Mês: outubro 2022

  • Remake de Witcher 1, spoilers de God of War e “COD no Switch”

    Remake de Witcher 1, spoilers de God of War e “COD no Switch”

    Após um clima INTENSO de eleições, o Jornal dos Jogos está no ar com as principais notícias de games da semana! Enquanto a Microsoft divulgou números e novidades, a galera do PlayStation está tomando cuidado, pois vários spoilers de God of War Ragnarok já estão rolando na web.

    Além disso, temos o retorno de Age of Mythology e The Witcher 1, que serão renovados. Para fechar com bad news, os jogos de PC vão ficar mais caros no Brasil, culpa da Steam.

    Boa leitura e ótima semana! ☕

    The Witcher 1 terá remake na Unreal Engine 5
    The Witcher 1 terá remake na Unreal Engine 5

    A CD Projekt Red está fazendo um remake do primeiro The Witcher, aquele que quase sempre tá de graça no PC (inclusive agora) e tem o Geralt balançando a espada de maneira bem engraçada.

    O primeiro jogo da franquia será refeito do zero na Unreal Engine 5, o mesmo motor gráfico utilizado na criação da nova trilogia de games. Ainda não temos previsão de lançamento, mas o projeto está em estágios iniciais de criação e deve demorar.

    Henry Cavill fora de Witcher

    E como não dá pra viver só com vitórias, Henry Cavill não será mais Geralt de Rivia na série de The Witcher na Netflix. A temporada 4, que acabou de ser confirmada, terá Liam Hemsworth interpretando o protagonista, com o Superman deixando o papel na season 3.

    A mudança é deveras preocupante: além de ser PC Gamer, Cavill também é fã assumido dos games de Witcher e curtia pra caramba participar da série. Ver ele se afastando do papel abruptamente pode ser um sinal de alerta nada bom.

    Xbox voando, mas poderia voar maisXbox voando, mas poderia voar mais

    A Microsoft revelou seus resultados financeiros com recordes na divisão Xbox. Apesar de uma leve queda de 3% na receita de conteúdo e serviço, a divisão de hardware cresceu 13%, cortesia do sucesso do barato Xbox Series S, e as inscrições no Game Pass subiram.

    Ainda assim, a vitória aparentemente teve um leve gosto amargo para a empresa. Mesmo com o serviço crescendo, o Game Pass não teria atendido as expectativas da Microsoft: enquanto o serviço subiu cerca de 30% no ano fiscal, a companhia aparentemente esperava um crescimento de 72,8%. Um número bem difícil de alcançar se considerarmos a falta de grandes lançamentos da Xbox Game Studios.

    Chromecast do Xbox pode demorar

    Uma solução para aumentar as inscrições do Game Pass seria o lançamento do sempre especulado “console de streaming” do Xbox. No entanto, a chegada do dispositivo, que seria barato e focado em nuvem, ainda deve demorar. Segundo Phil Spencer, o projeto Xbox Keystone já passou por algumas reformulações e não deve chegar tão cedo, já que a empresa focou em trazer o xCloud para TVs Samsung recentemente.

    Call of Duty no Switch?
    Call of Duty no Switch?

    Recentemente, Phil Spencer também falou sobre o futuro de Call of Duty, caso a Activision seja comprada pela Microsoft. Segundo o chefe da Xbox, o sonho dele é levar o game até mesmo para o Nintendo Switch, tendo uma abordagem similar ao que ocorre com Minecraft.

    Spoilers de God of War Ragnarok já estão rolandoSpoilers de God of War Ragnarok já estão rolando

    Se você quer ter uma experiência cristalina ao jogar o novo God of War, a dica é ter cuidado ao andar na internet. Algumas cópias do jogo foram entregues antecipadamente por lojistas e spoilers já estão rolando pela web.

    Jogos mais caros na SteamJogos mais caros na Steam

    As coisas também não estão boas para quem joga no PC: a Steam reajustou os preços sugeridos para desenvolvedores em sua loja globalmente. Com isso, os jogos na plataforma podem ficar até 65% mais caros no Brasil.

    Age of Mythology de voltaAge of Mythology de volta

    A clássica franquia Age of Mythology está de volta! Após o sucesso das remasterizações de Age of Empires, o jogo de estratégia em tempo real mitológico será lançado em uma versão “Retold”, com gráficos e gameplay atualizados. O título chega direto no PC Game Pass, mas ainda não tem uma data definida para sua estreia.

    Classificados

    🔨God of War Ragnarok está em pré-venda com promoção na Amazon e sai por valores a partir de R$263,91.

    🔵O PS5 Digital Edition está aparecendo por menos de R$ 4 mil em um pacote com FIFA 23 na Amazon.

    ⛩️A PS Plus de novembro foi revelada e traz Nioh 2, Lego Harry Potter Collection, Heavenly Bodies. Saiba mais aqui.

    🟢A Live Gold de novembro também foi revelada, mas tá daquele jeito…

    ⚔️The Witcher 1 está de graça no PC (de novo), basta se inscrever na newsletter da CD Projekt para garantir o game sem custos.

    🤖Warhammer 40,000: Mechanicus e o indie Saturnalia estão grátis na Epic Store atualmente. Resgate até o dia 3 de novembro.

    Vídeo da semana: Redfall

    Com o Halloween entre nós, o jogo Redfall finalmente ganhou mais detalhes concretos e empolgantes. Confira neste link o novo gameplay do jogo, que chega em 2023.

    Tweet da semana 🐦

    A Activision recebeu parabéns pelo lançamento de Call of Duty Modern Warfare 2 de uma galera inesperada: o Twitter oficial de Battlefield, o maior concorrente da franquia. Até mesmo o perfil de Need for Speed Unbound aproveitou a ocasião para comentar esse momento único.

    Ajude o Jornal!

    Gostou do conteúdo? Mande um PIX para o Jornal e use o nosso e-mail como chave: mognon@jornaldosjogos.com.br! Você também pode incluir uma mensagem para aparecer aqui na newsletter

  • COD Modern Warfare 2: como está no Xbox Series X?

    COD Modern Warfare 2: como está no Xbox Series X?

    Lançado em 28 de outubro, Call of Duty Modern Warfare 2 está disponível no PC e consoles de antiga e nova geração. Ou seja, apesar de ser a nova fundação para a franquia, o game ainda não rompeu os laços com o PS4 e Xbox One.

    Como dissemos na nossa análise da campanha do jogo, que foi testado no Xbox Series X, os gráficos poderiam estar melhores, mas existem recursos interessantes na versão de consoles.

    Suporte para tela dividida no multiplayer

    Assim como os jogos anteriores da franquia, Call of Duty Modern Warfare 2 suporta multiplayer de tela dividida nos consoles. No entanto, existem algumas limitações, tanto no Xbox quanto no PlayStation.

