Mês: dezembro 2020

  • Cyberpunk 2077 arrasa nas reviews e inflama debates sobre crunch – Novas da semana

    Cyberpunk 2077 arrasa nas reviews e inflama debates sobre crunch – Novas da semana

    Enquanto nós, meros mortais, estamos vivendo um mundo pandêmico, algumas pessoas ao redor do mundo já estão passando pelos últimos dias do ano jogando Cyberpunk 2077. Nesta segunda-feira, 7, as primeiras análises do game saíram e, para a surpresa de ninguém, o game da CD Projekt Red é impressionante, mas contém alguns bugs.

    Os bons resultados, porém, não vieram sozinhos. A semana começou com discussões intensas sobre crunch por causa do RPG futurista e outros acontecimentos da indústria.

    Cyberpunk 2077 está entre nós

    O game de mundo aberto da CD Projekt Red estreou no agregador de avaliações Metacritic com nota 91. A edição do jogo que foi enviada antecipadamente é a de PC e muitas das análises reclamam sobre a presença de bugs. Considerando a amplitude do projeto, isso já era esperado e um patch com correções já está a caminho com nada menos que 40 GB de download.

    Enquanto os bugs seriam um ótimo gancho para discutir trabalho, os debates sobre crunch começaram antes da queda do embargo das reviews do RPG futurista. Uma das brasas que acendeu a chama da treta foi um texto satírico do site Hard Times com o título: “Resenha: ‘Cyberpunk: 2077’ é um jogo perfeito, é o que devo dizer para garantir que os trabalhadores vítimas de abuso recebam seus bônus.”

    Apesar do tom de brincadeira, o artigo discorre sobre a chegada do game, suas avaliações e os casos de crunch que foram denunciados e confirmados pela CD Projekt Red. A produção ainda brinca com o conceito de vincular notas de análises com bônus para os funcionários, o que aconteceu entre Bethesda e Obsidian na produção de Fallout New Vegas. Além disso, somos agraciados com um questionamento: vale a pena todo esse estresse e exaustão só para fazer um videogame dentro de um determinado prazo?

    Assim como muitos gamers, estou ansioso para finalmente colocar as mãos no novo projeto dos criadores de The Witcher 3. Não vejo a hora de andar pelas ruas de Night City, editar as genitálias de V e dar uns rolês com a Judy. Porém, não podemos esquecer que até os melhores estúdios apostam cada vez mais em longas jornadas de trabalho para finalizar projetos megalomaníacos.

    As indicações do Brazil Game Awards

    Um exemplo de como o crunch está incrustado na indústria e acabou virando coisa do dia a dia está em grandes celebrações da indústria, como TGA 2020 e também no Brazil Game Awards. A premiação brasileira revelou seus indicados em 2020, que ajudei a escolher com o pessoal do Adrenaline, e algumas categorias mostram que não só os gamers, mas a mídia também acaba relevando o problema das péssimas condições de trabalho.

    Você pode conferir todos os indicados ao Brazil Game Awards aqui, mas vale destacar a categoria de Melhor Estúdio. Apesar de não inclui a CD Projekt Red, a lista conta com concorrentes que tocariam o terror em um sindicato trabalhista

    Dentre as grandes produtoras, apenas a Sucker Punch não possui em seu currículo alguma acusação grave (pelo menos eu não encontrei). Ainda assim, o estúdio também responde para acionistas e sofre com má gerência e com o “trabalho extra” que já virou padrão na indústria, segundo relatos publicados na plataforma de trabalho Glassdoor.

    Com essa seleção de grandes nomes feita pela mídia e influenciadores brasileiros, apenas uma empresa se desloca entre os indicados ao prêmio de Melhor Estúdio quando o assunto é saúde mental no trabalho: a Supergiant

    Paraíso sem crunch

    Com as discussões sobre trabalho excessivo na indústria de games pegando fogo, alguém ressuscitou uma reportagem do site Kotaku falando sobre a Supergiant Games. O artigo revela detalhes sobre a operação do estúdio independente, que obriga os funcionários a…dar aquela relaxada de vez em quando.

