Mês: novembro 2020

  • Para a surpresa zero pessoas, o jogo dos Vingadores flopou – Novas da semana

    Para a surpresa zero pessoas, o jogo dos Vingadores flopou – Novas da semana

    O mês de dezembro finalmente chegou e eu adoraria estar jogando Yakuza Like a Dragon ou Hades nesse exato momento, mas bora falar sobre as principais novas da semana que passou. A nona geração de consoles já é uma realidade e, agora, os jogos estão ganhando cada vez mais destaque.

    Na parte dos games, tivemos algumas surpresas nos últimos dias. Aparentemente é possível jogar games do PlayStation 2 no Xbox Series X/S (sim, isso é ilegal). Além disso, rolaram notícias nem tão surpreendentes, como a “flopada” magistral de Vingadores.

    Enfim, bora para a edição de hoje, já que o ano de 2020 pode acabar a qualquer momento.

    Novas da semana

    A Rockstar Games deu mais uma prova que um GTA 6 pode estar bem longe de chegar. A partir de 1° de dezembro, Red Dead Online será um jogo standalone. Com isso, os jogadores não precisam comprar Red Read Redemption 2 para acessar o modo online, mas poderão desbloquear a história pagando um extra.

    O modo online standalone pesa mais de 100 GB, já que possivelmente trará o single-player pré-instalado, e precisará de PS Plus e Xbox Live para ser jogado nos consoles. Considerando que até GTA Online virá para a nova geração, o próximo título inédito da franquia Grand Theft Auto deve demorar um bom tempo para dar as caras.

    Além de Red Dead, outro jogo também deve seguir o caminho do multiplayer standalone: Cyberpunk 2077. O modo online só deve chegar lá por 2022, mas um executivo da CD Projekt Red disse que mais novidades serão reveladas na primeira metade do ano que vem. Será que vão adiar? Fica aí o questionamento.

    Flop

    Para a surpresa de zero pessoas, a Square Enix confirmou que Vingadores não vendeu tão bem quanto o esperado. A empresa não revelou números, mas algumas estimativas apontam que o jogo colaborou para um prejuízo de US$ 48 milhões registrado pela divisão de games da firma japonesa. A esperança da companhia é dar a volta por cima com conteúdos pós-lançamento, mas acho que nem um crossover com a DC seria capaz de salvar essa bomba.

    Sucesso

    Enquanto o Vingadores flopou, o PS5 fez sucesso em vendas. Segundo a Sony, o produto se tornou o maior lançamento de console de todos os tempos após alcançar um recorde de vendas e superar seu antecessor, o PS4. No Brasil, anda meio complicado comprar um console de nova geração por causa dos estoques. No caso do PlayStation 5, tem gente vendendo o dispositivo por valores na casa dos R$ 11 mil.

    Surpresa

    O lado verde da força ganhou as manchetes recentemente por causa de outro feito histórico: desenvolvedores conseguiram rodar God of War do PS2 no Xbox Series X e S. O processo é realizado via emulador, o que é 100% ilegal. Ainda assim, é bem maneiro e totalmente aleatório ver um título que não funciona via retrocompatibilidade no PS5 aparecendo em seu principal rival.

    Esperado

    A Epic Games provou um ponto levantado pela Netflix e anunciou recentemente uma assinatura de Fortnite chamada “Clube Fortnite“. Agora, os jogadores podem pagar US$ 12 mensalmente para receber o conteúdo do Season Pass, 1.000 v-bucks, o dinheirinho do game, e também alguns itens extras. Os pais de plantão já podem preparar o cartão de crédito.

    Inesperado

    Após mais de uma década do lançamento de The World Ends With You, a Square Enix anunciou uma sequência para o game. Chamado de NEO: The World Ends With You, o game chegará ao Switch e PS4 em 2021. Parece piada, mas o protagonista se chama Rindo e tem aparência similar ao Roxas de Kingdom Hearts, mas com uma máscara no queixo. Muito bem contextualizado, senhor Tetsuya Nomura.

    Classificados

    • A promoção de Primavera da Steam está rolando com grandes descontos em centenas de jogos. Além disso, a empresa abriu a votação do Steam Game Awards, que dá poder ao público para eleger os principais games do PC no ano. Vale a pena dar uma passada na loja.
    • Como já tínhamos comentado na semana passada, a Nuuvem também está distribuindo descontos no PC. A Epic Games entrou na brincadeira essa semana e cortou o preço de alguns jogos, além de trazer MudRunner de graça por tempo limitado.
    • Pra galera que tá pensando se renova o Game Pass por mais um mês, a dica é ficar ligado para dezembro. Além do EA Play chegar ao serviço no PC dia 15, pode ser que Control finalmente dê as caras no catálogo da plataforma. Pelo menos é o que podemos interpretar desse teaser aqui.

    Indie da vez

    Se você tá com R$ 40 na mão e quer gastar em um joguinho top, aproveite a promoção da Steam para comprar Hades. O título está com 20% de desconto e vale cada centavo. O projeto não está disponível no PlayStation ou Xbox, mas também pode ser comprado no Nintendo Switch por cerca de R$ 90.

    Hades é uma produção da Supergiant, responsável pelos aclamados indies Bastion e Transitor. Você deve ter ouvido falar do game por causa das indicações ao The Game Awards, principalmente ao prêmio de Jogo do Ano.

    Apesar de ser uma produção de pequeno porte ao lado de jogos como The Last of Us 2, Hades tem o seu valor. Eu detesto roguelike e acabei passando quatro horas jogando quando abri “só pra testar o game rapidinho”.

    Assim como a produção da Naughty Dog, o game da Supergiant é cheio de “daddy issues”. Você incorpora o filho de Hades, que está numa fase meio rebelde e quer fugir de casa.

    Como sair do Tártaro não é uma tarefa muito simples, você recebe ajuda dos tios e tias do Olimpo, que te concedem bênçãos durante a jornada. Se você morre, é jogado de volta para casa e precisa percorrer o caminho novamente.

    Apesar de eu detestar esse ciclo, as poucas horas que passei em Hades foram interessantes, já que a história vai progredindo com as suas mortes. Por R$ 37,99, é uma experiência que certamente vale a pena!


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  • Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    Xbox xCloud: Primeiras impressões com o streaming de games no Brasil

    O Microsoft XCloud prepara sua chegada ao Brasil com uma fase de preview para usuários selecionados de todo o país. A jogatina por streaming no celular é promissora e já foi dita como “o futuro dos games”. Agora que os testes começaram, fica a questão: nossa internet está pronta para isso?

    Assim que recebi o e-mail de convite para participar do acesso antecipado do Microsoft xCloud no Brasil, fiquei surpreso. A notícia caiu como uma luva nessa semana e instantaneamente me empolguei pela entrada nesse grupo de testes, mesmo morando no interior do Rio de Janeiro e sem nada que favorecesse os resultados da Microsoft.

    Antes de mais nada, algumas observações:

    O app Microsoft xCloud foi baixado do meu celular Motorola Moto Z2 Play, já com mais de 1 ano de uso e conectado ao Wi-Fi de 5 GHz e 2.4 GHz do roteador entregue pela minha provedora de internet local, numa conexão banda larga que promete entregar 300 MB. Ao lado dele, conectei o game no 4G da TIM, no meu plano pré-pago, mas de forma breve para não derreter meus dados móveis da semana.

    Veja como se inscrever no beta gratuito do xCloud

    Baixei o app imediatamente e logo fui conferir como estava o serviço. Infelizmente, a conta convidada não é a mesma que utilizo para assinar o Xbox Game Pass no PC (o que comprova que ser assinante, de fato, não favorece os candidatos), então todo meu progresso foi deixado de lado e fui largado numa conta praticamente inutilizada.

    Ignorando esse problema, fui direto para os jogos. A plataforma exige que você conecte um controle Xbox via bluetooth para a imensa maioria de títulos, dispensado somente em Hellblade: Senua’s Sacrifice e Minecraft Dungeons — estes com botões e controles que estão disponíveis para jogar direto da tela (comentarei sobre mais tarde).

    De primeira, frustração

    Pulei direto para o Minecraft Dungeons, jogo que julgo ser piedoso com latências mais altas, com gameplay mais lenta e compassada. Depois de um longo minuto — e do game ter iniciado duas vezes (e isso acontece todas as vezes que o abro), pude entrar no menu e começar minha ligeira jornada no streaming.

    Quando a conexão dá uma fraquejada,
    o jogo vai junto.

    A fluidez não durou muito e logo de cara dá para sentir que os controles não são lá tão responsivos. Digo de antemão que todo o período de experimentação provocou essa mesma sensação. Contudo, logo meu cérebro se adaptou à lentidão e eu passei a “me sentir” em um gameplay normal.