    O multiplayer split-screen está disponível somente nos modos multiplayer convencionais (6vs6), Invasão e Guerra Terrestre. O cooperativo, que é justamente feito para missões em dupla, não pode ser jogado em tela dividida, o que é uma grande oportunidade perdida

    Como de costume na franquia, a franquia também não traz tela dividida na campanha. Ainda assim, a experiência de jogo no multiplayer para até duas pessoas é suficiente para garantir diversão, mesmo com uma queda nos gráficos no Xbox Series X.

    Mouse e teclado no multiplayer e campanha

    Além da tela dividida, o Xbox Series X suporta mouse e teclado em Call of Duty Modern Warfare 2. Os periféricos podem ser usados em todos os modos de jogo. Para ativar o uso do mouse, é necessário entrar nas configurações e selecionar o dispositivo para mira.

    O jogo também oferece opções para configurar a sensibilidade do mouse, indo além da customização básica disponível no console. Assim, o jogador pode aprimorar a experiência de mira mesmo que o mouse não conte com muitas opções de sensibilidade e afins.

    Funções extras

    Além do suporte para tela dividida e mouse e teclado, a versão de Xbox de Modern Warfare 2 também conta com suporte para Fidelity FX Cas. O jogador pode ativar e até configurar a intensidade do efeito, que melhora a experiência visual no jogo.

    Outro recurso bastante solicitado por jogadores, a barra de ajuste de campo de visão também está presente no game. A solução permite aumentar o FOV até mesmo durante a partida, garantindo mais customização para os jogadores.

    Call of Duty Modern Warfare 2 está disponível nos consoles Xbox One, Xbox Series S e X por valores partindo de R$ 320. O jogo também possui versões para PC e PlayStation 4 e PS5.

  • Principais lançamentos de jogos em novembro de 2022

    Principais lançamentos de jogos em novembro de 2022

    Novembro será um mês movimentado para o mundo dos games com lançamentos de peso, que podem até concorrer ao prêmio de melhor jogo do ano.

    Além de franquias icônicas retornarem, como God of War, Pokémon e Sonic, teremos a estreia de um novo jogo free-to-play aguardado. Estamos falando de Warzone 2.0, que será lançado para complementar a experiência de Call of Duty Modern Warfare 2, já disponível.

    Confira abaixo as principais novidades chegando em novembro de 2022 no mundo dos games.

    Football Manager 2023

    • 8 de novembro

    Football Manager 2023 é o simulador completo de futebol, que mais se aproxima da gestão real de um clube. No jogo, você poderá gerenciar todos os aspectos táticos de um time, poderá controlar o orçamento, prospectar, comprar ou vender jogadores. Além disso, você acompanhará os jogos do seu clube podendo alterar a qualquer momento os jogadores que irão a campo e qual o plano realizar para conseguir a tão desejada vitória.

    Por questões de licenças, o FM não é mais comercializado no Brasil, mas ainda há maneiras de ter acesso ao game. Existem sites especializados em comprar e ativar o Football Manager na sua própria conta da Steam, ou ainda pode tentar mudar de região para ter acesso ao jogo no Game Pass, já que ele também será lançado no catálogo de jogos por assinatura da Microsoft.

    Football Manager 2023 será lançado em 08 de novembro para PS5, Xbox Series S|X, Xbox One e PC.

    Sonic Frontiers

    • 8 de novembro

    Sonic Frontiers é a primeira aventura do nosso ouriço azul em mundo aberto, onde ele terá que desvendar os mistérios das ruínas de uma antiga civilização, situada nas Starfall Islands e que é assolada por hordas robóticas.

    Sonic Frontiers será lançado em 08 de novembro para PS5, PS4, Nintendo Switch, Xbox Series X|S, Xbox One e PC.

    God of War Ragnarök

    • 9 de novembro

    God of War Ragnarök é a tão esperada sequência do aclamado God of War de 2018, que foi eleito melhor jogo do ano em seu lançamento. Enquanto os Deuses se preparam para para uma batalha profetizada que causará o fim do mundo, Kratos e Atreus devem viajar pelos Nove Reinos em busca de respostas.

    Compre a edição física de God of War Ragnarok

    Enquanto Atreus busca conhecimento para entender a profecia de “Loki” e definir o papel dele no Ragnarök, Kratos tenta se desacorrentar do medo de repetir erros do passado para ser o pai que Atreus precisa. Com a ameaça do Ragnarok se aproximando, Kratos e Atreus terão de escolher entre a segurança deles próprios e a dos reinos.

    God of War Ragnarök será lançado em 09 de novembro para PS5 e PS4.

    Warzone 2.0 – 16/nov

    Warzone 2.0 é a continuação do battle royale gratuito da Activision, que chega em novembro com o mesmo motor gráfico do recém lançado Call of Duty: Modern Warfare 2, para aproveitar a nova geração de consoles. A sequência tem um mapa novo também, o Al Mazrah é um mapa maior, mais dinâmico e recompensador comparado ao mapa do jogo antecessor e neles os jogadores encontrarão enorme área metropolitana com cidades costeiras e uma cidade inteira para explorar.

    Além disso, Warzone 2.0 traz uma tempestade diferente da tradicional, em que as zonas seguras são dividas entre o mapa ao longo de uma partida que converge em uma única zona segura à medida que a partida se aproxima do final.

    Warzone 2.0 será lançado em 16 de novembro para PS5, PS4, Xbox Series X|S, Xbox One e PC.

    Goat Simulator 3

    • 17 de novembro

    Goat Simulator 3 é o caos em forma de cabra e chega neste mês com uma nova experiência rural de mundo aberto, que vai te colocar de novo nas patas da protagonista favorita de ninguém (de acordo com as palavras dos desenvolvedores, nós o amamos).

    Goat Simulator 3 traz também a oportunidade de fazer maluquices em grupo, já que no novo jogo da Coffee Stain é possível convidar até três pessoas no modo cooperativo local ou online e destruir tudo como um time ou competir nos minijogos e perder as amizades no processo. Normal.

    Goat Simulator 3 será lançado em 17 de novembro para PS5, Xbox Series X|S e PC.

    Pokémon Scarlet e Pokémon Violet

    • 18 de novembro

    Pokémon Scarlet e Pokémon Violet introduzem a 9º geração de Pokémons em um jogo situado na região de Paldea, uma vasta área cheia de lagos, picos imponentes, desertos, vilarejos e cidades em expansão. Com novos personagens, novos monstrinhos e nova região, Pokémon Scarlet e Violet te permite ser um desafiante na Victory Road, onde você desafiará Ginásios em lugares diferentes e terá como objetivo alcançar a classificação Campeão ou participar da Path of Legends em que você enfrentará gigantescos Pokémon Titans que guardam ingredientes raros.

    Pokémon Scarlet e Pokémon Violet será lançado em 17 de novembro para Nintendo Switch.

    Evil West

    • 22 de novembro

    Quando uma ameaça sombria consome a fronteira estadunidense, resta a você, um dos últimos agentes em um instituto de caça a vampiros ultra-secreto, salvar a humanidade de um terror profundo que emerge das sombras.