    Com uma equipe reduzida, o estúdio por trás de Hades obriga cada funcionário a ficar pelo menos 20 dias sem trabalhar anualmente, de acordo com os relatos do ano passado. O ritmo de produção também é diferente de um estúdio gigante e que trabalha em produções de mundo aberto e com gráficos realistas. Ainda assim, os jogos são ótimos.

    Best Transistor Game GIFs | Gfycat

    Hades, que já apareceu por aqui, está batendo de frente com gigantes no The Game Awards desse ano e empatou com Last of Us e Ghost of Tsushima nas indicações no BGA 2020. E isso não é uma exceção: os jogos anteriores da empresa também foram bem recebidos pela crítica e são aclamados pelo público, em especial Transistor, que traz uma trilha sonora f#da pra caramba.

    Porém, como mostram as indicações do Brazil Game Awards, o quadro geral nem sempre ganha importância nos eventos que celebram a indústria de games. Fica aqui a minha torcida para a Supergiant quebrar paradigmas e levar algumas estatuetas para casa nas premiações de dezembro.

    Novas da semana

    Além de termos reviews de Cyberpunk 2077, as primeiras informações sobre como o jogo anda rodando surgiram na web. O Tom’s Hardware fez uma série de testes com o game e deu uma ideia de como está a versão de PC.

    Segundo os benchmarks, a GTX 1060 da galera vai passar um trabalho para rodar o game e aguentará Full HD com gráficos no médio. As coisas podem melhorar após o lançamento com o patch de correções que terá uns 40 GB, mas teremos que esperar dia 10 de dezembro para saber.

    Exclusivos PlayStation lançados pela Xbox

    A Sony lançou recentemente um vídeo apresentando futuros jogos do PlayStation 5 e revelou detalhes sobre a exclusividade temporária de alguns títulos nas letras miúdas. Apesar de ser uma empresa da Xbox, a Bethesda distribuirá Ghostwire Tokyo e Deathloop exclusivamente no PS5 por um ano. Os jogos também chegam no PC e já estão listados na Steam, mas ainda não está claro se vão chegar ao Game Pass para computadores.

    O material de divulgação também revelou que o Project Athia, feito pela Square Enix, também será lançado para PC, mas contará com uma exclusividade nos consoles de pelo menos dois anos. Ou seja, os donos do Xbox terão que exercitar a paciência.

    Warzone na Guerra Fria

    A franquia Call of Duty está voando e, após alcançar US$ 3 bilhões em vendas em 2020, dará o próximo passo para tentar manter o sucesso em breve. A Activision vai liberar em 16 de dezembro a primeira temporada de conteúdos para Black Ops Cold War.

    Além de expandir o multiplayer do jogo de tiro, a novidade vai integrar os conteúdos de Cold War e Warzone. Enquanto o gameplay permanecerá o mesmo, a chegada de novos passes de temporada garante sobrevida ao battle royale, que já possui 85 milhões de jogadores.

    Fortnite

    Falando em sobrevida, Fortnite aproveitou a chegada da nova geração de consoles para lançar uma temporada tão surpreendente que até eu dei uma chance para o game. A Epic Games abriu os novos conteúdos com um Season Pass com Mandalorian e Baby Yoda.

    Logo em seguida, a empresa seguiu a temática de “caçadores” e apresentou uma skin de Kratos. Os Fortniteiros podem comprar e jogar com o protagonista de God of War em qualquer sistema, inclusive no Xbox.

    Reza a lenda que até Master Chief pode dar as caras no crossover mais ambicioso de todos os tempos. Eu só vou ficar pistola se não rolar uma skin de Geralt de Rivia ou Ciri nessa Season de Fortnite. Afinal, estamos falando dos caçadores mais famosos dos games e que sempre estão viajando em portais.

    Loading estreia na TV!

    Na noite de segunda-feira, o canal de TV brasileiro Loading foi ao ar. A emissora transmite conteúdos de games e cultura pop ao vivo na televisão aberta e também por meio da internet. A plataforma conta com programas que cobrem o mundo dos jogos de uma maneira mais acessível e abrangente.