    Na prática, capturas de tela não se diferem muito do que o Xbox One S apresenta. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Assim que minha conexão alcançou uma estabilidade considerável, minha experiência foi boa. Consegui terminar 3 missões dentro de Mineraft Dungeons e aproveitei a experiência de jogar de onde eu queria. Fiz comida para almoço enquanto jogava e esperava o arroz na panela. Tomei um sol da varanda com o game no celular. Joguei direto da cama, longe do computador.

    Não demorou muito para entender o potencial do Microsoft xCloud para meu tipo de consumo. Ele é um constante companheiro “pronto” para ser jogado direto do celular quando estou em casa. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo fora de casa, por ainda estar evitando ir à rua e não precisar me deslocar para trabalho, mas o 4G entregou uma experiência “OK”, considerando alguns solavancos.

    Como é jogar no streaming?

    Em resumo: é diferente. O tamanho da tela, latência e arrumar uma posição para o celular me incomodou. Nunca me dediquei ao game mobile, então foi algo totalmente inédito. Ainda assim, deu para aproveitar e ficar surpreso pela eficiência do serviço.

    Logo de cara me deparei com problemas que devem impactar significativamente no jogo por streaming de boa parte dos brasileiros. Tive que manualmente me conectar à conexão 5.0 GHz do roteador da casa. A conexão demorou, o roteador não apresentava funcionamento pleno e, infelizmente, estou preso a ele devido a exigências do provedor local.

    Demorou um pouco para finalmente ter uma gameplay estável no XCloud. A plataforma apresentava frequentemente o indicativo de “Problemas de rede”, acompanhado por frames mais lentos, delay e “pipocadas” do áudio. Não foi um primeiro encontro tão agradável, mas encarei com paciência e, algumas horas depois, pude aproveitar em sua totalidade.

    Quando funcionou, experimentei jogos com Gears 5, Minecraft Dungeons, Forza Horizon 4, Hellblade: Senua’s Sacrifice e PlayersUnknown’s Battlegrounds. Ainda vou dar um tempo para aproveitar outros títulos disponíveis (e que avaliarei em futuros artigos), mas não acho justo entregar um veredito sobre um serviço ainda em fase beta.

    A latência do xCloud

    Por não contar com a capacidade de buffer para carregar sua gameplay com antecedência, o xCloud é basicamente uma transmissão de vídeo que acontece direta e exclusivamente para a sua tela. É ali, tá acontecendo agora e qualquer atraso é perceptível. E nisso o xCloud peca para o jogador de console ou PC.

    Quando jogando pelo controle, a experiência é a mais confortável e familiar possível, mas a latência ganha espaço. Pense assim: o apertar de um botão é entregue através de Bluetooth, o celular interpretará, enviará para os servidores e eles retornarão as imagens. Esse processo é de todos o mais lento, mas ainda permitem uma jogatina aceitável em games que não exigem respostas rápidas.

    Botões sobre a tela são contextualizados e acompanham a gameplay.

    Quando há controles na tela, o cenário muda. Minecraft Dungeons e Hellblade: Senua’s Sacrifice são os únicos que contam com controles sobre a tela no momento da elaboração desse artigo — e são extremamente elegantes. Todo o botão apresentado é mostrado contextualizado, com ícones de fácil interpretação e facilmente se encaixando na gameplay.

    Controles sobre a tela do celular

    O resultado entregue é aquilo que dá para esperar de uma gameplay da tela do celular. Uma parte do display é destinada ao jogo com o analógico virtual, enquanto a outro possui espaço para os botões. No caso do xCloud, no entanto, só são exibidos os botões necessários para jogar, todos com seu devido contexto — e isso facilita bastante.

    Hellblade fica absolutamente lindo numa telinha e os botões contextualizados são mais responsivos. (Fonte: Igor Almenara/Reprodução)

    Nesse caso, o streaming também aproveita uma lentidão menor para receber os controles. O apertar de um botão, nesse caso, passa do celular para os servidores diretamente, o que agiliza boa parte da latência. Em Hellblade, inclusive, fui até capaz de realizar alguns bloqueios precisos quando me acostumei com a lentidão e rapidamente “me esqueci” de estar jogando pelo celular.

    Ao jogar com comandos sobre a tela, eles também interagem com os acontecimentos do jogo. Hellblade tem momentos exclusivos para cutscenes — momento em que todos os botões somem —, momentos de caminhada e solução de puzzles apresentam somente o botão de interação, foco e os analógicos de andar e câmera; nos combates, a tela é recheada por mais botões, agora com defesa, golpe fraco, forte, chute e desvio, acompanhado dos demais.

    Os bugs existem

    Quando minha experiência não fluía bem ou com engasgos na conexão, o app de streaming apresentou problemas. Assim que fechei o Minecraft Dungeons pela primeira vez, o aplicativo da Microsoft travou na tela de feedback e não respondia a comando algum. Fechei, ignorando o processo de envio de feedback, e assim que o abri novamente me deparei com o aviso de “O aplicativo parou de funcionar” do Android (mais de uma vez).

    Isso aconteceu várias vezes — inclusive quando eu estava jogando. Por não estar tão preso ao progresso dos games testados, não me importei por ter perdido todo o avanço na campanha, mas estou ciente que esses crashes repentinos podem acontecer e comprometer todo o avanço.

    Ademais, como pontuado em vídeo do Adrenaline, o primeiro a sofrer com instabilidade na conexão é a qualidade da transmissão. Rapidamente o jogo começa a apresentar artefatos na tela e os comandos se tornam lentos. Nesses momentos, é melhor esperar por uma melhora na rede, ou estará sujeito a uma imensa frustração.

    XCloud é para quem?

    Não é difícil encontrar uma aplicação do xCloud durante a rotina ou logo detestá-lo. Ao optar pela jogatina por streaming — pelo menos no estágio atual — é indispensável ter paciência e estar ciente das limitações. Diante disso, ele tem um enorme potencial.

    Ele abre espaço para a pessoa que está imersa no catálogo do Xbox Game Pass e quer testar um recente lançamento antes de baixá-lo no console ou PC. O serviço pode ser um companheiro para todas as horas, te permitindo ficar distante das telas maiores para aproveitar direto do celular ou atender a necessidades menores de alguém que não tem nenhum console ou PC gamer poderoso.

    Apesar do xCloud ainda exigir um roteador de 5 GHz para uma experiência aceitável, um dispositivo como esses é, de longe, o mais barato em comparação a um novo console ou PC gamer. A Microsoft faz bem em tornar o ecossistema Xbox mais acessível, e o serviço facilmente alcançará pessoas que ainda não tem condições para ter um videogame ou finalmente apresentá-las a esse universo.

    A palavra é acessibilidade

    A ausência de exigências para o hardware Android é outro poderoso fator. Segundo a Microsoft, basta ter Android 6.0 ou superior (o que a imensa maioria dos celulares já é), para conferir o serviço. Não é necessário um celular topo de linha ou intermediário para aproveitar. Com exceção dos games que exigem controle (que hoje fica em torno dos R$ 500), para jogar no xCloud basta um celular Android compatível.

    Sendo assim, o xCloud é útil para vários momentos e pessoas. Cabe a você decidir se é bom para você, mas é bom testar antes de tomar a decisão final. Ainda não há datas para o fim da fase beta, mas assim que sair, compartilharei opiniões mais maduras acerca do gaming por streaming da Microsoft.

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  • Vai comprar placa de vídeo na Black Friday? Esse guia de preços pode ajudar

    Vai comprar placa de vídeo na Black Friday? Esse guia de preços pode ajudar

    A Black Friday acontece nesta sexta-feira (27) e muitos brasileirinhos estão de olho nas ofertas para comprar aumentar a biblioteca de jogos, comprar um console novo ou dar aquele upgrade no computador para games. Se você faz parte da galera que joga no PC e está querendo uma placa de vídeo nova, mas não tem ideia de como estão os preços, uma tabela de valores divulgada recentemente no Twitter pode ser a sua salvação.

    Os perfis Observatório da GPU e PC Build Wizard são conhecidos por mapear os preços de hardwares de games no mercado brasileiro e uniram forças para ajudar os consumidores nessa Black Friday. Utilizando seu extenso banco de dados e conhecimento na área, os responsáveis pelas contas do Twitter montaram uma tabela de referência para preços de placas de vídeo.

    Lisa Su segurando uma das GPUs da linha RX 6000, que já chegaram ao mercado, mas o estoque está bem limitado

    Você pode conferir a tabela montada pelos especialistas nesse link e também no quadro abaixo (com valores de 25 de novembro). O guia conta com os preços “Ok”, que indica valores que são aceitáveis para o cenário atual. Já a marcação de preço “Black” aponta um ótimo negócio, considerando a situação de pandemia.