    Evil West é um FPS em terceira pessoa com algumas características de jogos hack and slash e chega com visuais deslumbrantes, pronto para tirar o máximo dos hardwares de nova geração. Além de combater o mau sozinho, você poderá chamar um amigo para em modo co-op participar deste combate visceral e explosivo ambientado no velho oeste.

    Evil West será lançado em 22 de novembro para PS5, PS4, Xbox Series X|S, Xbox One e PC

  • Silent Hill: conheça mais sobre o clássico de terror da Konami

    Silent Hill: conheça mais sobre o clássico de terror da Konami

    Após 8 anos de espera, a Konami finalmente ressuscitou sua amada série clássica de terror, Silent Hill. A gigante japonesa parece ter se cansado de enrolar seus fãs com jogos de qualidade duvidosa e máquinas de apostas, já que anunciou nada menos que quatro novos títulos ligados à infame cidade cheia de névoa. Além disso, uma sequência para a bem-recebida adaptação Terror em Silent Hill (2006) também foi revelada — com o retorno do diretor original, Christophe Gans.

    Durante tamanha espera, os fãs se mantiveram esperançosos com novidades para a saga, criando teorias com reviravoltas dignas do cineasta M. Night Shyamalan. Entretanto, o restante do público pode não ter embarcado na mesma empolgação e Silent Hill, uma propriedade intelectual com 23 anos, quase caiu no esquecimento.

    Parte disso se dá a forte concorrência: neste intervalo, os entusiastas de terror receberam pelo menos 10 jogos da série Resident Evil, uma continuação para Alan Wake, uma nova versão de Alone in The Dark e até mesmo o reinício de Dead Space. Além disso, novos hits do terror surgiram na era da internet, desde jogos como Outlast até indies de terror com qualidade duvidosa, ao estilo Baldi’s Basics in Education and Learning.

    Silent Hill 2 e mais: veja trailers revelados pela Konami

    Dessa maneira, vale relembrar um pouco sobre a origem da série japonesa e o que a tornou tão especial para o grande público. Confira o resumão do Jornal dos Jogos sobre o tema — e tente não ficar tão chateado com o cancelamento de Silent Hills!

    Konami e seu Resident Evil da Shopee

    Ao contrário do que alguns fãs recém-chegados possam imaginar, Silent Hill não é uma das obras de Hideo Kojima. Na verdade, enquanto o criador da saga Metal Gear Solid trabalhava em seus projetos de grande orçamento, a Konami buscava uma alternativa boa, barata e lucrativa para concorrer com Resident Evil, um sucesso arrebatador lançado pela Capcom em 1996.

    Resident Evil 4: veja gameplay, detalhes do remake e preço

    É neste contexto que nasce o grupo de desenvolvedores Team Silent, responsáveis por representar a saga como é conhecida atualmente. Na prática, a equipe era bastante limitada e constituída por funcionários com projetos frustrados na empresa — uma combinação volátil, mas que já havia funcionado antes no nascimento de Metal Gear. Entre seus fundadores, destacam-se os nomes Keiichiro Toyama, Masahiro Ito e Akira Yamaoka.

    Imagem dos membros da Team Silent, equipe responsável pelo desenvolvimento de Silent Hill, em 1998.
    Membros do Team Silent, responsáveis pelo desenvolvimento de Silent Hill, em 1998. (Fonte: Silent Hill Memories / Reprodução)

    Por se tratar de uma empreitada de baixo orçamento, o grupo possuía maior liberdade artística no projeto. Ainda assim, seus membros decidiram ignorar as premissas lucrativas da Konami, fugindo das “cópias” de Resident Evil e prometendo criar uma “obra-prima”. Neste caso, a aposta rejeitava a ação tradicional e focava no terror psicológico, explorando o medo do desconhecido nos jogadores.

    Cultos pagãos, sacrifícios e outras coisas leves

    Para melhor ilustrar o projeto, a equipe se baseou em conceitos da psicologia, em especial a Sincronicidade, do renomado psiquiatra Carl Jung. De maneira bastante resumida, essa abordagem sugere uma relação entre o subconsciente e a realidade, bem como a possibilidade de uma “herança psicológica” encarada pela humanidade em seu cotidiano. Em Silent Hill, esses ingredientes foram temperados com alguns dos piores pesadelos imagináveis.

    Dahlia Gillespie olhando para frente na igreja de Silent Hill.
    Dahlia Gillespie, uma das personagens mais misteriosas de Silent Hill. (Fonte: Konami / Reprodução)

    A partir desses princípios, naturalmente, a estética visual e sonora do projeto dependeria ainda mais do enredo para funcionar — relação que se tornaria o maior acerto da Team Silent, no futuro.

    Entre tráfico de drogas, sacrifícios e bruxaria, os desenvolvedores não economizaram nos temas bizarros

    A história no primeiro jogo retrata um pai solteiro em busca de sua filha, que se perdeu em Silent Hill, uma cidade conhecida pela sua beleza natural e quietude, mas que se tornou inexplicavelmente inóspita. Em paralelo, um estranho culto pagão ameaça a jornada do protagonista enquanto revela mais sobre seu passado.

    Entre tráfico de drogas, sacrifícios e bruxaria, os desenvolvedores não economizaram nos temas bizarros, o que fez o jogo se tornar marcante (ou traumatizante) para muitos fãs.

    Design a frente do tempo

    Sem estragar as surpresas, é possível afirmar que muito da ambientação de Silent Hill se deve aos sórdidos tópicos de sua narrativa. Entretanto, sua apresentação icônica também se consolidou através de outro inusitado fator: a limitação de hardware do PlayStation.

    Diferente de Resident Evil, que contava com cenários pré-renderizados, a empreitada da Konami utilizava ambientes e personagens renderizados em tempo real. Por esse motivo, há uma exigência de processamento muito maior, especialmente em cenários maiores e com muitos detalhes.

    Para solucionar o problema, os desenvolvedores manipularam a percepção dos jogadores com uma densa neblina, limitando a necessidade de renderização à distância de visão do protagonista. Além disso, muitos dos cenários contam com texturas naturalmente repetitivas, para economizar no “orçamento gráfico”. O resultado dessa combinação são espaços estranhamente atraentes enquanto assustadores, com detalhes do antigo cotidiano local contando histórias em cada ambiente.

    • Harry Mason olhando para monstro com tentáculos no Hospital Alchemilla.
    • Harry Mason olhando para corredor com válvulas.
    • Harry Mason olhando para uma serra elétrica numa vitrine.
    • Harry Mason e casa de cachorro em Silent Hill.
    • Harry Mason na recepção da Escola Midwich Elementary.

    Além disso, o maior destaque de Silent Hill e de seus sucessores é a disposição de suas “fases”. Nelas, cada cenário é revisitado algumas vezes, porém, em “realidades” alternativas.

    Essa mudança é provocada pelo estado mental dos personagens, transformando os ambientes jogáveis em versões infernais redecoradas com pele humana, correntes e outros elementos grotescos — que melhoram ou pioram, como as fases da consciência durante um pesadelo. Toda a experiência é acompanhada de uma trilha sonora desconcertante, desafinada e misteriosa.

