todo mundo saiu perdendo. Só derrota!
Por outro lado, também tivemos o inesperado lançamento de Hades II, além do já icônico Little Kitty, Big City.
Tenha uma boa leitura e até mais📰🎮
Adeus, Tango Gameworks
Mesmo após o sucesso indiscutível de Hi-Fi Rush, tanto do público quanto da crítica especializada, a Microsoft ainda assimdecidiu fechar o estúdio de seus desenvolvedores — a Tango Gameworks. A notícia partiu o coração dos fãs e dos trabalhadores da indústria, que xingaram bastante no Twitter.
Além disso, junto da Tango Gameworks, outros dois estúdios foram fechados: Arkane Austin (Dishonored) e Alpha Dog Studios (Mighty Doom). Segundo informações da Bloomberg, a decisão da Microsoft foi influenciada pela compra da Activision Blizzard, que passou a exigir um olhar mais atencioso aos times internos. Nesse contexto, a empresa norte-americana ainda deve fazer mais cortes neste ano.
Com a Microsoft entregando tanta polêmica, a Sony viu uma ótima oportunidade de fazer melhor que a concorrência — mas não fez. Depois de protagonizar a maior revolta do ano na comunidade gamer com Helldivers 2, ao menos até o momento, a Dona do PlayStation não parece ter aprendido a lição.
Na última semana, a Sony foi duramente criticada por exigir que jogadores utilizassem uma conta da PSN para jogar Helldivers 2 na Steam — que, a propósito, era um dos jogos mais populares da plataforma. A decisão fez com que milhares de jogadores perdessem acesso ao título e provocou uma chuva de reviews negativas na página do título.
Com isso, felizmente, a comunidade conseguiu reverter a decisão em Helldivers 2, mas o caso parece uma exceção. Embora tenha sido confirmado que Ghost of Tsushima não exigirá uma conta PSN para jogar sua campanha, off-line, o jogo não está disponível em mais de duzentos países onde o serviço da PlayStation está inacessível.
Por consequência, a Steam iniciou o estorno de milhares de jogadores que efetuaram a pré-compra.
Switch 2 deve ser anunciado ainda neste ano
Enquanto a Sony e a Microsoft disputavam pelo descontento da comunidade gamer, a Nintendo confirmou que o Switch 2 deve ser anunciado em breve. Sem muitos detalhes, o presidente da empresa, Shuntaro Furukawa, afirmou que o novo console será revelado durante este ano comercial — que vai até abril de 2025, no Japão.
Até lá, os fãs da Nintendo podem se contentar com alguns detalhes vazados sobre o hardware do Switch 2. Conforme as informações de inúmeros insiders, o console deve ter um desempenho relativo ao PS4 e Xbox One quando no modo Dock:
CPU: ARM SoC, “DRAKE” (T239)
GPU: Nvidia Ampere
Núcleos CUDA: 1280
Tela: LCD de 8”
Memória RAM: 12 GB LPDDR5
Armazenamento: 256 GB
Capitão Pátria chegando em Mortal Kombat 1
Nesta semana, a NetherRealm compartilhou um trailer para os novos lutadores DLC de Mortal Kombat 1, destacando o icônico Capitão Pátria. Bem curtinho, o trecho também mostra o retorno de Ferra, além de alguns golpes bem violentos.
Embora o Capitão Pátria não tenha data para estrear em Mortal Kombat 1, sua estreia na quarta temporada de The Boys está marcada para o dia 13 de junho.
Hades II é lançado do nada e provoca adiamentos
Sabe Hades II, um dos jogos mais aguardados do ano, junto de Hollow Knight: Silksong? Então, ele foi lançado do nada e pegou todo mundo de surpresa — para alegria dos jogadores e tristeza dos estúdios com estreias planejadas, como The Rogue Prince of Persia.
Até o momento, Hades II está somente disponível no PC, ainda em Acesso Antecipado. Os desenvolvedores, contudo, garantem que a experiência já está satisfatória o suficiente e só deve melhorar com o tempo. Ainda não há uma data de lançamento para a versão oficial.
Classificados
💻A Epic Games liberou dois jogos grátis no PC! Os títulos da vez são Circus Electrique e Firestone Free Offer, que podem ser resgatados sem custos até 23 de maio.
💻A Steam iniciou um festival de promoções para jogos de narrativa! Aproveite a LudoNarraCon 2024!
🟢Brothers: A Tale of Two Sons chegará nesta semana no Game Pass; confira a lista!
Nesta semana, o PC recebe a maioria dos lançamentos, com destaque para Homeworld 3 e o Ghost of Tsushima!
Homeworld 3(13/05)– PC;
Braid: Anniversary Edition(14/05)– PS5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch e PC;
Men of War 2 (15/05) – PC;
Ghost of Tsushima Director’s Cut (16/05)– PC;
Die by the Blade (16/05) – PC;
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Uma freira que não é muito querida em seu convento é incumbida de deixar o local e acaba sendo acompanhada por um demônio. Essa é a premissa de INDIKA, um novo jogo indie que recebemos para testes aqui no Jornal, e que está disponível no PC, PS5 e Xbox Series S e X.