    Guia de preços do Observatório da GPU e PC Build Wizard

    PlacaPreço “OK”Preço “Black”
    GTX 1650 D6R$ 925,00R$ 850,00
    RX 570 4GBR$ 950,00R$ 875,00
    RX 570 8GBR$ 1.000,00R$ 925,00
    GTX 1650 SUPERR$ 1.200,00R$ 1.100,00
    RX 580 8GBR$ 1.150,00R$ 1.050,00
    RX 5500 XT 4GBR$ 1.150,00R$ 1.050,00
    RX 5500 XT 8GBR$ 1.250,00R$ 1.150,00
    GTX 1660R$ 1.400,00R$ 1.300,00
    GTX 1660 SUPERR$ 1.550,00R$ 1.425,00
    GTX 1660 TiR$ 1.600,00R$ 1.475,00
    RX 5600 XTR$ 1.800,00R$ 1.650,00
    RTX 2060R$ 1.950,00R$ 1.800,00
    RTX 2060 SUPERR$ 2.450,00R$ 2.250,00
    RX 5700R$ 2.100,00R$ 1.950,00
    RX 5700 XTR$ 2.450,00R$ 2.250,00
    RTX 2070R$ 2.500,00R$ 2.300,00
    RTX 2070 SUPERR$ 3.000,00R$ 2.750,00
    RTX 2080 SUPERR$ 3.650,00R$ 3.350,00
    RTX 2080 TiR$ 4.600,00R$ 4.250,00
    RTX 3070R$ 4.550,00R$ 4.200,00
    RTX 3080R$ 6.000,00R$ 5.500,00
    RX 6800R$ 4.800,00R$ 4.400,00
    RX 6800 XTR$ 5.600,00R$ 5.150,00
    Créditos: twitter @pcbuildwizard e @observatoriogpu
    A tabela original pode ser encontrada nesse link.

    Mesmo que você não tenha planos de comprar um hardware novo nessa Black Friday, vale a pena seguir o trabalho de ambos os perfis. A pandemia e a alta do dólar deram uma bela movimentada nos preços de peças para PCs e os dois perfis sempre estão divulgando ofertas interessantes.

    Se você só está de olho nos jogos na Black Friday, algumas promoções de lojas de games entraram na nossa newsletter da semana. Ontem, a Steam também começou a distribuir seus descontos de primavera, que chegaram acompanhados da premiação de games oficial da plataforma.

    Fique ligado também nas transmissões ao vivo que vão ajudar a garimpar descontos durante a data comercial. O pessoal do Adrenaline está bolando uma superprodução para caçar os melhores preços de hardware ao vivo esta noite, enquanto o João GAN fará uma live ainda hoje focada em encontrar games baratos.

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  • Graças ao DLSS, minha RTX 2060 envelheceu como vinho

    Graças ao DLSS, minha RTX 2060 envelheceu como vinho

    Após uma infância moldada por consoles e anos como jogador de notebook, migrei definitivamente para o PC de mesa em outubro de 2019. Meu primeiro desktop ainda está em atividade e, apesar de não ser um computador da NASA, traz um hardware de respeito: um AMD Ryzen 5 3600 acompanhado da GeForce RTX 2060 XC da EVGA.

    O poder do combo já ganhou meu coração logo nos primeiros testes em Call of Duty Modern Warfare, um dos grandes lançamentos do ano passado e que ainda está bombando atualmente. O salto visual ficou perceptível em comparação ao hardware do meu antigo notebook, com uma GTX 1050 Ti e o i7-7700HQ, e senti os primeiros gostos do Ray Tracing, que viria a se tornar cada vez mais popular nos próximos meses.

    O Ray Tracing, inclusive, foi um dos primeiros fatores que mostrou as limitações da minha GPU e me lembrou que não estou no topo da cadeia alimentar do hardware. Como eu trabalho no Adrenaline e a galera adora ver hardware pegando no pesado, especificações como os 6 GB de VRAM acabaram segurando minhas vontades em certas ocasiões. O uso em jogos mais cascudos também fez o meu modelo da EVGA sentir calor, já que o resfriamento fica por conta de apenas um fan e soluções passivas.

    Sem deixar para trás

    Mesmo com limitações de seu próprio hardware, a RTX 2060 passou por um crescimento louvável durante os últimos 12 meses. Ao invés da placa de vídeo seguir o caminho natural da obsolescência, o componente evoluiu de maneira considerável graças às novas tecnologias da Nvidia.

    A fabricante lançou uma nova linha de GPUs preparada para Ray Tracing e com um grande salto de desempenho em comparação à série RTX 20. A RTX 2080 Ti é batida pela nova RTX 3070, por exemplo.

    Além disso, a terceira geração de GPUs com Ray Tracing veio acompanhada de novas funções, como o programa de gravações Nvidia Broadcast. Neste ponto que temos o pulo do gato: os modelos antigos não ficaram para trás e as novidades de software também estão disponíveis em placas anteriores da família RTX, inclusive na minha RTX 2060.

    O Nvidia Broadcast usa inteligência artificial para aprimorar a webcam e o áudio durante lives. A solução virou parte da minha rotina como criador de conteúdo

    A Nvidia também lançará em 2021 o RTX I/O, tecnologia que promete melhorar a compressão de games e vai funcionar com GPUs da série 20 e 30. O suporte para novidades como essa parece pequeno, mas infelizmente está fora dos padrões da indústria. Muitas tecnologias legais acabam deixando hardwares levemente mais velhos de fora, como é o caso do SAM da AMD, pelo menos em seu lançamento, que não trabalha no meu Ryzen 5 3600 lançado no ano passado.

    O poder do DLSS

    No meio de tantas tecnologias, o principal marco para a minha guerreira RTX 2060 é o Deep Learning Super Sampling, o famoso DLSS. A ferramenta de upscaling e Anti-aliasing que usa inteligencia artificial chegou desacreditada no mercado, mas ganhou um boost em sua versão 2.0.

    O DLSS tem como principal missão possibilitar o uso de Ray Tracing em resoluções mais altas, como 4K. Porém, para quem joga em “divisões mais baixas”, a tecnologia também serve para dar um belo upgrade de performance.

    Neste ano, a Nvidia lançou a versão Ultra do recurso, que funciona em resolução 8K e garante saltos de até 85% na taxa de frames. A novidade é tão potente que fez minha RTX 2060 segurar Call of Duty Black Ops Cold War, lançado neste mês, em impressionantes 4K e 60 frames por segundo, com Ray Tracing ativado e tudo.

    Em condições normais de mercado, os novos lançamentos de games tendem a fazer hardwares modestos começarem a apanhar. Com o uso do DLSS, porém, a placa de vídeo se transforma em “Super Sayajin” e muda essa situação. É algo impressionante de se vivenciar não apenas em Black Ops Cold War, mas também em outros jogos com a função, como Death Stranding.

    Nas mãos do futuro

    A principal “falha” do DLSS está em sua adoção. Nem todas as desenvolvedoras utilizam a tecnologia atualmente e o milagre entregue pela inteligência artificial fica limitado a alguns títulos compatíveis. Felizmente, a lista de jogos com as funções RTX está se expandindo e inclui produções aguardadas como Cyberpunk 2077.

    A AMD também lançará uma solução similar ao DLSS, que será aberta e deve funcionar no PS5 e Xbox Series X e S. A novidade pode expandir para mais placas de vídeo o sentimento que eu tive ao ver a RTX 2060 mandando um 4K/60 fps.

    Segundo reza o ditado popular, o vinho tende a ficar melhor quando envelhecido. Nunca imaginei que veria essa máxima sendo aplicada em placas de vídeo, mas estou feliz que isso está acontecendo.

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    The Last of Us 2 ganha seis prêmios no Golden Joystick Awards 2020

    A trigésima oitava edição do Golden Joystick Awards acaba de acontecer e The Last of Us Parte II foi a grande estrela do evento. A premiação de votação popular acabou com seis estatuetas indo para o jogo e a Naughty Dog, um novo recorde.

    Além do exclusivo do PlayStation, vários indies também brilharam durante o evento. Hades, que está concorrendo ao prêmio de jogo do ano no The Game Awards, levou prêmios como Melhor Indie para casa. Fall Guys também garantiu o seu espaço.

    Hades, da Supergiant Games

    Abaixo, você confere uma lista com todos os vencedores, tanto dos prêmios com votação aberta quanto das escolhas dos críticos. Logo abaixo, também é possível ver todas as categorias que estavam abertas para votação pública e seus respectivos vencedores.