    Recepção e legado

    Sendo recebido com críticas positivas, Silent Hill chegou às prateleiras em 1999 exclusivamente para o PlayStation original. O título logo caiu no gosto dos fãs e vendeu quase dois milhões de unidades, entrando para a lista da IGN com os melhores jogos para o console em 14º lugar.

    Sem surpresas, o sucesso garantiu outros sete jogos principais para a franquia, além de spin-offs e adaptações para o cinema, livros e histórias em quadrinho. A trajetória da série encontrou um hiato prematuro ainda em 2015, com o cancelamento de Silent Hills — que seria produzido pela equipe de Hideo Kojima, Guillermo del Toro e Junji Ito.

    Digno de uma história própria, o caso do cancelamento vai ser recapitulado em breve, em uma matéria especial do Jornal dos Jogos. Afinal, desde seu trailer até a demo jogável PT, o projeto ajudou a moldar o cenário de games de terror independentes atual, mexendo com o imaginário de fãs e dando vida a casos bizarros como Abandoned.

    Assine nossa newsletter para não perder as próximas novidades!

  • Resident Evil 4, Silent Hill 2, The Sims 5 e review de COD MWII

    Resident Evil 4, Silent Hill 2, The Sims 5 e review de COD MWII

    O resumo de notícias do Jornal dos Jogos está pura viagem no tempo. As notícias da semana incluem novidades de Resident Evil 4, informações de Silent Hill 2 e opiniões sobre Call of Duty Modern Warfare II.

    Além de tanto remake, temos Mortal Kombat investindo no mobile e um novo projeto de The Sims.

    Tenha uma ótima semana ☕

    Como está a campanha de Call of Duty Modern Warfare II (2022)
    Como está a campanha de Call of Duty Modern Warfare II?

    Com história curta, mas amplamente cinematográfica, a campanha de Call of Duty Modern Warfare 2 equilibra nostalgia e novidades. Esta foi a nossa conclusão após testar o game no Xbox Series X. A história sintetiza muito bem a essência da série, com um gameplay diversificado, mas sem arriscar muito longe do que já foi feito.

    Você pode conferir a review completa neste link. E só pra constar: a polêmica missão “No Russian” não está presente no remake, mas ainda existe.

     

    Resident Evil 4: novo gameplay, dublagem e preço camarada
    Resident Evil 4: novo gameplay, dublagem e preço camarada

    Com dublagem em português e preço acessível para os padrões da indústria, partindo de R$ 200, o remake de Resident Evil 4 ganhou um novo trailer e gameplay. Enquanto a prévia cinematográfica apresentou as versões atualizadas de personagens importantes, como Ada, o vídeo de jogabilidade exibiu algumas mudanças que chegarão ao game, como usar a faca para se defender de uma motosserra.

     

    Silent Hill 2 e mais games da franquia
    Silent Hill 2 e mais games da franquia

    A Konami lembrou que a franquia Silent Hill existe e apresentou vários projetos envolvendo a série de terror. O grande destaque fica para o remake de Silent Hill 2, feito pela Bloober Team, que chegará no PS5 e PC futuramente, sem dublagem em PT-BR (só na versão de Portugal do idioma).

     

    The Sims 5 chegando?
    The Sims 5 chegando?

    A EA anunciou recentemente o ‘Project Rene’, que se tornará um futuro jogo da franquia The Sims. Segundo as primeiras informações oficias, o futuro game da franquia será mais colaborativo e conectado, tornando-se ainda mais multiplataforma.

     

    Mortal Kombat: Onslaught para mobile
    Mortal Kombat: Onslaught para mobile

    Após 30 anos de estrada, a franquia Mortal Kombat vai investir pesado no mobile com um novo título 100% original para a plataforma. MK Onslaught é um RPG de celulares que chegará em 2023 — veja mais detalhes aqui.

     

    Microsoft de olho nos celulares
    Microsoft de olho nos celulares

    A Microsoft também está cada vez mais interessada no mercado mobile. A empresa estaria planejando lançar uma “loja de nova geração” do Xbox para celulares, visando competir com Google Play e App Store.

     

    Gotham Knights chegou…

    Depois da polêmica dos 30 quadros por segundo, Gotham Knights chegou ao PC e consoles de nova geração com problemas. Além das falhas técnicas, o jogo do Batman sem o Batman parece cair no limbo dos jogos medianos — veja análises no Voxel e NeoFusion para mais detalhes.

    E Uncharted deu as caras no PCE Uncharted deu as caras no PC

    A PlayStation também lançou mais um jogo no PC, algo que não acontece todo dia, mas está se tornando cada vez mais comum. Desta vez, a coletânea com Uncharted 4 e Lost Legacy estreou no computador — veja preço e requisitos.

     

    A voz de BayonettaA voz de Bayonetta

    Lembra da treta de Bayonetta 3? Temos um novo capítulo: a dubladora Hellena Taylor, que dava voz para a protagonista e estava pedindo boicote do novo jogo, revelou que recebeu uma oferta mais generosa da Platinum do que o valor dito inicialmente. A informação foi publicada após jornalistas como Jason Schreier encontrarem discrepâncias no relato da atriz.

    Além disso, o estúdio também se posicionou oficialmente, agradecendo a todos que já trabalharam no projeto e defendendo Jennifer Hale, a nova voz da protagonista de Bayonetta 3.

     

    Classificados

    🔵O PS5 Digital Edition está aparecendo por menos de R$ 4 mil em um pacote com FIFA 23 na Amazon.

    🟢Persona 5 chegou no Xbox Game Pass na semana passada! Veja outros lançamentos do serviço aqui.

    💎The Sims 4 agora é grátis! Você pode baixar o jogo sem custos nos consoles e PC — veja requisitos para rodar.

    ☢️Fallout 3 e Evoland estão de graça na Epic Games Store até dia 27. Você pode resgatá-los sem custos aqui.

    Vídeo da semana: gameplay de Need for Speed Heat

    A EA Games finalmente apresentou um gameplay de verdade de Need for Speed Unbound, que chega em dezembro. O vídeo da vez mostra perseguições contra a polícia e alguns desafios do novo jogo, que esbanja estilo com seus gráficos cartunizados.

    Tweet da semana 🐦

    A Capcom fez uma mudança trágica envolvendo o icônico lobo de Resident Evil 4 no remake do jogo. O perfil Can You Pet The Dog, focado em analisar os caninos nos games, teve uma reação bastante espontânea sobre o assunto lá no Twitter.

    Ajude o Jornal!

    Gostou do conteúdo? Mande um PIX para o Jornal e use o nosso e-mail como chave: mognon@jornaldosjogos.com.br! Você também pode incluir uma mensagem para aparecer aqui na newsletter 💌

    Veja também:

    Gaúcho and the Grassland e a história de Django 5 motivos para jogar Call of Duty Modern Warfare II No Russian: como Call of Duty MWII Remake lida com a polêmica missão? 