    Você pode assistir ao Loading ao vivo por meio do site oficial da emissora e também direto na televisão, basta sintonizar o canal ou encontrá-lo em dispositivos de TV a cabo. A iniciativa ainda dá seus primeiros passos, mas tem potencial para impactar a vida de brasileiros que não vivem cercados de games na internet. Como pessoa que literalmente cresceu no meio do mato e se moldou assistindo MTV, torço para que a empreitada tenha muito sucesso!

    Play Pass no Brasil

    Para quem está em busca de mais uma assinatura, a Google lançou no Brasil o Play Pass. O serviço conta com 650 jogos e apps premium, com um modelo de negócio similar ao Apple Arcade e Game Pass.

    Ao Pagar R$ 9,90 mensais ou R$ 89,90 por ano, o usuário pode baixar e utilizar todo o catálogo de apps, que inclui jogos maneiros como Stardew Valley. Além do preço não ser tão alto, o serviço pode ser compartilhada em até seis pessoas, o que deixa a assinatura bem acessível. Resta agora esperar para ver se o modelo de negócio deslancha no mundo do free-to-play que é a indústria mobile.

    Classificados

    • Leiam minha análise de Yakuza: Like a Dragon no Adrenaline. Ficou bem legal! Em breve teremos publicações sobre essa obra dos RPGs por aqui também. Fiquem ligados.
    • O Xbox Game Pass recebeu muitas novidades interessantes agora em dezembro. Se você não vai pular em Cyberpunk, vale a pena dar uma conferida nas novidades do catálogo, que incluem DOOM Eternal no PC, Control nos consoles, Dragon Quest XI S e Haven em ambas as edições do serviço.
    • Red Dead Online foi lançado de maneira standalone e agora pode ser comprado por valores na casa de R$ 28 no PC e consoles (necessita PS Plus e Xbox Live Gold). Se você quer ir pro velho oeste de maneira exclusivamente online com seus amigos, vale a pena conferir.
    • The Witcher 1 está de graça no PC para quem baixar o GOG Galaxy, plataforma da CD Projekt Red que também garante 100% de lucro para a desenvolvedora na compra de Cyberpunk 2077. O jogo não é lá essas coisas, mas recomendo dar uma chance ao software, que consegue juntar todos os seus games de computador e consoles em uma única interface. É praticamente uma estante virtual de jogos.
    • O jogo brasileiro Fursan al-Aqsa está concorrendo ao prêmio de Indie do Ano no site IndieDB e você pode votar no projeto. O jogo é feito para o PC e os consoles Xbox 360 e PS3 (isso mesmo!), que ainda são extremamente populares no Brasil.

    Gostou do conteúdo? Inscreva-se na nossa newsletter e acompanhe o nosso site! Não esqueça de dar aquele follow maroto nas redes sociais para também não perder a cobertura diária de notícias do Jornal dos Jogos 😉

    Leia também

  • Cyberpunk 2077: onde comprar, preços e requisitos para PC

    Cyberpunk 2077: onde comprar, preços e requisitos para PC

    Cyberpunk 2077 é um dos jogos mais aguardados da década e finalmente vai dar as caras no mercado em dezembro de 2020. A produção da CD Projekt Red foi adiada algumas vezes para melhorias e chega ao mercado cercada de expectativas.

    Inspirado em um RPG de mesa lançado nos anos 90, o jogo da CD Projekt Red promete entregar qualidade narrativa e de gameplay superiores ao que temos em The Witcher 3: Wild Hunt. Segundo mostram os gameplays, o jogo trará um mundo aberto vasto, cheio de possibilidades e com o Keanu Reeves.

    Se você ainda não está preparado para a chegada do game, confira aqui alguns detalhes básicos de onde jogar Cyberpunk 2077 e seu custo em cada plataforma.

    Quando Cyberpunk 2077 estará disponível? E o preload?

    Após diversos adiamentos, Cyberpunk 2077 tem seu lançamento marcado para 10 de dezembro de 2020, mas alguns jogadores receberão o game antes. A CD Projekt Red divulgou uma lista de horários em que o jogo e o preaload do game serão liberados no PC e consoles.