    Lista de vencedores do Golden Joystick Award

    Melhor história – The Last of Us 2
    Melhor Multiplayer Game – Fall Guys
    Melhor Design Visual- The Last of Us 2
    Melhor Expansão – No Man’s Sky: Origins
    Melhor Jogo Mobile – Lego Builder’s Journey
    Melhor Áudio – The Last of Us 2
    Melhor Indie – Hades
    Ainda jogando – Minecraft
    Estúdio do ano – Naughty Dog
    Jogo de esports do ano – Call of Duty: Modern Warfare
    Melhor novo streamer – iamBrandon
    Melhor jogo para família – Fall Guys
    Melhor comunidade – Minecraft
    Melhor atuação – Sandra Saad (Kamala Khan)
    Prêmio de descoberta – Innersloth (Among Us)
    Prêmio de Contribuição – The Gaming Industry
    Jogo de PC do ano – Death Stranding
    Hardware do ano – NVIDIA GeForce RTX 3080
    Jogo de PlayStation do ano – The Last of Us 2
    Jogo de Xbox do ano – Ori and the Will of the Wisps
    Jogo da Nintendo do ano – Animal Crossing: New Horizons
    Mais aguardado – God of War: Ragnarok
    Escolha dos críticos – Hades
    Jogo do ano definitivo – The Last of Us 2

    Abaixo, seguem as categorias abertas para voto público inicialmente, com todos os indicados e os vencedores em destaque:

    Melhor áudio

    The Last of Us: Part II
    Ghost of Tsushima
    Star Wars Jedi: Fallen Order
    Paradise Killer
    Call of Duty: Warzone
    Half-Life: Alyx
    Streets Of Rage 4
    Resident Evil 3

    Melhor comunidade

    Fall Guys
    Minecraft
    Animal Crossing: New Horizons
    Dreams
    Sea of Thieves
    Warframe
    Fortnite
    Final Fantasy XIV

    Melhor jogo para a família

    Animal Crossing: New Horizons
    Fall Guys
    Pokemon Sword & Shield
    Minecraft Dungeons
    Paper Mario: The Origami King
    Moving Out
    Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics
    Super Mario 3D All-Stars

    Melhor expansão

    Control: AWE
    No Man’s Sky: Origins
    Total War: WARHAMMER 2 – The Warden and the Paunch
    Pokemon Sword & Shield – Expansion Pass
    Final Fantasy XIV Patch 5.3 – Reflections in Crystal
    The Sims 4 Star Wars: Journey to Batuu
    Mortal Kombat 11: Aftermath
    The Outer Worlds: Peril on Gorgon

    Melhor hardware

    PC Engine Mini
    Oculus Quest 2
    Razer Kishi mobile pad for xCloud
    NVIDIA GeForce RTX 3080
    TCA Sidestick Airbus Edition
    Vulcan 120 Aimo Keyboard
    Turtle Beach Stealth 700 Gen 2

    Melhor Indie

    Kentucky Route Zero
    Factorio
    Spelunky 2
    Paradise Killer
    Creaks
    Hades
    Lair of the Clockwork God
    Necrobarista

    Melhor Multiplayer

    Fall Guys
    Call of Duty: Warzone
    Animal Crossing: New Horizons
    Deep Rock Galactic
    Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2
    The Dark Pictures Anthology: Little Hope
    Moving Out
    Valorant

    Melhor história

    The Last of Us Part II
    Ghost of Tsushima
    Kentucky Route Zero: TV Edition
    Necrobarista
    Paradise Killer
    Hades
    Signs of the Sojourner
    If Found…

    Melhor design visual

    Ghost of Tsushima
    Hades
    Ori and the Will of the Wisps
    Spiritfarer
    Microsoft Flight Simulator
    Half-Life: Alyx
    The Last of Us Part II
    Final Fantasy VII Remake

    Jogo do ano de Esports

    Tom Clancy’s Rainbow Six Siege
    League Of Legends
    Valorant
    Fortnite
    NTT IndyCar Series iRacing
    Counter-Strike: Global Offensive
    FIFA 20
    Call of Duty: Modern Warfare

    Melhor Jogo mobile

    Game of Thrones: Tale of Crows
    Lego Builder’s Journey
    Little Orpheus
    Next Stop Nowhere
    Roundguard
    Bird Alone
    A Monster’s Expedition
    If Found…

    Jogo do ano da Nintendo

    Animal Crossing: New Horizons
    Pokemon Sword & Shield
    Dr Kawashima’s Brain Training for Nintendo Switch
    Super Mario 3D All-Stars
    Paper Mario: The Origami King
    Super Mario Bros. 35
    Ninjala
    Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics

    Jogo do ano para PC

    Paradise Killer
    Microsoft Flight Simulator
    Hades
    The Walking Dead: Saints & Sinners
    Crusader Kings III
    Valorant
    Half-Life: Alyx
    Death Stranding

    Jogo do ano de PlayStation

    The Last of Us Part II
    Nioh 2
    Ghost of Tsushima
    Final Fantasy VII Remake
    Marvel’s Iron Man VR
    Spelunky 2
    Dreams
    Fall Guys

    Jogo do ano do Xbox

    Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2
    Deep Rock Galactic
    Ori and the Will of the Wisps
    Bleeding Edge
    Minecraft Dungeons
    Wasteland 3
    Yakuza 0
    Tell Me Why

    Ainda jogando

    Final Fantasy XIV
    Sea of Thieves
    Fortnite
    Apex Legends
    Pokemon Go
    Grand Theft Auto Online
    PlayerUnknown’s Battlegrounds
    Minecraft

    Estúdio do ano

    Mediatonic
    Naughty Dog
    Respawn
    Paradox Development Studio
    Sucker Punch
    Infinity Ward
    Media Molecule
    Supergiant Games

    Mais aguardado

    Hitman 3
    Ratchet & Clank: A Rift Apart
    Halo Infinite
    Resident Evil 8: Village
    Deathloop
    Horizon Forbidden West
    Kerbal Space Program 2
    Elden Ring
    Gotham Knights
    God of War: Ragnarok
    Starfield
    The Medium

  • Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing  – Novas da semana

    Games na Black Friday, xCloud no Brasil e polêmica do Ray Tracing – Novas da semana

    A pandemia está rolando solta e o dólar não para de subir, mas uma esperança tomou conta do imaginário financeiro do Brasil nesta semana: a Black Friday. A sexta-feira dos preços milagrosos acontece nesta…sexta-feira (27) e algumas empresas de games já entraram no clima das promoções.

    A semana passada também foi agitada, principalmente por causa de Cyberpunk 2077. A CD Projekt Red aproveitou a antiga semana de lançamento do RPG, que foi adiado, para revelar um amontoado de novidades, desde gameplay com Keanu Reeves até requisitos detalhados.

    Classificados: Black Friday Edition

    Como o clima de sexta-feira dos descontos está no ar, começamos o Jornal dos Jogos da semana com o “plantão Black Friday”. As principais companhias de games estão oferecendo algum tipo de desconto durante os próximos dias. Logo, se você está pensando em decepcionar o Julius e gastar, saca só:

    PlayStation

    A PlayStation Store entrou no clima da ~Black~ com grandes exclusivos com desconto. The Last of Us 2 e Ghost of Tsushima, que estão concorrendo ao prêmio de jogo do ano, estão saindo por R$ 139 e R$ 200, respectivamente.

    Final Fantasy VII Remake, que pode dar o GOTY para o criador de Kingdom Hearts, também está com desconto e custa R$ 164 por tempo limitado. Todos os descontos podem ser conferidos aqui e valem até dia 30 de novembro.

    Xbox

    A Black Friday também está valendo no lado verde da força: a Microsoft está oferecendo descontos em jogos e também no Game Pass. Segundo o Xbox Wire, a assinatura pode ser encontrada com até 40% de desconto no pacote de três meses em varejistas selecionados — o preço mensal segue o mesmo no site oficial atualmente.

    Battle Royale GIF

    A Microsoft também está oferecendo desconto em jogos multiplataforma e carros-chefe da linha Xbox. Forza Horizon 4 está no Game Pass, mas você pode comprá-lo por R$ 124,50 por tempo limitado. Para os boleiros de plantão, FIFA 21 está saindo por R$ 179,55 e traz upgrade gratuito para o Xbox Series X/S. Veja todas as ofertas aqui.

    EA e Ubisoft

    A Eletronic Arts também ativou os descontos em sua loja, a Origin, e está distribuindo cortes de preço em várias plataformas. A empresa está oferecendo descontos de até 90% em sua loja do PC e as promoções incluem Star Wars Jedi: Fallen Order por R$ 95,60 e Need for Speed Heat por R$ 79,66. Vale a pena conferir a promo, mas lembre-se: boa parte dos jogos chegará ao Game Pass de PC em 15 de dezembro.

    Assassins Creed GIF

    Já a Ubisoft está oferecendo jogos de seu catálogo com até 85% de desconto no PC. As ofertas incluem Assasin’s Creed Unity por apenas R$ 9, Far Cry 5 custando R$ 36 e Assassin’s Creed Odyssey por R$ 54. A empresa também lançou uma loja de roupas e acessórios no Brasil, que também possui preços especiais para a Black Friday.