     
  • Call of Duty Modern Warfare II (2022) – Análise da campanha

    Call of Duty Modern Warfare II (2022) – Análise da campanha

    A Activision adotou uma estratégia diferente, mas interessante, no lançamento de Call of Duty Modern Warfare II, o remake do clássico jogo da franquia de tiro. Enquanto o jogo completo chega no dia 28 de outubro, a campanha foi liberada com uma semana de antecedência para quem realizou a pré-compra do game.

    Ou seja, a empresa finalmente resolveu compensar os fãs que costumam adquirir os jogos da série antes mesmo do lançamento — e que certamente nem precisam ler análises ou acompanhar conteúdos técnicos para já pular para a ação.

    A estreia desse novo formato de distribuição já mostra que COD MWII vem para trazer mudanças. A expectativa é que o jogo quebre a monotonia da franquia, que atingiu o seu ápice com o lançamento de Vanguard, no ano passado. Além de continuar a história do aclamado remake de 2019, o jogo vem para se tornar a nova base da série de jogos.

    Se você está interessado na história do jogo e ainda não está convencido das promessas da Infinity Ward, estamos aqui para dar uma força. O Jornal dos Jogos recebeu uma cópia de avaliação do game e já encerrou a campanha principal de COD MWII. Enquanto o multiplayer ainda não chega, confira abaixo nossa opinião sobre o modo história.

    image

    Jogo: Call of Duty Modern Warfare II
    Lançamento: 28/10
    Plataforma de teste: Xbox Series X
    Tempo de conclusão: 9 horas e meia

    Preço: a partir de R$ 320 no Xbox

    Legado de peso

    Quando o assunto é história, Call of Duty Modern Warfare II chega com uma missão nada simples. O jogo é a sequência do MW de 2019, que possui uma campanha sólida e bastante memorável, com um elenco de peso e missões que geraram impacto.

    Não obstante, o jogo também carrega o nome de Modern Warfare 2, o clássico game da saga que é favorito de muitos jogadores. O título também possui passagens que marcaram o imaginário gamer, incluindo a polêmica missão No Russian, que gera debates até hoje.

    Mesmo com tanto legado em seu nome, o jogo conseguiu atender minhas expectativas — e deve agradar os fãs de Call of Duty com sua campanha recheada de ação e clichês militares. Com um elenco cativante e gameplay diversificado, Call of Duty Modern Warfare II é o jogo que melhor sintetiza a essência da franquia.

    O retorno de Capitão Price e sua turma

    Seguindo a história do jogo de 2019, o novo MWII possui o retorno de personagens icônicos, como Capitão Price e Gaz, mas equilibra a nostalgia com o frescor de novos personagens. Dando um novo direcionamento para a história, o jogo também inclui soldados como Alejandro Vargas, líder das forças mexicanas conhecidas como “Los Vaqueiros.”

    Modern Warfare II equilibra nostalgia e novidade em sua campanha

    O time de elite é reunido para encarar uma grande ameaça, que resume muito bem os “perigos” que assombram a franquia. Desta vez, um terrorista iraniano está trabalhando com russos e um cartel mexicano para bombardear os Estados Unidos. Ou seja, temos aqui um grande crossover de medos estadunidenses, com uma equipe internacional de soldados pronta para “salvar o mundo.”

    A presença de personagens favoritos dos fãs e novos soldados garante um equilíbrio interessante para a campanha. Enquanto temos os clássicos temas da franquia, a chegada do núcleo mexicano garante uma abordagem interessante dos carteis de drogas. Para quem estava em busca de algo que fugisse dos clichês que dominaram campanhas como Cold War, a nova história certamente terá um frescor interessante.

    Além do equilíbrio entre nostalgia e novidade, Call of Duty Modern Warfare 2 é praticamente um filme de ação de alto orçamento jogável. Com reviravoltas dignas de longa-metragens protagonizados por Tom Cruise e cia, o jogo conta com sequências memoráveis que, graças à câmera em primeira pessoa, garantem uma perspectiva cheia de imersão para o jogador.

    Para quem é fã da franquia ou curte bastante ação em primeira pessoa, com certeza vale a pena dar uma chance para a história de COD MWII, ou simplesmente assistir tudo no YouTube como se fosse um filme.

    O futuro da franquia

    Enquanto a história se conclui muito bem durante a campanha, que não é muito longa, a Activision deixou algumas portas abertas para o futuro da saga Modern Warfare. Enquanto o jogo de 2019 terminou dando pistas sobre a Tark Force 141, o game da vez se encerra com referências a mais clássicos da série MW original.

    Como o multiplayer acaba sendo o principal foco da franquia, ainda não está claro se os acenos para mais história são apenas um teaser para um futuro Modern Warfare 3 Remake ou de um DLC de história. No entanto, conhecendo a Activision, possivelmente só teremos novos desfechos para a saga de Price e seus parceiros daqui há alguns anos.

    Valeria, uma das novas personagens introduzidas na história de COD: MWII

    De qualquer forma, é interessante ver que a Infinity Ward está conseguindo expandir esse novo universo de Modern Warfare com maestria. Enquanto o jogo de 2019 ainda tem minha campanha favorita dessa nova saga, o game da vez conta com passagens memoráveis e que também merecem aclamação.

    A criação de um novo núcleo mexicano de personagens, bem como o retorno de personagens como Farah, também mostra o comprometimento da franquia em ir para frente, não apenas olhar para o passado. Uma abordagem assim, que foge da simples reciclagem de narrativa, é ideal para justificar o lançamento de remakes e ajuda a compensar o alto preço que o jogo cobra.

    Gameplay da campanha

    Enquanto a história de Modern Warfare II não é tão impactante quanto seu antecessor de 2019, é interessante notar as evoluções no gameplay. Apesar de a história da campanha ser curta, o jogo conta com uma ampla variedade de missões para apresentar as mecânicas e funcionalidades que estarão presentes no multiplayer.

    A jogabilidade na água, por exemplo, ganha um grande trecho de missão só para ela. No entanto, o destaque fica para algumas sequências de ação bem orquestradas, como a missão em que o jogador está em um avião em queda. Outro ponto bastante marcante é a missão que te coloca para controlar ataques aéreos, dando um panorama do poder destrutivo desse tipo de armamento.

    Call of Duty MWII vai além do simples tiroteio em primeira pessoa

    A abordagem globalizada da história também permite que o jogador visite diferentes cenários durante a jornada de Price e seus parceiros de equipe. De Amsterdã até a fronteira do México, o game traz belos cenários que podem ser explorados, incluindo alguns que são mais abertos, garantindo opções de exploração ao jogador.

    Para quem curte stealth, Call of Duty MWII também possui algumas missões que trazem gameplay focado na furtividade, com armamentos improvisados. Em alguns casos, a jogabilidade silenciosa também é uma das opções disponíveis, dando mais liberdade para que o jogador faça suas escolhas de como abordar as lutas contra inimigos.

    Os problemas na jogabilidade

    Assim como no multiplayer, a campanha de Call of Duty Modern Warfare II possui uma movimentação mais cadenciada, que deixa o jogo mais tático. No entanto, em alguns casos, isso também deixa a jogabilidade mais truncada: o personagem corre como se estivesse com má vontade e, em algumas sequências que exigem pulo, os saltos podem apresentar falhas.