    • PC: Cyberpunk 2077 será liberado para computadores em 9 de dezembro às 21h, pelo horário de Brasília. O preload começa em 7/12 às 8h na GOG e às 13h na Epic games Store e Steam.
    • Xbox One, Series S e Series X: Cyberpunk 2077 será liberado na madrugada entre 9 e 10 de dezembro, logo após a meia-noite. O preload dos arquivos pode ser realizado a partir de hoje, 3/12.
    • PS4 e PS5: Cyberpunk 2077 será liberado na madrugada entre 9 e 10 de dezembro, logo após a meia-noite. O preload dos arquivos estará disponível em 8/12, dois dias antes do lançamento.

    Onde comprar Cyberpunk 2077?

    Cyberpunk 2077 é um jogo cross-geração e que chegará de maneira abrangente no PC. Além de estar disponível nos PlayStation e Xbox da oitava e nona geração, o título está à venda nas principais lojas de games do PC, bem como no Google Stadia, ainda não disponível no Brasil.

    Abaixo, você confere a lista de lojas em que o jogo pode ser encontrado nos consoles e computador.

    PC

    GOG (loja da CD Projek Red): R$ 199,90;
    Steam: R$ 199,90;
    Epic Games Store: R$ 199,90;

    Xbox One e Xbox Series X/S

    Versão digital: R$ 249 na Microsoft Store, com compra única para Xbox One e Xbox Series X/S. Ou seja, funciona em ambas as gerações.

    Versão física: R$ 279 na loja da Microsoft na Amazon*. Funciona nos consoles com leitor de disco e possui compra única para Xbox One e Xbox Series X — o modelo Series S não funciona com jogos em mídia física.

    PlayStation 4 e PS5

    Versão digital: R$ 249,99 na PlayStation Store, com compra única para PS4 e PS5. Ou seja, funciona em ambas as gerações.

    Versão física: R$ 279 na loja da PlayStation na Amazon. Funciona no PS4 e no PS5 com leitor de disco e possui compra única. Ou seja, a edição em disco não funciona no PlayStation 5 Digital Edition.

    PC para rodar Cyberpunk 2077

    Para quem joga no PC, outra preocupação a ser levada em conta são os requisitos mínimos e recomendados. Felizmente, Cyberpunk 2077 promete ser bastante otimizado e rodar até mesmo em sistemas mais antigos.

    Além disso, o jogo conta com tecnologias da Nvidia, incluindo suporte para Ray Tracing e DLSS. A CD Projekt Red liberou uma lista detalhada com requisitos mínimos e recomendados para rodar o jogo em diferentes qualidades e com traçado de raios em tempo real ativado.

    Para quem usa Ray Tracing, vale ressaltar que a tecnologia não estará disponível nas placas de vídeo da AMD logo no lançamento. Além disso, os recursos de iluminação também chegarão posteriormente nos consoles, em uma atualização gratuita para PS5 e Xbox Series X/S.

    Abaixo, você confere o hardware necessário para rodar Cyberpunk 2077 em diferentes configurações no PC:

    Requisitos Mínimos (1080p Low)

    CPU: Intel Core i5-3570K ou AMD FX-8310
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce GTX 780 3GB ou AMD Radeon RX 470 4GB
    Memória da GPU: 6GB VRAM
    Memória: 12GB de RAM
    Armazenamento: 70GB (SSD recomendado)

    Requisitos Recomendados (1080p High)

    CPU: Intel Core i7-4790 ou AMD Ryzen 3 3200G
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce GTX 1060 6GB, GTX 1660 Super 6 GB
    Memória: 12GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 1440p Ultra

    CPU: Core i7-4790 ou Ryzen 3 3200G
    Placa de vídeo: RTX 2060 ou RX 5600 XT 6 GB
    Memória: 12GB RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 4K Ultra

    CPU: Core i7-4790 ou Ryzen 5 3600
    Placa de vídeo: RTX 2080 Super, RTX 3070 ou RX 6800 8 GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 1080p e Ray Tracing Médio

    CPU: Nvidia GeForce RTX 2060 6GB
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 2060 6GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 1440p e Ray Tracing Ultra

    CPU: Intel Core i7-6700 ou AMD Ryzen 5 3600
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 3070 8GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Requisitos para 4K com Ray Tracing Ultra

    CPU: Intel Core i7-6700 ou AMD Ryzen 5 3600
    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 3080 10GB
    Memória: 16GB de RAM
    Armazenamento: 70GB de SSD

    Leia também


    *Os links da Amazon são comissionados e o Jornal dos Jogos pode receber uma parcela do valor em compras realizadas pelo direcionamento do site.