    Nuuvem

    A loja brasileira Nuuvem também está se preparando para Black Friday. A empresa vai oferecer descontos por uma semana, começando em 25 de novembro, e já possui uma lista de jogos confirmados com desconto. Vale a pena ficar de olho nessa “Black Week”.

    Novas da semana

    Se você deu uma zapeada na internet recentemente, pode ter notado que dois grandes eventos aconteceram recentemente: a CD Projekt Red liberou um caminhão de novidades de Cyberpunk 2077 e o chefe da PlayStation deu uma entrevista falando sobre a marca.

    Acredite se quiser, as duas coisas ocorreram no mesmo dia e acabaram ofuscando outro grande acontecimento:

    007 está de volta ao mundo dos games

    A IO Interactive, conhecida por fazer a franquia Hitman, anunciou que está trabalhando em um jogo do James Bond. O 007 anda meio sumido da mídia interativa, mas promete voltar com tudo. Afinal, é difícil pensar em um estúdio mais competente para o projeto que os caras por trás do Agente 47.

    Até o momento, tudo que temos sobre o projeto é o breve teaser acima e uma descrição interessante. A IO Interactive trará uma história original de James Bond e vai abordar as origens do espião, antes dele se tornar o lendário 007.

    O projeto ainda não possui data de lançamento, mas já ganhou minha atenção.

    Cybertretas 2077

    A CD Projekt Red lançou uma tabela atualizada de requisitos mínimos e recomendados para Cyberpunk 2077, revelando o hardware necessário para encarar o game no PC com tecnologias RTX. Enquanto geral já sabia que o jogo não seria tão pesado, um detalhe acabou gerando incômodo: a ausência de placas de vídeo AMD nas especificações para Ray Tracing.

    Acontece que, em seu lançamento, o jogo não contará com suporte para traçado de raios em tempo real nas novas GPUs da AMD, que vão receber a função posteriormente. A confirmação pegou geral de surpresa, já que o Ray Tracing de Cyberpunk é feito em uma API aberta.

    Ray Tracing exclusivo?

    A “exclusividade” do Ray Tracing de Cyberpunk 2077 em GPUs da Nvidia chegou pouco após outra situação nessa vibe. A galera que faz Godfall, que anda mal otimizado, liberou os recursos de traçado de raio em tempo real somente para placas AMD, deixando apenas uma promessa de um update futuro para componentes da Nvidia.

    A situação foi suficiente para instaurar um clima de “Guerra Fria” no mercado. Afinal, ambos os jogos possuem parceria com as respectivas empresas que receberam efeitos de Ray Tracing primeiro. Resta agora aguardar pra ver se a moda pega.

    Enquanto o assunto não se desdobra, confira o novo gameplay de Cyberpunk 2077 e o video de bastidores com Keanu Reeves. E cuidado com os spoilers, pois algumas cópias do game já estão rolando por aí. Isso que dá ficar adiando jogo em cima da hora…

    PS5 vendendo e “Game Pass da Sony”

    Na última quinta-feira (19), o chefe da PlayStation, Jim Ryan, falou com a agência de notícias russa Tass e declarou várias coisas que viraram manchete. Nós lemos toda a entrevista e trazemos aqui o que realmente importa sobre tudo que foi falado.

    PS5 vendendo O executivo da Sony revelou que o PlayStation 5 está vendendo que nem água no deserto, mas a empresa teve desafios no lançamento por causa da pandemia. Afinal, produzir e distribuir consoles não é uma missão simples no meio do apocalipse que é 2020.

    PS4 importa – Jim Ryan também disse que mais de 114 milhões de unidades do PS4 estão pelo mundo e a empresa pretende dar suporte para o console durante pelo menos mais dois anos, pelo menos. Segundo o executivo, a comunidade PlayStation estará em seu ápice até 2022 e o período cross-geração ainda vai continuar.

    Guerra dos consoles – O comandanda da divsão de games da Sony também disse que não curte essa história de guerra dos consoles e respeita a Microsoft, pois a concorrente faz a PlayStation se mexer e não ficar estagnada. Ele até disse que achou a compra da Bethesda um movimento bem estratégico, mas não tem ideia se o PS5 receberá jogos como The Elder Scrolls 6.

    Game Pass e PlayStation – Falando em competição, Jim Ryan está ciente do crescimento do Xbox Game Pass e deu a entender que uma resposta para o serviço da Microsoft pode chegar futuramente. Enquanto isso, o executivo ressaltou que a Sony possui o PlayStation Now, que ainda não está no Brasil e nem recebe títulos de grande porte no lançamento.

    xCloud no Brasil

    Enquanto a Sony dá indícios de que vai expandir sua atuação nos serviços, a Microsoft não para de evoluir o Game Pass. A empresa lançou recentemente o xCloud no Brasil. Apesar de estar em beta, o serviço que roda jogos em nuvem já está funcionando muito bem por aqui.

    Em alguns momentos, a latência e a compressão de imagem ficam perceptíveis no gameplay, mas a experiência é bem interessante para quem busca um complemento para o Game Pass. Além disso, os controles na tela facilitam muito o consumo dos games compatíveis com a função. Minecraft Dungeons vira praticamente um jogo mobile quando está funcionando pelo serviço de jogos em nuvem.

    Minha principal decepção com a plataforma até agora é o tempo de loading: como os servidores são baseados em consoles da geração Xbox One, as telas de carregamento ainda são longas. Para quem jogou no Xbox Series X ou S, que capricham na hora de abrir os games, a diferença é perceptível.

    O xCloud ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas chegará integrado ao Game Pass Ultimate. A versão de testes do serviço pode ser utilizada de maneira gratuita, mas você precisa se inscrever no site da Microsoft e ser convidado para participar.

  • GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    GOTY 2020: veja lista de indicados ao Game Awards e como votar

    Um dos momentos mais aguardados pelos gamers™ acaba de chegar: a organização do The Game Awards revelou os jogos indicados ao prêmio em 2020, incluindo os nomeados ao título de Jogo do Ano, aka GOTY. Ou seja, está chegando a hora do “Oscar dos games” finalmente acontecer!

    As indicações foram dominadas por figurões do ano, incluindo The Last of Us Parte 2, Ghost of Tsushima e Animal Crossing New Horizons. Além disso, o indie Hades, produzido pela galera da Supergiant Games, chamou a atenção com sete nomeações para os prêmios.

    Confira mais detalhes sobre a maior premiação de games do ano
    Indicados ao prêmio de GOTY 2020

    Em 2020, o evento também conta com um prêmio de acessibilidade, o que pode dar mais visibilidade para a causa e ser ótimo para a indústria nos anos seguintes. Os resultados serão divulgados em 10 de dezembro, quando

    Como votar no Game Awards 2020?

    Você pode conferir todos os indicados ao Game Awards 2020 e votar em seus favoritos por meio do site da premiação. A plataforma permite que você escolha seus games em cada categoria e também compartilhe seu voto nas redes sociais.

    É importante ressaltar que os votos do público contam com 10% de participação na escolha dos vencedores. Os 90% restantes da decisão ficam por conta de um corpo de jurados formado por cerca de 95 veículos de mídia e influenciadores do mundo.

    Que horas começa o The Game Awards 2020?

    Os vencedores serão revelados durante um evento online ao vivo no YouTube e Twitch em 10 de dezembro, às 21h pelo horário de Brasília. A data é a mesma do lançamento de Cyberpunk 2077. Além da distribuição de prêmios, a apresentação também contará com novidades sobre jogos que serão lançados futuramente, além de um show da Game Awards Orchestra.

    Neste ano, devido à pandemia, o evento não contará com plateia ou entrega de prêmios em mãos, mas terá apresentações de Los Angeles, Tóquio e Londres. Os vencedores, convidados e indicados também vão participar por meio de videoconferências, segundo o FAQ do Game Awards

    Lista com todos os indicados

    Abaixo, você confere a lista de todos os indicados ao The Game Awards 2020, começando com os prêmios de Jogo do Ano e Melhor Direção. Você também pode conferir a revelação dos títulos no vídeo abaixo, que é apresentado por Geoff Keighley, criador do TGA.