    O gameplay com carros, adicionado em algumas missões, também poderia ser melhor. Enquanto a jogabilidade segue os padrões que já vimos em games como Warzone, sem grandes evoluções, a pior parte fica no som: os veículos ainda possuem bastante limitação em seu barulho, o que contrasta bastante como restante da sonoplastia do game.

    Imersão e detalhes técnicos

    A imersão trazida pela câmera em primeira pessoa também merece elogios. Para quem está jogando em uma televisão ou monitor maior, com os gráficos em alta qualidade, o jogo garante uma experiência bem cinematográfica. No entanto, a experiência visual certamente poderia ser melhor.

    Amsterdã em COD MWII

    Por aqui, testamos o game no Xbox Series X e o visual está muito bom, mas nada de outro mundo ou que grite “nova geração de consoles”. Em alguns casos, também pegamos artefatos de imagem, claramente ligados ao sistema de resolução dinâmica, mas nada que seja tão gritante ou incômodo. Como o jogo ainda está saindo no PS4 e Xbox One, talvez os estúdios da Activision não tenham conseguido soltar todo o potencial gráfico da franquia.

    Na parte técnica, vale a pena mencionar que o jogo traz FidelityFX CAS, dando mais opções para o jogador personalizar a parte gráfica no console, bem como suporte para customização de campo de visão (FOV). Diferente da Blizzard com Overwatch 2, a Activision também implementou o uso de mouse e teclado no console, garantindo a possibilidade de jogo além do controle.

    Vale a pena jogar a campanha de COD MWII?

    Recheada de clichês militares, cenas de ação exageradas e tiroteios imersivos, a campanha de Modern Warfare II Remake sintetiza muito bem a essência de Call of Duty. Além de ganhar jogadores antigos com a nostalgia, o jogo expande o universo da saga com novos personagens e histórias, abrindo portas para uma sequência.

    O gameplay bastante variado garante uma experiência cinematográfica para os jogadores. Enquanto o visual está bonito, o jogo claramente ainda não alcança todo o potencial que poderia ter, graficamente falando.

    Para quem é fã da franquia e já está pensando em gastar os R$ 320 do jogo em breve, vale a pena aproveitar o período de pré-lançamento, antes do dia 28, pois a campanha já está liberada e também garante alguns brindes para o multiplayer.

    No entanto, se você está com a grana curta e só está mesmo interessado na história de Call of Duty, algo que é bastante inconvencional nesses tempos de multiplayer, não precisa correr para comprar o game, pois a história é curta — mesmo que tenha um fator replay interessante. Se este é o seu caso, vale a pena conferir a história pelo YouTube e futuramente, durante uma promoção, aproveitar para jogar a campanha, que possui momentos bem legais de serem assistidos, mas ainda melhores com o controle na mão.

  • No Russian: como Call of Duty MWII Remake lida com a polêmica missão?

    No Russian: como Call of Duty MWII Remake lida com a polêmica missão?

    Em uma das missões mais polêmicas da história da franquia Call of Duty, um grupo de quatro atiradores aparece em um elevador e se prepara para um massacre em um aeroporto de Moscou. Antes do início da ação, que o jogador acompanha em primeira pessoa, o líder da empreitada, o vilão Makarov, relembra: “No Russian”.

    Enquanto a fala, em um primeiro momento, parece remeter ao fato de que os atiradores não devem atirar em pessoas russas, o significado é diferente: o grupo não deve falar russo durante a ação. O personagem do jogador, que é um espião infiltrado, só descobre isso no final, quando leva um tiro de Makarov e fica morto no local, para que os americanos sejam incriminados pelo atentado.

    Disponível no Call of Duty Modern Warfare 2 e também na versão remasterizada de 2020, a missão No Russian certamente é uma das mais comentadas da história da série. Afinal, o game coloca o jogador no papel de um terrorista, dando a possibilidade de assassinar pessoas inocentes.

    Com uma temática tão pesada, um legado famoso na franquia e a situação atual do mundo, existiam dúvidas sobre como a polêmica missão seria abordada em Call of Duty Modern Warfare II, o novo remake da série. Com a campanha já disponível para quem fez a pré-compra do jogo, agora temos uma resposta de como No Russian foi abordada na releitura do clássico game.

    Cuidado: o texto a seguir pode conter spoilers da história de Call of Duty Modern Warfare 2 de 2022

    Como No Russian aparece no novo Call of Duty MWII?

    Em um primeiro momento, a solução da Activision e da Infinity War para abordar No Russian foi, simplesmente, não abordar a missão. Enquanto existem russos envolvidos na trama do novo Modern Warfare II, o jogo nem mesmo deu abertura para a presença da polêmica missão em seu enredo.

    O grande foco da campanha de COD MWII fica para conflitos com um terrorista iraniano e também com um cartel mexicano. As verdadeiras ameaças russas só aparecem como referências no final do jogo, abrindo portas para uma continuação.

    No entanto, No Russian aparece em Call of Duty Modern Warfare 2 em forma de cena pós-créditos. Após a conclusão da campanha principal, o jogador é apresentado a uma cena que se passa em um avião. Uma pessoa monta uma arma e envia uma mensagem de texto, possivelmente para Makarov, dizendo que está pronta, e em seguida recebe a mensagem: No Russian.

    Modern Warfare 3 Remake ou DLC de história?

    Ou seja, caso No Russian e o vilão Makarov realmente ganhem vida na nova franquia Modern Warfare, isso só deve acontecer em um possível MW3 Remake ou em conteúdos extras lançados futuramente para o jogo que está saindo agora. É importante ressaltar, no entanto, que nada foi confirmado até agora: existe, também, a chance de o conteúdo ser apenas um aceno, uma referência aos fãs de longa data da franquia.

    Considerando a situação atual geopolítica do mundo, com a Rússia em guerra com a Ucrânia, a ausência de No Russian em Call of Duty Modern Warfare 2 é até positiva. Afinal, a presença da missão poderia colocar ainda mais lenha na fogueira das relações internacionais que vivemos atualmente.

    Resta agora aguardar para ver o que o futuro da franquia nos reserva. Algumas especulações apontam que Call of Duty Modern Warfare 2 pode receber DLCs de história futuramente, o que pode incluir missões voltadas para o núcleo de vilões russos. Segundo especulações que vazaram ainda em outubro, a Activision estaria planejando o lançamento de conteúdos premium em 2023 e 2024 para COD MW2, o que seria uma oportunidade interessante para expandir a campanha.

    No entanto, caso a Activision guarde as reviravoltas para um possível Call of Duty Modern Warfare 3, a conclusão dessa história ainda pode demorar. Afinal, a companhia ainda possui ciclos de desenvolvimento longos entre seus jogos — algo que também pode mudar no futuro.