Desde sua apresentação, o jogo vem gerando polêmica por causa de sua temática. Afinal, estamos falando de uma freira andando por aí acompanhada de um demônio. A parte mais interessante é que a narrativa do game dá certo e possui uma profundidade interessante.
INDIKA tem gráficos e história de qualidade
Com visual em terceira pessoa, INDIKA é um jogo ambientado em uma Rússia alternativa do fim do século XIX. Segundo os desenvolvedores da Odd Meter descrevem, o objetivo é criar um universo em que religião e realidade são bastante destoantes — algo que não é muito difícil de ver no nosso próprio mundo.
O game acompanha a freira que dá nome ao jogo, que não é muito querida em seu convento, o que fica bem claro logo nos primeiros minutos de jogo. Durante uma missão que foi dada a ela pelas irmãs, ela acaba saindo do convento com uma companhia inusitada: o demônio.
Dando bastante foco em narrativa, o game conta com gráficos bonitos e uma ambientação bastante imersiva. A relação da figura santa com um diabo gera momentos interessantes e que fazem o jogador refletir. O título vai além da polêmica e consegue entregar uma narrativa de qualidade.
Gameplay pode surpreender, mas é simples
Com uma curta duração, o jogo INDIKA tem mecânicas de gameplay que podem te surpreender. O game conta, por exemplo, com um botão de oração, que em algumas partes do gameplay pode ser usado para distorcer a realidade.
PRESSIONE PRA REZAR 🙏 O jogo independente INDIKA pode te surpreender com uma história polêmica e mecânicas bem legais! Você pode jogar no PC, Playstation e Xbox! #indika#pc#games#steam
A experiência acaba lembrando jogos como Hellblade: Senua’s Sacrifice, e The Medium, com uma história cheia de surrealismo e toques religiosos. Em alguns momentos, no entanto, o gameplay acaba sendo mais parado e simples, o que pode não agradar alguns jogadores.
No entanto, mesmo nesses momentos, acabei sentindo que o objetivo do jogo era justamente gerar empatia pela freira que protagoniza o jogo. Em alguns casos, por exemplo, o título pode simplesmente ficar sem sentido.
Enquanto nem tudo na jogabilidade é impressionante, o game da freira conta com uma narrativa bem imersiva e cheia de surpresas, o que já é suficiente para você deixar o título em seu radar se gosta desse tipo de coisa.
Vale a pena jogar?
Para quem curte títulos ao estilo de Hellblade, vale a pena ficar de olho no jogo, que já está disponível e pode ser comprado por menos de R$ 60 na versão de PC pela Nuuvem usando o cupom AFREIRA. O título também possui versões para PlayStation 5 e Xbox Series S e X.
Se você está com um pé atrás quanto ao gameplay, o jogo possui uma demo grátis na Steam, que já dá uma bela ideia do que esperar na versão completa, que garante cerca de seis horas de gameplay.
Mas fique ligado: INDIKA é pesadinho no PC e pode dar trabalho para o seu hardware. Com isso, se você joga no computador, vale a pena também baixar o jogo para testar seu desempenho. Confira, abaixo, os requisitos completos:
Requisitos Mínimos
Requer um processador e sistema operacional de 64 bits
SO: Windows 10 (64-bit)
Processador: AMD Ryzen 5 3600 (6 core with 3,5 Ghz) or Intel i5-10400F (6 core with 2,9 Ghz)
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: Radeon RX580 (8GB) ou Nvidia GTX 1660 (6GB) ou Intel Arc A750 (8GB)
DirectX: Versão 11
Armazenamento: 50 GB de espaço disponível
Outras observações: SSD (preferencial), HDD (suportado). A taxa de quadros pode cair em cenas com muitos gráficos. Tela ultrawide suportada.
Requisitos Recomendados
Requer um processador e sistema operacional de 64 bits
SO: Windows 10 (64-bit)
Processador: AMD Ryzen 5 3600 (6 core with 3,5 Ghz) ou Intel i5-10400F (6 core with 2,9 Ghz)
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: Radeon 6700xt (12GB) ou Nvidia RTX 3060 TI (8GB) ou Intel Arc A770 (16GB)
DirectX: Versão 12
Armazenamento: 50 GB de espaço disponível
Outras observações: SSD. Outras observações: SSD (preferencial), HDD (suportado). A taxa de quadros pode cair em cenas com muitos gráficos. Tela ultrawide suportada.
Considerando que INDIKA é um jogo indie e custa cerca de R$ 60, a experiência vale a pena para quem curte jogos narrativos. Para quem está curto de grana, a dica é deixar o jogo na lista de desejos e esperar uma promoção — ou a eventual chegada em um Game Pass da vida.
INDIKA foi cedido pela desenvolvedora e pela publisher ao Jornal dos Jogos para a realização dessa análise.