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)
    Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)
    Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)
    Hades (Greg Kasavin)
    The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Hades (Supergiant Games)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)
    Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)
    Hades (Darren Korb)
    Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)
    The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    Resident Evil 3 (Capcom)
    The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Melhor Performance

    Ashley Johnson as Ellie, The Last of Us Part II
    Laura Bailey as Abby, The Last of Us Part II
    Daisuke Tsuji as Jin Sakai, Ghost of Tsushima
    Logan Cunningham as Hades, Hades
    Nadji Jeter as Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)
    Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)
    Tell Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)
    Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Hades (Supergiant Games)
    Spelunky 2 (Mossmouth)
    Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Legends of Runeterra (Riot Games)
    Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Melhor Suporte da Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)
    Destiny 2 (Bungie)
    Fall Guys (Mediatonic/Devolver)
    Fortnite (Epic Games)
    No Man’s Sky (Hello Games)
    Valorant (Riot Games)

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)
    HyperDot (Tribe Games)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)
    Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)
    STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)
    The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)
    Hades (Supergiant Games)
    Half-Life: Alyx (Valve)
    Nioh 2 (Team Ninja)
    Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
    Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)
    MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)
    Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)
    Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)
    The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
    Genshin Impact (miHoYo)
    Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)
    Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)
    Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)
    Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games)
    Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom)
    One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco)
    UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)
    Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)
    Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)
    Desperados III (Mimimi Games/THQN)
    Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)
    Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)
    XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)
    F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)
    FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)
    NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)
    Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)
    Among Us (InnerSloth)
    Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Estreia de Jogo Indie

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver)
    Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack)
    Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games)
    Röki (Polygon Treehouse/CI Games)
    Phasmophobia (Kinetic Games) 

    Criador de Conteúdo do Ano

    Alanah Pearce
    NickMercs
    TimtheTatman
    Jay Ann Lopez
    Valkyrae
    Prêmios de eSports

    Melhor Jogo de Esports

    Call of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Raven/Activision)
    Counter-Strike: Global Offensive (Valve)
    Fortnite (Epic Games)
    League of Legends (Riot Games)
    Valorant (Riot Games)

    Melhor Atleta de Esports

    Ian “Crimsix” Porter / Call of Duty
    Heo “Showmaker” Su / League of Legends
    Kim “Canyon” Geon-bu / League of Legends
    Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / Call of Duty
    Matthieu “ZywOo” Herbaut / CS:GO

    Melhor Equipe de Esports

    DAMWON Gaming / League of Legends
    Dallas Empire / Call of Duty
    San Francisco Shock / Overwatch League
    G2 Esports / League of Legends
    Team Secret / DOTA2

    Melhor Evento de Esports

    BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (CS:GO)
    Call of Duty League Championship 2020
    IEM Katowice 2020 (CS:GO)
    League of Legends World Championship 2020
    Overwatch League Grand Finals 2020

    Melhor Apresentador de Esports

    Eefje “Sjokz” Depoortere
    Alex “Machine” Richardson
    Alex “Goldenboy” Mendez
    James “Dash” Patterson
    Jorien “Sheever” van der Heijden

    Leia também:

  • Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Black Ops Cold War é uma grande fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria

    Quando comecei a jogar a campanha single-player de Call of Duty Black Ops Cold War, não imaginei que riria tanto com um jogo de tiro. Após fortes emoções no ano passado com Modern Warfare, que me fez sentir o peso de puxar o gatilho, a Treyarch entregou uma história que com certeza vai agradar os fãs americanos da franquia, já que é quase uma fanfic pensada especialmente para esse público.

    Lançado em 13 de novembro, o jogo já vem dando o que falar por causa de sua história desde seu anúncio. Para os fãs de longa data, é um prato cheio: a desenvolvedora resolveu seguir a história do Black Ops original e coloca o jogador em uma narrativa que se passa nos anos 80. Como o próprio nome indica, Cold War acontece durante a Guerra Fria e foca na ação de uma equipe de soldados de elite dos Estados Unidos, o que deixa a história bem enviesada para o lado ianque.

    O Call of Duty lançado no ano passado também dá aquela envergada histórica para favorecer os Estados Unidos e até reescreve certos acontecimentos reais. Ainda assim, na parte de gameplay, Modern Warfare entregou altos níveis de emoção com uma narrativa cheia de momentos que questionam a moral do jogador.

    Novidades

    Em Cold War, a Treyarch adotou um sistema de escolhas mais robusto, que chega a mudar o final da história, e também conta com um gameplay divertido, ao nível esperado de uma franquia bilionária. A narrativa também possui mais liberdade criativa e, apesar de ter toques de realidade, é bastante fictícia. A parte engraçada, porém, é ver essa ficção sendo elevada a um nível absurdo e de uma forma muito séria.

    Apesar dos momentos ridículos, a campanha single-player vem embalada em uma jogabilidade empolgante. O novo COD também impressiona tecnicamente e, no PC, dá para segurar 4K e 60 frames por segundo com Ray Tracing ligado na RTX 2060. Isso é possível graças ao milagroso DLSS, que futuramente deve ganhar um artigo dedicado por aqui.

    O multiplayer de Black Ops Cold War também é caprichado e conta com o amado modo Zumbis. Para quem está em busca de algo a mais que Warzone e Modern Warfare, vale a pena ficar de olho no game. Porém, os servidores andam meio instáveis atualmente e o preço está bem alto. Logo, a dica é ficar de olho em possíveis promoções que apareçam futuramente.

    A análise completa de Call of Duty Black Ops Cold War será publicada por este que vos escreve nos próximos dias lá no Adrenaline. Enquanto isso, segue aqui uma descrição aberta e vinda direto do coração sobre a história desse blockbuster do mundo dos games, que está mais para fanfic do Wattpad.

    Vingadores de Ronald Reagan

    A partir daqui, temos MUITOS spoilers da história de Black Ops Cold War

    A história de Black Ops Cold War começa apresentando os “Vingadores” de Ronald Reagan, o antigo presidente dos Estados Unidos que foi recriado digitalmente para o game. Em uma das cenas iniciais do game, o jogador acompanha a reunião da equipe de agentes especiais liderada por Russel Adler com o chefe de estado. A pauta: um agente russo quase mitológico que estaria de volta em atividade.

    Após receber a denúncia sobre o retorno do quase irreal russo malvado chamado Perseus, que já teria feito coisas ruins no Vietnã, o presida manda a letra: os agentes especiais possuem aval para sair pelo mundo caçando a suposta ameaça, mesmo que seja necessário espalhar alguns corpos pelo caminho.

    Um dos participantes da reunião até diz que os pedidos da equipe são irregulares e tudo isso pode dar merda. Em seguida, o agente Woods pontua: “todas as missões que vamos são ilegais”.

    Segundo Reagan, a ilegalidade da missão é um risco que vale a pena ser corrido. Afinal, Perseus pode ameaçar os ideais do “mundo livre”. O chefe de estado não consultou nenhuma outra autoridade do tal “mundo livre” para tomar essa decisão, mas seguimos em frente.

    Crimes de Guerra: World Tour

    Após uma sequência de ação intensa em uma pista de pouso, somos apresentados para o nosso herói: um soldado personalizável, que pode ter até gênero não-binário, e que vai ajudar no combate ao Perseus. Você é convidado a viajar por diversos países e locais em busca de pistas sobre a entidade vermelha que pode destruir a soberania estadunidense.

    A partir daí, um tour mundial de crimes de guerra se inicia. A equipe de elite formada por um grupo de agentes cheio de diversidade começa a coletar pistas para encontrar o fantasma comunista Perseus. As andanças vão desde missões nas ruas de Berlim até uma infiltração em uma base russa, com direito a agente duplo e tudo.

    O clima de “oba oba” só começa a mudar em Havana, Cuba, quando a equipe descobre que Perseus realmente está tramando algo maléfico e que pode destruir boa parte do mundo, além do ego dos Estados Unidos.

    Ops, my bad

    Durante a visita ao país de Fidel Castro, os “Vingadores” descobrem o plano Greenlight: cerca de metade da Europa está em cima de BOMBAS ATÔMICAS com capacidades altamente destrutivas. Isso é obra de Perseus? Na verdade, não…

    Acontece que o governo dos Estados Unidos plantou todas essas bombas no Velho Continente por precaução, nos anos 60, e depois atualizou as ogivas para um novo padrão, capaz de matar pessoas e nem danificar prédios (!!!!!). Afinal, nunca se sabe quando você vai precisar explodir metade da Europa, não é mesmo?

    Todos os problemas do jogo seriam resolvidos se os Estados Unidos não tivessem plantado bombas na Europa ¯\_(ツ)_/¯

    Enfim, o tiro acaba saindo pela culatra: Perseus, o comunista malvado, descobre como acionar todo o arsenal atômico. Com isso, metade da Europa pode ser destruída e todo o sangue iria para as mãos dos Estados Unidos, já que eles acharam uma ótima ideia brincar de campo minado com o tal “mundo livre”.

    Coração vermelho

    Quando chegamos a esse plot twist, minha mente aceitou que esse era o limite, já que não é todo dia que vemos um país enchendo um continente de bombas com “boas intenções”. Para mim, partir daí, a curta campanha só seguiria seu curso natural, com o time liderado por Adler destruindo o vilão comunista e seguindo a vida comendo hambúrguer e bebendo cerveja no Super Bowl. Ledo engano…

    Logo após a descoberta do plano Greenlight, o grupo trava um intenso combate nos telhados de Havana e acaba tomando um sacode dos inimigos, o que acaba matando um dos personagens que representa minorias no time de elite (pra variar). Nosso protagonista fica gravemente ferido e, durante sua recuperação, Adler e seus parceiros fazem uma grande revelação: você, na verdade, é um agente russo que trabalhava com Perseus e foi REPROGRAMADO para servir aos Estados Unidos.