    Como eu já disse em textos anteriores sobre a franquia no Jornal, acho um delito a Activision lançar um jogo da série Call of Duty por ano. Em um mundo de jogos que evoluem constantemente, a empresa certamente poderia aproveitar melhor COD MW2 e trazer conteúdos de história como conteúdo extra: assim, a empresa manteria o multiplayer vivo, ao mesmo tempo em que poderia aproveitar melhor os desdobramentos da história em um único título.

    Call of Duty Modern Warfare 2 chega em 28 de outubro no PC e consoles PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S e X. As capturas presentes neste artigo foram realizadas na versão de Xbox Series X, disponível por a partir de R$ 329.

    Veja também:


    A cópia de análise utilizada pelo Jornal dos Jogos foi cedida pela Activision Brasil.

  • Gaúcho and the Grassland e a história de Django

    Gaúcho and the Grassland e a história de Django

    Lançado em 2007, o filme da Pixar Ratatouille conta com uma das cenas que melhor sintetizam o sentimento de nostalgia. O crítico Anton Ego, ao visitar o restaurante Gusteau’s, recebe do chefe um prato de ratatouille. Comida simples, feita com legumes refogados, normalmente servida por camponeses.

    Enquanto a escolha inesperada do “chefe” gera desconfiança no início, o crítico viaja no tempo ao dar a primeira garfada na mistura: o prato faz o duro crítico se lembrar da infância no interior, em uma cena emocionante e icônica.

    Assim como Anton Ego, passei por uma viagem emocional similar recentemente, mas meu “prato” foi o jogo Gaúcho and the Grassland, servido em uma demonstração cedida pelo estúdio brasileiro Epopeia Games.

    Enquanto Anton Ego derrubou seu garfo após a primeira mordida no guisado de legumes, eu acabei mergulhando em memórias enquanto coletava itens e explorava a relva verde do jogo com vibe de Stardew Valley. A viagem foi tão intensa que até me lembrou de um personagem que estava dormente na minha vida: Django.

    Não estou falando do protagonista do filme homônimo de Quentin Tarantino, tampouco do software de programação: Django é o apelido do meu falecido padrinho, um ginete que viveu nas pampas do Rio Grande do Sul, domando cavalos e tocando gado, sempre com uma cuia de chimarrão ao seu alcance.

    Enquanto a ponte entre um tropeiro que viveu no sul e o protagonista de um jogo baseado na cultura gaúcha é bem clara, a força emocional das minhas memórias foi tão implacável quanto o vento minuano em um dia frio.

    A vida no campo em jogo

    A demonstração de Gaúcho and the Grassland é simples, mas bastante efetiva. Disponível para quem fizer a compra antecipada do game, a prévia te coloca para viver como um gaúcho nos verdejantes campos do sul, apenas com um cavalo e um cão como seus parceiros.

    Com um sistema de construção e coleta bastante fofo e funcional, o jogo estimula que você explore a região para construir seu rancho e montar um rebanho. Além disso, mistérios também rondam os pampas, que são abençoadas pela presença do Negrinho do Pastoreio.

    Assim como Stardew Valley e outros simuladores de fazendinha, Gaúcho and the Grassland é uma grande homenagem à vida no interior, recheado de simplicidade, com os prazeres de concluir tarefas e construir uma vida pacata. A diferença, como o nome já aponta, está no gaúcho: a obra da Epopeia Games é recheada de referências à cultura riograndense, desde a dublagem de qualidade até a presença de fauna e flora locais.

    E essa localização é tão bem produzida que o jogo não apenas retrata a cultura gaúcha com carinho e precisão, mas é capaz de levar jogadores que cresceram na região para uma viagem recheada de memórias.

    Um protagonista familiar

    Assim como o protagonista de Gaúcho and the Grassland, meu padrinho Django, que morreu quando eu ainda era criança, não tinha uma backstory. Desde que me lembro, ele só estava lá: minha família morava no interior e o cavaleiro cuidava de uma fazenda próxima, o que gerou uma relação de amizade sólida, mas que não envolvia o passado.

    Tal qual o protagonista da Epopeia Games, meu padrinho também não tinha nome: durante seu tempo de vida, eu jamais soube como ele era realmente chamado, e pouquíssima gente da região sabia: a única alcunha que lhe servia era Django, apelido inspirado no clássico personagem de faroeste dos anos 60.

    Assim como o protagonista do game, Django contava apenas com dois companheiros de trabalho: o cavalo Pé de Pano e o cachorro Caçula.

    Enquanto ele não carregava uma metralhadora em um caixão para vingar a esposa, sempre andava com uma cara amarrada e de chapéu, pronto para lutar contra os perigos dos pampas — ou compartilhar uma cuia de chimarrão. E antes de Jamie Foxx e Quentin Tarantino ensinarem ao mundo que o “d” de Django é mudo, isso já era lei no interior de Lagoa Vermelha, onde todo mundo chamava o tropeiro apenas de “Jango”.

    Ele não tinha família, seus filhos moravam longe. Vivia sozinho e apenas trabalhava em seu rancho, assim como o simpático personagem de Gaúcho and the Grassland. E para deixar tudo ainda mais profundamente familiar, Django contava apenas com dois companheiros de trabalho, inseparáveis e sempre presentes: o cavalo Pé de Pano e o cachorro Caçula.

    A vida dedicada ao campo

    Apesar da cara de poucos amigos, Jango era um cara bem simpático e, como todo bom gaúcho, sempre visitava os vizinhos para contar causo e tomar chimarrão, o que eventualmente fez ele se tornar meu padrinho. No final do dia, quando voltava para seu rancho, tornava-se apenas uma silhueta escura de chapéu, com seu cavalo e cusco, sumindo no horizonte dos campos riograndenses.

    Assim como o sistema de gameplay de Gaúcho and the Grassland, a vida de campeiro no interior é simples e recheada de pequenas vitórias diariamente, mas vem acompanhada de solidão. No caso de Jango, os amigos eram praticamente NPCs em uma vida single-player, dedicada ao campo e ao trabalho.

    Django, um personagem esquecido do interior do Rio Grande do Sul. Arte: @zsbianca, feita para o Jornal dos Jogos

    E quando o campo é retirado do campeiro, um pouco da vida também se esvai. Eu lembro até hoje da última vez que vi Django, em um asilo no interior do Rio Grande do Sul. Sem seu cavalo, seu cachorro e os pampas, ele ainda sobrevivia como um velho homem, disposto a sorrir, mas sem o brilho que o fazia proteger o gado e domar animais selvagens com maestria.

    Em sua morte, Django ainda voltou para a terra que sempre lhe deu vida. Seguindo os ritos tradicionais do interior riograndense, o velho tropeiro foi enterrado em um cemitério de comunidade, na colina de uma lavoura, onde o vento minuano canta e o sol se esconde atrás das árvores. Descansou, sozinho, no solo que serviu de chão para suas últimas andanças como campeiro.

    Uma faísca de lembrança

    O filme Coco, de 2017, traz uma premissa interessante para a vida após a morte: uma alma só deixa de existir após a última pessoa viva se esquecer dela. Em um mundo com discos rígidos com petabytes, as memórias têm um peso importantíssimo, mas com tanta informação nos cercando diariamente, não é difícil acabar se esquecendo dos pequenos detalhes da vida.