  • Xbox Game Pass: Control, DOOM Eternal e mais novidades em dezembro

    Xbox Game Pass: Control, DOOM Eternal e mais novidades em dezembro

    Na tarde desta terça-feira (1°), a Microsoft anunciou uma lista quentíssima de jogos que estão para chegar no Xbox Game Pass para Xbox One, Xbox Series S, Series X, PC e Android (via xCloud, ainda fora do Brasil).

    Vários títulos de peso chegam aos novos consoles da companhia, ao lado de renomados e conhecidos games de estúdios independentes. Além dos games, vale lembrar que a ediçãod e PC também receberá integração com o EA Play no dia 15 de dezembro. O benefício já está disponível nos consoles para os assinantes do plano Ultimate.

    Confira a lista completa de novidades para dezembro no Xbox Game Pass de console, PC e Android:

    (Fonte: Microsoft/Divulgação)

    Lançamentos do Xbox Game Pass para 3 de dezembro:

    • Rage 2 (xCloud para Android);
    • Control (xCloud para Android e consoles Xbox);
    • Doom Eternal (PC);
    • Haven (consoles Xbox e PC);
    • Slime Rancher (consoles Xbox e xCloud para Android);
    • Va-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action (PC);
    • Yes, Your Grace (xCloud para Android; consoles Xbox e PC);
    Rage 2 está chegando ao Game Pass de Android via xCloud. Confira impressões com o beta do serviço.

    Lançamentos do Xbox Game Pass para 4 de dezembro:

    • Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age — Definitive Edition (consoles Xbox e PC);

    Lançamentos do Xbox Game Pass para 8 de dezembro:

    • Call of Sea (xCloud para Android e consoles Xbox e PC);
    • Monster Sanctuary (xCloud para Android e consoles Xbox);
    • Starbound (PC);

    Lançamentos do Xbox Game Pass para 9 de dezembro

    • Unto The End (consoles Xbox e PC)

    Lançamentos do Xbox Game Pass para 10 de dezembro

    • Assetto Corsa (xCloud para Android, consoles Xbox);
    • Gang Beasts (xCloud para Android, consoles Xbox);
    • GreedFall (xCloud para Android, consoles Xbox e PC);
    • Superhot: Mind Control Delete (xCloud para Android e consoles Xbox);
    • Yooka-Laylee and the Impossible Lair (xCloud para Android, consoles Xbox e PC);

    Leia também:

    Impressões com o xCloud no Brasil

    Análise do Xbox Series X

    Vale a pena HD Externo no Xbox Series X/S?

  • Efeito Game Pass? PlayStation Plus recebe mais um jogo no lançamento

    Efeito Game Pass? PlayStation Plus recebe mais um jogo no lançamento

    Em setembro de 2020, o comandante da PlayStation, Jim Ryan, disse que lançar jogos em uma assinatura ao estilo Game Pass é um modelo de negócio “insustentável” para os projetos Triplo-A da empresa, como The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima. Ao que parece, isso não se aplica aos jogos indies: a empresa, mais uma vez, vai liberar um game independente para os assinantes da PS Plus no dia de estreia do título no mercado.

    Após o sucesso de Fall Guys em agosto e a chegada de Bugsnax na PS Plus de novembro, os consoles da PlayStation receberão Worms Rumble diretamente na assinatura no último mês de 2020. Com isso, quem pagar a mensalidade da Plus em dezembro poderá resgatar o game de battle royale das minhocas da Team17 sem custos adicionais.