    Você revive momentos no Vietnã, mas isso tudo são apenas MEMÓRIAS IMPLANTADAS!!!!111!!!

    Lembra daquela pista de pouso que eu mencionei lá no começo? O protagonista estava morrendo após tomar tiros de um parceiro cheio de ciúmes. Adler resolveu “dar uma chance” para o comunistinha quase sem vida e testa um programa experimental da CIA que substitui memórias.

    Todo o passado comunista do protagonista é substituído por flashbacks do Vietnã. Sim… FLASHBACKS DO VIETNÃ, e você precisa reviver esses momentos para “desbloquear” as verdadeiras memórias, que podem revelar a localização de Perseus.

    Instaurando o comunismo

    Todo o clima de filme blockbuster de espionagem é fechado com uma escolha: você pode aceitar sua nova vida e ajudar a derrubar Perseus, ou bolar uma armadilha para entregar Adler e os outros soldados para os comunistas. Sim, você pode derrubar a galera que te acompanhar na tour dos crimes de guerra e literalmente instaurar o comunismo no mundo, mas isso tem um custo.

    Para quem aceita seu coração vermelho e bola uma armadilha para derrubar a equipe Black Ops, existe um grande “peso emocional”. Com a ajuda de soldados comunistas, você precisa assassinar todos os seus parceiros, o que pode ser pesado para quem tem uma relação mais profunda com os personagens, principalmente o capitão Woods.

    Em seguida, o protagonista encontra Perseus, que ri da cara dos americanos por acreditarem que ele é o grande vilão da história. “Perseus, na verdade, não é um homem, mas uma ideia”, diz o personagem, confirmando que a verdadeira ameaça é, na verdade, O FANTASMA DO COMUNISMO (!!!!!!). O chefe russo te entrega um controle e te dá a honra de destruir a Europa, em um sistema arbitrário e que não te dá escolhas senão explodir o Velho Continente e incriminar os americanos. Afinal, comunistas são malvados e é isso aí.

    Final americano

    Para quem resolver apoiar os americanos, também temos altas emoções embaladas em movimentos esperados. Ao trair suas raízes comunistas, você batalha ao lado de Adler e sua trupe para derrubar Perseus. “Eu persigo esse fantasma há treze anos”, diz o agente especial, enquanto caminha lentamente com seu time em um navio porta-aviões.

    Depois de uma briga cheia de glória contra os comunistas, o protagonista ganha um “joinha” de seus colegas de equipe e vai dar um passeio com o chefe do esquadrão. Enquanto olha o mar, Adler revela que, mesmo após tudo, você ainda é um comunista e precisa morrer, o que deixa o final aberto em uma batalha de pistolas entre os dois agentes.

    Independente do desfecho, a história de Black Ops Cold War é recheada de clichês e chega a ser quase uma fanfic estadunidense sobre a Guerra Fria. Para quem não mora nos Estados Unidos, todo esse amontoado de absurdos chega a ser ridículo, o que acaba trazendo um clima leve e descontraído para a história.

    Existem jogos que te fazem soltar o controle para aproveitar certos momentos da história, que são carregados de emoção. Call of Duty Black Ops Cold War me contemplou com esse momento, mas para usar as mãos para segurar a barriga de tanto rir do que estava acontecendo.

    A Treyarch deixa a impressão de que a narrativa foi feita para ser “realista” e séria, o que é bem preocupante se esse foi mesmo o objetivo. Eu imagino que muita gente vai vibrar ao ver Ronald Reagan reunindo um esquadrão de agentes para assassinar o fantasma do comunismo. Mas, para quem vive em qualquer lugar fora das terras estadunidenses, ver um presidente plantando bombas a bel-prazer e mandando soldados para matar é bem assustador e nada normal.

    Ainda bem que tudo isso é apenas um jogo. Uma pena que algumas pessoas ainda estão preocupadas com o Fantasma do Comunismo

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  • Xbox lança Xcloud Preview no Brasil com biblioteca de 30 jogos grátis

    Xbox lança Xcloud Preview no Brasil com biblioteca de 30 jogos grátis

    Além de lançar o Xbox Series X e S em novembro, a Microsoft está trazendo o serviço de games xCloud para o Brasil. A plataforma que permite rodar jogos de console e PC direto no celular, utilizando internet e processamento em nuvem, chega em 18 de novembro ao país, em fase de testes.

    O período de prévia é limitado para convidados e os interessados podem realizar a inscrição para tentar participar por meio deste site. Você só precisa de uma conta de e-mail e um celular, além de concordar com os termos e condições da plataforma.

    Imagem: Pocket Lint

    Apesar de o teste ser fechado, a Microsoft disse que vai enviar diversos convites para que as pessoas consigam colocar as mãos no xCloud durante as próximas semanas. E quem for contemplado com acesso à plataforma estará bem servido com games.

    Jogos disponíveis gratuitamente no xCloud Preview no Brasil

    A Microsoft revelou que uma biblioteca de aproximadamente 30 games estará disponível no preview do xCloud no Brasil. Os participantes do programa poderão acessar os títulos gratuitamente durante o período de testes, que visa otimizar a plataforma para um lançamento abrangente.

    A lista de games inclui títulos famosos da Microsoft, incluindo Gears 5, Sea of Thieves, a coletânea de Halo e Minecraft Dungeons. Alguns dos jogos contam até com controles na tela, o que facilita a vida de quem não possui um joystick Bluetooth.

    Tomb Raider, Halo, Gears e Batman estão entre os jogos que poderão ser acessados de graça no xCloud Preview

    Os testes também englobam produções de peso de empresas parceiras da Microsoft. A lista de games para jogar via nuvem inclui Batman: Arkham Knight, Devil May Cry 5, PES 2020 e Shadow of the Tomb Raider.

    Abaixo, você confere todos os games que estarão disponíveis inicialmente no xCloud Preview no nosso país:

    • ARK: Survival Evolved
    • Batman: Arkham Knight
    • Black Desert
    • Bloodstained: Curse of the Moon
    • Borderlands: The Handsome Collection
    • CODE VEIN
    • DayZ
    • Dead by Daylight
    • Destiny 2
    • Devil May Cry 5
    • eFootball PES 2020
    • F1 2019
    • Forza Horizon 4
    • Gears 5
    • Halo Wars 2: Standard Edition
    • Halo: The Master Chief Collection
    • Hellblade: Senua’s Sacrifice
    • HITMAN
    • Just Cause 4
    • Minecraft Dungeons
    • Mitsurugi Kamui Hikae
    • Ori and the Will of the Wisps
    • PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS
    • RESIDENT EVIL 7 biohazard
    • Sea of Thieves
    • Shadow of the Tomb Raider
    • Sid Meier’s Civilization VI
    • Skyforge
    • SMITE
    • Stellaris: Console Edition
    • Tekken 7
    • WWE 2K20
    • Yakuza 0

    Expansão

    Além de chegar ao Brasil, o teste do xCloud será lançado no México, Austrália e Japão. A empresa está intensificando os testes com a plataforma em mais regiões após ter realizado o lançamento oficial do serviço de jogos em nuvem em alguns países. “Em cada um desses quatro mercados, começaremos com o preview para testar, iterar e coletar feedback dos usuários”, explica Catherine Gluckstein, uma das comandantes do projeto.

    xCloud no Brasil
    Imagem: Xbox Wire

    Em locais como Estados Unidos, o xCloud foi integrado ao Xbox Game Pass Ultimate, sem custos adicionais. Com isso, os usuários podem aproveitar jogos da assinatura compatíveis com a nuvem direto no celular.

    Atualmente, o xCloud para Game Pass Ultimate só está disponível no Android, mas a Microsoft tem planos de levar o serviço ao iOS, nem que seja na base da gambiarra. Além do sistema da Apple, a Xbox também quer lançar o serviço de nuvem para Windows 10 e Xbox One futuramente. O comandante da Xbox até deu a entender que um “Xbox Stick” para TVs pode chegar futuramente

  • Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

    Na nova geração de consoles, como fica o gamer de PC?

    A transição de geração de consoles é um grande marco na indústria de games como um todo. Os novos dispositivos das gigantes Sony e Microsoft normalmente travam uma disputa acirrada pela carteira do consumidor. No PC, o cenário segue outro ritmo, mas o que significa ter uma nova line up de videogames no mercado?

    Na atual transição, os efeitos ainda estão discretos. Ainda são poucos os jogos que extraem o máximo dos próximos consoles e aqueles que o fazem não serão lançados para o PC. Do PlayStation 5, o Spider-Man: Miles Morales, Sackboy: a Big Adventure e Demon’s Souls serão poderosos títulos para demonstrar o poder do console. Enquanto isso, no Xbox Series X e S, os exclusivos só chegarão em 2021, restando apenas títulos third-party até o fim do ano.

    Um início morno

    Sendo assim, o mercado caminha em marcha lenta nestes últimos dois meses de 2020. Grandes lançamentos foram empurrados para o começo de 2021, seja devido às complicações da pandemia no fluxo de trabalho, ou influenciados pelo adiamento surpresa de Cyberpunk: 2077. Os pratos que ainda serão servidos são títulos crossgen e com ambições esperadas, como Watch Dogs: Legion, Assassin’s Creed: Valhalla e próximos lançamentos, incluindo o Call of Duty: Black Ops Cold War.

    Nenhum desses nomes carrega consigo o aproveitamento das tecnologias exclusivas da nova geração, a não ser o hardware significativamente mais potente; contudo, já demonstram impactos no PC. Como foi muito bem descrito pelo Digital Foundry, apresentado em lives do Adrenaline e em outras gameplays demonstrativas, os títulos de crossgen lançados recentemente tem se mostrado mais exigentes desempenho — e os donos de placas Nvidia GTX 1000 estão sentindo os primeiros sintomas da defasagem.

    Além da impossibilidade de aproveitar o Ray Tracing sem reduzir seus quadros drasticamente, os jogos mais recentes da Ubisoft apresentam comportamento incomum no PC. Ambos não parecem estar escalando bem componentes diferentes, permanecendo na casa dos 30~40 quadros em vários cenários e configurações.

    Os efeitos mais graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos e naqueles tido como mais “humildes”

    Admito que isso possa ser sinal de má otimização. No entanto, os efeitos graves são mais evidentes nos hardwares mais antigos ou naqueles tidos como mais “humildes” — como a GeForce GTX 1660 e GTX 1650. Basta assistir partes dos vídeos do canal Gentleman para perceber que a situação está bem grave para o hardware intermediário — até mesmo na resolução Full HD.

    A RTX 2060 Super, como ele demonstra nesse vídeo, fica balançando nos 60 quadros, caindo para a casa dos 55 ou menos em alguns instantes. A única condição que a placa alcança pelo menos os 90 quadros é quando configurado na qualidade média. O que seria isso?

    Na humilde opinião do autor, esses são os primeiros sinais de que os desenvolvedores estão nivelando os games por cima, contando com o poder do hardware dos novos consoles; se não isso, a performance inferior no PC também poderia ser um reflexo do descuido dos ports para computador, algo que acontecia com frequência anos atrás e que voltou a acontecer em Horizon: Zero Dawn.

    Podem dizer: “Ah, mas é da Ubisoft, o jogo é ‘bugado’”. Compreendo o argumento e espero que esteja correto. Ainda assim, me mostro receoso por outros indícios, como os requisitos mínimos do ignorado Godfall.

    Muita areia para o caminhãozinho

    Para rodar essa belezinha, os desenvolvedores exigiram um sistema composto por um AMD Ryzen 5 1600 / Intel Core i5 6600; 12 GB de memória RAM e uma GPU Nvidia GeForce GTX 1060 ou Radeon RX 580. Parece ok, não é? Com um porém: essa configuração é o mínimo para rodar o game; os recomendados determinam um Ryzen 5 3600; i7 8700 e GTX 1080 Ti (!!) ou uma Radeon RX 5700 XT (!!!).

    Os componentes listados estão longe de serem razoáveis, considerando que compõem um setup tão caro quanto um console de nova geração. Ademais, mesmo que os desenvolvedores não tenham revelado qual a capacidade dessa configuração recomendada, é um sinal alarmante — se não um claro sinal de preguiça — para o jogador de PC, cuja imensa maioria ainda conta com uma GTX 1060 6 GB nas suas máquinas (10.48% dos jogadores, número significativamente maior que qualquer outra placa segundo Steam Hardware & Software Survey).

    E Godfall não é o único: The Medium também traz a GTX 1060 em seus requisitos mínimos no PC

    O cronograma de lançamentos de hardware do PC causa significativa segmentação. Ainda assim, é evidente que o gamer de PC ainda se apoia em hardware para resolução Full HD superior aos consoles de 8ª geração — excluindo as variantes Xbox One X e PS4 Pro. Quando tratada como requisito mínimo, a placa mais popular apresenta claros sinais de cansaço, sendo obrigada a reduzir os gráficos para qualidade média para alcançar os 60 quadros.

    Seria esse o momento para fazer um upgrade?

    De forma sucinta, esse é um indicativo de que é hora do upgrade, e isso não poderia acontecer numa hora melhor (contém ironia). A alta do dólar levou o valor de hardware de computador para o espaço e não há previsão de redução para valores pré-pandêmicos, nem mesmo sobre o poder da Black Friday. Então, o PC gamer com hardware antes intermediário sofre e chora em silêncio no fim de 2020.

    Para os gamers com a carteira preparada para as novas exigências, por outro lado, esse é um momento mágico. É agora que as estreias levarão seu hardware para o limite com as tecnologias gráficas mais recentes: Ray Tracing em tempo real, Nvidia DLSS, texturas de altíssima qualidade, suporte a resoluções maiores e muito mais. Neste caso, é aí que o PC continua brilhando e sempre brilhará.

    A opção mais barata entre os lançamentos, a GeForce RTX 3070, está saindo das varejistas por valores acima de R$ 4.500. (Fonte: Nvidia/Divulgação)

    Um abraço do tio Phil

    Além disso, pela primeira vez em toda a história, uma das grandes competidoras do mercado de consoles incluiu o PC no seu ecossistema. Como Phil Spencer já disse inúmeras vezes: “todo exclusivo de Xbox chegará ao PC”, e isso é um alívio para a comunidade que prefere a sua máquina pessoal ao console da Microsoft. E olha, é um carinho muito bem-vindo, principalmente pela presença do Xbox Game Pass.

    Seguindo a mesma linha, o maravilhoso controle para Xbox também é compatível com o PC direto da caixa. É plugar e jogar, com compatibilidade direta com o Windows 10. Dispensando softwares de terceiros, drivers especiais e procedimentos extras. É um agrado, também extremamente positivo, nos aproximando da experiência do console e pavimentando o caminho para o conforto de jogadores que preferem essa ferramenta (como deste que vos fala).

    A Sony segue ignorando a gigante comunidade do PC.

    A Sony, por sua vez, segue ignorando essa gigante comunidade. Ainda não há pronunciamentos satisfatórios sobre a compatibilidade do DualSense no PC. A marca as resumiu a “o controle será compatível com o PC”, sem mencionar a distribuição de drivers ou compatibilidade com recursos inéditos do controle. Ademais, tampouco há qualquer menção a port de mais exclusivos, além dos já cedidos Death Stranding e o Horizon: Zero Dawn.

    Death Stranding do PC contava com referências cosméticas à grandiosa franquia Half Life. (Fonte: Sony/Reprodução)

    Ainda é cedo para presumir que a Sony seguirá com a mesma postura restritiva sobre seu console, acessórios e games. Até o lançamento oficial do PS5, não seria justo afirmar que o DualSense é limitado no PC — mesmo que vários vídeos já tenham demonstrado o trabalhoso processo de sincronização dentro e fora da Steam.

    Particularmente, o DualShock 4 me cativou. O controle me proporcionou horas e horas de gameplay cabeada ou por meio de conexão Bluetooth; possibilitou jogatina multiplayer local ao lado da minha namorada e colegas e me tornou fã de jogos no estilo “Party”. Partir para o DualSense seria um avanço natural, mas devido a ausência dos recursos, acho que finalmente será o momento de migrar para o controle de Xbox.

    É pedir demais ter o feedback háptico no PC? (Fonte: Sony/Reprodução)

    A esperança é a última que morre

    Como integrante da comunidade do PC, espero que a Sony mude a postura sobre seu ecossistema, e acredito que este seja o caminho para ela se tornar menos seletiva e “cinema”, para alcançar o almejado patamar de “Disney+ dos games” (como brilhantemente descrito pelo Mateus Mognon). Felizmente, meu upgrade para as placas GeForce RTX foi feito com certa antecedência e me vejo livre dos males oriundos de ports ruins, mas torço que os desenvolvedores não esqueçam da existência de uma das placas mais adoradas da comunidade e que continuem tornando games acessíveis para vários níveis de performance.

    O Jornal dos Jogos já garantiu seu ingresso para a nova geração e publicou uma bela análise sobre o Xbox Series X.

    A nova geração começa oficialmente hoje (10) com o lançamento do Xbox Series S e Series X. Os próximos meses serão lentos e com experiências restritas aos títulos retrocompatíveis, mas o futuro dos próximos consoles é promissor e devemos aguardar para testemunharmos seus desdobramentos.

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