    Graças ao trabalho realizado pela Epopeia Games, sinto que a memória de Django, e de tantos outros campeiros esquecidos do interior, está encapsulada de uma forma bela e que vai perdurar com as novas gerações. Mais do que uma simples homenagem à cultura da região sul, Gaúcho and the Grassland chega a ser o retrato de uma realidade cada vez mais rara, mas que agora ganha vida em uma nova forma de arte, dinâmica e que conversa com um público cada vez mais conectado.

    Comecei a jogar o game da Epopeia como um gaúcho desviado, que cresceu no interior riograndense, mas deixou as tradições de lado para viver em um mundo repleto de tecnologia. Agora, publico este texto vestindo bombacha, tomando um amargo chimarrão, acompanhado da doce lembrança de um personagem icônico da minha infância, que praticamente ganhou vida em um videogame feito no Brasil.

    Com apenas uma demonstração, Gaúcho and the Grassland já mostra o poder e impacto de jogos feitos no Brasil, para brasileiros e SOBRE histórias brasileiras. Kratos que me perdoe, mas nem God of War conseguiu me entregar uma experiência assim.


    Com lançamento previsto para 2023, Gaúcho and the Grassland pode ser comprado antecipadamente por R$ 30 na Nuuvem e também possui uma página na Steam.

  • Silent Hill 2 e mais: veja trailers revelados pela Konami

    Silent Hill 2 e mais: veja trailers revelados pela Konami

    Após deixar vazar muita coisa, inclusive uma live inteira, a Konami revelou que finalmente ouviu os fãs e está fazendo jogos de Silent Hill. E você não leu errado: são JOGOS, no plural.

    A companhia apresentou diversos projetos envolvendo a franquia durante sua transmissão ao vivo focada em Silent Hill. Confira abaixo todos os jogos da saga de terror que estão chegando futuramente.

    Silent Hill 2

    Carro-chefe da nova leva de games, Silent Hill 2 é um remake que será feito pela Bloober Team, que é conhecida por ter desenvolvido The Medium. O jogo ganhou um trailer longo mostrando detalhes da história, gráficos renovados e o famoso Pyramid Head.

    Ainda sem data de lançamento, Silent Hill 2 será lançado no PC e PS5, e será exclusivo de console da plataforma da Sony por pelo menos 12 meses.

    Confira mais detalhes na página oficial na Steam.

    Silent Hill Townfall

    Desenvolvido pelo estúdio No Code, de Stories Untold e Observation, Silent Hill Townfall será publicado pela Annapurna Interactive e coproduzido pela Konami. O trailer dá uma ideia da atmosfera do jogo, que não tem data de lançamento, mas não revela muitos detalhes sobre gameplay.

    Silent Hill Ascension

    SH Ascension é um novo projeto de Silent Hill criado pela Genvid Entertainment, que é especializada em experiência de mídia imersivas. Trata-se de uma série interativa que promete colocar os espectadores, em conjunto, para fazer escolhas enquanto assistem.

    Silent Hill F

    Um jogo inédito dentro da franquia principal, Silent Hill F contará com uma história inédita feita pelo autor japonês conhecido como Ryukishi07. O título promete uma narrativa que se passa no Japão dos anos 60, em um mundo “lindo, mas horripilante.”

    O desenvolvimento do projeto, que ainda não tem data de lançamento ou plataformas confirmadas, será realizado Neobards Entertainment, que tem em seu currículo o infame Resident Evil Re:Verse.

    Veja também:

  • Uncharted: Legacy of Thieves Collection no PC: veja requisitos e preço

    Uncharted: Legacy of Thieves Collection no PC: veja requisitos e preço

    Mais jogos de PlayStation acabam de dar as caras no computador. Esta quarta-feira (19) marca a chegada de Uncharted: Legacy of Thieves Collection no computador. Com dois jogos em um pacote, a coletânea marca a estreia oficial da franquia de Nathan Drake nos computadores

    Já disponível no PS5, a coletânea conta com Uncharted 4: A Thief’s End e o DLC standalone The Lost Legacy. Para quem não está por dentro, os jogos marcam o fim da caminhada do protagonista Nathan, em uma jornada cinematográfica que estreou originalmente em 2016, exclusivamente no PS4.

    “Cada história vem cheia de comédia, drama, combates eletrizantes e momentos que vão deixar os jogadores maravilhados — tudo remasterizado para você se envolver ainda mais”, descreve a PlayStation.

    Uncharted 4 em ultrawide no PC? Sim!

    Para quem se importa com a performance, a coletânea Legado dos Ladrões também promete recursos exclusivos para o PC. O port para computador de Uncharted inclui suporte para ultrawide, resolução e tecnologias como DLSS e FSR 2.0, para aprimorar a experiência de jogo.

    Quem possui um DualSense, o controle do PS5, também pode aproveitar os recursos exclusivos do joystick no computador, basta usá-lo via conexão cabeada.

    Seu PC roda Uncharted?

    Agora que o jogo deixa de estar apenas disponível em consoles PlayStation, finalmente podemos fazer uma pergunta quase inacreditável: seu computador vai encarar a coletânea de Uncharted?

    Como estamos falando de jogos que nasceram originalmente no PlayStation 4, a tendência é que até mesmo computadores mais modestos consigam rodar Uncharted: Legacy of Thieves Collection sem muita dificuldade. Veja abaixo os requisitos mínimos e recomendados!

    Requisitos Mínimos:

    Sistema Operacional: Windows 10 64-bit
    Armazenamento: 126 GB HDD
    Processador: Intel i5-4330 ou AMD Ryzen 3 1200
    Memória: 8 GB de RAM
    Placa de vídeo: NVIDIA GTX 960 (4 GB) ou AMD R9 290X (4 GB)
    DirectX: 12

    Requisitos Recomendados:

    Sistema Operacional: Windows 10 64-bit
    Armazenamento: 126 GB SSD
    Processador: Intel i7-4770 ou AMD Ryzen 5 1500X
    Memória: 16 GB de RAM
    Placa de vídeo: NVIDIA GTX 1060 (6 GB) ou AMD RX 570 (4 GB)
    DirectX: 12

    Quanto custa Uncharted no PC?

    A coletânea Uncharted: Legacy of Thieves Collection estreia no PC seguindo os padrões de preço e distribuição da PlayStation. O game pode ser comprado na Steam e na Epic Store por R$ 199,90, mas também é distribuído em lojas terceirizadas por valores mais amigáveis.

    A Nuuvem, que distribui códigos do jogo para a Steam, está oferecendo Uncharted por R$ 179,99 por tempo limitado. Além disso, a loja conta com um sistema de cashback em moedas, que garante desconto em outras compras.

    Em grau de comparação, o valor padrão no PS5 é de R$ 249,50 na edição digital, mas a edição em mídia física custa em torno de R$ 150 em lojas como a Amazon.