    Imagem

    O movimento faz bastante sentido para a Sony e pode servir como uma resposta, mesmo que leve, para o Xbox Game Pass. Além de ser um bônus maneiro para os assinantes, os games podem receber um belo salto de público, o que é ótimo para os títulos focados no online.

    Boost para jogos online

    Fall Guys ainda seria um sucesso se não estivesse na PS Plus de agosto, mas o jogo se tornou o mais resgatado na história da assinatura e isso certamente deu um empurrão para o título. E o mesmo efeito pode acontecer com Worms Rumble.

    O jogo foi apresentado com a iniciativa PlayStation Indies, que é encabeçada por Shuhei Yoshida e seleciona jogos independentes com potencial de bombar. O novo Worms foge das raízes da clássica franquia das minhocas para apostar em jogabilidade de ação e numa pegada mais battle royale. Uma abordagem ousada, eu diria.

    Enquanto a premissa parece divertida, o título chega com preços a partir de R$ 37,99, o que pode não ser convidativo para muitos jogadores. Porém, para quem já paga a Plus para jogar online, resgatar o novo Worms acaba sendo um bom negócio. Afinal, é jogo “””de graça”””.

    A PlayStation Plus conta com mais de 40 milhões de assinantes e se uma pequena parcela desse público adotar Worms Rumble, o jogo já vira um sucesso. A estratégia de mandar indies direto na assinatura tem tanto potencial que Destruction AllStars, exclusivo do PS5, chegou a ser adiado para ficar dois meses disponível para assinantes do serviço no começo de 2020.

    Solução barata

    Além de ser uma boa saída para jogos online, o lançamento de certos indies direto na PS Plus não sai tão caro para a Sony. Apesar de perder o preço cheio das vendas, a empresa pode recuperar essa grana com microtransações e também mantendo os jogadores assinando o serviço, além de evitar um flop magistral do jogo.

    Vamos pegar como exemplo Rocket Arena, que também está disponível na PS Plus de dezembro. O jogo chegou por valores acima dos R$ 100 e caiu no esquecimento tão rápido que teve seu preço cortado para R$ 30 em poucas semanas. A adesão do público certamente seria maior com um lançamento feito na PS Plus ou qualquer serviço similar.

    Predator: Hunting Grounds Game | PS4 - PlayStation
    Predator: Hunting Grounds foi um flop gigantesco, mas a história poderia ter sido diferente com um lançamento na PS Plus.

    Com exceção de Bugsnax, os dois outros jogos liberados diretamente no serviço em seu lançamento podem fidelizar jogadores e manter assinaturas da PS Plus ativas. Afinal, você só joga online se continuar pagando a mensalidade. E como as produções definitivamente estão bem abaixo do orçamento de blockbusters como The Last of Us 2, certamente o investimento para o lançamento day-one na PlayStation Plus não é tão alto e deve se pagar rapidamente.

    Resposta ao Game Pass

    A Sony não revelou valores de seus contratos com as empresas por trás dos indies que chegaram diretamente na PS Plus. Porém, a própria companhia já deu a entender que apostar nesse tipo de projeto é vantajoso. “A comunidade indie se torna cada vez mais importante para o futuro da indústria dos games, já que o desenvolvimento de jogos AAA se tornou tão caro que está cada vez mais difícil das grandes empresas se arriscarem a investir em novos conceitos que podem ou não dar certo”, disse Shuhei Yoshida, quando apresentou a iniciativa PlayStation Indies.

    O lançamento de indies na PS Plus pode ser o início de uma resposta mais robusta da Sony para o Game Pass, que virou o foco central da Microsoft na nova geração de consoles. Jim Ryan deu a entender que mais novidades sobre o assunto chegarão em breve.

    Uma das possibilidades é um investimento maior da empresa na PS Plus Collection, que ainda não teve seu futuro definido. A empresa também pode aumentar o alcance do PlayStation Now, serviço de games que ainda não chegou ao Brasil. A concorrência já está se consolidando por aqui e agora temos até o xCloud dando seus primeiros passos em território nacional. Logo, já tá na hora de se mexer, dona Sony.

    Veja também: